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Arquivo mensal: julho 2014

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O 5º Episódio: ”Cacilda !!!!! A Rainha Decapitada”.

Se quiserem, podem chamar “Capitulo de Série”, mas trata-se concretamente de Percursos Inéditos do Labirinto da “ODISSEIA DAS CACILDAS!!!!!!!!!“, penetrando primeiro na Casa do Drama do Clímax da Paixão&Teatro de Cacilda Becker y Adolfo Celi, inventores do TBC.

Teatro_Oficina_foto2_Marcos_CamargoPersonagens & Pequenas Multidões (o Público) vão se encontrar no Estratoporto do Terreiro Eletrôniko do Teat(ro)o Oficina Uzyna Uzona: o seu Entorno Tombado na Rua Jaceguay 520, no Bixiga, em SamPã, celebrando o Centenário de sua Criadora, a arquiteta Lina Bardi, a partir da Estreia da “Peça” na noite de Nanã Bukuku, deusa do Genesis da Lama do Mundo, em 26 de julho, ao anoitecer.

As Personagens são transportadas neste ponto do novo Plano Diretor da Cidade, o Oficina, por Pirandello, em “Seis Personagens à procura… não mais de um Autor…”, mas da “Peça” que desvende “a Travessia dos Vivos e Mortos das Noites y Dias de Hoje para a Fatalidade da Ethernidade”.

São agenciados pelo Inspirador Retorno dos Movimentos Culturais y Sociais do Brazyl e do Mundo de 2014.

Estes Mortos chegam com os artistas do Velho TBC, que encarnaram as “Seis Personagens à procura de um Autor”, corifeados pelo desejo da impaciência cavalar de atuar de Cacilda Sylvia Prado, Porta Estandarte do Desejo, pela Enteada, Filha da Puta invocada pelos Coros Vivos dos Pega Fogo das Ruas, e pelo Público de cada Noite. Vão contracenar entre si e com os Artistas Vivos do novo TBC – Teatro Berrini de Comédia, situado na paisagem da Ponte Estaiada dos Espigões Espelhados, onde aves batem os bicos e morrem espatifadas.

Todos contemplam do Terreno do Entorno do Oficina, o “Teatro Berrini de Comédia”, para escutar as direções do seu Stage Manager (Otto Barros) e do seu Diretor (Marcelo Drummond) pr’um Ensaio Teste com os 1ºs Atores da Berrini: Juliane Elting e Acauã Sol. Estes estão dentro do Oficina, atrás do Janelão de Vidro perfurado pela Árvore do Terreiro, no lado Oeste da Rua Abolição, transfigurado numa “Incubadeira Virtual” do “Teatro Berrini”.

Personagens, Artistas do antigo TBC, Coros Pega Fogo das Ruas y Público penetram no interior do Teatro da Berrini pra Contracenar entre si, mais que humanamente, entre Vivos, Mortos, Mortos Vivos, dissolvendo barreiras de cristal de classes e de constelações entre teat(r)os antagônicos.

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A busca é a da recriação do Teat(r)o-jogo-do-universo, além da dramática violenta competição de times demasiadamente humanos.

A “Incubadeira Virtual” explode pra entramos, então, no Segundo Percurso do Labirinto da “ODISSEIA”: a “Casa do Drama” de “A Dama das Camélias”.

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Lina Bardi sempre dizia que o Oficina-Terreiro era o “Chão de Terreiro com as Galerias do Teatro Scala de Milano, dando pras Catacumba di Silvio Santos”. É o momento do Segundo Percurso no Teatro Oficina, transfigurado no Scala de Milano – onde estará o Público, iluminado por trás, concretizando a visão de Lina.

Flyer_Rito3AChega Afrodite Tônia Carrero, Joana Medeiros, para brincar com os amores do TBC e da “Fábrica de Cinema Vera Cruz”: vem fazer o “Tico-Tico no Fubá”. Adolfo Celi, diretor do filme, apaixona-se por Tônia.

Cacilda, no seu apogeu, Rainha do TBC/Amante Amada do Diretor, é Destronada diante do Público na encenação de Gala no Scala da Ópera de Carnaval Brazyleira de “A Dama das Camélias”. Camila Mota Cacilda Dama das Camélias carrega uma Cauda de Renda Negra importada da França por Franco Zampari, trazida por Damas vestidas de Crinolinas, acompanhadas de um Coro de Armad Duvaes, em Casacas Negras, com camisas de peito curto engomado de fustão branco.

Adolfo Celi Roderick Himeros Armand Duval está numa Grua, com os Braços Cruzados, sem condições financeiras de filmar, em Greve da Vera Cruz paralisada pelos gastos nababescos de “A Dama”. A Divina Afrodite ronda o Cortejo num Cavalo Branco. Por Dionisíaca Paixão CineTeatroGráfica a Celi, depõe a Monarquia da Rainha Cacilda do TBC.

DesCoroada Cacilda recebe de Afrodite Tônia uma Coroa de Hera de Bacante. Mas Cacilda sente que não está pra pronta a auto coroar-se. É preciso sair da Casa do Drama e entrar no Terceiro Percurso: a difícil iniciação com “Antígone” na Tragédia Grega.

Terreno_foto_Marcos_CamargoAh! Como sonhamos plantar esta cena no Terreno mais que grego, negro, do Entorno Tombado do Oficina. Impedem-nos benvindas chuvas. Falta dinheiro.

Como encontrar as pedras acústicas pros versos precisos, mântricos, inspirados na clareza da Tragédia Grega?

Seria a exaltação do Terreno cru do Sertão que Lina Bardi sonhou: Sylvia Cacilda Antígone no Terreno do Entorno ou dentro do Oficina – virado Terreno Baldio, Pirambeira –, devorando literalmente seu Amor Morto, pra Ethernizá-lo em suas entranhas de Atriz.

Mas se não conseguirmos o Sonho, transmuta-se num Sonho preciso dentro do Oficina – virado mais uma vez Árido Sertão. Não importa onde; o mais importante é que Cacilda Sylvia subverte as leis impostas pelo tirano de todos os “aqui agora” – Creonte, vivido por Marcelo Drummond – y as próprias determinações de Sófocles: para Antígone enterrar Policenas na sua Ânfora. Cacilda Sylvia devora o Cadáver de seu Irmão Morto como o de seu Amor Morto por Celi.

O Oficina Uyzna Uzona, nestes três percursos nos Labirintos, parte em busca de ser Corpo que Dança, Canta, Delyra, com uma nova Orquestra com Matracas, Cello, Pistão, Piano, Elektrônica, criando-se hoje nos ensaios dos Corpos, buscando o Corpo Elétrico de Cacilda com o Corógrafo Daniel Kairoz.

A Câmera Cinema de Igor Amor Marotti; os cortes do cineasta gênio Ivan Vinagre.

A Direção de Arte inventora da Arquiteta Marília Gallmeister e sua equipe reLinando o Espaço pro nosso Ritual Cosmo Político.

Os novos Percursos da “ODISSEIA DAS CACILDAS!!!!!!!!!” devem ser retomados daqui há dois anos. Este biênio que entra será dedicado a peças que sempre sonhamos de Oswald de Andrade, Shakespeare, Nelson Rodrigues ou, tomara, a inesperadas invenções que surgirem.

Da difícil Catarse Cacilda sai para outros Percursos de sua “ODISSEIA”, quase já Antigone Chanel, y canta:

CACILDA
Não quero esquecer
o que eu pedi ao coração:
“Depois d’uma desilusão,
nasça um grande entusiasmo.”
(Duvidando)Quando?

Ensaiando estes Fragmentos da “ODISSEIA”, estamos metidos dentro desses Labirintos dentro e fora, de todos os “nós”, com todo o Elenco rizomando, semeando na relativa escuridão desta difícil criação.

Vou dormir; são 06:02

Bom Dia