passaporte_rei_da_vela_capa

RESSUREIÇÃO DE
O REI DA VELA

Hoje 30/11/2016 – no CINE SESC na Rua Augusta, encerra-se a Mostra dos filmes prediletos do Crítico de Cinema Jairo Ferreira, realizados no fim dos anos 60 e início dos 70, com o Filme O REI DA VELA.

Filmado no Rio de Janeiro no ano de 1971 durante a temporada da peça de Oswald de Andrade no Teatro João Caetano, com Externas na Páscoa deste ano, em pontos Totêmicos da Cidade.

O Teatro Oficina foi o produtor inicial. Mas o Filme teve uma historia labiríntica internacional pra ser montado. Atravessou o Exílio do Teatro Oficina em 1974, e teve suas latas levadas clandestinamente pra Europa, pela Embaixada Francesa em SamPã por iniciativa de uma das Atrizes do Filme: a Genial Maria Alice Vergueiro.

A história deste filme atravessa a revolução Portuguesa dos Cravos, as fronteiras perigosas da Espanha ainda de Franco, chega a Paris, quase engolida numa inundação pelo Rio Sena.

Mas nos anos 80, na abertura lenta gradual restrita, começa a renascer como fruto de um GRANDE ENCONTRO de dois Artistas: do então jovem Cineasta Noilton Nunes e este q escreve esta nota: José Celso Martinez Correa.

O Embaixador Celso Amorim, então na Direção da EmbraFilme, faz retornar ao Brasil as Latas do Material do Filme q estava na França. E o Rei da Vela é apaixonadamente Montado, incorporando além das Cenas da Peça, sua história, e nossa história de realizadores, com filmes em PB de nossos pais, mas proibido em todo Brasil pela Censura.

Liberado depois de uma Invasão na Comissão de Censura da Abertura, teve sua estreia num Cinema de Copacabana encrencada. Um jovem ofice boy do Teatro Oficina, entusiasmado demais depois da Estreia do filme, solta um Rojão em frente ao Cinema, q faz sua trajetória até explodir um Fusca, lá estacionado.

A Polícia chega, encerra as Grades do Cinema. Fica parte do público fora, na Rua, e parte dentro, participando de um BORÍ banquete com comida de santo no chão da Sala de Espera do Cinema.

Noilton e eu fomos acabar a noite de glória na Delegacia de Copacabana e os Jornais noticiaram em manchetes como acontecimento Policial.

Mas a EmbraFilme garantiu várias cópias, em francês, inglês y espanhol, apresentadas em vários lugares do mundo. Adquiridas pelas Cinematecas de Berlin y Paris.

15250693_10209809810153280_777454191173466289_o-1

Todo material Audiovisual do Oficina Uzyna Uzona foi para a Cinemateca de SamPã, inclusive o filme pra ser Remasterizado. Mas veio o fechamento absurdo deste lugar, q nem quero comentar agora, quando o filme estava pra sair.

Eu já achava q jamais ia ver o filme pronto antes de morrer, quando o Produtor de Cinema, Paulo Sacramento, fez acontecer esta Versão Masterizada do Filme juntamente com muitos outros Grandes Filmes chamados de Marginais durante a Ditadura.

Foi gerada uma MASTER DIGITAL 2K do negativo da película. Durante duas semanas ficou transando com um SCANNER, acoplado ao Negativo do Filme. Em seguida, foi feita uma Correção de Cor e limpeza do Áudio para eliminar os chiados.

Este processo técnico-artístico aconteceu no BIXIGA,

justamente onde era o ANTIGO LABORATÓRIO DE CINEMA LÍDER, HOJE CINECOLOR DIGITAL.

E aconteceu o Milagre Inesperado.

Hoje vamos ver o filme com o Público. Alguns de nós no Oficina viram, inclusive eu. Ficou uma MARAVILHA.

Os Figurinos, Cenários e a Maquiagem do Gênio Eisensteiniano Helio Eichbauer, concebida com o Elenco q criou a peça, são arrebatadores.

As Interpretações, a começar de Renato Borghi fazendo Abelardo1º, são incrivelmente deslumbrantes.

A Montagem de Noilton Nunes, a trilha Sonora q criei, ganharam o Kikito no Festival de Gramado.

Mas o filme como bom vinho foi ficando cada vez mais forte e infelizmente mais atual do q nunca no Retorno da Onda conservadora.

Dados mais precisos estão no site do teatro.

Aqui, o link do pdf do passaporte programa original do filme.

Não pude deixar de escrever estas notas pra uma noite q desde já é das mais emocionantes q vou viver. 

Zé Celso

SamPã, 30/11/16 MERDA

15078683_579783232219350_1105677225964406698_n

Foto André Gardenberg

Ió toda gente!
Nessa quinta (24), Zé encerra o Simpósio Seis Décadas de Cena Radical Brasileira com uma Aula Magma no fogo da presença d um teat(r)o total. Uma (des)conferência concreta na ágora da rua Lina o Bardi, nossa terreyra eletrônica, finaliza uma série d encontros sobre as muitas perspectivas que atravessam a trajetória artística, poética, afetiva e polytica do Teat(r)o Oficina ao longo dos anos. Realização Laboratório de Práticas Performativas da USP, TUSP y Teat(r)o Oficina. Coordenação de Cibele Forjaz e Marcos Bulhōes.

24/11, das 14 às 17H. Rua Jaceguay, 520, Bixiga.
Entrada Gratuita

Segunda-feira, 26 de outubro de 2016, o Teatro Oficina goza mais uma Vitória na Luta contra o martírio secular da especulação imobiliária.

Em maioria, conselheiros do CONDEPHAAT, o órgão de preservação do patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do estado de São Paulo, votaram contra a construção das torres que assombrariam o Teat®o Oficina e todo o entorno do bairro tombado do Bixiga.

A votação que poderia passar despercebida foi colocada em cena por atuadores y pelo cordão de amigos dourados do Teat®o – Edson Elito, Guilherme Wisnik, Tales Ab’Saber. Contagiados pela direção de Dionísio e diante de uma votação quente e histórica, o poder da nossa presença desmontou a presença do poder.

CRONOLOGIA E COSMOLOGIA DA RE-EXISTÊNCIA
Há 56 anos o Teat®o Oficina cultiva Ritos Teat®ais na rua Jaceguay 520 do Bixiga. Há 36 anos encena a luta contra o capital financeiro baixado no braço imobiliário do grupo Silvio Santos – a Sisan Empreendimentos Imobiliários. Que há mais de 20 anos tenta aprovar um empreendimento nas terras do entorno do teatro.

2000
É aprovado, pela prefeitura, a construção do Shopping Center Bela Vista Festival Center, a construtora se nega a seguir os parâmetros construtivos do município, e por medida cautelar, a obra é embargada.

pastedimage

2004
Vem a tentativa de aprovar um projeto híbrido de shopping com um teatro que supostamente atenderia a complementação do projeto de Lina Bardi e Edson Elito – o Anhangabaú da Feliz Cidade – mas que só consegue produzir um teatro fechado em si mesmo, fora de toda a concepção do teatro rua, do teatro aberto à cidade, ágora pública, do teatro pra multidão e que não contracena com o bairro de forma que oCONPREP pede alteração no desenho e o grupo abandona o projeto.

pastedimage-1

2008
Baixam as torres – um condomínio residencial de três prédios de quase 100m de altura – dois na lateral oeste do teatro, do janelão de 120m² e da cesalpina – árvore totem plantada por Lina Bardi e ponta de Lança pra possessão do entorno, e um prédio na lateral leste do teatro, com o pomar, as alamedas e o mirante da rua Santo Amaro. O grupo SISANtenta aprovar os prédios nas três estâncias dos órgãos de preservação do patrimônio – CONPRESP, CONDEPHAAT e IPHAN.

pastedimage-2

2013
O conselho do CONDEPHAAT aprova a construção das torres, na ocasião o órgão era presidido por Ana Lucia Duarte Lanna, que entre outros argumentos legalistas, defende o direito à propriedade da empresa, desprezando a própria função do órgão de proteger o patrimônio cultural material e imaterial do Teat®o Oficina e do bairro tombado do Bixiga.

Desde então o grupo vem tentando aprovar os projetos das torres noIPHAN, que na presidência de Jurema Machado, com o brilhante parecer, em 2010, tomba o Teat®o Oficina já na sua perspectiva urbana, incorporando o Anhangabaú da Feliz Cidade e dando direções pra solução do impasse a partir da desapropriação ou troca de terrenos.

O projeto tinha ainda a previsão, indicada por croquis da arquiteta e por vãos deixados na parede de fundos, de desembocar numa praça pública posicionada em lote perpendicular ao do teatro. A importância do Oficina, a escassez de espaços públicos que dêm vazão à riqueza cultural do Bexiga, a intensidade de percursos a pé em um bairro popular e tão próximo do centro de São Paulo eram, e continuam sendo, motivos mais do que suficientes para se almejar essa escala.

O que não fica claro – e deveria merecer uma avaliação mais aprofundada – é porque uma cidade como São Paulo, onde se tem a maior e mais consolidada experiência de aplicação de instrumentos urbanísticos como a transferência do direito de construir e as operações urbanas não elegeu o Bexiga para a aplicação prioritária desses mecanismos, justo uma região tão bem localizada, que tem potencialmente muito mais valor para São Paulo – até mesmo sob o ponto vista estritamente financeiro – pela sua diversidade cultural do que pela quantidade de metros quadrados que se possa construir ali. Edificações com destinações comerciais e de serviços, que não tenham outros requisitos locacionais a não ser a acessibilidade, podem ser deslocadas dentro do espaço da cidade utilizando instrumentos dessa natureza. Já o lugar das práticas culturais é ali, e só ali. Se não for ali, o Bexiga como tal deixará de existir.

Atualmente, o parecer do IPHAN é contrário ao projeto atual da Sisan ao lado do janelão do teatro, mas se manifesta sobre o prédio da rua Santo Amaro.

Ainda em 2008 o grupo tem a aprovação do projeto pelo CONPRESP, que em 2015, depois de uma modificação no desenho pelo próprio grupo, se posiciona contrário ao projeto, desde então os pareceres dos relatores doCONPRESP são desfavoráveis a construção das torres.

2016
Este ano, a Sisan dá nova entrada para aprovação no CONDEPHAAT. A votação entrou em pauta nas reuniões do conselho no dia 29 de agosto e abriu o primeiro ato dos três que tiveram sua apoteose na votação do dia 26 de outubro – com o veto e o xeque mate das torres no quarteirão do Bixiga.

O presidente do CONDEPHAAT e alguns conselheiros insistiam na iniciativa caduca de tomar uma ‘decisão à luz da resolução vigente’, votando com base na situação do teatro em 1982, data do tombamento no CONDEPHAAT, desprezando a obra de arte atual projetada por Lina Bardi e Edson Elito – 3º Teat®o Oficina aberto para o Minhocão, para as Chuvas, as Luas, Estrelas, pra Sol e todas as descobertas da companhia ao longo destes quase 35 anos, vivendo a vida ao vivo no canteyro de obras permanente da Uzyna Uzona.

pastedimage-3
a sól em cena na peça Cailda !!!!

pastedimage-4

o janelão de 120m2 em cena na peça Cacilda !!!!!

As transformações feitas pela companhia foram transformações arquitetônicas substanciais que permitiram a existência contemporânea do teatro e do trabalho na companhia, que extrapola os limites do teatro, pondo em cena o projeto rascunhado na década de 80 e o teatro já projetado na sua perspectiva urbana.

pastedimage-5

pastedimage-6

pastedimage-7pastedimage-8

pastedimage-9

O presidente do CONDEPHAAT chegou a falar sobre um pretenso conforto ambiental gerado pelo assombramento das torres e que na época do tombamento o vão do janelão não existia, interpretando abstratamente o tombamento e desprezando a ousadia do laudo do arquiteto conselheiro na época, o artista Flávio Império, tombando, em 1982, o que ele chamou de O Movimento de expansão da linha de trabalho da companhia.

Sem incorrer na corrente que costuma mitificar e cristalizar valores, considero o próprio edifício do Teatro Oficina de suma importância para documentação de como se deu, nos anos 60, o surto de pesquisas de linguagem teatral que influenciou até hoje o teatro moderno no Brasil.

O teatro oficina passou por vários tipos de organização interna da relação palco e platéia: atuante-espectador. Este fator constitui-se parte integrante das suas pesquisas: o espaço da cena, um dos elementos básicos da sua pesquisa de linguagem eminentemente teatral.

O seu tombamento não deveria, portanto, considerar fixo, congelado o seu equipamento interno para não estrangular as novas ou futuras propostas de pesquisas do grupo.

Flávio teve a grandeza trans humana, de defender em seu Laudo Técnico pro Tombamento, a destruição transmutadora de sua Obra pra dar passagem ao Terreyro Eletrônico.

Os argumentos das votações também vieram, estrategicamente, construindo um equívoco que vem se criando pra engrossar o coro dos que acreditam que o Anhangabaú da FelizCidade é a projeção do ‘ego do Zé Celso’, como se se tratasse da transferência de propriedade do terreno para a associação, surdos ao coro da companhia e das vozes públicas, que já estão mais que sabidas, de que se trata de sagrar este terreno como Terras Públicas, com programa Cultural, sobretudo pros Ritos Teat®ais – o ponto de encontro do corpo a corpo da humanidade – gerido e com curadoria de um conselho onde a companhia tem parte.

O poder da presença de Tales Ab’Saber evocou a ousadia do pai e geógrafo Aziz, presidente do CONDEPHAAT na ocasião do tombamento em 1982, que na sua direção desejava do órgão ousadia e criação de novos paradigmas pros instrumentos de preservação da cultura.

O tombamento do Teatro Oficina processou-se nos fins do ano de 1982, do século passado, em uma época em que o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arqueológico (CONDEPHAAT), conseguiu ampliar o foco das preocupações mais importantes e diversificadas.

Ao invés de se preocupar apenas com prédios e museus históricos, ou igrejas e capelinhas, o conselho naquele momento fixou-se em fatos representativos da natureza no território paulista (Serra do Mar, Serra do Japi, Pedra Grande, Atibaia, entre outros). Em segundo lugar houve uma preocupação especial com os centros históricos de velhas cidades paulistas (Itanhaem e Iguape; Bananal e Cunha; São Luis do Paraitinga entre outras). E por fim os principais teatros existentes na cidade e periferia central de São Paulo.

Em um tempo em que, por razões diversas, grandes e pequenos teatros e cinemas estavam ameaçados de fechamento e perda de funções culturais porque “todo espaço virou mercadoria”, como dizem os jovens geógrafos da Universidade de São Paulo, surgiram os primeiros shoppings e galerias para atendimento dos distritos centrais de negócios, e bairros sócio-econômicos de habitantes mais bem aquinhoados e consumistas.

A dimensão urbana do projeto do Anhangabaú da FelizCidade foi trazida e se entendeu que o impacto das torres não cairiam somente sobre o teatro, mas sobre um conjunto arquitetônico tombado pelo próprioCONDEPHAAT, formado pela Casa da Dona Yayá, a Escola de Primeiras Letras, o Castelinho da Brigadeiro e o Teatro Brasileiro de Comédia.  Já desenhando o território cultural descoberto durante a x Bienal de arquitetura em 2013, com a explosão do programa do Anhangabaú, tornando-o radicalmente público.

pastedimage-10

pastedimage-11

pastedimage-12

pastedimage-13

Apesar da manipulação e da parcialidade de como foi conduzida a votação e da convicção divina do presidente do Condephaat – de que arranha-céus de cem metros de altura são a melhor opção pra um bairro com 900 casarios tombados, e que sombra é a melhor caminho higiênico pro interior de um teatro que tem como maior diretor das encenações , a Sol – muitos conselheiro deram pareceres e se manifestaram de forma brilhante, apaixonada, defendendo o teatro e o bairro com o que ultrapassa a tecnicidade das leis e o patrimônio – a VIDA, ECOLOGIA DA NÃO EXTINÇÃO DOS SERES VIVOS Y MORTOS, HUMANOS Y NÃOHUMANOS.

Presidenta Dilma

Depois d ouvir seu pronunciamento hoje, decidi lhe escrever uma “CARTA ABERTA” porque sinto q os seus argumentos todos somados aos do seu maravilhoso advogado José Eduardo Cardoso batem numa ABSOLUTA SURDEZ INTENCIONAL DOS SENADORES GOLPISTAS.

Nos momentos crise mundial como o q vivemos, em vez d Mudanças Radicais Necessárias , vemos o medo ser maior. Então, muitos tem preferido as desgraças do q as Mudanças.

E pra isso se criam BODES EXPIATÓRIOS:

É  A HORA DO FACISMO. 

Sua PESSOA,SEU CORPO vêm sofrendo desde sua Vitória na Última Eleição Presidencial as PUNHALADAS DOS FACISTAS TEREM T ESCOLHIDO COMO :

“BODE EXPIATÓRIO ABSOLUTO”, O Q INCLUDE ALÉM DE NA INSTITUIÇÃO, EM SEU SER VIVO: SEU CORPO.

POR ISSO ACONSELHO-A  Á CANTAR ESTE BODE  NO SENADO

dar d volta  à partir d seu CORPO, sua VOZ, ou mesmo no seu SILÊNCIO no instante do “aqui agóra”  do dia d sua Presença Pública. Sem ler nada, nenhum documento, exprimir o q sente nesta asquerosa Cena tudo q seu CORPO precisa pra exorcisar em cima deste TRIBUNAL FACISTA DA INQUISIÇÃO.

Vai ser Maravilhoso, uma questão d SAÚDE PUBLICA, não só pra sua PESSOA, mas pra TODOS Q AMAM NO BRASIL Y NO MUNDO SUA EXTRAORDINÁRIA PESSOA POLÍTICA Y HUMANA.

O deus do TEATRO: DIONIZIOS, por exemplo

é um BODE q sofreu, como CRISTO, perseguições cruéis da Deusa HERA, Esposa Ciumenta d ZEUS por ter concebido este filho com SEMELLE, uma MORTAL.

Mas diferentemente de Cristo q aceitou a CRUZ , q  Não CANTOU O SEU BODE, DIONISIOS criou o TEATRO: uma RELIGIÃO  em q  os BODES CANTAM, põe pra fóra seus BODES, BERRAM,BALEM MÉÉÉÉÉ…., DEBOCHAM, CHORAM, RIEM, FESTEJAM NA MAIOR ALEGRÍA.

Nós ATRIZES, ATORES, q praticamos as ARTES CÊNICAS, somos quer queiramos ou não, desde q descobrimos nosso ser pro Teatro,  sabemos q somos e seremos BODES SOCIAIS y em CENA CANTAMOS NOSSOS Y TODOS OS  BODES.

DILMA ROUSSEFF, QUER SE QUEIRA OU NÃO, TORNOU-SE UMA PERSONAGEM D TRAGÉDIA BRASILEIRA 

como ANTIGONE,MEDÉIA……

Nós fazemos no Teat(r)o Oficina nas nossas Óperas d Carnaval o q chamamos d TRAGICOMÉDIORGYA.

Quando se chega a condição TRÁGICA como é a sua, por tudo q vem sofrendo, se chega tambám à percepção do Ridículo , do Cômico da Vida, como foi assistir o  $HOW desse Congresso, o mais corrupto da Histíria do Brasíl, produtor d  Inúmeráveis Bostas Mentais  na Cena Bufa da Votação d seu Impeachment  no di 17 d abril. 

Y ao mesmo tempo , a TRAGÉDIA, dá ainda  á nós, os Trágicos:

mais Tesão d Viver,

nos liga novamente à ORGYA!

Fazemos uma Sessão Especial no TEAT(R)O OFICINA, q COMEMORA HOJE , SEUS 55 ANOS DE VIDA com a Peça:

“pra dar um FIM NO JUIZO de deus”, de Antonin Artaud. 

Acontecerá  uma Cena da Grande Atriz Joana Medeiros q tem sido uma espécie d OUTRA sua, isto é, d DILMA, desde  a peça montada o ano passado “MISTÉRIOS GOZÓSOS”,  dOSWALD D ANDRADE, onde fazia MADAME BOVARY

( Estou lhe enviando um trecho gravado da peça onde pode-se ver uma das Cenas desta Outra d Dilma)

 

Ontem ensaiamos uma Cena q já existe na Peça, q é d Joana d’ARC,diante d seus Inquisidores, q serão as Máscaras d Todos seus Rheais Inquisidores.

Hoje, a Cena terá como nas Peças d Bertolt Brecht , um Titulo:

 “A PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF DIANTE DE SEUS INQUISIDORES NO SENADO”

 Joana Medeiros vai Improvisar, amanhã posso lhe enviar o Video d Cena.

Enfim, tudo q escrevo é pra te dizer q Compareça no Senado, mesmo q você não pronuncie uma palavra.

Olhe nos olhos dos Golpistas e acontecerá o mesmo que aconteceu com aqueles do seu julgamento de 64: cobrirão a cara.

esta Cena

dirá tudo

y te libertará deste VODU q lhe impuseram

Zé Celso

Com todo HUMOR AMOR Y MUITO MAIS Q HOUVER NESTE MUNDO

 

baxk

Início do Período Eleitoral

y dos Atos dos Covardes q querem                                        

Impichar Dilma Joana d’ARC

como Bode Expiatório 

da Crise Criada pelo Congresso Mais

Corrupto q o Brasil já teve.

Xamo! Cabras y Bodes Cantores!

Amantes da Arte Cênica ao Vivo no Mundo,

Venham HOJE (16) Oficiar o Festim Antropófago!

d Artaud  “pra dar um Fim no Juízo d deus” y do Camarada Janot

com Dionízios, o deus sem JUÍZO

GOZAR OS golpistas q querem nos mandar Bodes Cantores pros subterrâneos das catacumbas culturais

Artaud, Oswald d Andrade y os Povos Vivos do Brasíl XAMAM Pro FESTIM ANTROPOFÁGICO DOS 55 ANOS DO TEATRO OFICINA UZYNA UZONA

A LONGA História Abreviada:

 

cacilda becker_inauguracao teatro oficina_raridade

Em Janeiro d 1961 Cacilda Becker quebra Champagne numa Pedra d Cimento q sobrou do interior demolido do  “Teatro Espírita Novos Comediantes” pro Arquiteto Joaquim Guedes dar Inicio à Regência da Obras do Teatro Sanduíche d Duas Platéias frente a frente: o 1º OFICINA.

o RECHEIO:

Carne dos Corpos do Grupo Oficina 58, ativados em Laboratórios Stanislawski Russo Americano Actor’s Studium. Corpos Amadores q na mesma Rua Jaceguay 520 transmutam-se com o lugar parido em menos d 9 meses com “A Vida Impressa em Dollar”, “Awakwe and Sing” d Clifford Odets, pela Companhía Teatro Oficina Ltda.

Inaugurando o Teatro Oficina a 16 d Ah!Gosto às 21h

16, Século XX

víra Século 21

16  Ah!Gósto 21h

rua Jaceguay 520-Bixiga

____________________

55 Anus =Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona

 

capa_55 anos Teatro Oficina_artaud_dionisios_bacantes

Dionízios, deus sem juízo, joga só hoje com Artaud

“pra dar um FIM NO JUIZO d deus”.

é q BACANTES nos xamam outra vez pra Ensaiar como Cortar a Cabeça d Pentheu 2016, pra parir em Outubro depois das Eleições.

Há 55 anos atrás, eu não atuava ainda, era só diretor. Depois d um Ensaio Geral Péssimo d “A Vida Impressa in U$”, na madrugada de 15 pra 16, eu “Cabaço (ainda) d Teatro”, achei q iríamos prum fracasso total, o fim do Oficina.

 

SDC11416

Acordei y com Renato Borghi fui à Delegacia Policial das Diversões Públicas q no dia da Estreia ameaçava-nos d Proibir a Peça y não dar Alvará para o Teatro Abrir, uma Forma muito Estranha pros então amáveis burocratas policiais da época d Ouro do Teatro em SamPã.

Voltei pro Teatro e os Jornais da Época queriam saber como tinha sido nossa ida à Censura. 

Me preparei pra receber, fiz a barba no Escritório ao fundo com um barbeador elétrico, dei entrevistas y fuy assitir à Peça, q fizemos na coragem, arriscando Meu amigo d Infância e colega d Faculdade Plínio Pimenta.

Trouxe Dona Maria Prestes Maia — uma ex-atriz maravilhosa portuguesa dessas tipo Conceição Tavares, esposa do então Prefeito Prestes Maia — pra cortar a Fita d Inauguração no meio do Palco Sanduíche, abrindo-o pros dois Lados das Arquibancadas próximas ao público, como no TEATRO DE ARENA e no meio dos Cenários da peça nas laterais, como no TBC.

Nasceu Viva Demais a peça, mas no dia seguinte, dia 17, a Censura vetou o Texto y a Polícia não deu Alvará pra abrir o Teatro.

Não aceitamos, fomos à luta, mas só conseguimos abrir dia 25 d Agosto, quando Jânio Renunciou.

Aliás, agora em 2016, neste mesmo dia:

É data marcada pelos Golpistas pra consumar o Impeachment, esquecendo Cunha pra depois do depois y data marcada pra começar a Impixar a Presidenta Dilma, q vai estar em Cena dia 16, no Teat(r)o Oficina, como Joana d’Arc.

A Página do Oficina no FaceBook das milhares d’amazias y  di amantes do Teat(r)o Oficina foi condenada a sair do ar por um denunciate dos haters, por ter descoberto uma fotinha minha abraçado com a Jóia Humana xamada Cafira Zoé, q estava com os belos peitos d fóra.

Pode?

O melhor y mais intenso Teatro do Mundo, entre os 10 outros, assim aclamado pelo crítico d Arte y Arquitetura do The Guardiansofreu essa violência  ao mesmo tempo q a Síndica do Prédio Vizinho do Oficina não permite q o fio do Cabo da Internet do Prédio passe pro Teat(r)o Oficina.

Pode?

Os arautos deste tempo repressivo, con$ervador da miséria cultural y da burrice, age como os nazistas na peça q Brecht escreveu entre 1935 y 1937: “Terror e Miséria no Terceiro Reich”.

Minha Agenda tem se encontrado com isso no Brasil: dias y noites. Tanto q tenho guardado estas Agendas, pois são inumeráveis as Bostas Mentais engordando o Ódio Fascista.

Mas contando com o Tempo Amador do Oficina, são 58 anos q o Teat(r)o existe pra não ser assim…

y vai continuar, talvez pra sempre, mesmo depois q eu não exista mais

Ti-Zé-Rias

VIDA ETHERNA PRO TERREIRO ELETRÔNICO DO TEAT(R)O OFICINA UZYNA UZONA Y SUA BIGORNA, ONDE SE RECONSTRÓI A ANATOMIA HUMANA.

SamPã Véspera: 15 d Ah!Gósto d 2016

estrada de ferro central do brasil_tarsila do amaral

estrada de ferro central do brasil – tarsila do amaral

Em carta a futuro prefeito — ou prefeita — a grande urbanista Ermínia Maricato expõe drama de nossas prefeituras. Capturadas pelo poder, só apelo à mobilização social pode resgatá-las

Por Erminia Maricato, em seu blog

Seguindo o que é de praxe eu me congratulo com V.S. pela vitória eleitoral na mais importante cidade do país tomada aqui como polo econômico e político.

Antes de mais nada é preciso lembrar que São Paulo é uma metrópole formada por 39 municipalidades e V.S. foi eleita para governar um município. Mas ele é tão mais importante que os demais que é frequente a mídia e cidadãos dirigirem ao prefeito de São Paulo as demandas de toda a metrópole. A mobilidade é um exemplo: o município de São Paulo concentra 70% do emprego de toda a metrópole e grande parte dos trabalhadores, em especial os mais pobres, vem dos municípios vizinhos. Muitos deles funcionam como municípios dormitórios. A longa e desumana viagem diária nos transportes coletivos será, frequentemente, cobrada de V.S.. Se V.S. tiver sensibilidade para a vergonhosa desigualdade social que marca o país e para a ocupação predatória ao meio ambiente que predomina em nossa metrópole (onde aproximadamente 2 milhões de pessoas moram em área de proteção dos mananciais por absoluta falta de opção de alternativa residencial) seu sono estará comprometido.

Entretanto, se adotar uma postura mais realista em relação aos poderes que comandam “a cidade” e sua representação construída pelo aparato ideológico, em especial pelo mercado imobiliário, os quatro anos de gestão serão mais leves e poderão até render um salto significativo na carreira política. Há algum tempo atrás constatei que São Paulo concentrava 23% dos chefes de família, de todo o Brasil, que ganhavam mais de 20 salários mínimos. É a mais forte classe média do país e, quase com certeza, a mais conservadora. Ela é dominada pela ideologia do condomínio e totalmente ignorante sobre a realidade social, ambiental e institucional da metrópole. Nesse caso concentre-se no urbanismo do espetáculo, apoie as PPPs que sugam os recursos públicos para alimentar a reprodução dos capitais contrariando o discurso para o qual foram criadas. “Revitalize”, “modernize”, “reestruture”, faça “operações urbanas” ou coisa do gênero mas nunca saia dessa “cidade” do panelaço, ou dessa “casa grande”, pois para a opinião pública e o senso comum o resto não tem a menor importância.

Muito menos o fato de termos uma metrópole desgovernada com 39 municipalidades atirando para diferentes lados e um governador ignorando a necessidade de contrariar interesses paroquiais de deputados, vereadores e prefeitos para implementar uma política de mobilidade mais eficiente, uma política de saneamento que planeje o presente e o futuro do serviço de água, esgoto, destinação do lixo e, especialmente, a drenagem que recupere os cursos de água e combata mais eficazmente as enchentes e as epidemias provocadas pelo famoso mosquito. O controle sobre o uso do solo e, portanto, sobre a propriedade privada para que ela cumpra sua função social e ambiental (previstas na Constituição Federal e no Estatuto da Cidade) é o maior desafio para os municípios e para a metrópole. Planos não faltam e leis idem (veja o recente Estatuto da Metrópole).

Mas nem tudo é desgoverno, leis ignoradas, inclusive pelo Judiciário e Ministério Público, e elites que desconhecem a realidade próxima.

V.S. poderá dar continuidade a algumas iniciativas inovadoras que tiveram lugar na cidade de São Paulo em anos recentes.

O desbaratamento da quadrilha que funcionava na aprovação de projetos e na emissão de IPTUs, acontecida há três anos foi um golpe forte na corrupção municipal. A criação da Controladoria Geral do Município e sua institucionalização foi um grande passo para eliminar, dos quadros da máquina pública, os oportunistas que querem tirar vantagem de sua posição ao invés de servir ao público como deveriam pelo cargo que ocupam. A transparência propiciada pelo Portal da Prefeitura tem permitido acompanhar informações que dizem respeito a esse e outros assuntos. É o caso do Geo Sampa, instrumento que dá acesso a 152 bancos de dados em um único mapa digital.

A multiplicação das ciclovias e dos corredores de ônibus (que chegam a 500 km neste início de 2016), a diminuição da velocidade dos automóveis, a abertura da Avenida Paulista aos domingos para lazer (e outras 16 vias de bairro), o bilhete único mensal, a gratuidade da tarifa para certas faixas da população entre outras medidas, se continuadas, podem mudar uma das faces mais violentas da cidade. A diminuição de óbitos e acidentes no trânsito, a diminuição do tempo de viagem diária no transporte coletivo, a diminuição de viagens motorizadas e poluidoras são fatos que impactam positivamente a saúde mental e física da população como mostram pesquisas sobre o assunto. Certamente há muito por avançar mas desafiar o automóvel com seu poder absoluto e central na mobilidade urbana no Brasil não é pouco. Merece continuar.

 

HADDAD,CICLOVIA

Foto Werther Santana/Estadão Conteúdo

O desbaratamento da quadrilha que funcionava na aprovação de projetos e na emissão de IPTUs, acontecida há três anos foi um golpe forte na corrupção municipal. A criação da Controladoria Geral do Município e sua institucionalização foi um grande passo para eliminar, dos quadros da máquina pública, os oportunistas que querem tirar vantagem de sua posição ao invés de servir ao público como deveriam pelo cargo que ocupam. A transparência propiciada pelo Portal da Prefeitura tem permitido acompanhar informações que dizem respeito a esse e outros assuntos. É o caso do Geo Sampa, instrumento que dá acesso a 152 bancos de dados em um único mapa digital.O desbaratamento da quadrilha que funcionava na aprovação de projetos e na emissão de IPTUs, acontecida há três anos foi um golpe forte na corrupção municipal.

A criação da Controladoria Geral do Município e sua institucionalização foi um grande passo para eliminar, dos quadros da máquina pública, os oportunistas que querem tirar vantagem de sua posição ao invés de servir ao público como deveriam pelo cargo que ocupam. A transparência propiciada pelo Portal da Prefeitura tem permitido acompanhar informações que dizem respeito a esse e outros assuntos. É o caso do Geo Sampa, instrumento que dá acesso a 152 bancos de dados em um único mapa digital.

A multiplicação das ciclovias e dos corredores de ônibus (que chegam a 500 km neste início de 2016), a diminuição da velocidade dos automóveis, a abertura da Avenida Paulista aos domingos para lazer (e outras 16 vias de bairro), o bilhete único mensal, a gratuidade da tarifa para certas faixas da população entre outras medidas, se continuadas, podem mudar uma das faces mais violentas da cidade. A diminuição de óbitos e acidentes no trânsito, a diminuição do tempo de viagem diária no transporte coletivo, a diminuição de viagens motorizadas e poluidoras são fatos que impactam positivamente a saúde mental e física da população como mostram pesquisas sobre o assunto. Certamente há muito por avançar mas desafiar o automóvel com seu poder absoluto e central na mobilidade urbana no Brasil não é pouco. Merece continuar.

A coleta seletiva do lixo está chegando a todos os distritos. Diminuir a carga de lixo que vai para descarte aumentando a carga de lixo que vai criar riqueza e emprego é uma necessidade muito óbvia, mas somente agora esse serviço foi estendido.

 

caminhao-de-coleta-seletiva-no-bairro-do-jardim-celeste-zona-sul-de-sao-paulo-segundo-o-ibge-do-total-de-municipios-323-1796-municipios-possuem-programa-projeto-ou-acao-de-coleta-seletiva-de-lixo-1352749206664_1024x768

 

O município de São Paulo está mostrando como podemos contribuir para salvar o que resta da ameaçada Mata Atlântica localizada no sul da metrópole. A cidade voltou a ter zona rural de acordo com seu último Plano Diretor. A beleza da Mata Atlântica pode ser vista nas exposições que o Royal Botanic Gardens da Inglaterra está promovendo sobre a flora brasileira neste momento. Especialistas que fazem parte do quadro da prefeitura mostram que a alta biodiversidade se estende também à vida animal. E tudo isso, aliado às cachoeiras e riachos limpos está apenas a 40 km do coração da cidade, acessível por ciclovia. O ecoturismo que está sendo incrementado inclui um circuito gastronômico e visita a agricultores que estão se adaptando à agricultura orgânica com apoio da prefeitura.

Ao invés de proibir o uso do solo, coisa que não funcionou já que há lei nesse sentido desde 1976, trata-se de dar alternativas virtuosas a esse uso visando a preservação da mata, da água, da fauna e, visando ainda, a criação de emprego. (Esses itens extremamente virtuosos convivem com uma forma extremamente precária de moradia pobre fomentada por loteadores clandestinos, sem que a CETESB, a quem cabe a competência, na Região Metropolitana, apresente uma forma eficaz de fiscalização).

Essas e outras conquistas recentes não deveriam correr riscos de regressão numa cidade tão marcada pela pujança quanto pela desigualdade. Segurança alimentar, tempo integral nas escolas, investimentos em infraestrutura nas periferias assoladas pelos mosquitos, drenagem em áreas castigadas pelas chuvas anuais são iniciativas que devem se consolidar. Mas isso não impede o reconhecimento de que São Paulo vive um momento interessante apesar da dimensão dos problemas.

Há uma multiplicação de iniciativas ligadas à arte (literatura, teatro, música, grafite) e aos direitos humanos nas periferias. Chama atenção em especial a ampliação da luta anti preconceito racial (o correto seria dizer de cor) e de gênero (os idosos têm, nos transportes da cidade de São Paulo, um tratamento tão humano que encontramos em raras cidades do mundo). Um número inédito de estrangeiros jovens buscam a cidade para viver iniciativas inovadoras na área da cultura e o negócio dos Hostels ganha importância econômica crescente.

 

carnaval de rua sp

O carnaval próximo passado mostrou que a cidade está mudando. Centenas de milhares de paulistanos desistiram de enfrentar congestionamentos nas estradas para viver um carnaval livre e democrático nos cordões e blocos de rua. Isso está em consonância com movimentos de jovens que se apropriam dos espaços públicos como “bem comum”. As iniciativas sociais, essa energia dos jovens que rejeitam viver a estética e a alienação promovidas pela ditadura da mercadoria talvez sejam o maior patrimônio com que V.S. pode contar. Não podemos nos esquecer que cada metro quadrado de São Paulo é mercadoria que pode ser apropriada diretamente, privadamente, ou por meio de atribuição de renda aos imóveis próximos dos investimentos feitos pelos governos.

 

foto_dario oliveira

 

A luta é desumana mas ao mesmo tempo surda e sutil: trata-se de decidir onde será aplicado cada centavo da riqueza supostamente “pública”. O financiamento de campanha e os interesses imobiliários direcionam os fundos públicos sufocando o “bem comum”. Não me refiro aqui em tirar partido ou cooptar esses movimentos o que seria imperdoável apesar de fazer parte da história do país. Movimentos devem ser livres e respeitados em sua independência embora seja doloroso a um governante enfrentá-los com todas as limitações que tem um governo em um país de tradição patrimonialista na periferia do capitalismo global. Eu proporia que V.S. tentasse desenvolver campanhas de conscientização na linha da pedagogia transformadora de Paulo Freire. Creio mesmo que seria importante investir parte do fundo público em desenvolver conhecimento e informação sobre a cidade real e buscar parcerias com a sociedade. Seriam as PPS- Parcerias Público Sociais. Os temas são muitos mas eu gostaria de sugerir alguns:

  • A importância da população acompanhar a elaboração e realização do orçamento público para tirar da influência exclusiva dos lobbies. Projetos e obras não prioritários para a cidade, que conseguimos derrotar recentemente como o Túnel da Operação Urbana Águas Espraiadas e o Aeroporto Privado em Parelheiros, Área de Proteção dos Mananciais, certamente voltarão à pauta. O Arco do Futuro, operação urbana que reúne interesses do mercado imobiliário também disputará recursos públicos com o transporte coletivo, a educação e a saúde.

  • Conhecer a história e a geografia da cidade. Conhecer seu patrimônio cultural, artístico e ambiental. Vale a pena criar uns pequenos vídeos sobre isso além de promover excursões escolares aos lugares de maior interesse. Já tive oportunidade de constatar que as crianças e jovens da periferia raramente saem de seus precários bairros. Geografia e história são ensinadas, no mais das vezes de forma alienante.

  • Outros temas importantes para campanhas sociais: preço da coleta do lixo jogado nas ruas. O destino do lixo não recolhido nos córregos e rios.

  • O que implica a coleta seletiva: diminuir o lixo descartado, criar riqueza e emprego

  • A poluição do ar e da água e suas consequências . Os córregos ocultos sobre avenidas asfaltadas.

  • A relação entre saúde e alimentação.

  • Outros, outros.

A informação desvinculada de interesses lucrativos é, sem dúvida, o maior dos “bens comuns”. Nossa população é frequentemente tratada como estúpida, raramente como parceira que pode ser sujeito na melhora do ambiente coletivo. Contribui para isso a campanha de rebaixamento da auto-estima nacional que fazem, com certa obsessão, os principais veículos de comunicação.

Finalmente quero me referir ao tema que me diz respeito.

Dediquei mais de 40 anos da vida estudando política urbana e habitacional. Além das atividades acadêmicas, pude ocupar cargos públicos que me deram uma referência bem realista sobre os interesses e conflitos que envolvem o dia a dia de uma metrópole como a nossa. O apelo que faço é o de garantir o direito à cidade a um número maior de paulistanos. Isso implica em levar à cidade esquecida, a cidade ilegal, a cidade precária e periférica investimentos em infraestrutura: mobilidade, água, esgoto, coleta de resíduos sólidos e drenagem.

 

periferia sp 2

 

Cobre a Sabesp, cobre a Eletropaulo (esta deve melhorar a vergonhosa infraestrutura na distribuição da energia, inclusive no centro da cidade). Isto implica também em fazer a elite paulistana engolir (perdoe-me a radicalidade) projetos de habitação social nas áreas centrais de São Paulo onde os empregos se concentram. Existe uma equipe de profissionais
fazendo um estudo sobre os edifícios vazios ociosos situados no centro de São Paulo.

Quem sabe finalmente consigamos sensibilizar o Judiciário, aplicar a Lei Federal do Estatuto da Cidade e promover moradias sociais na área central da cidade.

No final de 2015 uma nova equipe de profissionais assumiu a Secretaria de Habitação e a COHAB- Companhia de Habitação do Município de São Paulo sobre a liderança do Professor da FAUUSP, João Whitaker Ferreira. Talvez eu seja suspeita para defender a continuidade dessa equipe já que muitos foram meus alunos de mestrado e doutorado além de colegas de magistério na universidade, mas vou fazê-lo. São Paulo precisa de profissionais estudiosos, engajados socialmente e desinteressados de usar os cargos públicos para usufruir vantagens econômicas para si ou para outros. Já tivemos períodos de ter orgulho da arquitetura dos conjuntos habitacionais, inseridos na cidade, construídos com baixo custo, boa qualidade e participação social. Podemos voltar a tê-lo.

Relendo esta carta não deixo de me preocupar com o sentimento de arrogância que ela pode despertar mas lembro novamente que estudo, trabalho e vivo esta cidade há mais de 40 anos. Na década de 70, enquanto participava da luta contra a ditadura e ingressava na USP como professora da FAU, conheci sua periferia como integrante das CEBs- Comunidades Eclesiais de Base da Igreja Católica. De lá para cá a cidade mudou muito mas ainda continua marcada pela dicotomia entre casa grande e senzala.

his2

touro risografia 2

IÓ PÚBLICO ATUADOR !

com a censura imposta pelo facetruque, que removeu à fórceps nossa página do Teat®o Oficina, despertamos para o aqui agora das insurgências estéticas. vivemos uma crise da presença, e em fogo d mídia tática, desejamos desperta-la.
BAKXAI BACANTES !

venham! cadastrem-se!
para receber por outras mídias os chamados para nossos ritos espetáculos.

! dia 16 d agosto é aniversário d 55 anos do Teat®o Oficina
vamos comemorar num rito com o poeta artaud
pra dar um fim no juízo de deus, às 21h!!!!!
onde artaud momo
no delírio dos bailes d rua passa seu tyrso
pro coro d bacantes que chega na primavera !