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Arquivo mensal: fevereiro 2018

O Rei da Vela 2018

d Oswald de Andrade

Renasce

das Cinzas da 4ª Feira de Cinzas,

pra si dar de nôvo, nôvo

Fôgo na Véla

no Palco do Teatro Sérgio Cardôso    

5ª, dia 15 às 19:30

Depois d 50 anos Recriado,

volta a ser outra vez TransCriado.

Esta Obra Prima do Poeta Oswald d Andrade

é uma Esponja q capta a vida ao vivo do Tempo,

sempre no aqui agora.

A trasmutação radical no Elenco dos Artistas

traz de novo a beira do abismo, em q temos q estar vivos pra recriarmos todas a Interpretações.

Muda o Rei, a Rainha, o Rei dos Reis, muda tudo!

O Rei Renato Borghi

passa a Corôa pro Astro Rei do  Teatro Oficina q vai Coringar com Êle, o Protagonista: o E$peculador Abelardo 1º: Marcelo Drummond,

em seus 55 anos d vída, 30 vivídos no Malho da Bigorna do Oficina. A Maioria de suas Atuações estão gravadas: Ham-let, Jesus das Comídas, Bôca de Ouro, Euclides da Cunha, Walmor Chagas, Oswald d Andrade, Agatão d “O Banquete” ~ da Associação Teatro Oficina UzynaUzôna Parque do Bixíga

A Diva: Cristina Mutarélli, uma das Maiores Atrizes do Brasil y do Mundo,

vai viver a DONA CEZARINA- a Rainha Matrona da Aristocracía do Café Paulista.

Todo o elenco, dos Novos y dos q estavam, atuaram em Todos os Ensaios. Y tivemos a delícia d praticar o mais gostoso da nossa profissão: Ensaiar todo Time, jogando juntos.

O Magnético Fred Steffen, o Pentheu d Bacantes y Acebíades do Banquete de Sócrates, fazendo agóra O Rei dos Reis: O Banqueiro Mister Jones: o Tramp: o AMERICANO.

Vera Barreto Leite atriz de Teatro q tem dentro d sí: Vera Valdez:a Modelo Prediléta de Chanel,vai revezar comigo na Personagem da Dona Polóca,o Virago da Casa Grande. A Reaça das Reaças d chicote y terço nas mãos,em q Véra, revéla a Vierge folle, a Tia Louca

Devassa.

A Chegada deste Quarteto de Grandes Artistas Reinventou  a Peça através da Reinterpretação Receptiva do Grande Elenco de Grandes Atrizes y Atores q já faziam a peça em 2017 y criou “O Rei da Vela d 2018”.

É impressionante o Poder Shakespereano da Peça d Oswald. O Poeta criou esta Grande Ópera de Carnaval do Capitalismo Mundial no Etherno Retorno das Crises do Capitalismo.

ABELARDO 1º– Somos Parte de um Todo Ameaçado: o Mundo Capitali$ta. Há um momento em q a Burguesía abandona sua Velha Máscara Liberal. Declara-se  cansada de carregar nos ombros os ideais d Justiça da Humanidade, as Conquistas da Civilização e outras besteiras! E Organiza-se como Classe, Policialmente.

Esse momento soa outra vez no mundo d hoje numa Grande Luta de Classes Armada, Ativada pelos Renti$ta$ contra os seres Humanos numerosos demais, do andar de baixo. Foi o Andar de Cima do Império q através d seus lacaios políticos no Brasil deu o Golpe de 2016, tucanamente chamado de “Impeatchement”.

A Peça foi escrita em 1933, ascenção dos ísmos: nazismo, fascismo, stalinismo, em 1937 foi publicada: ano da 2ª Guerra Mundial; e em 1967 encenada pela 1ª vez, na Ditadura $ifil Militar em momentos como o q vivemos hoje.  

Talvez nas 3 últimas décadas de uma relativa democracia q tivemos, esta peça não fosse tão penetrante como hoje. É q a burguesia usava sua velha Máscara Liberal ainda.

Ou melhor, ela posava, permanecia oculta, sobretudo nos anos do Governo Lula e Dilma.

Em 2018, depois d sucessivos Golpes, sobretudo no assassinato das conquistas sociais d séculos no Brasíl desde a  Lei Áurea;

d Guilhotinadas Orçamentais no Assassinato Cultural em q passaram a  chamar os artistas brasileiros d  vagabundos y d Condenar o   Bode Lula, aquele q além do bem y do mal, incarna a evolução social, cultural, do Brasil na curta democracia brasileira.

Nesta TragiCômica História do Brasil, O Rei da Vela brilha mais q nunca.

Ainda este ano o Grupo Parlapatões vai montar ‘O Rei da Vela”, com o Hugo Possolo, q já fez em cena o Palhaço Piolin,o Abelardo Pinto, q inspirou o autor da peça  a criar o Abelardo I. Vai ser a  realização do sonho d Oswald: o Palhaço Piolin  protagonizando  “O Rei da Vela”.

A Peça é Poesía Teatral do Poeta Maior, por isso pode ter inúmeras Interpretaçõesa partir do Talento das Atrizes y Atores q atuam n’Éla.

Apaixonei-me já nos Ensaios quando percebí q todos estavam Apaixonados entre sí y pela peça. Fiz dos melhores ensaios d meus 80 anos.

Tudo me inspirou.

A Betinha, Cantora y Fonoaudióloga veio pra cuidar da vóz dos Artistas.Desde q cantou suave y pleno d musicalidade um Ó pros Artistas da Peça cantarem com Éla, aconteceu uma revolução q venho desejando há anos no Oficina.A Fala, o Canto, Cantado, Modulado, com vozes Múltiplas saindo d cada Artista.

La Mutarelli  revelou-se uma nova Eugenio Kusnet com a Maestria da direção das falas, em seus mais insuspeitos y específicos segredos da atuação em Teatro.

Catherine Hisch-Poeta q vem nos inspirando há anos na direção dos Artistas em Cena, da Luz, do Som, por sua sensibilidade nada explicativa, mas sentida ao vivo vinda d sua Imaginação q desperta a Imaginação d cada um y de todas.

Marcelo Drummond , (q tem um texto imenso, maior q o d Hamlet, q fizemos na íntegra) no último ensaio meu no Oficina , ví correr vivo, o 3º Ato, o d mais texto de todos os Atos , talvez os mais belos d Oswald.

Eu estive tomado de excesso d dirigismo por paixão pelos poucos y muito vivos ensaios q fizemos. Brigamos muito Marcelo y eu.

Ele ontem, dia 9 d fevereiro, até pediu q eu não fosse ao Ensaio do dia 10. Ele queria ensaiar só com os Atores. Senti q ele tinha razão d ter brigado muito. Era pra buscar encontrar o “seu Abelardo I”,dentro d seu Corpo.

Eu o interrompia muito. Mas em seu Corpo acaba de nascer Outro Abelardo I, antenado no aqui agora em toda beleza y Humor de sua Inteligência d Ator.

Fred Steffen traz num Corpo Treinado de Atleta Afetívo o Magnetismo do Rei dos Rei$.

Todo Fascínio das Personagens Poderosos

Escolhídos pelo sistema como Papa do $ifrão.

Escreví dos Atores novos na Peça, mas o Talento dos q fizeram com Renato Borghi o Triunfo do Rei o ano passado, foram a Terra em q os Novos Aterraram.

Y todos, já com a vida vivida em cena de um sucesso de público,puderam profundar o interior d suas vísceras como a Heloisa de Lesbos d Sylvia Prado, a João dos Divãs de Camila Mota, q transmutou sua Personagem, sobre tudo numa Cena nova: num Conflito Armado entre Fred o Americano, Marcelo Abelardo I, Dona Cesarina La Mutarelli , O belo Roderick Himeros, incarnando o 1º Fascista do Teatro Brasilero com sotaque carioca: o Perdigoto y Dois Favelados: uma Baiana alugada pelo Ministério do Turismo y Tony Reis, um Bandido Negro, trazído a força pra trabalhar como escravo na Festa de Noivado na Ilha na Baía da Guanabara do Magnata Rei da Vela.

Uma Cena de Guerra do Rio de Janeiro Hoje,

entre a Favela y a Cidade.

Camila Mota, incarnada na Trans João dos Divãs, liga o rádio pra impedir o morticínio em processo, y sintoniza uma Valsa d Straus q desfaz a Cena armada prum morticínio-num valsar Surrealista com os Inimigos Valsando Juntos no Palco Giratório.

Ricardo Bittencourt chega da Baía Lindíssimo

Y tranquilo no recriar seu PiTanga o Cliente Inadimplente, na situação q nos condenaram a todos, povo y artistas fora das Castas Globais: miséria y fome.

É bom ver esta Cena, pra ver quanto ela se parece com a da maioria da população y conosco q vivemos de bilhetería.

Temos Público, mas pouco tempo nos Grandes Teatros. Seu Intelectual, surge agora com momentos de Respiração y efeitos de afastamentos emotivos pra nos aproximarmos mais dos humanos demais.

Tulio Starling este grande ator q faz Abelardo II, Vice de Abelardo I y seu Oposto: Totó Fruta do Conde, o Viado da Família, sai reforçado. Ensaiamos muito na quebra do Limite da Personagem, pra sair d ‘Éla, deixar respirar sua Entidade em seu interior quântico humano, Um afastamento oposto ao d Brecht, pra aproximar o ator do mundo dos sentimentos humanos secretos das pessoas vivas no Público.

Tudo aconteceu nestes Ensaios no Oficina.

Hoje aportamos no Palco y Platéia do Teatro Sérgio Cardoso. Nos Cenários de Helio Eichbauer, as Luzes de Beto Bruel.

Nos Figurínos, nas Maquiagens.

Outra Viagem.

A partir d 5ª, já será com o Público

descansado na 4ª das Cinzas, entrando no ano 2018, atiçado pelo entusiasmo da Felicidade Guerreira, do novo “O Rei da Vela”.

Esta peça de Poética Cosmo Política Antropófaga Indígena, vai nos inspirar, pra nos inspirarmos todos, no Palco y na Platéia pra abrirmos depois deste Carnaval Magnífico vivído com muita Imaginação cosmo-política deste 2018, Ano q começa agora,depois da semi  trégua, das Festas d Fim Começo d Ano, Férias, Carnaval.

A Estreia de “O Rei da Vela 2018” reinicia, pilha a energia apaixonada de todos apaixonados, nos diferentes movimentos libertários,encontrando-se em Orgyas de Devoração dos Golpes com muito Humor, Criatividade y Sabedoría Estratégica.

Não é mole derrubar o Sistema da Casa do Rei da Vela.

Zé Celso

10 d Fevereiro d 2018

EVOÉ MOMO

 

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