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Economia Verde

tizerias + cacilda

TyZÉRias e Cacilda no Baile das Torres, prestes a semear o terreno do entorno cercado. Foto: Mário Pizzi

zé,

acho q como bateu,

atingiu as pessoas,

sobre a importância de tirar a corda do seu pescoço,

mas é também fundamental atingir, chegar, bater,

q sua situação está nesse ponto também – e muito – pela diminuição radical de investimentos no trabalho da cia em 2015.

o dinheiro no ano da crise foi muito pouco – por volta de 40% do q ganhamos em 2014.

isso fez com q experimentássemos um tipo de comuna, com os cachês equivalentes, já q não faria sentido fazer distinção de salários – o mínimo seria pouco demais.

assim, você com 57 anos de teatro, ganhou a mesma coisa q atores ainda muito inexperientes.

criamos bastante na crise, com menos patrocínio, produzimos como coelhos pra manter o teatro aberto e ganhar bilheteria – pra dar um fim no juízo de deus, de artaud, o banquete de Sócrates, platão e zé celso, navalha na carne, de plínio marcos, com direção de marcelo drummond, q estreou no sesi num festival, o festival de música das bandas do oficina, a segunda dentição da universidade antropófaga e mistérios gozosos, a partir de o santeiro do mangue de oswald de andrade – estes dois últimos como parte do projeto oswaldianas, teato na cidade seca sobre rios, patrocinado pela petrobras.

os espetáculos, desde os sertões, tem uma multidão na equipe – por volta de 60 pessoas.

ainda não caiu a ficha d q o trabalho é muito caro e valioso. exige dedicação, e iríamos muito mais além se tivéssemos condições de pagar bem ao time q não só monta e atua nos espetáculos, mas está ligado no tudão, na manutenção do espaço, na concepção da expansão urbana, na continuidade do projeto de lina bo bardi e da linha estética da companhia, q existe desde 1958.

a petrobras tem sido muito importante pra cultura,  e é a cultura é q vai fazer a reciclagem da empresa, passando do petróleo, em fim d Éra, pra produção d Energías renováveis.

o patrocínio da petrobras é muito importante, aliás, fundamental – é uma base de investimento q sustenta a continuidade do trabalho, mantém o fogo aceso do núcleo da companhia, como aquelas chamas eternas das refinarias – é muito bonito ver de vários pontos da baía de guanabara aquelas torres piras da refinaria d duque de caxias.

mas, além disso, precisamos de plataformas, navios…

da petro vem o patrocínio d manutenção da companhia, que por 11 anos seguidos vem garantindo a continuidade do nosso trabalho – é o q nos permite não parar.

mas não é suficiente para manter a companhia o ano todo + a montagem de um espetáculo inédito + manutenção do melhor teatro do mundo segundo o jornal The Guardian. 

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além do prédio do teatro oficina, q é de propriedade do estado de são paulo, mas tem todas as despesas – água, luz, limpeza, reparos – inteiramente mantidas por nós, posseiros, a cia mantém a casa de produção, um depósito de objetos de cena na rua são domingos, um acervo de figurinos na rua major diogo, e um depósito no sacolão, embaixo do minhocão, para grandes objetos.

além da montagem dos espetáculos, existe uma despesa mensal para esse acervo e para o time q realiza esse trabalho.

isso sem falar na necessidade de treino dos atores e cyberartistas, nos trabalhos diários de música, dança, tecnologias, estudos…

recebemos em 2015 R$ 1.000.000,00 do nosso patrocínio de manutenção da petrobras, o q é muito dinheiro, mas imaginem quanto custa idealmente um ano de trabalho:

equipe: R$ 2.160.000,00 

60 artistas x  12 meses x RS3.000,00 (um valor médio mínimo q possibilitaria dedicação exclusiva)

manutenção dos espaços: R$ 360.000,00

R$30.000,00 x 12 meses (aluguéis d depósitos + contas de água, luz, telefones, internet, funcionários de limpeza e zeladoria, etc…)

produção da montagem de espetáculo inédito: R$ 200.000,00

(gastos com arquitetura cênica, figurinos, material gráfico, montagem e equipamentos de luz e vídeo, gastos com lâmpadas de refletores e dos projetores audiovisuais, manutenção de microfones sem fio – q são muitos pois o elenco é gigante…, investimento em mídia paga…)

estes três itens somados dão R$ 2.720.000,00

e não contamos viagens com os espetáculos (as quais exigem adaptação de espaços, locação de equipamentos e transporte, alimentação e hospedagem pra 60 pessoas), nem gastos com a produção de espetáculos do repertório…

por tudo isso, precisamos de outros patrocinadores como a petrobras e de investimento direto, como as instituições de arte do mundo inteiro recebem apoios inumeráveis de mecenas generosos, q pagam pela existência daquele valor cultural.

sampã, 13 d fevereiro,

camila cacilda mota + TyZÉRias

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foto: Nancy Mora

Sou Cégo d’Teat(r)o

q vê

da Terra do Bixíga

onde Teatro

em se plantando

sempre deu

a quem se dá 

mas…

q está $ercado

por $oldados Engravatados Executivos Executores

do Holocausto Repetitivo

do Direito Romano de Propriedade

q diferença existe

entre fundamentalistas destruidores de Santuários,

cortadores de Cabeças

y

os Fundamentalista$ da Especulação Imobiliária Néo Bandeirantes:

Caçadores Destruidores de santuários y cortadores d cabeças q não querem ser capturadas?

 

Estes pretendem destruir o último pedaço de terra livre do Centro d SamPã.

Pra isso tem de Cortar Cabeças

d Artistas,

d’ Autoridades d Defesa do Patrimônio,

d’ Jornalistas das Mídias, Midiinhas, Midionas,

d’ Cabecinhas, Cabeçonas

q não cabem nas suas toscas estruturas de captura:

no seu Carandirú Pobreza

“Trê$ Torre$ Prisões

Nessa Terra “perdida

há Cabeças Coroadas de Héras, se Fazendo ,

se dando às mitolo(r)gias

q os povos noite y dia

criam,

cantam,

dançam,

na terra

no ar

pássaros voadores

des-assombrando

pensamentos livres

q vôam

mas

q sabem se erguer do chão

com seus Bastões,

Tyrsos Báquicos

y conceber suas estratégias

num piscar da voz da

Marechal de Nossa Tropa:

Madame Morineau:

O Teatro Recuou, Meu Filho! Ohpuf …realmente…

No, No, No, assí no dá …

 

Ah! E aí, sentir o desejo de passar do “recuo” ,

ao AVANÇO

com seu Bastão de Bacantes y Satyrxs Guerreirxs

y

proferir na própria carne

a palavra mágica Ham-let:

AÇÃO

Estes tem o Phoder de enfrentar estes Exército$ de Pentheus y Drs. Abobrinhas

 

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foto: Mário Pizzi

 

Ió! Os Artistas de Todas as Artes

 

Ió! Gente q phala pra Gente,

Na língua direta de Gente,

 

Ió! Dytirambistas (todos os Tambores)

 Músicxs

Arquitetxs, Urbanistxs, Cientistxs, …

Façam esse favor pra todos…

Mas a Protagonização da Arte Aglutinadora Física dos Teatros onde Todos

os Teatros são nossos Teatros

é, quer se queira ou não,

a gente de teatro

mesmo combalida.

É só se apoiar no Tyrso d Dionisios y ficar de Pé Dançante

Somos peões satyrxs de SamPã

da Tropa de Choque Cultural q pode Acordar

no Bixiga

não só o Brasil,

mas o Mundo.

 

IÓ! Amantes d Dionizios do Mundo Inteiro,

Vamos criar uma Orgya da Arte d Teatro do Bárbaro Tecnizado Total da Terra!

 

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foto: Mário Pizzi

 

 

IÓ! Estrategistas d todas as Artes

 

IÓ! Amantes do estar em cena com o Público diretamente

 

IÓ! Anônimos nas revistas caras, esbanjando poder de aventureiros teatrais nos teatros de rua, cultivando as Metrópoles engasgadas quase subterrados;

 

IÓ! Cooperativas de Teatros q se tornam Comunas Teatais

 

IÓ! Celebridades de Televisão q tem Sangue de Teatro no Corpo

 

IÓ! Poder da Imaginação, d Atrizes, Atores, Palhaços do Brasil y do Mundo

 

Muitos me perguntam

como ajudar” ?

 

Não, ajuda”, não,

não tem “ ajuda

nem dar uma força,

mas atuar

até se espatifar

pra poder voar

 

IÓ! É o Xamado Báquico

À Massa d Sangue dos Corpos em Possessão q vem se juntar aos Posseiros impedindo os Carrascos da Propriedade Privada

É o q

TIRIAS

Vê hoje

 

Terça-Feira GORDA DE CARNAVAL DE 2016 em SamPã

 

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foto: Mário Pizzi

 

Amadxs Beth Viviani y Guilherme Wisnik

Antes de TUDO

Guilherme:

Teu texto é Maravilhoso

Corajoso

Claro

Luminoso

Inspirador

de TiZÉrias o Antropófago

nesta Terça Gorda de Carnaval

depois de te ler y quebrar meu útero coração de criar um Diário do $erco no meu Blogg, mas pra espalhar, não ficar lá dormindo …

Acordei hoje animado por Momo

Y inpirado em Vossos Textos:
Guile y Beth

Inaugurei um

Diário d “TyZÉrias $ercado

Mas há correção de um Erro de má compreensão desta Entidade q baixou em mim, desde q soube do $erco:

y Beth, foi você com teu corajoso, lúcido texto quem me fez ver, após você ler o texto de Guilherme, y me escrever y botar o dedo na contribuição enorme deste erro.

quando fui avisado à 22 de Janeiro deste ano de 2016, q este era o último dia do prazo para que a Presidente do Iphan, a Arquitetx e Urbanistx Jurema Machado, liberasse ou não,

à Sizan Empreendimentos Imobiliários” do Grupo Silvio Santos,

a construção das Gigantescas Torres, Prisões do Entorno Tombado do Teat(r)o Oficina; comecei a ligar desesperado pra pessoas mais próximas à luta por esse último terreno respirável de SamPã.

Liguei pra você meu amigo dourado Arquiteto Urbanista Guilherme Wisnik, no seu celular.

Você estava na Praia em Férias no Litoral da Bahia, eu devo ter dito por telefone a você Gui, q o Ministério Público era o responsável pela Ação de Reintegracão de Posse.

Acho q foi assim q eu, doido d TyZérias, recebi ou ouvi a notícia do $erco

Mas eu mesmo achava muito estranho q justamente este órgão q tem o papel de defender o Patrimônio Cultural do Brasil, tivesse tomado esta medida.

Somente antes do Carnaval, Juca Ferreira, Ministro da Cultura esclareceu minha cegueira, dizendo q se tratava de uma Ação da Justiça, vencida pela $isan e me aconselhou a procurar Nabil Bonduki Secretário Municipal de Cultura de São Paulo. Este teria informações mais precisas.

É o q eu vou fazer na 4ª Feira de Cinzas, mas acho q entendi. Tive conhecimento deste $erco quando já era aparentemente “vitorioso”, nem deu pra lamentar, porque não adianta reclamar do leite derramado.

Claro q se trata do famoso Direito de Propriedade Romano, o único direito q aprendi na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, como um Dogma, um Tabu, um Axioma Indiscutível, aquele em que ainda se baseia toda a Ordem Mundial Capitali$ta

Mas me recordo de uma citação em latim de um jurista do ex-Império: “ut eleganter Celsus dixit, ius est ars boni et equi” = como o elegante jurista Celsus disse: o direito é a arte do bom e do equitativo.

Nunca acreditei neste Mito da Propriedade Privada, e sempre vi a Justiça como uma questão de Interpretação, como no Teat(r)o, dependendo de cada situação concreta.

Grandes jovens Pensadores como o jovem Psicanalista Tales Ab’Saber, o mais jovem ainda, Silas Martí, crítico de artes plásticas da Ilustrada, Rudifran, o dinâmico diretor da Cooperativa de Teatro de São Paulo, estão criando como você Guile, como você Beth, um Cerco de Amigos Dourados do Teatro Oficina ao $erco das Torres, feito de Inteligência, Amor à Vida, à Terra, em Indústrias Reunidas de Poesías como um Levante do Poder das Línguas da Cultura Brazileira y Mundial.

Por isso no ontem do sempre hoje,

passo a palavra à minha amiga, escritora Beth Viviani:

“Por coincidência, depois de pensar em você e te escrever um email, leio agora à meia noite o texto do Wisnik na Folha.”

Aí , Yo, TiZÉrias intervenho, pois é o q me levou a entender a questão mais profundamente:

“Não entendi a ‘forte pressão do Ministério Público’ sobre o Iphan.

Baseado em que argumento o MP fez a pressão?

O que significa 

‘um suposto maior controle da sociedade 

sobre as decisões na cidade’?

Não é  o contrário?

Temos que fazer política.

O movimento do capital não pode ocorrer no vácuo.

Existem controles e regras que o poder público pode impor, que foram incorporados em legislações criadas pelos movimentos da sociedade ao longo da história.

Acho que há espaço e toda a legitimidade na defesa de nosso patrimônio cultural.

Ninguém vai pretender abolir a propriedade privada, mas ela deve se curvar à história da nossa cidade.

Me explica essa postura do MP.”

(ainda não sei do Caso na Justiça, sabendo ponho na Ágora)

Vitória na guerra!

Podemos usar esse bordão da novela sensação da Globo! 

 Querido Zé Celso = TyZÉrias,

enviei um recado para você e Marcelo pelo Whatsapp, no contato do Oficina que apareceu na lista. Mas vou repetir aqui o que falei. É grande minha preocupação com a decisão legal (?) sobre o destino do terreno que, por direito de cidadania, de prioridade cultural, de ocupação urbanística civilizatória de São Paulo, pertence ao Oficina e ao povo paulista.

Qual a reação mais adequada para reverter mais esse golpe do capital imobiliário e de autoridades servis?  

Citando a famosa frase,

o que fazer?

Nós, cidadãos revoltados, podemos fazer algo?

Estou neste momento em São Sebastião de férias, 

volto em torno do dia 22.

Com o afeto da

Beth Viviani”

Beth, muita gente me pergunta, só agora sei responder, TyZÉrias vai saber esta semana, é importantíssimo termos acesso aos Autos deste Processo, q redunda neste Crime Ecológico Cultural.

Dr. Gustavo Neves Fortes do Escritório de Advogados do Grande Criminalista Dr. Tales Castelo Branco está já investigando.

TyZÉrias 

EVOÉS

aziz

Zé Celso me pediu que eu relembrasse um pouco a ação política de meu pai referente ao patrimônio cultural paulista, e também brasileiro, de quando ele esteve à frente do Condephaat, no início dos anos de 1980.

Naquele momento travado da cultura política do Brasil, em que o processo de redemocratização se tonara irreversível, mas também parecia sempre adiado ao infinito pelos interesses bem incrustrados na ditadura militar, que parecia não querer acabar nunca, uma série de buscas políticas renovadoras emergiram desde a sociedade civil que, com um grande esforço pela diferença, e em luta constante contra o poder autoritário, manteve-se viva ao longo dos anos de 1970. Tais ações projetavam esperança em um tempo renovado que estaria por vir, e que, como todos sabemos, hoje podemos dizer que não correspondeu ao que se sonhava. No bojo deste movimento bem mais amplo, meu pai, geógrafo e cientista importante, com obra real que se tornou conhecida em todo mundo, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, assumiu o órgão responsável pela memória e a manutenção do patrimônio histórico e cultural do Estado de São Paulo. Ele presidiu o Condephaat por pouco mais de um ano, o suficiente para a produção de uma política fortemente renovadora do entendimento da ideia de patrimônio e do vínculo da gestão pública com a cultura viva, a mais viva possível.

Além de valorizar e buscar acelerar o processo de tombamento de bens tradicionalmente reconhecidos como patrimônio histórico, Aziz Ab’Sáber interveio em dois universos até então desconsiderados no âmbito da preservação, e mesmo do reconhecimento, de valores históricos materiais. Em primeiro lugar, ele promoveu o tombamento de importantes bens coletivos referentes a espaços ambientais de grande escala, de escala propriamente geográfica, como a Serra do Japi e todo o espaço natural remanescente de mata atlântica original da Serra do Mar de São Paulo, desde então felizmente preservada da desastrada intervenção humana – 91,5% da mata nacional foi destruída, e São Paulo, talvez por esta política, é o Estado que mais preservou algo da mata original, contida exatamente no setor da Serra. E, em um segundo e igualmente importante movimento, ele promoveu o surpreendente reconhecimento como patrimônio de bens muito recentes, modernos, ainda em processo histórico vivo e em pleno desenvolvimento, mas que implicavam grande impacto real, de importância irrecusável, na própria cultura brasileira contemporânea.

O exemplo máximo desta nova política foi o tombamento muito especial do Teatro Oficina. Me recordo quando meu pai, em um dia chuvoso me convocou – eu tinha 17 anos – para ir com ele ao Teatro, afirmando enfaticamente tratar-se de uma joia da cultura contemporânea, algo realmente importante. Ele queria de todo modo que eu conhecesse Zé Celso, com uma insistência que era relativamente rara em relação aos seus amigos. Fomos ao teatro, uma vez, para assistir a montagem experimental de Na selva das cidades em pleno espaço do canteiro de obras, daquilo que um dia viria a se tornar outra obra prima de Lina Bo Bardi. E fomos outra vez, em uma noite também muito fria, para uma projeção da filmagem de O rei da vela.

Quando cheguei ao teatro e me deparei com a situação de obra inacabada, que levaria ainda muitos anos para se completar, confesso que então não compreendi o avanço, hoje óbvio, da concepção de cultura que animava meu pai como preservacionista. Para mim, no imaginário conservador de um garoto protegido de classe média intelectualizada – às voltas com as primeiríssimas leituras de Machado, Oswald, Mário, Drummond, Borges, Flaubert, Kafka e Dostoievski, da poesia concreta brasileira, que animava muito os adolescentes da época, e ouvindo muito Caetano e The Clash – patrimônio ainda se referia vagamente a lugares construídos que implicassem em relevante qualidade artística, ou valor cultural, com originalidade histórica. Enfim, qualquer coisa antiga, importante e bonita. Era difícil entender como era possível se tombar, como patrimônio, um canteiro de obras.

Mas meu pai era maduro para estas coisas. Ele já sabia do impactante projeto de Lina Bo Bardi e de Zé Celso para o lugar – então apenas uma maquete – e partilhava fortemente da ideia daquela contribuição à cidade, antecipando o processo e protegendo o teatro dos inimigos já presentes na especulação imobiliária. De algum modo, ele já antevia aquele que seria o melhor teatro do mundo, como o jornal britânico The guardian escreveu a respeito do Oficina em 2015. Era um pacto histórico estratégico de forças e de homens muito diferentes entre si, a um tempo visionários e pragmáticos, que sonhavam mesmo com o atual Teatro Oficina Uzyna Uzona, e sua imensa contribuição à vida da desnaturada cidade de São Paulo.

Além disto, e o mais importante, meu pai me fez ver que aquela obra imensamente atrasada era de fato a representação presente, mas também em perpétua gestação, do Teatro Oficina: o Oficina de José Celso Martinez Corrêa, o Oficina do escândalo brasileiro universal do Rei da Vela de Oswald de Andrade, o Oficina dos atores espancados por paramilitares em 1968, quando da encenação de Roda viva de Chico Buarque! Era de fato, e principalmente, este movimento social e artístico limite, e contemporâneo, do mais forte e exigente do Brasil, que simbolicamente meu pai ajudava a “tombar” quando tombava o que era então o espaço em obras do teatro. A política cultural de patrimônio dava assim uma guinada espetacular, rumo à vida moderna e contemporânea brasileira. Talvez só o Teatro Oficina permitisse de fato tal passo, da criação real de uma nova política de patrimônio. Estes termos possuem todos afinidades eletivas internas.

Aquela ação cultural foi de extrema importância para que pudéssemos chegar a ter este melhor teatro de hoje, com o seu forte impacto na vida do bairro e da cidade. Pois, já naquele tempo, há mais de trinta anos, o teatro era acossado fortemente pelos imensos interesses imobiliários, muito grosseiros, que o cercavam, e que desejavam o seu próprio espaço. E estávamos ainda em uma ditadura militar, em seus estertores, mas que ainda colocava bombas em shows de 1º de maio com milhares de pessoas presentes. Sem o tombamento do movimento do Oficina, bem combinado entre o professor e os artistas, que não foi inteiramente fácil politicamente, talvez hoje nós não tivéssemos o incrível casamento de mais uma obra prima de Lina Bo com a paixão dionisíaca de Zé Celso, que ocupa e que anima o pedaço, mantendo viva a tradição radical moderna brasileira com suas obras fortes.

Como a atual e lindíssima montagem de Mistérios gozosos, baseado no “Santeiro do mangue” do patrono Oswald de Andrade, que comenta com rigor erótico máximo nossa atual situação contemporânea desoladora. Uma peça que fala exatamente a situação que aflige o Teatro mais uma vez. Sem aquela ação pública decisiva no início dos anos 80, daqueles homens de fato modernos, o Grupo Silvio Santos simplesmente teria vencido já na época, e todos nós teríamos perdido para sempre o Teatro Oficina, e tudo o que ele representa.

Era uma concepção de cultura e de vida pública mais radical, mais livre e muito mais relevante que animava aqueles homens, ao final da violenta ditadura militar de 1964-84 brasileira. Ela não passava de nenhum modo por uma cultura geral da mercadoria, mas pelo espaço público, pela arquitetura coletiva e de alto repertório, e pelo teatro crítico radical. Era um movimento político, envolvendo arquitetos, professores universitários, burocracia estatal e artistas, que sonhavam, e que ainda realizavam o melhor. E nós sabemos que aquele movimento fazia parte de um outro movimento, muito mais amplo, o da fundação de um novo e renovado partido nacional de esquerda. Naquele tempo, de algum modo próprio à época, as pessoas sabiam o que estavam fazendo e faziam exatamente o que tinham que fazer. De modo diametralmente diferente das ações erráticas, débeis, dúbias, quando não perversas do campo da política, e da política da cultura contemporâneas. Incluindo aí, agora, o já precocemente envelhecido, vencido pela adesão ao velho Brasil, grande partido de esquerda.

No final de 2015, conforme me contou um conselheiro do Condephaat, o meu amigo e historiador Pedro Puntoni, o Conselho barrou pela segunda vez uma tentativa do governo do Estado de São Paulo de adentar o perímetro tombado da Serra do Mar – por Aziz Ab’Sáber e pelo próprio Estado – para retirar água de um rio, ainda bem protegido no interior da Serra. Assim, mais uma vez, buscou-se somar um erro a outro: além do descaso com o sistema de abastecimento de água da cidade e do Estado de São Paulo, tentava-se destruir, como se fosse letra morta, o patrimônio público tombado do Estado, no caso, um raro patrimônio ambiental. Nas reuniões que barraram aquele processo, como agora, as ideias firmes, que não se enganavam sobre estas coisas, de Aziz Ab’Sáber foram evocadas, e a lei de proteção idealizada por ele foi, no último segundo, ainda protegida. Pedro Puntoni lembrou mesmo o preceito esquecido que Aziz professava: “Não temos o direito de penalizar as gerações futuras com os erros do presente, destruindo patrimônio ambiental que não nos pertence.”

Ao invés de finalmente dar andamento ao importantíssimo e totalmente esquecido Projeto Floram, realizado por uma grande equipe multidisciplinar na Universidade de São Paulo, e coordenado por Aziz Ab`Sáber, ainda em 1990, de reflorestamento sistemático e maciço do Estado de São Paulo e de todo o país, e assim manter e recuperar a flora, a fauna e as águas do Estado, se “pensou” em destruir mais um patrimônio coletivo, matando um rio, em detrimento das gerações futuras, que deverão pagar pela nossa regressão satisfeita, intelectual e ética, como pagamos hoje pelos grandes erros acumulados de nossa modernidade equivocada. Do mesmo modo, ao invés de se realizar um inteligente zoneamento ecológico e econômico da Amazônia, como meu pai escreveu em meados dos anos 90, o governo brasileiro, do qual ele se afastou nos últimos anos de sua vida cidadã, tem que explicar ao mundo, sempre e a cada ano, os constantes e massivos desmatamentos, em uma reiterada destruição de capital social, cultural e ambiental, incalculável, que visa apenas, mais uma vez, o capital privado imediato.

Do mesmo modo, observamos agora, ainda mais uma vez – após trinta anos do tombamento – a tentativa de liberar o espaço em torno do Teatro Oficina – uma obra prima da arquitetura mundial, um trabalho artístico e social de relevância histórica reconhecida, o teatro cuja energia circulante fez dele o melhor de todos, segundo os ingleses – para mais uma rodada de ataque especulativo ao bairro do Bixiga e à cidade de São Paulo. Mais uma vez, se busca reduzir o espaço cultural e público, o espaço da fruição estética e crítica, de experiência vital, para ocupá-lo com o espaço monótono e feio da cidade privativa, desde o projeto especulativo até o uso e a paisagem final, tão pobre.

O Brasil, e a cidade de São Paulo, não fizemos o trabalho de crítica mínima da produção ditatorial sobre as nossas vidas. Pois, ao invés de derrubarmos definitivamente o Minhocão – o elevado Costa e Silva – e tudo o que ele representa de ruim e mal para a cidade, e mantermos a importante praça agregada aos trabalhos profundos do terreiro eletrônico do Teatro Oficina, queremos mais uma vez encarcerar o Teatro com prédios paupérrimos, para a produção mais comum da cidade ruim de todos os dias. A mesma cidade que alimenta hoje os homens muito ruins, política e intelectualmente, de todos os nossos dias.

Tudo parece indicar que, pelo menos em outros tempos, com o trabalho de homens e mulheres como Zé Celso, Lina Bo Bardi e Aziz Ab’Sáber – e ainda tantos outros – o Brasil foi, ou buscava ser, um país inteligente e generoso. Bem mais do que o país muito discutível, esperto, arrogante e oportunista, para não dizer burro, que nos tornamos hoje.

 

Tales Ab’Sáber,

psicanalista , Professor da Universidade Federal de São Paulo.

“O Jovem que se vê mimado e honrado como um deus pelo seu Amante
tem despertada em sí a Necessidade de Amar
e se antes, os seus amigos ou outra pessoas,
denegriram este sentimento
afirmando ser vergonhoso um tal
Consórcio Amoroso
e se estes Conselhos,
o afastaram de seu Amante.
o Tempo passa,
a Necessidade de Amar e ser Amado,
levam-no de novo aos Braços do Amante.

Não é Designo do Destino q o malvado ame o malvado,
e q o Homem Virtuoso não possa ser Amado pelo Homem Virtuoso.

Quando o Amado, recebe o Amante
q desfrutou de sua doçura e do seu convívio
compreende q o Afeto de seus parentes e amigos,
em nada é comparável
a um Amante inspirado pelo Delírio.

Assim vivem
se vêem
se tocam
ora nos Estádios
ora em Outros Lugares .

Assim nasce esta emanação q ZEUS
quando Amou GANIMEDES,
chamou DESEJO.

Esse Desejo se insinua no Amante
e quando este se encontra cheio dele
transborda,
assim, como um ZÉFIRO (a  brisa suave, a do Jonnhy Alf, o vento  agradável, forte mas suave, de todos o mais benfazejo, o dos  Evoés Speaking Low q fazem os Papagaios Subirem.)

ou um SOM
refletido por um Corpo sólido e polido,
BELEZA
 entrando pelos Olhos,
através dos quais atingem a Alma,
o q é natural,
retorna a Alma ao Belo,
estende as Asas,
e molhando-as,
as torna capaz de gerar novas Asas,
inundando também de Amor ,
a Alma do Amado 

O Amado ama,
mas sem saber o que,
nem sabe ,
nem pode dizer o q acontece consigo
assim como um condenado a oftalmía (olhos inflamados)
desconhece a origem de seu Mal,
assim tambem o Amado,
viu-se a si mesmo no Espelho do Amante
sem dar por isso.

Na presença do Amado,
a Dor do Amante esvai-se
e o mesmo acontece
com o Amado na presença do Amante.

Quando o Outro está ausente,
o Amante sente Tristeza,
e da mesma forma a mesma Tristeza
sacode o Amado,
porque ele abriga  o “REFLEXO DO AMOR”
acreditando contudo, q se trata de Amizade
e não de Amor.

Embora com menor intensidade,
deseja aproximar-se do Amante
vê-lo,
tocá-lo,
acaricíá-lo,
deitar-se ao seu lado,
e assim, não  tardará de satisfazer seu Desejo.

Enquanto está a seu lado,
o corcel do Amante tem muita coisa a dizer ao Cocheiro .

Como recompensa de tantos sofrimentos,
ele apenas pede,
um instante de Prazer

O Corcel do Amado nada diz
sentindo  algo q ele não  compreende,
toma o Amante nos Braços
e Cobre-o dos mais Ternos Beijos.

Não tem forças para recusar o q o Amigo lhe pede.
Mas o bom  Corcel resiste em nome do Pudor e da Razão.

Se a melhor parte da Alma sai Vitoriosa,
e os conduz a uma vida bem ordenada e filosófica,
eles passarão  o resto de suas vidas Felizes em Harmonía,
sob o comando da Honestidade,
reprimindo a parte da Alma q é Viciosa,
e libertando a outra, a Virtuosa.

E ao morrer recebem Asas
e ficam leves,
pois venceram um combate verdadeiramente Olympico.

Mas
se se entregarem a uma vida comum ,
sem Filosofia
e contudo Honesta ,
poderá suceder q o Dois Corcéis Rebeldes,
assumam o  Comando
Num momento de Embriagues
ou de Descuido
os Cavalos Indomáveis dos dois Amantes ,
dominando suas Almas pela surpresa
os conduzirão ao mesmo fim:
eles se entregarão ao tipo de vida
a mais Invejável aos olhos do Vulgo,
e se atirarão aos Prazeres
satisfeitos , gozarão ainda  os mesmos Prazeres,
mas raramente,
porque esses mesmos Prazeres
não terão  a aprovação da Alma.

Terão uma Afeição q os Ligará,
mas q será sempre menos forte do q aquela q liga  os q verdadeiramente se Amam.

Acalmado o Delírio,
ainda Sonham estar Unidos
pelos mais Preciosos Compromissos

Crem q seria Sacrilego
desfazer essa União
e abrir seus Corações ao Ódio

Terminada a Experiência Terrena,
as Almas abandonam os seus Corpos,
encerrando com Recompensa o seu Delírio Amoroso.

 A Lei Divina , não  permite aliás
áqueles q iniciaram juntos sua jornada Cósmica Juntos,
caiam nas Trevas Subterrâneas.

 Passam uma vida Feliz e cheia de Ventura,
numa Etherna União,
e ao receberem Asas,
recebem-na juntos,
em virtude do Amor q os uniu na Terra .

 São essas coisas divinas , Rapaz
q te darão o Amor daquele q Ama com Paixão.

O Amor q não  tem Paixão,
daquele q apenas possui sabedoria mortal
e se apega aos bens do mundo
só gera na Alma do Amado
a Prudência do Escravo
a qual o vulgo dá  o nome de ”Virtude”,
mas q o fará vagar,
privado de Razão,
na Terra
e sob a Terra
durante 9.000 Anos.

É esta óh! Amor!
a mais bela e Maior  Retratação q posso te oferecer como expiação do meu Crime.

Se o meu discurso foi demais Poético,
 a culpa cabe a FEDRO,
q a isso me obrigou.

Perdoa-me todos os outros  discursos
e recebe este com indulgência:
lança sobre mim um olhar benevolente e Amigo,.

Não esmoreças em mim
esta ARTE de AMAR,
de que tu me fizeste o Dom.”

Morubixaba Antonin Artaud coroado de verde

ENTREVISTA Q SAiU INCOMPLETA NA FOLHA DE SP

Ió! Morris,

Fiquei surpreso!

Somente uma elite de 3% do Brasil fuma MACONHA?!

Logo os 97% da populacão devia calar a boca,
pois não sabe do que se trata, tem um  PRÉ-CONCEITO sobre uma substância que nunca experimentou. MACONHA.

Fumo desde 1968.

Estou com 75 anos, fumando um enquanto escrevo este texto.

Para mim é uma planta sagrada,
Santa Maria, Nossa Senhora, o princípio Feminino da Natureza,
como é considerada por muitas pessoas que a fumam ritualmente, rezando a AVE MARIA.

Além do mais sou Cardíaco
preciso de uma RECEITA
pois a MACONHA ABRE OS VASOS SANGUÍNEOS
É VASODILATADORA, COMO O VINHO.

Acho a maior falta de espírito científico esta pesquisa tratar desta preciosidade da botânica como uma questão de dependência  quando, ao contrário, é uma substância libertadora de nossa Consciência Positivista, na realidade nosso Super Ego-Moral.

Ela nos põe em contato conosco mesmo e do nosso entorno como fenômenos sem rótulos.

Os papéis, as Couraças , as Máscaras da Sociedade Careta de Espetáculos, se dissolvem e temos um contato direto com nossa Percepção (libertadora da Consciência) da vida.

Para mim sempre foi uma Musa Inspiradora.

Acordo de manhã fumo um e tomo guaraná em pó para equilibrar. E meu dia começa. E não  me sinto dependente quando não  tenho.

Passo às vezes até por um certo jejum
para desfrutar de novo como uma virgem, da sagrada Canabis.

É um absurdo que 3% da população fume e tenham sido ARMADOS EXÉRCITOS PARA COMBATÊ-LA, que matam a população, pois proibição implica em gangsterismo, como em Chicago  dos anos 20.

Levante-se esta criminalização tola e esta Guerra do Tráfico acaba.

Milhares de pessoas deixam de morrer a toa, os gastos em armamentos e em toda política do Narcotráfico internacional desaba.

Põe Cocaína para o Ministério da Saúde analisar,
e solta com “TARJA PRETA”, a melhor Cocaína, da Boa, com receita médica.

Drogas: assunto de Cultura, Saúde, Educação e mais de Inteligência.

José Celso Martinez Corrêa

Mas tem um porém – a MACONHA TEM DER SER DA BOA, BEM CULTIVADA, SEM AMONÍACO, ESTERCO, SEM NÓIA, ETC… O MINISTÉRIO DA SAÚDE TEM DE ZELAR POR ISSO TAMBÉM.

Polícia pro que precisa de Polícia

EXMO PRESIDENTE DO IPHAN ARQUITETO LUIS FERNANDO DE ALMEIDA

O DOCUMENTO APRESENTADO PELO ARQUITETO MARCOS CARRILO, NO DIA DE 27 DE DEZEMBRO DE 2011, SOBRE A ÁREA DE DELIMITAÇÃO DO TEAT(r)O OFICINA, TOMBADO PELO IPHAN QUE SOMENTE NESTE MÊS DE ABRIL CHEGOU ÀS MÃOS DA ASSOCIAÇÃO QUE GERE ESTE ESPAÇO, NÃO PODE SER ACEITO
VIOLA TOTALMENTE AS REGRAS DO IPHAN:

“VELAR PELO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL”

POR ESTA RAZÃO NÃO ESTAMOS DE ACORDO COM O MESMO E PEDIMOS
REVISÃO EM OCASIÃO OPORTUNA POR OUTRO ARQUITETO DE CONHECIMENTO DUPLO: HISTÓRICO E ARTÍSTICO DO TEATRO OFICINA PROJETADO POR LINA BARDI, COMPLETADO POR EDSON ELITO

NESTES SEUS 20 ANOS DE ETHERNIDADE, LINA BO BARDI
VEM SENDO CELEBRADA COMO UM DOS MAIORES ARQUITETOS MUNDIAIS DO SÉCULO XX

É PRECISO ALGUEM QUE PERCEBA O TEAT(r)O OFICINA COMO OBRA DE INTERVENÇÃO URBANA NO BIXIGA E NA METRÓPOLE DE SÃO PAULO PARA ESTA MARAVILHOSA TAREFA.

HANS ULRICHT OBRIST CURADOR INTERNACIONAL DE ARTES JUNT AMENTE COM A “ASSOCIAÇÃO TEA T(r)O OFICINA UZYNA UZONA” PRODUZIRÃO EVENTOS PARA O MUNDO COMEMORAR OS 20 ANOS DA ETHERNIDADE DA OBRA DE ARTE DE LINA BARDI.

1-­‐HANS ULRICHT NUMA NOITE DE JUNHO, APRESENTA A PAUTA DOS EVENTOS DO ANO, COM A INAUGURAÇÃO DA “RUA OFICINA LINA BARDI” COM SAÍDAS ABERTAS PARA TODA CIDADE,
JÁ EXISTENTES. TRABALHOS SERÃO REALIZADOS PARA O ACABAMENTO DOS DOIS PORTAIS DE ARCOS ROMANOS CONSERVADOS POR LINA NA SUA CONCEPÇÃO DE ‘ARQUEOLOGIA URBANA’.
NESTA NOITE HANS ULBRICH AINDA LANÇA TRÊS LIVROS DE ENTREVISTAS COM ARTISTAS E CIENTISTAS CÉLEBRES DE TODO MUNDO. DEVE MINHA PESSOA PRONUNCIAR-­‐SE SOBRE A COMPLEMENTAÇÃO TOTAL DO PROJETO DE INTERVENÇÃO URBANA EM SÃO PAULO, DO “ARQUITETO” LINA BARDI A PARTIR DO ENTORNO DO TEAT(r)O OFICINA.

2-­‐ RE-­‐INAUGURAÇÃO EM SETEMBRO DA “CASA DE VIDRO” CONSTRUÍDA POR LINA COMO SUA MORADA E TRANSFORMADA EM UM CENTRO INTERNACIONAL AVANÇADO DE CULTURA VIVA.

3-­‐REALIZAÇÃO EM NOVEMBRO DE UMA GRANDE VIAGEM URBANA DE TRAVESSIA DA PAULICÉIA DESVAIRADA NUM SÁBADO OU DOMINGO, NUM CARNAVAL COM CARROS ALEGÓRICOS, CARAVANAS DE BICICLETAS, CARROS-­‐ABERTOS, CHARRETES, ANDARILHOS… etc, LIGANDO DUAS OBRAS DE LINA :
O “TEAT(r)O OFICINA” no BIXIGA
A “CASA DE VIDRO” no MORUMBÍ

CITO ESTES EVENTOS PARA DEMONSTRAR QUE CURADORES, CRÍTICOS DE ARTE, CIAS. DE TEATRO DE MUITAS PARTES DO MUNDO, JÁ SABEM DA IMPORTÂNCIA DO PROJETO DO “ANHANGABAÚ DA FELIZ CIDADE” COMO OBRA DE ARTE TEATRAL URBANA DE LINA BARDI,
ENQUANTO O ARQUITETO MARCOS CARRILLO QUE APRESENTOU UM DOCUMENTO COM SUA DELIMITAÇÃO PARA O ENTORNO DO OFICINA,
DEMONSTRA QUE NÃO SABE ONDE ESTEVE, ESTÁ, OU ESTARÁ
POR IGNORAR O QUE É ESTE “PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL”

NA PRÓPRIA ATA DO DIA 24 DE JUNHO DE 2010 – TOMBAMENTO PELO IPHAN DO OFICINA -JÁ HAVIA MENÇÃO QUE JAMAIS A DELIMITAÇÃO DO ENTORNO SERIA COMO FOI APRESENTADA POR ESTE ARQUITEO
“Então, concordo com a posição do Presidente, se indicarmos e for aceito o entorno somente no sentido de proteger apenas o arco de visão da janela, poderíamos estar empobrecendo a questão..”
JUREMA MACHADO, DISCUSSÃO DA ATA DA TARDE DO TOMBAMENTO

O ARQUITETO MARCOS NÃO DEVE TER LIDO O BELÍSSIMO PROCESSO DE 9 ANOS DE TOMBAMENTO DO OFICINA PELO IPHAN E MUITO MENOS O LAUDO OBRA PRIMA DE AZIZ ABʼSABER SOBRE OS 300 METROS TOMBADOS NO ENTORNO DO OFICINA PELO CONDEPHAT,
REALIZADO AO MESMO TEMPO QUE TOMBAVA A SERRA DO MAR NA JURÉIA.

PORTANTO NÃO CONHECE NEM A HISTÓRIA NEM A ARTE DO LUGAR QUE TORNOU-SE
“PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTISTICO NACIONAL“
NÃO PERCEBE QUE O “TEAT(R)O OFICINA” É PONTO DE PARTIDA,
DE LINA BARDI,
PARA UMA ARQUITETURA TEAT(R)AL EM MOVIMENTO PERMANENTE
DE REVOLUCÃO URBANA
QUE PROJETOU PARA A CIDADE DE SÃO PAULO, A COMEÇAR DE UM TEAT(R)O-RUA NUM BAIRRO PERIFÉRICO “HISTÓRICO” DO CENTRO DA CAPITAL DO CAPITAL
HOUVE UNANIMIDADE NA APROVAÇÃO DO LAUDO OBRA PRIMA DE JUREMA MACHADO, RECONHECENDO A IMPORTÂNCIA HISTÓRICA PARA A CIDADE DA PROPRIA CONCEPÇÃO ESTÉTICA DO TRATAMENTO DADO À LINA EM SEU CANTO DE CISNE: O TEAT(R)O OFICINA, COMO INTERVENÇÃO URBANA.

POR ISSO A PARECERISTA JUREMA MACHADO, INCLUIU O TOMBAMENTO DO TEAT(R)O NÃO SÓ COMO PATRIMÔNIO HISTÓRICO MAS TAMBÉM NO LIVRO DE BELAS ARTES, REVELANDO A IMPORTANCIA DE REVOLUÇÃO URBANA,ESTÉTICA NESSE MOMENTO DE HISTÓRIA VIVA, NECESSÁRIA À CIDADE DE SÃO PAULO
OS CONSELHIROS, NA SUA MAIORIA, EXPRIMIRAM-SE RECONHECENDO A NECESSIDADE DE SE COMPLETAR O PROJETO INACABADO DE LINA
O CONSELHEIRO ULPIANO BEZERRA DE MENEZES DECLAROU: “Acho uma solução revolucionária pensarmos também na possibilidade de um movimento pró desapropriação do espaço necessário para o projeto Lina Bo Bardi”.

O CONSELHEIRO LUIS PHELIPE ANDRÉS
FOI PELO MESMO CAMINHO
“Seria uma decisão política de reconhecimento nacional da importância dessa obra que o projeto de Lina Bo Bardi fosse finalmente completado através de um gesto que vi ocorrer em outros casos, que o terreno, necessário para possibilitar ao Teatro romper a perspectiva, fosse simplesmente desapropriado por interesse coletivo da cultura nacional. E que os proprietários, que vêm obstacularizando a complementação do projeto, de acordo com avaliação pública, fossem indenizados. Para o Estado, para a Cidade de São Paulo, seria um valor ínfimo diante da importância dessa obra.
Esse tombamento reforça, enobrece, com o reconhecimento de um órgão de proteção do patrimônio do Brasil, integrante do Ministério da Cultura, e abre caminho para que a complementação do projeto realize”.

O CONSELHEIRO NESTOR GOULART REIS ACRESCENTOU “Como ex-aluno da Professora Lina Bo Bardi, e amigo de Rodrigo Lefevbre e Flávio Império até o fim da vida de ambos, trabalhamos juntos, obviamente me congratulo com essa oportunidade
Por outro lado, o tombamento federal amplia a possibilidade de captar recursos para a execução desse projeto por meio da Lei Rouanet e para possível desapropriação, já que se trata de antropofagia, e de alguns desses vizinhos descobrirem amanhã que poderiam ganhar muito dinheiro sendo vizinhos do Teatro Oficina”.

SE O ARQUITETO MARCOS CARRILLO ESTAVA PRESENTE NA REUNIÃO OU LEU A ATA, POR QUE NÃO CONSIDEROU O LEGADO ESTÉTICO ARQUITETÔNICO DE INTERVENÇÃO URBANA DE LINA?
JUREMA EM SEU RELATÓRIO FAZ UMA DAS MAIS BELAS HISTÓRIAS DE ARTE, EM QUE PERCEBE NO OFICINA UZYNA UZONA SE CONJUGAREM MAIS DE 50 ANOS DE BUSCA DE ARTE ARQUITETÔNICA E TEATRAL DENTRE AS MAIS AVANÇADAS BUSCAS E CONQUISTAS NA HISTÓRIA UNIVERSAL DA ARTE TEATRAL DE TODOS OS TEMPOS .

JUREMA DEMONSTRA QUE ARTE E HISTÓRIA NO TEAT(R)O OFICINA, ESTIVERAM EMPRE JUNTAS E SÃO POLÍTICAS EM SÍ PARA ENTENDER SEU VERDADEIRO TRATADO É PRECISO BEM MAIS QUE UMA LEITURA. MAS O FUNDAMENTAL É SUA VISÃO COMO A DE LINA DA ARTE COMO INTERVENÇÃO URBANA
“Encontra-se em desenvolvimento, pelo Departamento de Patrimônio
Imaterial do IPHAN, o inventário de Referências Culturais da região, que poderá oferecer
insumos importantes para a salvaguarda desses valores culturais. Tombamentos municipais (cerca de 900 imóveis) e zonas especiais (ZEPCs – Zonas de Especialis de Patrimônio Cultural e ZEIS – Zonas Especiais de Interesse Social) previstas pelo Plano Diretor atestam a importância do bairro e o interesse de se preservar ali, não apenas edificações, mas os usos e a diversidade que são o seu maior valor. É imediato associar o Teatro Oficina a esse contexto por duas vias: tanto o Oficina pode ser tomado como elemento chave de um processo de reabilitação, quanto a preservação dos valores do bairro é essencial à vitalidade do Oficina”.

LINA CHAMAVA O OFICINA DE “RUA DE PASSAGEM DE TERREIRO COM GALERIAS DE OPERA DE MILANO DANDO PRA APOTEÓSE DAS CATACUMBAS DE SILVIO SANTOS”
O ARQUITETO CARRILLO IGNORA A OBRA DE LINA BARDI QUE TEVE SUA PRIMEIRA IDÉIA DO “PROJETO TEAT(R)O OFICINA” COMO INTERVENÇÃO URBANA POR UMA RUA DANDO PARA UM DELTA URBANO DE RUAS: SANTO AMARO, ABOLIÇÃO, JAPURÁ, APONTANDO O TEAT(R)O OFICINA PARA O “VALE DO ANHANGABAÚ”

A RUA QUE SERIA (TEM SIDO E SERÁ ) AO MESMO TEMPO:
PISTA DE ENCENAÇÕES E DESFILES DERRUBANDO O BECO SEM SAÍDA PERCEBIDO PELOS ATUADORES COMO IMPEDIMENTO DE FUGA NAS INÚMERAS INVASÕES
DO TEAT(r)O OFICINA POR POLICIAIS NA DITADURA MILITAR.
E COMO SAÍDA DE EMERGÊNCIA PARA O PÚBLICO POR QUESTÃO DE SEGURANÇA EXIGIDA POR LEI PELA PREFEITURA DE SÃO PAULO NO DESENHO APRESENTADO PELO ARQUITETO CARRILLO NÃO ESTÃO MARCADAS SEQUER ESSAS SAÍDAS CONQUISTADAS EM LUTA DE 30 ANOS DO LADO NORTE E OESTE PELO OFICINA UZYNA UZONA, DURANTE AS “DIONIZÍACAS DE 2010” REALIZADAS NO TERRENO EMPRESTADO POR SILVIO SANTOS NA OCASIÃO QUANDO, PROPÔS AOS PODERES PÚBLICOS A TROCA DE SEUS TERRENOS EM NOSSO ENTORNO POR TERRENOS DOS PODERES PÚBLICOS DO MESMO VALOR
PASSOU COMPLETAMENTE DESAPERCEBIDO NA SESSÃO DE PERÍCIA QUE FEZ
O FATO DE ATUALMENTE ESTAREM ABERTOS OS ARCOS ROMANOS
DONDE FORAM ARRANCADAS AS ROLHAS: DENTES DE CONCRETO ARMADO TEMPERADOS COM RELÍQUIAS DA SINAGOGA DEMOLIDA
QUE TAPAVAM A RUA

O ARQUITEO NEM SEQUER LEVOU EM CONSIDERAÇÃO AS SAÍDAS DE EMERGÊNCIAS EXIGIDAS POR LEI PARA O TERRENO
DO LADO NORTE DO OFICINA
SEU DESENHO NOS EMBECA NOVAMENTE
NÃO OBSERVOU NA PONTE DE MADEIRA QUE DEVE TER ATRAVESSADO
NO DIA EM QUE FEZ SEU SEU DOCUMENTO QUE O ESPAÇO DA ”MACUMBA ANTROPÓFAGA URBANA” EM CARTAZ ATÉ DEZEMBRO DE 2011 CONSTRUIU PARA DESCER PARA O “DELTA DE RUAS”

DEPOIS DE 30 ANOS DA GUERRA ANTROPÓFAGA
OFICINA X GRUPO SS
OS ARCOS ESTÃO ABERTOS ATÉ HOJE
E SERÃO TRANSPASSADOS PELOS ATUADORES E PELO PÚBLICO EM TODAS AS PEÇAS QUE ENCENAREMOS EM 2012
SEGUEM, NO ANEXO 3, FOTOS DA ENFIM PASSAGEM PARA A “RUA OFICINA LINA BARDI” E SAÍDA DE EMERGÊNCIA DO TEAT(R)O

O ARQUITETO MARCOS NEM SEQUER IMAGINA A IDÉIA DO RETORNO DA ARENA GREGA-NEGRA TOMANDO O TEAT(r)O COMO CENTRO DE PODER HUMANO DE INTERVENÇÃO NA CIDADADE: “O TEATRO DE ESTÁDIO”,
COMO JÁ ACONTECEU COM AS “DIONIZÍACAS de 2011”
JÁ É UMA EPIFANÍA URBANA DE UM TEAT(r)O VISTO POR QUEM PASSOU E PASSA PELA RUA JACEGUAY OU PELO VIADUTO DO MINHOCÃO
O TEATRO DE ESTÁDIO É POR ENQUANTO ESTE ANO UM CIRCO, VISTO COMO UM CAMPO DE FUTEBOL OU O SAMBÓDROMO
O TEAT(R )O DE ESTADIO OSWALD DE ANDRADE
EXISTE COMO FUTEBOL DAS EMOÇÕES HUMANAS E TRANS HUMANAS DAS MULTIDÕES JOGADOS
POR ATLETAS AFETIVOS: ATORES, ATRIZES,TÉCNICOS CRAQUES DE TEATO.
O ARQ. MARCOS NÃO DEVE NEM TER POSTO SEUS OLHOS NO GIGANTESCO PROCESSO DE 9 ANOS DO TOMBAMENTO PELO IPHAN
ONDE CONSTAM AS BELAS MAQUETES ELETRÔNICAS
DO TEATRO DE ESTÁDIO A SER CONTRUÍDO DO LADO OESTE
OU DA “UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA PAGU & FLAVIO DE CARVALHO”
PROJETADA PARA O ENTORNO LESTE DO OFICINA.
ESTAS MAQUETES CRIADAS IN PROCESS DE ACORDO COM AS NECESSIDADES E POSSIBILIDADES DE CRIAÇÃO DO “ANHANGABAÚ DA FELIZ CIDADE “,
SÃO UMA 1a VISÃO DO MARAVILHOSO QUE VIRÁ A SER
MESMO CONTANDO COM AS MODIFICAÇÕES FUTURAS QUE A REALIDADE TORNA CADA VEZ MAIS BELAS.
OS ARQUITETOS JOÃO BATISTA MARTINEZ CORRÊA E BEATRIZ PIMENTA CORRÊA, VENCEDORES DO PREMIO DA APCA 2011 (ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE CRITICOS DE ARTE) PELA OBRA DO ELEVADOR DO IPANEMA PARA A FAVELA DO CANTAGALO NO RIO DE JANEIRO) FIZERAM ESTAS MAQUETES.

ELAS PRECISAVAM TER SIDO EXAMINADAS ANTES DO DOCUMENTO DO ARQUITETO, QUE “MARCOU” NÃO AS VENDO
AGIU COMO SE NÃO FOSSE NECESSIDADE ESTUDAR SUA RAZÃO DE SER.
A UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA PAGÚ & FLAVIO DE CARVALHO” PARTIU DE UM BILHETE DE LINA
ONDE ELA CLAMA PELO ESTUDO DO QUE EXPERIMENTAMOS, APRENDEMOS E DEVERIAMOS PASSAR ADIANTE NAS MONTAGENS DE GRANDE SUCESSO POPULAR DO OFICINA UZYNA UZONA

ELA COM RAZÃO AFIRMAVA QUE ACONTECIMENTOS NOVOS SOMENTE SÃO COMPREENDIDOS SE VISTOS COM UMA PERSPECTIVA TEÓRICA NOVA.
LINA PENSOU NUM JORNAL CHAMADO “A BIGORNA” PARA ESTA FINALIDADE
” Longe de tomarmos como definida e definitiva a teoria do “espaço interno”, hoje tão não na moda, tenderíamos antes para uma teoria do “espaço- espaço total”, a disposição do homem ou seja o espaço que participa da vida humana sendo o homem, como e, “ator”, no espaço do mundo.”
O ARQ. MARCOS IGNOROU A “OFICINA DE FLORESTAS AZIZ AB SABER “
NOME INSPIRADO NO SAMBA “SAMPA” DO POETA MÚSICO CAETANO VELOSO, QUE INSPIROU-SE NO QUE LINA FEZ
COM AS ÁRVORES ARRANCADAS A MANDO DO GENERAL COSTA E SILVA PARA DIVIDIR EM DOIS O BIXIGA COM O MURO DE BERLIN CHAMADO MINHOCÃO NA PEÇA “SELVA DAS CIDADES”
TRAZ NO NOME A NECESSIDADE E O PRAZER DE REVERDECIMENTO DO BAIRRO DO BIXIGA.
LINA CRIOU SEU EMBRIÃO NA ARVORE SAGRADA DO TERREIRO ELEKTRÔNICO DO OFICINA UZYNA UZONA
QUE COMEÇA NO JARDIM DO OFICINA E ATRAVESSA O JANELÃO DE VIDRO
COMO LINA FEZ EM SUA “CASA DE VIDRO” NO MORUMBI. A ÁRVORE NA VANGUARDA ATRAVESSA O “VÃO MASP DO OFICINA”, O JANELÃO PARA ABRIR TODA SUA COPA, DANDO SOMBRA PARA O TERRENO DO ENTORNO, OU MELHOR DEMARCANDO A EXPANÇÃO DO VERDE NELE.

A ENTRADA PELO LADO LESTE-RUA SANTO AMARO, ONDE SE EXPANDIRÁ A “UNIVERSIDADE ANTROPOFAGA PAGÚ & FLAVIO DE CARVALHO” EM MEIO A UM CAMPUS JARDIM- POMAR TEM ACESSO AO TERRENO POR UMA ESCADA MARGEADA POR VEGETAÇÃO LUXURIANTE
HÁ FOLHAS, PLANTAS NATURALMENTE ORNAMENTAIS, FRUTOS, LEGUMES, FLORES
LEMBRA A ENTRADA DO TEATRO DIONIZÍACO DE EPIDAURO NA GRÉCIA COM 15.000 LUGARES E É AO MESMO TEMPO, A OFICINA DE FLORESTAS ACONTECENDO.
CLARO QUE O ARQUITETO MARCOS CARRILLO NEM DEVE TER ESTADO,
UM JARDIM DO EDEN QUE O GRUPO SILVIO SANTOS SOUBE CONSERVAR
NEM DEVE TER EXPERIMENTADO SUAS GOIABAS, TOMATES, MANGAS, MANJERICÃO…
LÁ, A NATUREZA JÁ CANTA A ECONOMIA VERDE BIO DIVERSA: EM ARVORES, RELVAS AO VENTO, FRUTOS, LEGUMES, FLORES, E ENTRE ELAS AGORA: UMA ROSA.
NEM PERCEBEU O BALCÃO TEATRAL JÁ CONSTRUÍDO EM “OS SERTÕES” ENTRE OS MAIS ALTOS GALHOS AGORA FLORIDOS DA “ÁRVORE CESALPINA”
QUE JÁ É UMA OBRA DO TEAT(r)O DE ESTÁDIO
O MAIS GRAVE É QUE NO DIA DE SUA VISITA AO OFICINA, NÃO MARCOU QUE LÁ ESTAVA NO TERRENO UM ENTULHO ONDE EM TODOS OS FINS DE SEMANA DO ANO PASSADO
O PÚBLICO DA “MACUMBA UBANA ANTROPÓFAGA” SEMEAVA TEATRALMENTE O TEAT(r)O DE ESTÁDIO QUE
RESULTOU NUMA FLORADA DE GIRASSÓIS
QUE LÁ ESTAVA UMA OCA CONSTRUÍDA NO TERRENO COMO LUGAR ONDE TARSILA DO AMARAL E OSWALD AO SEREM SERVIDOS POR RÃS,TÃO PARECIDAS CONOSCO “BICHOS HUMANOS”, DESCOBRIRAM A ANTROPOFAGIA.
DAÍ OSWALD ESCREVEU: “MANIFESTO ANTROPÓFAGO” E TARSILA PINTOU O ABAPORÚ
NÃO OBSERVOU OS ARCOS ROMANOS SOB A MÁSCARA DO MINOTAURO INSPIRADA POR FLAVIO DE CARVALHO
TORNADOS PORTAIS DE ENTRADA PARA O PÚBLICO VER NA RUA OFICINA LINA BARDI O ESPETÁCULO ESTATUTO DA UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA INSPIRADO NO “MANIFESTO ANTROPÓFAGO”, CRIADO EM 1928, ENCENADO EM TODO TERRENO E NAS RUAS DO BIXIGA, NOS ÚLTIMOS MESES DO ANO DE 2011
ARCOS PELOS QUAIS O PÚBLICO TAMBÉM SAIA PARA LANCHAR NOS INTERVALOS E NO FINAL DA PEÇA JANTAR.
A OCA TRANSFORMOU-SE NUM PONTO DE ENCONTRO DE ARTISTAS DE TODOS OS CANTOS DO BRASIL
E DE ALGUNS PAÍSES DO MUNDO MESCLADOS AO PÚBLICO E AOS MORADORES DO BIXIGA.
O CORO DA PEÇA CORIFEANDO O PÚBLICO FAZIA UM PASSEIO CANTADO E BATUCADO PELO TBC ONDE BUSCAVA CACILDA BECKER PARA VIVER TARSILA DO AMARAL VIVIDAS POR LETÍCIA COURA
PELA RUA RICARDO BATISTA ONDE ANTES DE MORRER OSWALD ESCREVEU SUA OBRA PRIMA” UM HOMEM SEM PROFISSÃO SOB AS ORDENS DE MAMÃE”, OSWALD VIVIDO POR MARCELO DRUMMOND DESCIA DO APARTAMENTO PARA TOMAR LEITE DE UMA CABRINHA EM PIJAMAS –
A MESMA DE QUEM EU BEBIA LEITE DESDE UM ANO DE IDADE ,
NA TRAVESSA BRIGADEIRO LUIS ANTONIO
EM FRENTE ONDE É O OFICINA HOJE,
NA ATUAL TRAVESSA ADONIRAN BARBOSA.
É PRECISO ENTENDER QUE COM ESTAS ENCENAÇÕES
JÁ ESTAMOS OCUPANDO O TERREIRO COM MOVIMENTO DE OBRA EM PROGRESSO
FAZENDO JÁ O TEATRO DE ESTÁDIO,
A UNIVERSIDADE,
E AINDA ACENDENDO PONTOS LUMINOSOS NO BIXIGA FORA EM OUTRAS RUAS, COMO A “CASA DE PRODUÇÃO” SITUADA NA RUA MAJOR DIOGO OU “A CASA DOS OBJETOS NA RUA SÃO DOMINGOS”

COMO PODE TODO ESTE PATRIMÔNIO FICAR DELIMITADO TENDO COMO ENTORNO DO OFICINA “PANO DE VIDRO” SEM QUE SE MOSTRE AS PAREDES DA FACHADA LESTE ONDE ESTÁ SITUADO
E MAIS
QUE IMPEDE A VISÃO AMPLA DO
JANELÃO MASP DE LINA, LIMITADO POR CONES DE 45 GRAUS, QUE ACANHAM A FORMIDÁVEL PAISAGEM URBANA .
FOMOS COLOCADOS NUMA PRISÃO COM UMA JANELA GRANDE QUE VEM DO NADA.
NEM HÁ DISTÂNCIAS DE VISIBILIDADE DA PAISAGEM URBANA PARA DESTACAR-SE AS FACHADAS OESTE, NORTE E LESTE
O ARQUITETO MARCOS DECLARA QUE “REÍTERA” A DEMARCAÇÃO DE DALMO VIEIRA FILHO, ESQUECENDO QUE ESTA FOI SUPERADA NA PRÓPRIA REUNIÃO DO TOMBAMENTO POR ARGUMENTAÇÃO DO PRESIDENTE DO IPHAN: “Nunca esteve em pauta a proposta de registro ( DO OFICINA) como patrimônio imaterial, imediatamente se verificou que não era o caso.”
E MAIS
NO MOMENTO EM QUE O TEAT(R)O OFICINA ENTROU PARA “ Livro de Tombo Histórico e no Livro de Tombo das Belas Artes.”
A RELEVÂNCIA DA ARTE CRIADA POR OFICINA UZONA QUE MISTURA HISTÓRIA E ARTE
NÃO COMPORTA MAIS A VISÃO HISTORICISTA DO CONSELHEIRO DALMO VIEIRA FILHO
NÃO HÁ MAIS O QUE “REITERAR” NO ANTIGO SENTIDO
O DEPRIMENTE É QUE USA O EXTRAORDINÁRIO PARECER DE JUREMA MACHADO A PARTIR DE UMA INTERPRETAÇÃO SUA, REDUZINDO TUDO AO POBRE “PANO DE VIDRO”
E MAIS VERGONHOSAMENTE CITANDO UMA FRASE DE JUREMA DANDO-LHE UMA INTERPRETAÇÃO OPOSTA
A ESTE CONTEXTO

NO FIM DO SEU LAUDO JUREMA AFIRMA CONCORDAR COM A DELIMITAÇÃO FEITA PELO DEPAN/IPHAN, SIM, MAS DENTRO DE UM CONTEXTO ASSIM EXPRESSO NAS DISCUSSÕES POSTERIORES AO TOMBAMENTO, EM QUE BUSCA ENCONTRAR COM OS CONSELHEIROS ESTA ESTRATÉGIA EM DlÁLOGOS, MUITOS QUE IMPLICAM EM NÃO DELIMITAR O TERRENO FORA DE UMA OCASIÃO OPORTUNÍSSIMA, QUANDO TODO TERRENO TIVER SIDO CONQUIST ADO
“Seria um ato quixotesco e fixar o Oficina num eixo de 500 metros.Queríamos fazer entender que perderíamos no Judiciário , em seguida, não teríamos sustentação para a medida”
….
”O instrumento é político…. A Prefeitura tem instrumentos jurídicos importantes,citei aqui a transferência do direito de construir, as operações urbanas são mecanismos que não envolvem dinheiro ou envolvem pouco dinheiro para ter acesso à terra. É negada a operação de construir em determinado lugar e permitida em outro. Pode ser um processo complicado do ponto de vista legislativo, não tenho informação suficiente mas São Paulo tem feito isso com maestria em determinadas áreas. Por exemplo, a Ponte Estaiada foi viabilizada com estas trocas, e não com dinheiro público. Então, concordo com a posição do Presidente do IPHAN. Se indicarmos e for aceito o entorno no sentido de proteger somente apenas o arco de visão da janela, poderíamos estar empobrecendo a questão. Talvez seja melhor não delimitarmos o entorno, não definir o entorno e tornar mais enfática a relação com o Ministério da Cultura, com o Governo federal, no sentido de um coletivo politicamente mais forte. O Presidente considera um respaldo a uma eventual decisão do Ministério da Cultura” ….

“Pela manifestação, ao Ministro da Cultura, de que o Ministério e o governo federal identifiquem mecanismos que viabilizem a destinação do terreno contíguo ao Teatro Oficina para um equipamento cultural de uso público, utilizando mecanismos tais como a aquisição, a desapropriação ou a conjugação destes com instrumentos urbanísticos a serem identificados em cooperação com o Município e com o Estado de São Paulo“

NÃO VALE O ARGUMENTO QUE JÁ PASSOU UM ANO E PORTANTO SERIA O MOMENTO DE REALIZAR-SE A DELIMIT AÇÃO.

SEGUNDO A ESTRATÉGIA DA ATA DO TOMBAMENTO ESTE TEMPO SERIA O DO MINISTÉRIO DA CULTURA AGIR SOBRE OS MEIOS DE CONSEGUIR TORNAR O TERRENO POSSÍVEL DE SER TOMBADO, ATRAVÉS DO AGENCIAMENTO, REALIZADO PELO PRÓPRIO MINC DA ENTRADA DA PREFEITURA DE SÃO PAULO E DA SECRETARIA DE CULTURA DO ESTADO DE SÃO PAULO, PROPRIETÁRIA DO TERRENO EM PARCERIA, OU MESMO DA ACEITAÇÃO DA PROPOSTA DE TROCA FEITA OFICIALMENTE POR CARTA ENDEREÇADA AO MINISTÉRIO DA CULTURA PELO GRUPO SILVIO SANTOS EM 2011.

SE O ATUAL MINISTÉRIO NÃO REALIZOU ATÉ AGORA NADA DO QUE OS CONSELHEIROS DO IPHAN DECIDIRAM, É HORA AGORA DE FAZÊ-LO E
QUEM TEM PODER PARA AGENCIAR É O PRÓPRIO IPHAN JUNTO AO MINC COMO DEVERIA ACONTECER NO ANO DO TOMBAMENTO.

QUE A MINISTRA ANNA DE HOLLANDA SEJA CONVOCADA PELO PRESIDENTE DO IPHAN A AGIR.
SERÁ UM ATO QUE TRARÁ O NOME DE ANNA DE HOLLANDA PARA A HISTÓRIA
DESDE A ATA DE TOMBAMENTO, REALIZADO NO GOVERNO PASSADO LUIS FERNANDO DE ALMEIDA, ENTÃO PRESIDENTE DO IPHAN JÁ DECLARAVA
“O caso era exatamente conduzir um processo de tombamento até porque se considera absolutamente legítima a luta, o anseio de se estabelecer o Teatro Oficina como paradigma de um projeto de qualificação da cidade.
Começamos um processo de negociação dentro do Ministério da Cultura, que está disposto a lançar mão de outros instrumentos para ser um agente na viabilização desse projeto. Na verdade, queria informar que há um encaminhamento no Ministério, no qual o IPHAN está participando, a fim de que, através de outros instrumentos, se viabilize a constituição de um núcleo naquela região de São Paulo, a partir do Teatro Oficina.”

É O MOMENTO DE DAR CONTINUIDADE A ESTA SUA AÇÃO
E É PRECISO LEMBRAR QUE TOMBAMENTO E DESAPROPRIAÇÃO SÃO COISAS TOTALMENTE DIVERSAS
MAS O TOMBAMENTO LEVA MAIS FACIL À TROCA OU À DESAPROPRIAÇÃO
COM FÉ NA AMIZADE DO PRESIDENTE AS GRANDES CAUSAS
DA ARTE TEAT(R)AL
ARQUITETÔNICA
URBANA
TOTAL
DESEJO QUE CAMINHEMOS PELO QUE SONHAMOS EM SEU INICIO DE PROFISSÃO LUIS FERNANDO, JUNTAMENTE COM O GRANDE NABIL BONDUKI E RACHEL ROLNIK,
E REALIZEMOS ESTA OBRA COM O APOIO DOS BICHOS HUMANOS DO BRASIL E DO MUNDO

JOSÉ CELSO MARTINEZ CORRÊA
PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO TEAT(R)O OFICINA UZYNA UZONA

Sampã, abril 2012


JORNAL VALOR ECONÔMICO

A gestão Ana de Hollanda no MinC foi alvo de críticas duras desde sua nomeação, passando pelas polêmicas com o Creative Commons e a LDA. Por que sua indicação foi tão contestada nos meios culturais? E até que ponto as críticas que se sucederam são a suas políticas culturais e não apenas frutos da disputa de grupos diferentes no poder (Gil/Juca x Grassi)?

Você considera que haja algum mérito nessa gestão que mereça ser destacado?

JOSÉ CELSO MARTINEZ CORREA
Há duas falhas trágicas acontecendo no Ministério da Cultura.
A 1ª é a Presidenta Dilma Roussef cortando dois terços do orçamento do Ministério, conquistado brilhantemente na gestão de 8 anos do Governo Lula.

A 2ª é Anna de Hollanda ter aceitado o Corte.

Durante o Governo Lula, o Ministro da Justiça Thomaz Bastos recusou uma tentativa de corte alegando que não haveria então o que fazer em sua pasta se isto acontecesse. O Presidente Lula voltou imediatamente atrás.

JORNAL VALOR ECONÔMICO
Quais as principais críticas que podem ser feitas à gestão atual no que diz respeito a suas políticas?

JOSÉ CELSO MARTINEZ CORREA
Na história do Brasil os grandes momentos de nossa existência como nação vieram dos Presidentes que escolheram a Cultura como Estratégia Principal de Governo. O poeta Carlos Drummond de Andrade, como Chefe de Gabinete do “Ministro da Educação e da Cultura”, e o próprio Ministro Gustavo Capanema, com o apoio de Getúlio Vargas, proporciaram a Criação de uma Arte Pública, que serviu de base para que as grandes interpretações do Brasil, como as de Euclides da Cunha e Mário de Andrade, inspirassem a própria invenção concreta do país, como Nação.

Daí vieram a criação da Rádio Nacional, irradiando toda criatividade da cultura popular orgyástica carnavalesca irreverente brasileira, os corais de Villa Lobos, os grandes livros publicados pela Editora Nacional sobre o Brasil, a reconquista das terras indígenas, as leis sociais.

O próprio suicidio do Presidente Vargas e a potência literária trágica de sua Carta Testamento, afastaram um golpe que seria dado pelos militares 10 anos depois. Isso propiciou o fenômeno da Arquitetura Brasileira de Lúcio Costa, de Oscar Niemeyer, inteiramente apoiado pelo dançarino Juscelino Kubischek. Temos que pular a presidência idiota de Jânio, que sobressaiu-se pela proibição do biquini, do lança-perfume e de se estender roupas nas fachadas dos prédios residenciais.

A seguir veio o Governo Jango, tendo no comando da estratégia cultural do Estado o forte poder cultural do antropólogo Darcy Ribeiro, o que propiciou as condições para o surgimento do Cinema Novo, da Bossa Nova, do Teatro Oficina, e a ascenção do povo nas Escolas de Samba até o apogeu do Sambódromo.
Lionel Brizola, que infelizmente não chegou à presidência, criou o PDT com estatutos redigidos por Darcy Ribeiro: uma obra-prima de Plataforma Política Cultural, trazendo como fruto especial os CIEPS.

Lula teve a esperteza de não chamar as pessoas ligadas à política colonialista – intrumentalizadora da cultura pela ideologia da velha esquerda marxista – e trouxe ao Poder Cultural a Tropicália, religada à Antropofagia de Oswald de Andrade, única filosofia original brasileira, à direção do Ministério da Cultura.

Gilberto Gil e Juca Ferreira trouxeram uma amplidão de lente da cultura que incorporou as revoluções de nosso tempo: a da Internet, a da Ecologia, a valorização do índio nos Pontos de Cultura, a inclusão absoluta de uma cultura esteticamente sofistificada, popular, extremamente “bárbara tecnizada”, à altura do crescimento do Brasil como nação líder no Renascimento que anuncia a Economia Verde no mundo.

Quer dizer, o Brasil tem uma história de muitos Presidentes que se guiaram pela estratégia da Cultura, ligada à Educação, ocupados com o cuidado da Vida do Planeta, da ascenção não somente econômica do povo brasileiro, mas sobretudo de sua grande potência criadora cultural. O Samba, o Rap, a devoração do Rock, do Reggae, do Funk, a maneira de viver misturada, antropófaga, além do bem e do mal, não vem da pobreza cultural da classe média positivista, mas do povo fiel às celulas vivas da origem da vida.

Essa cultura, fora da Sociedade de Espetáculos dos Globais, estabeleceu regras de meritocracia para os patrocínios de empresas como a Petrobras, e o Cinema, as Artes Cênicas, a Dança, o Teatro, floresceram. O Brasil tinha, em 2011, engatilhada uma revolução cultural de nível planetário, acompanhando seu poder emergente na Geopolítica Internacional.

O Governo Dilma, na medida em que castrou o MINC, revelou sua falta de percepção para a Cultura, que é para a vida muito mais que a macroeconomia para a infraestrutura do Capitalismo, como afirmado por Marx.

Este fato revelou sua não percepção da Revolução Ecológica caminhando para a Economia Verde, da revolução digital, da importância dos Índios do Brasil, de sua Justa Posse de suas terras, de seu saber arcaico, seu conhecimento para a preservação da natureza, conhecimento das plantas medicinais. Dilma não entende a importância da Maconha, dos alucinógenos na percepção do admirável mundo novo e de sua importância inclusive na Economia Brasileira. Partiu para uma política burra de repressão às Drogas, entrando numa guerra mundialmente perdida.

Na Era do Conhecimento deixou para o Ministério de Ciência e Tecnologia um orçamento miserável que determinou o afastamento no Brasil de grandes cientistas brasileiros.

Quando “uma pessoa não sabe, nem se intera das coisas, sem enganos”, como canta em seu samba “Pérola Negra”, Luis Melodia, é um Perigo Público.

Votei em Dilma. Sua Vitória deveu-se em grande parte à recepção calorosa que os artistas cariocas lhe deram no Teatro Casa Grande no Rio, criando um verdadeiro espaço de expressão Política, tão diferente dos comícios com animação paga, caretas, programados por marketeiros. Por um raro momento abriu-se, e até prometeu que o dinheiro do Pré-Sal iria para a Cultura. E flui dela um discurso próprio de uma mulher sensibilizada mesmo. Uma Presidente Mulher, não uma mulher travestida de Virago Patriarcal, uma Dama de Ferro, isto é, um “Homem”.

Que fazer pela sua mentalidade ainda da era analógica, seu desenvolvimentismo que passa por cima de Belo Monte? É muito grave para o Brasil esta falha cultural. Tenho muita admiração pela Presidente que, sendo a 1ª mulher a presidir o Brasil, tem demonstrado competência técnica, honestidade e exercício de Poder Humano, mas cuja falha trágica na Cultura é FATAL e a metamorfoseia em tecnocrata, tão ao gosto da inculta classe média brasileira.

Minha geração entregou seu corpo, como Dilma, à luta contra a ditadura. Tanto os que foram pra Luta Armada quanto os que foram para a revolução do Desbunde. E estes eram solidários até 1968.

Estou novemente em Portugal onde estivemos com o “Grupo Oficina Samba” atuando ardorosamente na revolução portuguesa. Quando nos re-encontramos, nós os exilados culturais e os exilados políticos, nos estranhamos. Os que fizeram a Luta Armada envergonhavam-se nos ver sambando no Rossio, centro de Lisboa. Criticavam as obras primas de Glauber Rocha, Rogério Sganzerlla, porque queriam um cinema a la mediocridade estética de um Costa Gavras.

Tinham horror aos que viajavam nos alucinógenos ampliando sua percepção. Ficaram caretas, presos mentalmente à Cultura Ocidental Patriarcal Moralista Capitalista Cristã.

Essa lacuna foi por muitos superada, mas há os que ficaram nos tempos coloniais, da pré-Tropicália.

Eu gostaria muito de conversar longamente com a Presidenta Dilma, pois estou me referindo a fatos da História da Cultura que é em sí, Política no Brasil.

Tenho Amor por Dilma, que de qualquer maneira tem em seu DNA político, Getúlio, Brizola. Tenho desejo de vê-la conversando pra valer com os artistas, e não fazendo “Chás de Comadres” como foi seu encontro com as cineastas brasileiras.

Estou falando de uma coisa muito concreta. É possivel haver uma mudança este ano. Não bodifico Anna de Hollanda. É preciso ir direto aos fatos que determinaram um ano praticamente perdido para o MINC.

Estivemos na Bélgica encerrando com “As Bacantes” o Ano Brasil na Bélgica. Depois em Liscoa, no Teatro São Luiz, com esta Ópera de Carnaval Brasileira da TragiComediOrgya, e já somos considerados o maior evento cultural de 2012 em Portugal.

Nossa peça, em cartaz desde 1996, é recebida com um entusiasmo e uma grande emoção política relacionada com a Crise da União Europeia.

Há sede desta cultura libertária popular brasileira em plena Crise da tristeza e depressão da Europa tiranizada pela TROIKA.

JORNAL VALOR ECONÔMICO
Você considera que haja algum mérito nessa gestão que mereça ser destacado? O MinC fala muito em austeridade financeira e pagamento de dívidas para defender suas ações. Existe alguma outra iniciativa que mereça ser elogiado?

JOSÉ CELSO MARTINEZ CORREA
A música Anna de Holanda e o ator Antônio Grassi tiveram uma atitude exemplar com o encerramento do Ano do Brasil na Bélgica, ameaçado de acontecer sem a apresentação de “As Bacantes” como estava previsto. O diretor do Teatro de La Place, na Bélgica, onde seria apresentada esta “Macumba Antropófaga”, num dado momento mandou um auxiliar nos passar um deselegante email por celular dizendo que não iria mais receber “BACANTES” em seu Teatro.
Imediatamente Anna entrou em contato com o Embaixador do Brasil na Bélgica, Maia Amado, que deve ser desta família de nobreza cultural notável que nos deu Jorge Amado, Genolino Amado, Camila Amado, Gilberto Amado, todos Amantes Amados da Cultura Brasileira. Um grupo da Funarte juntou-se imediatamente ao Corpo de Produção do Oficina e juntos trabalharam para não gorar e não broxar assim o “Ano do Brasil na Bélgica”.

A Embaixada Brasileira, num esforço raro, responsabilizou-se pelo nosso alojamento e por todo material Cyber com que trabalhamos no espetáculo.

Liderando uma equipe de brasileiros ligados ao Ministério da Cultura, Antonio Grassi foi assitir em Liège “AS BACANTES” e pôde perceber o impacto extraordinário causado pela cultura brazyleira, como escrevia Glauber Rocha, com “y” e “z”, no público europeu.

Este foi um ato altamente positivo de Anna de Holanda, por quem sempre tive admiração enorme, sobretudo por sua delicadeza que soa cristalina em sua voz até no telefone, como a de João Gilberto. Este ato coincidiu com uma foto sua no Globo em que ela aparecia debaixo de uma cabeça de um Touro, animal Tótem de Dionisios.

Para nós foi sua coroação como Ministra da Cultura. O caso não é destituir ou não Anna de Holanda. Poderá vir para a Pasta gente até de grande visibilidade, mas Anti-Cultura. Coisa que Anna não é. Eu sempre propus a ela por emails que fôssemos juntos com muito artistas brasileiros tentar conversar carinhosa e abertamente com Dilma sobre esta sua “Falha Trágica”. Mas parece que o Tabu “Corte Fiscal” e a personagem “Dama Papal” imobilizam todos os movimentos dos que querem aproximar-se culturalmente deste governo.

Vou até enviar para esta matéria um díptico feito por um grande artista fotógrafo de Campinas em que recria em dois quadros de Munch, a situação em que se encontra Ana, entre “O Grito”, protegendo-se da enorme bodificação sobre ela, e a beleza de outra personagem, “A Madona”, uma mulher sem medo, forte e delicada como ela é.

Há um grande equívoco em fazer o mundo cair sobre a cabeça dela. Nós, artistas brasileiros, populares-eruditos, temos de ir a Dilma e despertar na Presidente os sentimentos culturais que a filha de Sérgio Buarque de Holanda, a irmã de Chico, de Miúcha e toda família Buarque de Hollanda têm: sensibilidade extrema cultural.

Por amor a Dilma, à sua pessoa e ao Brasil, a Presidente tem de ouvir a Voz dos Artistas.

Na Ditadura fomos calados pela Tortura, Censura, mas sempre pudemos construir com as estruturas de Poder uma Arte Pública avalancadora de um Brasil mais que sem Miséria, luxuriosamente rico na Cultura Pública, Social, Politica.

Estamos na Idade da Inteligência, coincidindo com a bancarrota da Ordem Neoliberal do mundo das Energias Devastadoras.
Estamos vivendo um fim desta Idade Mydia, em que os Estados ainda são submissos à sociedade Mercantil de Espetáculos. Estamos próximos a um Renascimento.

Um país como o Brasil não pode estar drogado pelos peidos das celebridades, pelos chiliques dos reality shows, pelo fundamentalismo evangélico.

Por não tocar na Cultura em sua eleição Dilma deixou que este lugar nobre fosse tomado pelo besteirol moralista de um findamentalismo político. Quer que o Brasil vire um Irã de Jesus!?

Há políticos que não engolem a Arte Popular Orgyastica e Anarquista brasileira e querem levar para o povo a cultura falida da idade Mydia: o Palco Italiano por exemplo. Há exemplos de Políticos que acham que o Povo deve ter acesso à mesma mediocridade da Cultura Enfeite que a mediocridade Burguesa e Pequeno Burguesa produz no Mercado Cartorial da Arte Careta. E vêem nisso uma forma de Justiça Social.

Há grande Valor Econômico na cultura das massas, que já há muito fabricam os “finos biscoitos” oswaldianos, produzindo dinamização do Crescimento Social, Estético e trans-humano de um Povo. Sentimentos culturais motores do desejo desta Mudança de Era.

Não vamos marcar passo com falsas polêmicas.

Vamos direto aos Tabús.

E fazer deste ano do Dragão um ano de Grande Prosperidade da Vida Cuidada Culturalmente, sem o chicote dos cortes e da escravidão à uma Burocracia que se mete na área da Cultura, que quer nos escravizar, miserabilizar. Não suporto mais esta Tirania da Burocracia que sofremos todo 1º Ano do Governo Dilma.

Nós Artistas, nós Povo Brasileiro, temos de trazer a Revolução que os árabes trouxeram de Volta, dando ênfase na área em que o Brasil é poderoso, rico, brilhantes: a CULTURA Antropófaga, Mestiça, progressiva, universal. A Babel que deu certo.

A MAIOR ARTISTA DA CRÍTICA DA ARTE DO TEATRO BRASILEIRO, MARIÂNGELA ALVES DE LIMA, ESTÁ SENDO DEMITIDA PELO “ESTADÃO”

RAZÕES DA ARTEFOBIA DO PUBLICOMARCADO DO MERCADO? OU O Q?

Achei muito estranho o fato do “Estadão” estar demitindo a maior crítica de Teatro do Brasil: Mariângela Alves de Lima.

Mais que amor à primeira vista, com Mariângela senti no nosso primeiro encontro, na cena, atuando em “Gracias Señor”, a comunhão de uma irmã animal, que buscava naqueles tempos de escuridão, a Luz onde quer que ela se encontrasse.

Aliás o etherno Luis Antônio Martinez Corrêa, Luix, como pronunciam os meus irmãos, e entre eles o arquiteto João Batista Martinez Corrêa, são como ela, cancerianos, buscando sempre esta Luz, que esta minha outra irmã, em seus territórios de ação, percebo neste instante que escrevo, busca.

Nosso esbarrão foi em 1972, no auge da repressão da Ditadura Militar, no Teatro, no Subterrâneo do Ruth Escobar.

Tinham acabado de arrancar os dentes dos ferros piramidais de “O Balcão”, de Vitor Garcia, e o arquiteto Lina Bo Bardi, criadora da Arquitetura Cênica de “Gracias Senõr”, ou “Revolição – Lição de Voltar a Querer”, foi comigo ver o espaço.

Lina pirou!

Não tinha mais poltronas! Nas paredes, tijolos quebrados, desvestidos da massa corrida, formavam uma caverna arruinada! Um paredão de pé-direito muito alto, pintado de negro, mas todo descascando!

Era exatamente o espaço cênico em que nós brasileiros, aquele ano, estávamos confinados, postos à força contra o Paredão sem saída de Fuga. Nossa geração nas prisões, torturados nos porões encobertos por cenografias fakes de muros que escondiam as Portas de Entrada no Inferno e nos sanatórios em que se lobotomizavam os dissidentes.

Lina imediatamente deslumbrada sacou: “Não precisa fazer nada. A Arquitetura Cênica do “Gracias Señor” é esta, é o que a peça chama de TeAto, não mexam em nada!”

Em cena topei com Mariângela, na parte além da Morte do desejo reprimido, na Barca de Serafim, no Sonho da União dos Corpos, na Orgya.

Senti que estava diante de uma sensitiva. Mariângela, uma jovem de 24 anos, estava em transe lúcido: tremia, tinha os olhos transbordantes d’águas e um vermelho vinho vibrava vivo em todo seu Corpo.

Não estranhei nada quando voltando do Exílio comecei a ler suas extraordinárias críticas no Estadão.

Lia a mesma sensitiva, com percepção aguçada do cerne do que via: do teatro em si ou não, de cada peça que observava.

Mariângela nunca julgou ou julga, nunca “prestou serviço” para os clientes do jornal, como todos os críticos da época, inclusive a Velha Senhora Bárbara Heliodora, a grande Empregada dos valores do Teatro pequeno burguês.

Mariângela ilumina com sua sabedoria sensível. Especifica o fenômeno teatral “em si”, interpreta o que tem à sua frente, ilumina o trabalho dos Artistas.

Depois de suas críticas os nossos trabalhos como que ganham a tão necessária percepção do outro, do artista, do público amante da Arte em si.

Próximo a ela antes estava Ian Michalski.

Ela retoma a tradição dos grandes críticos, como Décio de Almeida Prado, Sábato Magaldi, Paulo Francis, mas já sem a crença que o teatro brasileiro havia começado com Padre Anchieta.

Nunca foi fundamentalista do teatro Realista, de costumes. Não é fundamentalista do realismo das peças para a classe média. Tem a a paixão pela ressurreição do Teatro como Grande Arte.

Será que foi demitida por estas qualidades de ser independente, não empregada do jornal e de grande parte dos leitores deste?

Mariângela é uma das raras artistas da Crítica.

Ela, que foi ver todas as peças do Teatro Oficina Uzyna Uzona a partir de “Ham-let”, coisa que os críticos que fazem parte do júri do Prêmio Shell e da APCT, atualmente já não  fazem. Viramos agora fantasmas, para estas pequenas mediocridades instituídas.

Nenhum crítico desses escreve mais sobre nosso trabalho, reconhecido mundialmente para a ressurreição do Teatro.

Ela viu e vê tudo. O Estadão tem outro crítico, que revelou-se um puxa-saco da família Mesquita, querendo rebaixar o teatro antropofágico para exaltar a dramaturgia realista do  maravilhoso diretor da EAD, Alfredo Mesquita.

Na Folha de São Paulo Nelson de Sá, Sérgio Sálvia, Mario Vitor, que enobreceram lá a crítica, foram sucedidos por críticos empregadinhos do jornal, e sem cultura teatral nenhuma. Até a chegada do ótimo crítico Luis Fernando Ramos.

Destes críticos ficamos com ele e Mariângela na ativa nestes últimos anos decisivos, em que apareceram Companias muito fortes em Sampa. Nem dá pra citar nomes, é uma Florada. O Teatro vive um renascimento ignorado pelo mainstream do Teatro de Costumes, teatro pequeno burguês de auto-ajuda, boa consciência, careta.

Toda esta revolução subterrânea, que não sai nos grandes anúncios horrendos dos Guias, está sendo percebida pelo olhar vidente de Mariângela como pontos luminosos prestes a iluminarem juntos o Eterno Retorno do Poder do Teatro como Arte, em Sampa Paratodos! Percebeu até essa revolução numa peça do Teatro Comercial: a última peça dirigida por Monique Gardenberg. Mariângela fez uma crítica que me fez ver o que não pude ver por estar trabalhando nos mesmos dias. Vejo que ela vê a Beleza que pode brotar até no mainstream global.

A escrita de sua crítica de “Cacilda!” – lembro-me de quando lemos – parecia jorrar em cachoeiras infinitas sobre nós. Chorávamos rindo de Alegria e Beleza do texto. Se ela sente Arte, ela multiplica em mais Arte.

Interpreta em vez de julgar, que é o que o Artista faz. Por exemplo: nos revelou na sua crítica da “Macumba Urbana Antropófaga”, que já não somos mais vingativos como o jabuti, mas estamos em 2011 a acreditar nos sinais. Colhendo palavras do texto de Oswald fez perceber ao público e a nós mesmos os rumos atuais do Oficina Uzyna Uzona.

A maioria dos nossos espetáculos ela foi ver duas, ou até três vezes, antes de sair a crítica. A da “Macumba” saiu no último dia da peça. Mas valeu pelo brilho poético do que percebe como Arte.

Neste dia o Teatro Oficina, no início da Macumba, estava lotado do lado de dentro, e fora estavam 400 pessoas.

Nós tiramos a peça de cartaz para reensaiar “Bacantes”, que faz o Gran Finale do “Ano do Brasil na Bélgica’, em janeiro de 2012, mas vamos voltar depois do Carnaval, com a crítica de Mariângela abrindo alas para as novas temporadas da “Macumba”. Como ela sempre demora pra escrever a crítica de nossas macumbas, ficamos putos, muitas vezes, mas quando chega, entendemos.

O tempo dela não é o do rebanho.

Mariângela é a Crítica Artista, o João Gilberto da Crítica do Teatro Brasileiro. Só cria em seu tempo, não de encomenda. É vital para o “Estadão” dar epaço para esta Crítica Artista. Ela é como João. O que produz nas letras, no jornal, tem a mesma maravilha da visão divina do criador da batida da bossa nova.

Porque desperdiçar um ser desta dimensão?

Ela fora do jornal vai continuar escrevendo por ser mesmo uma compulsiva grande Crítica de Teatro, como Harold Bloom, Ian Kott. Mas e nós que estamos criando o teatro de que a mentalidade pequeno burguesa do rebanho tem medo, não entende, nem quer entender? Como ficamos sem Mariângela num jornal da importância do “Estadão”?

E como fica o “Estadão” sem uma Artista desta vitalidade?!

Será um sintoma desta época que tem medo da Arte, que só pensa no rebanho mercantil, que vai se drogar no Teatro pra ver de perto os artistas de TV? Que tem horror e ódio do Teatro que fazemos? Que dão bandeiras até de artefobia, de oficinofobia?

É um fato histórico no Teatro-Arte Brasileiro esta demissão de sua melhor Crítica. É mais que justo que seja revisto pela direção do jornal, ou assumido como uma submissão à  pressão da mediocridade burra do público consumidor do Mercado de produtos descartáveis.

Submissão aos moralistas, aos que não querem o Teatro que toque nos Tabus do Desejo de todos nós bichos humanos, sem importar a classe social. Aos que não querem abandonar os privilégios de sua Imagem, de seu Padrão. Aos que não querem transfigurar-se com a Arte Libertária do Teatro. Aos que mantêm os padrões de opressão ao bicho humano que sai do seu papel miserável na Sociedade de Espetáculo, em pleno desabamento.

Eu gosto muito das páginas do Caderno 2. Adoro os dois críticos de Cinema e o Quiroga me dá sempre toques necessários. O Loyola, o Jabor, o adorável Daniel Piza – apesar de nunca ter aparecido no Oficina e ter um certo preconceito comigo – e todo o “time” de craques como Antoninho Gonçalves, Roberto da Matta, João Ubaldo Ribeiro, Marcelo Rubens Paiva, Luis Fernando Veríssimo, Jota B Medeiros (muito importante, nosso aliado), Ubiratan Brasil. Gosto da importância ganha pela Música nas páginas, etc…etc…

Mas pergunto: porque fazer isto com o Teatro? Com a Arte Teatral ?

Ela está emergindo com muita força, vinda dos terremotos da Era Capitalista Liberal, que nunca soube apreciar esta Arte.

A Arte que Mariângela cultiva, como a música de João, vem vindo, com a Economia Verde, saltando os obstáculos de sua chegada com a rapidez da Internet.

“Estadão”, por Cacilda Becker! Não cometa esta injustiça contra as leis de Antígone, as leis transumanas que a Arte de Teatro há milênios cultiva para o não desaparecimento da espécie humana, em extinção na caretice do rebanho.

José Celso Martinez Corrêa

Regente dos Coros do Teatro Oficina Uzina Uzona em direção à Arte do Teatro de Estádio Oswald de Andrade.