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Arquivo mensal: agosto 2013

Há um desentendimento absoluto entre a Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona – que cuida do Teat(r)o Oficina há mais de 50 anos e nele realiza suas produções artísticas – e o atual Governo do Estado de São Paulo. Assim como todos que estiveram no poder pertencentes ao PSDB posterior a Franco Montoro – governador que desapropriou o Teatro Oficina em 1984 para que não fosse engolido pelo Baú da Felicidade do Grupo Silvio Santos – o atual governo não tem a menor ideia do valor histórico, artístico, arqueológico e turístico do Oficina.

O que prova esta ignorância advinda nos sucessivos governos do PSDB pós-Montoro é esta Guerra deflagrada pelo atual Governo do Estado contra o Teat(r)o Oficina com o ATO praticado pela atual Presidente do CONDEPHAAT, Ana Lucia Lanna: em vez de defender o Teatro como seu Patrimônio Cultural – objetivo do Conselho – faz como Feliciano na Comissão dos Direitos Humanos da Câmara Federal e inverte seu papel ao aprovar a construção do empreendimento da Sisan, braço da especulação imobiliária do Grupo SS, que pretende simplesmente assassinar a Obra de Arte de Lina Bardi e a vida em plena produtividade dos 60 atuadores multimídia do Teat(r)o Oficina.
O projeto das torres encaixota a Obra de Arte do “Arquiteto” Lina Bardi e impede sua complementação e sua existência de mais de 50 anos de criação de um dos mais fortes Coletivos de Teatro do Mundo desde o Século XX até hoje, 2013.
Além do mais pretende entregar o entorno tombado do Teatro Oficina pelo próprio CONDEPHAAT em 1983, na gestão do geógrafo Azis Ab’Saber, do pianista João Carlos Martins, tendo como autor do Laudo Técnico de Tombamento o artista, homem de teatro e arquiteto Flávio Império.

Simulação das edificações autorizadas pelo CONDEPHAAT no entorno do Oficina (destacado em vermelho)

Simulação das edificações autorizadas pelo CONDEPHAAT no entorno do Oficina (destacado em vermelho)

O empreendimento da Sisan foi aprovado em uma reunião obscura, em maio deste ano, com votos de apenas 13 dos 24 conselheiros, e um texto reles e mal escrito, incomparável com os laudos de seus antecessores acima mencionados e mesmo com o documento da atual Presidente do IPHAN, Jurema Machado, apresentado em 24 de junho de 2010, no dia do tombamento federal do Oficina quando ela era ainda representante da UNESCO. É um dos melhores textos escritos sobre o Teat(r)o Oficina e conseguiu a aprovação unânime dos membros daquele conselho.

A aprovação do parecer de Jurema termina com as diretrizes consequentes:

Considerando o Parecer da Relatora e após discussão do Conselho, foi a seguinte a decisão final:

· Pela inscrição do Teatro Oficina no Livro de Tombo Histórico e no Livro de Tombo das Belas Artes.

· Pela re-avaliação posterior, pelo IPHAN, da delimitação do entorno, tendo em vista tratar-se de bem a ser inscrito também no Livro de Belas Artes e não exclusivamente no Livro Histórico, e

· Pela manifestação, ao Ministro da Cultura, de que o Ministério e o governo federal identifiquem mecanismos que viabilizem a destinação do terreno contíguo ao Teatro Oficina para um equipamento cultural de uso público, utilizando mecanismos tais como a aquisição, a desapropriação ou a conjugação destes com instrumentos urbanísticos a serem identificados em cooperação com o Município e com o Estado de São Paulo.

A decisão do Órgão de Defesa do Patrimonio Cultural do Governo do Estado de São Paulo de assassinar o Teat(r)o Oficina e seu
entorno demonstra por si o apogeu deste desentendimento entre este Estado e o Oficina. Nunca quisemos assinar um Contrato de Permissão de Uso do Teatro Oficina a Título Precário com o Governo do Estado de São Paulo porque a própria incompreensão já revelada neste documento do Departamento Jurídico da Secretaria de Cultura não compreendia que já existíamos muito antes do Tombamento e posterior desapropriação pelo Governo Montoro.
Estas medidas jurídicas tomadas pelo Governo do Estado com o retorno da democracia e nosso retorno do Exílio imposto por este mesmo Estado no Período Militar visavam garantir nossa permanência no local que criamos: o Oficina na Rua Jaceguay 520.

Exatamente por nos tratarem desta maneira nunca assinei este documento de “Permissão de Uso a Título Precário” e nos garantimos até hoje com o Tombamento e a Desapropriação como garantia jurídica de nossa permanência por mais de 50 anos.

Durante estes últimos anos o Estado recusou uma proposta por nós feita de um Trabalho Teatral em torno de nossas relações burocráticas e jurídicas em que fiossemos personagens, assim como o Corpo Humano que trabalha na sua Administração, com o objetivo de realizar um “Convênio Exemplar” (nome da peça de Vídeo, Teatro e Debates que faríamos). No Lugar desta peça então trocamos o projeto por 4 semanas de leituras encenadas da peça “Cacilda !!!”. Fora isso não tivemos mais nada do Proprietário Estatal da Rua Jaceguay 520. Tivemos que nós mesmos fazer obras necessárias no Teatro como trocar toda a madeira da pista que já estava corroída pelos 20 anos consecutivos de uso; salvar a vida da Cezalpina plantada por Lina que nasce no nosso jardim e atravessa o muro e os vidros do Janelão que Lina criou e avança com sua generosa sombra sobre o Terreno pertencente ao grupo Silvio Santos, além de inúmeras outras obras de manutenção e consertos.
O Estado de São Paulo nos oferece somente o porteiro do Teatro, sendo que pagamos Luz, Água, Telefone, Internet, enfim todas as imensas despesas de manutenção de um Espaço Obra de Arte como o Oficina.
Depois de termos pedido há anos que regulem a situação de segurança do Teatro com o Corpo de Bombeiros – responsabilidade esta do proprietário – pois não temos saída de incêndio, a Secretaria no oferece esta monstruosidade de trancar toda esta Obra de Arte e nossa Atuação de Artistas com esta Torres e as outras por todo o Terreno, com uma saída de emergência com 1 metro e 80 cm., que ao mesmo tempo destrói o Janelão MASP criado por Lina Bardi e corta a Cezalpina plantada por ela. Nos fecha de novo sem Sol, sem ar, assim como todo o envoltório do Teatro atingindo a “Casa de Dona Yayá”, restaurada pela própria Presidente do CONDEPHAAT que aprovou estas Torres.

janela linabobardi cezalpina

A Cezalpina que atravessa o Janelão do Oficina. Foto Jennifer Glass

Mas sei que no ápice deste desentendimento e desta Guerra poderá dar-se o início de uma outra relação. Esta guerra vomita tudo que não é dito publicamente. Por decisão da Comissão de Cultura da Asssembléia Legislativa do Estado de São Paulo, o Deputado Paulo Rillo teve sua proposta de realização de uma “AUDIÊNCIA PÚBLICA” aprovada. Será no dia 5, ás 14:30h, no Teatro Oficina com a Presidente do CONDEPHAAT a propósito desta tentativa de destombamento e massacre do Teatro. A audiência teve o apoio dos Deputados do PSDB, do PC do B e de todos os Partidos enfim que compõem a Comissão de Cultura.
É um ato público em que é desejável a presença de todos os defensores deste Patrimônio: o Teatro Oficina. Os que aqui atuaram nestes 50 anos, os que aqui vieram ver e viver nossos trabalhos, o grande Público do Oficina Uzyna Uzona e todos que desejam também o Tombamento da Área Verde do Parque da Augusta e a entrada de nossa Metrópole nesta Era Ecológica Digital, portanto Pós Industrial.

Estas Torres enfartam ainda mais não somente todo BIXIGA como toda SamPã. Nesta audiência devemos tratar também do bem vindo plano de construção de moradias populares no Bairro do Bixiga pelo Governador Alckmin, mas precisamos estar certos de que não se repetirão casos como o do Teat(r)o Oficina: a derrubada dos lugares preciosos que dão a personalidade magnífica deste Bairro irmão da Lapa, hoje reconquistada no Rio de Janeiro como Espaço Cultural restaurado e frequentado por Multidões de toda Cidade.

Queremos o mesmo pro Bixiga. Estou certo que, como vivemos uma Época magnífica de transição de um Capitalismo que esgotou as reservas do Planeta e que precisa abandonar seu “ismo”, ficando com o Capital somente, para que nós todos possamos cuidar dos estragos feitos no Planeta Terra e aprender a viver de uma maneira mais culta – mais simples.

Na peça que fazemos agora, Cacilda!!!, Franco Zampari declara que a Cidade do seu tempo começava a descobrir a Indústria dos Séculos Futuros: a Cultura. E realmente ele trocou toda sua fortuna para criar a modernização do Teatro e do Cinema Brasileiro no TBC, aqui no Bixiga, e na Vera Cruz. No fim dos anos 40 e nos 50 a Burguesia Paulista deu uma Infraestrutura que é a que existe até hoje em SamPã: a Bienal, o Ibirapuera, o MAM, o Cultura Artística, o MASP.

Hoje temos o SESC. Sem Danilo Miranda essa cidade não produziria mais Teatro Arte. Mas temos que ir mais longe – a própria condição desesperadora da Metrópole Caótica e Enfartada em que vivemos precisa de mais – de uma Infraestrutura Cultural que é a da própria Vida da Cidade, de seu ar, de suas terras vazias de Torres, das Águas de seus Rios fedidos despoluídas no Fogo de uma Virada Cultural intensa de todos os 365 dias do Ano.

Talvez desse desentendimento entre o Oficina e a Cultura do Governo do Estado possa nascer uma nova compreensão do que é uma CULTURA VIVA – não sujeita às burocracias – tendo suas leis interpretadas a favor de nós todos humanos que aqui vivemos. Esta AUDIÊNCIA pode ser o início de um Marco Zero no movimento para a Cultura atravessar toda nossa vida URBANA, SUBJETIVA, MATERIAL E IMATERIAL. Talvez desse encontro comecem a germinar sementes que superem este desentendimento entre Cultura e o Peso Irracional dos Departamentos Jurídicos sem a presença do Poder Subjetivo na Interpretação das Leis.
Não há leis Pétreas. Se fosse assim não haveria necessidade de ninguém em postos como os de Preservação do Patrimônio Cultural e nas Secretarias e Ministérios da Cultura. A Intervenção do fator humano no Poder hoje é decisiva nesta nossa luta diária para não deixar que esta Cidade e este Planeta apodreçam acabando de vez com a Cultura Nova, pós industrial.

O momento exige a mudança de nós todos.

As ruas vão clamar por esta nova Independência neste 7 de setembro – Primavera de 2013.

José Celso Martinez Corrêa
Uma pessoa chamada Zé,

MERDA

IÓ! AMADA JUREMA MACHADO, PRESIDENTE DO IPHAN

Hoje, quando se luta pela transformação das metrópoles enfartadas, tanto nas vozes das ruas do Brasil todo quanto, felizmente, na voz do Prefeito de São Paulo Fernando Haddad, esta imagem do projeto da incorporadora SISAN – aprovado pela Presidente do CONDEPHAAT Ana Lana para o entorno do Oficina tem a feiúra de uma PENITENCIÁRIA. É provocação para uma GUERRA.

Simulação das edificações autorizadas pelo CONDEPHAAT no entorno do Oficina (destacado em vermelho)

Simulação das edificações autorizadas pelo CONDEPHAAT no entorno do Oficina (destacado em vermelho)

Obtivemos o PDF onde encontram-se as atas de duas reuniões :

1ª – O Conselheiro Egídio se coloca contra a permissão da construção de Torres Babélicas no último quarteirão vazio de SP como propunha a Presidente do CONDEPHAAT, e em seu posicionamento clama pela intervenção do IPHAN na contenda, antes da Catástrofe.

2ª – Outra reunião do chamado “Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico”, no dia 4 de junho de 2013, em que a Presidente impõe sua visão inoportuna para a questão do entorno do Oficina e permite a construção de Torres de apartamentos empilhados, mais que arranhando, penetrando os céus no Terreno do entorno tombado do Teatro Oficina pelo próprio CONDEPHAAT, por Aziz Ab’saber, João Carlos Martins, Flávio Império e pelo CONPRESP, assim como pelo IPHAN em 2010.

Estreamos “Cacilda !!! – Glória no TBC e no Aqui Agora de 68” no dia 16 de agosto no Teat(r)o Oficina e seu entorno, que ocupamos desde 2010, ano do tombamento federal que aconteceu em 24 de junho.

Estivemos viajando com a peça pelo o Interior de São Paulo em 3 SESC’s do Estado de São Paulo. Só soubemos da publicação no Diário Oficial de São Paulo quando chegamos de volta, em 11 de agosto. A Peça passa-se no Oficina e no seu entorno, inclusive onde está construído o “Nick Bar” para o público no Intervalo e depois do fim da peça.

Ana Lanna já cometeu o crime ecológico e a profanação pela intenção de destruição da ÁRVORE TÓTEM DO TERRENO ELEKTRÔNICO DO TEAT(R)O OFICINA, plantada por Lina Bardi: a CEZALPINA que atravessa os muros do Oficina e abre sua sombra no “AnhangaBaú da Feliz Cidade”.

No Diário Oficial está dito que nos oferecem uma servidão de passagem de 1 metro e 80 centímetros – tão estreita que passam por ela somente duas pessoas. Com esta permissão à Epeculacão Imobiliária pretendem destruir o janelão da lateral da Arquitetura Urbanística de Lina Bardi para o Teat(r)o Oficina – Terreiro Eletrônico, e muito mais.

Em setembro o entorno será uma das locações em que os arquitetos vindos de várias partes do mundo virão trabalhar durante a “BIENAL DE ARQUITETURA 2013 em SP” – criando com o Oficina Uzyna Uzona e o púbico em geral soluções para ocupação imediata do belíssimo espaço como Área Pública.

O Terreiro Elektrônico criado por Lina Bardi e Edson Elito este ano completa 20 anos no dia 3 de outubro com a estreia da 2ª parte de CACILDA !!!, A Fábrica de Teatro e Cinema, em que faremos do nosso entorno a réplica da Cia. de Cinema Vera Cruz, de São Bernardo do Campo, para as cenas de filmagem.

Nesta data iniciamos as Comemorações do Centenário deste “arquiteto”, considerado um dos mais ACORDES com o momento contemporâneo: Lina Bardi. Vem gente do mundo inteiro ver seu teatro e o projeto de ocupação no terreno do entorno que já na “precariedade radical”, como gostava de dizer Lina, estamos ocupando e cultivando.

A Intervenção do IPHAN neste assassinato cultural precisa vir o mais cedo possível. Foi aliás chamada, como já me referi acima, por um dos arquitetos daqui do CONDEPHAAT que antes da aprovação do entorno para fins de especulação imobiliária recusou a proposta da presidência e pediu que fosse consultado antes o Órgão dirigido por sua pessoa: o IPHAN.

O MPL – Movimento do Passe Livre, fez 4ª feira passada uma manifestação contra o Governo Alckmim envolvido na corrupção da construção do Metro. Temos sido apoiados e apoiamos este movimento deflagrador da transmutação do Brasil num corte Copernicano: antes e depois.

No Oficina realizam-se encontros no “CULTURA ATRAVESSA”, com os Artistas vindos do movimento das Ruas nascido no Ano Novo do hemisfério sul em junho em todo Brasil, precedido pelo movimento dos índios em todo Brasil através do Facebook. Isso que dizer que estamos, como nunca deixamos de estar, na luta com essa inversão dos objetivos dos Órgãos Públicos engolidos pela Especulação Imobiliária, pela Ditadura Financeira mundial imposta a todo Planeta.

Nos textos da permissão ao projeto Financeirista da Sisan referem-se hipocritamente ao Oficina como grupo que se notabilizou no combate à Ditadura – e nem se tocam na Arte q produzimos, intimamente ligada às terras que ocupamos – e nem imaginam que estão tratando com uma Obra de Arte Urbanística Arquitetônica. A Partir de hoje começa a luta para derrubar a Ditadura desta Presidência do CONDEPHAAT e a ganância fora de tempo do Grupo Sisan.

Chega de hipocrisia – tudo está feito pelo servilismo aos interesses do dinheiro pretendendo destruir “coisas belas”: os Patrimônios que são construídos, cultivados, pelas Paixões de multidões que atuaram com seu Corpo e Alma nos 55 anos do Oficina, e de seu Público sempre renovado pelas Primaveras das Juventudes. A infeliz Ana Lanna abriu seu jogo pessoal, de transformar um assunto de interesse público, despertado por uma luta de mais de 30 anos num assunto psicológico. Num domingo, em uma festa, declarou: “Construir uma Arena para o Ego de Zé Celso? Sou contra!”. Sua posição decorre de um ponto de vista psicológico que deve estar alojado no própio eguinho dela. Será que fiz alguma coisa errada para esta pessoa? Tenho curiosidade de saber de onde ela tira esta interpretação psicológica e a aplica em sua decisão num Orgão Público.

Estamos informando esta violentação do CONDEPHAAT aos próprios fins para os quais foi criado – o mesmo q acontece por ex. na Comissão dos Direitos Humanos com Feliciano aqui está acontecendo com esta Ana Lanna que por enquanto não sei quem é – mas só tenho dela a informação do ato criminoso q pretende ver realizado contra a Cidade de São Paulo e a razão de ser do Organismo q preside.

O MPL, que esteve presente nas reuniões dos artistas de SamPã (como chamo São Paulo), no Movimento “CULTURA ATRAVESSA”, certamente nesta 4ª feira de sua Manifestação pelas Ruas acolheria esta luta coletiva pela não destruição deste Terreno que vai se transformar numa Praça Tahir Brazeira: s Praça do “AnhangaBaú da Feliz Cidade’ para onde hoje dá a Rua Lina Bardi – Pista de Atuação do Teat(r)o Oficina.

Não é possível o IPHAN calar-se um minuto e não impedir a realização deste Crime Urbanístico Arquitetônico que ofende mais as Artes do que a Censura da Ditadura Militar. Está mais próximo à uma tortura imposta ao BIXIGA, à SAMPÃ e aos que no mundo todo estão lutando pela transformação desta Ditadura Financeira que vem comprando os Poderes Públicos de maneira cínica e sobretudo ignorante dos tempos presentes.

José Celso Marinez Corrêa

Presidente da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona

JUREMA ENTRA NESTA CENA – ESTÁ DADA A DEIXA – AS RÉPLICAS NÃO PODEM DEMORAR-SE MUITO SENÃO QUEBRAM O RITMO DA AÇÃO/

ESTES ACHINCALHES À CIDADE ACORDAM A SAÚDE DE NOSSA ENERGIA MAIS ESPERTA PARA IMPEDIR MAIS DEVASTAÇÃO, AFINAL ESTAMOS DESPERTOS COM PESSOAS IGUAIS A NÓS LUTANDO EM TODO MUNDO PARA DISSOLVER A CONTINUAÇÃO DA DESTRUIÇÃO DA VIDA NAS METRÓPOLES PELOS QUE TEM A PAIXÃO PELO COCÔ DO $$$$$$$$$$.

AMADA JUREMA : TUDO A FAZER : ESTAMOS PRESTES

Rap composto e ensaiado no final do espetáculo de Cacilda !!! – Gloria no TBC & 68, com o Público, dia 18 de Agosto de 2013

Para ver o vídeo clique aqui: http://new.livestream.com/uzyna/cacildasampa1/videos/27699786

O Ai 5 já Era
agora a Terra
vive
outra Guerra

A Praça da Turkia : Taksim
no Brasil é no Oficina

Táki Sim Taki Sim

 O Oficina Lina Bardi ameaçado
de ser encaixotado
pelo Condephaat
do Governo do Estado

Comprado
pela  Especulação Imobiliária
da SISAN
enfarta  o Bixiga e toda SamPã

Felicidade Guerreira
Vem Primeira
Lutar Corpo & Alma pra ganhar

Vamos juntos  já
ocupar
o  Nick Bar

Devorar esse Répão
feito hoje na Improvisação

Fora Ana Lanna
Infeliz Feliciana

A PRESIDENTE DO CONDEPHAAT, ANA LUCIA LANNA, É O NOVO FELICIANO A INVERTER SUA FUNÇÃO NO CARGO Q OCUPA.

AO INVÉS DE CUMPRIR SEU DEVER DE DEFENDER O PATRIMONIO HISTÓRICO, ARQUEOLÓGICO, ARTISTICO E TURÍSTICO DO ESTADO DE SÃO PAULO ELA PERMITE AO GRUPO DE ESPECULAÇÃO IMOBLIÁRIA SISAN CONSTRUIR TORRES GIGANTESCAS NO ENTORNO DO TEAT(R)O OFICINA.

A FOTO DO PROJETO DO GRUPO Q ESTÁ NA ATA DA REUNIÃO DE 20 DE MAIO DE 2013 PARECE UM CARTOON DE ANGELI. GOSTARIA MUITO Q ELE FIZESSE UMA TRANS-CHARGE ACEITANDO O DESAFIO DE SUPERAR ESTA IMAGEM, Q FALA POR SI DAS BOAS INTENÇÕES DA CONSELHEIRA DO PATRIMÔNIO.

Simulação das edificações autorizadas pelo CONDEPHAAT no entorno do Oficina (destacado em vermelho)

Simulação das edificações autorizadas pelo CONDEPHAAT no entorno do Oficina (destacado em vermelho)

NINGUÉM PODE NEGAR Q O TEAT(R)O OFICINA É UM PATRIMÔNIO DA HISTÓRIA DO BRASIL NÃO SOMENTE POR TER LUTADO CONTRA A DITADURA MILITAR MAS POR ESTAR AGORA LUTANDO COM A DITADURA DA ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA Q TOMOU O APARELHO DO ESTADO DE SÃO PAULO OCUPADO POR AGENTES COMO DONA ANA LUCIA LANNA, QUE USA SEU PODER NO PRÓPRIO ORGÃO DE DEFESA DO PATRIMÔNIO CULTURAL PARA DELAPIDÁ-LO. UMA FORMA CONTEMPORÂNEA DE CORRUPÇÃO, TALVEZ A MAIS MONSTRUOSA DA HISTÓRIA DO BRASIL.

O TEATRO OFICINA, O 3º Q SE CONTRÓI NO LOCAL, É PROJETO DOS ARQUITETOS LINA BARDI E EDSON ELITO E COMPLETA 20 ANOS NO DIA 3 DE OUTUBRO. LINA BARDI DEFENDE A TRANSCRIAÇÃO DOS ESPAÇOS EXISTENTES A PARTIR DO SEU CONCEITO DE ARQUEOLOGIA URBANA: FEZ PERMANECER OS ARCOS ROMANOS DO PRÉDIO ANTIGO DO LOCAL, ANTERIOR AO TEAT(R)O OFICINA, E CONCEBEU UMA OBRA DE ARTE DE ARQUITETURA URBANÍSTICA DE TEAT(R)O QUE GANHOU VÁRIOS PRÊMIOS INTERNACIONAIS E ESTÁ PRESENTE NAS GRANDES REVISTAS DE ARQUITETURA DO MUNDO.

SEU PROJETO PRESSUPÕE SUA COMPLEMENTAÇÃO NO ENTORNO TOMBADO PELO PRÓPRIO CONDEPHAAT, POR CIDADÃOS DA ESTATURA DE JOÃO CARLOS MARTINS, SECRETÁRIO DE CULTURA, DO GEÓGRAFO AZIZ AB’SABER E DO ARTISTA DE TEATRO, PINTOR E ARQUITETO FLAVIO IMPÉRIO.

O COMPRESP, ÓRGÃO MUNICIPAL DE CULTURA, TAMBÉM TOMBOU O OFICINA HÁ 20 ANOS ATRÁS. ASSIM COMO O FEZ O INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL, O IPHAN, NO DIA 24 DE JUNHO DE 2010, INCLUINDO A RECOMENDAÇÃO EXPRESSA PARA QUE OS ORGÃOS DE PRESERVAÇÃO DO PATRIMˆONIO CULTURAL DO ESTADO DE SÃO PAULO, DA PREFEITURA DE SÃO PAULO E O MINISTÉRIO DA CULTURA NEGOCIASSEM SEJA A DESAPROPIAÇÃO OU OUTRO MEIO PARA DESTINAR O ENTORNO DO OFICINA À COMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO INICIAL URBANÍSTICO DE LINA.

SOMOS ARTISTAS Q HÁ MAIS DE MEIO SÉCULO VEM PRODUZINDO OBRAS DE ARTE, SOMENTE INTERROMPIDOS COM A PRISÃO E TORTURA DE MUITOS DO OFICINA Q ENTRETANTO, EXILADOS, CONTINUARAM SEUS TRABALHOS EM PORTUGAL, MOÇAMBIQUE, INGLATERRA E FRANÇA. NA ABERTURA ESTREITA, GRADUAL E RESTRITA RETORNARAM À DEFESA DE SEU ESPAÇO Q COMEÇOU A SER COBIÇADO PELO GRUPO SILVIO SANTOS E OCUPARAM-SE EM DESENVOLVER AS OBRAS PRIMAS Q ESTÃO PRATICANDO NO LOCAL.

A MINISTRA MARTA SYPLICY ESTAVA – E SEI Q CONTINUARÁ – NEGOCIANDO UM TERRENO DA UNIÃO PARA TROCAR COM SÍLVIO SANTOS PELO TERRENO DO ENTORNO Q JÁ OCUPAMOS. ENTRETANTO LEIO HOJE NA MÍDIA Q SILVIO SANTOS, Q PROPÔS A TROCA, ESTÁ DESAPARECIDO HÁ DOIS MESES.

FELIZMENTE ESTAMOS COM CACILDA BECKER NOS INSPIRANDO EM CACILDA!!!, NOSSA NOVA PEÇA QUE ESTREIA DIA 3 DE OUTUBRO, ANIVERSÁRIO DE 52 ANOS DO TEATRO OFICINA. NESSE DIA VAMOS ESTAR COM O NICK BAR INSTALADO NO NOSSO ENTORNO.

TERMINO LEMBRANDO Q A PROTETORA DO PATRIMÔNIO DO ESTADO DE SÃO PAULO DETERMINOU UM METRO E OITENA CENTÍMETROS PARA PRESERVAR O Q? O JANELÃO LARGURA MASP Q LINA RASGOU NO ESPAÇO DO TEATRO RUA? OU PARA CORTAR A ÁRVORE SAGRADA, TÓTEM, A PRIMEIRA A DAR SUA SOMBRA AO TERRENO DO NOSSO ENTORNO? ELA QUER CORTAR A CEZALPINA, O PAU BRASIL, Q SIGNIFICA TODO TRABALHO ECOLÓGICO DA ASSOCIAÇÃO TEATRO OFICINA UZYNA UZONA.

ZÉ CELSO

Simulação da circulação que restaria no entorno do Oficina com a construção das torres da Sisan

Simulação da circulação que restaria no entorno do Oficina com a construção das torres da Sisan