A Cultura entra em Cena com Acordes: Ato Pró Cultura

Acordes 2013 em construção para estar presente e ser dado publicamente no Sábado e Domingo no Teat(r)o Oficina às 18h, a preço de ônibus R$3,00.

Enviem sugestões para esta reconstrução através dos comentários nesta postagem deste Blog.

Acordes 2013 é o nosso Manifesto.

O texto na íntegra pode ser baixado aqui: Acordes Integral.

Hoje, como em 1967 foi “O Rei da Vela” e em 1968 “Roda Viva”, encenado com os próprios jovens manifestantes.

Hoje, dia 26, comemoramos a passeata dos 100.000 renovada nas Manifestações que tem conseguido muita coisa importante. Vamos juntos conseguir mais no Meio Ambiente, na Questão Indígena, nos Direitos Humanos e numa Educação não para o Mercado, ou para a Disciplina Militar, mas plugadas à Cultura e à Arte.

IÓ!

passeata_dos_100_mil

Passeata dos 100 mil

Um cumprimento a Gilberto Gil, que faz aniversário hoje e deu uma das belas manifestações sobre o que está acontecendo.

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11 comentários
  1. renno disse:

    Minha sugestao é que ao chamar pelos mortos, o publico ocupe a rua lina bardi e clame também por suas revindicações sociais.

    • Flavia disse:

      ao final, todos seguem dançando até a praça da liberdade, onde acontecerá o primeiro parto público de junho de 2013.

  2. Minha sugestão é que seria necessário o Oficina, pelo histórico de combate, afrontar a extrema direita que tenta se apropriar das manifestações. Ter a voz do Teatro Oficina no coro que desafia esse fascismo nacionalista, que veste bandeiras e entoa hinos, nas ruas é de extrema importância!

  3. marcelo serra disse:

    Zé, vc tem uma cópia da Carta Magna aí? ÀGORA AGORA ! Será que dá pé? Interpretações, leituras, viagens, poemas, clips, roteiros……

  4. A cor no Ar. Evoquemos Hélio Oiticica e os seus parangolés. Explico: Aqui em Recife semana passada o nosso Movimento reuniu milhares de pessoas com lindos cartazes e eu imaginei aquelas frases do tipo : NÃO PEC 27 ou ESTAMOS CURANDO O BRASIL ou FORA FELICIANO entre outros..imaginei essas frases em parangolés, cartazes em movimento…palavras voando..no corpo nú. Ou seja, fazer uma transformAÇÃO do parangolé de HO colocando pixando neles as frases vindas dos cartazes dos protestos. Seria lindo assistir do alto das arquibancadas do Teatro Oficina uma ala de gente de corpo nu vestindo parangolés protestos, pombaGIRANDO no corredor central do oficina, seria uma cena linda. A cor no ar. Beijo bandido para vc meu Zé Celso.

  5. Cecília disse:

    A Ulstra Poderia ser a Tropa de Choque…

  6. Querido, numa luta doida aqui por mil outras coisas, numa guerra constante com as autoridades… mas como eu dizia outro dia…. apesar de estar bem menos apetitoso que em 69, mas o corpinho ainda ta em forma! To por aqui se precisar de voz pra cantar e sair pra engrossar novamente teu coro…. Lambys Paulo Goya goyapaulo@gmail.com

  7. Roberto Batista disse:

    Os Sertões tinha cenas muito fortes de confronto. O BOPE A ROTA OS JAGUNÇOS. O confronto primeiro. Acho que é o momento da cena entrar em cena. A Guerra de Canudos é agora. Hoje o Morro da Favela é todo o Brasil. Somos patrulhados por uma polícia violenta e desumana que, como o exercito que exterminou Canudos, sem saber está matando a si mesmo e tudo a sua volta. O ódio fardado. Vamos abolir o óbvio que já lateja tanto na nossa existência em sociedade. Pelo Oficina na linha de frente das manifestações. O Te-Ato! Quero ver o Tesão do Teatro na frente da Tropa de Choque. Minha sugestão é encenar algumas partes dos Sertões na frente da tropa de choque.

  8. Elisabete disse:

    Afinal: o que É Uma Pessoa? – gostaria de um inter texto com Nelson Mandela neste momento, que não foi tomado pelo ódio, pelo ego inflado, pelo poder, mas re-existiu de forma firme, segura e amorosa. sem esmorecer.

    gostaria de ver as imagens das tantas manifestações que tem ocorrido serem projetas, além muros (que só são bonitos olhados somente pelo lado de fora e para alguns) do Oficina. um vídeo mapping, pelas casas, ruas do Bixiga,

    como Sérgio Vaz, faz em sampã, os atentados poéticos, gostaria de ver ao final de Acordes, os Desejos, Sonhos, os Acordos que queiramos que ganhem vida, serem escritos, desejados em papeis (por todos) e amarrados em balões coloridos e entregues aos céus de cima dos escombros que deram vida aos girassóis de nossos Van Gogh.

    ps: sugestão para Cacilda!!! que todo o espetáculo seja projetado em tempo real na fachada ou com as portas abertas, dentro do TBC.

  9. Zé Celso, pessoa tesuda e inteligente,

    Achei divina, maravilhosa essa reaparição de Acordes. Diferente da temporada do ano passado, quando estive de corpo presente no Teatro Oficina, desta vez fiz o papel de multidão internauta.

    Faço questão de dizer que também compartilho do sentimento expresso nas palavras do Gilberto Gil sobre esses nossos dias. Por isso, faço questão de lembrar que a multidão nem sempre é aquela imaginada por Brecht, a sua multidão de Acordes. A multidão pode apaixonar-se pelo Fascismo.

    Celebrando o teatro, Brecht, Acordes, a você e ao Oficina, deixo um trecho de um outro manifesto:

    “o inimigo maior, o adversário estratégico: o fascismo. E não somente o fascismo histórico de Hitler e de Mussolini – que tão bem souberam mobilizar e utilizar o desejo das massas -, mas o fascismo que está em nós todos, que martela nossos espíritos e nossas condutas cotidianas, o fascismo que nos faz amar o poder, desejar essa coisa que nos domina e nos explora.

    (…)

    Essa arte de viver contrária a todas as formas de fascismo, que sejam elas já instaladas ou próximas de ser, é acompanhada de um certo número de princípios essenciais, que eu resumiria da seguinte maneira se eu devesse fazer desse grande livro um manual ou um guia da vida cotidiana:

    – Libere a ação política de toda forma de paranóia unitária e totalizante;

    – Faça crescer a ação, o pensamento e os desejos por proliferação, justaposição e disjunção, mais do que por subdivisão e hierarquização piramidal;

    – Libere-se das velhas categorias do Negativo (a lei, o limite, a castração, a falta, a lacuna), que o pensamento ocidental, por um longo tempo, sacralizou como forma do poder e modo de acesso à realidade. Prefira o que é positivo e múltiplo; a diferença à uniformidade; o fluxo às unidades; os agenciamentos móveis aos sistemas. Considere que o que é produtivo, não é sedentário, mas nômade;

    – Não imagine que seja preciso ser triste para ser militante, mesmo que a coisa que se combata seja abominável. É a ligação do desejo com a realidade (e não sua fuga, nas formas da representação) que possui uma força revolucionária;

    – Não utilize o pensamento para dar a uma prática política um valor de verdade; nem a ação política para desacreditar um pensamento, como se ele fosse apenas pura especulação. Utilize a prática política como um intensificador do pensamento e a análise como um multiplicador das formas e dos domínios de intervenção da ação política;

    – Não exija da ação política que ela restabeleça os “direitos” do indivíduo, tal como a filosofia os definiu. O indivíduo é o produto do poder. O que é preciso é “desindividualizar” pela multiplicação, o deslocamento e os diversos agenciamentos. O grupo não deve ser o laço orgânico que une os indivíduos hierarquizados, mas um constante gerador de “desindividualização”;

    – Não se apaixone pelo poder.”

    Um abraço,
    Oswaldo

  10. Vladimir Stallman Magón disse:

    Minha sugestão é colocar dentro da encenação o PT no lugar que ele está na realidade. Ou seja, o PT deve estar na direita, junto com a bancada fundamentalista, junto com a Fifa, junto com a tropa de choque, junto com os Eikes batistas.

    Alckmin e Haddad falando a mesma lingua, por uma só voz, Dilma e seus marqueteiros tentando enganar o Brasil através de elaborações midiáticas, Lula e as empreiteiras conchavando, Walter Pinheiro e Ana Julia elaborando leis para criminalizar as manifestações populares, etc, etc, etc.

    Infelizmente, hoje, ser contra o PT é condição sine qua non para ser de esquerda.

    Qualquer teatro crítico tem que conter a crítica ao PT.

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