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Acordes

Acordes 2013 em construção para estar presente e ser dado publicamente no Sábado e Domingo no Teat(r)o Oficina às 18h, a preço de ônibus R$3,00.

Enviem sugestões para esta reconstrução através dos comentários nesta postagem deste Blog.

Acordes 2013 é o nosso Manifesto.

O texto na íntegra pode ser baixado aqui: Acordes Integral.

Hoje, como em 1967 foi “O Rei da Vela” e em 1968 “Roda Viva”, encenado com os próprios jovens manifestantes.

Hoje, dia 26, comemoramos a passeata dos 100.000 renovada nas Manifestações que tem conseguido muita coisa importante. Vamos juntos conseguir mais no Meio Ambiente, na Questão Indígena, nos Direitos Humanos e numa Educação não para o Mercado, ou para a Disciplina Militar, mas plugadas à Cultura e à Arte.

IÓ!

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Passeata dos 100 mil

Um cumprimento a Gilberto Gil, que faz aniversário hoje e deu uma das belas manifestações sobre o que está acontecendo.

intimacao

Pois é. Acabo de receber esta intimação policial como “Ilmo. Sr. Diretor da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, para fazer comparecer no 23º DISTRITO POLICIAL DE PERDIZES, dia 11 de junho, um dos nossos tecno-artistas associados para elucidar os fatos, e mais: reconhecer os atores de teatro em fotos ou vídeos postadas na web sob o título “Decapitação do Papa na PUC”, na “Ocupação da PUC pela Democracia”.

Achei o documento francamente delicado, educado, mais ainda, até afetusoso. Mas… o fato é que estamos sendo precessados mais uma vez pelos que devíamos processar pelo desrespeito ao Teatro e ao Estado Laico Brasileiro: os “Fundamentalistas Católicos Apostólicos ROMANOS”, que consideram a atuação teatral farsesca mais desrespeitosa do que o próprio ato destes Fundamentalistas de violar o espaço até então livremente sagrado da Universidade Católica.

Os alunos e muitos professores ocuparam a Universidade em virtude da nomeação para a Reitoria de uma candidata que pegou 3º lugar na eleição, mas foi a escolhida antidemocraticamente pelos representantes do Vaticano no Brasil por estar de acordo em transformar a PUC num “Recinto de Pregação Fundamentalista ROMANA”.

Estamos pasmos de ver todo dia e toda noite as epidemias mundiais assassinas na violência praticada pelos Monoteísmos Fundamentalistas de todos que se consideram donos de “Uma Verdade Absoluta” e “Um só Caminho”.

Ratzinger, antes de ser Bento XVI, já tinha castrado o movimento da Teologia da Libertação, de importância imensa para a vida cultural, religiosa e social do Brasil. No ano passado, quando sua fé como Papa já estava se perdendo, o representante de Deus na Terra quis tornar a PUC o que era no seu início.

Eu fiz dois anos de Filosofia na PUC nesta fase inicial, antes dos anos 60, ao mesmo tempo que fazia Direito na São Francisco. Desisti porque, entre outros, nosso professor Alexandre Correia, por exemplo, explicava com argumentos na matéria que lecionava, Lógica, a transubstanciação da Eucaristia em Corpo de Cristo… Vocês acreditam?
O Livro de Filosofia adotado no curso era um Catecismo trans-medíocre do Padre Leonel Franco.
Mas depois a PUC evoluiu de acordo com a evolução da Igreja nos anos 60,70 e 80 e tornou-se mesmo um reduto das mais decisivas lutas para derrubar a Ditadura Militar no Brasil.
O velho fundamentalismo do ensino havia sido superado e a Universidade Católica de Perdizes tornou-se Exemplar no Brasil e no Mundo pela sua prática da Liberdade Criadora nos Ensinos da Ciência, das Tecnologias e das Artes.

No ano passado estudantes da PUC foram nos procurar quando estávamos fazendo a peça “Acordes”, de Bertolt Brecht, chamando-nos outra vez à luta pela Liberdade do Ensino Laico no Estado Brasileiro Laico, na PUC agora ameaçada pela regressão à uma Universidade Fundamentalista Católica Apostólica ROMANA.
Os estudantes tinham ocupado a PUC e não permitiam a entrada da reitora imposta pelos representantes do Papa em São Paulo.
Na peça “Acordes” havia um Bonecão que representava o Capitalismo e que era despedaçado por dois Palhaços numa Cena de Circo de Horrores, no estilo tradicional teatral de “Gran Guignol”.
Então adaptamos o texto para a situação que a PUC estava sofrendo e apresentamos esta cena clássica do “Circo-Teatro” de Todos os Tempos: a Desmontagem, a DesParamentação, a retirada de uma Máscara Papal, tal como o próprio Ratzinger que acabou, ele mesmo, safando-se, saindo dela.

Será que a Bruxaria Teatral tem este poder? Libertou Ratzinger da própria Estrutura de sua Fantasia Papal?

O Teatro tem este poder: o de mostrar o ser humano mortal Paramentado com as vestes que lhe conferem Autoridade, muitas vezes destruindo a própria humanidade dos que se Paramentam, que passam a agir como Aparelhos, pois a Mascara se colou à pele

Jean Genet, em sua Obra Prima “O Balcão”, mostra um Bordel onde os clientes vestem as máscaras sociais de Papa, de Juiz, de Rainha, de General, de Polícia, etc… para transar seu “p(h)oder” com as putas que fingem acreditar em suas representações.
Na peça há uma Revolução e estas Máscaras das Autoridades são depostas, mas os partidários anti–revolucionários que restam vão ao Bordel e pedem que os clientes que frequentavam o Puteiro apareçam no Balcão do Palácio do Governador com suas Fantasias para conter a humanidade revoltosa com elas: suas Máscaras de Poder.

Bertolt Brecht tem em “Galileu Galilei” uma das mais belas cenas de teatro: mostra um Cardeal a favor da liberdade da Ciência, amigo de Galileu que vai se tornar Papa, mas à medida que vai se paramentando de Cardeal da Santa Inquisição, passa a argumentar a favor da prisão e tortura do grande físico Galileu porque ele afirma que a Terra gira.
No final da Paramentação, quando recebe a Mitra, o Cardeal Libertário concorda com a intimação do seu ídolo: o físico GG, para as salas de Tortura da Polícia da Inquisição.

Querer incriminar os artistas de Teat(r)o por esta cena é um atentado à liberdade de expressão do ator, isto é, ao “Anarquista Coroado”, como Artaud, um dos maiores sacerdotes Xamãs do Teatro afirma.

O Teatro é realmente o lugar onde tudo que é humano, transumano, subumano, animal, vegetal, mineral, pode ser vivido em forma de Máscaras de Dionísios, seu deus.
É o espaço da Liberdade Total. Nós das Artes, que lutamos contribuindo para abolir a Censura no Brasil durante a Ditadura Militar e ganhamos esta conquista não podemos recuar e aceitar a CENSURA à nossa atividade.

Esta criminalização da etherna atividade teatral à Liberdade de “rir corrigindo os costumes” demonstra que quem nos processa quer criminosamente o retorno do “Imperialismo Romano Católico Apostólico”, intrometendo-se no Estado Democrático e Laico brasileiro em forma de Criminalização Inquisitorial.

O Brasil é um país de maior número de católicos no mundo. Eu mesmo sou batizado, fiz 1ª Comunhão, mas por ter uma educação religiosa fundamentalista tirei o meu Corpo deste campo minado de Perversões.
Os brasileiros católicos não são romanos, são católicos antropófagos – frequentam o espiritismo, a Macumba, o Candomblé, a Umbanda, o Budismo – trepam com camisinha, portanto não somente para fabricar filhos, mas pelo prazer desta prática sagrada que é o ato sexual em si – um ato de amor, de criação e procriação quando há consentimento das partes.
Se casam, como os gays de hoje. Se a mulher que é mulher sabe o que quer e quiser abortar, aborta e depois confessa e comunga.
Sou vizinho de um lugar onde de 15 em 15 dias se encontram casais católicos carismáticos que passam os sábados e domingos dançando ao som do Tambor com toques até de Mãe Menininha.

Há, como diz Oswald de Andrade, um sentimento religioso “órfico” em todos nós, diante do Mistério da Vida no Cosmos.

Nossos ancestrais – minha avó paterna era índia – eram antropófagos, comiam carne humana tanto do inimigo mais forte para lhe adquirir as qualidades quanto dos entes queridos, filhos, irmãos, pais, avós, mulheres e maridos.
Era uma Cerimônia não para matar a fome, mas religiosa como a Eucaristia Católica que é uma sublimação da Antropofagia.
Talvez por isso no Brasil o catolicismo popular da maioria não tem a rigidez de outras religiões.

O Fundamentalismo é imposto pela religião do Hemisfério Norte, que antropofagiou o Império Romano e seus cristãos entregues aos leões, e tornou-se a Religião Católica Apostólica do Império Romano com ambições colonialistas e imperiais no mundo todo.

Esse tempo passou.

Vivemos de acordo com o que desejamos para nós mesmos e para todos, de mais gostoso.

A submissão a podres poderes é um assunto que está querendo retornar pelos que se sentem inseguros diante das revoluções que vem trazendo outros ares aos nossos tempos, desde 1967.

Esta intimação, aparentemente delicada, acolhe os interesses dos inquisidores fundamentalistas que determinam que eu, como diretor do OficinaUzynaUzona, cometa o crime anti-liberdade teatral e pró-censura de intimar artistas ou técnicos da nossa Cia. a dedurar através de fotos, como criminosos, atores que atuaram num evento pelo retorno da democracia na PUC.

Este instrumento jurídico, que a Inquisição da PUC conseguiu passar para  uma Delegacia de Polícia, é uma intimação contra a Constituição  do  Estado Democrático Laico no Brasil, a favor da reinstauração da Censura, contra a qual tanto lutamos nos tempos da ditadura militar.

É um atentado a Arte considerada como Crime.

Não desejo ser cúmplice deste Crime por isso vou por a  BOCA NO TROMBONE DO MUNDO.

José Celso Martinez Corrêa

orgulhosamente

Presidente da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona

Paz Humor Amor e Muito Mais

Oia Zé  hj saiu uma entrevista minha na trip, leia…é imperdivel…
 

http://revistatrip.uol.com.br/so-no-site/entrevistas/pedro-paulo-rocha.html

em acordes…

LYRINHA CANTA E ESTÁ LINDO

Resp:

A MÁQUINA CONECT’ADANTE 

CORPOS INCARNADOS ANÍMICOS 

PLUGADOS IN CORPOS CORAIS 

TRAGIKÓMICÓZÓRGYÁSTAS 

ESTUDIOSOS ~~~~~~IN 

PLURYVERSIDADE

ANTROPÓFAGOFYCINAUZYNAUZONA 

DES~EJA 

CONECTVIDADE 

DES~EJA 

CONECTVIDADE

DES~~~EJA 

CONECTVIDADE  ~~~~~~~

COM OS Q VIVEM 

Y Ñ VIVEM

ART IN SÍ  

SUS CORPOS 

SU VIDA 

SUS OBRAS 

CORPOS ~~AUTO~~~COROADOS~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

~~~~~~~~~IN MÁQUINAS INREDADOS 

IN ~~~~CORPOS SIN ORGÃOS 

ARTS TATUAIS  

VIRTUAIS 

CONECTADOS 

PESSÔA~~~~~~~COSMOS~~~COSMOS ~~~~~PESSÔA
~~~~~~~~~~~~
DIZACORDE~~~Y~~~~  ACORDES
 
Zé
~~~~~~~     ~~~~~~~
          ~~~~~~~

A Máquina de Desejo de Teat(r)o Total de “Acordes”
criada e recriada além dos ensaios,
nas apresentações de cada dia,
por mais de 60 “pessoas” atuadoras
fabricou, fabricando-se
pelos Atletas Afetivos da

“UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA OFICINA UZYNA UZONA”.

Sacamos que os Corpos, no estudo, trabalho de criação, nos vários fronts da Arte Teat(r)al da Atuação, Multimídia à Produção-Administração, interligados na meditação ativa corpo-alma que “Acordes” propicia, criou e cria o CORPO desta UNIVERSIDADE e dá-lhe existência real, atual, ao mesmo tempo q vai devorando-a e recriando-a.

Demos um Salto Olímpico,
apoiados nas mudanças inconscientes da era digital,
no retorno às revoluções inéditas,
em tempo veloz (exageradamente rápidas)
dentro de nós e do Mundo.

Desde a “Macumba Antropófaga 2011-2012”
encenada como

ESTATUTO DA UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA

e agora com “ACORDES”
que há 36 anos constituiu a
ASSOCIAÇÃO TEAT(R)O OFICINA UZYNA UZONA
tendo como medula irradiadora: o Acordo pela mudança permanentemente necessária e precisa, escorrendo com o fluxo vital entre Associados, a Multidão e o Mundo.

A Crise Mundial de hoje
refletindo a Crise de 29
fez retornar phoderosamente
a Poética Política Brechtiana
demolidora do Capitalismo.

Meu Artista foi devorado no
Caldeirão Descolonizador da Antropofagia
de “O Rei da Vela”, por Oswald de Andrade – e pelos Coros Caetês de 68 em “Roda Viva”.

Bertolt Brecht já nasceu no Oficina,
portanto dando de comer e comido pelos Antropófagos
paridores de “Galileu Galilei” e
“Na Selva das Cidades”.

As ondas da maré baixa do Capitalismo em 2012, trouxeram de volta à praia Bertolt Brecht.

Somente agora, na metade final da primeira temporada, baixou a sacação de que o Senhor Bertolt Brecht, incarnado em sua Máscara e no Corpo de Marcelo Drummond, deve ser ritualmente antropofagiado numa cena-ritual, que nem sabemos ainda como vai ser.

A GÊNESE DE ACORDES

Há quase 40 anos traduzimos esta peça na Cozinha Cabaret da cozinheira alagoana Zuria, nos Porões do  Oficina em Obras, com os Pernambucanos Sertanejos: Surubim Feliciano da Paixão, cirandeiro, pintor, cantor  e produtor; a Billie Holiday do Cangaço Sandy Celeste; o compositor-cantor Edgard Ferreira; os jovens estudantes Paschoal da Conceição e Luciana Domschke

e a parisiense recém-chegada Catherine Hirsh.

Por isso a engenharia da reciclegem do OFICINA em ASSOCIAÇÃO TEAT(R)O OFICINA UZYNA UZONA criou seu Contrato Social inspirado na “Importância de Estar de Acordo” – Um acordo jurídico de seus associados se encararem acordes na Mudança Precisa e Permanente – estética e existencial da Vida.

A CRISE MUNDIAL CAPITALISTA EM 2012 PARIU A ENCENAÇÃO DESTA CONSTITUIÇÃO NO MOMENTO CERTO

Os jovens Anarquistas Autocoroados da Universidade Antropófaga criaram, com Mestres-Aprendizes, a retomada antropofágica de Brecht com a Arte Contemporânea que vem dos nossos Corpos, mais de 60 “pessoas” plugadas à linha progressiva da Arte Pública do Construtivismo Soviético, a Meyerhold, Maiakovski, ao modernismo dos Anos 20, sobretudo à Antropofagia pós Crise de 29, à toda história do Oficina Uzyna Uzona e á do Mundo até cada “aqui agora”.

Começamos com a Música de Paul Hindemith, com a Banda na persistente regência do baixista Maestro Felipe Botelho, na Bateria e gongo marcante de Pedro Manesco, nos sopros do Anjo Lúcifer Remi Chatain, já companheiros da “Trupe Chá de Boldo”, na ogã dos atabaques e tambores cantora Carina Iglecias, na guitarra e no encantatório canto de Adriano Salhab

retornando ao OfinaUzynaUzona. No Piano exato, exigente, do também maestro Chicão, e a Voz Corpo do  Coro Ensaiado.

Não estive neste trabalho inicial em que decifraram e apreenderam a cantar a partitura dificílima, polifônica, de Paul Hindemith, que por desacordes com Brecht não foi completada.

Só entrei quando o trabalho de inicar o banquete da antropofagia já estava preparado para acontecer.

Trabalhamos as diferenças entre as duas bandas: a dos Céus e a da Terra, buscando extrair o ouro da música vinda de muitas fontes, orientais, religiosas, libertando-a de um certo pulso tirânico militante alemão.

Foi difícil descolonizarmo-nos da Partitura pois a musica é muito bela mas tínhamos que aterrar para a riqueza musical no som internacional brazyleiro.

Nunca tivemos uma Banda tão atuante (de músicos atores de teat(r)o mesmo) e um Coro tão afinado. Desafinados afinaram-se e continuam afinando-se até nos esquentamentos de voz. Aí é um prazer de “Rolling Stones”, de não querermos nos separar jamais,

porque nos sentimos afinados nesse Ouro Puro conquistado. Claro que às vezes se destrambelha mas logo retorna à afinação, mais bela ainda.

TYAZO ACORDES E O SURRGIMENTO DO CORO AUTOCOROADO

Gui = Guilherme Calzavara, que além de grande ator é um excelente músico e compôs, com Gustavo Lemos, músico cyber, toda trilha da cena dos Palhaços, que aliás foi dirigida pelos seus participantes: Mariano Mattos, Tony Reis, como os dois Palhaços Parteiros e Gui como Seu Schimitt.

O trio de Aviadores Mecânicos, os Sopristas das Orquestras do Céu, os dos Tambores, Piano, Rabeca e atores e atrizes do Coro  da Terra – até minha pessoa – compusemos músicas que estão agora precisas no Rito.

Glauber Amaral, que trouxe de Pernambuco o teato em seu Corpo, faz o legista criminoso Shibata. Ailson Martins, o torturador Ulstra, e o Cavalo Cagão por Bruno Nogueira e Biaggio Pecorelli.

Letícia Coura, com Carol Henriques, trabalharam as vozes juntamente com o pianista Chicão.

Catherine Hirsh via os ensaios, e vê os espetáculos, do ponto de vista da Multidão. Descobriu seu Papel: a real CORIFEIA DA MULTIDÃO. Faz sempre seus comentários, cirurgicamente poéticos e precisos, começando por: “nós (a Multidão) não estamos vendo, entendendo, sendo tocados por esta cena… E todos a escutam num silêncio sagrado.

Ela vê o Rito como um todo no Corpo Sem Orgãos do Cosmos que é o Espaço do Teat(r)o AVIÃO TEAT(r)O OFICINA e suas Aberturas para os Universos, por quem se apaixonou – o Espaço do Oficina – à primeira vista.

Toma partido de ACORDES como zeladora do Teatro Épico do Espaço Oficina Uzyna Uzona de mais de 52 anos de vida que agora já espraia-se por todo quarteirão.

A Luz tem em Renato Banti um inventor que revolucionou um  espaço difícil de iluminar, sem as facilidades de um Palco Italiano. Iluminar este corredor de pé-direito alto como uma Catedral, o Oficina, sempre foi um desafio. Mas Banti, que felizmente é curioso, obsessivo, encontrou no filósofo Victor Fonseca e no inventor de efeitos especias Fabio Stasiak, a Luz absolutamente inaugural de um prisma contemporâneo neste espaço.

Os Kinoatuadores, como querem ser chamados o quarteto do vídeo: no corte, na montagem de imagens, Ivan Vinagre e Tiago Ramos, e em duas câmeras o Ator Kinoatuador Acauã Sol e o Cineasta Renato Rosatti.

Video e Luz do Video na Meditação coletiva somaram-se e criaram uma ambiência que vai se completar com o Video Mapping, assim que chegar o investimento inteligentemente aconselhado ao Banco  Itaú por Milu Villela, Presidente do Itaú Cultural, tradicionalmente envolvido em Projetos de Inovação Tecnológica de Ponta.

A transmissão direta pela Internet comandada por Tommy Pietra, também a cabeça do nosso Site www.teatroficina.com.br, tem sido um sucesso mas para poucos lugares virtuais. Necessitamos de alianças e investimentos para que estas transmissões alcancem mais “vedores” virtuais. Temos “vedores” internacionais desde “Macumba Antropófaga”, que fazem parte do Rito, tanto da peça anteriormente mencionada como de “Acordes”.

O Coro da Terra, com os Tambores, contracena assim com o Coro do Céu, em contradição inicial mas em fusion progressiva que se unifica no final. Mas o  jogo é triangular, pois ambos estão sempre jogando com a 3ª Entidade: a Protagonista = a Personagem MULTIDÃO, incarnada pelo Público Presente em Cada Presentação.

Os Coros que apareceram ctônicos em todo mundo, no Brasil anteciparam e nasceram em fins de 1967 em “Roda Viva”, tomando conta do espaço, unificando Palco e Platéia, tocando nos corpos das pessoas, comendo a peça do Chico Buarque e a minha direção. Tornei-me desde então um escritor-diretor-ator em busca do Coro Perdido. Depois do Exilio em Portugal, no retorno na Abertura, até agora, quando finalmente encontro um Coro fundador da Universidade Antropófaga, o que provocou uma revolução na Gestão, na Criação do Oficina Uzyna Uzona.

O desejo de saber e criar dos vários coletivos: Luz, Video, Atuação, Gestão, Figurino, Contra Regragem, Música, Arquitetura Cênica, Comunicação, provocou o autocoroamento de Anarquistas Coroados, que vem criando   juntos desde a “Macumba Antropófaga” – e mais ainda agora em “Acordes” – a percepção de independência criativa em torno de um texto rico em possibilidades de Assembleia de tecno-artistas permanentemente mutantes. Nasceu o sentido de um novo saber, nascido na Praxis do Corpo Individual plugado ao Múltiplo Coletivo num Corpo Sem Orgãos com a MULTIDÃO.

Ora, a Universidade Antropófaga era “isso” então ???!!!

Sacamos. É, é “isso”, está sendo e vai crescer com a expansão da Ocupação Produtiva de todo terreno que ocupamos desde já, num Convênio Gratuito de Comodato com o Grupo Silvio Santos.

TROCA TROCA ENTRE TERRENOS

Silvio propôs oficialmente a troca de todo quarteirão  que constitui o entorno do Oficina aos Poderes Públicos e Privados para passar para a Oficina Uzyna Uzona o cultivo de todo seu Terreno.

O Ministério da Cultura, através do IPHAN, no dia 24 de junho de 2010, tombou o Teat(r)o Oficina e seu entorno num laudo muito por dentro e culto, feito pela então representante da UNESCO no Brasil, Jurema Machado, hoje Presidente do IPHAN.

Dia 1º de janeiro de 2013 Fernado Haddad torna-se Prefeito de SamPã.

A partir desta data a Ministra da Cultura Marta Suplicy poderá agenciar, em contato com o novo Prefeito, o que o Laudo do Tombamento determina: que o MINC acione a União, o Estado, ou a Prefeitura, para que criem alinhados as condições de desapropriação ou compra do entorno do Oficina.

Silvio Santos veio desde 2010 com uma proposta inesperada e mais viável: a Troca de seu Terreno por outro do mesmo Valor em qualquer parte da Cidade.

Temos que agir para que no dia 25 de janeiro de 2013 -aniversário da Cidade e de seu Prefeito Fernando Haddad, Marta Suplicy tenha já agenciado o Troca-Troca  com Silvio Santos e a Prefetura de SamPã pra que a Cidade possa receber nesta data, este presente:

O Terreno Trocado com Silvio Santos, nossa Ocupação caminhando então para a encenação Urbana de “Cacilda !!! – A Glória no TBC”, realizada:

_no Teat(r)o Oficina

_em uma Tenda no Terreno de seu entorno

_e uma parte no próprio TBC, mesmo em Obras

iniciando-se assim um Corredor Cultural que irá expandir-se por todo BIXIGA, e fazer bater novo este  Coração Cosmopolita e Popular de SamPã.

Caminhando em direção à complementação do Projeto de Lina Bardi, como ela mesma estrategicamente aconselhava: “na precariedade radical”.

Não vamos esperar construir Obra Arquitetônica Urbanista. Vamos ao encontro dela, de seu financiamento

ocupando o espaço, como temos feito progressivamente, com Tendas Nômades com as quais Viajaremos pelo Brasil e pro Exterior, enquanto outros Tyazos de Teatros, Circos, ocuparão em nossa ausência, que será sempre breve, os Espaços.

O Samba de Zé Miguel Wisnik composto para essa Vitória, “ANHANGABAÚ DA FELIZ CIDADE”, já batizou o Complexo Urbanístico onde queremos erguer prioritariamente:

1 – “TEAT(R)O DE ESTÁDIO OSWALD DE ANDRADE”, para a COPA de CULTURA de 2014.

2 – Vamos em direção à Economia Verde com o rebosqueamento produzido pela “OFICINA DE FLORESTAS”, no quarteirão e no BIXIGA, já iniciado pelo Grupo Silvio Santos na Bela Alameda Pomar que desce para o Teat(r)o de Estádio vinda da Rua Santo Amaro.

3 – “UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA”, “da equação eu, Corpo,

parte do Cosmos, ao axioma Cosmos, parte do eu, Corpo,

em comunicação com o Chão”.

Nossa maior contibuição ao Brasil e ao Mundo, à Cultura, está sendo criar esta Universidade como uma Educação Bárbara Tecnizada nos Corpos Reais amplificados pelas Tecnologias do Corpo Virtual sem Orgãos. Não é o Vale do Silício, mas o vale dos Corpos das Pessoas, neste Vale que vem da Avenida Paulista e chega até o Viaduto do Chá.

SINTOMAS DE UMA UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA REAL

Pode-se sentir este saber na qualidade da Engenharia do Som do Mestre Rodox = Rodolfo Yadoya e sua equipe Leandro Costa e Igor Bruno.

Na Arquitetura Cênica de uma Dupla de “Arquitetos” Lina  Bardi: Carila Matzenbacher e Marília Gallmeister, que fizeram a restauração do ESPAÇO CÊNICO AVIÃO = Teat(r)o Oficina.

Se fôssemos esperar a burocracia da Secretaria da Cultura, proprietária do Teatro em que somos Posseiros Ativos e Construtivistas, teríamos que fechar o Oficina e esperar até Julho de 2013.

Elas prepararam o Terreno todo e criaram a possibilidade do Público levar o novo Vôo até o que chamamos “SAMBAQUI”, a montanha de entulho do que foi destruído no Quarteirão. De TABU transformaram os escombros em TÓTEM.

Na Direção de Cena a mais solicitada Stagemanager do Teatro de SamPã, quadro mais bem remunerado na Broadway, Elisete Jeremias. Ela somente entra em Cena na “PAJELANÇA”, momento mais religioso da peça, dando passes com ervas perfumadas em Marcelo Drummond – o Narrador Bertolt Brecht, “Ator Rei” do Oficina (Orson Welles definia assim os atores que estão sempre bem na Protagonização) e em Luiza Lemmertz, “Atriz Rainha”, a Narradora.

Elisete encontrou seu Duplo em Otto Barros, que entra em Cena, um “ATOR COROMBO” (assim chamado o Contra Regra do Nô Japonês, que atua) belo, elegante, atento, ator.

Nos CORIFEUS DO CORO Mestra Camila Mota – 15 anos de Oficina Uzyna Uzona – A Corifeia que derrama o COPO D’ÁGUA, também Corifeia de toda a Máquina do Oficina Uzyna Uzona e de uma certa maneira trazendo com sua beleza, voz, inteligência e delicadeza a sabedoria  sobretudo dos enfrentamentos burocráticos terríveis atualmente para a Arte de todo Teatro Brasileiro. Daí vem a inquietação estética permanente, sempre topando todas as mudanças, as mais radicais e conseguindo prová-las como possíveis.

Roderick HimÉros – há 3 anos no Oficina Uzyna Uzona. Iniciou-se como “COGATA” (assim chamado o ator mais novo e aprendiz do teatro Nô) assistindo o “Banquete” no Oficina, já se tornou Protagonista. Deixou a Química, na Universidade de Florianópolis, pela Alquimia do Teat(r)o – Poeta com espírito e formação científica, em 3 anos tornou-se um Aprendiz Mestre. Ele é quem Rasga o Travesseiro e no Final deposita um travesseiro de Plumas para o Bebê recém-renascido do Piloto descansar…

Ele e Camila tornaram-se os Corifeus do CORO – e são sintomas da Sabedoria desta Universidade, assim como muitos outros e outras.

Tomo uma por todos: Carol Castanho – a Máquina a Vapor que se transmuta em Máquina de Desejo do Teato, que chamamos de “Nouvelle Vague”.

As Elegantes Figurinistas e Camareiras ao mesmo tempo:

Sônia Ushyiama Souto, já veterana Mestra e Gueixa, na delicadeza com que realiza sua Arte de Pintura, Maquiagem, criação dos Figurinos-Paramento-Feiticeira, risca no chão de Terra o Hexagrama da Paz com Pemba: Céu embaixo, Terra em cima = Céu no Chão.

Cida – Mestra Catedrática das Camareiras desde 2001, regente do Coro de Camareiras em que se transformaram as Figurinistas Visagistas – Amanda Mirage e Rafaela Wrigg.

A Catedrádica em Tai-chi-chuan Luciana Bertolla, com a altivez de deusa grega zen, ministra esta Arte aos  Apredizes-Mestres da Universidade Antropófaga.

Matéria essencial pra quem atua na Pista do Teat(r)o Oficina, onde a atuacão se faz com os pés no Chão voltados para os 6 pontos Cardeais do Universo: Norte -Sul – Leste – Oeste – TerraSubterrânea – Céu Infinito –

exatamente onde está o Público, nas galerias e no jardim, com o Teto Móvel que se abre para os Universos,

e o Subterrâneo onde mora Onilê. É o básico para transmitir e receber a todos estes 6 pontos. O Tai-chi  foi retomado recentemente como iniação na Universidade

Antropófaga. É bastante aplicado em “Acordes”. Sonho em fazer rebolado ao som do Nô-Bossa Nova Tans-Zên-Iko.

Na Cozinha do BarRestaurante “Troca Troca entre Terrenos”, criada pelos atores do Coro da Terra  Alessandro Ubirajara e Bruno Nogueira, que trouxeram a Chef de Cozinha Bia Magalhãese o assistente de cozinha Francisco Feitosa.

Temos agora deliciosos Vinhos de Dionísios com comida leve do Nordeste que criam uma intimidade da MULTIDÃO entre si, antes de entrar no Oficina e depois do espetáculo, misturada com os Atuadores de Todas as Mídias de “Acordes”.

A Produção Executiva é das elegantes delicadas produtoras Ângela Destro e Tati Rommel, que operaram o milagre de uma estreia sem dinheiro.

Milagreira Mor, nossa amada Produtora Ana Rúbia, se deu tanto para acontecer “Acordes” que está dando um tempo. É a produtora da Epopeia de nos ter levado a Canudos com “Os Sertões”, de termos corrido o Brasil com as DIONISÍACAS e produzido MACUMBA ANTROPÓFAGA 2011  2012. No que estreamos agora pediu Água e um Travesseiro. La Rúbia merece. Para ela não é uma Ajuda, mas Férias Merecidas. Espero seu retorno reciclado para outra monstruosidade, “CACILDA !!! – na GLÓRIA TBC”.

A administradora Simone Rodriguez – que agora comparece em todos os espetáculos, feliz servindo na Bilheteria, no Bar, onde possa se dar.

Somos patrocinados pela Petrobras, mas o dinheiro deste ano somente chegou em parte na Boca da Estreia. Todos trabalharam sem salários até agora. Só há poucos dias chegou a 2ª parcela que nos pagará o nosso 1º salário.

Estreamos em Temporada Popular, pelo contrato com a Petrobras. Gostamos destas temporadas, mas essa delícia não sutenta a Cia. Mesmo lotado o dinheiro se divide mal para mais de 60 pessoas.

Neste tempo minha Indenização, concedida pela Anistia por ter sido minha pessoa Torturada, concedida das mãos de Paulo Abramo, titular da Secretaria Nacional de Justiça, numa linda cerimônia aqui no Oficina, paradoxalmente foi investida em parte nesta Produção. Incrível, a Tortura virando moeda de Produção?!

A limpeza que vibra no Espaço, graças ao zelador deste Terreiro Eletrônico Anderson Puchetti, e aos faxineiro(a)s Silvano Brito, Flávio dos Santos, Roseli Ferreira e Lucimar Nascimento, que fazem o Encantamento de Limpar o Espaço que depois de terminada a peça, com penas de Galinha, Sangue, parece um lugar onde houve ou uma Orgya ou uma Chacina.

Todos estes sintomas revelam a mudança radical que gera o trabalho de Teat(r)o criado numa Universidade Antropófaga através de temas de TragiKomédyOrgya de Arte que propiciem a incorporação inteligente da percepção e a vinda do inconsciente do bárbaro tecnizado, contaminando a todos.

“Acordes” cria o sentimento de vontade de recusa do que não mais interessa no nosso modus vivendi capitalista e nos coloca frente ao desafio de encontrar depois da recusa o sabor da sabedoria do gosto indígena antropófago, gosto pela carne humana e tudo que existe e que é considerado pelos 1ºs Habitantes da parte do mundo onde nós brasileiros habitamos, sagrado.

Assim como existe a “Gaia Ciência” de Nietzche, existe um profundo saber, uma science, a ser continuada: a da Sagração da Terra, de todos os corpos que a habitam, minerais, vegetais, animais, humanos, transumanos, do sampleamento das invenções técnicas de todos os povos e das saídas e Invenções que a Universidade Antropófaga trará.

“Só me interressa o que não é meu”.

ACORDES

Inicia-se  na crista da Crise Global
a cada instante ,de cada Hoje
fim de  2012
nos indivíduos “pessoas”,
multidões de”pessoas”
e nos “não mais pessoas”  encaretados como “celebridades commodities” que pedem SOS  
Essa Morte Iniciática vira movimento velozmente irreverssível
quando  escolhemos não    aceitar
nossa  criação  produtiva de “pessoas”
em troca da ajuda
ás  não mais  “pessoas” ,mas  as mascaras das  “commodities”
q  imploram aos Estados
o SOS pras  trilionárias gambiarras Finaceiras-Militares-Evangélicas Fundamentalistas de todos os Monoteísmos
para salvar o que como tudo um dia não tem mais “Salvação”
Os “Commodities” querem concertar
o que não  tem mais concerto
o desmantelamento da Desordem do Capital
como “modus vivedi” de assassinatos em massa das “pessoas”
Tudo a troco  da AUSTERIDADE
catradoras das  “pessoas”
da  quantidade   e da qualidade bagaceira  da produção e pior, da propia vida
Nunca  se viveu um momento em que até os cartões de créditos afinaram sua presença como materia .
Os ultimos q lançados no Mercado são feitos de  um lamina tão fina, tão ordinária que temos de cuidar muito pra não se quebrarem
Tudo começa com Santos Dumont
com o motor-coração  acionado pelos pedais em sua bike-levantao 1º voo do início no despertar da  humanidade
Vem a Guerra de Trincheiras sangretas e Aviões Bombardeadores de 1914
Fim da Belle Epoque
Vem os   fabulosos anos  20
Até o Brasil globaliza-se com o Café
Vem 1923- O Piloto  Lindenberg atravessa sólitáriamente os ares do Atlântico
de Nova York á Paris
Brecht e Kurt Weil extasiados como a Multidão Mundial ,cria  a Ode para este Herói:“O Voo sobre o Oceano”
Vem o 1º Desmantelamento do Capitalismo:
A Crise de 29
O Capitalismo busca salvação  na Industria Bélica
Lindenberg filia-se á Aviação Nazista
O heroi de Brecht  estava “Acordes com o que não se devia estar”
Breht o renega faz cair seu avião na peça
“A Importância de Estar de Acordo”
q antropofagiamos como “ACORDES”
 
Brecht cai do alto de sua história
abandona o teatro digestivo ,cria as peças nada didáticas como são chamadas no Brasil
mas de SACAÇÃO
Nesta peça, o  voo de Lindenberg explode no ar e cai no chão
não mais solitário mas com 3 Aviadores Mecânicos
e  pede SOS para os propios Coros dos Bombardeado da Terra 
Brecht neste texto escreve o Papel  para a Protagonista=A MUltidão Presente nos lugares em que este rito é realizado
defendendo a Vida
negando como as Multidões mundiais de hoje negam o SOS ao Capitalismo
Vem a  Revolução Paulista de 32
Santos Dumont num banho de chuveiro do  Grande Hotel Guarujá
ao ouvir os bombardeios de aviões
sobre Mogí das Cruzes
tragicamente assume-se como
o  “inventor da maquina de destruição da humanidade”
suicida-se no própio nó de gravata q inventou
Aí começa a SACAÇÃO DA MORTE INICIÁTICA
de todos os que estão  dentro desta Lehrstuk
Isto é dentro de cada um e todos nós
Esta Lehrstuk  inspirada nos exercícios espirituais de auto-precepção dos Jesuistas no “Teatro Nô Japonês”
os Aviadores do Céu como Shitês =Coro do Céus
o Coro da Terra como Wakis
o Público Presente como a Multidão  Ativa ,  interpretamos todos,
inclusive nós mesmos
Tecno-Artistas Ensaiados,
cada uma das apresentações como uma iniciação dentro de nós, de todos nós,
na Morte Iniciatíca
de tirarmos progressivamente nossas mascaras que ainda precisam da Violência
e da ajuda no Capitalismo Agonizante
á rencontramo-nos na evolução da ação  como “pessoas”
A Partir da Cena em que a Multidão e o Coro da Terra negam a ajuda do Travesseiro e do Copo d’Agua aos bombardeadores
O  Corifeu Roderick Humeres rasga o Travesseiro de Plumas  e a Coriféia Camila Mota derrama o Copo d’Agua
Não há mais volta
O Piloto e os Aviadores fazem
este percurso guiando-nos á todos,
culminando clareza na Cena da Pagelança
em que o  Narrador Bertolt Brecht  Marcelo Drummond
e a Narradora Helen Weilgel , Luiza  Lemertz
nos levam a estarmos“Acordes” com a Tempestade ,Morte ,ao  não nos grudarmos,
as coisa,á Vida, aos pensamentos pra atinfirmos  os Acordes de um Voo de Paz
O Piloto que traz a linha continua da Ação da Morte Iniciática na Cena da  Prova dos 9 em q a Multidão e os Coros Ensaiados perguntam aos Aviadores
se resta alguma coisa ainda neles de “ pessoa”
Os Aviadores Mecânicos reduzem-se á sua menor dimensão e reconhecem-se pessoas
ao passo que o Piloto
diz  seu nome como uma Celebridade domomento da Revista Caras
e depois contraditoriamente exalta a liberdade individual chamando-se Nietzche
mas perde a Cara  ao perder seu Avião
nas mão  dos Coros da Terra
tornando-se Irreconhecível
e incapaz de Cantar seu Bode
sai de Cena mudo
por perder seu único papel
e atravessa o Portal de sua ultima etapa na Viagem Iniciática a Morte
Retorna Imenso como Seu Schimitt
um Boneco imenso como o Papa
que alias vestiu-se com os Paramentos desta Maquina de Não Pessoa na PUC
apoiando os que não querem o retorno do dominio  nesta Grande Universidade Laica do  Fundamentalismo Catolico Apostólico Romano
no País do Catolicismo Ecumênico e Antropófago
Dois Palhaços Parteiros Assassinos das Mascaras Caretas das Comoditties
submetem Seu Schimitt Papa ao rito Dionisíco do Despedaçamento da Mascara Mortuária das Commoditis
Uma vez decapitado  o Cabeção Figurino da Mascara Assassina juntamente com uma enorme Melançia decepada pelo Ator Glauber Amaral q faz Shibata
tiram dos escobros da Máquina do Fetiche da Commoditie raladora da carne humana ,
 a “pessoa” viva do  Ator Guilherme Calzavara
q fazia  o Piloto
recem nasce da Morte Iniciática
Bebê Chorão
Helio Oiticica BB Narradoranuncia a ORNITOFAGÍA
 a devoração da Cabeça Melancia  do próprio pelo própio  Piloto  e da Ave Avião
Os Coros de “pessoas” Cantam os Acordes finais convidando a Multidão para um novo Vôo
“Surubando a Terra
a sí mesmo
assim mesmo
a tudo a todos
Goza”
 
Corifeu– e Larga
CoriféíaToca em Frente
 
O avião decola para o Terreno do entorno que Oficina Uzyna Uzona ocupa , aterra no Helioporto no alto do  SAMBAQUIS ,montanha dos   destroços da Sinagoga, das Casas Tombadas, das propias Torres do Grupo Silvio Santos
com a MULTIDÃO este  TABU vira  TOTEM
Local onde será erguido o TEAT(r)RO DE ESTÁDIO OSWALD DE ANDRADE PRA ser INAUGURADO NA   COPA DA CULTURA DE2014 com a peça de Oswald” O HOMEM E O CAVALO”

Ió! Querida Suzana

Noêmia  insiste que eu tenha dito “fora Ana Cintra”.
o que está gravado é uma cena em que o Segundo Palhaço propõe para cortar uma das partes do Corpo do papa dizendo fora com a perna esquerda
e logo a seguir fora com Ana Cintra, mas eu não disse nada disso
E esse papo de q o Boneco vestido de Branco com Mitra e Cetro , ainda chamado Dona Benta era um Padre, não  engulo
Se você puder passar esse email para Olivia Florença por favor passe, informe-a. 
 
Tenho escrito pra você como um desabafo talvez pelo sobrenome, pensando q você possa ser parente  do Paulo Singer, mais sei que o Vaticano da “Folha  de São Paulo” é Super Burocrático, Autoritário, como seu proprio email revela, voltado para sua freguesía da classe média, atende, presta serviço à “educação” de rebanho, servil, hipócrita desta classe e a seus grandes anunciantes da Alta Burguesia
Se você é Obundsman, você  ouviu as partes e parece que o Ombudsman deve estar acima da Redação (ou é balela  da Folha que é assim?)
Você tem o Poder humano de exercer sua Vontade de Poder e escrever se você leu tudo q escrevi que conclusão você tira disso tudo 
“O ombudsman pode criticar tudo, mas não manda em nada”.
Segundo esta sua máxima, então o Obundsman é uma Pau Mandada ? Q horror saber disso!!!
Corta essa
Tenho lido você e tenho visto q você é mais corajosa e menos submissa do que está se mostrando agora
Exerça teu Poder livremente até se quiser discordar de tudo q acho
Tenha Coragem diante desta Obediência Servil de Escravo
 
Com Todo Amor Humor e Muito Mais Ainda
só Respeito não tenho, porque tomei pra mim  uma fala de Gorki em “Pequeno Burgueses”: Não me respeite porque eu não respeito ninguém.

Ió! Amado-Ex-Odiado Luiz Fernado Ramos

3 observações sobre sua boa crítica de hoje sobre “ACORDES”
1º – Muitos Cantos do Coro não  são Uníssonos, soou tão bem,q você não percebeu
A Partitura de Hindemith é dificílima principalmente nos Coros Polifônicos q são vários
e antropofagiamos claro, pois tinha uns elementos sincopados marciais – stalinistas de mais,
e não  havia grande diferença entra a música do Céu e a da Terra.
2º – Sua duvida se é AJUDA nós estarmos já  na posse de nosso entorno Tombado pelo Iphan no dia 24 de junho de 2010- 1º dia do Ano Novo no Hemisfério Sul, aniversário de Luiz Antônio, meu artista irmão,no mesmo local,o Paço Imperial em q Luiz estreou o seu “Musical  Brasileiro nº1”.
Você sabia q até hoje somos posseiros do Teat(r)o Oficina? E que Recusamos o contrato que há 30 anos ,em troca de Ajuda ,querem nos impingir q assinemos como “permissão de uso”, e q por essa recusa de “ajuda’ , somos punidos com nenhum investimento por esta Secretaria da Cultura?
Pois é.
É de seu conhecimento q há 30 anos lutamos com apoio de muita gente da Multidão  e principalmente com o Poder do Teato, em todas as encenações q fizemos, lutando repito,
com o Grupo Silvio Santos que com a Falência coincidindo com nosso Tombamento pelo IPHAN (ele não  pode construir mais nada lá)  propôs a Troca de seus quarteirão todo por Terrenos seja do Poder Público e do Privado.
E q isso não é uma AJUDA  nem pra ele nem pra nós, mas uma troca de valores fiduciários  consequente de uma luta nossa, repito, apesar de ser de seu conhecimento, de 30 anos, mesmo  Tempo da Guerra de  “Mãe Coragem “?
A Epopéia chegou até a enjoar as pesoas sem noção de persistêcia ichinguiana que uma  Luta pra valer exige.
Num primeiro  momento o Laudo maravilhoso escrito pela atual presidente do IPHAN Jurema Machado, um dos mais exatos e belos documentos da historia do Oficina Uzyna Uzona (vale a pena, um dia se você tiver interesse ler eu te mando – é muito Poético e Por Dentro da Historia não só do Oficina, mas do teatro Mundial). Há  referencias as tentativas como a de Meyerhold e de Piscator-Gropius de construir o “Teatro Total “que já estamos construindo, até agora em uma forma de Circo Nômade ,que saco que é a q vencerá no final – Jurema Machado  afirma  q somente nós conseguimos realizar este sonho de todos os diretores de um “TEATRO MUNDI”)
Vai aí o Documento Final:
Considerando o Parecer da Relatora e após discussão do Conselho, foi a seguinte a decisão final:
·       Pela inscrição do Teatro Oficina no Livro de Tombo Histórico e no Livro de Tombo das Belas Artes.
·       Pela re-avaliação posterior, pelo IPHAN, da delimitação do entorno, tendo em vista tratar-se de bem a ser inscrito também no Livro de Belas Artes e não exclusivamente no Livro Histórico, e
·       Pela  manifestação, ao Ministro da Cultura, de que o Ministério e o governo federal identifiquem mecanismos que viabilizem a destinação do terreno contiguo ao Teatro Oficina para um equipamento cultural de uso público, utilizando mecanismos tais como a aquisição, a desapropriação ou a conjugação destes.
Você na sua critica revela que não sabe da Proposta de Troca de Silvio Santos.
Aí vai o documento da Informação oficial da Troca proposta por  Silvio Santos pessoalmente e oficialmente por  esta carta documento registrado em cartório q segue:
Grupo Silvio Santos 001
E isso vai exigir ainda muita luta e não é uma “AJUDA” mas da  a Conquista depois de uma Epopéia Homérica Teatal q vai tirar da Sêca e da Violência nesta Metropole Deserta de Vida Publica ,
seu Coração,
sua Mangueira : O BIXIGA , 
devastado pela especulação Imobiliária 
ressucitado como a Lapa do Rio Hoje.
 
Pretendemos nós  da UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA OFICINA UZYNA UZONA  
q CRIOU A MAQUINA DE ACORDES  em  Auto Gestão  pelos seus ANARQUISTAS COROADOS
 TECNO ARTISTAS ATLETAS AFETIVOS,  o ano q vem , montar “CACILDA !!! TBC” já inaugurando uma vasta área cultural Pública na Zona mais devastada do Bairro.
 
A peça vai se passar  no  Oficina, no TBC mesmo uma pequena parte pelo menos, se o Teatro estiver em Re-contrução  e no Terrenos que estamos ocupando já anunciando uma Area Pública Cultural Verde q irá do Oficina ao Apê onde Oswald escreveu “Sob  as Ordens de Mamaãe ou Um Homem Sem Profissão” estendendo  a “Oficina de Florestas” até o “Vai Vai“.
 
Pra isso “dar uma ajuda”, “dar uma força”, nós recusamos, pois  não adianta nada,vai exigir uma inpiração Estratégica Teatral Urbana Muito Bela, para vencer a  verdadeira  GUERRA que a BUROCRACIA /A OPINIÃO ENTEDIADA, MORTA/DA PEQUENA BURGUESIA /A OPOSIÇÃO DA ALTA BURGUESIA DA ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA VAI TRAVAR CONOSCO E COM O TEATRO
OBVIO Q NÃO TEM NADA DE “AJUDA”( Este é seu Novo Engano q menciono no “assunto”)
– AO CONTRARIO É COM O NOVO VOO 
SOBRE OS DESTROÇOS DA ESPECULAÇÃO 
Q DERRUBOU A SINAGOGA,CASAS TOMBADAS,
os predios do PROPRIO GRUPO SS-
UM TABU 
q tranformamos emTOTEM, 
ONDE FORAM PLANTADAS SEMENTES PELO PUBLICO 
DE “MACUMBA ANTROPÓFAGA” 
Q DERAM GIRASSOIS 
e agora PUXA O NOVO VÔO DO AVIÃO OFICINA UZYNA UZONA 
PRA ECONOMIA VERDE E PARA A MARAVILHA DA OPA DE CULTURA DE 2014 
no TEATRO DE ESTÁDIO OSWALD DE ANDRADE ,
A SER INAUGURADO COM O MEYRHOLDIANO “O HOMEM E O CAVALO”
 
3 º –Porque com todas as qualidades apontadas por você não foi dada a Cotação de ÓTIMO ao epetáculo? Foi por causa da Cena final anunciada por Marcelo Drummond o NARRADOR BB como 
‘COMEÇO”?
 
 
Venha  beber conosco no “Bar Restaurante Troca Troca entre Terrenos” 
depois do fim de um dos espetáculos: 
O Vinho está Ótimo e a Comida Genial cozinhada por uma Campeã Nacional num Concurso de Comidas Nordestinas: a BIA!.
O nivel da COMIDA BEBIDA subiu com a subida da Estética pro Novo Voo 
 
Pena você não  ter ido dia 27 á Extraordinária cena  de Estraçalhamento do Santo Papa sob
a Cruz da PRAÇA DA CRUZ na PUC em Greve
FOI FEITIÇARIA SONHADA POR ARTAUD 
ACONTECIDA NUM TEATRO JÁ DE ESTÁDIO
 
Finalizando:” Acordes” É CONCEBIDA COMO  A MORTE INICIÁTICA E RESSURREIÇÃO DO PILOTO E NELA ACENDEMOS COMO PEMBA, O ICHING DA PAZ
 
 
Q A Paz ENTRE NÓS TODOS
LUIS FERNANDO RAMOS
VENHA 
 
PAZ  O HUMOR O AMOR E MUITO MAIS
 
ACORDES