Carta Aberta a Presidente do Condephaat, Ana Duarte Lanna – parte 4 de 4

Quarta e última parte da carta aberta a Presidente do Condephaat, Ana Duarte Lanna, respondendo a seu texto apresentado em 9/9/2013 ao órgão que preside, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo que, em maio deste ano, autorizou a construção de duas torres residenciais ao lado do Teatro Oficina, tombado por este mesmo órgão em 1982.

As três primeiras partes foram publicadas nos dias 18, 19 e 20 de setembro.

Teat(r)o_Oficina_foto_Marcos_Camargo

A Farsa
“Neste exato momento tramita na Secretaria da Cultura um processo atendendo à solicitação do grupo Usyna Uzona (sic) para contratação de projetos para a realização de obras no bem tombado.”

Só que esse momento dura anos e mais anos. O Teatro é uma arte viva, não bate com o tempo irreal da burocracia cultural do atual Governo de SP. Quisemos até fazer um trabalho com vocês sobre a Burocracia em que vocês seriam também Atores / Personagens – “O Contrato (Ou Convênio) Exemplar”. Claro que não passou. Entregamos os Cadernos desta Proposta Maravilhosa nas mãos do Secretário Marcelo Araújo.

Esta Secretaria somente nos paga os porteiros e ainda afirmam que é somente por este ano. Água, luz, limpeza, enfim, melhoramentos, somos nós que fazemos sempre. Se fôssemos esperar pelo atendimento da Secretaria da Cultura do Governo do Estado de SP a Árvore Cesalpina já teria morrido, o chão do Teatro já teria caído de podre, as galerias desmoronado.

Nós reconstruímos quase tudo este ano com as quotas da geração que hoje faz o brilho de “Cacilda !!!” – Refizemos a pista conforme Lina concebeu, com a mesma madeira que inaugurou o Terreiro há 20 anos atrás. E sempre com o sacrifício dos pagamentos ínfimos que nós Associados hoje recebemos.

Nunca vimos este dinheiro que o Estado destinou – mais de meio milhão de reais para a realização deste projeto.

Depois você Ana Lanna escreve que essas obras, para as quais esse dinheiro se destina, deverão ser analisadas e “obter a aprovação do Condephaat para a realização das obras desse custo, bem como dos demais órgãos de patrimônio junto aos quais o bem é tombado.” 

Não temos condições de esperar este Godot, pois talvez nunca venha mesmo com esta boa vontade com que somos tratado pelo Condephaat e o Departamento Jurídico desta Secretaria de Cultura!!!

E vamos tocando com o que podemos, que não é quase nada. Mas não esperamos estas – palavras de Ana Lanna novamente – “Dinâmicas das leis que expressam os pactos possíveis que a sociedade institui”.

Quem está interpretando estas leis a favor dos privilégios da Especulação Imobiliária são vocês – pessoas de Poder nesta Secult.

E que autoridade vocês tem em falar de democracia que, segundo você, nós desrespeitamos e estamos sempre colocando em risco o estado de direito?!
Vocês que criam interpretações das Leis para impor a violência da Especulação Imobiliária.

Na Revista de Antropfagia de 1928 nós vemos este texto:

“O Direito Antropofágico”. O jurisconsulto Pontes de Miranda, tomando a frente da Escola Antropophagica, lançará dentro de pouco tempo, as bases para a reforma dos Códigos que nos regem actualmente, substituindo-os pelo direito biológico, que admite a lei emergindo da terra e semelhante ás plantas.”

O Teatro desde a Grécia é em si um Poder – o Poder Humano de Antígone diante de Creonte, o Governador – e não somente o Teatro – A Cultura em si é um Poder – não um enfeite, um Museu Histórico do Oficina dos anos 60. O Oficina nem nesta época abdicou de seu Poder Teat(r)al nem agora que é Oficina Uzyna Uzona.

Leia se conseguir com atenção estas falas de Cacilda Becker em Cacilda!!!

Cacilda Antígone Chanel em 68 Aqui Agora:
Foi a Justiça dos deuses subterrâneos que criou nossas leis
Os soterrados vieram à luz
a justiça acolheu, enxergou
Nas tuas leis Governador Creonte
não reconheço força para violar as leis divinas
sempre da hora
não escritas, sem nome
não são de hoje
mas do Etherno Agora
ninguém sabe nem sequer se foram promulgadas
nossa vida de estúpidas penas
mesmo assim não atrofiou nossas antenas…

Vocês não entendem a grandeza do Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona. Somos um Cosmos de mais de 50 anos, uma das Cias. mais longevas do mundo. Não somos diferentes do “Berliner Ensemble” criado por Brecht, que continua até hoje trabalhando em torno da linha deste Autor.
Ainda este ano o vimos com “A Ópera dos 3 Vinténs”, dirigida por Bob Wilson, peça trazida pelo SESC, a única instituição – dirigida pelo grande Danilo Miranda –  que tem mantido o Teatro Arte vivo em Sampã .

Nos anos 60 o Brasil, mesmo ainda na Ditadura Militar, tinha companhias assim. Como o Teatro de Arena, o TBC, O Teatro Maria Della Costa, o Teatro Sérgio Cardoso e Nydia Licia, a Companhia Tônia Celi Autran, o Grupo Decisão, dirigido por Antônio Abujamra.

Das Companhias permanentes que eram como Repúblicas Anárquicas auto geridas, com repertório e estilo próprio independente, Cosmos que brilharam nos anos 60, só restou o Oficina, que em sua re-existência tornou-se a Associacão Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona e fez florir o que plantou: o que surgiu nos anos 60. Cuidou do Teat(r)o Oficina e manteve sempre seu Tyazo ativo. Mesmo no exílio, quando o Teatro ficou funcionando sob a direção de uma bilheteira à época, a maravilhosa Tereza Bastos, que hoje é funcionária aposentada do Teatro Sérgio Cardoso. Em sua gestão ela transformou o Oficina, por necessidade de sobrevivência, numa casa de exibição, oferecendo pautas, alugando o espaço para várias Cias. de São Paulo, independentemente da linha teatral que elas criavam. Meu irmão, o grande artista Luiz Antônio Martinez Corrêa, também ocupou o Oficina por mais de um ano com sua Companhia, a Pão e Circo e depois foi sediar-se no Rio de Janeiro.

Nós, no exílio, re-existimos como Oficina Samba e trabalhamos na Revolução Portuguesa fazendo Te-Atos, “Galileu Galilei” no Teatro São Luiz, que é um teatro municipal como o de São Paulo, em Lisboa. Filmamos “O Parto” sobre os 9 meses da “Revolução dos Cravos” exibido na Rádio e Televisão Portiguesa, a RTP, depois fomos para Moçambique onde filmamos a Independência do País – “25” é o nome do filme. Este foi o ganhador do prêmio de público no 1º Festival de Cinema no MASP inaugurado por Leon Cakoff.

Quando regressamos do exílio, Tereza Bastos entregou-me o Teat(r)o Oficina e eu assumi a direção criando com, além das pessoas exiladas comigo, um novo Tyazo com grandes artistas nordestinos de SamPã, como o sambista parceiro de Jackson do Pandeiro, Edgard Ferreira, o cirandeiro e artista plástico Surubim Feliciano da Paixão, a grande cantora Sandy Celeste, todos 3 de Pernambuco. Eles criaram no Oficina o “Forró do Avanço”, que funcionava com gente de todas as tribos populares de SamPã. Havia a cozinheira alagoana Zuria, que dirigia a Cantina Cabaret.

Com eles apreendemos o Amor às Terras do Oficina e nos tornamos defensores dela diante das 1as investidas do Grupo SS. Esse era o que chamávamos o Tyazo que semeava Os Sertões.

Vieram de todos pontos do Brasil jovens atores, atrizes, músicos jovens que constituíam o Tyazo das Bacantes.

E os criadores da Arte do Vídeo no Te-Ato: Noilton Nunes, Edson Elito que depois iria trabalhar com Lina Bardi, Tadeu Jungle e Walter da Silveira. Esse era o Tyazo do Homem e o Cavalo, de Oswald de Andrade.

O Tyazo da Memória, criador do Arquivo Oficina 20 Anos: Ana Helena D’Staal e Gilles d’Staal, francês que estivera conosco em Portugal no Oficina Samba.

O Tyazo do Circo dirigido pela 1ª geração de renovação do Circo em SamPã: Veronika Tamaoki, hoje a grande pesquisadora e animadora da ethernidade do Circo em SamPã.

Catherine Hirsch, francesa que está há 30 anos conosco e produziu a reengenharia do Oficina em Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona.

Com todos estes novos sócios acima mencionados, em várias mídias, inauguramos o Oficina Terreiro Eletrônico de Lina Bardi e Edson Elito, qu e levou 13 anos para ser levantado com Ham-let, com Marcelo Drummond trazendo sua geração de artistas brilhantes: Alleyona Cavalli, Julia Lemmertz, Alexandre Borges, Adão Filho, Denise Assunção, Paschoal da Conceição.

Neste 20 anos criamos, além de Ham-let, Mistérios Gozozos, de Oswald de Andrade; Taniko – Nô Bossa Nova Trans Zen Iko, do Japonês de ZenXico; Pra Dar um Fim no Juízo de Deus, de Antonin Artaud, fundamento da Obra prima dos filósofos franceses do Século XX Deleuze e Guatarri; Ela, de Jean Genet, por ocasião da visita do Papa ao Brasil em 1997; Cacilda!, de José Celso Martinez Correa; Boca de Ouro, de Nelson Rodrigues; as 5 peças de Os Sertões, de Euclides da Cunha no Teat(r)o Oficina e 2 vezes na Alemanha, depois levadas em tendas para as capitais do Brasil até Quixeramobim, terra de Antonio Conselheiro e Canudos, cidade onde se passa o Livro de Euclides, massacrada pelo Exército e reconstruída várias vezes. Esta peça de 5 partes foi construída e permaneceu em cartaz durante 5 anos, de 2002 a 2007 e em 2005 Berlim a elegeu como maior acontecimento cultural do ano.

Em 2001 fundamos o Movimento Bixigão – projeto social com oficinas de teatro, circo, capoeira, música, Teat(r)o, tendo como público alvo crianças e adolescentes moradores do Bixiga. Seu embrião foi uma comunidade de Sem Teto que ocupava um prédio da Caixa Econômica, depois derrubado pelo Mega Grupo Financeiro Grupo SS.

No seu jubileu de ouro de 50 anos o Oficina produziu O Assalto, de Zé Vicente, com direção de Marcelo Drummond, que excursionou pelo Brasil e Europa; leitura encenada no Volksbühne de Berlim, com atores da Cia. daquele teatro, em alemão, de O Rei da Vela, de Oswald de Andrade; Santidade, de Zé Vicente, também com direção de Marcelo Drummond; Os Bandidos, de Friedrich Schiller, que estreou no National Theatre de Manheim durante o Festival Schiller e depois entrou em carreira no Brasil; Cypriano & Chantalan ou Sensações e Folias de 1973, de Luis Antônio Martinez Corrêa e Analu Prestes, com direção e luz Marcelo Drummond, que teve no elenco atores da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona e do Movimento Bixigão; Vento Forte pra um Papagaio Subir, de José Celso Martinez Correa; Labrinco 50 – Rito Cyber Teatal Viagem, rito das 50 voltas em torno do Sol do Oficina Uzyna no dia 28 de outubro de 2008 – o grupo amador Teatro Oficina nasceu dia 28 de outubro de 1958 no Teatro Novos Comediantes, situado no mesmo local onde o Oficina existe hoje; Vento Forte – exposição virtual Oficina 50 Anos, inaugurada dia 3 de dezembro de 2008 no prédio do Centro Cultural dos Correios no Rio de Janeiro, um projeto-presente da catedrática em literatura da UFRJ Heloisa Buarque de Holanda com curadoria de Camila Mota, Lucas Weglinski e Alberto Renault; O Banquete, de Platão, estreado no Queer Festival em Zagreb, na Croácia, depois em temporada em SamPã e apresentado no FIT BH, onde ocupou o Museu de Arte da Pampulha, obra de arte de Oscar Niemeyer; Cacilda!! – Estrela Brazyleira a Vagar, de Zé Celso, com estreia no Rio de Janeiro no Teatro Tom Jobim dentro do parque Jardim Botânico e depois temporada em Sampã.

Em 2010 saímos em turnê nacional com as Dionizíacas: Taniko, o Rito do Mar, Cacilda!! – Estrela Brazyleira a Vagar, O Banquete e Bacantes. Neste projeto, patrocinado pelo Ministério da Cultura, em que a Cia. excursionou por 7 capitais do Brasil apresentando estes 4 espetáculos de seu repertório gratuitamente em tendas de 2000 lugares, além de dar oficinas gratuitas de todas as artes que compõem os cyberespetáculos: atuação, direção, música, luz, video, arquitetura cênica, figurino, direção de arte, produção, divulgação e difusão. Depois do Tombamento do IPHAN, no dia 24 de junho de 2010, a tenda foi montada em Sampã, a 8ª capital, no Entorno do Oficina Tombado, no terreno cedido em Comodato até este ano pelo próprio Silvio Santos.

No mesmo ano de 2010 fizemos O Bailado do Deus Morto, de Flávio de Carvalho em encenação apresentada durante a 29ª Bienal de Arte de Sampã no Pavilhão da Bienal no Ibirapuera e a Macumba Antropófaga, de Oswald de Andrade. Encenação do “Manifesto Antropófago” criada durante uma semana de ensaios e laboratórios no Inhotim Centro de Arte Contemporânea, localizado em Brumadinho MG, apresentada na obra de arte de Magic Square #5 de Helio Oiticica durante a turnê Dionizíacas. Esta peça entrou em cartaz no Terreno do Entorno do Teat(r)o Oficina num Circo instalado com essa finalidade. Em Sampã o espetáculo acontecia, além do Teatro, nas ruas do Bixiga, na Casa de Dona Yayá, no TBC e no prédio onde morou Oswald de Andrade na rua Ricardo Batista. Em janeiro de 2012 Bacantes, de Eurípedes, seguiu em, em turnê europeia por em Liége, na Bélgica, no Teatre de la Place e em Portugal, Lisboa, no Teatro São Luiz. No mesmo ano foram feitos os Acordes, de Bertolt Brecht e Paul Hindemith, encenada no Oficina, em seu entorno e em turnê pelo interios de São Paulo, também patrocinada pelo Sesc. Atualmente fazemos Cacilda!!! – Glória no TBC e em 68 Aqui Agora, de Zé Celso, também no Teat(r)o Oficina e no terreno do entorno cedido por Silvio Santos.

Isso é um resumo de nosso Currículo.

Não mencionamos os vídeos gravados profissionalmente, distribuídos pela Trama, nem os vídeos de Os Sertões
– 5 DVD’s, por enquanto somente adquiridos no próprio Oficina, nem a caixa comemorativa dos 50 anos com 4 vídeos gravados em 2008. O trabalho de produção audiovisual da Cia. ainda vai lançar em breve O Rei da Vela, o filme e pelo menos outras 4 peças do repertório já gravadas profissionalmente, em fase de montagem e finalização.

Além do Oficina Uzyna Uzona, nos tempos atuais, surgiram muitas outras Companhias permanentes que não nos deixam mais a sós hoje: Vertigem que atuou no Tietê, em prisões, igrejas, hospitais; o XPTO, Grupo Tapa, Latão, Parlapatões, Satyros, Os Fofos, Os Crespos, BR116, Cia. Mundana, Cia. Livre, Folias, Cia. do Feijão, Club Noir… Inúmeros outros Tyazos = Companhias Corais na terminologia da Tragédia Grega Dionisíaca Apolínea e de Pã, aqui em SamPã e também no Rio de Janeiro além de Cia. Armazém, no Paraná, outras no Piauí, atualmemente pelo Brasil todo. Elas são como as Escolas de Samba e os Times de Futebol: Cosmos. Tem uma linha própria que evolui no tempo.

E não resta a menor dúvida: todos estes Tyazos e os da mesma qualidade aqui não mencionados podem, se desejarem, atuar com o Oficina Uzyna Uzona, no Teat(r)o Oficina tombado e no seu entorno.

Como é possível um órgão que defende o Patrimônio Cultural do Estado ter tamanho desprezo pelo Oficina Uzyna Uzona e manifestar-se grosseiramente, sem Arte, neste documento, como se fôssemos usurpadores do Teatro Oficina.

É mais que Ignorância.

Nossa Companhia e nosso Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, seu projeto total de expansão, são hoje objeto de estudo no mundo todo. As Grandes revistas de Arquitetura como Domus, na Itália, 2G na Espanha, dedicaram números inteiros saudando o Projeto do Teat(r)o Oficina e sua extensão urbana no Anhangabaú da Feliz Cidade.

Vocês deviam se inteirar mais de quem somos para não nos entregar assim, com esta brutalidade, para a Especulação Imobiliária. Isso, por nossa Luta e do público brazyleiro e internacional, felizmente não vai acontecer, para a sorte de vocês. Porque se acontecer, vocês serão os neonazistas da América do Sul e irão sofrer muito quando caírem em si.

Hoje uma geração formada por nossas encenações, que são já consideradas cursos da Universidade Antropófaga, revela uma equipe de sócios do mais alto grau de talento. Todo público que viu a 1ª temporada de Cacilda!!!  ficou surpreendido com o talento das atrizes, dos atores, cantores, acrobatas, dançarinos, músicos, instrumentistas, ao mesmo tempo dos talentosos iluminadores, da qualidade do som, dos vídeos, dos  câmeras, figurinistas, camareiras, qualidade da produção e administração, das arquitetas do espaço cênico, dos operadores das transmissões diretas por nosso site, dos protagonistas e dos coros.

Peço que vocês, público, e vocês do Condephaat, se pluguem ao nosso site para conhecer estes maravilhosos artistas de Teat(r)o Multimídia, seus nomes, suas fotos e as transmissões online dos espetáculos de Cacilda!!!, de volta a partir de 3 de outubro.

Ana Lanna, seu texto me inspirou estas noites de réplica e de Insônia, a Deusa da Vida Alerta.

Não somos do PT, mas de esquerda.

“Ser de esquerda é saber que a maioria é ninguém e a minoria é todo mundo.” – Gilles Deleuze

José Celso Martinez Corrêa

Presidente da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona

Segunda Feira, 16 de setembro de 2013 – 2h51’

Evoé! 

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2 comentários
  1. Julia Zumbano disse:

    Querido Zé Celso, acompanho desde os Sertões, onde conheci o início do processo de montagem, concepção e me apaixonei pelo seu trabalho mas saí para dar a luz à minha Morgana em 2000.
    É linda a carta, de arrepiar com tanta história e participação ativa na cultura da nossa Sampã, como prefere.
    (me arrepiei assim no seu MacumbaAntropofágica, era assim o nome? kkk )

    O absurdo é que um local, seja ele terreno, teatro, universidade, polo de ideias, autônomo, não deveria de modo algum ser questionado quanto a destituir-se em detrimento à uma loja ou centro comercial, pois isso já existem muitos nas ruas vizinhas; ou à Especulação Imobiliária que se criou para o comércio e lucro de alguns.

    Absurdo Total o Teat(R)o Oficina não ter o apoio destes mesmo Governo par ampliar suas ideias e continuar sustentando tudo o que é e representa. Como estes governantes não percebem a extrema importância para uma cidade mais saudável e ativa, mais alegre e criativa, mais participativa, mais poética.

    Zé, só queria dizer com tudo isso: – Tou contigou e naum abro! Bjuz

  2. Fernanda Mª Pereira do Rêgo disse:

    Irretocável a carta do inigualável ZÉ CELSO!!! Quanta sensibilidade, quanto amor e sobretudo quanto zelo pela arte que domina com maestria. Acompanho o Teatro Oficina desde muitos anos e,por décadas seguidas, tanto em Recife, onde resido, como em São Paulo onde sempre que posso vou com prazer, entre outros motivois para apreciar os espetáculos do “Oficina”. e cada apresentação, desde o longíncuo “Rei da Vela” ao mais recente e iluminado trabalho cênico desta companhia, só tenho a registrar minha eterna gratidão pelo tanto que vi, participei e apreendi em conceitos, formas de representação, beleza e estética cênicas, enfim assistir uma peça deste grupo é mergulhar no mais fundo sentido na grandiosidade da bela Arte de representar.
    Outro não é meu sentimento senão de total solidariedade e principalmente de esperança que o poder público tão mal representado ultimamente caia na real, entenda e sobretudo respeite e reconheça a história do “Oficina” desistindo da absurda idéia de ceder aos interesses da lastimável especulação imobiliária que assola, sem dó nem piedade nosso já tão sacrificado País.
    EVOÉ!!!

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