Carta Aberta a Presidente do Condephaat, Ana Duarte Lanna – parte 2 de 4

Segunda parte da carta aberta a Presidente do Condephaat, Ana Duarte Lanna, respondendo a seu texto apresentado em 9/9/2013 ao órgão que preside, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo que, em maio deste ano, autorizou a construção de duas torres residenciais ao lado do Teatro Oficina, tombado por este mesmo órgão em 1982.

A primeira parte da carta foi publicada ontem e as duas próximas serão publicados amanhã e sábado, completando a série de 4 textos em 21 de setembro, dia da Árvore.

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O encontro do Oficina com Lina Bardi
Na encenação de “Na Selva das Cidades”, em 1969 – um ano após o AI-5, portanto 13 anos antes do Tombamento, Lina instalou um Ringue de Box no centro do espaço concebido por Flávio Império, dividindo o espaço em dois pontos: uma arquibancada com ingressos vendidos mais baratos e poltronas azuis vendidas a preço mais alto.
A peça do Jovem Brecht foi encenada exatamente quando o Bixiga era dividido em 2 pelo Elevado Costa e Silva. Lina Bardi, com os destroços das demolições e árvores cortadas, fez a Arquitetura Cênica Urbana da peça. A peça era dividida em 11 Rounds.
É a Luta entre um bilionário chinês que invade com sua gangue a livraria onde trabalha o jovem Garga, e lhe pede que venda por 50 dólares sua opinião sobre um livro. O jovem alega que está lá pra vender as opiniões de Rimbaud, Salinger etc… A oferta vai aumentando, mas o jovem Garga continua negando-se a vender sua opinião e toda a livraria é quebrada. Era então uma referência à invasão de “Roda Viva” pelo CCC.
Os destroços iam se acumulando numa área em que foi construída uma armação de arame para proteger o Público dos cacos das destruições que voavam pelo espaço nos próximos rounds.

Todas as instituições iam entrando em cena magnificadas para ser estilhaçadas, acumulando seus escombros num Lixão em redor do palco ringue: a Empresa do Bilionário, a Casa da Família de Garga no dia de seu casamento irrealizado e o bordel onde vai parar a irmã do herói, Maria Garga, interpretada passionalmente pela grande Ítala Nandi realizando o 1º nu frontal feminino do Teatro Brazyleiro. A personagem se apaixona pelo perseguidor de seu irmão que quer comprar sua opinião… As personagens, principalmente Femininas, cobre-se de jóias criadas com os cacos dos escombros da Destruição & Construção do Minhocão.

Num determinado momento as duas personagens aceitam encontrar-se num lago de Michigan, mítico deserto criado pelo Jovem Brecht.

Nesta cena o ringue é totalmente destruído em seu chão – são retiradas suas tábuas até se chegar ao chão de Terra do espaço da Rua Jaceguai 520.

Então Lina disse:

“Aí está o “Sertão” da Rua Jaceguay 520.”

Era pra termos montado juntos “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, o que não ocorreu devido à morte do arquiteto urbanista artista.
Ao mesmo tempo, ali, em Lina Bardi, nascia o espaço do Terreiro Eletrôniko do Teat(r)o Oficina.

Logo a seguir fomos, Lina, parte da Companhia do Oficina Uzyna Uzona e minha pessoa, filmar em Florianópolis “Prata Palomares”, filme do cineasta André Farias que tem Lina como diretora de arte. Numa folga da filmagem fomos a um Terreiro de Candomblé, estreito como a lâmina de uma gilete, e nasceu a Pista do Oficina. Juntos tivemos a Eureka! Lina emocionada com os tambores cobrindo sua voz disse: “Assim vai ser o Terreiro Eletrôniko do Teat(r)o Oficina.”

Bienal Internacional de Arquitetura SP 2013
Hoje o arquiteto Guilherme Wisnik, curador desta Bienal, cria um camping no terreno do entorno do Oficina Uzyna Uzona tombado para estudar o que descobrimos juntamente com Lina: as Catacumbas de Silvio Santos em direção ao Anhangabaú, o Teatro de Estádio, a Universidade Antropófaga, a Oficina de Florestas, a creche pro bairro da periferia central de SamPã, o Bixiga. A inspiração do conteúdo desta Bienal vem da Obra Prima de Arquitetura Cênica Urbana de Lina Bardi: o espaço cênico de “Na Selva das Cidades”, realizada em 1969 a partir da reciclagem da destruição do Bixiga na Construção do Minhocão.

Há inúmeros projetos para esta área – entre eles um mais completo feito pelos arquitetos João Batista Martinez Corrêa e Beatriz Pimenta Corrêa, respectivamente meu irmão e minha sobrinha. Esse projeto foi construído quando recusamos o de Marcelo Ferraz, da Brasil Arquitetura, que tentava conciliar o Shopping com um Teatro que não aprovamos por ser um Teatro de Palco Italiano cercado por muros muito altos, com aspecto de uma masmorra. Marcelo Ferraz havia me procurado porque havia sido chamado por um advogado do Grupo Silvio Santos para realizar um projeto que conciliasse as aspirações do Teat(r)o Oficina e o Shopping desejado pelo Grupo SS.

Na época quem havíamos convidado para fazer o projeto era Oscar Niemeyer, mas diante de Marcelo Ferraz que me disse que só aceitaria o trabalho se eu estivesse de acordo, concordei que ele tentasse esta conciliação. Como eu via ele sempre trabalhando com Lina, aceitei. Ele me pediu então um programa para a obra no entorno do Oficina. Eu trabalhei bastante e fiz. Mas o Resultado apresentado foi decepcionante. Então pedi para meu irmão, arquiteto João Batista, que fizesse um projeto baseado no programa que eu havia feito para publicarmos com meu texto numa edição bilíngüe, afim de a divulgarmos as possibilidades do local.

Ele fez um trabalho maravilhoso! De grande beleza, que quase foi construído na gestão do atual Secretário de Cultura da Prefeitura de São Paulo, Juca Ferreira, então Ministro da Cultura, mas Dilma não o chamou para continuar no Ministério.

Outros projetos apareceram como o do arquiteto Cristiane Cortílio, apresentado para sua graduação na FAU.

Surgiram muitos outros, inclusive de arquitetos internacionais.

Projeto do Teatro de Estádio por Jeremy Galván, arquiteto francês

Projeto do Teatro de Estádio por Jeremy Galván, arquiteto francês

Quando o Iphan tombou o Teat(r)o Oficina e seu entorno, Silvio Santos propôs a troca de seu Terreno no nosso entorno por outro da União, pois com o Tombamento ele percebeu que seria complicado continuar insistindo numa luta de 30 anos – nesse momento que estou revisando este texto me vêm à Lembrança a Luta entre Shilink, o bilionário chinês e o jovem Garga, que não queria vender sua Opinião – em que conseguimos impedir as torres da Família Jetsons, de Júlio Neves, os vários shoppings projetados e finalmente as Torres que haviam saído de cartaz e que em sua gestão, Ana Lanna, retornaram impositivas.

Esta Luta Épica de mais de 30 anos é chamada por você de “Luta por interesses particulares de integrantes e simpatizantes do grupo”.

Como se na construção das Torres o Condephaat estivesse defendendo Interesses não Particulares – mas Públicos.

Você escreve: “O Conselho do Condephaat é composto por representantes de diversos setores da sociedade civil e do Estado, todos com notório saber em suas áreas de atuação.”  Acrescento: porém escohidos pelo Governador numa lista tríplice, ou estou enganado?

“As decisões do Condephaat são fundamentadas por “pareceres técnicos” o Conselheiro Relator emite, após análise do processo, parecer votado por uma maioria de um Colegiado.” 

O que é uma “análise técnica”? Para mim este termo parece muito relativo, mesmo porque, no que são publicadas, revelam um desconhecimento absoluto de como analisam, como provam as análises feitas a propósito do Tombamento do Oficina.

Mesmo assim, sei que as arquitetas do DPH (departamento de preservação do patrimônio) Marcia Tancler e Marília Baubour fizeram pareceres contrários às Torres, mas o conselheiro Egídio Carlos leu os pareceres técnicos e ao elaborar o seu, replicou a área técnica dizendo que não podia ser levada em consideração devido à natureza do tombamento (imaterial). O parecer do conselheiro Egídio foi levado à votação pelo conselho e valeu sua posição e dos demais Conselheiros – 13 dos 24 que compõem o Conselho, aprovando a construção, com 3 abstenções.
Os critérios aprovados são inteiramente subjetivos e não têm nada a ver com o 1º Tombamento, feito por Aziz Ab’Saber, João Carlos Martins, Flávio Império. Nem com o Tombamento pelo Iphan, redigido por Jurema Machado – aliás, tenho impressão que esse texto sequer foi lido por você, pelo Conselho e pelo próprio Secretário, para quem entregamos o Projeto “Convênio Exemplar” que continha este texto e o Secretário teve o gesto maravilhoso de nos confessar num encontro que com ele tivemos dia 3/9/2013 que não o havia lido. Ainda há tempo para que o faça.

Ocupação do Entorno com containers para o Convênio Exemplar. Projeto de Carila Matzenbacher e Marília Gallmeister

Ocupação do Entorno com containers para o Convênio Exemplar. Projeto de Carila Matzenbacher e Marília Gallmeister

Os conceitos de Jurema Machado e dos 1ºs tombadores estão muito mais próximos dos significados do que é o Teat(r)o Oficina como as correntes mais antenadas que o Mundo tem produzido em relação à Arte, ao Meio Ambiente, Urbanismo, às transformações das Cidades e sobretudo das Metrópoles, em que Torres construídas pela Especulação Imobiliária no Mundo são vistas como nefastas à sobrevivência da respiração dos Seres Vivos asfixiados já pelo trânsito enfartado e pela poluição.

Você e principalmente sua visão “técnica” me inspiram a escrever um livro sobre a luta que nos transcende, a mim, a você, ao Condephaat, a Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona.

Sou muito grato ao fato de você ter me feito perceber a relação matrimonial entre a Especulação Imobiliária Finaceira & a Especulação Técnica Burocrática do Estado versus a Concretude das Urgências Humanas dos Seres Verdes, Culturais, criadores de Áreas de Meditação nas Cidades espremidas como verdadeiros “Guarujás”.

O que vocês, neste Governo Alckmin, defendem tecnicamente é a preservação histórica do Oficina como se a história parasse numa determinada época e dela ficassem somente tijolos. Esses técnicos, com suas análises, tem horror ao Movimento contínuo da História que não para, como a própria Vida.

O Risco do Desaparecimento do Bairro do Bixiga
Quando tomei ciência que seu Governador quer erguer Torres em todo Bixiga, mesmo sendo para moradias populares, não pude deixar de ver nisto um interesse eleitoreiro que esmaga a vida de um Bairro como o Bixiga.

Há milhares de prédios vazios no Centro, desocupados, e eles devem ser passados como moradia para os Sem Teto que povoam as ruas desta Metrópole, a mais rica do Brazyl, como também é claro que isso não impede que sejam construídas novas moradias populares. Mas porque sacrificar um Bairro como o Bixiga, que nos seus Baixos tem moradores pobres que merecem a preservação dos inúmeros lugares maravilhosos que ainda sobraram depois da crueldade do Minhocão ter dividido o bairro como o Muro de Berlim e deteriorado as condições de Vida, estraçalhado pela Especulação Imobiliária Financeira de olho neste local.

Já foi um coração boêmio cosmopolita cultural de Sampã, este bairro de sua periferia Central. Porque não pode ser restaurado como a Lapa do Rio que hoje é um dos lugares mais deliciosos do Mundo? Lá se encontram todas as culturas, classes sociais, moradores de todo Rio e gentes do mundo inteiro. Como seria com a existência de um Teat(r)o que legasse ao bairro o Teat(r)o Oficina, o Estádio Ágora, o TBC, a Casa de Dona Iaiá interligados e uma Oficina de Florestas que reflorestasse todo este lugar de que foram arrancadas tantas árvores maravilhosas com a construção do Elevado Costa e Silva.

E porque sacrificar justamente a Árvore Cezalpina, que não vai sobreviver em 1m e 80cm?

É um crime hediondo o que está se propondo ser cometido exatamente por um Órgão de defesa do Patrimônio Histórico Artístico Arqueológico Turístico do Estado de SP.

A forças dos que Amam a Vida junto a todas as máquinas vivas d’Ela: os Animais, as Árvores, as Hortas, as Flores, os Seres Humanos, já não querem mais viver sob “Ordem e Progresso”.
Os movimentos de Junho antes de entrar em cena a sanguinária PM, resquício da Ditadura Militar que hoje contracena com os Black Blocs solitariamente, hão ainda de ganhar novos rumos.

O Gozo do Passe Livre com o Amor e com Tudo é a aspiração natural de quem está vivo, principalmente nesta Primavera Brazyleira que se aproxima.

Esses movimentos deverão ter Passe Livre nas sessões do Condephaat que vão examinar os inúmeros recursos que entrarão pedindo a revisão deste Tombamento que parece mesmo um Tombo, uma Queda, em que a entrada dos artistas, Lina Bardi e câmeras foi saudada e recebida com a maior alegria pelo sábio Azis Ab’Saber.

Não basta essas sessões serem “públicas no website da Secretaria da Cultura”. É esta ação antidemocrática que traz os privilégios não a um Cosmos Cultural como o Oficina, mas sim a Especulação Imobiliária. É aí que se distanciam das práticas democráticas.

É muita cara de pau, fala sério!, querer invocar Lina interpretando que “qualquer organização cultural que tenha a importância do Teatro Oficina, representante de um marco da história cultural de São Paulo, poderia pretender o mesmo procedimento” possa desqualificar o tombamento.

Quando foi derrubado o Teatro Phoenix no Rio de Janeiro, a belíssma atriz Maria Della Costa passou a dormir no Teatro pra impedir sua demolição. Mas Getúlio Vargas prometeu a Maria que ali se construiria um novo teatro, como aconteceu, e que se transformou num 1º auditório da TV Globo. E mais, promulgou um decreto obrigando todo lugar em que houvesse um Teatro como Espaço Público Cultural ser Tombado e se fosse derrubado, construir outro em seu lugar.

Na minha infância eu via as fotos de Maria e recebia este ensinamento dela e de Getúlio: o lugar onde existe por anos um teatro é um Terreno Sagrado, como as Terras dos Indígenas. Assim considero os mais de 50 anos que o Oficina tem ocupado a Rua Jaceguay 520 e estes últimos 3 anos em que tem ocupado também o Terreno do Entorno como Ocupações Sagradas.

É claro que o “Teatro Oficina se pautou por procedimentos legais, claros e decentes, sem nunca criar privilégios” como Lina afirmou na Seção do Tombamento do Teat(r)o em 1982.

Só que a concepção de procedimentos legais, claros, decentes é a de uma mulher como Lina, que durante o fascismo foi uma partigiani. Muito jovem pegou em armas pra derrubar o fascismo italiano e nos anos 60 apoiava todos os movimentos para derrubar a Ditadura Militar Brasileira. Somente fez Obras Públicas e duas únicas casas residenciais – a de um amigo e a sua própria “Casa de Vidro”. E assim como em 1980, quando concebeu seu projeto feito sem cobrar um tostão para o Oficina, colocou-se na Luta pra impedir que o Teatro Oficina fosse comprado por Silvio Santos, hoje estaria conosco contra os privilégios dados pelo Condephaat ao Mega Empreendimento Privado das Torres.

Ana Duarte Lanna, você tem a audácia de colocar o “Arquiteto” Lina Bardi contra “nossos privilégios” ao mesmo tempo que, diante da evidência do projeto de Lina parido do Tombamento de 1982/83, quer destruir a Árvore que a própria Lina plantou, o Janelão de sua última obra, e se recusa a perceber que o projeto de Lina para o Entorno já faz parte do Próprio Oficina. Não foi a toa que o “arquiteto”, em vez de respeitar os limites do Tombamento, rasgou aquela janela enorme antes mesmo do Grupo Silvio Santos entrar com seu projeto de comprar o Oficina do ex-proprietário e começar a pretender levantar Shoppings no entorno do Teatro.

Projeto de Lina Bardi e Marcelo Suzuki para o entorno do Oficina de 1980
Lina e o Arquiteto Marcelo Suzuki, no dia 24 de Agosto de 1980, projetaram em slides no Teat(r)o Oficina o 1º risco de uma rua que atravessava os arcos romanos do Oficina e instaurava o Teat(r)o de Estádio no entorno.

Depois criaram as maquetes do atual Terreiro do Oficina e do Teatro de Estádio. Mais Tarde quando Edson Elito começou a trabalhar com Lina, ele realizou um projeto muito belo no entorno de um Teatro de Estádio, que Lina até assinaria em baixo, acompanhando a inclinação natural do terreno.

Desapropriação do Teat(r)o Oficina pelo Governo Montoro
Em 1984 minha mãe ia perder a casa de minha família onde nascemos em Araraquara por ter assinado como fiadora o contrato de locação do Teat(r)o Oficina.
Nós estávamos devendo 3 meses de aluguel. Os ex-proprietários do terreno do Oficina entraram com uma ação de execução dos bens de minha mãe: nossa casa em Araraquara. O Oficina já estava Tombado.

Eu fui falar com Paulo Sérgio Pinheiro, hoje um dos expoentes internacionais nas questões dos Direitos Humanos. Paulo trabalhava na Secretaria de Governo de Franco Montoro com uma elite universitária que daria origem ao PSDB como um partido de centro esquerda extremamente competente. Escrevi uma carta a Paulo na época sobre esta situação do Oficina ameaçado tanto pelo ex-proprietário quanto pelo mega empreendimento do Grupo SS para a área.

Encontrei-me com ele que imediatamente informou o Governador Montoro que, com seus secretários, desapropriou o Oficina para que não nos submetêssemos mais às investidas da Especulação Financeira do mesmo mega grupo que continuava nos pressionando.

Enfim, os 3 Tombamentos – Compresp, Condephaat, Iphan – e a Desapropriação pelo Governador do Estado Franco Montoro foram procedimentos realizados para preservar o projeto do Oficina Uzyna Uzona, sempre ameaçado pela Especulação Imobiliária de seu vizinho.

Estes Atos reconheceram os direitos adquiridos pela Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona nos seus muitos anos de cuidado com o Teat(r)o Oficina somados às criações estéticas premiadas, aos elencos permanentes que deram seu Corpo-Alma por este Espaço, nele realizando-se artisticamente.

Baseada no parecer do Conselheiro relator Prof Dr. Ulpiano você afirma: “o edifício do Teatro Oficina precisamente contém valiosa carga de informação”, em 1982 era um prédio em ruínas mas ocupado e cuidado por um movimento provocado por nós mesmos que queríamos a transformação total do edifício, exigida por nossas descobertas da Arte Teat(r)al pois a nossa continuidade, de nossa história viva assim exigia. Queríamos não recuperar mas adequar o espaço à evolução do Oficina iniciada ainda nos anos 60.

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