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Arquivo mensal: dezembro 2014

AMADOS AMANTES DO TEATRO

 

NÓS TECNO ARTISTAS MULTIMEIOS DO TEAT(R)O OFICINA UZYNA UZONA
A PARTIR DESTE  NATAL NA TERRA MERGULHAMOS  NO DESCANSO DE GUERREIRA(O)S ATÉ O CARNAVAL D 2015

EM FEVEREIRO RETORNAMOS  PARA ENSAIAR NOSSA ALA NO DESFILE  NA ESCOLA DE SAMBA NENÊ DE VILA MATILDE  NO SAMBA ENREDO : ‘MOÇAMBIQUE A LENDÁRIA TERRA DO BAOBA SAGRADO’

NOSSA PAIXÃO TANTO PELA NENÊ  QUANTO POR  MOÇAMBIQUE NOS INSPIRA PRAS PROFUNDAS MUDANÇAS A SEREM DESCOBERTAS POR NÓS MESMOS PARA 2015

O CARNAVAL ABRE NOSSOS NOVOS CAMINHOS

ODISSEIA CACILDAS TROUXE PARA NÓS E PARA O PUBLICO SACAÇÕES Q  SOMENTE JORNADAS CONTINUAS TEATAIS EPIFANICAMENTE REVELAM

ODISSEIA  EXIGIU GRANDE REPOUSO, MAS NOS APONTOU NOVOS CAMINHOS PARA O ANO DE 2015, ANO DA CABRA, DA ARTE NO HORÓSCOPO CHINÊS

EM Q DESEJAMOS NOS TRANSMUTAR PROFUNDAMENTE

MAIS UMA VEZ

NA SABEDORIA CARDÍACA

DE NOSSA ARTE 

DEPOIS DESTA PAUSA SOLAR SABEREMOS ENFRENTAR ESTE MOMENTO HISTÓRICO, O DE MAIOR DESIGUALDADE ECONÔMICA ENTRE A FAMÍLIA HUMANA E, CONSEQUENTEMENTE, O DE MAIOR DESPREZO POR NOSSA ARTE MILENAR

22 COMPANHIAS TEATRAIS, AS MAIS CRIADORAS, JOVENS E RADICAIS NA BUSCA DA VITALIDADE URBANA DO TEATRO, ESTÃO AMEAÇADAS DE DESPEJOS PELE ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA

MAS SÃO NESTES MOMENTOS Q NOSSA ARTE DESPERTA SUA ENERGIA HUMANA REGENERADORA PRA TODA A ESPÉCIE HUMANA AMEAÇADA DE EXTINÇÃO

A PARTIR DE TODAS AS DIFICULDADES, TABUS COM A VIDA E O TEATRO, ENCONTRAREMOS NA NOSSA PAIXÃO PELAS JOVENS MULTIDÕES DE TODAS AS IDADES Q AMAM ESTA ARTE E Q NESTE ANO QUE PASSOU ESTIVERAM ATUANDO CONOSCO; IREMOS ENCONTRAR O Q É PRECISO PARA RESSEMEAR O TEAT(R)O EM 2015 COM UM JAMAIS VISTO ENTUSIASMO

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NATAL NA TERRA 

quando iremos

quando iremos
além das praias
e dos monte
saudar o nascimento do trabalho novo
da sabedoria nova
a fuga dos tiranos
fuga dos demônio
o fim da superstição
adorar
os primeiros
os primeiros
o Natal na Terra
o Canto do Céus
a Marcha dos Povos
escravos
não amaldiçoemos a Vida!escravos
não amaldiçoemos a Vida!
SAMPÃ
TROPICO DAS CABRAS 
NATAL
VEM, DOIS MIL E KISS ME!
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Este texto fiz a partir de 5 perguntas do jornalista Rafael Gregório:

1ª – Zé Celso, gostaria de saber quando e como você conheceu a Lina Bo Bardi.

Conheci Lina Bardi, q tem o mesmo nome de minha mãe, três vezes:

1ª) Quando rapaz, ainda em Araraquaraví, na Revista Casa e Jardim, com a foto da “Casa de Vidro”, seu 1º Canto do Brazyl para o Mundo, um Manifesto de Arquitetura Ecológica em forma de sua   própria casa, erguida no cume de uma Floresta para o Universo. Decidi, na época, até ser Arquiteto. Comecei a desenhar plantas e estudar esta Profissão – pra mim, uma Grande Arte.

2ª) Depois, quando fui ao Rio em 1962, pra negociar os direitos de “Um Bonde Chamado Desejo”, de Tenesse Willimans, pra montar no Oficina. Quem detinha estes direitos era Martim Gonçalves, diretor da “Escola de Teatro da Bahia”. Eu havia me apaixonado por essa Escola, só de ouvir falar dela. Lina era o braço esquerdo de Martim. Os dois estavam ceando numa Boite gostosa de Copacabana e Ela apaixonou-se por minha caretice de jovem cabaço. Eu, muito tímido, vestia um terno com colete, usando na lapela do paletó uma balancinha dourada da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde tinha me formado. E mais, segurava um Guarda Chuva. Permaneci de pé, ela sentada langorosamente num sofá vermelho comendo um Carpaccio. Parou de comer, me lançou de baixo pra cima seu olhar de ACCHILLINA. Fui tomado por um tremor diante da beleza daquela mulher.
 
3ª) Na 3ª vez, depois do Ai 5, em 69, Glauber Rocha insistiu comigo pra q trabalhássemos juntos. Ela veio fazer a “arquitetura urbana cênica” , como ela dizia de seu trabalho criador em “Na Selva das Cidades” , do Jovem Bertolt Brecht. A partir daí nasceu um Grande Amor&Criação q até hoje está vivo. Procriamos muito!

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E ela me contou do nosso 1ª Encontro. Quando o Living Theatre veio trabalhar no Brazyl, a convite do Oficina, Ela queria porque queria q eu fosse me encontrar com eles, nos trabalhos, com o Guarda Chuva, de Terno, Gravata, Colete e com a balancinha da Faculdade de Direito na lapela, pra escandalizar o Living. É porque eles vestiam trajes hippies: Julian Beck e Judith Malina vestiam-se de Preto, e o elenco desfilava com encarnações de Cleopatra y outras entidades celebridades no Bairro do Bixiga. Foi quando ela me passou a percepção de ter fixado a Imagem de nosso 1º Encontro Corpo á Corpo em 1962.

2ª – Como foi que nasceu a ideia de ela projetar o teatro? Ouvi que houve várias versões até chegar na última, que foi construída.

Desde” O Rei da Vela” & “Roda Viva” , respectivamente de  Oswald de Andrade e Chico Buarque. Pra mim essas duas peças passaram a ser uma só. Um Coro de Jovens Pagãos de 68 tomou de assalto o teste pra 4 backing vocais no Musical de Chico. Eu dirigia esta magnífica peça e decidi ficar com todos. Eles não faziam diferença entre Palco e Plateia, Atores y Público. Tocavam nos Corpos das Pessoas como no Carnaval e no Candomblé. A partir daí nosso trabalho pedia uma transformação radical no 2ºTeatro Oficina de Flavio Império e Rodrigo Lefréve. O anterior era um Teatro Sanduiche com duas plateias confrontando-se, como viria a ser o SESC Pompéia de Lina Bardi. Foi criado pelo Arquiteto Joaquim Guedes e incendiado por grupos paramilitares em 1996.

Cobra Grande no cartaz de Na Selva das Cidades

Cobra Grande no cartaz de Na Selva das Cidades

Quando fomos fazer “Na Selva das Cidades”, o Minhocão ou “Elevado(?) Costa e Silva” , a ser construído, estava dividindo o Bixiga como um Muro de Berlin, demolindo árvores, casas, entre elas a de meu avô, q morava em frente onde hoje é o Oficina. Lina foi criando com aquelas destruições. Criamos um Rink de Box diante das Arquibancadas de Cimento do Teatro Brechtiano q eu mesmo tinha proposto a Flávio Império para q assim fizesse, com Poltronas Azuis estofadas. No palco, Lina criou uma Arquibancada com Madeira de segunda. Colocou de lado uma Máquina Enorme q vomitava Cimento.

Lá os Ingressos eram mais baratos q nas Poltronas Azuis. A peça trata de uma Luta entre um Bilionário Chinês: Shilink, que deseja comprar a opininão de um jovem q trabalha numa livraria. Garga, o balconista, se recusa a vender o q pensa. Então, inspirando nos ataques recentes na época, a “Roda Viva” pelo CCC e depois pelo 3º Exército em Porto Alegre, fazíamos os Gangster do Seu Shilink destruir toda a Livraria. Taboas e livros voavam pelo ar. Lina criou até uma proteção de redes de arame pro Público. Muitos Rounds se seguiam. Num dos momentos mais belos, Lina, com os Maquinistas dirigidos pelo belíssimo Cid (q Lina chamava com um grito de quebrar cristais, CÍÍÍD!!!!), enormes Toras das Árvores derrubadas para construção do Minhocão entravam em cena, dependuradas em uma dupla fila de fios de aço, para um Round chamado ironicamente de “Área Verde”. A Cena acontecia e no final todos os troncos caiam desmaiados.

Em 1969, São Paulo era um Deserto de Canteiro de Obras de Destruições do Pouquíssimo Verde, de Belas Vilas q existiam na Capital do Capital. No último Round as personagens de Garga e Shilink, numa última tentativa de comunicação, arrancavam as taboas do Chão da Cena até se chegar à Terra da Rua Jaceguay 520. Lina dizia, tocando a Terra: “aqui estão Os Sertões do Teat(r)o Oficina”. Íamos encenar juntos o Livro de Euclides, mas encenei sem ela, que morreu um ano antes da Inauguração de sua última Obra de Arte: o Teat(r)o Oficina, Terreiro Elektrônico.“Os Sertões” aconteceram anos depois, na montagem do Oficina Uzyna Uzona em 2002.

Fomos, em 1970, fazer juntos o filme “Prata Palomares”, de André Faria, em Florianópolis. Ela fazia a Direção de Arte e eu reescrevia o Roteiro do filme. Fomos ver juntos uma locação para este filme, num “Terreiro de Candomblé”. Era bem estreito, como é oTeat(r)o Oficina hoje. Ela sacou: “vamos fazer o Terreiro Eletrônico do Teat(r)o Oficina assim”. Depois a Poeta Catherine Hirsh escreveu: tem a estreiteza de uma crista de gilette, de um arame de Funâmbulo”.

O Teat(r)o Oficina era invadido muitas vezes pela PM, criada pela ditadura Militar em 1968, depois do AI5, y mesmo durante a ABERTURA.

Estávamos num beco sem saída, em todos os sentidos metafóricos possíveis. Encontrei pela 1ª vez na vida com o Fotógrafo Celso Lucas numa noite, no Teat(r)o Oficina; tomamos um Ácido Lisérgico Perola Negra e percorremos todo espaço do Teat(r)o. Topamos com a Parede do Beco Sem Saída. Nos demos as mãos, desenhamos um Círculo na Parede e no centro demos um murro com nossos dois punhos juntos. Fomos pegos por um barravento e atravessamos viajando a parede do beco, e vimos q existia um Espaço do outro lado, nos chamando pra sair do Beco.  Imediatamente fui à “Casa de Vidro”, contei a Lina o q tinha se passado. Ela replicou: “Eu não sou bruxa, não atravesso, mas quebro paredes, sou Arquiteto.”

Na Abertura, voltamos do Exilio; a 1ª coisa q fizemos foi quebrar a parede de Arcos Romanos do andar superior e vimos, extasiados: Um Teatro Grego! Pronto!

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No dia 24 de Agosto de 1980, apresentamos publicamente no Oficina o 1º Risco feito por Lina Bardi e Marcelo Susuki, q criava o “Chão de Terreiro, dando pras Catacumbas de Silvio Santos”, apontando o “Teatro de Estádio.” Lina e Marcelo Susuki fizeram uma Maquete do Projeto, já com o Teatro de Estádio.

Quando o Grupo Silvio Santos quis comprar o Teatro Oficina do antigo proprietário, veio um movimento enorme liderado por artistas, público e jornalistas para q o Oficina não fosse engolido pelo “Baú da Felicidade”.

“O Tombamento do Teatro Oficina” pelo Condephaat Presidido pelo Geógrafo Poeta Aziz Ab Saber. Naquele ano Aziz tombou também a Serra do Mar na Juréia, na gestão do Pianista João Carlos Martins na Secretaria Estadual da Cultura, com o Laudo brilhante de Flávio Império. Este se baseava na constante mutação do espaço: “Cada peça, um Teatro”. Assim justificando revolucionariamente este tombamento q teve sua publicação oficial no Diário Oficial do Estado de SP em 1983. A seguir, em 1984, Montoro e seu secretariado do antigo PSDB, partido então de Centro Esquerda, desapropriou o Teat(r)o Oficina. Estes dois Atos dos Governos do Estado de São Paulo foram realizados explicitamente para q o Oficina não fosse vendido ao Grupo Silvio Santos, assim como para que nossa Companhia Permanente de Artistas e Técnicos continuasse o cultivo de seu Espaço com nossos Rituais de Arte Teat(r)al Multimídia.

3ª – Qual a maior beleza do Oficina, em termos arquitetônicos, na sua visão, passados tantos anos de convívio com o lugar?

A Beleza do namoro apaixonante, fecundo, procriativo, constante entre nós atuadores y o lugar que re-criado. Lina Bardi y Edson Elito foram inventando de acordo com o movimento dos trabalhos da Companhia, esta Arquitetura Urbana Ecológica. Espécies vivas estavam y estão sendo exterminadas, sobretudo a Espécie Humana, um ser em extinção, automatizado pelas religiões monogâmicas, pelo Mercado, pelas ditaduras militares e os 1ºs governos democráticos nascido do acordo fajuto com os litares.

O Teat(r)o Oficina de Lina tem sido um lugar orgânico onde a Arte Teat(r)al  trabalha a ecologia do retorno à força viva do Phoder Humano, interferência do ser humano, trans humano, animal, vegetal, com ou sem o cimento vivo. O Ator&Atriz  usa máscaras pra desnudar-se e sentir seu Phoder contraditório. Na Rua Jaceguay 520, o Teato vira um ritual cambiante, permanentemente, diariamente, faça chuva, faça sol, com as pequenas multidões que nele vem atuar conosco, pra renovar as energias combalidas, na força do Rito Corpóreo. Lina e Edison Elito vibraram na sintonia com o fruto do cultivo de gerações e gerações.

Desde 1958, humanos atuaram e vieram atuar conosco, nas terras sagradas da Rua Jaceguay 520. Gerações q me plugaram e em quem me pluguei.

A própria natureza serviu-se de nossa“fantasia humana”,  nossa história ancestral retornada pelo Antropófago Oswaldo de Andrade, grande amigo de Lina.
 
A Burocracia q rege a “Proteção” do Patrimônio do Estado de São Paulo, no CONDEPHAT, não entende que o Patrimônio Cultural é aquele q é realizado por seres humanos: cérebros, corações, pavios, mãos. A Arquitetura dos vários Teat(r)o Oficina vieram dos Artistas, Técnicos, Pessoas e das Pequenas multidões humanas q chamam de ‘Publico.”

No Governo do Estado do Estado de São Paulo, falta de percepção, da inteligência da Riqueza Cultural q tem nas mãos: o Teat(r)o Oficina; sobretudo os Artistas q, juntos, o cultivam – e a seu Entorno Tombado pelo IPHAN onde já estamos por Comodato dado pela Pessoa de seu proprietário: Silvio Santos. Agora, neste momento pós eleições, exatamente nestes dias, estamos a ponto de realizar a Troca do Terreno d Silvio Santos por outro do mesmo valor em SamPã, numa Região onde o Plano Diretor de São Paulo aprovou para a Exploração Econômica.

Estamos caminhando, então, para a parte mais Urbana e Cósmica da Criação da Complementação do q foi projetado pela Centenária Lina Bardi. Este lugar, o 3º “Teat(r)o Oficina Terreiro Eletrônico“ penetrado pela Rua Lina Bardi , nome q demos à Pista de nossas Encenações, onde se engole o Universo e a Cidade através do Janelão de Vidro, do Teto Móvel.

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Não é uma expressão retórica, “engolir o Universo”. Temos buscado sempre o Ator&Atriz&Artistas q percebam, vivam o Universo dentro de seus Corpos, girando com a Estrela Errante: a Sol. Sintam: estou atuando, olho pra cima, topo com uma Estrela e imediatamente ela me reenergiza, passa a ser uma personagem a mais q me penetra e acende na interpretação q trago pra Cena.

Assim como engolimos e somos engolidos pela Cidade, os ruídos constantes das sirenes dos Carros da PM, os carros no Minhocão, q não são somente visíveis, como passaram a ser nosso Mar Urbano nos inspirando.

O Janelão de Vidro passou a ser nosso Duplo: é um Espelho q Projeta a Encenação de dentro para o Terreno Terreiro de Nosso Entorno. Nas Encenações desde “Ham-Let”, ”Mistérios Gozozos” d Oswald,  “Pra dar um Fim no Juizo de Deus” de Artaud ,”Ela” de Jean Genet  “Boca de Ouro”de Nelson Rodrigues, a “Odisseia Cacildas” escrita por Zé Celso & Marcelo Drummond, reescrita nos anos q foram encenadas pelo Elenco de Atores Atrizes Artistas Plásticos, Arquitetas, Figurinistas, Contra Regras, MultiMídias, Musicxs, assim como as 6 Partes de “Os Sertões”, ”Taniko: Nô Japonês”, ”Acordes” de Brecht, “Bacantes-Rito da Origem do Teat(r)o” , “O Banquete” de Socrates&Platão,  “Os Bandidos” de Shiller,  ”Macumba Antropófaga”.

A Diversidade destes Rituais Teatais foram inspiradas e inspiradoras, na vida criando, permanentemente, mais vida neste Espaço Único no Mundo, já contemplado com vários prêmios internacionais. O lugar recebeu e deu a artistas seres humanos uma inspiração incessante nestes mais q vinte anos de sua existência. Estes, por sua vez, foram atuados pela Liberdade do Espaço. É um misto de Terreiro de Candomblé, Pista de Sambódromo, Estúdio de Cinema, Locação da Natureza. E convida os seres vivos a transmutá-lo sem destruir, como Lina dizia: sua Arqueologia Urbana Estrutural, sua expansão na – e da – Natureza.

Lina chamava esta Obra de Arte Sempre Viva: ”Teatro Pé Na Estrada”.

Hoje vejo fazendo Parte das Malhas das Ciclivias de SamPã. As Obras Completas de Lina Bardi são devoradas em todo o mundo q vai em direção contraria à “Ordem e Progresso = à Repressão dos RoboCops da PM e TORRES”, cada vez mais estupidamente feias, caixotes amontoando-se sobre caixotes.

Lina já tem seu Centenário sendo celebrado em muitos lugares da Terra. Ela e Hélio Oiticica são os artistas dos que caminham aqui agora, na utopia já nos Corpos desColonizados nesta Era de Recolonização do Teatro de Espetáculo$ do Mercado e da Especulação Finaceira, irmã da Burocracia Stalinista, rediviva.

Este Teat(r)o é um Tabu na Metrópele de São Paulo. Há uma linha de certos “donos” de Lina e de jornalistas q os apoiam, que omitem stalinistamente o Teat(r)o Oficina. Desvalorizado pelos q fingem, neo-colonizadamente, negar nossa Existência, e q tramam agora o assassinato cultural deste lugar.

Dia 5 de dezembro, Centenário de Lina, vamos criar no Teat(r)o Oficina e seu Entorno Tombado um Rito Teatal Peripatético Multimídia com FOCO na contribuição milionária de Lina Bardi para o Teatro Mundial. Linhas escritas por Lina, Obra Teatrais d’Ela, no Oficina e fora dele, percorrendo várias Estações referentes às suas Obras Primas. Neste dia-noite, vamos estar em sintonia virtual com a Expo das Obras Completas de Lina em Munique, e outros lugares da Terra. Vamos virar do avesso o Tabu que a burguesia sem charme algum destes tempos tenta nos impingir. A maior glória q vivemos é ter essa burrice de burgueses, pequenos burgueses, burocratas, especuladores de SamPã, nos demoniando. Essas pessoas também são sagradas, pois nos aponta caminhos pra uma nova DesLobomização Descolonizadora de SamPã. Afinal, todos fazem parte desta famíla humana dividida: os q vivem pra representar com suas Po$es na Sociedade do Espetáculo, e os que vivem o instante presente, fora e dentro de Cena.

Neste dia será apresentado o Video-Filme q teve início em “Um Ônibus Chamado Lina”. O Oficina Uzyna Uzona percorreu num dia todas obras de Lina em SamPã, numa Acumpunctura Urbana. A Curadoria do MASP, na época, início de 2014, não nos deixou entrar; mas agora caiu. Lá deixamos no Vão Livre uma das agulhas. Mas hoje, graças à nova Curadoria de Adriano Pedrosa, os Cavaletes de Vidros para os Quadros dos Grandes Pintores estão retornando, exatamente por não seguirem os Padrões dos Museus do Mundo. E mais, para estarem todos reunidos numa Orgya da Pintura Mundial. Quadros de todas as épocas e lugares, contracenando-se entre si.

O q virou o Auditório do MASP e esconde um dos Teatros mais luxuosos de Lina, inspirado em Antonin Artaud, caminha para ser finalmente revelado ao Mundo. Lina projetou uma Ferradura de Cimento luxuosa e vivamente Armado, encontrando-se com um Palco. No centro estariam, em vez do Carpete e das Poltronas atuais, Cadeiras Giratórias para o Público. A ação cênica dos Atuadores pode acontecer nas Passarelas de Cimento e no Palco, e mesmo entre o Público sentado nas Giratórias. É uma exaltação ao cimento vivo, como terra cênica. A grandeza da obra original, nestes anos, foi escondida por um auditório como Lina Bardi comentava: ”auditório de coleginho de freiras, nunca mais vou pôr meus pés lá”.

Mas essa nova Curadoria do MASP dará, certamente, mais este Presente no aniversário dos 100 anos da amada AccuilLina.

4ª – Por que não há outras mulheres tão grandiosas na arquitetura quanto Lina?

Aí você se engana; há muitas mulheres e homens neste momento, em muitas partes da Terra, escolhendo a direção do “Pé na Estrada” de Lina. Só no “Teatro Oficina Uzyna Uzona” há duas Excepcionais Arquitetas Urbanistas: MariliaGelmeister & Carila Matzenbacher. Elas trabalham com a Complementação do Projeto de Lina para o Oficina e seu Entorno, embarcando nos Corredores Culturais do Bixiga, nas Malhas das Ciclovias até a Chácara do Jockey Club e também nas encenações das Peças Ritos q criamos. Como Lina detestava a palavra Cenografia, assim como faz o Teatrão de Palco Italiano, criou a palavra “Arquitetura Cênica” para cada peça.
A Partir deste texto começamos no Brazyl e no Mundo a trazer  para o dia 5 d Dezembro o incomensurável valor Terráqueo de Lina Bardi para o  Teat(r)o. Seu trabalho na Arquitetura Cênica tem o mesmo valor de todas suas Obras, assim como as linhas bem humoradas, mas severamente contundentes, q deixou por escrito.

5ª – Iam a restaurantes, bares, praças, cinemas, teatros?

O tempo q passamos juntos, trabalhando, criando, bebendo, comendo, dançando, aconteceu sempre entre a “Casa de Vidro” e os “SETS”, os in loco em q criamos. Seja no Oficina y no Teatro Ruth Escobar – “Gracias Señor” em SamPã, ou no Rio, no Teatro Tereza Rachel, ou na Ilha toda de Florianópolis.

Hoje, eu, vermelho ariano, estou totalmente concentrado em Lina, lendo principalmente as muitas linhas q Lina deixou, absolutamente contemporâneas, me preparando assim pro Rito d seu aniversário sagitariano no dia 5, sexta-feira; vão emergir muitas revelações…
 
SamPã, 2 de Dezembro de 2014
 
José Celso Martinez Corrêa
melhor: O Zé”,
como me chamava a amada e etherna Lina

Maquette Lina Bardi y Marcelo Susuki, 1980. Teatro de Estádio; à direita, Oficina c/ camarins abertos pra Cidade y Universo.

Maquette Lina Bardi y Marcelo Susuki, 1980. Teatro de Estádio; à direita, Oficina c/ camarins abertos pra Cidade y Universo.

Plano aéreo: Maquete Lina y Marcelo Susuky do Teat(r)o Oficina; ao fundo, Teatro de Estádio, vindo da Rua Santo Amaro até a Abolição. A construção do lado é de uma Villa antiga, q Lina gostava muito e q quis incorporar ao Teat(r)o Oficina (mas q foi demolida pelo Grupo Silvio Santos).

Plano aéreo: Maquete Lina y Marcelo Susuky do Teat(r)o Oficina; ao fundo, Teatro de Estádio, vindo da Rua Santo Amaro até a Abolição. A construção do lado é de uma Villa antiga, q Lina gostava muito e q quis incorporar ao Teat(r)o Oficina (mas q foi demolida pelo Grupo Silvio Santos).

Lateral com os camarins abertos para a Cidade e pro Universo.

Lateral com os camarins abertos para a Cidade e pro Universo.

Rasante, incluindo a casa que foi demolida

Rasante, incluindo a casa que foi demolida

Rasante de quina com um deck que seria construído no telhado dando para um Belvedere para o Estadio, do qual se vê os degraus da arquibancada

Rasante de quina com um deck que seria construído no telhado dando para um Belvedere para o Estadio, do qual se vê os degraus da arquibancada

Plano geral do estádio vindo da rua Santo Amaro até a Abolição

Plano geral do estádio vindo da rua Santo Amaro até a Abolição

Plano aéreo: o Teatro e o Teatro de Estádio + a casa que foi demolida

Plano aéreo: o Teatro e o Teatro de Estádio + a casa que foi demolida

Em 1990, enquanto íamos criando as 900 páginas desta Odisseia, ainda não totalmente encenada, Walmor Marcelo Drummond e eu, Zé, fomos encontrando, na VidaArte teat(r)al de Cacilda Becker, a desconhecidíssima história das gerações que nos antecederam, quer dizer, a história de nossa própria vida no teatro, mergulhada na phoderosa y TragiCômicOrgiástica história da humanidade de todos os tempos.
 
Como diretor, nunca levei meus textos da “Odisseia Cacildas”. Nos ensaios ouço phalas, sons, palavras, embriões cantados, musicais, gestos, luzes, objetos cênicos, interpretações cambiantes dos q vão atuar, e aos poucos a obra do papel vai ganhando os Corpos dos Cyber y Atuais Tecno Artistas, como uma peça sempre ethernamente contemporânea, em obras mutantes permanentes, sempre…
 
Vem o nascimento d’Ela na apostada em cena; depois, em cada bloco de tempo em q ela é esculpida na nossa carne pela carne do tempo.

Agora, 10 dias, 5 peças vezes 2, como o preço do ingresso Bancado pelo Banco Itaú 2 vezes, Itaú Cultural: R$2, 2(duas) Cacildas Protagonistas: Sylvia Prado y Camila Mota, 2 Cellos, dois Sopros, “Odisseia Cacildas” estreando a dia 12 d 12.

Mas desde a véspera do dia 5 já dedicada a Celebrar nosso 2, nosso Duplo: AcccuilLina Bardi, a Outra Cacilda, criadora do berço q concebeu, pro nascimento desta e muitas Odisseias Teatais: o Teat(r)o Oficina Terreiro Elekrônico, Obra de Arte tão Gêmea Viva da CosmoPolítica RITUAL q praticamos em nossas peças, q ficamos pasmos; Lina é mesmo uma Gêmea e q tem nos surpreendido sempre. Uma Arquitetura Urbana Teat(r)al ainda sendo completada, sempre viva y querendo mais vida.

Agora, o Mistério desses 15 dias, contando as pausas de descanso, meditação y nem sei o q mais. O q é?

Mais q nunca cabe ao Teatro quando é vivido com o público dessa maneira noturna radical, revelar com q energia poética, criadora, vital, nossos corpos vão atravessar essa Era q está berrando brutalmente a nossa frente, Era q já Éra. Começou tão mal, com o Espetáculo da Indignação Hipócrita diante da Corrupção essência do Capitalismo, anunciando cortantes ajustes fiscais cantados por Corais d’Ódios y Ressentimentos Reai$ Orquestrados em Magnificats, entoando um só mantra: “Vão pra Cuba q os pariu?”

Tem a ver. Teatro, quando é mesmo valioso, é rhealmente uma Cuba, Libre, Cuba Libre, com Coca Cola, Rhum y Santería, com Bloqueio Americano Caído a la Muro de Berlin dos Trópico. Aí me inPÍro mais ainda, quanto mais ouço esses mantras, pra esta Odisseia Tropical do teatro antropófago descolonizado, no desprezado cú do mundo Brasil, q eu, ao contrário, cobiço tanto!

5 peças, 2 vezes encenadas, 2 vezes em forma de uma peça só, totalmente nova no Juízo Final do Fim do Juízo no fim do ano de 2014.  Esse Back Ground me leva a descobrir agora, porque chamamos o q vamos fazer d “Odisseia Cacildas”.

O tempo pouco q atualmente gira mais rápido pros humanos não deu pra refazermos “Cacilda!” y “Cacilda!!Estrela Brazileyra a Vagar”. Sofri com isso.

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CACILDA! – Bete Coelho e Marcelo Drummond

 

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CACILDA!!! GLÓRIA NO TBC – Camila Mota e Marcelo Drummond (foto Jennifer Glass)

WALMOR Y CACILDA 68-AQUI AGORA - Sylvia Prado e Marcelo Drummond (photo Jennifer Glass)

WALMOR Y CACILDA 68-AQUI AGORA – Sylvia Prado e Marcelo Drummond (photo Jennifer Glass)

  3 momentos da ODISSEIA

1969. Esperando Godot.
No intervalo Cacilda tem um aneurisma e não volta pro segundo ato.
40 dias em coma.
No delírio de Robespierre, o Etherno Retorno.
O barbante não tem fim.

 

É q o Mundo, o Brazil, nós,estamos muito esquisitos
E o Teatro, como está? Assim:

Amanhã vamos na Audiência Pública na Assembleía Estadual, em torno do despejo do “NÚCLEO BATOLOMEU” o maior vexame em cima da ARTE TEATRAL em 2014.

Devia ser Premiado.

Este século 21 vive em seu início, sem exagero, um dos momentos de maior desprezo por esta arte multimilenar do Teatro q é o mesmo menosprezo q se sente pela vida intensamente vivida ao vivo das pessoas humanas, quase uma das muitas espécies em extinção.

No século 21, Vinte e uma Companhias de Pessoas da Arte Teatral, fecundadores de nossa Metrópole Enfartada pela Voracidade Descancarada do Espetáculo Boçal da Especulacão Financeira atualmente em Cartaz, estão na mesma situação do NÚCLEO BATOLOMEU: ameaçados por ações de Reintegração de Posse.

Nessas circunstâncias, essa “ODISSEIA CACILDAS”, reunindo um povo de mais de 60 pessoas (atrizes, atores, cantrizes, stage menager, contra regras, dançarinos, iluminadores, cineteatrógrafos, arquitetos, imagistas, maquiadores, camareiras, músicos, figurinistas, tradutoras, criancinhas, produtores, faxineiras, porteiros, administradores – tudo isso, em si, já é absurdo, impensável nos dias de hoje) faz desta “ODISSEIA CACILDAS” um Ato Cultural atrevido demais neste instante de 2014.

Muitos guardam silêncio por estarem perplexos, com os recentes acontecimentos. Nós vamos ter também silêncios vividos com a respiração das pessoas dos públicos, sons, palavras mantras, imagens q vão trazer a todos o q é função do teatro: trazer a alma deste tempo renovada, mágica e concretamente impulsionando a ação além do bem e do mal em um Toca em Frente q faz parte do destino do Circo Teato.

O material produzido é precioso, fértil como o que Ronda. Tudo é vivido em cena:
Cacilda, Walmor, Celi, Tônia, TBC, Berrini, PM, Robocops, prisões de manifestantes, despejos de teatros, Creontes Corruptos de todas os Phodere$ do Mundo e daqui da Capital do Capital.

Esse mergulho final, ao mesmo tempo inicial, marca uma pausa d pelo menos 2 anos na produção pelo Teat(r)o OficinaUzynaUzona da continuidade desta “ODISSEIA CACILDAS”. Há textos a serem montados, mas no futuro; agora, a obra viva da Atriz Matriz vai nos levar a sintomatizar o q fazer em 2015. Sobretudo no seu Final, às 2h30 da Tarde do dia 23 de dezembro, dia dos 27 anos de Ethernidade de Luis Antonio Martinez Corrêa, o Grande Humano Bicho de Teatro q tem sido sempre o descobridor, ao Sol deste dia de Amor Bruxo, do q vamos fazer no ano seguinte.

Saio da “ODISSEIA CACILDAS” só querendo A Mar Quente do Nordeste Amado pra meu urgente descanso de guerreiro exausto.

Ah! Seria lindo se a maioria viesse de Bike.

Estamos batalhando com o Marketing do Banco Itaú y amanhã começo a buzinar na Secretaria Municipal da Cultura: a construção de um  BICICLETÁRIO PRA TODOS.

É nosso desejo, nesses 15 dias, criarmos um acontecimento com o q está mais faltando neste Brasil esquisito, com muita gente apostando em seu fim Brasil. Está faltando, repito:  CULTURA VIVA NA CENA Y COM OS Q PODERIAM VIR AO OFICINA, PELO CHÃO D SAMPÃ, NESSA IMENSA CICLOVIA NATURAL Q NOS LEVA À CHÁCARA DO JOCKEY CLUB NA ERA Q ENGOLE A JÁ ERA DA PETRÓLEO.
 
Zé Celso
 
Véspera do Centenário de
Accuil Lína Bardi

VIVA!!!!!!!!!
 
SamPã Paraíso, 4 d dezembro Azul Sagitário de 2014
 
Flayer_Odisseia_Cassildas