ODISSEIA CACILDAS PRA DECIFRAMOS JUNTOS NA VITAL TEATRALIDADE O BRASIL 2014 pra 2015

Em 1990, enquanto íamos criando as 900 páginas desta Odisseia, ainda não totalmente encenada, Walmor Marcelo Drummond e eu, Zé, fomos encontrando, na VidaArte teat(r)al de Cacilda Becker, a desconhecidíssima história das gerações que nos antecederam, quer dizer, a história de nossa própria vida no teatro, mergulhada na phoderosa y TragiCômicOrgiástica história da humanidade de todos os tempos.
 
Como diretor, nunca levei meus textos da “Odisseia Cacildas”. Nos ensaios ouço phalas, sons, palavras, embriões cantados, musicais, gestos, luzes, objetos cênicos, interpretações cambiantes dos q vão atuar, e aos poucos a obra do papel vai ganhando os Corpos dos Cyber y Atuais Tecno Artistas, como uma peça sempre ethernamente contemporânea, em obras mutantes permanentes, sempre…
 
Vem o nascimento d’Ela na apostada em cena; depois, em cada bloco de tempo em q ela é esculpida na nossa carne pela carne do tempo.

Agora, 10 dias, 5 peças vezes 2, como o preço do ingresso Bancado pelo Banco Itaú 2 vezes, Itaú Cultural: R$2, 2(duas) Cacildas Protagonistas: Sylvia Prado y Camila Mota, 2 Cellos, dois Sopros, “Odisseia Cacildas” estreando a dia 12 d 12.

Mas desde a véspera do dia 5 já dedicada a Celebrar nosso 2, nosso Duplo: AcccuilLina Bardi, a Outra Cacilda, criadora do berço q concebeu, pro nascimento desta e muitas Odisseias Teatais: o Teat(r)o Oficina Terreiro Elekrônico, Obra de Arte tão Gêmea Viva da CosmoPolítica RITUAL q praticamos em nossas peças, q ficamos pasmos; Lina é mesmo uma Gêmea e q tem nos surpreendido sempre. Uma Arquitetura Urbana Teat(r)al ainda sendo completada, sempre viva y querendo mais vida.

Agora, o Mistério desses 15 dias, contando as pausas de descanso, meditação y nem sei o q mais. O q é?

Mais q nunca cabe ao Teatro quando é vivido com o público dessa maneira noturna radical, revelar com q energia poética, criadora, vital, nossos corpos vão atravessar essa Era q está berrando brutalmente a nossa frente, Era q já Éra. Começou tão mal, com o Espetáculo da Indignação Hipócrita diante da Corrupção essência do Capitalismo, anunciando cortantes ajustes fiscais cantados por Corais d’Ódios y Ressentimentos Reai$ Orquestrados em Magnificats, entoando um só mantra: “Vão pra Cuba q os pariu?”

Tem a ver. Teatro, quando é mesmo valioso, é rhealmente uma Cuba, Libre, Cuba Libre, com Coca Cola, Rhum y Santería, com Bloqueio Americano Caído a la Muro de Berlin dos Trópico. Aí me inPÍro mais ainda, quanto mais ouço esses mantras, pra esta Odisseia Tropical do teatro antropófago descolonizado, no desprezado cú do mundo Brasil, q eu, ao contrário, cobiço tanto!

5 peças, 2 vezes encenadas, 2 vezes em forma de uma peça só, totalmente nova no Juízo Final do Fim do Juízo no fim do ano de 2014.  Esse Back Ground me leva a descobrir agora, porque chamamos o q vamos fazer d “Odisseia Cacildas”.

O tempo pouco q atualmente gira mais rápido pros humanos não deu pra refazermos “Cacilda!” y “Cacilda!!Estrela Brazileyra a Vagar”. Sofri com isso.

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CACILDA! – Bete Coelho e Marcelo Drummond

 

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CACILDA!!! GLÓRIA NO TBC – Camila Mota e Marcelo Drummond (foto Jennifer Glass)

WALMOR Y CACILDA 68-AQUI AGORA - Sylvia Prado e Marcelo Drummond (photo Jennifer Glass)

WALMOR Y CACILDA 68-AQUI AGORA – Sylvia Prado e Marcelo Drummond (photo Jennifer Glass)

  3 momentos da ODISSEIA

1969. Esperando Godot.
No intervalo Cacilda tem um aneurisma e não volta pro segundo ato.
40 dias em coma.
No delírio de Robespierre, o Etherno Retorno.
O barbante não tem fim.

 

É q o Mundo, o Brazil, nós,estamos muito esquisitos
E o Teatro, como está? Assim:

Amanhã vamos na Audiência Pública na Assembleía Estadual, em torno do despejo do “NÚCLEO BATOLOMEU” o maior vexame em cima da ARTE TEATRAL em 2014.

Devia ser Premiado.

Este século 21 vive em seu início, sem exagero, um dos momentos de maior desprezo por esta arte multimilenar do Teatro q é o mesmo menosprezo q se sente pela vida intensamente vivida ao vivo das pessoas humanas, quase uma das muitas espécies em extinção.

No século 21, Vinte e uma Companhias de Pessoas da Arte Teatral, fecundadores de nossa Metrópole Enfartada pela Voracidade Descancarada do Espetáculo Boçal da Especulacão Financeira atualmente em Cartaz, estão na mesma situação do NÚCLEO BATOLOMEU: ameaçados por ações de Reintegração de Posse.

Nessas circunstâncias, essa “ODISSEIA CACILDAS”, reunindo um povo de mais de 60 pessoas (atrizes, atores, cantrizes, stage menager, contra regras, dançarinos, iluminadores, cineteatrógrafos, arquitetos, imagistas, maquiadores, camareiras, músicos, figurinistas, tradutoras, criancinhas, produtores, faxineiras, porteiros, administradores – tudo isso, em si, já é absurdo, impensável nos dias de hoje) faz desta “ODISSEIA CACILDAS” um Ato Cultural atrevido demais neste instante de 2014.

Muitos guardam silêncio por estarem perplexos, com os recentes acontecimentos. Nós vamos ter também silêncios vividos com a respiração das pessoas dos públicos, sons, palavras mantras, imagens q vão trazer a todos o q é função do teatro: trazer a alma deste tempo renovada, mágica e concretamente impulsionando a ação além do bem e do mal em um Toca em Frente q faz parte do destino do Circo Teato.

O material produzido é precioso, fértil como o que Ronda. Tudo é vivido em cena:
Cacilda, Walmor, Celi, Tônia, TBC, Berrini, PM, Robocops, prisões de manifestantes, despejos de teatros, Creontes Corruptos de todas os Phodere$ do Mundo e daqui da Capital do Capital.

Esse mergulho final, ao mesmo tempo inicial, marca uma pausa d pelo menos 2 anos na produção pelo Teat(r)o OficinaUzynaUzona da continuidade desta “ODISSEIA CACILDAS”. Há textos a serem montados, mas no futuro; agora, a obra viva da Atriz Matriz vai nos levar a sintomatizar o q fazer em 2015. Sobretudo no seu Final, às 2h30 da Tarde do dia 23 de dezembro, dia dos 27 anos de Ethernidade de Luis Antonio Martinez Corrêa, o Grande Humano Bicho de Teatro q tem sido sempre o descobridor, ao Sol deste dia de Amor Bruxo, do q vamos fazer no ano seguinte.

Saio da “ODISSEIA CACILDAS” só querendo A Mar Quente do Nordeste Amado pra meu urgente descanso de guerreiro exausto.

Ah! Seria lindo se a maioria viesse de Bike.

Estamos batalhando com o Marketing do Banco Itaú y amanhã começo a buzinar na Secretaria Municipal da Cultura: a construção de um  BICICLETÁRIO PRA TODOS.

É nosso desejo, nesses 15 dias, criarmos um acontecimento com o q está mais faltando neste Brasil esquisito, com muita gente apostando em seu fim Brasil. Está faltando, repito:  CULTURA VIVA NA CENA Y COM OS Q PODERIAM VIR AO OFICINA, PELO CHÃO D SAMPÃ, NESSA IMENSA CICLOVIA NATURAL Q NOS LEVA À CHÁCARA DO JOCKEY CLUB NA ERA Q ENGOLE A JÁ ERA DA PETRÓLEO.
 
Zé Celso
 
Véspera do Centenário de
Accuil Lína Bardi

VIVA!!!!!!!!!
 
SamPã Paraíso, 4 d dezembro Azul Sagitário de 2014
 
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