Gerald Thomas está mal informado sobre o trabalho do Oficina

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Ió! Amado Gerald,

meu Amor, tente entender seus novos enganos:

Quero você ao meu lado para termos condições mínimas e máximas para nossa arte ao vivo.

Pus teus textos no meu computador e fui tentando te acalmar e esclarecer sobre o que se passa realmente comigo e o Oficina Uzyna Uzona.

Fui comendo teu texto que me enviaram do teu Blog tentando fazer o “grande cansaço em explicar o Mar”.

Onde ponho você diretamente escrevendo, sem ser antropofagiado uso verde-Leminski maravilhoso e também verde bilis e onde é vermelho o que devorei de teu Panegírico de Hate Group ao Oficina Uzyna Uzona e à minha pessoa.

Não estou com seu email. Por enquanto vou pedir que postem no meu Blog. Logo que conseguir seu endereço te envio.

Juro que consegui uma delicadeza e um carinho que meu Horóscopo de hoje me aconselhou.

Nós – há 20 anos no Oficina Uzyna Uzona – ocupamos não um “carro conversível” da Lina Bo Bardi, mas uma Obra de Arte desta que é um dos maiores arquitetos contemporâneos, que tirou a arquitetura dos caixotes como Hélio tirou a pintura dos quadros nas paredes, e abriu suas obras ao mundo, à natureza, criando a “arqueologia urbana”, como ela definia.

Vêm arquitetos e urbanistas do mundo inteiro visitar o Oficina “Obra de Arte” que é um Espaço Cênico novo pro mundo – A Burguesia de SamPã considera o teatro incômodo, detestaos bancos e cadeiras de Lina e não frequenta, infelizmente, o Oficina.Nosso público é principalmente de jovens, por isso nossos ingressos tem de ser baratos – mas acho que Teatro tem de ser pra todo mundo. Luto para que isso mude e colocamos até poltronas estofadas numa das Galerias para dar conforto a esta classe de pessoas.

Vou te mandar um número da melhor revista de arquitetura do mundo, a Domus italiana, com uma reportagem e fotos lindas do “Carro Conversível” e de sua proposta de complementação urbana no “Anhangabaú da Feliz Cidade”: Complexo Público Urbano pra levantar o Bixiga, bairro central mas periférico da cidade, detonado pelo Minhocão.

O Bixiga  já foi como a Lapa no Rio, Coração Cosmopolita e Popular da Cidade.

No Terrenão que nos cerca queremos um Teatro De Estádio para Multidões – como diretores, como Mehyerhold e o arquiteto Gropius sonharam. E queremos a Universidade Antropófaga, a Oficina de Florestas e uma creche para as crianças do Bixiga. O Oficina foi tombado pelo IPHAN em 2010 – com um laudo de muito conteúdo, um dos melhores textos escritos sobre o Teatro Oficina até então, por Jurema Machado – na época representante da UNESCO no Brasil, atualmente diretora do IPHAN. Neste Laudo o IPHAN recomenda que sejam feitas gestões lideradas pelo MINC para compra, desapropriação ou outras medidas para que nosso entorno venha a abrigar uma Área Cultural de Interesso Público – aliás nós, com nossa “briga”, evitamos que nosso entorno se transformasse em um Shopping que iria expulsar os moradores do Bairro, ou em Torres para Apartamentos, como pretendia Silvio Santos.

Já estamos ocupando os terrenos, sem títulos de propriedade, por interesse e generosidade de Silvio Santos. Te informo que não brigo com ele há mais de 3 anos. Tornou-se nosso amigo e, por nossa sugestão, propõe uma Troca de seu Terreno com o MINC. A Ministra Marta Suplicy já entrou em negociações para a troca por um Terreno da União, para que o nosso Entorno possa ser destinado talvez à Prefeitura, mas para nosso uso também, compartilhado com o movimento teatral do Brasil e do Mundo.

O que será muito bom pois a Prefeitura poderá manter o Oficina e o Espaço do entorno – coisa que atualmente o Estado de São Paulo, proprietário do Teatro Oficina, desapropriado por Montoro, não faz. Tivemos que nos virar  todos estes anos para  arcar com despesas altíssimas de Luz, Água, Faxina, Segurança  e Manutenção.

Portanto te informo que não ando pedindo dinheiro pra Prefeitura pra comprar o terreno. Pasme! Conseguimos que Sílvio Santos tope uma Troca de Terrenos com o Governo – que não precisará desembolsar dinheiro, mas trocar terras, e continuar com elas – pois pertencerão à Prefeitura – para erguermos juntos este Espaço Público Aberto.

Dia 3 de outubro estaremos comemorando o 20º aniversário do que chamamos Terreiro Eletrônico de Lina Bardi e de Edson Elito com a estreia do 2º Capítulo de Cacilda!!! – Glória no TBC, a Fábrica de Teatro e Cinema.

Os MILHÕES da Petrobras foram pra editar 13 DVD’s: “Bacantes”, “Boca de Ouro”, que você viu,”Cacilda!” e “Ham-Let”, que você viu também, as 5 peças de “Os Sertões”, “Taniko”, “Bandidos”, “Cypriano e Chantalan” e “Vento Forte para um Papagaio Subir”. Ainda temos três para editar, já filmados, mas sem patrocínio para finalizar: “Cacilda!! – Estrela Brazyleira a Vagar”, “Macumba Antropófaga” e “Acordes”.

Eu e Marcelo fomos muito bem recebidos por você em NY, que pagou todas as despesas de hotel, restaurantes para nós, pois você sabe, não seja hipócrita, somos mais duros que você. Lá apresentamos só “Bacantes”, e não pretendo nunca TIRAR $$$ DE GRUPOS NOVOS, mas sim lutar – como lutamos pela criação do projeto do FOMENTO com muitas reuniões de um movimento que eu não gostava do nome: “Arte Contra a Barbárie”, pois adoro a Barbárie Tecnizada, como Oswald – para o aumento da verba para mais Cias. serem atendidas, mesmo o Oficina Uzyna Uzona, que por não ter dinheiro além do núcleo forte da Associação, trabalha com gente muito jovem, pois não temos dinheiro para trabalhar com os profissionais mais maduros como eu adoraria também poder trabalhar.”FOMENTO” justamente para incentivar Companhias novas, como a que estamos criando agora, grupos novos, ideias novas de pessoas que não têm e não sabem entrar nesse complexo sistema de proteccionismo! ELES trazem o sangue novo sempre pro Oficina Uzyna Uzona.

Só gosto de vodka na Polionia e na Rússia, Minha bebida é Vinho Tinto Seco, todas as noites – dos bons – que ficam na segunda prateleira dos Supermercados. Poucas vezes me atrevo a olhar para as altas, onde estão os mais caros e mais deliciosos. Tomo o Vinho que traz os “evoés” de Dionísios. Mas desde que montamos Bacantes você afirma, não sei porque, que este nome é mais pra Restaurante Grego?!  A mesma coisa vem agora com a Vodka?!

Gerald Thomas (indignado!)
Que horror, você luxo de pessoa, dar-se a este sentimento tão classe média, tão moralista. Não fica bem em você, um grande artista, pois como eu, e todos os artistas, não somos  “dignos”. Isso é mais papo da velha UDN – sei que é uma menção de um Velhinho de 76 gloriosos anos de Liberdade de só fazer o que manda seu coração, como Chiquita Bacana: existencialista.

“ALGUÉM TEM QUE DIZER ALGUMA COISA! ISSO EH UM ESCÂNDALO, ESSAS PESSOAS TEM DÉCADAS DE TEATRO. AINDA NÃO SÃO AUTO SUFICIENTES?”
Eu também acho um absurdo. É nossa incompetência administrativa ou é a Miséria Cultural Mundial que os Poderes Privados e Públicos devotam sobretudo à Arte Teatral, parteira de todas as Artes de Perfomances, na Vida, na TV, no Cinema, na formação de Apoderamento Pessoal do Povo. Esses Poderes até hoje não reconhecem o Oficina como uma Cia. Permanente que tanto deu ao Brasil a ao Mundo, mesmo que o mundo nem saiba disso ainda.

Será que é preciso esperar minha morte ? Nada conseguimos sem lutar muito, desde que criamos em 1958 o Oficina.

Não temos, nem nunca teremos, nosso TERRENO-TERREIRO: somos posseiros do Oficina há mais de 52 anos. Nunca assinei um documento que a Secult do Estado quer nos impingir  de “permissão de uso” do lugar que criamos. A Secult do Estado é proprietária do terreno. E mesmo havendo a troca de Terrenos, o terreno passará, tomara, para a Prefeitura, que tenho esperança, nos libere das despesas altíssimas de manutenção do Espaço.

Eu não tenho propriedade nenhuma, nem seguro médico. Alugamos dois  apartamentos no Paraíso. Marcelo, eu, e Roderick, um jovem talentosíssimo, ator que faz o papel de Adolfo Celi em “Cacilda!!! – TBC”.Parece com aquele hotel que você nos pagou em NY – Marcelo fica numa extremidade e eu numa outra – venha nos visitar e conhecer nossa moradia com cara de “República Estudantil”. Não é que eu adore viver assim – gasto toda minha anistia em remédios para o Coração, que são caríssimos, vinho e taxi. Mas lógico que queria viver como Bob Wilson vive – e com as condições técnicas dos Espaços que ele tem, principalmente o dos EEUU.

A PREFEITURA NÃO VAI TIRAR NADA DO CONTRIBUINTE – VAI GANHAR PARA SEU PATRIMÔNIO UMA PROPRIEDADE COM UMA OBRA DE ARTE ARQUITETÔNICA E MAGNETIZADO COM A ENERGIA CRIADORA DO OFICINA UZYNA UZONA – UM TERREIRO MESMO / OBRA DE ARTE – QUE VAI BENEFICIAR OS CONTRIBUINTES – QUE NÃO TEM O QUE COMER E ALIÁS, POR ISSO, NEM CONTRIBUEM, COMO VOCÊ AFIRMA.

Trabalhamos com o POVO DO BIXIGA – principalmente no CIRCO DO BIXIGÃO – que funciona no Teatro Oficina.

EH UM ESCÂNDALO. DIZ QUE O LULA EH UM DIVINO E EXPLICA QUE LULA EH A REINCARNAÇÃO DO PADRE NÃO SEI DAS QUANTAS PRA JUSTIFICAR TAMANHA PUXAÇÃO DE SACO.
Nunca disse nada parecido, nem sei quem é o tal Padre que talvez você conheça. Agora me ficou uma dúvida, quem você acha que trata mal os garçons: o Lula, eu,ou você????!!!!

EU VI COMO ELE TRATA (melhor dizendo, destrata) garçom em NY. E agora José? E agora Zé?Cade os MILHÕES desde o Ricardo Otake na prefeitura? Cade?
O Ricardo Otake foi Secretário da Cultura do Governo Fleury, nunca da Prefeitura. O dinheiro desta Secretaria foi investido parcialmente nas Obras de Finalização do Teat(r)o Oficina, pois tivemos antes $ até de Maluf nas fundações deste Terreiro Eletrônico, e até uma pequena herança que recebi, investi nestas Obras, sem contar o $ da Venda do “Arquivo Oficina 20 ANOS (1958-1978)” à UNICAMP – para o Arquivo Edgard Leuenroth.

Será que você ficou velho, Zé Celso?
Claro amor, tenho 76 anos e nesta idade comecei a sentir o que é o Corpo envelhecer,mas em Cena ainda sou um moleque.

Assusto-me quando vejo que esse ser adorável que se chama Zé Celso Martinez Corrêa, pode, em questão de alguns poucos anos, passar a ser simplesmente um bobo.
Isso você conclui depois de sua Ode a Bob Wilson – me acusando de ter mantido o mesmo pensamento por 76 anos. Sabia que eu fui ver a “Ópera dos 3 Vinténs”, de Brecht, de Bob Wilson e gostei tanto que o convidei para vir dirigir “A MORTA”, de Oswald de Andrade, no Oficina?Mas tenho que confessar que detestei  no dia seguinte “Lulú”, de Widekind.

Luís Antônio, meu irmão, amava esta obra prima. Ele foi assassinado por dois Jacks Estripadores quando montava esta maravilha no natal, com Fernadinha Torres como Lulú. A Montagem com aquela senhora alemã, já sem libido, e aqueles cristais, é uma Ode contra a Sexualidade – Lulú, o instinto da Vida, o Espírito da Natureza, foi assassinada como Luís Antônio.

Gerald, te acho muito mal informado sobre meu trabalho, o que te faz destilar esta bilis que faz mal, acima de tudo, pra você mesmo.

Sai dessa – venha fazer Cia. permanente aqui no Brasil, já que você acha tão fácil assim. Afinal você já tem muitos anos de trabalho também no Brasil. Merecia ter uma Cia. onde fosse pago como Bob Wilson.

Se você me ama realmente, e não é pose, leia este luminoso texto do Laudo do Tombamento do Iphan, coisa rara em documentos burocráticos.

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16 comentários
  1. Um dia a gente senta e conversa, assim como conversou em NY, com o Marcelo do lado (ou atras no carro). Temos anos de convivencia – vc e eu, Zé! Pra provar que sou eu quem escrevo…vc me ligou aos prantos quando o teu irmão foi preso certo dia no Rio por posse de (…..) e eu fui la na Pça Maua falar com o delegado. Na mesma noite era eu a dar o premio Mambembe pra ele.
    Nessa época, vc estava sem produçao. O Marcelo ainda nao tinha aparecido na tua vida. Vc andava muito conosco, com a Bete e comigo, pelo Rio. Conversavamos. E muito. Vc tinha mais duvidas do que certezas. Foi MUITO antes da sua volta com as “Tias”. Enfim, um dia a gente conversa.
    LOVE
    G

    • O q o Gerald quer segundo as palavras dele aqui nessa resposta é : ” sentar contigo Zé, com o Marcelo do lado ou atrás” em outras palavras um duplo anal ! Não Freud o ponto G Thomas!

  2. Alias, Zé: vc não entendeu uma coisa: Esse artigo que vc responde minuciosamente: ele não foi escrito agora. NAO FOI ESCRITO ONTEM NEM ANTEONTEM !!! ESSE é um artigo dos anos NOVENTA que achei na intermet, entende?
    É um artigo de quando eu ainda tinha coluna fixa na Folha de São Paulo.
    So pra esclarecer.
    LOVE
    G

    • Michael Laages disse:

      se isso fica verdade, sera perdoado – so que nao sei quais obras do wilson vc referiu, senhor thomas (conhecimos desde da visita da opera seca em hamburgo, fiz palestra com vc) … so nao fica tanta burrice como eu (quase) nunca li …

  3. Amo os dois. Amo as tensoes/tesoes. Tem algum problema?

  4. Dois grandes talentos do nosso teatro em uma “briga” tão superficial! Vamos brigar pela verba, pela cultura e para que o governo saiba investir melhor em nossa arte! Viva o amor meus grandes!

  5. Jonathan 'Hamelin' Malavolta disse:

    Minha resposta vai tanto para o Zé Celso quanto para o Gerald Thomas: Não conheço nenhum dos dois pessoalmente mas conheço o trabalho de ambos (tá certo que apenas superficialmente, mas conheço). Gostaria de saber quem é um e quem é outro para que fiquem nessa briga? Vocês são irmãos, é isso? Pois a briga de vocês dois me lembra as que eu tinha quando criança com a minha irmã. Zé Celso ao menos teve humildade de definir-se como um moleque. E você, Gerald? Acho que todo artista deveria ser como o Zé, um moleque. Principalmente os do teatro (tá, os da literatura e os da música e de outras formas de arte também; não quero ser injusto com ninguém). Zé, defina por gentileza o que você chama de ‘moleque’. Preciso confirmar se é a mesma definição que me dou quando me rotulo como moleque ao jogar xadrez (arte nos tabuleiros vale como arte?), escrever poesias, romances, peças teatrais e etc ou tocar flauta doce.

    Amplexos sinfônicos aos dois e a seus públicos.

  6. Monica Negro disse:

    AMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!
    Você ZÈ!!!
    Que Baco me dê a graça de um dia estar ao seu lado no palco!!!

  7. clara hartmann disse:

    Sábado, dia 18, eu vi Zé Celso moleque no palco do Teatro Oficina: vibração,força, entrega, pura energia!! Li o parecer de Jurema Machado.. não é pose.realmente te amo, Zé!

  8. iara guerra disse:

    Tudo o que você fala se faz tão bonito no papel, mas fato é: a região se encontra degradada, cheia de moradores de rua, muitos destes aliás meus conhecidos. O entorno se encontra abandonado e perigoso, cheio de pequenos furtos e mal iluminado. Todos tem direito de sonhar e falar do futuro mas seu discurso já se arrasta por anos e enquanto isso nós moradores da região voltamos pra casa com medo e rodeados de lugares ermos e escuros. Pára de falar e ponha tudo isso em prática porque já estamos cansados, preferia eu ter um shopping como vizinho, iluminação, empregos, e segurança do que me deparar todos os dias com a mesma cena sempre, nada de diferente!

  9. Alan disse:

    Hino Órfico a Lusios Linaios – Dionísio

    Ouça-me, Filho de Duas Mães, Abençoado Dionísio, Deus do Vinho,
    Lísio, Baco do Evoé, de Muitos Nomes, Secreto e Sagrado, fértil e nutridor,
    Que traz a centelha de vida e faz os frutos florescerem e crescerem,
    Ressonante, Poder Magnânimo, Deus Multiforme da Saúde, Flor Sagrada,
    Os mortais encontram repouso do trabalho na Tua mágica, e tu és desejado por todos.
    Belo, Brômio, Jubiloso Deus que carrega o bastão trançado de vinha,
    Inclina-te a estes ritos, seja favorecendo Deuses ou mortais,
    Esteja presente e escute quando seus místicos oram,
    E venha se rejubilar, trazendo frutos abundantes.

    (tradução Alexandra Nikasios)

  10. Alan disse:

    Hino Órfico a Dionísio Liknitus
    – com fumigação de maná –
    Eu invoco Dionísio Liknitus, Portador da Vinha, para abençoar estes ritos sagrados.
    Florido, brilhante florescência das Ninfas, e da bela Afrodite, Deusa do Amor,
    Com pés levemente saltitantes, liderando as mênades na furiosa dança entre os bosques,
    Filho de Perséfone, temido por todos os Deuses,
    Venha, Dionísio Liknitus, e atenda às preces de seus suplicantes,
    Abençoado Deus do Abandono, venha se rejubilar com estes ritos.
    (tradução Alexandra Nikasios )

  11. O q o Gerald quer segundo as palavras dele aqui nessa resposta é : ” sentar contigo Zé, com o Marcelo do lado ou atras” em outras palavras um duplo anal ! Não Freud o ponto G Thomas!

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