PLATÃO E ARTAUD JUNTOS NO TEAT(R)O OFICINA

Na maior Alegria a Companhia do Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona retoma a Temporada neste 2015, em dose Dupla:

1º: Estreamos com o mais que milenar “O Banquete”, de Platão e Sócrates, contando cantando os Oito Séculos da Sabedoria dos Gregos neste Grande Caos de Burrice Conservadora do Brazil e do Mundo em 2015. Estreamos sábado, no dia 25 de Abril, às 18h.

Foto Marília Halla para cena de O Banquete durante as Dionizyacas em Viagem.

Foto de Marília Halla para cena de O Banquete durante as Dionizyacas em Viagem.

O Oficina, exilado, trabalhou e viveu a alegria intensa deste grande momento da Internacional da Língua Portuguesa e de suas Línguas Criolas, p brazilero, por ex.

Por isto, esta Estreia é dedicada às Revoluções que o Brasil necessita neste momento.

“O Banquete 2015” será servido ao Vinho e a Cantadas Milenares de Amor, em todos os sábados e domingos, até o fim do mês de maio, dia 31, e correrá sempre ligado aos acontecimentos da hora, na Ethernidade da Poesia Antiqua.
 
2º: ReEstreamos dia 30 de abril, na Noite das Bruxas de Walpurgis, véspera do 1º de Maio, às 21h, o grande sucesso de “pra dar um Fim no Juízo de deus “, de Antonin Artaud, que estará em cartaz todas as 5ªs do mês de maio, denunciando desde a “bosta social” da pretensão do assassinato das conquistas dos Trabalhadores do Brasil pelo Congresso vendido às Grandes Empresas patrocinadora de sua Eleição, q  estupidamente recomenda oficialmente a bosta da terceirização da Classe Trabalhadora brazilera.

Pascoal da Conceição em cena de Pra dar um fim no juízo de deus. Foto Fernando Lima.

Pascoal da Conceição em cena de Pra dar um fim no juízo de deus. Foto Fernando Lima.

Artaud e as Bruxas nos trarão os desenfeitiçamentos necessários, não somente na Véspera do dia Mundial do Trabalho, mas nas incontáveis bostas oficialmente reconhecidas e recomendadas neste momento entre o Golpismo Fascista e uma Virada Revolucionária Popular.

O Grande Angeli retrata nossos Neurônios explodindo gigantes em nossas Cabeças, diante da dose diária de violenta mediocridade  q a saída do armário da direita golpista verde amarela, diariamente, empesteia com sua nocividade pesticida as terras brazyleras.

Mas com a Arte do Teat(r)o q praticamos, invocamos valores de invenções transhumanas, q têm o phoder de espantar as tolices q os vaticínios de Ódio da Caquética $ociedade do E$petáculo espalha no ar. Esses bandos de piolhos,  em sua ostentação medíocre de ressentimento, de horror às suas vitimas – os mais pobres – são mais q inspiradores para as Artes do Deboche Trágico Teat(r)al. Trazem a nós a tremedeira inspirada dos Animais Eróticos, q não estão presos a seus Ódios e q não têm nada a  Perder. Mais q nunca, a Liberdade do Corpo a Corpo, nestas noites de Crise, tem reencontrado o “Valor incomensurável do Teatro” q Cacilda Becker sempre revelou.

Enquanto Portugal, os EEUU e o Uruguay ganham mais paz, mais prazer, mais saúde, menos violência e muito dinheiro com a descriminalização da Maconha, aqui se quer manter sua  criminalização e ainda impor a lei penal para crianças de 16 anos.

Enquanto nossa Constituição de 1988 determina o Imposto às Grandes Fortunas, este é ignorado e determina-se q os do andar de baixo é q devem pagar o “ajuste fiscal”.

A Regressão brazilera dói e, hoje, a Homofobia, o Racismo, o Mercantilismo dos Corpos Humanos são tidos como uma Liberdade de Ação e do Pensamento.

Em pleno arrocho cultural, estamos em Cena com o Teatro mais Radical dos tempos em q a Humanidade cuidava de si, mas sempre no hoje, em q nos cuidamos mais q nunca, universalmente, de nós mortais, por estarmos vivendo em pleno ano de maltrato e ódio aos seres vivos: humanos, animais, vegetais minerais, aquáticos…

O sucesso de “pra dar um Fim no Juízo de deus” era por nós esperado, por ser uma peça q faz emergir a radicalidade vital da Máquina das Intensidades da Vida, num momento em q Ela, a Vida, está a perigo.

Estamos na Alegria de vivermos da Bilheteria com ingressos relativamente baratos diante do q se cobra no Teatrão Explícito da $ociedade de Espetáculo$. Todos ganhando quotas iguais de bilheteria, numa espécie de comunismo sem Estado, mas com muito investimento no Refinamento e na Eficácia da Arte do TeAto.

Tyazo do Teatro Oficina ensaia O Banquete para estreia em 25.04.2015. Foto Amanda Amaral.

Tyazo do Teatro Oficina ensaia O Banquete para estreia em 25.04.2015. Foto Amanda Amaral.

Estamos como os Índios, realizando Rituais Cosmo Políticos Teatais. Nos ensaios de “O Banquete 2015”, o trabalho anterior com Artaud radicalizou o prazer da disciplina estética. Sinto q neste ano “não” crescemos infinitamente mais q nos anos “sim”. Não por sermos do contra, nunca, mas por estarmos a favor de movimentos vitais, que o aparelho de dominação das Grandes e Médias Fortunas querem aniquilar – mas q sempre manifestam-se publicamente, apesar de reprimidos pelas PMS.

São os q não pertencem aos 1%, ou os q não querem chegar lá, ou fazer as caras e bocas de Bolsas Vuitton, mesmo se compradas  nos Camelôs.

Na época de Platão e Sócrates, a Pederastia era oficialmente a Amátria Educadora. A transmissão da Cultura e da Educação se dava concretamente de Ser Humano Amante, pra Ser Humano Amado. Só se educava através da Experiência Concreta do Amor Livre, entre os mais novos e os mais velhos, Senadores ou Senadoras.

O Público se coloca em torno de uma Grande Mesa de Banquete e pelas Galerias, onde vive com os Atuadores a experiência de uma Cerimônia de Filósofos, bebendo bons vinhos, inspirando Phalas eternamente atuais em torno, sobretudo, do Cuidado de Si e do Outro, em todas as formas de Amor.

Sócrates determina:

”De amor eu sou entendido,
esta noite é pra Eros, está decidido”

Diótima, a Grande sábia da Antiguidade, personagem de Platão-Socrates, é tão Protagonista q é feita por várias atrizes cantoras.

O Elenco encarna os deuses e deusas, Zeus,Hera,Apolo, Pã, Afrodite, Hefaistos, o deus Metaleiro q trabalha na Bigorna com o fole e o Malho, refazendo a Anatomia dos Atuadores, a deusa da Embriaguês, os semi deuses Eros a quem é dedicado o Banquete, Orfeu e sua Lira, Jesus. Contracenam com os Filósofos, Sócrates, o Belo Poeta Fedro, Pausânias e o Mecenas q oferece em sua Casa o Banquete ao seu namorado: o Ator Agatão, q no texto original é o Vencedor de um Concurso de Dramaturgia, mas q nós transformamos em um  Ator q vence as Dionizíacas, fazendo o papel de Dionisios em “As Bacantes”; o Médico Erixímaco q trabalhava no Teatro de Epidauro com sua medicina já holística; no Banquete faz o Simposiarca, o Chefe propositor das regras do jogo para o Simposium – sobretudo, recomendando a dosagem moderada do Vinho com Água; o Grande Dramaturgo da Comédia Grega, Aristófanes, criador da cena dos Andróginos; o jovem Efebo mais Belo e mais Rico da Grécia Antiga, Alcebíades; a  Mendiga Pênia, Mãe de Eros. Hector, Aquiles, Pátroclo, Eurídice, Alceste, Admeto, as Bacantes, Homero, Vinicius de Moraes, Hesíodo, Esquilo. Enfim, todo mundo da Sabedoria da Grécia antiga é invocado nestas noites de 2015, em q nós, seres humanos, tanto precisamos deles.

Marcelo Drummond vive Agatão, que abre sua casa para o grande banquete. Foto Renato Mangolin.

Marcelo Drummond vive Agatão, que abre sua casa para o grande banquete. Foto Renato Mangolin.

“O Banquete 2015” inicia com um canto Croata (esta peça, estreamos em Zagreb) q chama nossa mais q necessária Chuva, a Fertilização da Terra e de todos os Seres Vivos, quando o Público é recebido pelo Tyazo – que quer dizer em grego “Cordão dos Enamorados das Companhias de Teat(r)o”.

O Banquete 2015 é uma Poesia Lírica, um Musical com Solos, Cantos Corais, Cello, Piano, 2 Baixos, 3 Percussionistas, Sopros. O Vídeo Cinematográfico ao vivo incorporado à Encenação transmite os Ritos Espetáculos.

A Direção de Arte, Iluminação, Arquitetura Cênica, Figurinos, Direção de Cena trabalham sincronizados nos “aqui agora” com frescura das Frutas, Flores, Incensos de Cada Noite.

Artaud e Platão, durante as Semanas q transcorrerão neste Outono, são antagonistas, mas nestes meses de Abril e maio, como canta Heráclito, serão

“antes contrários
agora
porque não?
sacrários”

Zé Celso

21 de abril de 2015

Confira aqui todo o Tyazo de O Banquete 2015

Aqui, o Tyazo de Pra dar um fim no juízo de deus

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2 comentários
  1. Céli Regina Nunes de Castro disse:

    Evoéros

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