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Bacantes

teatro-de-epidauro

 

TEATRO: Theos = deus (Dionisios) – Atrio = Cura

AS Pessoas iam ao Teatro d Epidauro, localizado no mesmo Território do Grande Hospital d Hypocrates, pro encontro com Dionisios, o deus da Cura, isto é, o deus do Teatro.

Hoje no Brasíl este é um Rito de Cura neste Período Obscuro Repressivo em q vivemos, é chegar à AGORA com o clamor telúrico desejado pelo Poeta de “A MORTA” d OSWALD D ANDRADE, q montemos juntamente com “O Rei da Vela” em 2017

 

bacantes estracalhamento de penteu

 

iÓ! Amantes Amadas y Amados

segue aquí

a Versão Original, antiga d 1996 d Bacantes

e a última versão d 2012 para Europália  

pra Festejarmos

a Origem da Tragédia

no Espírito da MÚSICA

num Primeiro esquentamento d Bacantes  

 

bacantes marcelo dionisios

dia 11 de A!Gósto d 2016,

no Teat(r)o Oficina

justamente:

dia do aniversário d MARCELO

DYONISIOS DRUMMOND

y do PARTO DO RITO DE BACO

há 21 anos nas “Amplas Ruas do BRASÍL…”

 

bacantes antiga

vamos festejar este duplo Aniversário

21 anos d Bacantes

nascida no mesmo dia 11 d AhGósto de 1995

no Teatro Grego de

Ribeirão Preto pra 4.000 pessoas

Vamos xamar os Cantos d Baco pra começar a esquentar

o Rito d Origem do Teatro

y do etherno Dionisios M.D.

 

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IÓ!  em grego é VÊM!!!!!!!!!

TIRÍAS

EVOÉÉEEEEEEEEE

MERDRA

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foto: Cafi

4ª Feira de Cinzas

CORIFEU DOS DEVEDORES

(Música de Vila Lobos. Cena do “Rei da Vela”  de Oswald de Andrade q vai pro encontro de Ação com o Público – “Estar em Cena ao Vivo pra Viver”

q devo estrear antes do dia 19 numa segunda feira… não sei ainda… 

TyZÉ-RÍAs

Eu Sou o Corifeu dos Devedores Relápsos!

Dos Maus Pagadores!

Dos desonrados da sociedade capitalista!

Os q tem o nome tingido pra sempre pela má tinta dos protestos!

Os q mandam dizer q não estão em casa aos Oficinais de Justiça!

Os q pedem envergonhadamente tostões pra dar de comer aos filhos!

Os aflitos q não dormem pensando nas penhoras!

A Amé-ri-ca-é-um blefe!!!

Nós todos mudamos de continente pra enriquecer.

Só encontramos aqui escravidão e trabalho!

Sob as garras do Imperialismo!

Hoje morremos de miséria e de vergonha!

Somos os recrutas da pobreza!

Milhões de falidos transatlânticos!

Para as nossas famílias educadas na Ilusão da

A-mé-ri-ca  só há á escolher a cadeia ou o rende vouz!

Há o sui-cí-dio também!

O sui-ci-do…

Sou a maioria da população mundial!

Não vou pro suicídio… mas parto pra Estar em Cena ao Vivo para Viver”

parto como Ham-let pra

Ação 

TyZÉrias

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foto: Nancy Mora

Sou Cégo d’Teat(r)o

q vê

da Terra do Bixíga

onde Teatro

em se plantando

sempre deu

a quem se dá 

mas…

q está $ercado

por $oldados Engravatados Executivos Executores

do Holocausto Repetitivo

do Direito Romano de Propriedade

q diferença existe

entre fundamentalistas destruidores de Santuários,

cortadores de Cabeças

y

os Fundamentalista$ da Especulação Imobiliária Néo Bandeirantes:

Caçadores Destruidores de santuários y cortadores d cabeças q não querem ser capturadas?

 

Estes pretendem destruir o último pedaço de terra livre do Centro d SamPã.

Pra isso tem de Cortar Cabeças

d Artistas,

d’ Autoridades d Defesa do Patrimônio,

d’ Jornalistas das Mídias, Midiinhas, Midionas,

d’ Cabecinhas, Cabeçonas

q não cabem nas suas toscas estruturas de captura:

no seu Carandirú Pobreza

“Trê$ Torre$ Prisões

Nessa Terra “perdida

há Cabeças Coroadas de Héras, se Fazendo ,

se dando às mitolo(r)gias

q os povos noite y dia

criam,

cantam,

dançam,

na terra

no ar

pássaros voadores

des-assombrando

pensamentos livres

q vôam

mas

q sabem se erguer do chão

com seus Bastões,

Tyrsos Báquicos

y conceber suas estratégias

num piscar da voz da

Marechal de Nossa Tropa:

Madame Morineau:

O Teatro Recuou, Meu Filho! Ohpuf …realmente…

No, No, No, assí no dá …

 

Ah! E aí, sentir o desejo de passar do “recuo” ,

ao AVANÇO

com seu Bastão de Bacantes y Satyrxs Guerreirxs

y

proferir na própria carne

a palavra mágica Ham-let:

AÇÃO

Estes tem o Phoder de enfrentar estes Exército$ de Pentheus y Drs. Abobrinhas

 

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foto: Mário Pizzi

 

Ió! Os Artistas de Todas as Artes

 

Ió! Gente q phala pra Gente,

Na língua direta de Gente,

 

Ió! Dytirambistas (todos os Tambores)

 Músicxs

Arquitetxs, Urbanistxs, Cientistxs, …

Façam esse favor pra todos…

Mas a Protagonização da Arte Aglutinadora Física dos Teatros onde Todos

os Teatros são nossos Teatros

é, quer se queira ou não,

a gente de teatro

mesmo combalida.

É só se apoiar no Tyrso d Dionisios y ficar de Pé Dançante

Somos peões satyrxs de SamPã

da Tropa de Choque Cultural q pode Acordar

no Bixiga

não só o Brasil,

mas o Mundo.

 

IÓ! Amantes d Dionizios do Mundo Inteiro,

Vamos criar uma Orgya da Arte d Teatro do Bárbaro Tecnizado Total da Terra!

 

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foto: Mário Pizzi

 

 

IÓ! Estrategistas d todas as Artes

 

IÓ! Amantes do estar em cena com o Público diretamente

 

IÓ! Anônimos nas revistas caras, esbanjando poder de aventureiros teatrais nos teatros de rua, cultivando as Metrópoles engasgadas quase subterrados;

 

IÓ! Cooperativas de Teatros q se tornam Comunas Teatais

 

IÓ! Celebridades de Televisão q tem Sangue de Teatro no Corpo

 

IÓ! Poder da Imaginação, d Atrizes, Atores, Palhaços do Brasil y do Mundo

 

Muitos me perguntam

como ajudar” ?

 

Não, ajuda”, não,

não tem “ ajuda

nem dar uma força,

mas atuar

até se espatifar

pra poder voar

 

IÓ! É o Xamado Báquico

À Massa d Sangue dos Corpos em Possessão q vem se juntar aos Posseiros impedindo os Carrascos da Propriedade Privada

É o q

TIRIAS

Vê hoje

 

Terça-Feira GORDA DE CARNAVAL DE 2016 em SamPã

 

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foto: Mário Pizzi

 

Amadxs Beth Viviani y Guilherme Wisnik

Antes de TUDO

Guilherme:

Teu texto é Maravilhoso

Corajoso

Claro

Luminoso

Inspirador

de TiZÉrias o Antropófago

nesta Terça Gorda de Carnaval

depois de te ler y quebrar meu útero coração de criar um Diário do $erco no meu Blogg, mas pra espalhar, não ficar lá dormindo …

Acordei hoje animado por Momo

Y inpirado em Vossos Textos:
Guile y Beth

Inaugurei um

Diário d “TyZÉrias $ercado

Mas há correção de um Erro de má compreensão desta Entidade q baixou em mim, desde q soube do $erco:

y Beth, foi você com teu corajoso, lúcido texto quem me fez ver, após você ler o texto de Guilherme, y me escrever y botar o dedo na contribuição enorme deste erro.

quando fui avisado à 22 de Janeiro deste ano de 2016, q este era o último dia do prazo para que a Presidente do Iphan, a Arquitetx e Urbanistx Jurema Machado, liberasse ou não,

à Sizan Empreendimentos Imobiliários” do Grupo Silvio Santos,

a construção das Gigantescas Torres, Prisões do Entorno Tombado do Teat(r)o Oficina; comecei a ligar desesperado pra pessoas mais próximas à luta por esse último terreno respirável de SamPã.

Liguei pra você meu amigo dourado Arquiteto Urbanista Guilherme Wisnik, no seu celular.

Você estava na Praia em Férias no Litoral da Bahia, eu devo ter dito por telefone a você Gui, q o Ministério Público era o responsável pela Ação de Reintegracão de Posse.

Acho q foi assim q eu, doido d TyZérias, recebi ou ouvi a notícia do $erco

Mas eu mesmo achava muito estranho q justamente este órgão q tem o papel de defender o Patrimônio Cultural do Brasil, tivesse tomado esta medida.

Somente antes do Carnaval, Juca Ferreira, Ministro da Cultura esclareceu minha cegueira, dizendo q se tratava de uma Ação da Justiça, vencida pela $isan e me aconselhou a procurar Nabil Bonduki Secretário Municipal de Cultura de São Paulo. Este teria informações mais precisas.

É o q eu vou fazer na 4ª Feira de Cinzas, mas acho q entendi. Tive conhecimento deste $erco quando já era aparentemente “vitorioso”, nem deu pra lamentar, porque não adianta reclamar do leite derramado.

Claro q se trata do famoso Direito de Propriedade Romano, o único direito q aprendi na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, como um Dogma, um Tabu, um Axioma Indiscutível, aquele em que ainda se baseia toda a Ordem Mundial Capitali$ta

Mas me recordo de uma citação em latim de um jurista do ex-Império: “ut eleganter Celsus dixit, ius est ars boni et equi” = como o elegante jurista Celsus disse: o direito é a arte do bom e do equitativo.

Nunca acreditei neste Mito da Propriedade Privada, e sempre vi a Justiça como uma questão de Interpretação, como no Teat(r)o, dependendo de cada situação concreta.

Grandes jovens Pensadores como o jovem Psicanalista Tales Ab’Saber, o mais jovem ainda, Silas Martí, crítico de artes plásticas da Ilustrada, Rudifran, o dinâmico diretor da Cooperativa de Teatro de São Paulo, estão criando como você Guile, como você Beth, um Cerco de Amigos Dourados do Teatro Oficina ao $erco das Torres, feito de Inteligência, Amor à Vida, à Terra, em Indústrias Reunidas de Poesías como um Levante do Poder das Línguas da Cultura Brazileira y Mundial.

Por isso no ontem do sempre hoje,

passo a palavra à minha amiga, escritora Beth Viviani:

“Por coincidência, depois de pensar em você e te escrever um email, leio agora à meia noite o texto do Wisnik na Folha.”

Aí , Yo, TiZÉrias intervenho, pois é o q me levou a entender a questão mais profundamente:

“Não entendi a ‘forte pressão do Ministério Público’ sobre o Iphan.

Baseado em que argumento o MP fez a pressão?

O que significa 

‘um suposto maior controle da sociedade 

sobre as decisões na cidade’?

Não é  o contrário?

Temos que fazer política.

O movimento do capital não pode ocorrer no vácuo.

Existem controles e regras que o poder público pode impor, que foram incorporados em legislações criadas pelos movimentos da sociedade ao longo da história.

Acho que há espaço e toda a legitimidade na defesa de nosso patrimônio cultural.

Ninguém vai pretender abolir a propriedade privada, mas ela deve se curvar à história da nossa cidade.

Me explica essa postura do MP.”

(ainda não sei do Caso na Justiça, sabendo ponho na Ágora)

Vitória na guerra!

Podemos usar esse bordão da novela sensação da Globo! 

 Querido Zé Celso = TyZÉrias,

enviei um recado para você e Marcelo pelo Whatsapp, no contato do Oficina que apareceu na lista. Mas vou repetir aqui o que falei. É grande minha preocupação com a decisão legal (?) sobre o destino do terreno que, por direito de cidadania, de prioridade cultural, de ocupação urbanística civilizatória de São Paulo, pertence ao Oficina e ao povo paulista.

Qual a reação mais adequada para reverter mais esse golpe do capital imobiliário e de autoridades servis?  

Citando a famosa frase,

o que fazer?

Nós, cidadãos revoltados, podemos fazer algo?

Estou neste momento em São Sebastião de férias, 

volto em torno do dia 22.

Com o afeto da

Beth Viviani”

Beth, muita gente me pergunta, só agora sei responder, TyZÉrias vai saber esta semana, é importantíssimo termos acesso aos Autos deste Processo, q redunda neste Crime Ecológico Cultural.

Dr. Gustavo Neves Fortes do Escritório de Advogados do Grande Criminalista Dr. Tales Castelo Branco está já investigando.

TyZÉrias 

EVOÉS

Em fevereiro Rodrigo Levino Dantas, do Grupo Folha, me perguntou assim:

O senhor concorda que o dramaturgo Nelson Rodrigues tinha uma persona machista ou misógina? É possível fazer uma espécie de licença e fruir a obra dele sem olhar para esse aspecto? Uma voz como a dele é necessária na sociedade brasileira e por quê?

E eu respondi:

Eu não sou “Senhor”, não tenho escravos
e Nelson não têm nada a ver com “persona” nenhuma,
nem “machista”, nem “misógina”.

Nelson Rodrigues é um Poeta Grego-Negro TragiCômicoOygiástico.

Não tem nada a ver com quem não sabe sentir o pulsar da vida no mundo diretamente, escravos de rotulações fornecidas pelas “personas” que seguram a Imagem de Mulher – ou do Homem – direit(a)os: Glória das  Celebridades do  Rebanho, suas Caretas piegas, Prafentex. Gente que  não sabe onde tem seu nariz.

Nelson precisa de muita leitura, interpretação, para não ser assassinado por quem projeta nele seu  psicologismo de arrivista moralista.

Nelson Rodrigues não tem personalidade, não precisa, como diz João Gilberto.

É um Artista Dionisíaco q trabalha com todas as Máscaras sociais e estupra Todas, no Cosmos da “Vida Como Ela É”.

Ele é um dos maiores Artistas de Teatro da história da Trans-Humanidade, indo além de Ésquilo, Sófocles, Eurípedes, equiparando-se a Shakespeare, Tenesse Williams, Oswald de Andrade…

É Artista que cria o Teatro como Rimbaud. “Nelson é um Outro”, pra lá do Bem e do Mal.

Quanto aos preconceitos em torno da Puta que a sociedade cristã amaldiçoa, afirmo: as Putas são as  Bacantes, as Putas Sagradas, as criadoras do Rito Teatral.

Na Antiguidade descabaçavam os meninos e as meninas em Cerimônias Rituas belíssimas Religiosas nos Templos de Apolo, Dionísio ou Pã. Ou no “Bucolium” = “Fodódromo”.

A Grande Atriz que não ama a Puta e a Putaria, é uma coitada. Não é atriz.

Nem o ator q não ama o Puto.

E é o que domina o bom comportamento do Teatro Sério, da TV, sem símbolos eróticos perversos, com Atrizes e Atores armariados, Mort(os)s Vivos.

Darlene Glória, Cacilda Becker, Sônia Braga, amam Putas, são imortais.

Veja Cacilda nesta foto fazendo uma Putaça na peça de Pirandello “6 Personagens a Procura de um Autor”.

Terminava a peça gargalhando, Pomba Gira num balanço em que furava com os saltos altos um arco de papel e se lançava sobre o Público do TBC.

Os Monstros Sagrados do Teatro Brasileiro da Época de Ouro da Arte Irreverente do Teatro tinham “Carteirinha de Puta”.

Eu, felizmente, DRT não tenho, mas adoraria ter uma “Carteirinha de Puta” como no Tempo que Teatro era feito por Atores e Atrizes Antropófago(a)s.

Coristas que no Grand Finale  do Teatro de Revista íam dançando e passando o número de seus telefones a alguém do público q transfigurava-se em seu cliente.

Entravam em cena, perfumavam o espaço com seus corpos, desciam até a platéia, sentavam-se no colo dos Cavalheiros, e nos entre-atos vendiam seus retratos.

Q falta fazem hoje no Teatro essas mulheres livres, do amor livre, que davam tesão no público com seu Carisma de Putas. Hoje domina o Cabacismo

Nelson sempre estuprou todos os Cabaços e Cabaças. Do que é descabaçado pelo Ladrão Boliviano, á Virgem dos “7 Gatinhos”, todos puto(a)s.

No seu centenário Nelson não merece tamanha falta de sensibilidade e desconhecimento de seu Valor Universal de Deus, do Diabo, e do Neguinho.

CACILDA BECKER- q sempre quis fazer “Senhora dos Afogados”, o papel da Esposa Virtuosa Aristocrática Pernambucana, que é levada pelo amante Filho da Puta à Zona para ser Orgyada, Devorada e Decorada.

Em um ato de desrespeito às normas contratuais entre os humanos, e ao andamento de um trabalho realizado por um grupo de mais de 55 pessoas no Brasil, e inúmeras outras na Europa, o Teatro de La Place pretende cancelar a temporada das Bacantes em Liége, no mês de janeiro, encerrando o festival Europalia que em 2011 e 2012 leva à Belgica um panorama das artes brasileiras.

Alegando “falta de tempo”, o diretor geral do La Place e da Europalia em Liége, Serge Rangon, escreveu à organização do Europalia solicitando a anulação das Bacantes, depois de meses de intenso trabalho tanto para se ajustar o rito dionisíaco às condições oferecidas pelo La Place quanto para conseguir novos recursos que possibilitem ao Teatro Oficina realizar as Bacantes em toda a sua potência para o público belga.

Neste ano Brasil na Bélgica, o La Place pode, com esse corte, fazer de seu país um anfitrião sem educação, praticando um ato de ignorância teatral ao impedir o Teatro Oficina, instituição teatral mais longeva do Brasil, de se apresentar para o público que já comprou os ingressos.

Seria também um ato de desprezo pela atitude grandiosa da FUNARTE e do MINISTÉRIO DA CULTURA, que se comprometeram em cobrir os gastos com as quais o festival não pode arcar e também demonstraria falta de confiança no povo que vive na Bélgica, nos trabalhadores de teatro que nesta crise de desemprego, com o maior prazer, trabalhariam nos dias que não são feriados, entre Natal e Ano Novo, para erguer arquibancadas, colocar refletores, instalar caixas de som, e enfim criar um Teatro que abre este ano de 2012.

O Rito da Origem do Teatro em BACANTES, vem exatamente neste equinócio trazer a renovação Natalina: Jesus, sublimação de Dionisios, que nasceu exatamente nesta época no monte Parnaso onde as Mênades íam acordar “il bambino”.

Entenda o caso:

Desde a confirmação da presença do Teatro Oficina com as Bacantes no Europalia, em julho deste ano, a Cia. vem trocando informações diariamente a fim de estabelecer as condições necessárias à realização do rito: Riders técnicos foram enviados, especificando a quantidade de material necessário, em todas as áreas, e todos foram, com o tempo, cortados, de acordo com pedidos do Teatro de La Place. As solicitações da equipe de arquitetura cênica do Oficina, há muito enviadas à Liége, ficaram todo o tempo sem resposta, apesar do esforço em obter qualquer informação a respeito com o pessoal do La Place.

Mais recentemente, no dia 5 de dezembro, o curador brasileiro que faz a intermediação com o Oficina, em reunião realizada no teatro, informou à nossa produção que Liége pedia o acréscimo de 35 mil euros para que se pudessem realizar as Bacantes. Embora tenha sido pega de surpresa, a produção do Oficina e o curador deram início ao esforço de conseguir esse adicional, e em 5 dias apenas, tiveram a resposta positiva da FUNARTE e do MINC de que haveria essa verba para disponibilizar às Bacantes.

Neste mesmo dia 10, quando o Oficina informou a Liége que havia conseguido o dinheiro, teve como resposta uma carta enviada à coordenação da Europália pelo diretor geral do La Place, pedindo o cancelamento das Bacantes. Agora o Oficina trabalha para que justamente não seja perpetrado esse ato digno de Penteu, ao impedir que as Bacantes e Dionísio, aportem na Bélgica com seu Carro Naval.

Zé Celso escreveu uma carta endereçada diretamente à presidenta Bozena, do Europalia, que pode ser lida no site do Oficina, em três línguas, inclusive o flamenco. E agradece o esforço da ministra da Cultura com estas palavras:

Quero aqui declarar profundo agradecimento a Ministra da Cultura Anna Buarque de Holanda. Através de Antonio Grassi, Presidente  da Funarte, fomos informados que a Ministra  está agindo pessoalmente com muito empenho, para resolver o impasse criado pelo diretor do Theatre de la Place que quer fechar as Portas de seu Teatro para Dionisios, o deus do Teatro. Entrou em contato com o  Embaixador  Brasileiro na Belgica,  argumentando ser um absurdo o “Ano Brasil na Belgica ” não ter um fim, terminar sem encerramento solene previsto com “Bacantes”  para os dias 13,14 e 15  de janeiro de 2012.

Minha admiração por este gesto de Anna, defendendo o Teat(r)o Brasileiro, cresceu muito. Que Dionisios, deus das colheitas, da fecundidade , do teatro e do vinho derrame sobre ela, todas as suas Graças. Evoé Anna!

A carta do presidente do La Place e da Europalia em Liége informando do cancelamento, e a resposta do Oficina, podem ser lidas abaixo:

“Prezada Bozena,

Como eu dizia na nossa conversa telefônica da terça-feira, nós nos encontramos infelizmente face a uma situação impossível de se administrar, sem uma resposta clara ao respeito de “As Bacantes”. Nós esperávamos uma resposta definitiva na segunda-feira.

Nossos ateliês já adiaram o começo da realização dos elementos cênicos de duas semanas, e nós ainda não lançamos a comanda de aluguel das arquibancadas nem do material técnico. Também não pudemos lançar toda a comunicação em torno do espetáculo, cuja realização ainda é incerta. Com as festas de final do ano, daqui duas semanas, nossa atividade fica mais lenta e isso aumenta os custos, se pedirmos às equipes para trabalharem nesse período que tradicionalmente lhes permite de recuperar as horas extras do começo da temporada. Isso tudo sem falar da questão do custo extra incomprimível para apresentar o espetáculo, questão esta em torno da qual havíamos decidido juntos de decidir definitivamente na segunda dia 5 de dezembro, o que não pôde ser feito.

Todos esses motivos nos obrigam a ter de tomar a decisão de anular o espetáculo, como conversado por telefone. Eu sei que todos os esforços foram realizados: pelas autoridades brasileiras, pelo comissário brasileiro a quem eu agradeço particularmente pelo seu compromentimento e sua vontade de chegar-se a uma solução, pela equipe da Europalia e também pela companhia que, mesmo reagindo muito tarde, nessas últimas semanas também buscou soluções.

Todos esses esforços mostraram-se inúteis face à grandeza dessa produção titanesca que nós tanto gostaríamos de apresentar ao público belga. Mas os custos gerados, os riscos, o tempo restante para a realização, todos esses elementos devem nos conduzir todos, racionalmente, a cancelar o espetáculo e, de comum acordo, enviar um press release para anunciar ao público a impossibilidade de apresentar o espetáculo por razões técnicas. Nós lhe proporemos um texto no começo da semana que vem. Nós vamos reembolsar o público ao mesmo tempo.

Os outros espetáculos brasileiros apresentados são um sucesso enorme e estamos todos felizes com essa colaboração. Nós lhe agradecemos, você e seus colaboradores, por todos os esforços e pela sua escuta e pela sua paciência.
(…)

Serge Rangoni”
RESPOSTA DO OFICINA:

“Prezados

Estamos em pleno processo de ensaio de BACANTES
e continuaremos trabalhando para levar esse rito dionizyaco.
Nós e vocês já temos o dinheiro necessário.
Voces alegam questão da falta de tempo.
Mas para combater isso,
o Teatro tem um poder incomensurável
de mover o mundo,
de atravessar obstáculos.
O Europalia, que descobrimos que foi originalmente
o festival da fertilidade, como os ritos dionizyacos,
precisa invocar essa potência do eterno retorno a sua origem
como nós estamos invocando a potência de Dionizyos

Sendo um festival de Arte e de Teatro deve-se perceber
que a Furia da Arte não aceita abortos,
é um processo vivo.

Não há obstáculo que não seja superado
com a capacidade de exercer o Poder do Teatro,
que transforma dificuldades em Arte.

Vamos encerrar esse festival
É a nossa missão
e vamos cumprir essa missão

Temos a vontade teatral
e já iniciamos a campanha anunciando nossa ida ao Teatre de La Place

Temos certeza que os belgas nesse momento terão prazer em vencer esses obstáculos.
E será uma honra vence-los
e devolver BACANTES para seu berço: a Europa.

Nós estamos levando o vinho Torna Viagem Bacantes

Vivemos 2011 em viagem pelo Brasil
montando um teatro para 2000 pessoas em cada cidade
e sabemos, por experiência, que é possível montar uma estrutura
como a que BACANTES necessita em qualquer tempo que se precise

Vamos pra Europa para fertilizar
depois do Acordar do Revellion de 2012
com Arte
com Ardor”

“Dear all

We’re in the middle of BACANTES rehearsal process
and we keep working to carry on the Dionysian rite.
You and us have the money needed.
You talk about the lack of time.
But, to fight this,
the Theater have the unmeasurable power to move the world
to get through obstacles.
The Europalia, that we found out was originally
the fertility festival, like the Dionysian rites,
need to invoke this power of the eternal return to its origin
as we are invoking the power of Dionizyos.

Once it’s an Art and Theater festival, it has to realize
that the Rage of Art does not accept abortions,
it’s a living process.

There is no obstacle that is not overcome
with the capacity to exercise the Power of the Theater,
that transforms difficulties in Art.

Let’s face this festival.
It’s our mission
and we’re going to accomplish this mission.

We have the theatrical will
and have already started the campaign announcing our going to the Theatre de la Place.

We’re sure that the Belgian, at this time, will have the pleasure to win these obstacles.
And it’s going to be an honor to do it
and take BACANTES back to its birth place: Europe.

We’re taking the Bacantes Trip Take wine.

We’ve lived 2010 traveling through Brazil
setting up a theater to 2000 people in each city
and we know, by experience, that it is possible to set up a structure
like the one needed by BACANTES, in any time required

We’re going to Europe to fertilize
after the 2012 Reveillon’s Awakening
with Art
with Ardor

from all people of Teatro Oficina”