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Arquivo mensal: outubro 2017

O Brasil tem um vêio de

referências cultural e existencial
pelo qual o rumo a seguir nos é
conscientizado: Gregório de Mattos,
Villa Lobos, Oswald de Andrade,
Nelson Rodrigues, Glaber Rocha.
Nessa linhagem está Zé Celso.
O que os liga? Um clamor, um
convocar, um convulsionar, um
amar. E mais que amar: proclamar.
Esse agir vem de uma alucinada
herança ibérica, barroca, mítica,
onde, no sagrado e no profano, nós

nos perdemos, nos achamos. E nos
salvamos.
O Zé pertence a essa
temperatura, a essa pulsação. Um ser
extremamente energizado,
fustigante, ardido de tanta lucidez,
onde a paz do conformismo, em
pânico passa ao largo. O Zé tem,
com relação ao Brasil, uma
obstinação cultural, existêncial de
lobo faminto. É um ermitão que não
prega no deserto. Aliás, onde o Zé
prega não há deserto. Acompanho
suas declarações, suas fotos, leio
suas entrevistas, admiro suas barbas,
seu cajado, seus olhos de vidente. O
Zé é um transformador.
A partir do Bexiga e do
Oficina (esses espaços, no meu
entender, são um só) o Zé se

espraiou por muitas zonas e muitas
gerações. A partir desse Bexiga,
dessa Oficina, o Zé nos traz o
desassossego mais provocador, mais
tronitoante, mais triunfante de São
Paulo e do Brasil culturalmente
falando. O Oficina dá ao Bexiga a
dimensão da inquietação da Arte na
vida e projeta esse bairro à altura da
Cidade de São Paulo e do País. O
Oficina é um marco histórico,
cultural, visceral de uma Cidade, de
um Estado.
O que pretendem por no
lugar? A desgraça do nada? A lama
do nada?
“Das profundezas clamamos
por vós Senhor. Senhor, ouvi as
nossas vozes. Se observardes as

iniquidades, Senhor, quem
subsistirá? ”

Fernanda Montenegro

Muito Amada Fernanda Montenegro

 
sentí 
y milhões de pessoas também,
sua phala sentída,
vinda de seu corpo feito de Atriz Rainha
do lugar deste ser: o mais enjeitado q nunca Teatro Brasileiro
sua delicada potência de Atriz d Teatro
captou o “Terror y Misérias” deste Novo Reich 
q já saiu do “Ovo da Serpente” 
agora
transformando o Brazeiro Brasíl
in BRA$ZIL

 

mas ao mesmo tempo esta tua fala
dá Início,
tenho a certeza,
ao desacovardamento de todo povo
q tem sído massacrado
pela $anta Porrada de cada día
vinda de címa da Pirâmide 
mas q depois d sua novíssima Cena
já está voltando a querer
a grandeza majestosa do  poder do teatro
brotou água viva em suas palavras xamânicas
simples , versos de cura da doença do acovardamento
 
estou sentindo o mesmo q você:
o Grupo $ilvio $antos 
fez juz ao nome SS
na Ultima Audiência no
Conselho do Patrimônio Histórico Arqueológico Artístico e Turístico, o CONDEPHAAT 
o Advogado do SS
há duas semanas atrás
nos golpeou com um  putch nazista:
acusou-nos a termos nós: artistas, técnicos, funcionários 
de termos destruído o 2º Teatro Oficina Tombado por sua História
e construido o projeto Ilegal da “Arquiteto” Lina Bardi, depois completado pelo Arquiteto Edson Elito
 
Foi o maravilhoso Canto de Cisne  de Lina:
a sua 1ª Criação foi sua Casa de Vidro, voltada aos 4 Cantos
no alto do Morumbi, cercada por uma Floresta y penetrada por uma Árvore.
Nesta Última Obra Prima: o Teatro Oficina Terreiro Elektrônico, criou um Janelão Enorme de Vidro dando pro Minhocão y plantou com suas mãos uma Árvore que cresceu tanto nos últimos 27 anos q foi dar sua Sombra no Terreno do Entorno Tombado do Teatro Oficina, de Propriedade de Silvio Santos.
O Tombamento foi publicado no Diário Oficial do Estado de São Paulo em 1983
y foi realizado pelo pianista João Carlos Martins,
então Secretário de Cultura,
tendo na Presidência do órgão o Geógrafo Aziz ab’Saber
y por Conselheiro o grande artista Flavio Império,
autor do 2º Oficina,
inaugurado com “O Rei da Vela”, há 50 anos.
 
Depois o Teatro Oficina foi Desapropriado pelo Governador Franco Montoro.
Ambas medidas : Tombamento y Desapropiação,
nos seus Laudos, focam a defesa do Teatro Oficina
determinado sua proteção contra as investídas do Grupo SS.
 
Durante 37 anos, por lutas do Público, do Povo,
o Grupo SS não conseguiu construir nada em seu Vazio.
Agora neste momento nazista, Silvio Santos entrou numa Paranóia Terrível,
estive com ele numa Reunião na sede do SBT no Anhanguera
em q o Santo  Eduardo Suplicy ,atualmente Vereador, conseguiu a q se realizasse com presença das  Arquitetas do Entorno do Teatro Oficina, de minha pessoa y do Prefeito Dória.
Este propôs q as Arquitetas Marilia y Carila, se reunissem com o Arquiteto do Grupo SS.
Silvio Santos mudou muito, não ouviu nada.
Era monocórdio y só dizía pra mim 
-“deixa de ser artista, deixa de ser sonhador,você acha q eu vou dar esse terreno pra você?” 
Eu replicava-“não é pra mim, estou com 80 anos, é uma Causa Pública.
Você é mais velho q eu .Nós vamos morrer lógo.”
Silvio Santos- Eu não vou morrer Nunca!
 
Paro por aquí, mas envio a defesa maravilhosa q as Arquitetas Escreveram , q está sendo examinada pelo Relator do Condephaat pra dia 23 numa reunião decisiva pra minha vida,
a das pessoas q criam nestas terras y sinto q pra nós q amamos Teatro, y pro movimento de Liberdade da Cultura inspirando a Educação q pode nos livrar deste momento mais q corrupto:
Nazista y Emburrecedor.
Fernanda, estamos juntos como nunca, nesta peça
de transformar , virar do avesso esse Bra$ZilInsuportável.
Zé Celso 
“Exú das Artes Cênicas”
 
Honraría q mais adoro, concedido por Mãe Stella da Bahia
q com 80 anos assistiu de pé , por uma Semana, no Teatro Oficina, as 5 peças de “Os Sertões” de Euclides da Cunha.
Nossa religião é o Teatro, mas ambos fomos muito inspirados pelo Candomblé
 
Laroiê