Libertemos a Cultura das suas Prisões

Ontem nós do Oficina Uzyna Uzona interrompemos nosso ensaio e fomos prestar solidariedade aos que ocuparam a Funarte com o objetivo de lutar pelo descontingenciamento da verba do Ministério da Cultura, do corte absurdo em dois terços de seu Orçamento.

Antes de sair para este encontro li o Manifesto do Movimento e fiquei chocado pela linguagem burocrática, “cover”, papagaiando a revolução árabe no CHEGA, no PERDER A PACIÊNCIA.

Um documento que seqüestra a Cultura num texto muito mal escrito, e a faz prisioneira da linguagem política de analfabetice acadêmica, cheia de ressentimento, “indignação”, “intimações”, “exigências”, etc..

Eu já estou há mais de 50 anos habituado com a linguagem de uma paródia da Esquerda que chamo de “a nível de”, ou “cuecona”, mas essa era uma esquerda democrática. Oficina e Arena eram amigos, trocavam suas divergências em forma de criação.

Como sou solidário a movimentos sociais que façam com que os que estão no Poder nos “representando” ajam não pelas razões de Estado, mas pela coisa concreta que nomeia seu Poder, a Cultura, fui para lá mesmo assim. Com desejo, acho que até por obrigação profissional e social, de transmitir nossas divergências em torno de um texto que parecia que não iria “bater”, e atingir nosso objetivo comum.

Nós do Oficina, por sincronia da história, estamos encenando nossa posição, diante das posições atuais que castram a Cultura, através da encenação do “Manifesto Urbano Antropófago” de Oswald de Andrade, encenado em forma de Macumba mesmo, mandinga, pra obter o que queremos dar ao mundo: o renascimento do Bixiga através de uma Praça da Paixão Cultural Urbana – que chamamos de “Anhangabaú da Feliz Cidade” – fruto de nossa luta com o Grupo Vídeo Financeiro SS. Silvio Santos, bicho humano adorável, depois de 30 anos de Guerra, nos propõe trocar seus Terrenos no entorno Tombado do Teatro Oficina, por terras da União, ou outros Poderes Públicos, para erguermos a Universidade Antropófaga, o Teatro de Estádio e o Reflorestamento do BIXIGA.

Expressamos culturalmente nosso desejo de Arte Pública através da Arte do Teatro e da Feitiçaria da Macumba.

Mas óbvio que comeremos e seremos comidos por outros Manifestos, Movimentos que visem o reconhecimento do Valor até Econômico específico do da Arte Teatral.

Fomos à ocupação, pois somos Posseiros há 50 anos do Teatro Oficina, temos uma algo em comum, mas não concordamos em assinar o Manifesto nos termos que os ocupantes da Funarte formularam.

Mas, vi o que nunca esperava ver: O prédio ocupado por artistas estava fechado com ferrolhos medievais. Pirei?!

Entrei na sala onde se realizava uma Assembleia, e no que anunciaram minha entrada na Sala, não pude deixar de perguntar: PORQUE OS PORTÕES ESTÃO FECHADOS? NÃO ENTENDI.

Numa ocupação dos SEM TETO ou do MST é normal que tomem-se medidas severas de segurança afinal são pessoas que vão morar nos lugares que tomam, sejam prédios ou acampamentos.

Mas numa “Ocupação de Cultura”, no  processo que vivemos de democratização concreta da democracia formal, as portas desta ocupação têm de estar abertas às Multidões. Mesmo aos que nem fazem Arte ou produzem profissionalmente o “Cultivo Cultural”.

Se a Polícia comparecer nesta manifestação consentida pelo Estado, seria a oportunidade de ter o apoio dos seres terrenos da Polícia ao Movimento Cultural.

A Cultura fazemos para todos, de todas as classes, idades, para nós mesmos. É enorme a responsabilidade que temos nós artistas de produzir, na batucada cambiante de ritmos da Vida, a criação de Novos Valores Comuns que são Infraestrutura em que tudo se baseia.

Esta simbiose Cultura e criação da Vida é embaçada por Religiões, Ideologias, visões partidárias que querem monopolizar a Interpretação da vida.

E temos de produzir nossa obra, nossos frutos, a partir da própria árvore que é nosso Corpo de Bichos Humanos Iguais, em antropofagia, miscigenação, com nossos semelhantes.

Na Arte do Teatro por exemplo buscamos conhecer o mundo tanto Social como Cósmico em nosso corpo, e decobrimos quanto fomos colonizados quando descobrimos nossas pulsões vitais. Então vamos espatifando camadas e camadas de Meascaras, Couraças, com que a “Sociedade Colonizadora de Espetáculos” nos civilizou.

E fazemos isso sempre juntos onde buscamos o desenvolvimento máximo do nosso Potencial Individual e Coletivo. Nessas buscas criamos a energia, o combustível, o axé que devolve a nós todos colonizados, nossa percepção de termos Poder Humano de Liberdade e Criação para agirmos desconstruindo os velhos sistemas para nascerem novos.

Percebemos, fomos nós bichos humanos que criamos Estado, Corporações, Partidos, Religiões, Ciências, Economias, Sistemas, e que cabe, a partir de nós mesmos e de nossa Arte, intervir no que foi criado mas que agora no momento, empata, congestiona, enfarta, o movimento natural de procriação viva da natureza e das máquinas que nos servem. Enfim o belo verso de Marx: as forças de produção através dos mortais reunidos, mudam as relações que emperram o fluxo das pulsões vivas.

Chegando a Funarte como diretor de, não sei contar, entre 30 a  50 atuadores presentes na peça que ensaiávamos, pedi licença para dar nossa contribuição e apoio, no meio da Assembleia que rolava pois tínhamos que voltar ao Oficina pra ensaiar naquela noite. Expliquei: estreamos dia 16 de agosto, aniversário dos 50 anos do Teatro Oficina, e estamos atrasados porque estamos ensaiando há seis meses, em virtude dos cortes públicos na Área da Cultura, sem um tostão.

Tive a sorte de fazer uma ponta numa novela da Globo, e minha idenização pela Tortura ter chegado. Com esse capital, e algum dinheirinho que pinga na Casa de Produção do Oficina Uzyna Uzona, vou juntamente com todos que tem alguma coisa no Tyazo = Grupo de Teatro, compartilhando dinheiro, comida, cama, e buscando o dinheiro que precisamos pra podermos fazer a festa que queremos fazer dia 16.

O que nos move é que estamos apaixonados por nossa criação, ela nos inspira até a criar estratégias de sobrevivência.

Abrimos nossa intervenção na Ocupacãp Funarte, cantamos a Ciranda “Tupy or Not Tupy”, do falecido grande artista gênio  popular Surubim Feliciano da Paixão, inspirada na resposta “Tupy” de Oswald à questão que a Arte do Teatro levantou para a espécie humana: Ser ou não Ser.

Apesar de alguns resmungarem “aqui não é lugar de festa mas de trabalho”, a Maioria aderiu e Cirandou.

Mas eu me atrevi a fazer comentários sobre o Manifesto dos Ocupantes, que havia lido, como uma forma crítica e democrática de conseguirmos nos juntar num texto mais eficaz tanto para o público como para o Poder conceder o que pretendemos: a reposição do dinheiro devido à área Cultural, decisivo neste momento em que o Brasil cresce e precisa do espírito Criador, inventivo, para atravessar os desafios das mudanças maravilhosas do Fim do Império Americano.

Mas quando eu disse que nós da Cultura não éramos “trabalhadores”, que vão à uma fabrica construir um carro e receber um salário mas sim “Cultivadores da Cultura”, o Tabu “Trabalhador” trouxe o inconsciente colonizado do Imaginário e do Repertório dos Gestos Clássicos do Trabalhador do século 19, dos Braços Cruzados ameaçadores dos Facistas Romanos, expelido por uma energia de bomba atômica recalcada de Ódio.

Estávamos sendo expulsos por discordarmos do Manifesto Xerox de velhas palavras, escrito sem capricho Cultural Específico.

Letícia Coura tentou puxar o “Samba do Teatro Brasileiro”, de Tião Graúna, Arroz e Flávio Rangel, mas começava nossa expulsão aos berros das “PALAVRAS DE ORDEM”.

Sons massacrantes nos fizeram sair em fila de 1, como na prisão dos estudantes da UNE em Ibiúna na ditadura militar.

Senti a Causa preciosa do Desbloqueio do Orçamento do Ministério da Cultura capturada por uma Máfia, de um dos “Hate Groups” que hoje são moda na agonia da velha Ordem Patriarcal do Capital.

A Ocupação é Autofágica. Não entra o Povo, nem a Mídia. Está restrita a um Grupo Comandado. Em vez de tocar a Funarte, fazer o Espaço Cultural funcionar como sonhamos, estudando inteligente e poeticamente estratégias eficazes, novas, que toquem os ouvidos com a sedução irresistível da Arte, vi um bando de Escoteiros Cabaços, mais preocupados com o revezamento na Cozinha que com a Cozinha Cultural do Brasil Hoje.

Neste isolamento anti-Antropofágico, repito Autofágico, cultuam a crença numa Ideologia de Almanaque que confunde a Luta da Esquerda em São Paulo, com os grupos de Skin Heads e a TFP. Estão tomados de uma fobia, d’uma Oficinofobia que não difere em nada da Homofobia. Acreditam numa verdade única que veio enlatada com as palavras “CHEGA”, “PERDEMOS PACIÊNCIA”, “ESTAMOS INDIGNADOS”. Como se alguém conseguisse a proeza de criar, na ansiedade, na indignação, no ódio, na perda da Pá-Ciência.

Estão, o que vi ontem, cultuando o Fundamentalista do Ódio. Atuam como uma Gangue que tomou o Movimento Cultural como refém, para no futuro virarem deputados e entrarem nas Gangues do Poder Público.

A Impressão que tive foi a pior possível mas boto fé, que alguns corpos-almas, que lá estavam, tenham percebido este Show de Ódio que a presença do OficinaUzynaUzona trouxe à tona e transmutem este Ódio em Amor à Vida, à Cultura, à Criação, à Diversidade.

Esta ocupação em nome da Cultura tem de abrir suas portas para todos, pois Cultura é desejo e necessidade de qualquer ser humano. E ouvir os que não estão de acordo com a forma de Ocupação. A Cultura faz parte da Biodiversidade. Sua maior inspiração é a Liberdade, a Arte de desejar contracenar com seus Contrários, sem “PALAVRAS DE ORDEM”.

É impossível um artista, um criador, que tem de inventar estratégia, valores, soluções, submeter-se às “PALAVRAS DE ORDEM” de consciências enlatadas.

O Movimento Social Cultural é Político em si, é Poder Humano, Livre, não serve á nenhuma Religião, Ideologia, Partido.

A Cultura não pode ser instrumentalizada pelo que chamam inconscientemente de “Consciência Política”.

Maiakowiski pra mim representa toda a luta da humanidade pela liberdade da Arte. Com seus versos provava, na Revolução Russa, que tinham o mesmo, ou mais valor, que as fábricas.

Em plena época do fracasso das religiões, ideologias, de todos os ismos, inclusive do capitalismo, temos a oportunidade extraordinária de ir ao encontro da ECONOMIA VERDE que, uma vez superados os Obstáculos dos Tabus Coloniais da era Industrial, chegará tão veloz quanto a Internet. Neste instante a Cultura é Ouro e existe contra ela um preconceito, percebi ontem, maior que o Racismo, a Homofobia. É preciso urgentemente que a partir de nossa criação lutemos para proclamar a Independência da Cultura, e o reconhecimento de seu Poder Incomensurável.

Escrevi nas eleições presidenciais um texto de apoio a Presidente Dilma Roussef, mesmo sentindo que na época ela como Caetano Veloso, não percebiam a importância no Governo Lula, do Ministério da Cultura potencializado em seu Orçamento pela primeira vez na História do Brasil e germinando uma Primavera Cultural para explodir no ano de 2011.

Sinto que nós, Artistas, podemos fazer ver à Presidente Dilma Roussef a importância do Orçamento do Ministério da Cultura, de que tanto nos orgulhamos na gestão Lula, Gil, Juca, para sua estratégia MARAVILHOSA DE ERRADICAÇÃO DA POBREZA NO BRASIL.

Sem criatividade, invenção, espírito científico e artístico, este objetivo não terá pulsão das multidões para acontecer.

O Entusiasmo do povo brasileiro pelo futebol, pelo carnaval, pela criação da cultura que produz é o PRÉ-SAL do FIM DA POBREZA DE CORPO E DE ESPÍRITO.

Desde 1968, foram os índios que nos ensinaram, a ocupação é uma forma de democracia direta legítima, sou inteiramente a favor, mas que não seja feita dentro de um cárcere.

Libertemos a Cultura das suas Prisões.

A dos Odiadores na Prisão Funarte.

A dos cofres do Ministério da Fazenda.

José Celso Martinez Corrêa

Sampã,  29 de julho de 2011

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121 comentários
  1. Hannah disse:

    felizmente os trabalhadores da cultura não se contentam com alguma sorte, indenizações do estado e esmolas da globo. pirou?!

  2. Plínio Marcos Rodrigues disse:

    Hannah!

    Contentamento?!
    SORTE??
    pirou?!

  3. Apoiado, eu e os meus estávamos preparados pra apoiar a ocupação também, mas infelizmente não é assim que se milita. Em um universo industrial ido é que se faz revolução assim, pela força e pela ignorância… ainda que a causa seja nobre.

    Jorge Luiz Campos
    jorgeluizcampos.com

  4. Ana disse:

    Esse blog é de fato do Ze Celso? Alguem pode confirmar??

    • Zoraide Gesteira disse:

      acorda criatura, vai estudar!

    • Ana disse:

      Vc me manda a orelha dele? Caralho foi so uma pergunta!

      • Zoraide Gesteira disse:

        mas que pergunta de mau gosto!!!!!!!!!!!!!!!

    • Ana disse:

      Se eu não puder questionar, é melhor seguir adiante. Não me interessa. Guela abaixo só agua e comida. O resto eu questiono, sim, se tiver dúvida. E sempre tenho muitas!

      • Ana, claro que pode questionar, à vontade, e todas as suas questões serão respondidas aqui, com certeza. Como você mesma diz aí abaixo: AMOR, Humor! Evoé!

  5. De fato, há uma grande confusão, equívoco, entre o teatro engajado e a arte teatral. Cansativo de ver, inaceitável para o ser. De qualquer forma esse é o maneirismo com que opera o movimento estudantil autofágico, isolado num delírio de que na Venezuela está se passando a Democracia. Lamentavelmente tudo que esse mal preparo de uma falsa esquerda declara é o que já está narrado no “epílogo” da Revolução do Bichos. Veio com o PT, importado da Russia decadente que asfixiou Maiakoviski, deprimiu Malevich e matou Lenin, avisado por Mario Pedrosa.
    Zé Celso, eu concordo com a sua coragem de dizer que Caetano Veloso não entendeu o Governo Lula. Ele é um equivocado também em defender Ana de Hollanda. Que bom que você o enfrenta neste ponto, que bom que você disse à Ana de Hollanda, na plenária do MinC, em São Paulo, que ela assumisse as demandas da classe cultural ao invés de “fingir” que o babado não era com ela. Antes de ser crítico com a ocupação como você está sendo vou lá ver, mas respeito a sua sensibilidade em aclarar que “a cultura anda sem cultura”. Arte e cultura pela esquerda só tem servido como má bandeira, em geral, e é tanta alienação engajada que já dá pra perguntar o que quer a ocupação. Mas pode ser também que sua presença, sempre rei da cena tenha incomodado uma liderança jovem que tem os méritos da ocupação e que ainda pode sair de lá vitoriosa e só não está engrandecida com seus “toques” se for tola. Senti pena pelos erros do manifesto mas não podemos ser clássicos a ponto de não entender quem são estas pessoas, de onde elas vem e o que elas querem e não podemos deixar de reconhecer que se mesmo sem ter um texto burilado eles estão lá é por que a elite cultural e artística não teve nem o mérito e nem a competência de chegar antes deles. Zé, embora haja Lei do Fomento, sociodrama e o escambal pra politizar a periferia e ensinar técnicas eleitorais através do que deveria ser teatro, NUNCA, a inteligência desses grupos que se sobressaem na onda PTista e nem mesmo o Frateschi quando foi secretário da cultura me São Paulo, tiveram a sacação de estabelecer um prêmio para novos autores teatrais. Esse é um exemplo apenas da raiz do problema de desconsideração com as reais questões da arte e da cultura. E digo mais, contudo, no seu choque perante a ocupação, é a primeira vez desde a retomada da democracia e das “Diretas” que se vê, em nível nacional, um “caldeirão” aquecido de manifestações que reivindicam atenção com a cultura. Daqui a pouco teremos vale cultura e a indústria nacional de livros publicando mesquinhamente títulos relevantes a preços acessíveis. Aliás, o preço do livro no Brasil é absurdo. Essa geração que você encontrou lá não leu Zé Celso, não escreve bem mas tem a atitude de abrir um caminho pra que a coisa mude. Não desista deles!!! Seja você o paciente sinalizador de tantas questões importantes: encena um autor jovem e genial, descubra-o, revele-o. As gerações flutuantes da pós-ditadura tem milhões de defeitos, não sem precisar os porquês mas a lembrar que é a geração que não viu o que passou e nem ouviu nada efetivamente culto e conexo historicamente sobre quem deveria ser. Dizer a eles ou não dizer, eis a questão.

    • Ana disse:

      Excelentes colocações Saulo! Ainda que tropegos, alguns tiveram a iniciativa que ha muito não se vê no Brasil. Veja só que o simples ato de questionar algo simples aqui no Brasil é visto como imbecilidade. Devemos ser eternamente a provincia, que tudo aceita, que se estende ao chao para o que tem nome e prestigio passar! Ahh Desculpe, mas questionar, assim como o Ze tbm o fez, faz parte de viver uma democracia. E faço coro ao Sula: Ze, nao desista deles!!

      • Ana disse:

        E antes que interpretem aml, o questionar no meu comentario acima, refere-se ao meu ato de questionar se esse blog de fato é do Ze Celso.

    • Zoraide Gesteira disse:

      Oi Saulo,

      Como pode querer que Zé Celso, que foi estupidamente tratado, tenha condições de instruir pessoas
      raivosas?

      • argyrótoxos disse:

        aí é que tá, né?

        arte, sedução, corações aplacados por um cosmos de amor…

        exatamente por se tratar do zé,
        é que temos de concondar com o nosso apóstolo aí de cima.

  6. A orelha do Jose, ha ha ha…Ai que preguiça, de novo! Por que as pessoas não pesquisam antes de fazer perguntas idiotas!

    • Ana disse:

      Existem perguntas imbecis? Imbecis são os que nunca perguntam nada e aceitam tudo e todos, ainda que paire questões. Estao caçando meu direito de duvidar. Onde estamos?

    • Zoraide Gesteira disse:

      concordo! essa ana… nada a ver com nada.

  7. Edson Castro disse:

    O Saulo falou tudo !

  8. Só acho que é o debate Arte versus Cultura, quando na verdade deveria ser Artes & Cultura.
    O negócio é que o Ministério é da Cultura, mais amplo, do que só Arte. Inclui em sua pauta artistas engajados, como o grande Zé Celso, mas um monte de gente que vive do grande Mercado. E precisa incluir a diversidade da multidão e das expressões tradicionais.
    A política pública deve aparecer como arado para virar a terra e abrir caminho para a criatividade. Até agora, não li um comentário sequer que diga que se está cometendo um crime, ao limitar o trabalho da FUNARTE. Até agora, não sei para que a nova equipe do Ministério da Cultura veio. Outra coisa é essa desconstrução dos de hoje e reificação dos “da antiga”. Até o Zé Celso?

  9. João Carlos Rodrigues disse:

    É isso aí, Zé. Tem o meu apoio, como sempre. Me lembrei do meu slogan favorito da revolução cultural chinesa: “a pior direita é aquela que se considera esquerda”. Essa gente não toma jeito…

  10. todo impulso toma força quando encontra o fluxo certo…sejamos firmes e insistentes. Cultura é cultivo, vamos plantar essa semente e provocar muito!

  11. Eudes Carvalho. disse:

    O que importa de fato é que o tiro inicial do processo começou.Vai haver erros,opurtunistas,dissidencias,prós e contras,como toda discução revolucionária sempre teve.O que interessa é que se discute a cultura e procura-se soluções.Os mais experientes ou mais cultos e informados tratem de por o carro nos trilhos e some com os corajosos que tiveram a atitude de iniciar esse processo.Parece óbvio,mas é assim em todo ato que se contesta o estabelecido pelo ato revolucionário.acontece.Se os mais jovens pecam pela falta de visão holistica dos fatos têm coragem de enfrentamento que os mais informados não ousaram.Acredito que o momento é de adição e nao de divisão.Depois desse primeiro passo vê-se o rumo a ser discutido e ser seguido.Não lhes parece?

  12. Saulo Reis disse:

    Viva a Cultura, muitos dos povos Pelo Mundo afora sofre devido a uma certa Cultura, os que ñ tem cultura acha tudo uma falta de cultura, ou seja muitos Brasileiros Sofrem por Falta de cultura.

  13. Pessoal, mais amor! mais humor! Ana a Orelha foi uma piada, escrachada à maneira Oficina. Eu compreendo sua pergunta e ela faz todo o sentido no mundo louco e misterioso da Internet.
    Acho que tudo isso pegou todo mundo de surpresa. O Zé provavelmente nunca esperou ser expulso e silenciado por Palavras de Ordens vinda de Artistas e dos Trabalhadores da Cultura.
    Esse primeiro e único Post é um desabafo que destoa sim de muito o que vemos pela Internet, mas sintetiza a esperança que depositamos nela. A esperança de poder falar livremente e ser ouvido livremente.
    Somemos nossas vozes sem silencia-las. Eu acredito que o Zé tenha plana consciência disso. Ele grita, desabafa e canta não com o intuito de silenciar o adversário (que neste caso passional são os próprios artistas e trabalhadores da cultura, irmãos dA criação e do cultivo da cultura) mas com a emergência de reclamar uma mudança de atitude no outro que é igual, que é o todos. Como é que pode um samba ser silenciado e subjugado por palavras do ordem entoadas por Soldados da Cultura? Artistas não podem ser Soldados. Podem ser guerreiros e caçadores, mas não soldados. Foi isso que aconteceu na Ágora Encarcerada da Funarte.
    Não quero que artistas e trabalhadores da cultura sejam hienas canibais e carniceiras devoradoras da própria matilha e das próprias migalhas. Temos que nos unir e caçar e comer, sorrindo, antropofogamente os lobos que ficaram com o bife de 2/3 do orçamento do Ministério da Cultura. Com os Lobos Imobiliários carniceiros da cidade. Com os Lobos financeiros engravatados.

    • Ana disse:

      Eu sei que foi uma piada… Minha resposta tbm o foi (não podemos todos sermos escrachados? rs). Nao quero a orelha do Ze. Por sorte ainda tenho duas… rs Mas, sinceramente, ouvir que uma pergunta é idiota, ainda mais vindo de um artista, é de doer qualquer alma!

      E como vc mesmo disse: “somemos nossas vozes sem silencia-las”. O momento tem que ser de união! Ha muito que não via tanta discussão (e visibilidade) em prol da cultura!

      Eu não sou artista. Sou apenas alguem do povo que gosta e consome arte. Não quero ver esse movimento, que considero legitimo e ponta de iceberg, morrer por perda de foco.

      O foco tem de ser os beneficios à cultura e não as arestas e pequenas diferenças internas!

  14. Saulo Reis disse:

    Saulo Reis Canudos Bahia.
    Viva a Cultura, muitos dos povos Pelo Mundo afora sofre devido a uma certa Cultura, os que ñ tem cultura acha tudo uma falta de cultura, ou seja muitos Brasileiros Sofrem por Falta de cultura. somos tão carentes de espaço teatrais, carentes de pessoas que queiram enfrentrar a barreira da ignorancia, a barreira do preconceito, levar alegria, informação, e cultura para os que estão abertos a aptos para recebelas, viva a Zé Celso, Viva a Cultura.

  15. simone disse:

    Libertemos a cultura de suas prisoes! Libertemos a cultura das nossas prisoes!

  16. meu amado Zé Celso! Que bom vc existe e pulsa! Um beijo! Evoé
    Regius Brandáo,ator de teatros

  17. Luiza Albuquerques disse:

    Que bom mesmo que vc existe, Zé Celso! Belíssima consciência num assunto tão sério. Eu ando cansada do lado notório-saber da classe artística. Continuam ditando regras, distribuindo senha pra quem quer se expressar… aff..

  18. Clarisse Tarran disse:

    Corajoso e pertinente. Modificar o sistema de dentro olhando através de um prisma multifacetado, trocando, ousando, tropeçando, compondo, errando é sempre mais difícil do que apedrejar. Infelizmente é uma prática crescente essa do radicalismo e dos encaixotamentos.. Cada vez mais me convenço que a margem do sistemão e à margem do sistemão, ainda é o local mais interessante. O texto dá muito o que pensar.. digerindo… obrigada.. estarei compartilhando o mesmo..
    abraço, Clarisse Tarran Artista visual e outros malabarismos..

  19. Fiquei muito triste com a maneira ofensiva e o resumo grotesco que o Zé fez do movimento; mesmo com suas várias falhas suas causas são justas e defendem o respeito à cultura em suas diversas manifestações. Ou seja, a causa está além da estética ou de movimentos partidários. Acredito que tais atos, como a iniciativa do MTC de ocupar a FUNARTE (instituição de apoio e fomento à arte vinculada ao Ministério da Cultura) se propagados podem estimular a discussão do tema, a fim de exigir dos nossos representantes uma nova política pública para a cultura no Brasil. Começando pela aprovação da PEC 150.
    Reforçando a bela colocação de Saulo: “Essa geração que você encontrou lá não leu Zé Celso, não escreve bem mas tem a atitude de abrir um caminho pra que a coisa mude. Não desista deles!!!”
    Faço o coro juntamente com Ana e Saulo, ‘ Zé não desista deles!’

    alguns links relevantes a questão:

    http://correiodobrasil.com​.br/sem-espaco-no-brasil-a​cervo-de-augusto-boal-ira%​C2%A0para-eua/271579/

  20. max disse:

    Ze reacionário? Ou Visao parcial do movimento?

    Caro ze celso como muito tive minha fase Oficina.
    E como todo respeito as assembleias que aqui aconteceram foram o mais plebiscitarias, consensocraticas poss’iveis. As reflexões as próprias falhas e limites também existiram. Não nos negamos ao povo e nem a arte.
    Negou-se a midia e o governo!
    Pensava que vc fosse iconoclasta também.
    Entraram infiltrados, e viram o n’ivel de fraternidade e saíram signat’arios a causa.
    Lamento sua opção por criticar destrutivamente o texto a linguagem e etc, pois como jovens estamos dispostos a ser provocados a reflexão e assim o fomos por diversas pessoas que aqui passaram e nos levaram a querer muito mais do que quando aqui entramos.
    Suas contribuições poderiam ser construtivas, ao invés de tentar manipular as informações com os dizeres de “Palavra de Ordem” quando vc interrompeu a assembleia, todos devem respeitar a vez de cada um.
    Nem Ze, nem Maria, nem Silva deve romper as falas dos outros e esperar cordeirismos!!!!!!!!!

    Grato,
    Max Mu

  21. Renata disse:

    Gostei também dos comentários do Saulo Di Tarso mas, o fato de estar lá, o fato de escrever este texto, expor as opiniões já não é uma forma de não abandoná-los?

    • Renata disse:

      Quis dizer, ‘de não desistir deles’.

  22. +Renata e Max… O Zé Celso é um homem muito corajoso e libertário mas pelo seu domínio absoluto do drama, sempre rouba a cena. E ele está numa luta sem fim pela transformação do entorno do Oficina. O susto do Zé coma s correntes é previsível dado que ele é o libertário mais preso que já vimos e a forma de amar que ele explicita é a que impacta os corações para que amem, cada qual da sua forma. Ele é inovador, dionisíaco e, evidentemente, quando se coloca com esse texto já fica ligado ao movimento presente na Funarte. O Oficina é uma entidade, uma vanguarda indelével da história do Teatro brasileiro. O olhar do Zé Celso é muito amplo e não espanta que ele se espante com a “aridez dialética da ocupação”. Outra coisa, que entendo, é quando o Marcio Cubiak diz que a ocupação está cometendo um crime ao paralisar a atividade da FUNARTE, temos que lembrar que crime maior é o Estado brasileiro privar os brasileiros do acesso à arte e cultura (que é direito fundamental, como prevê a Constituição) ou limitar o seu gozo a uma fração de pessoas que pode ser considerada uma “meia dúzia” entre 200 milhões. Isto é crime! Aliás, é esta privação que de certa forma está presente na má qualidade dos textos como o Zé Celso critica.

    Mas há a coisa boa que é dizer o valor do Governo Lula no texto do Zé. O Governo Lula expôs à vida a população que andava escondida nas periferias faz séculos. Se pegamos o metro em São Paulo vemos o crescente número cidadãos negros que estão circulando pela cidade, que são jovens e caminham com uma postura elevada e antes não haviam. Essa descência do povo que está ascendendo apenas iniciou. Falta muito. E tomara que não formem-se novos guetos mas que cresçamos de fato na diversidade. Posso falar sobre isso e falo por que participei da implantação do Museu Afro Brasil no Parque do Ibirapuera e pouquíssimos negros circulavam por lá nos primeiros anos do Museu. E espero que agora eles entrem lá aos milhões. Falar errado ou escrever errado na frente de um movimento com essa coragem, que ocupa a FUNARTE e paralisa tudo, para um criador teatral que reinterpretou os Sertões, do Euclides da Cunha, só pra se ter uma ideia, preparando os atores com a “Lexicologia dos Sertões”, escrita pelo Manif Zacharias, dá no que deu. Mas acho o Zé Celso, como sempre, corajoso. Porém, nesse caso ele foi conservador, traiu sua natureza inovadora e nem por isso tornou-se menor do que é. Por isso defendo que a ocupação seja parte de um processo borbulhante que está apenas começando e os ajustes serão no futuro. Em resumo e de maneira bem metafórica, o que estamos vendo é o que vai fundir o popular ao erudito, o Mario ao Oswald e gerar outra coisa. Os Oswaldianos sempre foram popularistas elitistas. Essa é uma contradição que foi vanguarda no passado mas que não tem mais espaço no mundo de hoje forma como existiu antes. Para a arte não há elitismo ou não: uma obra de arte é pelo que é mas a postura e o caráter dos artistas pode sim ser mais ou menos elitista. E tem uma coisa da qual nem mesmo o Zé escapou: a divisão da classe artística e cultural, o que nos demonstra que somos facilmente controláveis porque estamos divididos.

    Como disse o Décio Pignatari: “na geléia geral brasileira, alguém tem que fazer o papel dos ossos”. A ocupação e seus líderes assumiram esse papel, se o “cálcio que os falta” é a correção da língua e a ampliação do discurso político que cresçam todos. E tenho certeza que esse debate já está tendo esta função. Que a sabedoria das palavras do Zé incorpore na coragem de vocês e na habilidade de deixar o coletivo ser coletivo sem retornar sempre ao “espelho do diretor”. Falar errado pelo falar errado, o Lula também falou mas nas ações ele acertou muito mais do que muitos dos presidentes letrados que tivemos. Esta ocupação poderia ser no próprio Bixiga e poderia ajudar na conclusão do projeto do Oficina, por exemplo. Concordo com a abertura do portão, em algum momento, para que novos apoios se façam.

    Mas a questão fundamental que permeará todo o processo e já emite sinais vivos do que é, é a luta de classes entre as classes que permeiam as camadas da população de artistas ou não que acreditam em cultura para todos e postas nos níveis da educação dentro deste país. Logo, unir-se ou não unir-se pelo bem comum, eis a questão.

    • Ana disse:

      Excelente como sempre, Saulo!

    • Saulo,

      suas observações são realmente dignas de atenção e reflexão!
      grata, pela exposição esclarecedora de sua opinião.

  23. NL disse:

    ….“Tupy or Not Tupy” e nós aqui na floresta…onde não há nem a “sede” para ser ocupada….

  24. Suas palavras me inspiram sempre, Zé! Desta vez ainda mais…
    Essas pessoas da ocupação não são da Cultura… acham que são… Mas querem derrubar algo que nem eles sabem o que é!! Enquanto que nós da cultura queremos construir! Com amor, com paixão pela arte, mesmo que com nossa verba escassa, precisamos das leis de incentivo e lutaremos pela sobrevivência delas, jamais derrota-las!
    Faltou informação, estratégia, paixão e arte nessa ocupação da FUNARTE!
    Faltou cultura sobre a cultura!
    Obrigada por esse texto.

    • Fábio G. Silva disse:

      Inti, vc pelo menos se deu ao cuidado de ler os comentários anteriores ao seu? principalmente os do Saulo?
      Li seu comentário cheio de julgamentos… reproduzindo aquilo que vc mesmo critica
      Ninguém quer derrotar as leis de incentivo, pelo contrário, a questão é que o buraco é mais embaixo.
      se faltou informação, estratégia e paixão, estendamos nossas mãos para construir isso junto, não des-legitimando o outro que quer o mesmo que vc.
      abraços

    • Inti, então aproveitem e façam o barulho que tem que fazer, unam-se ao invés de esquecer de tantas “pancadas” dadas em outros tempos no Oficina, por tantos motivos… A não ser que você ache que os rumos da política pública estejam indo bem no Brasil e que o ministério esteja suficientemente bem capitaneado. Fala-se da falta de arte mas cadê a arte fazendo alguma coisa nas últimas duas décadas? Bem ou mal esse movimento é o tentáculo inicial de uma mudança que ´é maior e precisa acontecer. Ou não? Se falta arte, acrescente-se. Não é esse o papel dos artistas? Acrescentar arte ao universo social? Ou ficaremos hiperdosando a estética e esquecendo das coisas simples e comuns do cotidiano, que fazem parte do amor universalmente? Não é hora de ferroar esse movimento e sim de somar. Não é palco italiano, É RUA!!! É Quixada e Quixeramobim!!!

  25. Sofia disse:

    Ponderações mais do lúcidas, codinome Saulo, e quero ratificar que julgo que os desacertos do movimento muito hão de contribuir para a formação artística e política de uma geração que, até agora, só tenho visto buscar, inutilmente, lideranças que a ajudem formular sua inquietação. À parte minha admiração irrestrita pelo artista Zé Celso, sinto pena que ele tenha se manifestado de forma igualmente ressentida com os que o expulsaram. Tomara possa ouvi-lo ainda brindá-los com sua generosidade, em forma de elogio dialético como aqueles com que já saudou tantos de seus antagonistas.

  26. Obrigado, Zé Celso. Por nos apoiar no Movimento dos Trabalhadores da Cultura. Realmente sem sua visão libertária nós não poderiamos entender que temos de nos livrar da burocracia e do Estado. Nos colocar contra a imposição e o corte do orçamento para que todos nós possamos ter acesso à cultura.

    Sua presença mostra seu apoio contra o Estado capitalista, contra a homofobia e contra o nazismo!

    Finalmente vimos você se colocar contra o governo Dilma em nossa Assembléia e dizer claramente que ele é uma continuação da ditadura militar, assim como seu posicionamento de declaração contra o PMDB.

    Isso foi a maior grandeza ao falar de como as pessoas não deveriam estar encarceradas pela polícia, que não deveriam existir grades nas prisões e que realmente todos os presos deveriam ser livres. Ninguém deve ficar atrás das grades, nem mesmo os Trabalhadores da Cultura devem continuar ameaçados pela polícia.

    Seu diálogo em dizer que o candomblé deve por o negro e o índio contra o governo para gerar a liberdade é coerente!

    Agradecemos que esteja apoiando nosso movimento e seu posicionamento contra Dilma, Serra e todos os ditadores!

    Em sua declaração contra qualquer tipo de governo em prol da sexualidade livre e de um corpo nas ruas da cidade sem pressão da polícia ou da repressão moralista! Sua fala em defesa do anarquismo libertário, do fim da necessidade do dinheiro como modo de vida e uma vida naturalista de ECONOMIA VERDE são monções de apoio contra o sistema repressor do Estado.

    Seus dizeres por comida, moradia e cultutra para todos nos inspira. Sua pregação de que apenas com pão na mesa e moradia é que a população pode apressiar cultura é a razão de nossa meta.

    Evoé, Zé!

    E como você disse : “A luta contra o Estado e o Capitalismo continua!”

  27. Fábio G. Silva disse:

    Todo mundo aqui busca a mesma coisa, quero ver quem vai ter peito, consciência e amor para entender o outro e assim propor algo construtivo, que supere as diferenças do passado e futuro, esquerda e direita. Essas atitudes nos levarão para os tão aclamados `proximos passos` e `futuro` colocados em evidência pelos debates levantados pelos fatos.

  28. joao disse:

    E dá pra mandar mesmo a orelha do Zé ?

  29. joao disse:

    Se duvidar de colocações creditadas a Iná , mandam a o orelha dela também ?

  30. Nietzsche disse:

    Malandro é o Zé que é expulso mas não sai sem enfiar os dedos na perereca da porteira!

  31. Nelson Rodrigues já dizia: “Toda unanimidade é burra”!

    Essa é uma boa hora para superarmos as contradições, e respeitosamente nos juntarmos por um bem maior, que é a política pública estruturante para o setor cultural, nas esferas municipais, estaduais e federal.

  32. Homem de Lama disse:

    Salve, Zé Celso!

    Esse verdadeiro “Padre Marcelo” do Teatro Brasileiro e sua legião de fieis coroinhas!

    Abram as portas da FUNARTE que o povo quer entrar!
    FUNARTE!?! Fundação Nacional das Artes? Tá mais prá Afundação Nacional das Artes!
    Perguntei prá um morador de Cidade Ademar o que ele achava do Zé Celso ter ido a ocupação da FUNARTE, e ele me olhou desconfiado: “Quem é esse Zé Celso?” “Que porra é essa de FUNARTE?”
    Deixem o Zé Celso falar!
    Ninguém leva ele a sério mesmo…
    Aliás, quem leva algum artista a sério?

    A FUNARTE está ocupada!
    E o assunto mais falado da semana foi o Fiofó da Sandy…
    Pelas verbas públicas para as Artes, erguei as mãos e dai glória aos Deuses do Teatro ó Grandes Artistas.
    Enquanto a imensa maioria do país continua na miséria.
    Mas não tem problema: a Copa vem aí! Ano que vem tem Carnaval! E a Rouanet tá aí prá garantir o Cirque du Soleil prá quem pode pagar.
    Os discursos são libertários mas as práticas nem tanto… Basta olhar a organização interna dos “coletivos”. Quem é que manda? Quem é que dá a palavra final? Quanto custa o ingresso?

    Chega de ditadores e sacerdotes na cultura, na política e em qualquer esfera da vida!

    Vamos perder a paciência!
    Mas sem perder a irreverência!

    Homem de Lama

    • Zoraide Gesteira disse:

      Saudações Homem de Lama,

      Sua fala (escrita) sintetiza de forma inteligente a
      situação REAL da cultura no Brasil.
      parabéns!
      e também muito engraçada sua forma de colocar a realidade
      para nós kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
      sem irreverência não vale a pena ser artista.
      abraços

  33. Omar Fernandes Aly disse:

    Bravo Zé Celso!!

    Você é dos poucos a compreender o sentido da Cultura na sua forma mais ampla!
    De você é que relamente precisamos….

    Omar Fernandes

  34. Zoraide Gesteira disse:

    Bom dia a todos,

    Faço minhas as palavras de Omar Fernandes e acrescento que,
    mesmo sendo militante do movimento, também me choquei com os cadeados
    e resolvi sair.
    Parecia um clima de guerra, briga de gangues, tive medo em alguns momentos de
    falar ou dar minha opinião sincera nas assembléias.
    O que o Grande Zé Celso contra argumentou está coerente com o sentido
    da cultura como arte, e expressão do espirito humano; liberdade de expressão
    é direito de todos, sou contra obedecer ordens sem questionar; em um movimento
    que pretende exigir de um governo eleito pelo povo, qualquer coisa.
    Quando entrei, acreditei que era apartidário, quando vi os discursos pseudo-intelectuais
    e peseudo-esquerdista; ou seja eles são contra o governo Dilma e ponto final; tratei de abrir bem os olhos e
    ouvidos e sinceramente para mim foi uma decepção.
    Acredito que tem sim interesses politicos envolvidos e isso não me interessa
    sou artista.
    Que a cultura está necessitando de verbas é verdade, mas, existe uma crise e a presidente
    está fazendo o papel dela.
    Fazer um movimento pela imediata liberação de verbas, é falta de conhecimento em
    politica, DINHEIRO PARA A CULTURA correto, movimentos DE CLASSE para sacudir os poderes
    públicos correto, expulsar companheiros de uma forma absurda ERRADO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    abraços cordiais.

  35. Ana disse:

    A Zoraide é bipolar ou simplesmente nao sabe interpretar textos?

    • Zoraide Gesteira disse:

      prezada Ana, não vou dizer quem é bipolar aqui pois ofenderia voce e sua genitora
      sou formada, tenho nível superior e voce? tem?
      sei muito bem interpretar qualquer texto, só que tenho opinião e liberdade para
      expressá-la da maneira que quizer, e voce, tem alguma opinião? sabe expressar?
      vai estudar a historia da cultura brasileira criatura.

      • Ana disse:

        Sou formada em Direito e atuo como advogada, mas o que isso tem a ver? Ofender minha genitora? Oi? Parece menininho de 15 anos.. rs Desculpe, mas isso é impossivel. Vc nao a conhece. Alias, vc nem sequer me conhece. Impossivel ofender-me.

        No mais, o que importa é que o pessoal da Oficina entendeu minhas colocaçoes (vide acima se conseguir – dia 30/07 1:21PM). Ja vc age exatamente como quem esta esta criticando supostamente age: raivosamente. Se critica o comportamento raivoso, nao deveria agir assim. Mas enfim, cada um é livre para ser e agir como quiser.

        Parabens pelo seu nivel superior. Ele definitivamente esta expresso em suas colocaçoes. So espero que um dia vc consiga descer do banquinho e saiba falar com qqr ser humano, tratando-o como tal. Quem trabalha com arte deveria ter isso por principio. Mas infelizmente ainda vivemos num pais provinciano.

      • André disse:

        senhora formada com nível superior, quiser é com S, e não com Z.

        • Zoraide Gesteira disse:

          PREZADO SENHOR ANDRÉ,

          RESPEITO MUITO OS ANALFABETOS, POIS SEI A DIFICULDADE
          QUE ALGUNS TEM EM OBTER CONHECIMENTOS E FORMAÇÃO
          ACADÊMICA, ENTRETANTO É CHATO OUVIR UM ANALFABETO
          TENTAR SER DIDÁTICO. PREZADA É COM ZZZZZZZZZZZZZZ
          AI QUE SONO…

          • Zoraide Gesteira disse:

            AH SIM VOCE FALOU EM QUISER… OK, EU LI RÁPIDO ENTENDI QUE ERA O PREZADA
            É TANTA BOBAGEM QUE FALAM AQUI QUE EU NEM ESTOU LENDO TUDO.
            REALMENTE É COM S SENHOR ANDRÉ, É QUE A INTERNET ESTÁ MATANDO
            NOSSA LÍNGUA PORTUGUESA E AS VEZES A DIGITAÇÃO É RÁPIDA E ERRAMOS
            UMA LETRINHA OU OUTRA SIM, QUAL O SEU PROBLEMA?
            VAI DISCUTIR O ASSUNTO EM PAUTA ! ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ
            QUE SONO…

    • Zoraide Gesteira disse:

      infelizmente temos que ser didáticos com pessoas que entram num debate sério só
      para chamar a atenção…

  36. Zé Celso tem razão! A ocupação é importante como movimento de reivindicação por mais verba pública para cultura.

    Mas, há muitos vícios políticos antiquados nesse movimento que pensam na produção cultural como uma produção operária de fábrica qualquer. Nesse caso o potencial criativo e criador da cultura é reduzido e instrumentalizado pela política, por uma antiga maneira de fazer política.

    A cultura é engradecida quando pensada como fim em si mesma que inventa novos modos de vida e não como um instrumento da revolução. Principalmente de uma ideia nostálgica de revolução que coube ao século XX.

    A pauta do movimento é importante e legitima, mas muitos dos métodos são velhos, desgastados e esgotados. Demonstram pouca criatividade que se espera de um movimento de artistas.

  37. zé, o que vamos fazer com essa Ministra da Cultura? O que você acha que tá contecendo com esse ministério e nossa presidenta?

    • Zoraide Gesteira disse:

      Joana não sou Zé mas, vou te dizer uma coisa muito séria,
      ela vai ser deposta de seu cargo por incompetência.
      A presidente não é boba.
      A ministra está queimando o governo com sua lerdeza de raciocinio e
      falta de conhecimento e maturidade na área da cultura brasileira.
      Faço uma aposta.

  38. Viva a multiplicidade!
    De A(na) a Z(oraide)…
    e, principalmente, viva a lucidez de um Zé Celso, que tem trajetória de vida e coragem pra fazer críticas construtivas
    (gente, por favor, o cara não é de porrada, percebem?)
    Agora tem o seguinte: união verdadeira pela CULTURA (bem mais amplo que Arte) é aquela que respeita o direito de um grupo se apresentar no local onde tem uma apresentação agendada, que respeita o direito de uma pessoa ler a correspondência que lhe é endereçada, e que respeita o direito de um trabalhador… TRABALHAR…!
    Saudações solidárias aos que são ou não solidários, dialéticas aos que são ou não dialéticos!

    • Zoraide Gesteira disse:

      Sim Paulo Viva a diversidade e dialética sempre,
      mas, essa ana tem que aprender muita coisa para entrar
      numa conversa como essa e parar de ofender as pessoas.
      Sou artista e gosto de tratar as pessoas com elegância e
      não fazendo comentários toscos como os dela.
      Pessoas assim nem sabem o que significa a palavra dialética…

      • Ana disse:

        Disse um “certo” filosofo: o inferno é o outro. E algumas pessoas sequer percebem que age como os que critica.

        • Zoraide Gesteira disse:

          prezada sra ana,

          seja feliz!
          porque eu sou bastante e não quero perder meu tempo discutindo com voce.
          felicidades e muita paz pra voce e sua mãe.

  39. Saulo de Tarso

    Sua interpretação sobre a literatura do meu clamor pela prisão da Cultura,
    não tem nada a ver com a ginga da fala do Lula e do Povo Brasileiro
    Mesmo muitas vezes nem sabendo escrever, há analfabetos que sabem de sí
    sabem exprimir-se sem colonialismo na cabeça e na língua.
    O que eu critico no documento dos ocupantes da Funarte é seu carater burocrático,
    xerox de uma serie de manifestos
    coisa que vem se repentindo há anos.
    Não transmite o que realmente o desejo da Cultura ,
    da propria pulsão de Vida concreta em nosso Corpo que nossa atividade deseja de nós mesmos
    Essas palavras de Ordem , estão gastas, não dizem mais nada há muito tempo.
    Nas Artes temos Escritores, Poetas, Dramaturgos, ou mesmo pessoas muito simples que teriam mais facilidade de exprimir o que queremos
    para sermos mais eficazes.
    Dá a impressão que você fica apaixonado por uma pessoa e envia um cartão com umas falas “de amor” fajutas pra quem você ama
    É preciso a esquerda libertar-se de seus jargões
    É Burrice insistir nesta linguagem
    É coisa de Burocrata
    D quem não pensa com seu corpo e está com a cabeça impregnado num colonialismo monoteista, fundamentalista,de catecismo.
    Vocês falam tanto nas pessoas da rua: dea o documento para uma pessoa comum ler
    Ela não vai entender nada
    Lula não foi eleito antes porque estava preso á este jargão, á cara feia, carrancuda, ressentida
    logo que libertou-se desta prisão mental
    revelou-se um genio da lingua brasileira como Nelson Rodrigues, Plinio Marques, Noel Rosa,Oswald de Andrade
    Virou um Caeté, um presidente Antropófago
    E fez um governo que pirou os “marxistas” clássicos,
    como o Emir Sader que quis criar um Instituto para estudar a Heresía Irreverente que foi o Governo Lula para os analfabetos do marxismo
    Marx não tem nada a ver com as interpretações de quem não o leu e ignorou o basico neste grande Filósofo:
    as coiss mudam com o tempo e devem ser recriadas.
    Mesmo assim Marx está há anos Luz dos MarxCilares que proclamam tensos em vão seus conceitos, esvasiados de conteúdo.
    Nenhuma revolução no mundo foi igual e a outra, e hoje são muitas:e Marx considerava muito a tecnologia de sua época industrial como nós tems que lever em conta a revolução digital, a revolução no comportamento humano,a revolução das células tronco, da neurocência, da sexualidade, das descobertas de Levy Strauss que percebeu a universalidade mental dos indios que viviam e vivem no Brasil.
    O CLICHÊ no Teatro é o maios inimigo da Atuacão Livre
    E este documento é um Cemitério de Clichês
    Obrigado a todos pelas replicas e pelo debate aberto por meu texto,
    Sempre fui chamado pela esquerda cuecona de “Porra Louca” porque com os Coros de Roda Viva, que retornaram Pagãos nos anos 60 ao Teatro ,incarnando dos desejos das multidões, tinhamos a manía de Ocupações, como os Indios que habitam o Brasil.
    Tomara que esta celula encouraçada se liberte de seus CLICHÊS e deixe falar as forças produtivas concretas da vida.
    Abram os Portões Fechados da Cultura.
    Todo Amos

    Na Bandeira Brasileira os positivistas inspiraram a unica palavra politica que foi cortada da Bandeira do Brasil pelos militares golpistas: AMOR
    a Afetividade é Hoje uma Categoría Politica Fundamental para a Sociedade não o viver atolada na Guerra e no Odio
    dos militantes dos Grupos de Ódio

    AMOR HUMOR E MUITO MAIS

  40. Thiago disse:

    Concordo plenamente com o Saulo. Zé Celso tem muita razão em varios aspectos, mas é ingênuo ou talvez tão rancoroso quanto aqueles que o expulsaram. Ele tem conhecimento de que um trecho do seu texto está publicado no site do Minc? Figura ao lado da carta do presidente da FUNARTE, como a leitura que o governo faz do movimento, aproximando-o da ditadura militar.
    Esperava mais sabedoria e generosidade de um artsta tão genial, e não a amargura de um vigia da boa escrita, que deve ser aceito como autoridade por onde anda.

  41. Francisco disse:

    Nos anos 60 os tropicalistas criticavam a esquerda usando o mesmo jargão que a ditadura (a mesma que perseguiu e violentou tanto a esquerda quanto os tropicalistas). Não aprenderam a lição até hoje. O Zé Celso continua vendo tanto ideologia nos outros e nenhuma em si mesmo. “Antropofagia” se tornou uma palavra de ordem cosmética e a-crítica. Antropofagia pode significar simplesmente a internalização da autoridade paterna. O Zé Celso, que se vê como o início e o fim de tudo, é exatamente essa autoridade. O Saulo soube ver isso, e também o que há de justo nas críticas que o “pai” faz. Por isso nos deu um momento de racionalidade que precisamos. Pois o que precisamos, de hoje em diante, é politizar as ações de grupo (encarando seus impasses e contradições) e esquecer as fantasias tropicalistas.

  42. Danilo Monteiro disse:

    Comparar o movimento a Fascistas? Máfia? Skin heads? TFP? À Homofobia?
    Isso é inaceitável.
    O sr. entrou no meio de uma Assembléia, foi aplaudido, puxou uma ciranda na qual todos entraram e cantaram (com todo prazer mesmo interrompendo um momento importante), o sr. começou então um sermão cheio de provocações e… ficou bravo por que lhe responderam?
    Por que discordaram do sr.?
    Foi um som massacrante ouvir nosso refrão na cadência do seu samba?
    Ninguém lhe expulsou nem ao seu coro.
    No entanto, não somos seu coro.
    Nem somos coro do Ministério da Cultura, que aliás estampa há dias em sua home page: Teatro Oficina é tombado pelo MINC…
    Mas comparar o movimento a fascistas, máfia, skin heads, à TFP, à homofobia?
    Isso é inaceitável.

  43. Graça disse:

    Está num dos comentários de texto no Passa Palavra uma descrição precisa da atitude de Zé Celso durante a ocupação da Funarte:

    http://passapalavra.info/?p=43369

    “DESPEJO PÓS-RANCOR em 30 de Julho de 2011 16:37

    Nos últimos dias Zé Celso e sua Oficina Uzyna Uzona, contra os ocupantes da Funarte, também se entregaram de corpo e alma ao Côro do Pós-Rancor.

    Não sem antes tentarem acabar com a ocupação dos trabalhadores da cultura, na base do “vamos gozar todos juntos bem longe da Funarte!”. Ao invés da violência da polícia, propuseram uma inovação tecnológica para os agentes repressivos do Estado: o “Despejo 2.0″, “Despejo Pós-Rancor”, em nome da Liberdade de Gozar Fora do Eixo do Estado – para que os mesmos continuem se lambuzando nas privadas verbas públicas do Pós-Estado.

    Confiram o Libelo do Velho Antropofágico, absolutamente inovador na sua pós-caretice!!! Nesses quase 50 anos, nunca tínhamos ouvido o Zé Celso dizer essas tropicanalhices…Surpreendente!!!”

    Não foi à toa também que Pablo Capilé, diretor-geral do kafkorganograma Fora do Eixo, disse em seu Twit-ter sentido a mesma coisa que o Zé sobre a ocupação:

    http://twitter.com/#!/pablocapile

    “PabloCapile PabloCapile
    Sentimos a mesma coisa que o Zé Celso, quando chegamos na ocupação da Funarte: http://bit.ly/qSuxOA
    há 19 horas”

    Enquanto o Movimento dos Trabalhadores da Cultura tocava no Ponto G da crítica à mercantilização da cultura e de seus trabalhadores, que é a redução total da Arte Livre e de seus Coletivos, à Arte do Marketing por meio das Leis de Incentivo às Empresas, o antes indignado Zé Celso, brochava: virava citação no site do MINC da Ana de Holanda (http://www.cultura.gov.br/site/2011/07/27/movimento-de-trabalhadores-na-cultura/), com quem chegara até a protagonizar um jogo de cena recentemente (http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5121745-EI6581,00-Ze+Celso+Martinez+bate+boca+com+Ana+de+Hollanda+em+SP.html).

    E os antes marchantes indignados do Fora do Eixo rapidamente também voltavam ao eixo empresarial de onde nunca saíram: barganhar grana, patrocínios, incentivos aos seus negócios, Custe o Que Custar, inclusive o oportunismo de barganharem a portas fechadas enquanto “solidários” aos outros que efetivamente lutavam na ocupação pública: (http://twitpic.com/5xc8m9)

    Bastou os Trabalhadores da Cultura perderem um pouquinho mais a paciência / amando-lutando por Mais-Liberdade / tocando assim mais fundo no corpo do MINCapital / Para ficar bem clara toda a diferença / entre o quê busca cada grupo de verdade: /amorvimento, demagorgia, babacanal!

  44. Danilo Monteiro
    porque vocês censuraram meu texto no site de vocês?

    • Danilo Monteiro disse:

      Sr. Zé Celso,
      Não censuramos seu texto. O http://www.culturaja.com é um canal de comunicação do MTC, Movimento dos Trabalhadores da Cultura. O sr. tem seus canais de comunicação, o sr. Antônio Grassi e a sra. Ana de Hollanda têm os deles, e nós temos o nosso. O sr. publicou nossas cartas abertas? O Ministério da Cultura e a Funarte publicaram nosso conteúdo? Parece que está fora de lugar mais esta acusação grave que o sr. faz.

  45. nosso único suprimento de energia dionisíaca é o povo do teatro.
    se o povo de teatro começa a falar como o pstu estamos fodidos

    • Lucas disse:

      Concordo plenamente e também acho que faltou um pouco de dionísio na ocupação.
      Pena que o Zé autorize seu discurso ser estampado no site do Minc… Acaba servindo apenas para a desarticulação e o enfraquecimento.

    • Todos os lutadores, os revolucionários, os não-acomodados, inclusive os “porra-locas” (como o Zé Celso) e também os “troskos e comunas” (como o PSTU), são imprescindíveis. Localizem bem os inimigos do movimento, da transformação, da vida em devir; localizem bem os que buscam a acomodação da vida na lógica do lucro e da manutenção das posições de status atuais (sejam políticos ou artistas) e verão que deveriam estar se ouvindo mais, se respeitando mais, construindo-se mais na arte e na política, e dando mais razões para si e entre si do que bandejas com belas cabeças estéticas ou feias cabeças políticas para o Estado se alimentar e engordar ainda mais o bolso dos banqueiros e o marketing das empresas.

  46. Vladimir Stallman disse:

    A Ana de Hollanda e sua turma também gostaram bastante do texto do Zé Celso. Até publicaram no site do MinC.

  47. Vladimir Stallman Magón. disse:

    Porra Zé Celso….. reflita sobre o seu papel nesta história.
    Seu discurso foi amplamente apropriado pelo Grassi e pelos amigos da Ana de Hollanda em geral – mainstream da cultura privatista.
    Seu texto foi publicado no site do MinC. Site que está sob censura desde que o novo MinC tomou posse… Só entra texto-pelêgo lá, meu velho.
    Acho que sua análise do movimento de ocupação foi muito rasteira apontando questões marginais como a essência. Uma coisa bem preconceituosa mesmo…

    Algumas questões:
    Qual o problema em se apropriar de palavras, expressões contidas no discurso alheio, existindo similaridades nos contextos?
    Será que seria tão simples e óbivio assim deixar sem nenhum controle a entrada da FUNARTE, sabendo-se que a ocupação seria passageira? Como controlar a entrada e saída de pessoas e a manutenção da estrutura e equipamentos que estão no prédio? As questões do controle de entrada, da cozinha etc. não poderiam ser vistas como fatos operacionais da ocupão em vez indicios de suposto autoritarismo?
    É possível traçar um perfil psicológico dos ocupantes ou da ocupação de forma tão sumária?

    Em resumo, acho, sinceramente, que você se colocou do lado errado nesta história…

  48. Alberto Santos disse:

    Fui obrigado a repensar, os conceitos aqui mencionados, não que isso tenha alguma importancia no contexto geral dessa história, porém se levarmos em conta todo o apredizado e a necessidade que temos em compreender e aceitar o contrato social que nos convida a viver em sociedade veremos que a verdade é como um pais sem fronteiras, inatingível por qualquer lado.

    As especificações criaram diversas denominações para mensurar o pensamento, com intuito de compreender o desenvolvimento e a evolução do conhecimento, esses enquadramentos serviram para identificar catologar e avaliar os resultados das criações políticas/artísticas/culturais, e com isso criar parametros para julgar a qualidade e o valor das opiniões, isso não significa que sejam critérios inquestionáveis.

    Elucidamos isso, partindo do prossuposto de perguntar: Quem é o juiz? Quais são suas influências e qual o modelo comparativo para que o julgamento possa ser imparcial, há quem goste da cor azul porém isso não desqualifica o verde. Todos esses comentários, imprescindíveis para uma boa compreensão sobre o teor e a forma que possamos adotar para continuidade do debate:

    Cultura não é mercadoria?

    O artista é um trabalhador?

    Devemos produzir a cultura que o povo quer?

    A verdadeira arte não tem compromissos com ninguém?

    Vamos fazer arte ou filantropia ?

    Cultivadores ou trabalhadores da arte ?

    Tudo isso importa, ou nada disso importa. A convenção considera a arte fundamental para o desenvolvimento humano . Isso nos dá o direito de reivindicarmos verbas para a cultura.Os modelos midiáticos privilegiam determinados segmentos culturais em detrimento a outros, precisamos criar mecanismo justos para equiparação. O “lobby”, o apadrinhamento, os privilégios, são formas utilizadas para angariar recursos, as invasões também. Isso divide opiniões e aquece os ânimos. Melhor evitar o auto deslumbramento pernóstico e a idolatria.

  49. Zé Celso, como Araraquarense, seu admirador desde há muito,e como Amante da Arte que se expressa, inclusive, na Poesia, em especial, onde tento meu contínuo despertar,quero registrar todo meu apoio à sua luta contínua em favor da Arte e da Cultura em sua diversidade de expressão, aderindo a ela incondicionalmente.

  50. felipe disse:

    se a revolução estiver pronta (como quer zé celso) não será revolução.
    sou trabalhador (acredito que minhas canções sejam um produto que eu faça, disse produto, não mercadoria, são produto do meu trabalho junto com de meus companheiros), e não aguento mais a precarização a que estamos suubmetidos, ainda mais com a AJUDA que nossos antepassados (comtemporâneos) da arte nos dão, né zé celso?
    grande henfil mandou bem nessa charge:

    chega de reforma, o movimento é pelo direito, os espíritos estão aí pra mudar.

  51. Zoraide Gesteira disse:

    como faço para não ser mais notificada dos comentários desse blog?

  52. Zoraide Gesteira disse:

    Admiro Zé Celso desde que fiz a oficina As Bacantes em Salvador no teatro Gregorio de Matos
    mas, essas conversas já estão perdendo a graça.

  53. Coletivo Ódio - atividades ilícitas disse:

    Salve a arte tosca
    a cultura do plágio
    a estética do xerox
    os skinheads de cadarço amarelo – o RASH
    os anarcopunks
    os cubase, fruitloops, lives craqueados que fazem a nossa alegria

    Salve o black block
    a destruição cívica nas ruas de Atenas
    As bicicletas
    o verde
    os microfones baratos e os caros
    os pedais de distorção – clonados em latinhas

    Foda-se o ECAD

    Salve o peer-to-peer
    O torrent, o copyleft

    …………………………………………………………………………………………………

  54. Coletivo Ódio - atividades ilícitas disse:

    Uma coisa deve ficar bem clara: O Coletivo Ódio – atividades ilícitas – ama o Zé Celso.

    Estamos tentando insistentemente postar a frase :

    “Como se alguém conseguisse a proeza de criar, na ansiedade, na indignação, no ódio, na perda da Pá-Ciência.”

    porque essa frase é típica do bom burguês e é muito estranha que tenha sido escrita por ele. Seria mais ou menos como dizer “só o amor constrói” – coisa bem cafona e irreal.

    O Coletivo Ódio ama o Zé Celso e não acha que ele é um bom burguês. só entendemos que ele pisou na bola neste episódio. Mas esperamos uma reconciliação em breve.

    Salve Zé Celso.
    Salve o MTC e a ocupação da FUNARTE e as outras ocupações futuras.

  55. Osvaldo Pinheiro disse:

    Tomei a liberdade de publicar essa excelente resposta de Fabrício Lima (Baiano) ao memoral Zé.
    Não tive tempo de expor minha adorável poesia que quer brotar pra analisar politicamente essa atitude vendida, entonce faço das palavras do companheiro às minhas.
    Osvaldo Pinheiro

    Meu Querido Canibal.
    03/08/2011

    E no quinto dia, um deus desceu à Nod e foi ter com os seus.

    Os corações regorgizaram-se pois, eras atrás, esse mesmo deus ascendeu ao panteão brandindo sua espada flamejante contra um inimigo de seu povo. Ele pousou sobre Nod e entoou seus cânticos. O povo da cidade dos condenados prostrou-se e o louvou. Até que, em sua dança furiosa, o deus voltou sua espada contra aqueles que o louvavam.

    A história do teatro brasileiro se confunde com a própria biografia do Zé Celso. Inventivo, questionador e polêmico. Apanhou da ditadura, perdeu amores e amigos para a barbárie e hoje merecidamente repousa ao lado da fonte de ambrosia do paraíso, desfrutando da tutela de parte de uma geração que deu testa à ditadura, mas que tomou para si a chave dos portões do jardim do Édem.

    Após uma conturbada (e questionável) visita à ocupação da Funarte, Zé Celso redigiu uma carta aberta execrando os rebelados que infelizmente, ao contrário dele e dos seus eleitos, não tem a mesma liberdade e recursos para desenvolver e expandir a sua arte.

    Meu querido canibal,

    Como parte dos “infiéis” que ocuparam as instalações da Rua Northman 1058 fiquei lisonjeado pela atenção que você dispendiou à nossa rebelião a ponto de merecermos a postagem inaugural de seu blog. No entanto, venho por meio desta carta pessoal recomenda-lo a redigir postagens mais sucintas a fim de permitir menos contradições ou contestações.

    Tente entender que nós da “esquerda cuecona” não desfrutamos do sortido e bem-afortunado leque de amizades que você e sua companhia dispõem. Nenhum de nós está a um telefonema de distância do seu amigo Silvio Santos, esse “bicho humano adorável” (como você mesmo se referiu a ele em sua postagem), da “presidenta” Dilma, do eterno candidato Zé Serra e as óbvias facilidades que essas amizades provêem.

    Espero também que você compreenda que, essa sua maravilhosa e expansiva visão do mundo e de todas as coisas que nos cercam, nos é cerceada pelo intransponível muro das ‘contas a pagar’.

    Infelizmente as instituições financeiras também não aceitam a penhora nossos cuecões em troca de fundos para viabilizar as nossas produções. Não seria maravilhoso se entidades como o Pau e Lata (Mossoró – RN) ou os coletivos do interior do Rio Grande do Sul tivessem a oportunidade de manifestar a plenitude de suas capacidades artísticas?

    A verdade é que todos precisamos cagar, mas não há papel higiênico pra todo mundo. Muita gente vai ter que limpar o cú com a blusa. Ou – como você deu a entender – com o cuecão.

    Imagino que ainda hoje, muitas pessoas se enterneçam com a pintura do quarteto de cordas que toma de assalto a rua – como uma bolha de ar na bolsa d’água do caos – com direito a aquele chapéu mal acabado no chão reluzindo parcas moedas e cercados pelos efuzivos aplausos daqueles transeuntes sem rosto. Do maracatu que passa furtivo e rouba sem aviso a angústia das metrópoles ou da montagem de Bretch no meio da hora útil, cujo o texto há de deitar-se com o funcionário da Bovespa e tirar-lhe o sono por uma noite ou por uma vida.

    Pura poesia.

    Mas somos o país dos poetas de obras póstumas e, empacados na encruzilhada entre fazer arte ou fazer comida, não temos outra saída a não ser a vida dupla do artista analista de sistemas. Do artista funcionário de cartório. Do artista atendente do Outback. Todos devidamente formados pelas renomadas escolas de arte e da vida. Não lhes falta arte, lhes falta o mecenas.

    Antes o que nos afligisse fosse a tal “pobreza de espírito”, mas na verdade nossa pobreza é outra.

    Por favor, eu imploro, não venha me dizer para nos “orgulharmos da gestão Lula, Gil, Juca, para sua estratégia MARAVILHOSA DE ERRADICAÇÃO DA POBREZA NO BRASIL”. Porque alguns metros abaixo, no número 280 da mesma Rua Northman, a pobreza foi erradicada com a presença de um destacamento da polícia militar e de um oficial de justiça portando uma ordem de reintegração de posse. Nossa algazarra ainda causou algum alarde, mas a demanda deles é invisível e indigente. É pauta vencida nas empresas de mídia. Com sorte aquele arremendo de prédio deve pertencer à algum outro “bicho humano adorável” que há de transforma-lo em um espaço de arte para algum coletivo de sorte mediante a alguma publicidade positiva.

    Mas com tanto pobre por aí, o que são algumas famílias desesperadas?

    Com tantas montagens por aí qual a cultura que serve e que não serve?

    Se você portar em seus cadernos algum grande plano generoso para nos ajudar a fazer das nossas vidas o que nos propormos a fazer, temos amigos em comum que sabem onde me achar. Mas se é pra limpar a bunda com café quente, nem me venha com essa xicrinha.

  56. Coletivo Ódio disse:

    Por que você censura nossas mensagens? Qual o problema?

    • Não é censura. Vocês postam cadastrando um email que não existe. Porque?
      O único critério para postar os comentários é que fossem cadastrados com email verdadeiro, o que não é o caso do Coletivo Ódio. Mesmo assim aí estão publicados os posts e explicitada a questão.

  57. Coletivo Ódio disse:

    Qual o problema do meu e-mail não existir? Faz alguma diferença?
    Não participei pessoalmente da ocupação mas participei ativamente acompanhando atentamente tanto a ocupação quanto sua repercussão na midia e no MinC. Isso é o que interessa.

  58. Ana disse:

    A FONTE de Duchamp é ou não uma obra artistica?

  59. Graça disse:

    O Zé Celso aproveitou a oportunidade para deixar bem claro à Ana de Hollanda e cia. que sua luta é APENAS por mais verbas para ele em pessoa, seu grupo e demais PCULTs. Não quer incomodar para além disso.

    Qual ocasião seria mais propícia, para voltar a lamber as botas do governo e seus pai-trocinadores, do que justamente este momento em que os demais colegas estavam questionando-o profundamente?! Qual seria a melhor maneira de fazer isso, sem parecer que estava fazendo?!

    “Interrompemos nosso ensaio e fomos prestar solidariedade aos que ocuparam a Funarte”?! Solidariedade?! Estamos vendo toda solidariedade… Só quem não conhece Zé Celso poderia achar que sua atitude não foi premeditada. E só quem estava na Funarte sabe os requintes de crueldade diversos que teve lá dentro, buscando o fim da ocupação ou, no mínimo, a desestabilização de quem estava por lá. Claro: sempre na base do convite cínico ao Gozo Coletivo…

    O preço que os demais Colegas de Trabalho nas Artes pagariam por sua atitude?! Fodam-se!!! (sem qualquer Amor ou Humor). Não interessa a mínima para o Narcísio travestido de Dionísio. Mas claro: para todos os efeitos, foi até à Funarte em nome da Liberdade, inclusive para Libertar a todxs nós de todas nossas prisões… Ele; Narcísio; o único Ser Livre no Planeta Arte! E ai de quem discordar disso…

    Quanto a este texto, seu caráter tem nome e sobrenome: Cinismo Tropicalista. Eternamente presente, né Zé?! Ou não… Ou sei lá mil coisas…

    Amor e Humor!

    • Zoraide Gesteira disse:

      sem paciência não dá para perceber as armadilhas que seguirão o movimento.
      e infelizmente estou percebendo que uma delas foi essa de Zé Celso dar uma
      de vítima, até eu fiquei com dó do tadinho, do bom velhinho…
      a gente precisa recuperar a paciência e nos colocarmos em posição
      de batalhadores agora, com muita estratégia e tática eficazes…
      estamos num jogo de xadrex.

      • Zoraide Gesteira disse:

        só acrescentando, a imagem (metafórica) que me vem é de um bom e sábio velhinho
        que cheio de ternura no coração foi levar alguns biscoitos recheados a um
        bando de adolescentes irados e sem paciência, e mal compreendido, foi
        exposto a uma vexatória situação…

        • Zoraide Gesteira disse:

          e ana, pode me chamar de bipolar, pois, sei reconhecer quando me enganei
          e por isso posso mudar meu depoimento.
          se para voce bipolar é reconhecer erros então estamos cercados de bipolaridade.
          abraços cordiais, multicoloridos e multifacetados! evoé!

  60. carone disse:

    O libertário e seu amo Estado
    para Zé Celso, com amor/humor

    Pois é, ficou feio pro seu Zé
    Esse caixão de palavras
    Que lhe cabe todo,
    Da “orelha” ao pé
    E olha como me dói
    Ver aqui sua sina, sua sorte
    Com viagra da cultura que corrói
    Anunciar vida onde cacareja a morte.
    Malandro esse dionísio de tal porte
    De braços dados com Estadões,
    De dilmas e mesquitas
    Pontinha em novela favorita
    Corroborando esse cúmulo
    Maiakóvsky grita lá do túmulo:
    Esqueça-me!Esqueça-me!

    carone

  61. Márcio disse:

    Nossa Zé Celso, seu próprio discurso é fascista, não existe nenhuma relevância no que vc diz com esse autoritarismo, eu esperava mais de vc.

  62. “Tive a sorte de fazer uma ponta numa novela da Globo, e minha idenização pela Tortura ter chegado.”

    “Como sou solidário a movimentos sociais que façam com que os que estão no Poder nos “representando” ajam não pelas razões de Estado, mas pela coisa concreta que nomeia seu Poder, a Cultura, fui para lá mesmo assim.”

    A “coisa concreta” que nomeia o “seu Poder” é a “Cultura”? Com letra maiúscula, diga-se de passagem. E de onde vem a sua “sorte” de “fazer uma ponta numa novela da Globo”? Da “Cultura”? Ou do fato do senhor compactuar com essa visão mercantilista da cultura, e agir no sentido de comprová-la, dizendo que a carta é “Um documento que seqüestra a Cultura num texto muito mal escrito (…)”? E continua, dizendo “Antes de sair para este encontro li o Manifesto do Movimento e fiquei chocado pela linguagem burocrática, “cover”, papagaiando a revolução árabe no CHEGA, no PERDER A PACIÊNCIA.” Realmente, é uma “papagaiada” reivindicar as revoluções árabes, que se enfrentaram com a polícia e o exéricito, resultando em centenas de mortos. Aqueles que estavam na linha de frente dos embates contra a ditadura de Mubarak devem, com toda Certeza (em letra maiúscula, como seu “Poder”, sua “Cultura” , a “Globo” e a “Tortura”) ter achado que estavam fazendo uma grande “papagaiada” para as terras tupiniquins.

    O que o senhor, magnânimo Sr. Zé Celso, grande “revolucionário” da arte (que faz peças de horas de duração, com ingressos “de graça” – mas francamente, quem tem horas pra ficar assistindo teatro hoje em dia?) considera que seria uma ação verdadeiramente revolucionária? Esperar pela “sorte” de “fazer uma ponta numa novela da Globo”?

    Um abraço,
    Um Indignado.

  63. recolocando o que já disse antes nos ditos anteriores então coisas estarão deslocadas:
    escrevi ontem

    Se não tem história tenham memória ao menos. O oficina “foi” sempre “da Petrobras”?. Isto foi dito. Não é Zé Celso não porra é Marx também, e os anarquistas que disseram que a luta contra o capital e antes de tudo uma luta contra o trabalho. O trabalhismo e a sindicalização “a brasileira” são alienação de outorga hoje. Desde Getúlio ditador. Quem escreve isto é um “trabalhador” não um “artista” da trupe do zé celso e vivo no Rio.
    Em seu sentido e em qualquer área os mesmos protecionismos e corporativismos de defesa de classe sejam públicos ou privados, ou sou o outsider fodão. pra que luta de classes se só se pensam como pequeno-burgueses stalinistas e/ou fascistas? E por isso o mundo é sempre mais do mesmo.
    Coisas menores para os “trabalhadores” não vi ninguém perguntar, só esfregar doutorados na cara, para o não trabalhador da cultura se ele prefere ir ver 8h de uma peça de zé celso ou algo planejado pela FUNARTE que são “público”, isto vale para governismo também: aqui no Rio “pontos de cultura” se tornaram curral eleitoral, espaços que se autossustentavam e se autogeriam sim com dificuldade em lugares pequenos, bairros pobres etc… cada vez se pode menos, filmes são censurados, peças, livros, pleos que recebem a verba porquê aceitaram virar curral e ouvir os “doutos”a ponto deste “o trabalhador aqui”, que não é da cultura. ter pago com seu salário de trabalhador levar um cinemateca itinerante para passar o que diabo exista sem censores e “burrocratas culturais” nem vendidos a migalhas. Que por uma verba vendem a alma ao diabo, retiram pessoas de lugares que produziam algo se unem como classe para obter mais verbas para excluírem o que não se adéqua a esta captação. A cada vez menos espaço para quem cria e com governo e com consentimento dos “trabalhadores culturais” que querem suas migalhas. Sempre se escuta agora não se pode mais isto não é pro povo vai chocá-lo antes que este povo decida isto tem capatazes para decidirem por ele. Dos pontos das lonas das pessoas vendidas a migalhas, e dos doutos formados que podem dizer o que se pode e o que não se pode.
    Zé Celso não é deus é como qualquer pessoa tem direito a estar errado e errar mas dá sua cara a bater, ele conseguindo tanto patrocínio assim como se usou como argumento desfavorável dava um foda-se pra geral. Mas “o trabalhador” aqui diz na cara: vocês sejam ou esquerdo frênicos ou direito frênicos, mas de revolução ele esta um pouco mais perto de entender ou de fazer sentir ao menos foi isso que se tentou na Espanha 36, antes stalinismo, foi isso que “alguns” fizeram em 68 e com isso contaminaram o mundo do Japão a aos EUA. O trabalhismo em seu sentido trivial e roubado só separa o humano não o une. E quando faz é as custas de mutilá-lo. Os doutos podem ler Debord..
    Um maio de 68 fechou tudo ok! mas o levou pra rua um cineasta tava na porrada ao lado de um trabalhador qualquer ou estudante ou indigente. E quando não estavam se manifestando na rua. E ainda se dizem indignados ainda bem que os com direito do resto do mundo não sabem destes indignados que ai iriam se indignar mais. Como saideira:

    “L’individu que cette pensée spectaculaire appauvrie a marqué en profondeur, et plus que tout autre élément de sa formation, se place ainsi d’entrée de jeu au service de l’ordre établi, alors que son intention subjective a pu être complètement contraire à ce résultat. Il suivra pour l’essentiel le langage du spectacle, car c’est le seul qui lui est familier : celui dans lequel on lui a appris à parler. Il voudra sans doute se montrer ennemi de sa rhétorique ; mais il emploiera sa syntaxe. C’est un des points les plus importants de la réussite obtenue par la domination spectaculaire.”
    Guy Debord
    Commentaires sur la société du spectacle (1988)
    André Luiz Figueira Nascimento

  64. Mauro. disse:

    Faça a fama e deite na cama, devorado pelas Bacantes, em toalhas, louças e talheres comprados com indenizações do PT.

  65. a cara vai se criar eu quero que o pt o psdb,dem GFTYURSTWZ e qualquer porra que aparecer vá pra p.. que pariu todos.
    u u indignado também mas que toma las calles, la rue, les indignées se soubesse disso como já disse estariam mito putos a refuzidos a isso. les paroles les ônts. barricadas en las clalles. discurso é facil.
    André Luiz figueira nascimento, mebro honorário da CNT-catalluna e mebro da ait (IWO) anarchiste.
    o brasi proibe pelo seu sindicalsimo getiuista que exite sindicatos de emcracia direta libertários.
    MEA CULPA: iá muita gente respeitando josé celso ou a ouvindo mesmo discordando. mas aqui foi um nojeira fascista e só (nos comentarios caso ele estivesse errado lá esta certo aqui. eu com disse so ” teabahlador do MS su culpado de cada morte do SUS??????? ou por ter sido colocado num poraõ por denunciar imrpobiedades administrativas MPF por corpotativistas de sindicatos em conluiu com o poder do SUS.

  66. Alberto disse:

    Vergonhoso! Escreve um texto masturbatório para babar o ovo ao “governo que erradica a pobreza” – só se for em sonho! Tira o caráter de classe dos trabalhadores da cultura, reprime o ódio de classe de quem é subjugado desde que nasceu, e depois de tudo ainda valoriza o culto ao eco-capitalismo. Rechaça as portas fechadas que todas as ocupações têm pela questão da segurança e contra elas joga sua retórica podre. Decepcionante. Mais um “artista-deus” totalmente vendido.

  67. marcos disse:

    zé celso lança mão das velhas gírias tropicalistas, encobrindo-se com aquele dourado manto romântico dos sonhadores, reivindicando e exaltando as pulsões de vida do corpo do “bicho-humano”, e a liberdade só conseguida por meio da nudez dionisíaca. tudo isso não passa de embuste, engodo bravo, do forte! seu discurso, lotado de termos que levariam que fariam inveja a um caetano veloso, revela um pensamento reacionário, careta, mais conservador do que meu avozinho, que deus o tenha em bom lugar, amém!
    ao abrir este blog, me deparo com o rostão da dilma. que susto que levei! deve ser amiga do zé. O zé tem muitos chegados. os figurões são seus compadres, se não? gente endinheirada, poderosa, pica grossa mesmo. será que os amigos do zé celso, aqueles “bichos-humanos maravilhosos”, são guiados por grandes sentimentos de amor/humor? devem ser, não? o PT até pretende erradicar a miséria (contrariando todas as leis do sistema capitalista e da física newtoniana). e o silvio santos, que deixou de ganhar uma grana preta só pra deixar o Oficina lá onde sempre esteve. que benevolência!
    a classe dominante, digo, a thurma do zé celso, é muito boa gente. tendo uma classe dominante assim, nós, os bichos-humanos fonte de mais valia e exploração não precisamos da política. a política é um devaneio de nossas mentes colonizadas. o que precisamos é dançar, fazer bacanais (se sobrar um tempinho no final de semana)! aí sim, nossa emancipação ocorrerá (pelo menos nos finais de semana). o que pastor zé celso quer dizer para suas ovelhinhas (suas, da dilma e do silvio), é que ta tudo antropófogo-maneiro, saca? não existem relações de poder. isso é coisa de marxista ressentido, que tem o corpo duro, que não conversa com as plantinhas, e não faz sexo (quando sobra um tempinho no final de semana). ele quer dizer que existem esfomeados porque os governantes ainda não se sensibilizaram com os pobres – exceto seu amigo Partido dos Trabalhadores, é claro. a mesma coisa existe em relação ao orçamento da cultura. se há cortes, é porque os políticos são obtusos, tem o corpo duro, não acreditam na economia verde, e não fazem sexo (não com seus respectivos cônjuges). o que precisamos fazer é seduzí-los com nossa dança dionisíaca-antropofágica e tudo se resolverá, certo?
    poderia ser comparado ao dom quixote. no entanto, não acho dígno com o cavaleiro da triste figura submetê-lo a tal comparação. para além de um delirante, um adolecente tardio, um romântico, um deslumbrado, que vê o mundo em cor-de-rosa choque, que vê jardins em esgotos a céu aberto, zé celso é um político, como tudo aquilo que ele mesmo nega. e mais, é um político a serviço do capital. não fez outra coisa que tentar desmobilizar a ocupação. isso foi um adianto na vida de sua brother, ana de hollanda, que publicou a cartinha antropofágico-burguesa escrita por ele, no site do ministério.
    os nhe nhe nhéns tropicalistas antropofágico-despolitizadores não resistem charme da ordem burguesa.
    a ´história se faz no presente. não tomemos gavião por canário.

  68. É uma babação de ovo esse bolg que chega dar nojo! Babação em cima do Zé Celso, babação em cima do governo, babação em cima do ministério, até o Silvio Santos que já foi o inimigo número 1 do Oficina hj tem o ovo babado pelo Zé Celso!

    Bem, mas não me julgo habilitada suficiente para falar. Deixa o Sergio de Carvalho falar pq ele tem bem mais propriedade pra isso. Segue o texto:

    A ENCENAÇÃO DO DESEJO
    Por Sérgio de Carvalho
    ESCRITO EM 09/08/2011
    http://www.sergiodecarvalho.com.br/?p=1299

    Sobre o Pensamento de Zé Celso Martinez

    (Publiquei anos atrás esta resenha sobre o pensamento artístico de Zé Celso. Arrependi-me depois. Não se critica um teatro agressivo com agressividade. E eu deixava de lado, sem mencionar no texto, minha admiração pela inteligência incomum de Zé Celso. O recente episódio de sua ida à ocupação da Funarte, entretanto, me fez pensar que talvez eu tenha errado no tom, mas não no conjunto do argumento. O que se viu na Funarte e na internet foi uma desqualificação da experiência dos ocupantes e um elogio à despolitização em nome de um “cultivo” estético-festivo autoritário. Este texto antigo talvez ajude a explicar o ocorrido.)
    Um certo compadrismo ideológico, em alguns casos, ou um deslumbramento pela importância histórica, em outros, fazem com que algumas pessoas da minha geração não digam o que realmente pensam sobre as idéias teatrais de Zé Celso. É curiosa essa reverência atenciosa, essa tolerância afetiva para com o pensamento de um artista que se consagrou não só pela qualidade de seus espetáculos, mas também por uma violenta lucidez na expressão de suas rejeições e convicções estéticas.
    O livro “Primeiro Ato”, organizado por Ana Helena Camargo de Staal, reúne artigos, entrevistas e depoimentos pessoais de Zé Celso. São escritos relativos ao período mais célebre do Teatro Oficina (1958-1974) e, juntos, constituem a melhor literatura existente sobre a formação e a desagregação do grupo. Dão excelente testemunho da trajetória de Zé Celso, suas tantas reviravoltas, o sentido de sua interferência na vida cultural do país. No todo, um conjunto de idéias que ainda provoca debate, não só pela proximidade da experiência histórica, mas também pelo grau de obscurantismo e confusão que comporta.
    Zé Celso percorreu a maioria das possibilidades abertas pelo teatro do século. Estudou Stanislavski, encenou Brecht, praticou Artaud. O mesmo homem que em 1963, na montagem de “Os Pequenos Burgueses”, defendia -ainda muito próximo das idéias do Teatro de Arena, em que trabalhou por breve tempo- a importância de um “trabalho coletivo-racional”, o mesmo homem que almejava, como tarefa de geração, “trazer o teatro ao plano dos métodos e das racionalizações”, para, assim, refletir a vida de uma cidade industrial como São Paulo, e que afirmava que “um grupo recém-chegado ao teatro não pode cultuar o teatro-mistério, o teatro-religião, o teatro-místico”.
    E que, alguns anos depois, se tornaria o principal artista brasileiro a procurar uma “experiência vital que não cabe nos limites do palco”, a negar a representação em nome da “participação”, a aderir, enfim, à vertente anarco-erótica da cena que se disseminou como praga sobre a repercussão contracultural de grupos como o Living Theatre.
    Nesse processo de afastamento do teatro representacional, a refutação da palavra, subitamente tornada coercititiva, reverteria na idolatria do corpo, como mostra o metaforismo de seus textos que pregam a vitalização da arte. Em 1973, ele escreve em seu diário: “O poeta é aquele que assume a responsabilidade de aumentar os sonhos do povo, seus desejos. Ele entra na consciência e abre-a com um cacete, abre um buraco, um cu, uma boceta -como cada um de nós faz com o outro no amor”. Aderindo a certo espírito da época, a linguagem entra em curto-circuito : “Fazer uma missa que muda a transação”.
    O certo é que a imagem que prevalece hoje não é a do artista da razão, mas o da “Re-volição”, não é a do diretor stanislavskiano, mas o das libações dionisíacas. O Zé Celso que conhecemos (ainda melhor com este livro) é um artista das contradições de suas escolhas, sem nunca resolver por completo aquilo que negou. Sua força teatral se funda mesmo nessas ambiguidades tensionadas dramaticamente, como se lê, por exemplo, numa de suas frases mais citadas: “O artista tem que se dar ao luxo de viver em revolução permanente”. O movimento que vai do racionalismo ao irracionalismo, em termos cênicos, foi o da supremacia do “espírito de coro” sobre a representação dialógica do mundo.
    Ao buscar superar a relação teatral tradicional por uma “re-volição” celebrada, não escapou de uma inadvertida teatralização do desejo, assim tornado ficção de um indivíduo isolado. A “revolução permanente” de suas idéias não foi mesmo “revolucionária”, porque impermeável ao outro. O que se dizia transformação amorosa pela arte, livre jogo dos sentidos, mais sugeria a estagnação de uma forma impositiva que normatizava a desrepressão libertadora. Sem alcance coletivo, com uma crescente homoerotização da cena, as idéias teatrais de Zé Celso se encaminharam para um culto personalista do próprio rabo, em que a liberdade não poderia ser mesmo muito mais do que um “se dar ao luxo”.
    São nos comentários de avaliação de “O Rei da Vela” que se inicia o percurso de auto-referencialidade, que o levaria depois à espetacularização da vida pessoal: “A primeira peça em que realmente criei, em que pus para fora minha infância, minhas frustrações, meu passado fascista; foi uma peça de importância enorme pelo que ela influenciou o clima artístico do Brasil de 1967″.
    A escala é vasta: no limite, é a desrepressão pessoal que influencia a arte do país. Por mais que certa parcela da classe média se visse refletida nessa confissão, a tristeza megalômana estava próxima. Com base no sucesso da peça, seu discurso se autoriza a enxergar no público um único indivíduo, refratário às sensações, e que só poderá ser mobilizado no confronto com um “teatro da crueldade brasileiro -do absurdo brasileiro-, teatro anárquico, cruel, grosso como a grossura da apatia em que vivemos”.
    Essa crueldade artaudiana de índole salvacionista -em cuja transgressão da forma ele jurava haver um sentido político qualquer- teve seu marco de surgimento no uso do coro da peça “Roda Viva”, dentro da cena de carnaval do “Galileu”, primeira grande cisão do Oficina. A vitória final da corêutica vitalista viria em 1972, com “Gracias, Señor”: o coro era o próprio Zé Celso. O eu, à maneira mística, se pretende todo.
    A contradição dessa escolha se expunha nos muitos esforços para refutar a acusação de irracionalista. A sarcástica carta a Sábato Magaldi, a respeito de “Gracias, Señor”, na qual acusa o crítico de ser uma “garota propaganda do produto bem-comportado”, que todos os anos “procura salvar a temporada, sempre enaltecendo a diversidade que ela apresenta”, contém também a vontade de um reconhecimento especial dos méritos de sua transgressão -e uma preocupação tosca com a opinião alheia.
    O teatro da “Re-volição do Eu” não suporta a contradição entre a radicalidade da hetorodoxia artística e o desejo de circular no mundo das mercadorias culturais. O caminho de exceção do “Trabalho Novo”, sua idéia de superar a atitude banal do espectador, sua bofetada no gosto médio, esbarram nessa pretensão totalizadora, na ansiedade em se “comunicar com todo o mundo”.
    Com tamanha incongruência, o projeto desrepressivo do “Te-ato” não teria dado os passos que deu não fosse a substância teatral da qual procurava se afastar. Àquela altura, porém, isso já era pouco. A egolatria dessa visão “omphalica” de arte não tolerava a incompreensão alheia, o que a tornaria quase paranóica.
    A ameaça, nos textos dos anos 70, está em toda parte. Muito menos, segundo se lê, o perigo do período militar do que o da crítica estética. Reclama-se da ausência de um justo reconhecimento. Não se tolera uma posição divergente. Sempre na iminência de exigir mais do que lhes é devido, sempre aptas a mercadejar por maior exposição promocional, as idéias teatrais de Zé Celso ao fim das contas nunca se desapegaram daquilo que negaram. Na imagem do “careta que desbundou”, ou na do filho que deu fim à família burguesa, ou ainda na do artista que dizia que o Anatol Rosenfeld e seu guarda-chuva estavam “por fora”, falam ainda mais alto a caretice do engravatado, a onipresença da tia velha do interior e o temor de um dia também estar “por fora”.
    A admiração que muitos dedicam hoje a essa visão de teatro se explica de vários jeitos. Entre eles, a manutenção da “ideologia do artista” – alguém sempre genialmente entregue a seus impulsos íntimos. Infelizmente, pouco se admira Zé Celso pelo seu exemplo concreto de uma incansável atividade, por sua disposição ao trabalho teatral sem paralelo entre nós. A ironia, no que diz respeito à sua aura artística, é que ela foi recomposta nos últimos anos por espetáculos como “Ham-let” ou “Para Dar um Fim no Juízo de Deus”, exercícios de desrepressão juvenil que obtiveram algum alcance e projeção sobretudo por sua incorporação dentro do quadro de diversidade mercadológica que tanto interessa a certo jornalismo cultural personalista e provocador, apenas na justa medida do consumo. Na verdade, a ideologia artística de Zé Celso está mais atual do que nunca.
    (Publicado na Folha de S. Paulo, caderno Mais!, em 14 de junho de 1998.)
    _______________________________________________________

  69. dosReis disse:

    Nunca vi tanto egocentrismo em um mesmo lugar. Esse Blog é mesmo do Zé Celso?

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