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Arquivo mensal: agosto 2011

Acompanhando um álbum de fotos que tirou na estreia da Macumba Antropófaga nos 50 anos do Teatro Oficina, em 16 de agosto, Jeff Anderson publicou um texto, que julga ser uma crítica do rito-espetáculo. Zé Celso decidiu replicar o texto. Esse blog publica primeiro o texto de Anderson, e logo em seguida, a réplica de Zé:

Texto de Anderson:

Criticar o Teatro Oficina é difícil pra caralho, ainda mais nesse contexto estéril sobre o qual sobrevivemos.
Todavia, tentarei. Faço isso, pois acredito que a crítica é o único dispositivo de transformação para se chegar ao ideal. Almejo o ideal. Essa é minha intenção. Mesmo correndo o risco.

████ A ESTÉTICA DA PRIMEIRA DÉCADA DO SÉCULO XXI NO BRASIL ESTÁ LONGE SER POLÍTICA OU LIBERTÁRIA. ELA É PRODUTO E CERCAMENTO.

Ontem (16/08) foi a abertura da exposição “De dentro e de fora” no MASP. Também foi a estreia da peça “Macumba antropófaga” no TEATRO OFICINA em comemoração aos seus 50 anos. Dois espaços de extrema relevância às artes no Brasil. Percorri os dois pontos, na mesma noite, em busca de elementos que demostrassem a transformação estética que o Brasil passeia neste inicio de novo século e, desde já, posso afirmar que:

Não há rupturas (revolução). 
Não há criação. 
Não há liberdade.

Antes de chegar ao TEATRO OFICINA paramos em uma encruzilhada. Entre as Ruas São Vicente e Santo Antônio. 
Enquanto tomávamos cerveja refletíamos sobre os signos que o caminho nos trouxera. Paramos naquele bar ao acaso. Nunca nenhum de nós havíamos parado ali. Bebemos o suficiente para ir de encontro à peça “macumba antropófaga”. 
Ao chegar ao teatro, o trabalho e a dança já estavam na Rua Abolição. Esperamos que o cortejo passasse por uma pequena portinha. Era a entrada para o tão famigerado terreno do Silvio Santos. Na porta, um mendigo dormia. Quase fora pisoteado pelos artistas e expectores de Zé Celso. Ao tentar passarmos pela mesma porta da esperança, dois seguranças – de terno e gravata – nos impediram a entrada. Era necessário ter a pulseira azul ao braço para participar da ANTROPOFAGIA, do ritual, da macumba. Era necessário ter a pulseira azul para assistir a uma peça de teatro. Assim compreendi e não lamentei absolutamente. Parti em direção a bilheteria e comprei meu ingresso – a pulseira azul. No valor é de R$ 10,00. Ao pagar não me deram a nota fiscal paulista. A nota fiscal paulista é dinheiro e eu – munícipe – sou restituído com o imposto de icms ao final do ano. É dinheiro. É meu dinheiro, é meu direito. 

Já não gostei. Entortei o bico. Comecei a entender.

Mexeram no meu bolso para me vender uma estética libertária, antropófaga.
Paradoxo. Incoerência.
Meu primeiro contato com o TEATRO OFICINA fora na peça OS SERTÕES (3x). Da qual, mesmo com o patrocínio da Petrobras, eu paguei. Foi a grande revolução de minha vida universitária. Nessa época estudava Morrin e a professora Lili nos pediu para fazer um trabalho de campo do qual trouxesse a transgressão como elemento. Eu narrei a cena do dinheiro saindo pelo anus do Zé Celso.

Depois nunca mais voltei. Estudava outras coisas. Vivia outras coisas. A realidade me bateu a porta e as falácias foram caindo como folha velha. 

Até que ontem combinei de ir aos dois lugares – extremos – em uma mesma noite: MASP e TEATRO OFICINA.
Era necessário tirar o encantamento que trazia aos olhos sobre todos e qualquer coisa. O desencantamento. E assim o fiz. 

Continuei coletando. 

Era a estreia da peça “Macumba Antropófaga” que comemora 50 anos do TEATRO OFICINA.

Assim que entramos. Fomos direto para a construção geodésica – ou oca – que fora feita no terreno. Fogos de artifício. Muitos artifícios. Pouco tempo depois estávamos dentro do Teatro e a nudez prevalecia. Assim, como todas as outras vezes. 
A pobreza estética começava ali. O jogo sinuoso entre capital e estética era o que estava por ser desmistificado. De belo, somete os corpos. Clichês. Muitos clichês. De reprodução em cena do quadro de Jacques-Louis David em auto coroação de Napoleão, ou ainda na presença física de Amy Winehouse. Rimas de classe média tambem faziam parte da composição. Assuntos rotineiros. Espetadas na politica Obama. A velha critica a Igreja Católica. A com a. E com e. B com b. Em alguns momentos lembrava-me Luan Santana, por mais que a tentativa fosse intelectualizar a letra. Em outros momentos tive sono, mesmo com tanto barulho. 
Ideia não existia. 
Não existe ideia.
Se existe ela é a antropofagia de cuja autoria é de Oswald de Andrade.
Para realizar essa peça o TEATRO OFICINA deveria pagar direitos autorais por se apropriar de tudo. Se isso acontecesse não seria antropofagia. 
O que nos fora apresentado era um Bricoler porco, ou se preferir, Antropofagia de seguidores de Zé Celso. Discurso requentado. Tirado da cova. Há uma grande confusão de entendimento da estética Dionisíaca. Dionísio nunca foi vulgar. Dionísio, antes de tudo era Deus.

A apropriação do signo macumba e antropofagia era o que estava sendo vendido aos espectadores. Tudo com muita seriedade. Eu via pessoas extasiadas com a encenação. Atores e publico. Eles criam terem vivido um trabalho ritualisco, mesmo tendo pago para assistir a uma peça, pela pulseira azul. A estética atingia os sentidos de todos. Catarse. Confusão de entendimentos. Mistificação. 
Confundiram tudo e manipularam o que conseguiram. Tudo para um fim: a sobrevivência. 
Estávamos ali vendo e ouvindo velhas ideias que não deram certo. Ou melhor, deram. Deram certo em seu momento histórico. Faziam sentido a quem as inventou e no contexto social em que viviam: chegadas de imigrantes, reformulação constitucional do Brasil, reforma estética nacional, guerras além mar. Sobretudo a chegada de imigrantes ao Brasil que tão bem foi trabalhada pelo professor Sérgio em Raízes do Brasil. 

O desencantamento aconteceu.

O que estava sendo vendido ali era a estética da liberdade. Da liberdade deles. De quem participa, de quem é dono do capital simbólico e imobiliário do TEATRO OFICINA. Uma minoria. Alguns tem salários, outros não. Alguns ganham, outros colaboram.
Eu me senti enganado por ele – Zé Celso. Porque a liberdade tem que ser para todos. Não é possível criar artifícios para sustentar a liberdade de um pequeno grupo. A liberdade de um pequeno grupo é a supressão da maioria. Isso chama-se aristocracia, ainda que na área cultural. Mas tudo é tão bem feito. Tão arquitetado que demorou mais de cinco anos para que eu pudesse perceber. 
É com tanta naturalidade que eles se apropriam e encenam um ritual religioso – MACUMBA – para centenas de pessoas que me pergunto onde está a legitimidade disso tudo?
O jogo simbólico do qual o TEATRO AFICINA trabalha é extremamente complexo. Ele se sustenta a partir da resistência. Tenta propagar o popular. Mas conhece bem o mecanismo Capital.
Eu me revolto com o TEATRO OFICINA pelas pessoas que continuam a propagar tal estética falaciosa. Eu me revolto com o TEATRO OFICINA por ter me iludido. Eu me revolto com o TEATRO OFICINA por ter sido ele o nó górdio que enublava minha compreensão. Eu me revolto com o TEATRO OFICINA por não ter me ensinado que não há LIBERDADE do corpo sem emancipação econômica. 
Até mesmo para tirar a roupa, custa.
ANTROPOFAGIA DE CÚ É ROLA
_Jeff Anderson


Réplica de Zé Celso:

É MUITO FÁCIL SER PUTA ARREPENDIDA

Pois você acredita em Ideal, Ideias, para se chegar a um lugar que não existe: O IDEAL. E messianicamente, sem ter ouvido nada do que viu. E ainda reafirma heroicamente “Almejo o ideal”.
Não precisa nem temer o risco porque você cristão do rebanho, já se entregou. Pelo teu texto eu vejo a personagem, de que nem sei o nome. O que me chegou não trazia assinatura.

“Essa é minha intenção. Mesmo correndo o risco.”

Bom, é uma tese acadêmica, que pode fazer sucesso na USP, mas na Universidade Antropófaga você vai ter que ralar muito pra se descabaçar. Vai ter, como dizia Cacilda Becker, que chupar muita caceta.

Mas vamos lá:

“A ESTÉTICA DA PRIMEIRA DÉCADA DO SÉCULO XXI NO BRASIL ESTÁ LONGE SER POLÍTICA OU LIBERTÁRIA. ELA É PRODUTO E CERCAMENTO”

Não é uma Vitória Política da Cultura neste 2011 a conquista deste belíssimo terreno, depois de uma Guerra de 30 anos com o maior poder do mundo contemporâneo, o CAPITAL VIDEO FINACEIRO, para se plantar o Urbanismo Cultural do “AnhangaBaú da Feliz Cidade?”

A mesquinharia que você nos atribui na palavra “famigerado terreno” mostra que você é autista. Foi ao TEATRO OFICINA e não sacou nada. Neste “famigerado” você revela que realmente não sabe que não há LIBERDADE do corpo sem emancipação econômica.

Você sabe que significado tem para o Teatro no mundo um TEATRO DE ESTÁDIO DE 5.000 LUGARES?

O Meio de Produção do Teatro é a Terra. O Terreno onde plantamos nossas Árvores de Arte Teatral.

Você tem toda razão quando revela que na porta, um mendigo dormia. “Quase fora pisoteado pelos artistas e expectores de Zé Celso.”

Eu trabalho para que haja dança perceptiva dos aqui-agora, delicadeza e contracenação com tudo, principalmente com os mendigos do Bairro. Nós fazemos questão de passar pela rua São Domingos, exatamente para termos a contracenação que pode dar início a um trablaho com os mendigos, craqueiros, moradores de rua daquele lugar.

Mas nem os artistas e expectores, são de, pertencem a mim Zé Celso.

A ansiedade e tensão de uma 1ª vez, de uma estreia, sempre deixam tanto o público como os atuadores tensos. Um 1º encontro de jovens que estão estreando no Teatro diante da Multidão. Claro que a “Macumba” vai evoluir e ganhar a dimensão do Sagrado que é o que mais importa.

A mesma personagem que diz que não aprendeu no Oficina que sem emancipação econômica não há liberdade do Corpo, em sua tese se queixa por que “dois seguranças – de terno e gravata – nos impediram a entrada. Era necessário o ter a pulseira azul ao braço para participar da ANTROPOFAGIA, do ritual, da macumba.”

De que vive um Teatro? “Não me peça para dar a única coisa que tenho para vender”, afirmava sabiamente Cacilda Becker. A Bilheteria, como na Putaria, na Pirataria, na Droga, no Comércio, é Cash. No Teatro a Bilheteria é Sagrada, ainda mais na MACUMBA onde o dinheiro é uma exigência Litúrgica. E você nobre acadêmico, ainda pagou somente 10 reais, que foi o preço a que pudemos chegar apara os amigos do Oficina.

Nós somos uma Associação Cultural, com atividade econômica mas sem fins lucrativos, logo, “Pequeno Burguês”, não lhe deram a nota fiscal paulista. Esta fala é digna mesmo de uma personagem Pequeno Burguesa, é Linda:

“A nota fiscal paulista é dinheiro e eu – munícipe – sou restituído com o imposto de icms ao final do ano. É dinheiro. É meu dinheiro, é meu direito.
Já não gostei. Entortei o bico. Comecei a entender.

Mexeram no meu bolso para me vender uma estética libertária, antropófaga.
Paradoxo. Incoerência.”

Será que você viu alguma coisa da cena da oca? Sentiu o cheiro do Absinto? Entrou implicando com os fogos de Artificio?! O Teatro é o lugar de uma Arte que joga com o Artificial. Eram belos os foguetes, muito dentro do ritmo das cenas que você pequeno burguês não acompanhava por que estava com a cabeça cheia de minhoca. Você nunca deve ter lido o “MANIFESTO ANTROPÓFAGO”, senão iria saber do grande momento da história mundial em que os habitantes vestidos do Hemisfério Norte, topam com os Índios do Brasil, pelados e percebem que somos todos “bichos humanos iguais”. Quisemos montar estas cenas escritas em 1928 para revelar a origem Estética da beleza deste figurino REVOLUCIONÁRIO: A NUDEZ. A mesma que temos nos momentos de um Banho, de fazer a grandeza do amor, de procriar, de nascer de uma boceta nua, nús no mundo!

A partir daí sua cabecinha cabaça somente passa a assistir “clichês”, sem perceber que na exaltação deles, “CLICHÊS”, vamos desmanchando-os. Você nem sabe perceber a importância de Napoleão Auto Coroado, como as Bacantes fazem auto-coroando-se de Hera.

É uma honra chegar ao brega de Luan Santana, não temos intenção nenhuma de intelectualizar a letra, aliás é assim na maioria dos poemas de um dos maiores Poetas do Mundo: Oswald de Andrade.

Claro que não existem ideias. Você não deve ter ouvido isto, nas palavras literais de Oswald:

“CORO
Somos
concretos.
Ideias
tomam conta,
reagem,
queimam gente na praça pública.

(BREQUE)

Suprimemos
as Ideias
e outras paralisias.”

Apreenda um pouco com estas falas de “O Homem e o Cavalo”, do mesmo OA:

“O EMPREGADO DA GARE
(…)Velho Idealista, acreditas ainda que as invencões são obras de um só homem? Não vês como delas a humanidade se apropriou serenamente? Quem inventou o Fogo?

ICAR
Foi Prometeu

O EMPREGADO DA GARE
Vives de mitos, não sabes que o inventor é o que acrescenta a última pedra no edifício, experimentado antes por vários trabalhadores anônimos sacrificados?”

Vossa Ignorância brilha:

“Se existe (uma Ideia) ela é a antropofagia de cuja autoria é de Oswald de Andrade.”

A Antropofagia Oswald revelou quando descobriu o elo perdido com os Índios Antropófagos, não só do Brasil mas do Mundo Inteiro, tanto que hoje é o assunto que mais interessa as Universidades do Mundo Inteiro. Oswald é o unico Fileosofo Original brasileiro, por ter redescoberto esta prática de devoração e mistura que é a própia prática do povão Macunaíma brasileiro:
“Só me interessa o que não é meu. Só a Antropofagia nos Une.”

Claro que ela se apropria de tudo que está aí. Neste asssunto você é pré-Modernista e pré-antropofago. Com essa tua couraça você não foi capaz de ouvir os conteúdos dos cantos de Oswald. Aconselho você a ler Oswald, ler os que o estudaram, se é que é pelo cérebro acadêmico que você vê o mundo. Um Acadêmico não pode ser igmorante a este ponto.

Sai dessa:

“Dionísio nunca foi vulgar. Dionísio, antes de tudo era Deus.”



1º não se escreve com maiúscula o nome do deus Dionísio. Você não tem percepção de si mesmo para sacar que está dando um Show de Vulgaridade. Mas eu não tenho nada contra a vulgaridade quando é bela e inteligente. A Tua é cafona, brega, previsível. Respondo porque tenho prazer em te vomitar.

“Apropriação do signo macumba e antropofagia era o que estava sendo vendido aos espectadores.”

Só acredito no artista que se apropria, incorpora o que recebe. Como você percebe nós estamos nas antípodas dos valores.

O que vendemos é mesmo Estética e Liberdade. Como putas. Eu invejava o tempo em que a carteira profissional dos Atores e Atrizes era igual a das Putas, por isso não tenho até hoje DRT.

Qual é o capital imobiliário que o Teatro Oficina tem? Somos posseiros das terras em que criamos o Oficina. O terreno pertence à Secretaria da Cultura, mas nós o cultivamos há mais de 50 anos. A Economia interna do Oficina Uzyna Uzona é Auto Gerida. Claro que quando há dinheiro os mais antigos, e que deram a vida, ganham pelo menos como os salários dos artistas mais experientes, e os que nunca fizeram teatro ganham, além do aprendizado gratuito, o poder de ter bolsas.

Trabalhamos todo o 1º Semestre deste ano exclusivamente com o cachê de Paraty, acho que de 25.000 reais. Nem os mais antigos, nem ninguém, recebeu nada, a não ser este cachê. Somos uma Associação de Artistas, mas é óbvio que quando recebermos Patrocínios e a Sagrada Bilheteria, poderemos pagar todos muito bem, como aconteceu o ano passado quando fomos subvencionados pelo MINC e PETROBRAS.

Você quer que sejamos um Albergue, um Banco, o que? Somos uma Cia de Teatro.

“Não é possível criar artifícios para sustentar a liberdade de um pequeno grupo.”:

A liberdade conquistada por um um pequeno grupo é o incentivo para todos os grupos que batalham em coletivos como nós. O teatro é uma arte aristocrática, nosso rei é Momo, e praticamos a MomoArquia.

Desde quando o Oficina se sustenta a partir da resistência? Tenho horror a esta palavra. Nós, diante dos obstáculos, RE-EXISTIMOS, NOS REINVENTAMOS. JAMAIS RESISTIMOS. Quanto ao mecanismo do Capital queria conhecer mais, infelizmente sou muito ignorante nesta área, tanto que estou assitindo a versão cinematográfica do Livro “O CAPITAL”, de Marx, do cineasta Alexander Kluge, para saber mais.

Aí vem um Gran Finale de Ressentimentos e revoltas clássicas do sistema do Teatro do Oprimido:

CANTO DA PUTA ARREPENDIDA
“Eu me revolto com o TEATRO OFICINA pelas pessoas que continuam a propagar tal estética falaciosa.
Eu me revolto com o TEATRO OFICINA por ter me iludido.
Eu me revolto com o TEATRO OFICINA por ter sido ele o nó górdio que enublava minha compreensão.
Eu me revolto com o TEATRO OFICINA por não ter me ensinado que não há LIBERDADE do corpo sem emancipação econômica. Até mesmo para tirar a roupa, custa.
ANTROPOFAGIA DE CÚ É ROLA”

Adoro Cú, Rola, e caia de joelhos por eu ter te dado o presente desta réplica.

É que, como você é novo adepto da OFICINOFOBIA, sei que, através deste texto, estou falando com muitos Grupos de Ódio ao mesmo tempo.

Tenho me divertido muito com eles no meu Blog.

Só lamento a IGNORÂNCIA TOTAL DAS COISAS e tento dar minha CONTRIBUIÇÃO PARA TODOS ESTES VELHOS ENGANOS

AMO A INTELIGÊNCIA E A ARTE TEATRAL

COMO  É MUITO DIFÍCIL O CONTATO COM A SENHORA ATRAVÉS DOS MEIOS OFICIAIS ,

TENHO O PRAZER ESPECIAL DE CONVIDÁ-LA PUBLICAMENTE para a FESTA DOS 50 ANOS DO TEATRO OFICINA, Rua Jaceguay 520, dia 16 de agosto às 21h, em que comemoramos Vitória de gerações e gerações do povo que criou  esta longevidade fenomenal para um Teatro e para a Companhia que o fundou.

Vamos apresentar a encenação do “MANIFESTO ANTROPÓFAGO”, de Oswald de Andrade, em forma Musical de “MACUMBA URBANA ANTROPÓFAGA”.

DESEJAMOS SUA PRESENÇA E DE TODO SEU TIME QUE TRABALHA PRATICAMENTE O SUPER OBJETIVO DE SEU GOVERNO:

A ERRADICAÇÃO DA MISÉRIA NO BRASIL

É HORA DE ERRADICAR A MISÉRIA DO BRASIL, INCLUSIVE A DESTA PERIFERIA CENTRAL DE SÃO PAULO: O BIXIGA.

Muitos moradores de rua aqui, passam todo este frio paulistano dormindo nos viadutos.

Moram no Bairro, pessoas muito pobres, a maioria de seus habitantes.

Nosso desejo colocado em prática, vem trazendo essas pessoas para comerem nossa “MACUMBA URBANA ANTROPÓFAGA”, como PÚBLICO, e desejamos tê-las como Trabalhadores da Construção, Manutenção e Usufruto do Complexo Cultural que queremos criar.

Aqui na Rua Jaceguai 520, lutamos 30 anos com nossos atos teatrais e obras de arte com o GRUPO VÍDEO FINANCEIRO SS para que não construíssem seu Shopping, suas Torres, que expulsariam todos os moradores pobres do Bairro e acabariam com o Bairro do Bixiga como Umbigo Cultural de São Paulo.

Depois de 30 anos de Luta veio a Crise do Banco PanAmericano do Grupo SS, e as condições mudaram. Hoje temos ótimo diálogo com Sílvio Santos, que nos propõe a TROCA DE SEUS TERRENOS do entorno do TEATRO OFICINA por TERRENOS DO ESTADO, para contruirmos um Complexo Cultural revitalizador do Coração de São  Paulo, o:

“ANHANGABAÚ DA FELIZ CIDADE”:

_um TEATRO DE ESTÁDIO para 5.000 pessoas,

_uma UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA,

_uma CRECHE DE ATENDIMENTO PRÉ-NATAL, PARA AS MÃES E CRIANÇAS DO BAIRRO

_OFICINAS DE REFLORESTAMENTO DO BIXIGA

Hoje recebi, enviado por Ana de Hollanda, o documento publicado no DIÁRIO OFICIAL a pedido dela, MINISTRA DA CULTURA, carimbado com a rubrica, rubra, vermelha, “URGENTE”, criando uma Comissão  para em 180 dias dar seu parecer técnico sobre a Troca de Terrenos, a construção ou não pelo próprio MINC do “ANHANGABAÚ DA FELIZ CIDADE”.

Entretanto uma pessoa menos delirante que eu perguntou:

O quê ? 6 meses ? Como conciliar a negociação com um empresário como Sílvio Santos, que sabe que Time is Money, com 6 meses de apreciação pelo MINC ?

É, não sei responder esta pergunta, mas o importante é que o Governo Brasileiro finalmente assume oficialmente esta questão do entorno do Teatro, colocada pelo parecer do IPHAN quando tombou o TEATRO OFICINA como Patrimônio Artístico e Cultural do Brasil.

A amada amiga e MINISTRA DA CULTURA Ana Buarque de Holanda,  mandou-nos hoje também um email em que nos informa que não  poderá vir dia 16, terça feira, à Festa dos 50 anos e da “TROCA ENTRE TERRENOS”.

Não fiquei triste porque sei que ela gostaria de vir já trazendo resolvida a questão.

Sabemos que o Aparelho do Estado Brasileiro não caminha no tempo dos nossos Desejos Culturais Vivos.

Mas está OFICIALIZADO.

Quem poderia acelar este tempo, no ritmo necessário, é a VONTADE POLITICA DE VOSSA EXCELÊNCIA, PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF.

Estamos simbióticos com o seu Programa de ERRADICAÇÃO DA MISÉRIA.

Queremos ir ao encontro das máquinas que trabalham este Desejo Social, nós do Teatro Oficina que lidamos com a Máquina do  Desejo Cultural de Plantio da ECONOMIA VERDE.

Ela está chegando com rapidez Internética, com o ser humano potencializado no Brasil pelo Governo, desde Lula.

Mas a Miséria ronda o Bairro de nosso Teatro.

O Lendário BIXIGA, ONDE EM TEMPOS DE POTÊNCIA CULTURAL E SOCIAL, SURGIRAM MUITAS CANTINAS, A ESCOLA DE SAMBA VAI VAI, TEATROS   MODERNIZADORES DO TEATRO E DO CINEMA BRASILEIRO.

A Ditadura Militar vinha tentando acabar com o Poder dos Teatros, através da Censura, depois com surra nos Coros do revolucionário “RODA VIVA”, incêndios, invasão de Teatros como foi o caso do Teatro Oficina. Construiu o Elevado Costa e Silva, vulgo “O MINHOCÃO”, dividindo o Bairro como um Muro de Berlim. A Especulação Imobiliária acabou de destruir o que faltava e hoje   o BIXIGA parece um terreno de Guerra, de Saravejo, Faixa de Gaza?! A situação do Bairro é Trágica.

Por isto apostamos no seu Programa de ERRADICAÇÃO DA MISÉRIA E QUEREMOS ESTAR JUNTOS NESTA.

A Cultura em contato com a Miséria apreende com ela, cresce e transmite a dádiva da Arte que desperta sonhos, desejos, invenções, espírito crítico.

Nossa Pobreza Radical precisa também de Toda Riqueza Cultural, que por incrível que pareça é produzida também por todas essa mesma miséria, muitas vezes mais que entre os ricos.

Adoniran Barbosa, morador do BIXIGA, canta em seus Sambas essa miséria que nunca chega a destruir a grandeza humana dos MISERÁVEIS.

Esta Pobreza é erradicada no momento que entra em contato com as redes de Paixão dos que Cultivam a Vida Surreal, Paradoxal, Criativa, Inventora, Artística e Científica.

Para libertar sua alma da Escravidão os AFRICANOS inventaram no Brasil Escravocata, a Cultura do CANDOMBLÉ, juntaram-se aos ÍNDIOS, aos CABOCLOS, à contribuição milionária dos erros das IMIGRAÇÕES, aos ARTISTAS, ATORES, ATRIZES, MÚSICOS, ao RÁDIO, e criaram o Ritmo da BATIDA QUEBRADA DIONIZÍACA dos Ditirambos: o SAMBA, o MARACATÚ, o FREVO, enfim, inventaram o país da inversão  dos valores colonialistas: proclamando um Brasil Rico: O País do CARNAVAL, do FUTEBOL, da PETROBRAS, e de muito mais que Bananas ao Vento.

A Escravidão Africana e Indígena criaram a Cultura não de Resistência, mas de Re-Existência.

Apanharam sua “rítmica religiosa”, a das batidas Joãogilbertianas, do Coração do Brasil criando a Infraestrutura, a Cozinha fundadora da mistura de tudo da Cultura Universal Brazileira.

Como Oswald de Andrade pré-escreve na carne de seu “MANIFESTO ANTROPÓFAGO”: o terno Eterno Retorno ao Pré-Lógico, ao Bárbaro, ao Pagão, ao Tupy, para devorar os Mecanismos, Analógicos, Cybers, construídos por toda humanidade, inclusive pelos escravos, e assumir o ser, o to be, o SER TUPY de “BÁRBAROS TECNIZADOS”.

A ERRADICAÇÃO da POBREZA dos brasileiros pressupõe a erradicação do COLONIALISMO PATRIARCAL CAPITALISTA e o plantio da Cultura Verde do “Bárbaro Tecnizado”.

O Brasil investe 1% de seu Orçamento em Pesquisa Científica. A China 18%.

O MINISTÉRIO DA CULTURA teve um corte de 2/3 no seu 1º Jovem Orçamento, engatilhado para uma Primavera Cultural este ano.

Assim não dá.

No Mundo Globalizado, a Inteligência, o Sabor da Sabedoria=Cultura, são condições sinequanon para construção de  uma Riquíssima Economia Verde.

Neste instante basta a Cultura e a Ciência serem libertadas de sua Miséria Orçamentária.

Como canta Chico Science, nós brasileiros precisamos de  Saiência, quer dizer, do conhecimento vivido Cultural e Cientificamente, para crescer.

Contamos com sua presença, com a Ministra Ana de Holanda, que não recusará seu Convite.

Presidenta, Vossa Excia. tem de pisar neste lugar nesta data histórica.

Nem sabe a Alegria que nos daria, para nós que a amamos e estamos torcendo para conseguir erradicar a Miséria de nosso povo, da nossa Cultura que faz Arte Pública, e da Ciência.

Este trinômio: Erradicação da Pobreza do Povo, da Cultura que é feita com ele, e da Ciência, irá trazer a ERRADICAÇÃO de tudo que têm impedido o BRASIL a CRESCER de acordo com o Mapa Mundi Brasil, seu Sentimento, seu Território.

José Celso Martinez Corrêa

Artista  Praticante da Arte Teatral Antropófaga

e Presidente da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona

São Paulo, 13 de agosto de 2011

AMOR HUMOR ORDEM E PROGRESSO

DEMOCRATIZANDO A DEMOCRACIA PELA CULTURA

EM QUE TODOS NOS COROAMOS

E CRIAMOS DEMOCRACIA DIRETA

QUE JÁ EXISTE NO TEATRO

NA MOMOARQUIA

REINADO HUMANO

DO ANARQUISTA COROADO

São 16h45′,
a Sol projeta Céus
tiras brancas de nuvens
Ciclorama Azul
até as nuvem irem escurecendo
coroando com um cinza-poluição
os Arranha-Céus.

Escrevo da janela
do Estúdio
Paraíso…

… agora são 17h37′, volto depois de antender Telefonemas  plugados nos efeitos extraordinários que a “Macumba Urbana Antropófaga” está produzindo,
também mudei de locação,
minha janela dá para o PLANETÁRIO IBIRAPUERA
que nada
Marcelo Drummond acaba de me dizer que não é,
que é a ÓCA.
E eu semprei pensei que meu quarto de dormir desse para o IPIRAPUERA!?

Há na minha frente uma Cúpula Cercada de VERDE e Totalmente coberta pela Poluição.

Mas à noite vai dar pra ver estrelas e a Lua.

Meu Cavalo está Pesado da Estiva do último ensaio corrido, hoje é dia de des-canso.

E eu não consigo sair do Neg-Ócio
quero o Ócio.

É q hoje é um dia histórico na vida dos 50 anos do Teat(r)o Oficina

A Novela em cartaz há mais de 30 anos:
OficinaUzynaUzona & GrupoSS
atinge seu Clímax
na ALEGRIA:

Sílvio Santos me liga propondo nos encontramos
para resolvermos entre nós a questão dos Terrenos.

Sincronias: ontem comecei a ver o Maravilhoso Filme “O CAPITAL” de Alexander Kluge.

São 9 DVD’s, vi 2/3 da 1ª parte, é deslumbrante  e bem menos longo que as 27 hs de “Os SERTÕES”, do OficinaUzynaUzona.

Eisenstein teve a 1ª idéia de filmar “O CAPITAL” quando leu “ULYSSES”, de James Joyce. Seu filme passaria-se não num dia como o de Harold Bloom, mas numa noite com toda a Humanidade.

Kluge considera, como eu, Marx um Poeta, e faz um filme esteticamente nada a ver com o “realismo socialista”, ou com o Marxismo virado fundamentalismo.

Numa sequência duas atrizes, representando mulheres da RDA, a Alemanha Comunista, estudam Marx do ponto de vista da quantidade de águas que temos no Corpo e de como essas águas se comunicam, rompendo os limites de nossas peles, e plugadas nos despertam a percepção que somos um Oceno com calmarias, Tsunamis e Revoluções.

É Marx pra lá de sua personagem: “O CAPITAL”. Muita gente pensa que Marx é o CAPITAL. Não. Ele é o POETA q expôs a MAQUINARIA TODA DESTE SISTEMA a nu.

Mas sabia que tínhamos o Poder como Humanos e Seres Naturais de comermos este sistema em que todos estamos envolvidos com a inteligência de nossa Ação, humanos além das classes, religiões, ideologias.

Pois é, o encontro com Sílvio Santos foi o de nossas Águas, acima de nossas lutas, classes, pessoas jurídicas, da personagem Vídeo-Finaceira, e do Diretor Teatral. Disse a ele que senti orgulho de nosso entendimento, pois somos um exemplo pro mundo.

Imagine se Palestina e Israel se encontrarem nas águas de seres humanos que tenham o Poder de decidir sobre o fim de uma guerra idiota?!

Depois Sílvio falou para meu Trans Secretário, Chefe de Gabinete, Valério Peguini, que não está a fim de deixar aqueles terrenos ociosos, como empresário não desja empacar o Oficina, nem quer que o Oficina empaque o Grupo Silvio Santos. Pragmático.

E vamos nos encontrar pra falarmos de gente a gente.

Glória!

Nesta mesma data histórica recebo o documento publicado no DIÁRIO OFICIAL a pedido da MINISTRA DA CULTURA Ana Buarque de Hollanda, carimbado com a rubrica, rubra, vermelha: URGENTE,  criando uma Comissão para em 180 dias dar seu parecer técnico sobre a troca de terrenos, a construção ou não pelo próprio MINC do “ANHANGABAÚ DA FELIZ CIDADE”.

O Governo Brasileiro, finalmente assume oficialmente esta questão colocada pelo parecer do IPHAN quando tombou o TEATRO OFICINA como Patrimônio Artístico e Cultural do Brasil.

Entretanto uma pessoa mais pragmática que eu perguntou:

O quê ? 6 meses ? Como conciliar a negociação com um empresário que sabe que Time is Money, com 6 meses de apreciação pelo MINC ?

Pra falar a verdade não sei. A ‘MACUMBA URBANA ANTROPÓFOGA” revelará talvez nesta semana, na outra, ou no próxima batida de nossos corações.

Ana de Holanda manda nos dizer que não poderá vir dia 16 à FESTA DOS 50 ANOS DO TEATRO OFICINA na Noite da “MACUMBA…”, da  Troca-Troca entre Terrenos.

Não fiquei triste porque sei que ela gostaria de vir já trazendo resolvida a questão. Ana, magnanimamente pôs pra andar a  Burocracia.

Sabemos que o Aparelho do Estado Brasileiro não caminha no tempo dos nossos Desejos Culturais Vivos. Mas está OFICIALIZADO.

Quem poderia resolver a questão no ritmo do já, seria a PRESIDENTE OU PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF.

Estamos simbióticos ao seu Programa de Erradicação da Miséria. Queremos ir ao encontro das máquinas que trabalham este Desejo Social, nós do Teatro Oficina que lidamos com a Máquina dos Desejos Culturais, de Plantio da Rapidez Internética que vira com a Economia Verde.

A Miséria ronda o Bixiga. Há muitos moradores de rua passando todo este frio paulistano dormindo nos viadutos.

Aqui moram pessoas muito pobres, que são a maioria do Bairro. Nosso  desejo colocado em prática vai trazer todas essas pessoas para comerem nossa MACUMBA como PÚBLICO.

Queremos encontrar com o Time que trabalha praticamente a Erradiação da Miséria para trabalharmos juntos.

A Cultura em contato com a Miséria apreende com ela, cresce e transmite a dádiva da Arte que desperta sonhos, desejos, invenções, espírito crítico.

Nossa Pobreza Radical precisa também de Toda Riqueza Cultural, que por incrível que pareça é produzida também por todas essa mesma miséria, muitas vezes mais que entre os ricos.

Adoniran Barbosa, morador do BIXIGA, canta em seus Sambas essa miséria que nunca chega a destruir a grandeza humana dos MISERÁVEIS.

Esta Pobreza é erradicada no momento que entra em contato com as redes de Paixão dos que Cultivam a Vida Surreal, Paradoxal, Criativa, Inventora, Artística e Científica.

Para libertar sua alma da Escravidão os AFRICANOS inventaram no Brasil Escravocata, a Cultura do CANDOMBLÉ, juntaram-se aos ÍNDIOS, aos CABOCLOS, à contribuição milionária dos erros das IMIGRAÇÕES, aos ARTISTAS, ATORES, ATRIZES, MÚSICOS, ao RÁDIO, e criaram o Ritmo da BATIDA QUEBRADA DIONIZÍACA dos Ditirambos: o SAMBA, o MARACATÚ, o FREVO, enfim, inventaram o país da inversão  dos valores colonialistas: proclamando um Brasil Rico: O País do CARNAVAL, do FUTEBOL, da PETROBRAS, e de muito mais que Bananas ao Vento.

A Escravidão Africana e Indígena criaram a Cultura não de Resistência, mas de Re-Existência.

Apanharam sua “rítmica religiosa”, a das batidas Joãogilbertianas, do Coração do Brasil criando a Infraestrutura, a Cozinha fundadora da mistura de tudo da Cultura Universal Brazileira.

Como Oswald de Andrade pré-escreve na carne de seu “MANIFESTO ANTROPÓFAGO”: o terno Eterno Retorno ao Pré-Lógico, ao Bárbaro, ao Pagão, ao Tupy, para devorar os Mecanismos, Analógicos, Cybers, construídos por toda humanidade, inclusive pelos escravos, e assumir o ser, o to be, o SER TUPY de “BÁRBAROS TECNIZADOS”.

A ERRADICAÇÃO da POBREZA dos brasileiros pressupõe a erradicação do COLONIALISMO PATRIARCAL CAPITALISTA e o plantio da Cultura Verde do “Bárbaro Tecnizado”.

O Brasil investe 1% de seu Orçamento em Pesquisa Científica. A China 18%.

O MINISTÉRIO DA CULTURA teve um corte de 2/3 no seu 1º Jovem Orçamento, engatilhado para uma Primavera Cultural este ano.

Assim não dá.

No Mundo Globalizado, a Inteligência, o Sabor da Sabedoria=Cultura, são condições sinequanon para construção de  uma Riquíssima Economia Verde neste instante. Basta a Cultura e a Ciência serem libertadas de sua Miséria Orçamentária.

Como canta Chico Science, nós brasileiros precisamos de  Saiência, quer dizer, do conhecimento vivido Cultural e Cientificamente, para crescer.

Ensaio corrido da Macumba Antropófaga, no que será o Restaurante Troca Troca, nos terrenos de SS, onde Oswald e Tarsila têm a revelação antropofágica

Anoiteceu, 18h31′.

Em frente do apê onde vivo, uma Bandeira do Hamas, a corrente de luzes da Avenida 23 de Maio no seu apogeu e a IBM aqui na minha frente como um Plugue de Tomada Gigante. Um TOTEM?!

Acabei de enviar um convite a Excelentíssima Presidenta do Brasil Dilma Rousseff onde pedi que trouxesse a MINISTRA DA CULTURA Ana de Holanda no dia 16.

Beijos a todos que me lerem nesta noite linda de 8 de Ah!Gosto, ou em outros dias ou noites.

Hoje dia Histórico, cheio da prova dos 9: A ALEGRIA

Abrir e Fechar

Respirar

Comer o Mundo

Segurar

Atenção ao orar

à sua Rítmica

soltar o ar

segurando o abdomen

não só pra si

dentro de seu própio corpo

mas também para nossas estenções

de onde vamos comer as inspirações

centra de novo no abdomen

e solta

ouvindo o coração

o tic tac dele

ele é o nó de nós

a pulsação cria a pulsão

e a ligação com o espaço cardíaco

Relaxar o Marx-Lar

Comer o marximso, cristianismo, islamismo, capitalismo, socialismo, comunismo

e outros ismos

com a boca bem aberta

bocejando

“Ai que Preguiça”

Ócio

Cio

Des-Cansa do Neg-Ócio

bip

fecha-abre-fecha-abre, inspira expira

ouvindo o CORAÇÃO

pra comer o ar

abrir a boca aberta

boceja

ouvindo vendo dentro

seu Ogã

a maior divindade da vida:

o Ritmo

q nos liga à vida morte vida morte …

O coração nunca obedece a razão

proclama cantando Isaurinha Garcia

Pra que obedecer ?

pra quê ?

É obvio

o samba nasce no coração

na batucada da vida

não é simétrico

é quebrado

um coração pulsante em tempo de Dytiraaaaamboooooo

Samba

Macumba