A UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA FÁBRICA DA MÁQUINA DO DESEJO

A Máquina de Desejo de Teat(r)o Total de “Acordes”
criada e recriada além dos ensaios,
nas apresentações de cada dia,
por mais de 60 “pessoas” atuadoras
fabricou, fabricando-se
pelos Atletas Afetivos da

“UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA OFICINA UZYNA UZONA”.

Sacamos que os Corpos, no estudo, trabalho de criação, nos vários fronts da Arte Teat(r)al da Atuação, Multimídia à Produção-Administração, interligados na meditação ativa corpo-alma que “Acordes” propicia, criou e cria o CORPO desta UNIVERSIDADE e dá-lhe existência real, atual, ao mesmo tempo q vai devorando-a e recriando-a.

Demos um Salto Olímpico,
apoiados nas mudanças inconscientes da era digital,
no retorno às revoluções inéditas,
em tempo veloz (exageradamente rápidas)
dentro de nós e do Mundo.

Desde a “Macumba Antropófaga 2011-2012”
encenada como

ESTATUTO DA UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA

e agora com “ACORDES”
que há 36 anos constituiu a
ASSOCIAÇÃO TEAT(R)O OFICINA UZYNA UZONA
tendo como medula irradiadora: o Acordo pela mudança permanentemente necessária e precisa, escorrendo com o fluxo vital entre Associados, a Multidão e o Mundo.

A Crise Mundial de hoje
refletindo a Crise de 29
fez retornar phoderosamente
a Poética Política Brechtiana
demolidora do Capitalismo.

Meu Artista foi devorado no
Caldeirão Descolonizador da Antropofagia
de “O Rei da Vela”, por Oswald de Andrade – e pelos Coros Caetês de 68 em “Roda Viva”.

Bertolt Brecht já nasceu no Oficina,
portanto dando de comer e comido pelos Antropófagos
paridores de “Galileu Galilei” e
“Na Selva das Cidades”.

As ondas da maré baixa do Capitalismo em 2012, trouxeram de volta à praia Bertolt Brecht.

Somente agora, na metade final da primeira temporada, baixou a sacação de que o Senhor Bertolt Brecht, incarnado em sua Máscara e no Corpo de Marcelo Drummond, deve ser ritualmente antropofagiado numa cena-ritual, que nem sabemos ainda como vai ser.

A GÊNESE DE ACORDES

Há quase 40 anos traduzimos esta peça na Cozinha Cabaret da cozinheira alagoana Zuria, nos Porões do  Oficina em Obras, com os Pernambucanos Sertanejos: Surubim Feliciano da Paixão, cirandeiro, pintor, cantor  e produtor; a Billie Holiday do Cangaço Sandy Celeste; o compositor-cantor Edgard Ferreira; os jovens estudantes Paschoal da Conceição e Luciana Domschke

e a parisiense recém-chegada Catherine Hirsh.

Por isso a engenharia da reciclegem do OFICINA em ASSOCIAÇÃO TEAT(R)O OFICINA UZYNA UZONA criou seu Contrato Social inspirado na “Importância de Estar de Acordo” – Um acordo jurídico de seus associados se encararem acordes na Mudança Precisa e Permanente – estética e existencial da Vida.

A CRISE MUNDIAL CAPITALISTA EM 2012 PARIU A ENCENAÇÃO DESTA CONSTITUIÇÃO NO MOMENTO CERTO

Os jovens Anarquistas Autocoroados da Universidade Antropófaga criaram, com Mestres-Aprendizes, a retomada antropofágica de Brecht com a Arte Contemporânea que vem dos nossos Corpos, mais de 60 “pessoas” plugadas à linha progressiva da Arte Pública do Construtivismo Soviético, a Meyerhold, Maiakovski, ao modernismo dos Anos 20, sobretudo à Antropofagia pós Crise de 29, à toda história do Oficina Uzyna Uzona e á do Mundo até cada “aqui agora”.

Começamos com a Música de Paul Hindemith, com a Banda na persistente regência do baixista Maestro Felipe Botelho, na Bateria e gongo marcante de Pedro Manesco, nos sopros do Anjo Lúcifer Remi Chatain, já companheiros da “Trupe Chá de Boldo”, na ogã dos atabaques e tambores cantora Carina Iglecias, na guitarra e no encantatório canto de Adriano Salhab

retornando ao OfinaUzynaUzona. No Piano exato, exigente, do também maestro Chicão, e a Voz Corpo do  Coro Ensaiado.

Não estive neste trabalho inicial em que decifraram e apreenderam a cantar a partitura dificílima, polifônica, de Paul Hindemith, que por desacordes com Brecht não foi completada.

Só entrei quando o trabalho de inicar o banquete da antropofagia já estava preparado para acontecer.

Trabalhamos as diferenças entre as duas bandas: a dos Céus e a da Terra, buscando extrair o ouro da música vinda de muitas fontes, orientais, religiosas, libertando-a de um certo pulso tirânico militante alemão.

Foi difícil descolonizarmo-nos da Partitura pois a musica é muito bela mas tínhamos que aterrar para a riqueza musical no som internacional brazyleiro.

Nunca tivemos uma Banda tão atuante (de músicos atores de teat(r)o mesmo) e um Coro tão afinado. Desafinados afinaram-se e continuam afinando-se até nos esquentamentos de voz. Aí é um prazer de “Rolling Stones”, de não querermos nos separar jamais,

porque nos sentimos afinados nesse Ouro Puro conquistado. Claro que às vezes se destrambelha mas logo retorna à afinação, mais bela ainda.

TYAZO ACORDES E O SURRGIMENTO DO CORO AUTOCOROADO

Gui = Guilherme Calzavara, que além de grande ator é um excelente músico e compôs, com Gustavo Lemos, músico cyber, toda trilha da cena dos Palhaços, que aliás foi dirigida pelos seus participantes: Mariano Mattos, Tony Reis, como os dois Palhaços Parteiros e Gui como Seu Schimitt.

O trio de Aviadores Mecânicos, os Sopristas das Orquestras do Céu, os dos Tambores, Piano, Rabeca e atores e atrizes do Coro  da Terra – até minha pessoa – compusemos músicas que estão agora precisas no Rito.

Glauber Amaral, que trouxe de Pernambuco o teato em seu Corpo, faz o legista criminoso Shibata. Ailson Martins, o torturador Ulstra, e o Cavalo Cagão por Bruno Nogueira e Biaggio Pecorelli.

Letícia Coura, com Carol Henriques, trabalharam as vozes juntamente com o pianista Chicão.

Catherine Hirsh via os ensaios, e vê os espetáculos, do ponto de vista da Multidão. Descobriu seu Papel: a real CORIFEIA DA MULTIDÃO. Faz sempre seus comentários, cirurgicamente poéticos e precisos, começando por: “nós (a Multidão) não estamos vendo, entendendo, sendo tocados por esta cena… E todos a escutam num silêncio sagrado.

Ela vê o Rito como um todo no Corpo Sem Orgãos do Cosmos que é o Espaço do Teat(r)o AVIÃO TEAT(r)O OFICINA e suas Aberturas para os Universos, por quem se apaixonou – o Espaço do Oficina – à primeira vista.

Toma partido de ACORDES como zeladora do Teatro Épico do Espaço Oficina Uzyna Uzona de mais de 52 anos de vida que agora já espraia-se por todo quarteirão.

A Luz tem em Renato Banti um inventor que revolucionou um  espaço difícil de iluminar, sem as facilidades de um Palco Italiano. Iluminar este corredor de pé-direito alto como uma Catedral, o Oficina, sempre foi um desafio. Mas Banti, que felizmente é curioso, obsessivo, encontrou no filósofo Victor Fonseca e no inventor de efeitos especias Fabio Stasiak, a Luz absolutamente inaugural de um prisma contemporâneo neste espaço.

Os Kinoatuadores, como querem ser chamados o quarteto do vídeo: no corte, na montagem de imagens, Ivan Vinagre e Tiago Ramos, e em duas câmeras o Ator Kinoatuador Acauã Sol e o Cineasta Renato Rosatti.

Video e Luz do Video na Meditação coletiva somaram-se e criaram uma ambiência que vai se completar com o Video Mapping, assim que chegar o investimento inteligentemente aconselhado ao Banco  Itaú por Milu Villela, Presidente do Itaú Cultural, tradicionalmente envolvido em Projetos de Inovação Tecnológica de Ponta.

A transmissão direta pela Internet comandada por Tommy Pietra, também a cabeça do nosso Site www.teatroficina.com.br, tem sido um sucesso mas para poucos lugares virtuais. Necessitamos de alianças e investimentos para que estas transmissões alcancem mais “vedores” virtuais. Temos “vedores” internacionais desde “Macumba Antropófaga”, que fazem parte do Rito, tanto da peça anteriormente mencionada como de “Acordes”.

O Coro da Terra, com os Tambores, contracena assim com o Coro do Céu, em contradição inicial mas em fusion progressiva que se unifica no final. Mas o  jogo é triangular, pois ambos estão sempre jogando com a 3ª Entidade: a Protagonista = a Personagem MULTIDÃO, incarnada pelo Público Presente em Cada Presentação.

Os Coros que apareceram ctônicos em todo mundo, no Brasil anteciparam e nasceram em fins de 1967 em “Roda Viva”, tomando conta do espaço, unificando Palco e Platéia, tocando nos corpos das pessoas, comendo a peça do Chico Buarque e a minha direção. Tornei-me desde então um escritor-diretor-ator em busca do Coro Perdido. Depois do Exilio em Portugal, no retorno na Abertura, até agora, quando finalmente encontro um Coro fundador da Universidade Antropófaga, o que provocou uma revolução na Gestão, na Criação do Oficina Uzyna Uzona.

O desejo de saber e criar dos vários coletivos: Luz, Video, Atuação, Gestão, Figurino, Contra Regragem, Música, Arquitetura Cênica, Comunicação, provocou o autocoroamento de Anarquistas Coroados, que vem criando   juntos desde a “Macumba Antropófaga” – e mais ainda agora em “Acordes” – a percepção de independência criativa em torno de um texto rico em possibilidades de Assembleia de tecno-artistas permanentemente mutantes. Nasceu o sentido de um novo saber, nascido na Praxis do Corpo Individual plugado ao Múltiplo Coletivo num Corpo Sem Orgãos com a MULTIDÃO.

Ora, a Universidade Antropófaga era “isso” então ???!!!

Sacamos. É, é “isso”, está sendo e vai crescer com a expansão da Ocupação Produtiva de todo terreno que ocupamos desde já, num Convênio Gratuito de Comodato com o Grupo Silvio Santos.

TROCA TROCA ENTRE TERRENOS

Silvio propôs oficialmente a troca de todo quarteirão  que constitui o entorno do Oficina aos Poderes Públicos e Privados para passar para a Oficina Uzyna Uzona o cultivo de todo seu Terreno.

O Ministério da Cultura, através do IPHAN, no dia 24 de junho de 2010, tombou o Teat(r)o Oficina e seu entorno num laudo muito por dentro e culto, feito pela então representante da UNESCO no Brasil, Jurema Machado, hoje Presidente do IPHAN.

Dia 1º de janeiro de 2013 Fernado Haddad torna-se Prefeito de SamPã.

A partir desta data a Ministra da Cultura Marta Suplicy poderá agenciar, em contato com o novo Prefeito, o que o Laudo do Tombamento determina: que o MINC acione a União, o Estado, ou a Prefeitura, para que criem alinhados as condições de desapropriação ou compra do entorno do Oficina.

Silvio Santos veio desde 2010 com uma proposta inesperada e mais viável: a Troca de seu Terreno por outro do mesmo Valor em qualquer parte da Cidade.

Temos que agir para que no dia 25 de janeiro de 2013 -aniversário da Cidade e de seu Prefeito Fernando Haddad, Marta Suplicy tenha já agenciado o Troca-Troca  com Silvio Santos e a Prefetura de SamPã pra que a Cidade possa receber nesta data, este presente:

O Terreno Trocado com Silvio Santos, nossa Ocupação caminhando então para a encenação Urbana de “Cacilda !!! – A Glória no TBC”, realizada:

_no Teat(r)o Oficina

_em uma Tenda no Terreno de seu entorno

_e uma parte no próprio TBC, mesmo em Obras

iniciando-se assim um Corredor Cultural que irá expandir-se por todo BIXIGA, e fazer bater novo este  Coração Cosmopolita e Popular de SamPã.

Caminhando em direção à complementação do Projeto de Lina Bardi, como ela mesma estrategicamente aconselhava: “na precariedade radical”.

Não vamos esperar construir Obra Arquitetônica Urbanista. Vamos ao encontro dela, de seu financiamento

ocupando o espaço, como temos feito progressivamente, com Tendas Nômades com as quais Viajaremos pelo Brasil e pro Exterior, enquanto outros Tyazos de Teatros, Circos, ocuparão em nossa ausência, que será sempre breve, os Espaços.

O Samba de Zé Miguel Wisnik composto para essa Vitória, “ANHANGABAÚ DA FELIZ CIDADE”, já batizou o Complexo Urbanístico onde queremos erguer prioritariamente:

1 – “TEAT(R)O DE ESTÁDIO OSWALD DE ANDRADE”, para a COPA de CULTURA de 2014.

2 – Vamos em direção à Economia Verde com o rebosqueamento produzido pela “OFICINA DE FLORESTAS”, no quarteirão e no BIXIGA, já iniciado pelo Grupo Silvio Santos na Bela Alameda Pomar que desce para o Teat(r)o de Estádio vinda da Rua Santo Amaro.

3 – “UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA”, “da equação eu, Corpo,

parte do Cosmos, ao axioma Cosmos, parte do eu, Corpo,

em comunicação com o Chão”.

Nossa maior contibuição ao Brasil e ao Mundo, à Cultura, está sendo criar esta Universidade como uma Educação Bárbara Tecnizada nos Corpos Reais amplificados pelas Tecnologias do Corpo Virtual sem Orgãos. Não é o Vale do Silício, mas o vale dos Corpos das Pessoas, neste Vale que vem da Avenida Paulista e chega até o Viaduto do Chá.

SINTOMAS DE UMA UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA REAL

Pode-se sentir este saber na qualidade da Engenharia do Som do Mestre Rodox = Rodolfo Yadoya e sua equipe Leandro Costa e Igor Bruno.

Na Arquitetura Cênica de uma Dupla de “Arquitetos” Lina  Bardi: Carila Matzenbacher e Marília Gallmeister, que fizeram a restauração do ESPAÇO CÊNICO AVIÃO = Teat(r)o Oficina.

Se fôssemos esperar a burocracia da Secretaria da Cultura, proprietária do Teatro em que somos Posseiros Ativos e Construtivistas, teríamos que fechar o Oficina e esperar até Julho de 2013.

Elas prepararam o Terreno todo e criaram a possibilidade do Público levar o novo Vôo até o que chamamos “SAMBAQUI”, a montanha de entulho do que foi destruído no Quarteirão. De TABU transformaram os escombros em TÓTEM.

Na Direção de Cena a mais solicitada Stagemanager do Teatro de SamPã, quadro mais bem remunerado na Broadway, Elisete Jeremias. Ela somente entra em Cena na “PAJELANÇA”, momento mais religioso da peça, dando passes com ervas perfumadas em Marcelo Drummond – o Narrador Bertolt Brecht, “Ator Rei” do Oficina (Orson Welles definia assim os atores que estão sempre bem na Protagonização) e em Luiza Lemmertz, “Atriz Rainha”, a Narradora.

Elisete encontrou seu Duplo em Otto Barros, que entra em Cena, um “ATOR COROMBO” (assim chamado o Contra Regra do Nô Japonês, que atua) belo, elegante, atento, ator.

Nos CORIFEUS DO CORO Mestra Camila Mota – 15 anos de Oficina Uzyna Uzona – A Corifeia que derrama o COPO D’ÁGUA, também Corifeia de toda a Máquina do Oficina Uzyna Uzona e de uma certa maneira trazendo com sua beleza, voz, inteligência e delicadeza a sabedoria  sobretudo dos enfrentamentos burocráticos terríveis atualmente para a Arte de todo Teatro Brasileiro. Daí vem a inquietação estética permanente, sempre topando todas as mudanças, as mais radicais e conseguindo prová-las como possíveis.

Roderick HimÉros – há 3 anos no Oficina Uzyna Uzona. Iniciou-se como “COGATA” (assim chamado o ator mais novo e aprendiz do teatro Nô) assistindo o “Banquete” no Oficina, já se tornou Protagonista. Deixou a Química, na Universidade de Florianópolis, pela Alquimia do Teat(r)o – Poeta com espírito e formação científica, em 3 anos tornou-se um Aprendiz Mestre. Ele é quem Rasga o Travesseiro e no Final deposita um travesseiro de Plumas para o Bebê recém-renascido do Piloto descansar…

Ele e Camila tornaram-se os Corifeus do CORO – e são sintomas da Sabedoria desta Universidade, assim como muitos outros e outras.

Tomo uma por todos: Carol Castanho – a Máquina a Vapor que se transmuta em Máquina de Desejo do Teato, que chamamos de “Nouvelle Vague”.

As Elegantes Figurinistas e Camareiras ao mesmo tempo:

Sônia Ushyiama Souto, já veterana Mestra e Gueixa, na delicadeza com que realiza sua Arte de Pintura, Maquiagem, criação dos Figurinos-Paramento-Feiticeira, risca no chão de Terra o Hexagrama da Paz com Pemba: Céu embaixo, Terra em cima = Céu no Chão.

Cida – Mestra Catedrática das Camareiras desde 2001, regente do Coro de Camareiras em que se transformaram as Figurinistas Visagistas – Amanda Mirage e Rafaela Wrigg.

A Catedrádica em Tai-chi-chuan Luciana Bertolla, com a altivez de deusa grega zen, ministra esta Arte aos  Apredizes-Mestres da Universidade Antropófaga.

Matéria essencial pra quem atua na Pista do Teat(r)o Oficina, onde a atuacão se faz com os pés no Chão voltados para os 6 pontos Cardeais do Universo: Norte -Sul – Leste – Oeste – TerraSubterrânea – Céu Infinito –

exatamente onde está o Público, nas galerias e no jardim, com o Teto Móvel que se abre para os Universos,

e o Subterrâneo onde mora Onilê. É o básico para transmitir e receber a todos estes 6 pontos. O Tai-chi  foi retomado recentemente como iniação na Universidade

Antropófaga. É bastante aplicado em “Acordes”. Sonho em fazer rebolado ao som do Nô-Bossa Nova Tans-Zên-Iko.

Na Cozinha do BarRestaurante “Troca Troca entre Terrenos”, criada pelos atores do Coro da Terra  Alessandro Ubirajara e Bruno Nogueira, que trouxeram a Chef de Cozinha Bia Magalhãese o assistente de cozinha Francisco Feitosa.

Temos agora deliciosos Vinhos de Dionísios com comida leve do Nordeste que criam uma intimidade da MULTIDÃO entre si, antes de entrar no Oficina e depois do espetáculo, misturada com os Atuadores de Todas as Mídias de “Acordes”.

A Produção Executiva é das elegantes delicadas produtoras Ângela Destro e Tati Rommel, que operaram o milagre de uma estreia sem dinheiro.

Milagreira Mor, nossa amada Produtora Ana Rúbia, se deu tanto para acontecer “Acordes” que está dando um tempo. É a produtora da Epopeia de nos ter levado a Canudos com “Os Sertões”, de termos corrido o Brasil com as DIONISÍACAS e produzido MACUMBA ANTROPÓFAGA 2011  2012. No que estreamos agora pediu Água e um Travesseiro. La Rúbia merece. Para ela não é uma Ajuda, mas Férias Merecidas. Espero seu retorno reciclado para outra monstruosidade, “CACILDA !!! – na GLÓRIA TBC”.

A administradora Simone Rodriguez – que agora comparece em todos os espetáculos, feliz servindo na Bilheteria, no Bar, onde possa se dar.

Somos patrocinados pela Petrobras, mas o dinheiro deste ano somente chegou em parte na Boca da Estreia. Todos trabalharam sem salários até agora. Só há poucos dias chegou a 2ª parcela que nos pagará o nosso 1º salário.

Estreamos em Temporada Popular, pelo contrato com a Petrobras. Gostamos destas temporadas, mas essa delícia não sutenta a Cia. Mesmo lotado o dinheiro se divide mal para mais de 60 pessoas.

Neste tempo minha Indenização, concedida pela Anistia por ter sido minha pessoa Torturada, concedida das mãos de Paulo Abramo, titular da Secretaria Nacional de Justiça, numa linda cerimônia aqui no Oficina, paradoxalmente foi investida em parte nesta Produção. Incrível, a Tortura virando moeda de Produção?!

A limpeza que vibra no Espaço, graças ao zelador deste Terreiro Eletrônico Anderson Puchetti, e aos faxineiro(a)s Silvano Brito, Flávio dos Santos, Roseli Ferreira e Lucimar Nascimento, que fazem o Encantamento de Limpar o Espaço que depois de terminada a peça, com penas de Galinha, Sangue, parece um lugar onde houve ou uma Orgya ou uma Chacina.

Todos estes sintomas revelam a mudança radical que gera o trabalho de Teat(r)o criado numa Universidade Antropófaga através de temas de TragiKomédyOrgya de Arte que propiciem a incorporação inteligente da percepção e a vinda do inconsciente do bárbaro tecnizado, contaminando a todos.

“Acordes” cria o sentimento de vontade de recusa do que não mais interessa no nosso modus vivendi capitalista e nos coloca frente ao desafio de encontrar depois da recusa o sabor da sabedoria do gosto indígena antropófago, gosto pela carne humana e tudo que existe e que é considerado pelos 1ºs Habitantes da parte do mundo onde nós brasileiros habitamos, sagrado.

Assim como existe a “Gaia Ciência” de Nietzche, existe um profundo saber, uma science, a ser continuada: a da Sagração da Terra, de todos os corpos que a habitam, minerais, vegetais, animais, humanos, transumanos, do sampleamento das invenções técnicas de todos os povos e das saídas e Invenções que a Universidade Antropófaga trará.

“Só me interressa o que não é meu”.

ACORDES

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