ALEGRIA JORRA NO CENTENÁRIO D’AMADA “ARQUITETO” ACCUILLINA BO BARDI

Este texto fiz a partir de 5 perguntas do jornalista Rafael Gregório:

1ª – Zé Celso, gostaria de saber quando e como você conheceu a Lina Bo Bardi.

Conheci Lina Bardi, q tem o mesmo nome de minha mãe, três vezes:

1ª) Quando rapaz, ainda em Araraquaraví, na Revista Casa e Jardim, com a foto da “Casa de Vidro”, seu 1º Canto do Brazyl para o Mundo, um Manifesto de Arquitetura Ecológica em forma de sua   própria casa, erguida no cume de uma Floresta para o Universo. Decidi, na época, até ser Arquiteto. Comecei a desenhar plantas e estudar esta Profissão – pra mim, uma Grande Arte.

2ª) Depois, quando fui ao Rio em 1962, pra negociar os direitos de “Um Bonde Chamado Desejo”, de Tenesse Willimans, pra montar no Oficina. Quem detinha estes direitos era Martim Gonçalves, diretor da “Escola de Teatro da Bahia”. Eu havia me apaixonado por essa Escola, só de ouvir falar dela. Lina era o braço esquerdo de Martim. Os dois estavam ceando numa Boite gostosa de Copacabana e Ela apaixonou-se por minha caretice de jovem cabaço. Eu, muito tímido, vestia um terno com colete, usando na lapela do paletó uma balancinha dourada da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde tinha me formado. E mais, segurava um Guarda Chuva. Permaneci de pé, ela sentada langorosamente num sofá vermelho comendo um Carpaccio. Parou de comer, me lançou de baixo pra cima seu olhar de ACCHILLINA. Fui tomado por um tremor diante da beleza daquela mulher.
 
3ª) Na 3ª vez, depois do Ai 5, em 69, Glauber Rocha insistiu comigo pra q trabalhássemos juntos. Ela veio fazer a “arquitetura urbana cênica” , como ela dizia de seu trabalho criador em “Na Selva das Cidades” , do Jovem Bertolt Brecht. A partir daí nasceu um Grande Amor&Criação q até hoje está vivo. Procriamos muito!

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E ela me contou do nosso 1ª Encontro. Quando o Living Theatre veio trabalhar no Brazyl, a convite do Oficina, Ela queria porque queria q eu fosse me encontrar com eles, nos trabalhos, com o Guarda Chuva, de Terno, Gravata, Colete e com a balancinha da Faculdade de Direito na lapela, pra escandalizar o Living. É porque eles vestiam trajes hippies: Julian Beck e Judith Malina vestiam-se de Preto, e o elenco desfilava com encarnações de Cleopatra y outras entidades celebridades no Bairro do Bixiga. Foi quando ela me passou a percepção de ter fixado a Imagem de nosso 1º Encontro Corpo á Corpo em 1962.

2ª – Como foi que nasceu a ideia de ela projetar o teatro? Ouvi que houve várias versões até chegar na última, que foi construída.

Desde” O Rei da Vela” & “Roda Viva” , respectivamente de  Oswald de Andrade e Chico Buarque. Pra mim essas duas peças passaram a ser uma só. Um Coro de Jovens Pagãos de 68 tomou de assalto o teste pra 4 backing vocais no Musical de Chico. Eu dirigia esta magnífica peça e decidi ficar com todos. Eles não faziam diferença entre Palco e Plateia, Atores y Público. Tocavam nos Corpos das Pessoas como no Carnaval e no Candomblé. A partir daí nosso trabalho pedia uma transformação radical no 2ºTeatro Oficina de Flavio Império e Rodrigo Lefréve. O anterior era um Teatro Sanduiche com duas plateias confrontando-se, como viria a ser o SESC Pompéia de Lina Bardi. Foi criado pelo Arquiteto Joaquim Guedes e incendiado por grupos paramilitares em 1996.

Cobra Grande no cartaz de Na Selva das Cidades

Cobra Grande no cartaz de Na Selva das Cidades

Quando fomos fazer “Na Selva das Cidades”, o Minhocão ou “Elevado(?) Costa e Silva” , a ser construído, estava dividindo o Bixiga como um Muro de Berlin, demolindo árvores, casas, entre elas a de meu avô, q morava em frente onde hoje é o Oficina. Lina foi criando com aquelas destruições. Criamos um Rink de Box diante das Arquibancadas de Cimento do Teatro Brechtiano q eu mesmo tinha proposto a Flávio Império para q assim fizesse, com Poltronas Azuis estofadas. No palco, Lina criou uma Arquibancada com Madeira de segunda. Colocou de lado uma Máquina Enorme q vomitava Cimento.

Lá os Ingressos eram mais baratos q nas Poltronas Azuis. A peça trata de uma Luta entre um Bilionário Chinês: Shilink, que deseja comprar a opininão de um jovem q trabalha numa livraria. Garga, o balconista, se recusa a vender o q pensa. Então, inspirando nos ataques recentes na época, a “Roda Viva” pelo CCC e depois pelo 3º Exército em Porto Alegre, fazíamos os Gangster do Seu Shilink destruir toda a Livraria. Taboas e livros voavam pelo ar. Lina criou até uma proteção de redes de arame pro Público. Muitos Rounds se seguiam. Num dos momentos mais belos, Lina, com os Maquinistas dirigidos pelo belíssimo Cid (q Lina chamava com um grito de quebrar cristais, CÍÍÍD!!!!), enormes Toras das Árvores derrubadas para construção do Minhocão entravam em cena, dependuradas em uma dupla fila de fios de aço, para um Round chamado ironicamente de “Área Verde”. A Cena acontecia e no final todos os troncos caiam desmaiados.

Em 1969, São Paulo era um Deserto de Canteiro de Obras de Destruições do Pouquíssimo Verde, de Belas Vilas q existiam na Capital do Capital. No último Round as personagens de Garga e Shilink, numa última tentativa de comunicação, arrancavam as taboas do Chão da Cena até se chegar à Terra da Rua Jaceguay 520. Lina dizia, tocando a Terra: “aqui estão Os Sertões do Teat(r)o Oficina”. Íamos encenar juntos o Livro de Euclides, mas encenei sem ela, que morreu um ano antes da Inauguração de sua última Obra de Arte: o Teat(r)o Oficina, Terreiro Elektrônico.“Os Sertões” aconteceram anos depois, na montagem do Oficina Uzyna Uzona em 2002.

Fomos, em 1970, fazer juntos o filme “Prata Palomares”, de André Faria, em Florianópolis. Ela fazia a Direção de Arte e eu reescrevia o Roteiro do filme. Fomos ver juntos uma locação para este filme, num “Terreiro de Candomblé”. Era bem estreito, como é oTeat(r)o Oficina hoje. Ela sacou: “vamos fazer o Terreiro Eletrônico do Teat(r)o Oficina assim”. Depois a Poeta Catherine Hirsh escreveu: tem a estreiteza de uma crista de gilette, de um arame de Funâmbulo”.

O Teat(r)o Oficina era invadido muitas vezes pela PM, criada pela ditadura Militar em 1968, depois do AI5, y mesmo durante a ABERTURA.

Estávamos num beco sem saída, em todos os sentidos metafóricos possíveis. Encontrei pela 1ª vez na vida com o Fotógrafo Celso Lucas numa noite, no Teat(r)o Oficina; tomamos um Ácido Lisérgico Perola Negra e percorremos todo espaço do Teat(r)o. Topamos com a Parede do Beco Sem Saída. Nos demos as mãos, desenhamos um Círculo na Parede e no centro demos um murro com nossos dois punhos juntos. Fomos pegos por um barravento e atravessamos viajando a parede do beco, e vimos q existia um Espaço do outro lado, nos chamando pra sair do Beco.  Imediatamente fui à “Casa de Vidro”, contei a Lina o q tinha se passado. Ela replicou: “Eu não sou bruxa, não atravesso, mas quebro paredes, sou Arquiteto.”

Na Abertura, voltamos do Exilio; a 1ª coisa q fizemos foi quebrar a parede de Arcos Romanos do andar superior e vimos, extasiados: Um Teatro Grego! Pronto!

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No dia 24 de Agosto de 1980, apresentamos publicamente no Oficina o 1º Risco feito por Lina Bardi e Marcelo Susuki, q criava o “Chão de Terreiro, dando pras Catacumbas de Silvio Santos”, apontando o “Teatro de Estádio.” Lina e Marcelo Susuki fizeram uma Maquete do Projeto, já com o Teatro de Estádio.

Quando o Grupo Silvio Santos quis comprar o Teatro Oficina do antigo proprietário, veio um movimento enorme liderado por artistas, público e jornalistas para q o Oficina não fosse engolido pelo “Baú da Felicidade”.

“O Tombamento do Teatro Oficina” pelo Condephaat Presidido pelo Geógrafo Poeta Aziz Ab Saber. Naquele ano Aziz tombou também a Serra do Mar na Juréia, na gestão do Pianista João Carlos Martins na Secretaria Estadual da Cultura, com o Laudo brilhante de Flávio Império. Este se baseava na constante mutação do espaço: “Cada peça, um Teatro”. Assim justificando revolucionariamente este tombamento q teve sua publicação oficial no Diário Oficial do Estado de SP em 1983. A seguir, em 1984, Montoro e seu secretariado do antigo PSDB, partido então de Centro Esquerda, desapropriou o Teat(r)o Oficina. Estes dois Atos dos Governos do Estado de São Paulo foram realizados explicitamente para q o Oficina não fosse vendido ao Grupo Silvio Santos, assim como para que nossa Companhia Permanente de Artistas e Técnicos continuasse o cultivo de seu Espaço com nossos Rituais de Arte Teat(r)al Multimídia.

3ª – Qual a maior beleza do Oficina, em termos arquitetônicos, na sua visão, passados tantos anos de convívio com o lugar?

A Beleza do namoro apaixonante, fecundo, procriativo, constante entre nós atuadores y o lugar que re-criado. Lina Bardi y Edson Elito foram inventando de acordo com o movimento dos trabalhos da Companhia, esta Arquitetura Urbana Ecológica. Espécies vivas estavam y estão sendo exterminadas, sobretudo a Espécie Humana, um ser em extinção, automatizado pelas religiões monogâmicas, pelo Mercado, pelas ditaduras militares e os 1ºs governos democráticos nascido do acordo fajuto com os litares.

O Teat(r)o Oficina de Lina tem sido um lugar orgânico onde a Arte Teat(r)al  trabalha a ecologia do retorno à força viva do Phoder Humano, interferência do ser humano, trans humano, animal, vegetal, com ou sem o cimento vivo. O Ator&Atriz  usa máscaras pra desnudar-se e sentir seu Phoder contraditório. Na Rua Jaceguay 520, o Teato vira um ritual cambiante, permanentemente, diariamente, faça chuva, faça sol, com as pequenas multidões que nele vem atuar conosco, pra renovar as energias combalidas, na força do Rito Corpóreo. Lina e Edison Elito vibraram na sintonia com o fruto do cultivo de gerações e gerações.

Desde 1958, humanos atuaram e vieram atuar conosco, nas terras sagradas da Rua Jaceguay 520. Gerações q me plugaram e em quem me pluguei.

A própria natureza serviu-se de nossa“fantasia humana”,  nossa história ancestral retornada pelo Antropófago Oswaldo de Andrade, grande amigo de Lina.
 
A Burocracia q rege a “Proteção” do Patrimônio do Estado de São Paulo, no CONDEPHAT, não entende que o Patrimônio Cultural é aquele q é realizado por seres humanos: cérebros, corações, pavios, mãos. A Arquitetura dos vários Teat(r)o Oficina vieram dos Artistas, Técnicos, Pessoas e das Pequenas multidões humanas q chamam de ‘Publico.”

No Governo do Estado do Estado de São Paulo, falta de percepção, da inteligência da Riqueza Cultural q tem nas mãos: o Teat(r)o Oficina; sobretudo os Artistas q, juntos, o cultivam – e a seu Entorno Tombado pelo IPHAN onde já estamos por Comodato dado pela Pessoa de seu proprietário: Silvio Santos. Agora, neste momento pós eleições, exatamente nestes dias, estamos a ponto de realizar a Troca do Terreno d Silvio Santos por outro do mesmo valor em SamPã, numa Região onde o Plano Diretor de São Paulo aprovou para a Exploração Econômica.

Estamos caminhando, então, para a parte mais Urbana e Cósmica da Criação da Complementação do q foi projetado pela Centenária Lina Bardi. Este lugar, o 3º “Teat(r)o Oficina Terreiro Eletrônico“ penetrado pela Rua Lina Bardi , nome q demos à Pista de nossas Encenações, onde se engole o Universo e a Cidade através do Janelão de Vidro, do Teto Móvel.

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Não é uma expressão retórica, “engolir o Universo”. Temos buscado sempre o Ator&Atriz&Artistas q percebam, vivam o Universo dentro de seus Corpos, girando com a Estrela Errante: a Sol. Sintam: estou atuando, olho pra cima, topo com uma Estrela e imediatamente ela me reenergiza, passa a ser uma personagem a mais q me penetra e acende na interpretação q trago pra Cena.

Assim como engolimos e somos engolidos pela Cidade, os ruídos constantes das sirenes dos Carros da PM, os carros no Minhocão, q não são somente visíveis, como passaram a ser nosso Mar Urbano nos inspirando.

O Janelão de Vidro passou a ser nosso Duplo: é um Espelho q Projeta a Encenação de dentro para o Terreno Terreiro de Nosso Entorno. Nas Encenações desde “Ham-Let”, ”Mistérios Gozozos” d Oswald,  “Pra dar um Fim no Juizo de Deus” de Artaud ,”Ela” de Jean Genet  “Boca de Ouro”de Nelson Rodrigues, a “Odisseia Cacildas” escrita por Zé Celso & Marcelo Drummond, reescrita nos anos q foram encenadas pelo Elenco de Atores Atrizes Artistas Plásticos, Arquitetas, Figurinistas, Contra Regras, MultiMídias, Musicxs, assim como as 6 Partes de “Os Sertões”, ”Taniko: Nô Japonês”, ”Acordes” de Brecht, “Bacantes-Rito da Origem do Teat(r)o” , “O Banquete” de Socrates&Platão,  “Os Bandidos” de Shiller,  ”Macumba Antropófaga”.

A Diversidade destes Rituais Teatais foram inspiradas e inspiradoras, na vida criando, permanentemente, mais vida neste Espaço Único no Mundo, já contemplado com vários prêmios internacionais. O lugar recebeu e deu a artistas seres humanos uma inspiração incessante nestes mais q vinte anos de sua existência. Estes, por sua vez, foram atuados pela Liberdade do Espaço. É um misto de Terreiro de Candomblé, Pista de Sambódromo, Estúdio de Cinema, Locação da Natureza. E convida os seres vivos a transmutá-lo sem destruir, como Lina dizia: sua Arqueologia Urbana Estrutural, sua expansão na – e da – Natureza.

Lina chamava esta Obra de Arte Sempre Viva: ”Teatro Pé Na Estrada”.

Hoje vejo fazendo Parte das Malhas das Ciclivias de SamPã. As Obras Completas de Lina Bardi são devoradas em todo o mundo q vai em direção contraria à “Ordem e Progresso = à Repressão dos RoboCops da PM e TORRES”, cada vez mais estupidamente feias, caixotes amontoando-se sobre caixotes.

Lina já tem seu Centenário sendo celebrado em muitos lugares da Terra. Ela e Hélio Oiticica são os artistas dos que caminham aqui agora, na utopia já nos Corpos desColonizados nesta Era de Recolonização do Teatro de Espetáculo$ do Mercado e da Especulação Finaceira, irmã da Burocracia Stalinista, rediviva.

Este Teat(r)o é um Tabu na Metrópele de São Paulo. Há uma linha de certos “donos” de Lina e de jornalistas q os apoiam, que omitem stalinistamente o Teat(r)o Oficina. Desvalorizado pelos q fingem, neo-colonizadamente, negar nossa Existência, e q tramam agora o assassinato cultural deste lugar.

Dia 5 de dezembro, Centenário de Lina, vamos criar no Teat(r)o Oficina e seu Entorno Tombado um Rito Teatal Peripatético Multimídia com FOCO na contribuição milionária de Lina Bardi para o Teatro Mundial. Linhas escritas por Lina, Obra Teatrais d’Ela, no Oficina e fora dele, percorrendo várias Estações referentes às suas Obras Primas. Neste dia-noite, vamos estar em sintonia virtual com a Expo das Obras Completas de Lina em Munique, e outros lugares da Terra. Vamos virar do avesso o Tabu que a burguesia sem charme algum destes tempos tenta nos impingir. A maior glória q vivemos é ter essa burrice de burgueses, pequenos burgueses, burocratas, especuladores de SamPã, nos demoniando. Essas pessoas também são sagradas, pois nos aponta caminhos pra uma nova DesLobomização Descolonizadora de SamPã. Afinal, todos fazem parte desta famíla humana dividida: os q vivem pra representar com suas Po$es na Sociedade do Espetáculo, e os que vivem o instante presente, fora e dentro de Cena.

Neste dia será apresentado o Video-Filme q teve início em “Um Ônibus Chamado Lina”. O Oficina Uzyna Uzona percorreu num dia todas obras de Lina em SamPã, numa Acumpunctura Urbana. A Curadoria do MASP, na época, início de 2014, não nos deixou entrar; mas agora caiu. Lá deixamos no Vão Livre uma das agulhas. Mas hoje, graças à nova Curadoria de Adriano Pedrosa, os Cavaletes de Vidros para os Quadros dos Grandes Pintores estão retornando, exatamente por não seguirem os Padrões dos Museus do Mundo. E mais, para estarem todos reunidos numa Orgya da Pintura Mundial. Quadros de todas as épocas e lugares, contracenando-se entre si.

O q virou o Auditório do MASP e esconde um dos Teatros mais luxuosos de Lina, inspirado em Antonin Artaud, caminha para ser finalmente revelado ao Mundo. Lina projetou uma Ferradura de Cimento luxuosa e vivamente Armado, encontrando-se com um Palco. No centro estariam, em vez do Carpete e das Poltronas atuais, Cadeiras Giratórias para o Público. A ação cênica dos Atuadores pode acontecer nas Passarelas de Cimento e no Palco, e mesmo entre o Público sentado nas Giratórias. É uma exaltação ao cimento vivo, como terra cênica. A grandeza da obra original, nestes anos, foi escondida por um auditório como Lina Bardi comentava: ”auditório de coleginho de freiras, nunca mais vou pôr meus pés lá”.

Mas essa nova Curadoria do MASP dará, certamente, mais este Presente no aniversário dos 100 anos da amada AccuilLina.

4ª – Por que não há outras mulheres tão grandiosas na arquitetura quanto Lina?

Aí você se engana; há muitas mulheres e homens neste momento, em muitas partes da Terra, escolhendo a direção do “Pé na Estrada” de Lina. Só no “Teatro Oficina Uzyna Uzona” há duas Excepcionais Arquitetas Urbanistas: MariliaGelmeister & Carila Matzenbacher. Elas trabalham com a Complementação do Projeto de Lina para o Oficina e seu Entorno, embarcando nos Corredores Culturais do Bixiga, nas Malhas das Ciclovias até a Chácara do Jockey Club e também nas encenações das Peças Ritos q criamos. Como Lina detestava a palavra Cenografia, assim como faz o Teatrão de Palco Italiano, criou a palavra “Arquitetura Cênica” para cada peça.
A Partir deste texto começamos no Brazyl e no Mundo a trazer  para o dia 5 d Dezembro o incomensurável valor Terráqueo de Lina Bardi para o  Teat(r)o. Seu trabalho na Arquitetura Cênica tem o mesmo valor de todas suas Obras, assim como as linhas bem humoradas, mas severamente contundentes, q deixou por escrito.

5ª – Iam a restaurantes, bares, praças, cinemas, teatros?

O tempo q passamos juntos, trabalhando, criando, bebendo, comendo, dançando, aconteceu sempre entre a “Casa de Vidro” e os “SETS”, os in loco em q criamos. Seja no Oficina y no Teatro Ruth Escobar – “Gracias Señor” em SamPã, ou no Rio, no Teatro Tereza Rachel, ou na Ilha toda de Florianópolis.

Hoje, eu, vermelho ariano, estou totalmente concentrado em Lina, lendo principalmente as muitas linhas q Lina deixou, absolutamente contemporâneas, me preparando assim pro Rito d seu aniversário sagitariano no dia 5, sexta-feira; vão emergir muitas revelações…
 
SamPã, 2 de Dezembro de 2014
 
José Celso Martinez Corrêa
melhor: O Zé”,
como me chamava a amada e etherna Lina

Maquette Lina Bardi y Marcelo Susuki, 1980. Teatro de Estádio; à direita, Oficina c/ camarins abertos pra Cidade y Universo.

Maquette Lina Bardi y Marcelo Susuki, 1980. Teatro de Estádio; à direita, Oficina c/ camarins abertos pra Cidade y Universo.

Plano aéreo: Maquete Lina y Marcelo Susuky do Teat(r)o Oficina; ao fundo, Teatro de Estádio, vindo da Rua Santo Amaro até a Abolição. A construção do lado é de uma Villa antiga, q Lina gostava muito e q quis incorporar ao Teat(r)o Oficina (mas q foi demolida pelo Grupo Silvio Santos).

Plano aéreo: Maquete Lina y Marcelo Susuky do Teat(r)o Oficina; ao fundo, Teatro de Estádio, vindo da Rua Santo Amaro até a Abolição. A construção do lado é de uma Villa antiga, q Lina gostava muito e q quis incorporar ao Teat(r)o Oficina (mas q foi demolida pelo Grupo Silvio Santos).

Lateral com os camarins abertos para a Cidade e pro Universo.

Lateral com os camarins abertos para a Cidade e pro Universo.

Rasante, incluindo a casa que foi demolida

Rasante, incluindo a casa que foi demolida

Rasante de quina com um deck que seria construído no telhado dando para um Belvedere para o Estadio, do qual se vê os degraus da arquibancada

Rasante de quina com um deck que seria construído no telhado dando para um Belvedere para o Estadio, do qual se vê os degraus da arquibancada

Plano geral do estádio vindo da rua Santo Amaro até a Abolição

Plano geral do estádio vindo da rua Santo Amaro até a Abolição

Plano aéreo: o Teatro e o Teatro de Estádio + a casa que foi demolida

Plano aéreo: o Teatro e o Teatro de Estádio + a casa que foi demolida

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1 comentário
  1. Olá Zé! Tudo bom?
    Há alguns dias estava pensando em escrever-te. Sou filha de uma pessoa que tal vez sim, tal vez não, você se lembre… Um cara chamado Biscoito (ou, formalmente, Carlos Maldonado) que lá pelos anos 70/80 trabalhou como seu advogado para resolver uma situação em relação á filmagem de “O Rei da Vela”. Espero que se lembre, já fez parte de algumas histórias que meu pai me conta.
    A questão é que hoje quem quer seguir a carreira nesse mundo doido do teatro sou eu e_bom_ resulta que, por ironia do destino ou não, “O Rei da Vela” está quase se convertendo em uma espécie de guia nessa trilha. Foi uma das primeiras peças teatrais que li e, com certeza, uma das que mais me inspirou a seguir em frente.E agora acabou por ser convertida em leitura de vestibular (imagina só! ao menos alguma coisa boa nessa prova horrorosa!). Mas resulta que; leitura vai, leitura vem, eu me deparei com um fato lastimoso: nunca tive a oportunidade de assistir-la do jeitinho que ela merece.
    Pelo fato do que meu pai contou e até mesmo por alguns trechos que encontrei no youtube, sei que existe essa famosa versão em vídeo da peça, porém já procurei por ela em todos os cantos deste mundo virtual (para comprar, para alugar, para emprestar de algum acervo, até mesmo no tal de AEL da Unicamp) e nada, não há nem rastro. Oque me levou a escrever este comentário. Será que você pode me indicar onde encontrar este tão bem escondido filme?

    Eu nunca tive a oportunidade de assistir uma única peça do Teatro Oficina (tal vez “O Rei da Vela”?), mas tenho que dizer que, somente a partir dos comentários, trechos, e leituras que fiz (incluindo um livro que me fez apaixonar pelo trabalho realizado por vocês, escrito pela Ítala Nandi), vos admiro muito e espero que ainda venham muito mais projetos pela frente e que, então, eu tenha a oportunidade de ver vocês ao vivo, rs.
    Realmente espero que possas responder-me… Mas caso não seja possível desejo desde já tudo de maravilhoso para ti e para toda companhia.
    Um abraço,
    Luna.

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