AMANTE SÓCRATES PARA FEDRO AMADO

“O Jovem que se vê mimado e honrado como um deus pelo seu Amante
tem despertada em sí a Necessidade de Amar
e se antes, os seus amigos ou outra pessoas,
denegriram este sentimento
afirmando ser vergonhoso um tal
Consórcio Amoroso
e se estes Conselhos,
o afastaram de seu Amante.
o Tempo passa,
a Necessidade de Amar e ser Amado,
levam-no de novo aos Braços do Amante.

Não é Designo do Destino q o malvado ame o malvado,
e q o Homem Virtuoso não possa ser Amado pelo Homem Virtuoso.

Quando o Amado, recebe o Amante
q desfrutou de sua doçura e do seu convívio
compreende q o Afeto de seus parentes e amigos,
em nada é comparável
a um Amante inspirado pelo Delírio.

Assim vivem
se vêem
se tocam
ora nos Estádios
ora em Outros Lugares .

Assim nasce esta emanação q ZEUS
quando Amou GANIMEDES,
chamou DESEJO.

Esse Desejo se insinua no Amante
e quando este se encontra cheio dele
transborda,
assim, como um ZÉFIRO (a  brisa suave, a do Jonnhy Alf, o vento  agradável, forte mas suave, de todos o mais benfazejo, o dos  Evoés Speaking Low q fazem os Papagaios Subirem.)

ou um SOM
refletido por um Corpo sólido e polido,
BELEZA
 entrando pelos Olhos,
através dos quais atingem a Alma,
o q é natural,
retorna a Alma ao Belo,
estende as Asas,
e molhando-as,
as torna capaz de gerar novas Asas,
inundando também de Amor ,
a Alma do Amado 

O Amado ama,
mas sem saber o que,
nem sabe ,
nem pode dizer o q acontece consigo
assim como um condenado a oftalmía (olhos inflamados)
desconhece a origem de seu Mal,
assim tambem o Amado,
viu-se a si mesmo no Espelho do Amante
sem dar por isso.

Na presença do Amado,
a Dor do Amante esvai-se
e o mesmo acontece
com o Amado na presença do Amante.

Quando o Outro está ausente,
o Amante sente Tristeza,
e da mesma forma a mesma Tristeza
sacode o Amado,
porque ele abriga  o “REFLEXO DO AMOR”
acreditando contudo, q se trata de Amizade
e não de Amor.

Embora com menor intensidade,
deseja aproximar-se do Amante
vê-lo,
tocá-lo,
acaricíá-lo,
deitar-se ao seu lado,
e assim, não  tardará de satisfazer seu Desejo.

Enquanto está a seu lado,
o corcel do Amante tem muita coisa a dizer ao Cocheiro .

Como recompensa de tantos sofrimentos,
ele apenas pede,
um instante de Prazer

O Corcel do Amado nada diz
sentindo  algo q ele não  compreende,
toma o Amante nos Braços
e Cobre-o dos mais Ternos Beijos.

Não tem forças para recusar o q o Amigo lhe pede.
Mas o bom  Corcel resiste em nome do Pudor e da Razão.

Se a melhor parte da Alma sai Vitoriosa,
e os conduz a uma vida bem ordenada e filosófica,
eles passarão  o resto de suas vidas Felizes em Harmonía,
sob o comando da Honestidade,
reprimindo a parte da Alma q é Viciosa,
e libertando a outra, a Virtuosa.

E ao morrer recebem Asas
e ficam leves,
pois venceram um combate verdadeiramente Olympico.

Mas
se se entregarem a uma vida comum ,
sem Filosofia
e contudo Honesta ,
poderá suceder q o Dois Corcéis Rebeldes,
assumam o  Comando
Num momento de Embriagues
ou de Descuido
os Cavalos Indomáveis dos dois Amantes ,
dominando suas Almas pela surpresa
os conduzirão ao mesmo fim:
eles se entregarão ao tipo de vida
a mais Invejável aos olhos do Vulgo,
e se atirarão aos Prazeres
satisfeitos , gozarão ainda  os mesmos Prazeres,
mas raramente,
porque esses mesmos Prazeres
não terão  a aprovação da Alma.

Terão uma Afeição q os Ligará,
mas q será sempre menos forte do q aquela q liga  os q verdadeiramente se Amam.

Acalmado o Delírio,
ainda Sonham estar Unidos
pelos mais Preciosos Compromissos

Crem q seria Sacrilego
desfazer essa União
e abrir seus Corações ao Ódio

Terminada a Experiência Terrena,
as Almas abandonam os seus Corpos,
encerrando com Recompensa o seu Delírio Amoroso.

 A Lei Divina , não  permite aliás
áqueles q iniciaram juntos sua jornada Cósmica Juntos,
caiam nas Trevas Subterrâneas.

 Passam uma vida Feliz e cheia de Ventura,
numa Etherna União,
e ao receberem Asas,
recebem-na juntos,
em virtude do Amor q os uniu na Terra .

 São essas coisas divinas , Rapaz
q te darão o Amor daquele q Ama com Paixão.

O Amor q não  tem Paixão,
daquele q apenas possui sabedoria mortal
e se apega aos bens do mundo
só gera na Alma do Amado
a Prudência do Escravo
a qual o vulgo dá  o nome de ”Virtude”,
mas q o fará vagar,
privado de Razão,
na Terra
e sob a Terra
durante 9.000 Anos.

É esta óh! Amor!
a mais bela e Maior  Retratação q posso te oferecer como expiação do meu Crime.

Se o meu discurso foi demais Poético,
 a culpa cabe a FEDRO,
q a isso me obrigou.

Perdoa-me todos os outros  discursos
e recebe este com indulgência:
lança sobre mim um olhar benevolente e Amigo,.

Não esmoreças em mim
esta ARTE de AMAR,
de que tu me fizeste o Dom.”

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1 comentário
  1. shirley disse:

    Lindo d + . Simplismente perfeito! Muito poetico? Eu n diria, e sim muito real. Mas, para poucos ou poucas almas q amaram c verdade e filosofia. Bj. Evoeh Zeh!!

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