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Arquivo mensal: novembro 2019

RE(IN)SSUREIÇÃO 

RODA VIVA 2019

NO RIO,
Q A PARIU 

EM 1968

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Chico Buarque no ensaio da peca roda viva, em 1968.

Flavio Império, arquiteto  cenógrafo de teatro, figurinista y eu, fomos  Convidados pelo jovem Poeta Músico Chico Buarque  pra Encenar seu Primo Canto no Teatro: “Roda Viva” .

Em dezembro de 1967 chegamos no Rio.

Chico foi quem investiu na  Produção da Peça. 

Já tinha sido criada uma Ótima Banda.

Começamos com  testes pra escolher um Coro com 4 Cantora(e)s. 

O Cenário do “Teatro Princesa Isabel” 

no Leme era a magedoura 

onde sería Parída “Roda Viva”

Criados Negros  vestidos á la  Debret

ensaiados pelos Donos do Pedaço a saudar o Público curvando o torso, cabeça , mãos, até o chão, elegantemente como no Século 18,

 o da Escravidão.

 

Num Repente

a Insurreição Mundial do Século XX em 1968; 

Invade aquele Cenário.

13 corpos de Indivíduo(a)s absolutamente diferenciados, 

q já faziam sem saber, um Coro

Vinham já com um Corifeu Imantado: o Cafúso Samuka, 

Cabeludo Black Power: Fenômeno!

Nijinski Tropical sem Pulos!

 Pés Na Terra

Imantando, dançando o Chão do Espaço: Plateia Palco.

Estes Invasores vinham d Planeta não percebido ainda: 

A TERRA IN SEUS CORPOS TERRÁQUEOS

Todas as revoluções inimagináveis daquele 68 aqui agora

q não diferenciavam Palco-Plateia; 

tocavam nas Pessoas  como si as Despertassem d um sono centenário.

Os Ensaios em minutos do “aqui agora” SALTARAM SÉCULOS! 

Desde a Antiguidade este “Coro Pré-Grego” foi buscado pelos Grandes Criadores  da História do Teatro Ocidental. 

OS COROS dos Musicais Americanos eram já cultuados,

no levantar das pernas rigorosamente juntas. 

O  Coro d improvisadores lucidamente possuídos, 

Time de Jogadores do Futebol Teat(r)al com o Público; 

nasceu Telúrico no Brazyl: 1º TROVÃO Do Ano D 1968.

Ensaios viraram Pré Carnavalescos. Portas Abertas. 

Buchicho surgiu y chegou aos 

Artistas na Assembléia Permanante Posto 9 Ipanema. 

Vinham fazer o Papel de Público Atuador

Uma dia: baixou Mick Jagger y a Estrela Africana,

Cantora  do Pata Pata: Miriam Makeba ao Vivo. 

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Marieta Severo, Antonio Pedro Borges, Heleno Prestes e coro. Foto: Acervo Flavio Imperio

17 de Janeiro de 1968: ESTREIA

 Efebos, Donzelas Fãs do Chico de “A Banda” 

Pasmos! O q? “Teatro de Agressão!?

Não como foi rotulada

Mas Iniciação  num Floramento Deflorado da Hora!  

Todas as Sessões Lotadas

“Roda Viva” seguiu pra SP no Teatro Galpão. 

Plateia também Lotada. 

 A “Milícia do CCC: Comando de Caça aos Comunistas,

assistiu umas 70 vezes a Peça.

No final d’um Espetáculo, in poucos segundos, deslancharam  a “Operação Quadrado Morto”  tentando apagar a RODA VIVA”.

Destruíram as cadeiras do Teatro, subiram nos Camarins

 PARA-MILITARES do Patriarcalismos, 

bateram nas Mulheres Atrizes, 

a divina Marília Pêra foi a que mais apanhou .

Em SamPã substituia a lindíssima Marieta Severo, no papel d Juliana, mulher do Ídolo da Peça no Rio.

Na TV Tupy, 100% de Audiência Entre os apoiadores do Ataque x Líderes da Classe Teatral nos Movimentos d 68  . 

Os mais Conservadores do Teatro, estavam apreensivos :

Será q vamos toda(o)s ter de fazer este tipo de Teatro?

Manhã do day after do Ataque: Cacilda Becker, declara na TV :

“TODOS OS TEATROS SÃO MEUS TEATROS”

À Noite  o Teatro estava Reconstruído!!!!

Multidão Dupla Populosa: dentro y fora da Teatro. 

A de Fora , na Rua  com estudantes da “Faculdade de Filosofia da Maria Antonia” y de Toda a Cidade, faziam uma Roda d “Segurança”

Coroada de Hera, Silvinha Werneck com um Pedaços de Pau,

era a Graça d  Boticelli 

Em Porto Alegre no Imenso Teatro Leopoldina montei Roda 

y voltei pra SamPã.

Nesta Noite, o  3º Exército Invade o Elenco no Hotel , 

fugindo dos quartos, pras Escadarias,  artistas y técnicos 

perseguidos por cassetetes.

Sangue nas Paredes, Degraus do Hotel…

A Famosa  Vedete Elizabeth Gasper q fazia o Papel de Juliana no Sul, 

y o Violonista Zelão, foram raptados, levados  pro mato, 

ameaçados de estupro. Num Ônibus de volta a SamPã,
enfiaram todo Coro y Protagonistas amontoados Sangrando.  

O 3º Exército proibiu em Todo Território Nacional “RODA VIVA. 

Prenúncio do  atualmente famoso “AI 5”.

Violências com q esta Florada Cultural foi Massacrada nos Corpos de Cada Pessoa  inventores d’um Teatro Musical Brazyleyro Mundial, nunca Visto.

Prometi a mim mesmo: isso não fica assim. 

Longa abertura, Restrita, Gradual” da Ditadura 64

voltando do exílio

Retorna o Desejo de Encenar esta Obra Prima Tão Sacrificada.

Vem a Busca de recriar aquele  Coro no Teatro Oficina Uzyna Uzona, Só foi  foi encontrado em  “BACANTES”.

Levados pela  Justiça Justa d Xangô  

Começamos a Desejar re-encenar o Tabú Máximo do Teatro Brasileiro: “RODA VIVA”

Chico não autorizava, achava sua primeira peça fraca. 

Mas eu insistia: ”O Primeiro Canto” é Célula Mater d toda Arte Futura..

Depois do GolpInpchment d Dilma em 2016 Chico Libera a Peça!

28 de Outubro d 2018 Aniversário dos 60 anos do OFICINA 

Data da Vitória Eleitoral do Bolsonaro

Cantando pra não Chorar, na madrugada 

 Decidimos: Vamos montar Roda Viva 2018-19” .

Em 1968 não tinha INTERNET

Nem Música Sertaneja Universitária Filha do AgroNegócio.

Neste mesmo Lap  Comunicador 

onde estou agora, 

mãos à Obra :

reescrever “RODA VIVA”

atento a preservar os versos, 

rimas preciosas,

Estrutura do Enredo de um auto religioso

Bem Tramado d Chico. 

Catherine Hirsch, q assiste no Teatro Oficina 

Ensaios  y Espetáculos já in Cena 

Desempenha o Papel da Multidão-Público.

Como o Pov(o) Público é o q mais me Interessa como Amante

Ela é Minha Diretora; 

O Jovem Nolram, recém chegado do Acre, competente na digitação

 y entendido de Sertanejo Universitário .

Os Três viemos pra este Comunicador

Renascia na Escrita: “Roda Viva 2019”.

Ensaios com Multidões: Coros, 

Atuadores mais Experientes na Protagonização. 

Banda, Luz, Som, Arquitetura Cênica, Figurinos, Diretores de Cena, Vídeo, Contra Regras: um TYAZO DIONIZÍACO.

Amores, Amados, Amantes, progressivamente atuando 

cada noite mais ao Vivo

A Incorporar Além do Bem y do Caos

2019 o PIOR ANO de Todas Nossas  Vidas 

mas q acabou  Criando uma Primavera Cultural no Brazyl!

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Arte de Igor Marotti sobre fotos de Jennifer Glass, Paula Caldas e fotógrafos que nos seguiram durante a temporada de Roda Viva em São Paulo.

RODA VIVA NO TEATRO OFICINA

Lotou Todos, absolutamente Todos Espetáculos q fizemos em SamPã.

Não há melhor treino pra criação ao vivo no Teatro

q Fazer Espetáculos Todos os Dias com o Lugar Lotado d Pessoas : 

Atrizes, Atores, Coros, Música(o)s, Técnica(o)s Improvisadores… 

Enfim todo Tyaso assim foi crescendo, chafurdando no q é a Novela dos dias d hoje o Jornalismo y a prática da cosmo-política foi comendo tudo y se prepara agora pro o Banquete com o Público Carióca.

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A Internet (Clarisse Johansson e Kael Studart), Ben Silver (Roderick Himeros) e o Câmera Ligada (Igor Marotti). Foto de Jennifer Glass, no Sesc Santos.

Meu Ator Zé Celso, Inicia o Espetáculo sempre como um Corifeu  ensaiando o Público Atuador, de pé, estendendo seus braços pra diferentes Focos da Ação, numa Trilha Musical q Corre todo 1º Ato.

Fácil de captar. 

Depois Rezamos com Villa Lobos y Manuel Bandeira pra divindade panteísta: a Natureza nos transmitir nossa força d ação. 

O Público nos Teatros como o Maravilhoso Teatro da Cidade  das Artes se vê Espelhado num Celular Imenso  y em Telonas. O Câmera Ator Igor Marotti, filma em dois imensos planos sequência no 1º y  no 2º ato , q são projetados sempre ao Vivo.

Projetados  no Celular, as Pessoas do Pública(o) se veem y passam a ser Público Atuador em todo decorrer da peça. 

Sendo Xamado de IÁ! = O SIM DO SIM: o Oposto ao AI!

Vamos devorando formas y estilos gastos

 da Vida até a Morte y a Ressureição na Insurreição

 q estamos todos já quase ouvindo, mesmo sem saber 

no latejar do IN-SURGIR.

Pela 1ª Vez em minha vida

Eu estive presente em todos os espetáculos com meu assistente Beto Eiras do lado.

Anotamos descobertas de cada lance diário. 

Entro às vezes em Cena, 

sem maquiagem vestido sempre de Branco

ou com um Poncho dos Índios  Tarahumaras,  

Tribo no México em q Artaud

 tomou peyote  nas giras com Índios 

Gargalhando, Peidando em Rodas Vivas nos Altos Morros. 

Recebemos os Fluxos do Brasil y do Mundo 

In Re-Insurreição d Terráqueos

In Barcelona, Líbano, Hong Kong, 

Argentina, Equador,  Peru, Chile com os Índios Mapuche,

Das Mil Tribos no Território América Latina Brasil,

Brotam os talentosos Xamãs Intelectuais Contemporâneos

Negros Haitianos, Americanos, Africanos

“Roda Viva 2019” introduz  a gíria dos mêmes da Internet 

na Língua do Teatro ; 

no movimento q, Terráqueos q somos,

ameaçados de Extinção, 

mas numa progressão regressiva a 

subjetividade do meu Corpo meu Território.

Um Corredor estará Aberto na Plateia pra comunicação forte

com Todas Pessoas neste Imenso Teatro.

Todo Elenco y Público ligado 

no Mundo in Mutação pro seu fim ou seu renascimento

Vamos agir juntos Público pra não Extinção da Terra.

Pra nosso  Re-Nascimento como Terráqueos.

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O Coro canta Caravanas, de Chico Buarque – Kelly Campello, Nolram Rocha, Tulio Starling, Cafira Zoé, Mayara Baptista, Marcelo Dalourzi, Tony Reis, Kael Studart, Camila Mota, Danielle Rosa, Sylvia Prado, Fernanda Taddei, Lina, Wallie Ruy, Cyro Morais, Gabriela Campos, Clarisse Johansson… Foto de Jennifer Glass.

Descobrimos a Alegria Poderosa da “Roda Viva” 

Nos anos 60 a MPB cantava esta Obra Prima de Chico 

com Tristeza d Vítimas. 

Mas a Roda Viva gira sempre a favor de Mais  Vida.

Por mais q queiramos segurar nossa Saudade

fazendo o Tempo parar,  a Roda Viva nos passa uma rasteira

 y nos põe de pé de novo em situações inesperadas q assumimos 

na Alegria Intensamente Trágica, Cômica y Orgiástica.

Somos Moídos por Ela, sobretudo nos momentos de um mundo q agoniza y ainda quer nos levar junto, mas q ao mesmo tempo nasce esta RODA VIVA  relembrando o q é Viver ao Vivo. 

chile mapuche

Chile despertó

O Fim da Terra , o Levante dos Mares, o Degelo das Groenlândias, as ondas de fascismos se transmutam na “RODA VIDA DA VIDA VIVIDA”

q coça com o Erguer-se  dos Povos Terráqueos 

Índias-Índios vem vindo de baixo pra cima. 

Chegou a Hora:

Coragem y Muita Alegria.

O Carióca tem Humor na Pele, pra Nós do OficinaUzynaUzona

chegar à Cidade Sempre Maravilhosa 

é  encontramos com  Nosso Público Namorado 

O mais Amado

Mais q nunca Amantes y Amados, 

vamos  gozar juntos na “Roda Viva” 

pra q o Mundo não Acabe.

Estou doido pra este nosso Re Encontro inspirado in Éros.

“Roda Viva” vai nos unir na ação, mais q Nunca.

Zé Celso Amante

 

31 d Outubro dia das Bruxas

Xamando todos os Santos y Todos os Mortos pra estarem na nossa Estreia dia 8 no Teatro da Cidade das Artes na Barra da Tijuca.

MERDA