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Arquivo mensal: abril 2016

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Pra quem viu e pra quem não viu

pra dar um FIM NO JUIZO d deus  

ver o nunca visto

Retorna a SamPã neste fim d Semana, depois d passar as duas últimas semanas em Brasília, com o ineditismo de uma peça q re-existe no quente da hora, sintonizada com os acontecimentos tragicômicos da Farsa Política do Golpe.

Nos meus 58 anos d Teatro, raramente viví o Poder Político Cultural do Teat(r)o tão intenso no prazer de Chanchar a Trágédia Golpista.

Um Público inspiradíssimo, ligado aos acontecimentos de cada dia, q lotava o Teatro da Caixa Econômica, nos fez virar a peça de Artaud, agora com as Máscaras dos Protagonistas armando o Golpe em nome de deus, num Carnaval delicioso.

Nem nos anos 60, com“Rei da Vela”, “Roda Viva”, sentí o Poder do Teat(r)o revelar uma peça comopra dar um FIM NO JUIZO d deus do Momo, do Palhaço de deus : Antonin Artaud, como um Jogo Tão desmistificador da Farsa q estamos vivendo no Brasíl.

Poucas vezes vi o Teatro Político tão Arte, tão vivo, tão revelador do Poder, até então, reprimido da Cultura.

Queremos fazer neste fim de Semana a peça no Teat(r)o Oficina, pois nosso desejo de justiça teatral é correr agora todo o Brasil enquanto o Golpe não se consolida, por termos a humilde pretensão de q “pra dar um Fim no Juizo d deus” pode, pelas Gragalhadas, ser um dos pontos somados a todas as outras Milhares de Manifestações.

dar um Golpe no Golpe!

 

 

 

 

Entrevista ao editor de cultura do jornal, José Carlos Vieira

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Foto: Gabi Cerqueira

O teatro continua sendo uma ferramenta social, de conscientização?

Poucas vezes em sua história, o Teatro, ou TeAT(r)O, como sinto, foi uma “ferramenta ligada à conscientização”. O Teat(r)o é uma Arte Arcaica q não se confunde com uma fórmula ou receita q ligue esta Arte ao serviço de ligar consciências por ferramentas.

Sobretudo a peça d Artaud “pra dar um Fim no Juizo de deus” q estamos fazendo mais esta semana com O público brasiliense, chega pelos nossos corpos-palavras-corpos-dançarinos vivos falando os versos d ‘Artaud Poeta Visionário.

São proferidas como corpos emissores d esperma, cocô, ou sangue. Quer dizer, palavras q tocam os corpos, a percepção deles, corpos além da consciência.

Somos conscientes, por ex., d q temos de respeitar a exposição dos q votaram o Sim do Impeachment. Mas ao mesmo tempo temos a percepção de ter descoberto quem são os “nossos re-presentantes”. Como eles são feios,ignorantes, cafoníssimos, na invocação com caras dignas de votar por Deus, pela Família, pela Propriedade, sem sequer entrar no q é uma pedalada, a esticada no cobertor, q todos nós damos na nossa economia sempre escassa. Um Quadro Surpreendente de Horror!

Por que, na sua opinião, o Brasil sempre empaca quando tem chance de se tornar um pais de primeiro mundo? Por que não avançamos? A culpa é nossa ou dos outros?

A Culpa é da nossa Ignorância, Burrice, de somente perceber do q se trata quando nos esfregam na cara, como aconteceu Domingo pela TV, o q é este Congresso de 2015,organizado por gangsteres evangélicos, com uma competência de bandidos, mas q não sabem de si, onde está o seu nariz, se olham nos espelhos mas não sabem se ver. E produziram a obra máxima de do contrário da de daVinci, Santa Ceia.

Fabricaram a sua Santa Feia.

Ou, respondendo a sua pergunta, porque o Brasil parou: esta Obra Prima da Tv Globo, revela o Enigma.

Eles não deixaram Dilma Governar, desde a Vitória d’Ela. E é esta gentalha a responsável pela Crise q inventaram, y q trouxe consequentemente a destruição de nossa Economia:

O elenco principal da Novela do SIM: Impechment por Deus, pela Família, pela Propiedade, Consagrador da Mediocridade, nunca vista em meus 79 anos.

No teatro, quando a provocação é gratuita?

A 1ª qualidade de um Ator, de uma Atriz, Artaudiano é saber provocar. Tanto pela beleza, quanto por às vezes estar diante de um espectador desligado de braços cruzados, ligado em seu celular…enfim, de uma pessoa q não está presente.

Estamos com as mãos sujas de merda. Devemos limpá-las ou sacudi-las?

Usar papel higiênico ou sentar num bidê.
Eu namoro minha merda de cada dia antes de dar descarga. É a palavra de Ligação do Teatro, antes de entrarmos em Cena.

O teatro que não se propõe a questionamentos políticos interessa a quem?

Interessa a quem quer “lazer”.
Qualquer peça em si é politica ,trata do poder; menos as q se dizem explicitamente: Peças Politicas.

É preciso acordar pra q vivamos além d’ uma sociedade contraditória, num universo onde a Terra gira e é um ser vivo ligado à maquina da vida, onde todos somos coisas y pessoas tocando pra frente, sem nenhum Messias na frente – existe o existir …re-existir; mas não há nada como um deus na nossa vanguarda. Apesar da Sociedade Patriarcal Capitalista nos impor uma Ordem y Progresso. Quem acredita nisso, ok,viva este lema de Carandiru. Quem não…inventa a vida a cada instante.

Vivemos momentos de ódio, intolerância… Como reverter esses sentimentos não egoístas e covardes? Ódio combate com ódio?

Ódio, Ressentimento, espírito de vingança, são os sentimentos mais medíocres do ser humano. A pessoa fica horrenda, faz mal à saúde,não serve pra nada. É preciso assistir a este espetáculo contínuo de busca de bodes expiatórios pra odiar, veja bem, com muito Humor.

Isto por exemplo na Arte Teatral era muito bonito antigamente, mas vivemos o Fim do Drama. O Drama é uma piada, não é nada diante da Tragédia, da Comédia, do Tesão q a vida pode dar. A Formação por novela de Tv é a d q tem de ter a Má ou o Malvado da Novela. Reduz–se a este besteirol hipócrita os moralistas dos bandidos q disseram Sim ao Impeachment pra se livrarem das denúncias q lhes pesam.

Daqui a 300 anos ainda haverá teatro, apesar de toda parafernália tecnológica, o homem discutirá o homem frente a frente… É isso?

Não sei se discutirá, y se continuará a sala de vista do Palco y Platéia.
Mas muitos estaremos juntos, cada vez mais próximos num Teat(r)o Brasileiro de Exportação Antropófago.

Ainda há muita timidez no Público q vai ao Teatro hoje em dia. Todos fazem uma cara muito séria d q irão assistir um acontecimento sério, ou uma comediazinha q não destrone nada q vai acontecer diante do já programado jantar depois.

Mas eu não desejo assim.

Quero q o teatro cada vez mais se aproxime de um acontecimento em q as pessoas venham, se não sabendo as músicas, se abram em cena pra Ritual, os corpos deixem-se tocar por tudo, pela música, pelas atuações d atrizes, atores, sentir-se parte da construção do Rito. Fazemos sempre não para, mas com o público. Seja o q for, sinto de novo o teatro vivo, nesta retomada de um despertar, no “aqui” “agora”, sobretudo na Juventude q não quer mais a Ordem e o Progresso, não acredita mais no Petróleo, no Carro, nos Gangesteres do Congresso y se da cada vez mais ao amor indiferenciado aos corpos.

Contracena com as classes sociais desdenhando-se da Guera de Classes Movida hoje pela Direitona Golpista.

Um novo Público de Teatro está saindo de sua execração, da indiferença diante do Poder desta Arte. É muito claro q o Teatro é hoje o lugar onde se faz passagem do Patriarcalismo, de todos os ismos, pra uma era de humanidade desenterrada do narcisismo idiota dos celulares, reapreendendo no contato direto com as Mitolorgias q o Teato propicia, seu valor incomensurável como lugar do encontro orgiástico decisivo, entre humanos trans humanos.

Por falar em “público”, esse público é seu ator?

Não tenho nada q seja “meu”, considero q cada ator, cada atriz, vai encontrando-se a si mesmo, no outro y nos mitos q encenamos . Detesto atores y atrizes q não sejam “bacantes”. Amo Satyros y Bacantes q sabem de si. Vão em busca de suas mitologias y por isso mesmo contracenam uns com os outros produzindo sempre o desconhecido diante da novidade dia y de cada público.

A contracultura hoje é apenas um quadro na parede?

Contra-Cultura são aqueles coitados daqueles deputados da “Santa Feia”, q macaqueia o nome de Deus, da Família, autores deste momento Boçal da Política Brasileira de Direita enredada pela jogada desse Jesus.com, q nem digo mais o nome. Mas q é o diretor de teatro desta Farsa, encenada dia 17 no Congresso.

Sem dúvida!
Essa gentalha odeia os artistas, os Poetas, y o Teatrão q não seja o deles.
Nunca concordei com esta tipagem de “Contra Cultura” Onde diziam ser eu um de seus líderes.

O q fazíamos era pular fora do Sistema Messiânico, Burro, Inculto.
Contra a Cultura, por exemplo é esta Novela Golpista, diligentemente encenada,desde a derrota da Direita com a Vitoria de Dilma.

Além da TV Globo, y seus comentaristas q não sabem o q falam, técnicos da Contra Cultura Humana. Todos os Jornais das Grandes famílias. A Burguesia pão dura, paneleira, a Bancada do bOi,da Biblia y da Bala, os jovens seduzidos pela Ditadura Militar, um Elenco Imenso, q finalmente dia 17 mostraram sua cara -do jeito q deram o seu SIM pela TV ao Golpe, mostrando a cara atual do Brasil deles, q repudia qualquer pessoa q tenha o mínimo d amor real à vida.

Saiam Cena,vocês não vão durar muito
Abaixo Vossa Canastrice
Mau Teatro, Pésimos Atores,
Peguem seu Uniforme Verde Amarelo y vão pra Coréia do Norte!
Muito Obrigado por terem aberto nossos olhos.

Zé Celso
19 d Abril d 2016
MERDA

cacilda becker

6 de abril d 2016

CACILDA BECKER FAZ 95 ANOS

2.021 já será seu CENTENÁRIO

será q até lá os últimos Capítulos q faltam ser montados da

ODISSÉIA CACILDA

q escreví em 1990 com Marcelo Drummond

sobre esta ATRIZ ELÉTRICA, serão completados com encenações?

Maria Tereza Vargas, sua 1ª Biógrafa me disse q acha q Cacilda está meio esquecida y pediu q eu escrevesse alguma coisa nesta data q a Becker, aniversaría

Também faz anivesário minha adorada irmã Historiadora, Ana Maria Martinez Corrêa

O melhor q eu posso fazer é passar a palavra à própria Cacilda:

 

CARTA DAS CORES DAS CACILDAS

Ela mesma escreveu numa máquina de datilografia, em papel de sêda nos seus 21 anos, eu encenei em Cacilda!! com Ana Guilhermina, Ana Abbot, Luiza Lemmertz y Anthero Montenegro fazendo o Cantor Francês, Jean Sablon, mas aqui cortei este papel mesmo muito importante pra peça como um todo e bem trabalhado na Cena, pra deixar tudo só com Cacilda y com quem for ler.

CACILDA  
(briga com cédulas de dinheiro, livros pretos de contabilidade, tintas coloridas)
DeveHaver.  
Azul-Vermelho
Verde Dollar
Cruzeiro!
Mil Réis!
Pratas! Latas!  
Tostão!
Soma! Saldo!
Pronto Bateu!
 


Não,
quase!

Já é o dia seguinte!

Apólices! já bati mais de vinte!  

Bateu! Bateu! Bateu!
Azul! Vermelho!
O Sol nasceu!

Estourei
Madrugada de Reis.  

Não há mais ninguém aqui.
Cacilda, contabiliza-te a ti!

 

(Em êxtase Iluminada, de põe camélias no cabelo. Examina os dedos e os teclais da máquina)

Dedos Teclem:
Vermelho
preto

branco.
Azul!
Pardo!  
Cinza! CINZA! C I N Z A!
Pardo!
Não.

 

(pra sí) Cacilda contabiliza-te a tí!


O meu maior temor na vida é que descubram
até q ponto sou ignorante e burrinha.
Há muito tempo
que tenho desprezado a minha alma,  

eu tenho três personalidades
ao ponto de não saber mais como é que sou.  

Eu mesma provoco choques tremendos dentro de mim.
Amo
o que não devo amar,
Faço
o que não devo fazer.
 

Entre O Deve e o Haver.  

(as tiras da máquina de calcular, jorram no chão e pinto com cor de asfalto e terra. Do seu cinto saem 5 fios de cores diferentes que fazem uma pauta musical onde três Cacildas viram notas.

A Cacilda Azul pega dois fios azuis,e leva pra cima, bem pro alto.

A Vermelha pega mais dois e leva pra Baixo.

A terceira, Dona Alzira, minha mãe Cinza Amarronzado, pega e leva para o nível médio, faz no Teatro a Pauta da Maquina de Cacilda)

Essa é minha “incontabilidade.”

Uma é a pura essência da arte,
fluida, bela
e tem uma leve Coloração Azul;
Cacilda Azul apanha os dois fios azues e leva pra cima,

nomeio do Público

Sonoplastia: Harpas de Mahler,

Outra muito material,
tem uma cor de
creme,
com riscos avermelhados
e
roxos com um pouco de dourado

(Cacilda Vermelha com baton e pó dourado de maquillagem

e leva dois fios vermelhos para o Buraco do Circulo Central, em tempo de samba)

Outra é minha consciência.  
Parda, pesada, sóbria, severa.  
(Dona Alzira leva a fita parda para a direção, entra a Música da peça “Mayerling”)

Eu distingo perfeitamente.  

Se minha primeira personalidade azul, vencesse!

(Cacilda dança todas outras Cacildas incorporam com falas)

 

CACILDA AZUL

eu sou quase uma deusa, pura, quase inerte,
passo por tudo vibrando,
refletindo como um cristal
e produzo sons,
um pouquinho dissonantes,
sabe como?
Assim como se eu caísse dentro de uma cascata
e as gotas geladas
me fizessem gritar
de susto.
Uns gritos mais agudos
e umas risadas
que a gente dá sem motivo,
um tanto desafinadas,
mas bonitas.
Eu sou impalpável.
Tudo me faz vibrar,
mas tanto sou diáfana,
que nada
é capaz de fazer sulcos muito marcados,
nada é capaz de ferir-me
a ponto de fazer sair sangue
Sou assim
como uma harpa,
esguia,
cheia de beleza,
mas sem intensidade

Vocês gostariam que fosse assim?  

E agora vamos a minha maravilhosa vermelha,
segunda personalidade.

 

CACILDA VERMELHA

Sou notável.
Cheia de dinamismo,
vibrante,
um pouco má
(acende cigarro)
calejada sabe,
ambiciosa,
tremendamente forte.
Sou assim como os pedais de uma harpa
que avolumam o som.
forte,
intensa,
humana,
amo,
choro, mordo.
Brigão lá dentro,
desejo,
anseio
e tenho um prazer imenso
em me encostar como um gigante
em cima da Cacilda Azul e da Cinzento.
Vermelho e Cinza! Beleza!

Me reencosto como num divan,
no fofo azul água de você primeira personalidade.
Brinca com você de primavera
e de vez em quando
tiro um mi bemol
(na tecla piano ela repete a nota e o sentido prolongado que a nota lhe traz )
ou um si sustenido,
(sustenta a emoção desta nota)

forte intenso.
Sou a maravilhosa harpista,
que toca por tocar
para se divertir com a própria brincadeira
e faz um barulho tremendo,
gosto de beijo,
de fumo,
de álcool…

 

(Anda sobre o Pardo. Luz chapada, de serviço, sem mistério, teatro direto do realismo das quedas nos aqui agora de trip de consciência  sem música Retorna Cacilda somando-se às outras duas Cacildas. Silêncio)
 
CACILDA PARDA

Estou sem graça, com a minha terceira personalidade parda:
meu caro, eu quase não distingo,  
sou muito esquisita,  
a pobre coitada sofre tanto  
a força da
azul da vermelha
que ainda não está bem formada.   
É por isso que nem sempre raciocino com muita clareza
Concordo com a audácia da  vermelha
mas discordo dos seus desejos;  
condeno a superficialidade da azulada,  
mas
adoro sua forma,  
a cor e a verdadeira beleza que ela tem.  
É por isso que sou parda.  
Cinzenta quase.  
Vivo uma profunda melancolia:
senho sobrecarregado,  
sempre procurando resolver um problema muito sério,  
decidir como um juiz, imparcial
qual das duas personalidade será a mais forte   
e a mais digna de vitória.  
É essa pobre melancolia  
que você vê agora no meu rosto:
é a consciência  
pasma de mim mesma!

Se você soubesse depois as consequências!
A Azul, A Vermelha a princípio,
ficam cheias de remorso  

e depois começam a rir,
(Silêncio

Cacilda Vermelha pelo espaço todo RÍ)
riem desbravadamente,

(A Azul e A Parda também riem)
loucamente!

E sabe quem sofre?  
É uma coisa que ainda existe lá dentro  
que eu não sei o que é?  
Fica compungida,  
dá um aperto no coração!  
É algo que existe  
mas que quase nunca aparece!  
Nunca, nunca.  
Fica sempre desconhecida,  
mas no momento desse choque  
das minhas três cores  
ela surge de leve,  
mas persistente,  
parece assim,  
uma gotinha d’água  
que treme no canto aos meus olhos 
É uma lágrima que chora 
É esquisito!  
E de repente some de novo…  


E As 3 Cacildas s misturam 
Tudo me mistura,  
se condensa
e dá assim essa confusão nebulosa,  
Parda, Azul,

CACILDA VERMELHA

dourada, avermelhada de som,
melancolia, de um ritmo de swing, samba
de balada,

 

CACILDA PARDA

e as vezes …de inércia   
e espanto!  

 

AS TRÊS CACILDAS

Essa confusão humana,
absolutamente Cacíldica,
minh’ alma?
Não sei,
nunca ninguém descobriu;
nunca alguém atingiu,
nem eu,
mas todas as coisas juntas,
tocam
e fazem vibrar.

 

CACILDA

Por isso
gosto e desgosto de uma coisa só.
Por isso
eu mesma não me encontro.

Cansei de me procurar.
Até parece uma grande orquestra,
de quem não conhece instrumentos,
e não distingue saxofone de clarineta.  

Não me peça para dizer
o que significa
o dó, ré, mi, fá, sol, lá, si
nessa sinfonia…
e muito bemol ou sustenido.
isso será loucura
ou falta de assunto?

Quanta bobagem!
Mas quanta verdade.
(para o público)

Tocador do lá
desta sinfonia confusa,
um beijo para você  

 

Cacilda Becker