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Arquivo mensal: novembro 2014

O Elenco do Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, dia 12 de novembro de 2014, às 18h, vai lavar com Água de Cheiro da Fonte de Dionisios, de Oxalá, de Oxum, as Escadas do Teat(r)o Oficina q dão acesso ao seu Entorno Tombado. E deseja q este Rito conte com sua presença: Público e Mídias.

As Razões do Coração deste Rito:

A Diretoria da Sisan Empreendimentos Imobiliários Ltda., q faz parte do Grupo Silvio Santos, havia marcado a data de 11/11/2014 para esta Escada ser retirada. Paradoxalmente, este fato acabou sendo um incidente q provocou o início de superação desta dificuldade, como um movimento inicial de finalização do conflito de 34 anos entre Teat(r)o Oficina X Grupo Silvio Santos. As duas partes não suportam mais esta empatação mútua, e de agora em diante se unem em busca do objetivo comum que é a Troca dos Terrenos proposta por Silvio Santos.

O Presidente do Grupo Silvio Santos, Guilherme Stolliar, respondeu a um e-mail q escrevi na sexta-feira sobre a retirada da Escada. Nele, concorda q devemos nos reunir o mais breve possível em torno da Troca de Terrenos – fato já Possível depois das Eleições. Pediu-me que falasse pessoalmente com Eduardo Velucci, Diretor da Sisan q trata dos Empreendimentos Imobiliário da Grupo SS e do assunto específico da ESCADA. Terminamos com uma conversa teatralmente amigável e cômica ao telefone. Ele concordou com a permanência da ESCADA. Aceitou minha proposta, de q nos reunamos no Mistério da Fazenda q trata dos Terrenos a serem negociados.

A ESCADA, onde teríamos ficado de vigília, na madrugada entre o 11 e 12, impedindo sua remoção, passou a ser então um Arco-Íris de Ligação entre os Opostos.

Vamos comemorar este degrau vencido com este Rito de Sagração Teatal, nos 16 degraus da ESCADA q liga-nos ao Espaço Urbano.

Através d’Ela desejamos criar com a Cidade um Espaço Cultural Público de ligação dos Corredores Culturais do Bixiga com Corredores de outros Bairros, e também com os 20 Teatros em Ruas, não em Shoppings, ameaçados de Extinção pela Especulação Imobiliária. As ESCADAS sempre foram, Mítica e Historicamente, lugares de Grandes Acontecimentos Culturais Políticos de Ascensão e da Valorização, gradual, em sentido duplo, e Símbolo das Permutas.

Neste dia 12, a ESCADA do Oficina é a Protagonista do Ato!

José Celso Martinez Corrêa
Presidente da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona
SamPã, 10 de Novembro de 2014

Sugerimos as pessoas que venham de branco ou de roupas claras
Paz Amor Humor y Paz e Muito Mais

Este Trabalho, no q depender de minha pessoa, é dedicado a Meu Pai: o  Professor Jorge Borges Corrêa, q faria no dia do Rito 112 Anos de seu Nascimento, tendo Morrido no dia de 11 de Novembro – como acontece muitas vezes aos q nascem no Signo do Escorpião e então a cauda  morde o rabo. Sempre esta data me traz Luz, a mesma em q terminei as 900 páginas da Odisseia das Cacildas y Walmores y q acontece esta Epifanía Teatral Milagrosa.

Jorge_Borges_Correa

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Projeto elaborado durante a X Bienal de Arquitetura que expande o pomar jardim para todo o bairro do Bixiga

Projeto elaborado durante a X Bienal de Arquitetura que expande o pomar jardim para todo o bairro do Bixiga

DIA 10 DE NOVEMBRO, 2ª FEIRA, DIA D DE UM NOVO ENTENDIMENTO ENTRE O GRUPO SILVIO SANTOS E O TEAT(R)O OFICINA; DESEJAMOS TODOS TORCENDO PARA ESTE ACONTECIMENTO

Convidamos o público a estar presente nos dois últimos dias da Temporada de “Cacilda !!!!! A Rainha Decapitada”, no sábado; e no domingo, com “Walmor y Cacilda 64 – RoboGolpe”.

Entramos em ensaios a partir de 3ª feira, dia 11 de novembro, para voltarmos dia 12 de dezembro com o Festival das Cacildas y Walmor.

Este fim de semana antecede uma Situação Delicada, para o Presente Futuro do Teat(r)o Oficina.

Dia 10/11, 2ª feira próxima, a Produtora do Teat(r)o Oficina, Ana Rúbia Melo, chegou a combinar com Eduardo Velucci, Diretor da Sisan Empreendimentos Imobiliários Ltda. (setor Imobiliário do “Grupo Silvio Santos”) a Retirada da ESCADA q construímos como acesso ao PÚBLICO (assim como uma TENDA que é atualmente nosso FOYER, para o conforto dos quem vêm nos assistir e para nós mesmos: onde está o “Nick Bar” instalado: um Bar Restaurante).

Eduardo Velucci hoje nos passa um e-mail cobrando o combinado e pede a demolição da ESCADA e a retirada da TENDA para dia 10/1: 2ª feira.

Estamos no dia D.

É o momento de tomar outra Decisão, uma vez que a Situação mudou de lá para cá, pois torna-se legalmente possível, agora, depois das Eleições, a negociação entre o Terreno do Grupo Silvio Santos no Entorno do Teat(r)o Oficina Tombado pelo IPHAN
E o “SITIO DO BURACÃO”, hoje transformado pelo Plano Diretor Estratégico para a Cidade de São Paulo em “Polo  Estratégico de Desenvolvimento Econômico.”  1*

Mapa do Plano Diretor identificando o “SÍTIO DO BURACÃO” como Polo Estratégico de Desenvolvimento Econômico.

Mapa do Plano Diretor identificando o “SÍTIO DO BURACÃO” como Polo Estratégico de Desenvolvimento Econômico.

Portanto, com o novo Plano, caíram os impedimentos maiores para esta negociação.

O “Grupo Silvio Santos” já se situa nesta belíssima região da Anhanguera. Tem lá sua atual Sede. É Vitorioso Precursor desta ascensão da Vida Econômica nesta região, para nossa Cidade.

E é mais que natural, portanto, que Silvio Santos integre em seu Patrimônio o “SÍTIO DO BURACÃO”, através da Proposta da Ministra Marta Suplicy – Ministra da Cultura de Negociação dos Terrenos, antes de sua ida ao Senado em 2015.

Por outro lado, a Área Envoltória gerada pelo Tombamento do Teat(r)o Oficina pelo IPHAN, de Propriedade do Grupo Silvio Santos, foi colocada pelo PLANO DIRETOR em vigor dentro do TERRITÓORIO CULTURAL PAULISTA LUZ; portanto, será difícil ao Grupo construir neste Terreno obras que visem sua Exploração Comercial. 2**

Ana Lucia dos Anjos, Superintendente do Patrimônio da União de São Paulo, busca conciliar as Agendas do Grupo Silvio Santos, do Ministério da Cultura, do Teat(r)o Oficina, para um Encontro que, de imediato, inicie as negociação entre as três partes envolvidas.

Vamos ser generosos com a História desta magnífica ODISSEIA  vivida entre o  Grupo Silvio Santos  e o Teat(r)o Oficina, por 34 anos!

Há 10 anos Silvio Santos visitava o Teat(r)o Oficina para um Encontro q historicamente iniciou o diálogo entre as duas Partes em Conflito. Silvio deslumbrou-se com a Obra de Arte Arquitetônica Urbanística dos “Arquitetos” LINA BARDI e EDSON ELITO, e com a recepção de TeAto Musical q o Elenco do Oficina Uzyna Uzona lhe ofereceu.

Dia 5 de dezembro de 2014 Lina Bardi faria 100 anos. Muitos países no Mundo comemoram seu Centenário.

Nós mesmos iremos realizar no dia 5 de dezembro um Grande Evento no Teat(r)o Oficina e seu Entorno, transmitido ao vivo pela WEB para o Museu de Arquitetura de Munique, q realiza a Maior Retrospectiva do trabalho de Lina Bardi feita fora do Brasil: suas Obras Completas.

Não vamos concluir esta intensa vivência histórica q – pelo menos a mim e a todos do Teat(r)o Oficina – ensinou tanto, com um episódio melancólico como poderá vir a ser: a  RETIRADA DA  ESCADA e da TENDA FOYER.

Esta hipótese poderá vir a ser um enfadonho Re-Início do  Evitável Conflito entre nós neste momento, tão propício a uma solução de Entendimento, enriquecedor para ambas as partes e para a Cidade de São Paulo.

Esta Retirada da ESCADA, da TENDA, e de nosso ACESSO ao nosso Entorno Tombado, inviabilizaria nossa programação pra o fim de dezembro: um “FESTIVAL DE COMCP PEÇAS de Cacildas!!!3/ !!!! 4/ !!!!!5 e Walmor y Cacilda 64 / 68.

Estas serão apresentadas duas vezes nos dias de semana e nos sábados e domingos até 23 de dezembro.

Inviabiliza nosso ano de 2015 – em q entraremos com “A TEMPESTADE” d Wiiliam Shakespare,

Enviamos uma hoje, dia 7 de novembro, uma carta com estes dados para o Presidente do Grupo Silvio Santos, Guilherme Stolliar, com o Objetivo de um vitorioso Final Feliz, para a saída desta peça em cartaz por tanto tempo na nossa Cidade: “Grupo Silvios Santos X Teat(r)o Oficina”

Hoje projetamos dar continuidade às alas do Cheiroso Pomar Jardim que o Grupo Silvio Santos deixou em seu Terreno, expandindo-o em novas ruas de todo Bixiga e ligando o Corredor Cultural do Bairro . 3***

EM 2010 SILVIO SANTOS me disse: Agora q o Entorno do Oficina foi tombado pelo IPHAN não vamos poder mais construir em  nosso Terreno. Não queremos mais empatar vocês; nem q o Teat(r)o Oficina nos empate. Vamos trocar os terrenos.

Esta Carta agora é endereçada aos que amam a Cultura no Brasil e no Mundo, assim como ao apoio nacional e internacional, e à atuação criativa da pessoa de Silvio  Santos e de seu Grupo.

Criaremos um exemplo de entendimento inédito entre partes em conflito, para todo o Mundo sempre em Guerras, criando o Equilíbrio do Amor no Universo.

Zé Celso
Presidente da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona
Diretor, Ator, Autor, Palhaço, Cantor, Amante da Paz, do Amor y Muito Mais

1* Polos Estratégicos de Desenvolvimento Econômico

Art. 177. Os polos estratégicos de desenvolvimento econômico
são setores demarcados na Macroárea de Estruturação
Metropolitana e situados em regiões de baixo nível de emprego
e grande concentração populacional, que apresentam potencial
para a implantação de atividades econômicas, requerendo estímulos
e ações planejadas do Poder Público.
§ 1º Ficam estabelecidos os seguintes polos estratégicos de
desenvolvimento econômico:
I – Polo Leste, correspondente aos subsetores Arco Leste e
Arco Jacu-Pêssego;
II – Polo Sul, correspondente aos subsetores Cupecê e Arco
Jurubatuba;
III – Polo Noroeste, correspondente ao subsetor Raimundo
Pereira de Magalhães/Anhanguera;
IV – Polo Norte, correspondente ao subsetor Sezefredo
Fagundes até a Marginal Tietê;
V – Polo Fernão Dias, correspondente ao subsetor Fernão
Dias.

§ 2º Os polos estratégicos de desenvolvimento econômico
deverão, sempre que houver interesse dos municípios limítrofes,
ser desenvolvidos de forma articulada regionalmente, especialmente
com a Região Metropolitana de São Paulo.
Art. 178. Para planejar a implantação dos polos de desenvolvimento
econômico e estimular a atração de empresas, o
Município deve formular planos específicos para cada polo, que
devem conter, no mínimo:
I – a delimitação de cada polo;
II – a vocação econômica do polo, considerando-se sua
localização e características socioeconômicas e de formação da
população moradora na região;
III – as atividades econômicas que devem ser estimuladas;
IV – as intervenções necessárias, em especial de logística,
mobilidade e infraestrutura, para viabilizar a implantação das
atividades econômicas prioritárias;
V – as estratégias para financiar as intervenções a serem
realizadas, incluindo parcerias público-privadas possíveis de ser
utilizadas para implementar o polo;
VI – prazos de implementação e recursos necessários.
Parágrafo único. O plano deverá definir atividades que,
preferencialmente, tenham grande potencial de geração de empregos,
de nível compatível com o perfil socioeconômico e com
a formação da população moradora na região.
Art. 179. Para estimular a implantação de empresas, o
plano previsto no artigo anterior deve estabelecer as atividades
prioritárias que poderão se beneficiar do Programa de
Incentivos Fiscais, a ser instituído por lei específica, incluindo os
seguintes benefícios:
I – isenção ou desconto do Imposto Predial Territorial Urbano
– IPTU;
II – desconto de até 60% do Imposto sobre Serviços de
Qualquer Natureza – ISS para os setores a serem incentivados;
III – isenção ou desconto de Imposto sobre a Transmissão
de Bens Imóveis Inter Vivos – ITBI-IV para aquisição de imóveis
para instalação das empresas na região;
IV – isenção ou desconto de ISS da construção civil para
construção ou reforma de imóvel.
Parágrafo único. Os empreendimentos não residenciais
implantados nos setores previstos nos arts. 362 e 363, delimitados
no Mapa 2A, ficam dispensados do pagamento da outorga
onerosa.

2** Operação Urbana Centro
Lei 12.349 de 6 de junho de 1997
Estabelece programa de melhorias para a área central da cidade, cria incentivos e formas para sua implantação, e dá outras providências.

Capítulo I
Conceituação, Objetivos E Diretrizes

Artigo 1º – Fica aprovada a Operação Urbana Centro, compreendendo um conjunto integrado de intervenções coordenadas pela Prefeitura, através da Empresa Municipal de Urbanização – EMURB, com a participação dos proprietários, moradores, usuários permanentes e investidores privados, visando a melhoria e valorização ambiental da área central da cidade.

Parágrafo único – A área objeto da Operação Urbana Centro é a delimitada pelo perímetro assinalado na planta anexa n.º BE/03/OB/007/A do arquivo da Empresa Municipal de Urbanização – EMURB, acrescida da área dos lotes lindeiros aos logradouros que determinam este perímetro assim descrito: começa na interseção da via férrea com a Avenida Alcântara Machado (sob o Viaduto Alcântara Machado), prossegue pela via férrea até a Praça Agente Cícero, Praça Agente Cícero, Avenida Rangel Pestana, Largo da Concórdia, baixos do Viaduto do Gasômetro até a via férrea, prossegue pela via férrea até a Estação da Luz, segue pela Rua Mauá, Praça Júlio Prestes, Avenida Duque de Caxias, Largo do Arouche, Rua Amaral Gurgel, Rua da Consolação, Rua Caio Prado, Viela de ligação com a Rua Avanhandava, Rua Avanhandava, Avenida 9 de Julho até o Viaduto do Café, Avenida Radial Leste-Oeste, Rua João Passaláqua, Rua Professor Laerte Ramos de Carvalho, Rua Conde de São Joaquim, Viaduto Jaceguai, Avenida Radial Leste-Oeste, Viaduto do Glicério, Rua Antônio de Sá, Avenida do Estado, Rua da Figueira, Avenida Alcântara Machado até o ponto inicial.

Artigo 2º – A Operação Urbana Centro tem por objetivos específicos:
 
I.    Implementar obras de melhoria urbana na área delimitada pelo perímetro da Operação Urbana Centro;
II.    Melhorar, na área objeto da Operação Urbana Centro, a qualidade de vida de seus atuais e futuros moradores e usuários permanentes, promovendo a valorização da paisagem urbana e a melhoria da infra-estrutura e da sua qualidade ambiental;
III.    Incentivar o aproveitamento adequado dos imóveis, considerada a infra-estrutura instalada;
IV.    Incentivar a preservação do patrimônio histórico, cultural e ambiental urbano;
V.    Ampliar e articular os espaços de uso público;
VI.    Iniciar um processo de melhoria das condições urbanas e da qualidade de vida da área central da cidade, especialmente dos moradores de habitações subnormais;
VII.    Reforçar a diversificação de usos na área central da cidade, incentivando o uso habitacional e atividades culturais e de lazer;
VIII.    Melhorar as condições de acessibilidade à área central da cidade;
IX.    Incentivar a vitalidade cultural e a animação da área central da cidade;
X.    Incentivar a localização de órgãos da administração pública dos três níveis de governo na área central da cidade.

3*** IV – identificar e preservar os eixos histórico-culturais, que são elementos do Território de Interesse da Cultura e da Paisagem e se constituem a partir de corredores e caminhos representativos da identidade e memória cultural, histórica, artística, paisagística, arqueológica e urbanística para a formação da cidade, podendo fazer parte de territórios e paisagens culturais e de áreas envoltórias de bens tombados;

Traços YANG do Céu na Pista y Traços receptivos da Terra - Paz e harmonia em ACORDES

Traços YANG do Céu na Pista y Traços receptivos da Terra – Paz e harmonia em ACORDES

HOJE, 5 de Novembro de 2014, em pleno Dia da Cultura, comparecemos Ana Rúbia – Produtora do Teat(r)o Oficina, Mariano Mattos e Tony Reys – Atores, e minha pessoa, Zé Celso – diretor, ator, autor, uma vez q fomos intimados, no Foro Barra Funda, para nos defender da ação movida pelo Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, Presidente da www. providaanapolis.org.br , pedindo 3 anos de Cadeia pra nós, incursos nos “Crimes contra a Paz Publica e Incitadores ao Crime”

Em 2012 estava em Cartaz no Teat(r)o Oficina a peça ACORDES inspirada no texto de Brecht: A Importância de estar de Acordo.

Cena dos três palhaços em ACORDES, numa interpretação do artista João Lestrange.

Cena dos três palhaços em ACORDES, numa interpretação do artista João Lestrange.

Nós levamos um trecho desta peça – a CENA DOS 3 PALHAÇOS, para apoiar in loco na Praça ocupada, a Greve de Professores e Alunos na PUC, contra a atitude antidemocrática da escolha para Reitoria da PUC, de Ana Cintra, a 3ª colocada no pleito.

Era já o Ocaso do Fundamentalista Bento XVI, sentindo dores, aqui e ali, antes do Papa Francisco ter assumido esta Entidade, emprestando-lhe seu sentimento Franciscano, humanista, modernizador, para a Igreja Católica.

A Cena q fizemos então, inspirada em Autos Medievais de “CircoTeatro” de Praça, influenciaram muito o Teatro no Mundo inteiro, em muitas épocas, em cenas de Paramentação Carnavalesca, DesParamentação, Desmontagem de Entidades. Nunca de Pessoas.

Na PUC fizemos a retirada de uma Entidade Papal Carnavalizada, nunca do ser humano Bento XVI.

Fizemos Arte.

Em outra peça de muito sucesso que montamos de Brecht, estreada no Teat(r)o Oficina em 13 de dezembro de 1968, dia do AI 5, há uma Cena que Brecht criou como ficção, mas que sintetiza a atitude do amigo e apoiador de Galileu, de suas teorias, Papa Urbano VIII, enquanto vai vestindo as Roupas da Entidade: Papa.

No decorrer da sessão nos Camarins do Vaticano, Urbano termina por ceder à pressão do Cardeal Inquisidor; termina por condenar seu amigo Galileu ao Inquérito do Santo Ofício.

No início da Paramentação, ele protesta contra a pretensão do Cardeal Inquisidor de levar Galileu ao Tribunal da Inquisição, defende as teorias do físico. Mas a medida q vai sendo paramentado, vestindo-se de Papa, quando recebe a Mitra Papal… termina a Cena autorizando o Cardeal Inquisidor a chamar Galileu para o Banco dos Réus do Tribunal da Santa Inquisição.

Na cena da peça q Brecht escreveu em 1929 há, ao contrário, uma cena de desparamentação.

Foi esta Cena q foi levada à PUC.

Era quase o fim do Papado Bento XVI. Este logo demitiu-se de uma função sagrada como infalível e divina. Ele mesmo foi o seu grande desmascarador. Ratzinger não se ajustava ao papel de Papa, estava mais para Inquisidor. Papel antes representado por ele no Vaticano É de sua lavra a condenação da Teologia da Libertação no Brasil.

A Arte tem poder, até inconsciente por quem a faz, de previsão mágica no andamento da história; por isso é tão combatida pelos q perderam o bonde de seu tempo e vivem ocultos em armários de onde não saem, pois é onde escondem sua inadequação para os papéis q representam com sua mediocridade.

Os Atores Mariano Mattos Martins, Tony Reis, a Produtora da peça no Teat(r)o Oficina, Ana Rúbia, e minha pessoa, enquanto diretor da Peça, fomos intimados a comparecer hoje, às 14h, ainda em Fase Conciliatória do Rito q precede a Abertura do Processo.

Foi nos proposto o pagamento de um salário mínimo para encerrar-se o processo.

Nossos advogados Fernando Castelo Branco, e Fernanda de Almeida Carneiros, levaram nossa posição:

“Não aceitamos pagar um salário mínimo porque não somos culpados de nada nesta incriminação.”

Então, Rapidamente, o Rito do Processo se abriu.

O PROMOTOR
(pronunciando-se)
“Eu fiquei chocado com o q vi na Internet: vocês usam a Arte, pra se esconder”

(Um Raio atinge a Personagem do Diretor da Peça q não podia abrir a Boca, mas a Fúria Sagrada encontrou seu Espaço mesmo Interditado e o Raio Iluminou o Espaço com uma Luz muito Branca, cegante)

CORIFEU DA MULTIDÃO
(papel q minha pessoa Zé Celso faz em Acordes)
Ninguém se esconde dentro da Arte.
O Sr. está cometendo um Crime de Vilipêndio contra a Arte e incitando um Crime contra a Paz. Eu vou processar o Sr.
Esta cena me lembra de Cacilda Becker no DOPS em 1964, quando foi acusada de ser uma militante do Partido Comunista por ter dito um Poema de Neruda a convite de Jorge Amado.

Claro q não citei a cena toda, mas aí vai parte dela:

CACILDA
Supor que eu sou uma militante disfarçada
é destruir toda a autenticidade
da minha vida proféssional.
Minha carreira sempre foi descortinada.
diante do público: Teatro / militância declarada/
O único partido: o do Teatro.

(cena q faz parte da peça em cartaz: “Walmor y cacilda 64 – RoboGolpe”)

CORIFEU DA MULTIDÃO
A Arte jamais esconde nada, ela entrega, não esconde.
Tudo é permitido, eu me mostro tanto q posso ficar Nu.

Tyazo da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona no Te-Ato pela Paz, na porta do Fórum. Foto Mídia Ninja.

Tyazo da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona no Te-Ato pela Paz, na porta do Fórum. Foto Mídia Ninja.

Minha Fúria de raio foi interrompida, eu não podia mesmo falar.

Mas chego em Casa e vem tudo do raio q me penetrou:

Na Arte nós expomos, somos descaradamente, cruelmente, comicamente, tragicamente francos, abrimos todos abcessos – os nossos e os da liberdade, onde ainda está sendo golpeada.

E isso em todas, absolutamente todas as Artes Humanas e Transhumanas. O Teatro é o lugar do “Anarquista Coroado”. No Teatro, como em todas as Artes, a liberdade deixa de ser relativa e transforma-se na liberdade ilimitada, Total da Vida e do Ato de Viver: Tudo é Permitido na Linguagem dos Artistas, seja ela em q Arte for. Nós, artistas, temos um Língua bem afiada, sempre no passado presente futuro. A Arte é mais q o Duplo da Sociedade, sobretudo da Sociedade de Espetáculos dos Poderes Estabelecidos.

Somos mais q espelhos, somos os q por sua humana saúde libertária transpassamos todos os limites, como no sonho. Misturamos Vida na Arte, na Paz em todos os tons, nos Teatos. Quem pode censurar um sonho e a arte q é epifania, a materialização sutil dos Sonhos, dos Pesadelos, dos Desejos até mais secretos, a revelação e purgacão dos crimes mais sórdidos entre os humanos? Podemos viver “Macbeth” e todos os Tiranos sanguinários sem culpá-los de nada. No Teatro, e mais ainda no Teato, o Crime é Personagem, como no “Crime e Castigo” de Dostoiewiski.

E os Procuradores criminosos q não tem a menor noção do q seja Arte e cospem nela, também são personagens. Procuradores q se escandalizam diante da Internet com a cena q veem, cenas q aconteceram poderosamente na PUC, num momento em q a sorte da Universidade Livre Laica, q tanto atuou a favor da Liberdade durante a Ditadura Militar estava quase sendo destruída com a tentativa de imposição Fundamentalista Católica Apostólica Romana.

Agora alguns querem de volta, em nome da Paz, os Senhores da Guerra. Gente como este Promotor, q nem sei o nome, q no dia da Cultura, 5 de novembro de 2014, não sabem, não tem a menor ideia do q é essa coisa chamada Cultura, muito menos o q chama-se Arte, e por isso querem nos prender por 3 anos numa Cadeia, porque somos livres. Isso acontece neste momento em vários lugares do mundo, e no Brasil especialmente, quando manifestações inspiradas pelos mais medíocres sentimentos como “ressentimento”, “ódio”, “vingança”, pedem a volta da Ditadura dos Senhores da Guerra em nome da Paz.

Ainda somos Livres, porque conquistamos esta Liberdade.

Talvez das Artes, o Teatro, tenha sido a q mais contribuiu para o desapoderamento do Regime Militar.

Ainda q até Hoje, mesmo diante da “Comissão da Verdade”, os velhos do Clube Militar ainda dominem e ocultem informações o máximo q podem.

Fomos torturados como muitos, mas fui preso e torturado com o Celso Lucas, o Cineasta, q depois, no Exilio em Portugal, montou comigo o filme “O Parto”, da Revolução dos Cravos, e filmou comigo a Independência de Moçambique no filme “25”. Nos colocaram um Capuz na Cara quando entramos nos Porões da Tortura no DOPS como tantos outros, torturados, exilados, encarcerados, assassinados.

Quando fui libertado, tiraram meu Capuz, e empurraram um Muro q virou uma Porta, q se abriu para a Zona da “Legalidade”, onde tive de fazer um teatrinho de um interrogatório pacífico, ainda q rondando a sala eu visse os Vodus Sergio Fleury e Nicolau Tuma e depois ficar mais um tempo numa prisão solitária até as feridas de minha tortura cicatrizarem. De lá fui solto, por uma Arte Manha do gênio do cinema novo: Glauber Rocha, q enviou da Europa um telegrama pedindo minha liberdade “assinado” por todas celebridades mundiais daquela época.

Esse esconder-se nunca foi o da Arte.

Enquanto formos livres vamos querer cada vez mais ampliar a grandeza da Liberdade nas Artes, q não tem o q ocultar – falo de onde minha Arte é mais presente, o Teat(r)o, contraceiando com o mundo – tanto o q está aí, quanto o q está na nossa subjetividade, no nosso inconsciente destapado do Boné do Super Ego. Claro, podemos nos esconder no Super Ego e viver todo o sentido q Freud criou pra não nos expormos em épocas como as do nazismo, por nossos excessos de expansão blibidinosa, vital, pra não sermos punidos. Mas nunca fui desta escola. Encontrei-me com Artaud, o curandeiro dos curandeiros do século XX, que através de seu Testamento proibido na França pós Guerra, sua peça radiofônica q encenamos no Oficina – “Pra dar um Fim ao Juizo de Deus” – inspirou os filósofos Deleuze e Guatari a escreverem “O Anti Édipo” e nos libertaram pra sempre desta tirania interna.

Nunca me dei bem com este Super Castrador na minha Cabeça. Em Cacilda !!!!! há uma Cena que o CORO de Antígone, coloca as mãos na cabeça e canta: “Sai Super Ego”, fazendo uma operação cerebral tirando a tampa da cabeça, com as próprias mãos.

Dizer q nos escondemos na Arte pra atuar com nossos crimes é mera projeção dos q vivem em armários e querem nos inculpar de seus próprios crimes.

Todas as Artes lutaram juntas contra sua eliminação na Ditadura Militar e assim passamos, nós artistas, a sermos um Poder diante do Poder dos q se alimentam do Crime maior, mais oposto à Paz, o óbvio – o Poder de fazer a Guerra, a Militarização da Sociedade. Isso acontece ou quando Cultura Humana incomoda, como foi de 1954, depois do suicídio de Vargas à 1964 – Golpe Militar financiado com os Dolarõe$$$ do Pentágono, ou depois, em 1967, quando surgiu a Tropicália no Retorno da Antropofagia, anunciando a grande revolução do “aqui agora” de 68, esganada no AI 5, sobretudo contra os Lugares de Movimentos Culturais.

Acontece também quando o Patrimônio da Nação se encontra mais miserabilizado q as escolas, os hospitais. A palavra Cultura foi castrada no Período Eleitoral em q todo os Direitos Humanos viraram Tabus, e não podiam constar das plataformas dos Candidatos com mais chances à Presidência.

Nestes tempos, na depressão, muitos se entregam pra ser suicidados em Paz ao sonho de submeterem-se ao Militarismo, aqui no Brasil ou no Isis Califado Mundial.

Soubemos sempre ver o que se esconde atrás das máscaras, das balas de borracha ou da bomba atômica, enfim, da Máquina de Guerra, q através dos Militares q se submetem à esta Máquina fartamente, são fomentados pelo Mercado e pela Especulação Financeira do Capital no século XXI.

Aí está o Crime contra a Paz Pública e a incitação ao Crime.

E também nos corpos dos, como os q conheci hoje –Procuradores da Injustiça, q pela incompetência de não aceitar a vida como ela é, tornam-se criminosos, sem nem mesmo saber das artes da revelação franca, contraditória, nada politicamente correta da vida, q afloram quando a Censura e o Terror são eliminados.

O Teatro, como todas as Artes, é uma trincheira da Paz, do reconhecimento do Poder Humano ao vivo sendo exercido a favor das delícias das Artes de Viver na beleza e na Adoração.

Eu hoje não podia falar, mas fui atingido pelo crime do Procurador contra todos nos Artistas Re-Existentes Permanentes na sua mania de liberdade de viver e morrer na loucura da Arte.

“a arte é livre e grande demais
pra ser julgada por nós
pobres mortais”

Foto_Mídia_Ninja

Talvez tenha sido o movimento dos artistas, sejam do jornalismo, do cinema, das artes plásticas, da literatura, do teatro, da música, da dança, das artes de negociação dos movimentos operários, das artes dos roceiros da Terra, no corpo a corpo com a PM, desde sua 1ª Infância depois do AI 5, dos censores, torturadores, q fez com q hoje ainda vigore o fim da censura, a Liberdade da Prática das Artes no Brasil, os Protagonistas na derrubada da Ditadura.

O q aconteceu hoje é um fenômeno deste fim de ano em q agora saem de suas tocas os q pedem novamente o retorno ao Golpe Militar.

Como foi o caso hoje deste procurador, q projetou nas Artes o Crime contra a Paz Pública e incitação ao Crime, querendo nos prender por algo q ele nem sabe o q é. Ele mesmo o Criminoso e o incitador ao Crime.

A Feitiçaria das Artes Livres não é pra ser provocada atoa, e assim, abre o processo q continua e nós todos torcendo pra q seja engavetado.

Zé Celso

SamPã, 5 de Novembro de 2014

CORIFEIA BACANTE
Ió Adora a Paz
Esta deusa adorada dá

CORO
Fartura!

ENTIDADE SOUL IFÁ
Comida dá,

CORO
Juventude!

CANTORA SOUL IFÁ
Pro rico
e pra gente pobre amargurada
inventou alegria embriagada,
da bacaneada
pra se deixar de padecer,
salvou o prazer
Não deixa passar,
detesta quem não quer
viver só delícias
e nos claros dias
e nos cios das noites
bacantes praticantes
sai…

CORO
À caça
à cata na fissura
da mais nova aventura
sempre mais, sempre mais, sempre mais,
mais uma!

ENTIDADE SOUL IFÁ
Sai Broxaria, Sai!

TODOS
Sai!

CANTORA SOUL IFÁ
Dos racioSignos,
orgulho do UniversOtário
Que eu saiba que o melhor
é o que é
mais simples
nessa eu estou
nessa eu vou!

(Atira-se sobre a Multidão se dando toda)