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Economia Verde

EXMO PRESIDENTE DO IPHAN ARQUITETO LUIS FERNANDO DE ALMEIDA

O DOCUMENTO APRESENTADO PELO ARQUITETO MARCOS CARRILO, NO DIA DE 27 DE DEZEMBRO DE 2011, SOBRE A ÁREA DE DELIMITAÇÃO DO TEAT(r)O OFICINA, TOMBADO PELO IPHAN QUE SOMENTE NESTE MÊS DE ABRIL CHEGOU ÀS MÃOS DA ASSOCIAÇÃO QUE GERE ESTE ESPAÇO, NÃO PODE SER ACEITO
VIOLA TOTALMENTE AS REGRAS DO IPHAN:

“VELAR PELO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL”

POR ESTA RAZÃO NÃO ESTAMOS DE ACORDO COM O MESMO E PEDIMOS
REVISÃO EM OCASIÃO OPORTUNA POR OUTRO ARQUITETO DE CONHECIMENTO DUPLO: HISTÓRICO E ARTÍSTICO DO TEATRO OFICINA PROJETADO POR LINA BARDI, COMPLETADO POR EDSON ELITO

NESTES SEUS 20 ANOS DE ETHERNIDADE, LINA BO BARDI
VEM SENDO CELEBRADA COMO UM DOS MAIORES ARQUITETOS MUNDIAIS DO SÉCULO XX

É PRECISO ALGUEM QUE PERCEBA O TEAT(r)O OFICINA COMO OBRA DE INTERVENÇÃO URBANA NO BIXIGA E NA METRÓPOLE DE SÃO PAULO PARA ESTA MARAVILHOSA TAREFA.

HANS ULRICHT OBRIST CURADOR INTERNACIONAL DE ARTES JUNT AMENTE COM A “ASSOCIAÇÃO TEA T(r)O OFICINA UZYNA UZONA” PRODUZIRÃO EVENTOS PARA O MUNDO COMEMORAR OS 20 ANOS DA ETHERNIDADE DA OBRA DE ARTE DE LINA BARDI.

1-­‐HANS ULRICHT NUMA NOITE DE JUNHO, APRESENTA A PAUTA DOS EVENTOS DO ANO, COM A INAUGURAÇÃO DA “RUA OFICINA LINA BARDI” COM SAÍDAS ABERTAS PARA TODA CIDADE,
JÁ EXISTENTES. TRABALHOS SERÃO REALIZADOS PARA O ACABAMENTO DOS DOIS PORTAIS DE ARCOS ROMANOS CONSERVADOS POR LINA NA SUA CONCEPÇÃO DE ‘ARQUEOLOGIA URBANA’.
NESTA NOITE HANS ULBRICH AINDA LANÇA TRÊS LIVROS DE ENTREVISTAS COM ARTISTAS E CIENTISTAS CÉLEBRES DE TODO MUNDO. DEVE MINHA PESSOA PRONUNCIAR-­‐SE SOBRE A COMPLEMENTAÇÃO TOTAL DO PROJETO DE INTERVENÇÃO URBANA EM SÃO PAULO, DO “ARQUITETO” LINA BARDI A PARTIR DO ENTORNO DO TEAT(r)O OFICINA.

2-­‐ RE-­‐INAUGURAÇÃO EM SETEMBRO DA “CASA DE VIDRO” CONSTRUÍDA POR LINA COMO SUA MORADA E TRANSFORMADA EM UM CENTRO INTERNACIONAL AVANÇADO DE CULTURA VIVA.

3-­‐REALIZAÇÃO EM NOVEMBRO DE UMA GRANDE VIAGEM URBANA DE TRAVESSIA DA PAULICÉIA DESVAIRADA NUM SÁBADO OU DOMINGO, NUM CARNAVAL COM CARROS ALEGÓRICOS, CARAVANAS DE BICICLETAS, CARROS-­‐ABERTOS, CHARRETES, ANDARILHOS… etc, LIGANDO DUAS OBRAS DE LINA :
O “TEAT(r)O OFICINA” no BIXIGA
A “CASA DE VIDRO” no MORUMBÍ

CITO ESTES EVENTOS PARA DEMONSTRAR QUE CURADORES, CRÍTICOS DE ARTE, CIAS. DE TEATRO DE MUITAS PARTES DO MUNDO, JÁ SABEM DA IMPORTÂNCIA DO PROJETO DO “ANHANGABAÚ DA FELIZ CIDADE” COMO OBRA DE ARTE TEATRAL URBANA DE LINA BARDI,
ENQUANTO O ARQUITETO MARCOS CARRILLO QUE APRESENTOU UM DOCUMENTO COM SUA DELIMITAÇÃO PARA O ENTORNO DO OFICINA,
DEMONSTRA QUE NÃO SABE ONDE ESTEVE, ESTÁ, OU ESTARÁ
POR IGNORAR O QUE É ESTE “PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL”

NA PRÓPRIA ATA DO DIA 24 DE JUNHO DE 2010 – TOMBAMENTO PELO IPHAN DO OFICINA -JÁ HAVIA MENÇÃO QUE JAMAIS A DELIMITAÇÃO DO ENTORNO SERIA COMO FOI APRESENTADA POR ESTE ARQUITEO
“Então, concordo com a posição do Presidente, se indicarmos e for aceito o entorno somente no sentido de proteger apenas o arco de visão da janela, poderíamos estar empobrecendo a questão..”
JUREMA MACHADO, DISCUSSÃO DA ATA DA TARDE DO TOMBAMENTO

O ARQUITETO MARCOS NÃO DEVE TER LIDO O BELÍSSIMO PROCESSO DE 9 ANOS DE TOMBAMENTO DO OFICINA PELO IPHAN E MUITO MENOS O LAUDO OBRA PRIMA DE AZIZ ABʼSABER SOBRE OS 300 METROS TOMBADOS NO ENTORNO DO OFICINA PELO CONDEPHAT,
REALIZADO AO MESMO TEMPO QUE TOMBAVA A SERRA DO MAR NA JURÉIA.

PORTANTO NÃO CONHECE NEM A HISTÓRIA NEM A ARTE DO LUGAR QUE TORNOU-SE
“PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTISTICO NACIONAL“
NÃO PERCEBE QUE O “TEAT(R)O OFICINA” É PONTO DE PARTIDA,
DE LINA BARDI,
PARA UMA ARQUITETURA TEAT(R)AL EM MOVIMENTO PERMANENTE
DE REVOLUCÃO URBANA
QUE PROJETOU PARA A CIDADE DE SÃO PAULO, A COMEÇAR DE UM TEAT(R)O-RUA NUM BAIRRO PERIFÉRICO “HISTÓRICO” DO CENTRO DA CAPITAL DO CAPITAL
HOUVE UNANIMIDADE NA APROVAÇÃO DO LAUDO OBRA PRIMA DE JUREMA MACHADO, RECONHECENDO A IMPORTÂNCIA HISTÓRICA PARA A CIDADE DA PROPRIA CONCEPÇÃO ESTÉTICA DO TRATAMENTO DADO À LINA EM SEU CANTO DE CISNE: O TEAT(R)O OFICINA, COMO INTERVENÇÃO URBANA.

POR ISSO A PARECERISTA JUREMA MACHADO, INCLUIU O TOMBAMENTO DO TEAT(R)O NÃO SÓ COMO PATRIMÔNIO HISTÓRICO MAS TAMBÉM NO LIVRO DE BELAS ARTES, REVELANDO A IMPORTANCIA DE REVOLUÇÃO URBANA,ESTÉTICA NESSE MOMENTO DE HISTÓRIA VIVA, NECESSÁRIA À CIDADE DE SÃO PAULO
OS CONSELHIROS, NA SUA MAIORIA, EXPRIMIRAM-SE RECONHECENDO A NECESSIDADE DE SE COMPLETAR O PROJETO INACABADO DE LINA
O CONSELHEIRO ULPIANO BEZERRA DE MENEZES DECLAROU: “Acho uma solução revolucionária pensarmos também na possibilidade de um movimento pró desapropriação do espaço necessário para o projeto Lina Bo Bardi”.

O CONSELHEIRO LUIS PHELIPE ANDRÉS
FOI PELO MESMO CAMINHO
“Seria uma decisão política de reconhecimento nacional da importância dessa obra que o projeto de Lina Bo Bardi fosse finalmente completado através de um gesto que vi ocorrer em outros casos, que o terreno, necessário para possibilitar ao Teatro romper a perspectiva, fosse simplesmente desapropriado por interesse coletivo da cultura nacional. E que os proprietários, que vêm obstacularizando a complementação do projeto, de acordo com avaliação pública, fossem indenizados. Para o Estado, para a Cidade de São Paulo, seria um valor ínfimo diante da importância dessa obra.
Esse tombamento reforça, enobrece, com o reconhecimento de um órgão de proteção do patrimônio do Brasil, integrante do Ministério da Cultura, e abre caminho para que a complementação do projeto realize”.

O CONSELHEIRO NESTOR GOULART REIS ACRESCENTOU “Como ex-aluno da Professora Lina Bo Bardi, e amigo de Rodrigo Lefevbre e Flávio Império até o fim da vida de ambos, trabalhamos juntos, obviamente me congratulo com essa oportunidade
Por outro lado, o tombamento federal amplia a possibilidade de captar recursos para a execução desse projeto por meio da Lei Rouanet e para possível desapropriação, já que se trata de antropofagia, e de alguns desses vizinhos descobrirem amanhã que poderiam ganhar muito dinheiro sendo vizinhos do Teatro Oficina”.

SE O ARQUITETO MARCOS CARRILLO ESTAVA PRESENTE NA REUNIÃO OU LEU A ATA, POR QUE NÃO CONSIDEROU O LEGADO ESTÉTICO ARQUITETÔNICO DE INTERVENÇÃO URBANA DE LINA?
JUREMA EM SEU RELATÓRIO FAZ UMA DAS MAIS BELAS HISTÓRIAS DE ARTE, EM QUE PERCEBE NO OFICINA UZYNA UZONA SE CONJUGAREM MAIS DE 50 ANOS DE BUSCA DE ARTE ARQUITETÔNICA E TEATRAL DENTRE AS MAIS AVANÇADAS BUSCAS E CONQUISTAS NA HISTÓRIA UNIVERSAL DA ARTE TEATRAL DE TODOS OS TEMPOS .

JUREMA DEMONSTRA QUE ARTE E HISTÓRIA NO TEAT(R)O OFICINA, ESTIVERAM EMPRE JUNTAS E SÃO POLÍTICAS EM SÍ PARA ENTENDER SEU VERDADEIRO TRATADO É PRECISO BEM MAIS QUE UMA LEITURA. MAS O FUNDAMENTAL É SUA VISÃO COMO A DE LINA DA ARTE COMO INTERVENÇÃO URBANA
“Encontra-se em desenvolvimento, pelo Departamento de Patrimônio
Imaterial do IPHAN, o inventário de Referências Culturais da região, que poderá oferecer
insumos importantes para a salvaguarda desses valores culturais. Tombamentos municipais (cerca de 900 imóveis) e zonas especiais (ZEPCs – Zonas de Especialis de Patrimônio Cultural e ZEIS – Zonas Especiais de Interesse Social) previstas pelo Plano Diretor atestam a importância do bairro e o interesse de se preservar ali, não apenas edificações, mas os usos e a diversidade que são o seu maior valor. É imediato associar o Teatro Oficina a esse contexto por duas vias: tanto o Oficina pode ser tomado como elemento chave de um processo de reabilitação, quanto a preservação dos valores do bairro é essencial à vitalidade do Oficina”.

LINA CHAMAVA O OFICINA DE “RUA DE PASSAGEM DE TERREIRO COM GALERIAS DE OPERA DE MILANO DANDO PRA APOTEÓSE DAS CATACUMBAS DE SILVIO SANTOS”
O ARQUITETO CARRILLO IGNORA A OBRA DE LINA BARDI QUE TEVE SUA PRIMEIRA IDÉIA DO “PROJETO TEAT(R)O OFICINA” COMO INTERVENÇÃO URBANA POR UMA RUA DANDO PARA UM DELTA URBANO DE RUAS: SANTO AMARO, ABOLIÇÃO, JAPURÁ, APONTANDO O TEAT(R)O OFICINA PARA O “VALE DO ANHANGABAÚ”

A RUA QUE SERIA (TEM SIDO E SERÁ ) AO MESMO TEMPO:
PISTA DE ENCENAÇÕES E DESFILES DERRUBANDO O BECO SEM SAÍDA PERCEBIDO PELOS ATUADORES COMO IMPEDIMENTO DE FUGA NAS INÚMERAS INVASÕES
DO TEAT(r)O OFICINA POR POLICIAIS NA DITADURA MILITAR.
E COMO SAÍDA DE EMERGÊNCIA PARA O PÚBLICO POR QUESTÃO DE SEGURANÇA EXIGIDA POR LEI PELA PREFEITURA DE SÃO PAULO NO DESENHO APRESENTADO PELO ARQUITETO CARRILLO NÃO ESTÃO MARCADAS SEQUER ESSAS SAÍDAS CONQUISTADAS EM LUTA DE 30 ANOS DO LADO NORTE E OESTE PELO OFICINA UZYNA UZONA, DURANTE AS “DIONIZÍACAS DE 2010” REALIZADAS NO TERRENO EMPRESTADO POR SILVIO SANTOS NA OCASIÃO QUANDO, PROPÔS AOS PODERES PÚBLICOS A TROCA DE SEUS TERRENOS EM NOSSO ENTORNO POR TERRENOS DOS PODERES PÚBLICOS DO MESMO VALOR
PASSOU COMPLETAMENTE DESAPERCEBIDO NA SESSÃO DE PERÍCIA QUE FEZ
O FATO DE ATUALMENTE ESTAREM ABERTOS OS ARCOS ROMANOS
DONDE FORAM ARRANCADAS AS ROLHAS: DENTES DE CONCRETO ARMADO TEMPERADOS COM RELÍQUIAS DA SINAGOGA DEMOLIDA
QUE TAPAVAM A RUA

O ARQUITEO NEM SEQUER LEVOU EM CONSIDERAÇÃO AS SAÍDAS DE EMERGÊNCIAS EXIGIDAS POR LEI PARA O TERRENO
DO LADO NORTE DO OFICINA
SEU DESENHO NOS EMBECA NOVAMENTE
NÃO OBSERVOU NA PONTE DE MADEIRA QUE DEVE TER ATRAVESSADO
NO DIA EM QUE FEZ SEU SEU DOCUMENTO QUE O ESPAÇO DA ”MACUMBA ANTROPÓFAGA URBANA” EM CARTAZ ATÉ DEZEMBRO DE 2011 CONSTRUIU PARA DESCER PARA O “DELTA DE RUAS”

DEPOIS DE 30 ANOS DA GUERRA ANTROPÓFAGA
OFICINA X GRUPO SS
OS ARCOS ESTÃO ABERTOS ATÉ HOJE
E SERÃO TRANSPASSADOS PELOS ATUADORES E PELO PÚBLICO EM TODAS AS PEÇAS QUE ENCENAREMOS EM 2012
SEGUEM, NO ANEXO 3, FOTOS DA ENFIM PASSAGEM PARA A “RUA OFICINA LINA BARDI” E SAÍDA DE EMERGÊNCIA DO TEAT(R)O

O ARQUITETO MARCOS NEM SEQUER IMAGINA A IDÉIA DO RETORNO DA ARENA GREGA-NEGRA TOMANDO O TEAT(r)O COMO CENTRO DE PODER HUMANO DE INTERVENÇÃO NA CIDADADE: “O TEATRO DE ESTÁDIO”,
COMO JÁ ACONTECEU COM AS “DIONIZÍACAS de 2011”
JÁ É UMA EPIFANÍA URBANA DE UM TEAT(r)O VISTO POR QUEM PASSOU E PASSA PELA RUA JACEGUAY OU PELO VIADUTO DO MINHOCÃO
O TEATRO DE ESTÁDIO É POR ENQUANTO ESTE ANO UM CIRCO, VISTO COMO UM CAMPO DE FUTEBOL OU O SAMBÓDROMO
O TEAT(R )O DE ESTADIO OSWALD DE ANDRADE
EXISTE COMO FUTEBOL DAS EMOÇÕES HUMANAS E TRANS HUMANAS DAS MULTIDÕES JOGADOS
POR ATLETAS AFETIVOS: ATORES, ATRIZES,TÉCNICOS CRAQUES DE TEATO.
O ARQ. MARCOS NÃO DEVE NEM TER POSTO SEUS OLHOS NO GIGANTESCO PROCESSO DE 9 ANOS DO TOMBAMENTO PELO IPHAN
ONDE CONSTAM AS BELAS MAQUETES ELETRÔNICAS
DO TEATRO DE ESTÁDIO A SER CONTRUÍDO DO LADO OESTE
OU DA “UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA PAGU & FLAVIO DE CARVALHO”
PROJETADA PARA O ENTORNO LESTE DO OFICINA.
ESTAS MAQUETES CRIADAS IN PROCESS DE ACORDO COM AS NECESSIDADES E POSSIBILIDADES DE CRIAÇÃO DO “ANHANGABAÚ DA FELIZ CIDADE “,
SÃO UMA 1a VISÃO DO MARAVILHOSO QUE VIRÁ A SER
MESMO CONTANDO COM AS MODIFICAÇÕES FUTURAS QUE A REALIDADE TORNA CADA VEZ MAIS BELAS.
OS ARQUITETOS JOÃO BATISTA MARTINEZ CORRÊA E BEATRIZ PIMENTA CORRÊA, VENCEDORES DO PREMIO DA APCA 2011 (ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE CRITICOS DE ARTE) PELA OBRA DO ELEVADOR DO IPANEMA PARA A FAVELA DO CANTAGALO NO RIO DE JANEIRO) FIZERAM ESTAS MAQUETES.

ELAS PRECISAVAM TER SIDO EXAMINADAS ANTES DO DOCUMENTO DO ARQUITETO, QUE “MARCOU” NÃO AS VENDO
AGIU COMO SE NÃO FOSSE NECESSIDADE ESTUDAR SUA RAZÃO DE SER.
A UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA PAGÚ & FLAVIO DE CARVALHO” PARTIU DE UM BILHETE DE LINA
ONDE ELA CLAMA PELO ESTUDO DO QUE EXPERIMENTAMOS, APRENDEMOS E DEVERIAMOS PASSAR ADIANTE NAS MONTAGENS DE GRANDE SUCESSO POPULAR DO OFICINA UZYNA UZONA

ELA COM RAZÃO AFIRMAVA QUE ACONTECIMENTOS NOVOS SOMENTE SÃO COMPREENDIDOS SE VISTOS COM UMA PERSPECTIVA TEÓRICA NOVA.
LINA PENSOU NUM JORNAL CHAMADO “A BIGORNA” PARA ESTA FINALIDADE
” Longe de tomarmos como definida e definitiva a teoria do “espaço interno”, hoje tão não na moda, tenderíamos antes para uma teoria do “espaço- espaço total”, a disposição do homem ou seja o espaço que participa da vida humana sendo o homem, como e, “ator”, no espaço do mundo.”
O ARQ. MARCOS IGNOROU A “OFICINA DE FLORESTAS AZIZ AB SABER “
NOME INSPIRADO NO SAMBA “SAMPA” DO POETA MÚSICO CAETANO VELOSO, QUE INSPIROU-SE NO QUE LINA FEZ
COM AS ÁRVORES ARRANCADAS A MANDO DO GENERAL COSTA E SILVA PARA DIVIDIR EM DOIS O BIXIGA COM O MURO DE BERLIN CHAMADO MINHOCÃO NA PEÇA “SELVA DAS CIDADES”
TRAZ NO NOME A NECESSIDADE E O PRAZER DE REVERDECIMENTO DO BAIRRO DO BIXIGA.
LINA CRIOU SEU EMBRIÃO NA ARVORE SAGRADA DO TERREIRO ELEKTRÔNICO DO OFICINA UZYNA UZONA
QUE COMEÇA NO JARDIM DO OFICINA E ATRAVESSA O JANELÃO DE VIDRO
COMO LINA FEZ EM SUA “CASA DE VIDRO” NO MORUMBI. A ÁRVORE NA VANGUARDA ATRAVESSA O “VÃO MASP DO OFICINA”, O JANELÃO PARA ABRIR TODA SUA COPA, DANDO SOMBRA PARA O TERRENO DO ENTORNO, OU MELHOR DEMARCANDO A EXPANÇÃO DO VERDE NELE.

A ENTRADA PELO LADO LESTE-RUA SANTO AMARO, ONDE SE EXPANDIRÁ A “UNIVERSIDADE ANTROPOFAGA PAGÚ & FLAVIO DE CARVALHO” EM MEIO A UM CAMPUS JARDIM- POMAR TEM ACESSO AO TERRENO POR UMA ESCADA MARGEADA POR VEGETAÇÃO LUXURIANTE
HÁ FOLHAS, PLANTAS NATURALMENTE ORNAMENTAIS, FRUTOS, LEGUMES, FLORES
LEMBRA A ENTRADA DO TEATRO DIONIZÍACO DE EPIDAURO NA GRÉCIA COM 15.000 LUGARES E É AO MESMO TEMPO, A OFICINA DE FLORESTAS ACONTECENDO.
CLARO QUE O ARQUITETO MARCOS CARRILLO NEM DEVE TER ESTADO,
UM JARDIM DO EDEN QUE O GRUPO SILVIO SANTOS SOUBE CONSERVAR
NEM DEVE TER EXPERIMENTADO SUAS GOIABAS, TOMATES, MANGAS, MANJERICÃO…
LÁ, A NATUREZA JÁ CANTA A ECONOMIA VERDE BIO DIVERSA: EM ARVORES, RELVAS AO VENTO, FRUTOS, LEGUMES, FLORES, E ENTRE ELAS AGORA: UMA ROSA.
NEM PERCEBEU O BALCÃO TEATRAL JÁ CONSTRUÍDO EM “OS SERTÕES” ENTRE OS MAIS ALTOS GALHOS AGORA FLORIDOS DA “ÁRVORE CESALPINA”
QUE JÁ É UMA OBRA DO TEAT(r)O DE ESTÁDIO
O MAIS GRAVE É QUE NO DIA DE SUA VISITA AO OFICINA, NÃO MARCOU QUE LÁ ESTAVA NO TERRENO UM ENTULHO ONDE EM TODOS OS FINS DE SEMANA DO ANO PASSADO
O PÚBLICO DA “MACUMBA UBANA ANTROPÓFAGA” SEMEAVA TEATRALMENTE O TEAT(r)O DE ESTÁDIO QUE
RESULTOU NUMA FLORADA DE GIRASSÓIS
QUE LÁ ESTAVA UMA OCA CONSTRUÍDA NO TERRENO COMO LUGAR ONDE TARSILA DO AMARAL E OSWALD AO SEREM SERVIDOS POR RÃS,TÃO PARECIDAS CONOSCO “BICHOS HUMANOS”, DESCOBRIRAM A ANTROPOFAGIA.
DAÍ OSWALD ESCREVEU: “MANIFESTO ANTROPÓFAGO” E TARSILA PINTOU O ABAPORÚ
NÃO OBSERVOU OS ARCOS ROMANOS SOB A MÁSCARA DO MINOTAURO INSPIRADA POR FLAVIO DE CARVALHO
TORNADOS PORTAIS DE ENTRADA PARA O PÚBLICO VER NA RUA OFICINA LINA BARDI O ESPETÁCULO ESTATUTO DA UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA INSPIRADO NO “MANIFESTO ANTROPÓFAGO”, CRIADO EM 1928, ENCENADO EM TODO TERRENO E NAS RUAS DO BIXIGA, NOS ÚLTIMOS MESES DO ANO DE 2011
ARCOS PELOS QUAIS O PÚBLICO TAMBÉM SAIA PARA LANCHAR NOS INTERVALOS E NO FINAL DA PEÇA JANTAR.
A OCA TRANSFORMOU-SE NUM PONTO DE ENCONTRO DE ARTISTAS DE TODOS OS CANTOS DO BRASIL
E DE ALGUNS PAÍSES DO MUNDO MESCLADOS AO PÚBLICO E AOS MORADORES DO BIXIGA.
O CORO DA PEÇA CORIFEANDO O PÚBLICO FAZIA UM PASSEIO CANTADO E BATUCADO PELO TBC ONDE BUSCAVA CACILDA BECKER PARA VIVER TARSILA DO AMARAL VIVIDAS POR LETÍCIA COURA
PELA RUA RICARDO BATISTA ONDE ANTES DE MORRER OSWALD ESCREVEU SUA OBRA PRIMA” UM HOMEM SEM PROFISSÃO SOB AS ORDENS DE MAMÃE”, OSWALD VIVIDO POR MARCELO DRUMMOND DESCIA DO APARTAMENTO PARA TOMAR LEITE DE UMA CABRINHA EM PIJAMAS –
A MESMA DE QUEM EU BEBIA LEITE DESDE UM ANO DE IDADE ,
NA TRAVESSA BRIGADEIRO LUIS ANTONIO
EM FRENTE ONDE É O OFICINA HOJE,
NA ATUAL TRAVESSA ADONIRAN BARBOSA.
É PRECISO ENTENDER QUE COM ESTAS ENCENAÇÕES
JÁ ESTAMOS OCUPANDO O TERREIRO COM MOVIMENTO DE OBRA EM PROGRESSO
FAZENDO JÁ O TEATRO DE ESTÁDIO,
A UNIVERSIDADE,
E AINDA ACENDENDO PONTOS LUMINOSOS NO BIXIGA FORA EM OUTRAS RUAS, COMO A “CASA DE PRODUÇÃO” SITUADA NA RUA MAJOR DIOGO OU “A CASA DOS OBJETOS NA RUA SÃO DOMINGOS”

COMO PODE TODO ESTE PATRIMÔNIO FICAR DELIMITADO TENDO COMO ENTORNO DO OFICINA “PANO DE VIDRO” SEM QUE SE MOSTRE AS PAREDES DA FACHADA LESTE ONDE ESTÁ SITUADO
E MAIS
QUE IMPEDE A VISÃO AMPLA DO
JANELÃO MASP DE LINA, LIMITADO POR CONES DE 45 GRAUS, QUE ACANHAM A FORMIDÁVEL PAISAGEM URBANA .
FOMOS COLOCADOS NUMA PRISÃO COM UMA JANELA GRANDE QUE VEM DO NADA.
NEM HÁ DISTÂNCIAS DE VISIBILIDADE DA PAISAGEM URBANA PARA DESTACAR-SE AS FACHADAS OESTE, NORTE E LESTE
O ARQUITETO MARCOS DECLARA QUE “REÍTERA” A DEMARCAÇÃO DE DALMO VIEIRA FILHO, ESQUECENDO QUE ESTA FOI SUPERADA NA PRÓPRIA REUNIÃO DO TOMBAMENTO POR ARGUMENTAÇÃO DO PRESIDENTE DO IPHAN: “Nunca esteve em pauta a proposta de registro ( DO OFICINA) como patrimônio imaterial, imediatamente se verificou que não era o caso.”
E MAIS
NO MOMENTO EM QUE O TEAT(R)O OFICINA ENTROU PARA “ Livro de Tombo Histórico e no Livro de Tombo das Belas Artes.”
A RELEVÂNCIA DA ARTE CRIADA POR OFICINA UZONA QUE MISTURA HISTÓRIA E ARTE
NÃO COMPORTA MAIS A VISÃO HISTORICISTA DO CONSELHEIRO DALMO VIEIRA FILHO
NÃO HÁ MAIS O QUE “REITERAR” NO ANTIGO SENTIDO
O DEPRIMENTE É QUE USA O EXTRAORDINÁRIO PARECER DE JUREMA MACHADO A PARTIR DE UMA INTERPRETAÇÃO SUA, REDUZINDO TUDO AO POBRE “PANO DE VIDRO”
E MAIS VERGONHOSAMENTE CITANDO UMA FRASE DE JUREMA DANDO-LHE UMA INTERPRETAÇÃO OPOSTA
A ESTE CONTEXTO

NO FIM DO SEU LAUDO JUREMA AFIRMA CONCORDAR COM A DELIMITAÇÃO FEITA PELO DEPAN/IPHAN, SIM, MAS DENTRO DE UM CONTEXTO ASSIM EXPRESSO NAS DISCUSSÕES POSTERIORES AO TOMBAMENTO, EM QUE BUSCA ENCONTRAR COM OS CONSELHEIROS ESTA ESTRATÉGIA EM DlÁLOGOS, MUITOS QUE IMPLICAM EM NÃO DELIMITAR O TERRENO FORA DE UMA OCASIÃO OPORTUNÍSSIMA, QUANDO TODO TERRENO TIVER SIDO CONQUIST ADO
“Seria um ato quixotesco e fixar o Oficina num eixo de 500 metros.Queríamos fazer entender que perderíamos no Judiciário , em seguida, não teríamos sustentação para a medida”
….
”O instrumento é político…. A Prefeitura tem instrumentos jurídicos importantes,citei aqui a transferência do direito de construir, as operações urbanas são mecanismos que não envolvem dinheiro ou envolvem pouco dinheiro para ter acesso à terra. É negada a operação de construir em determinado lugar e permitida em outro. Pode ser um processo complicado do ponto de vista legislativo, não tenho informação suficiente mas São Paulo tem feito isso com maestria em determinadas áreas. Por exemplo, a Ponte Estaiada foi viabilizada com estas trocas, e não com dinheiro público. Então, concordo com a posição do Presidente do IPHAN. Se indicarmos e for aceito o entorno no sentido de proteger somente apenas o arco de visão da janela, poderíamos estar empobrecendo a questão. Talvez seja melhor não delimitarmos o entorno, não definir o entorno e tornar mais enfática a relação com o Ministério da Cultura, com o Governo federal, no sentido de um coletivo politicamente mais forte. O Presidente considera um respaldo a uma eventual decisão do Ministério da Cultura” ….

“Pela manifestação, ao Ministro da Cultura, de que o Ministério e o governo federal identifiquem mecanismos que viabilizem a destinação do terreno contíguo ao Teatro Oficina para um equipamento cultural de uso público, utilizando mecanismos tais como a aquisição, a desapropriação ou a conjugação destes com instrumentos urbanísticos a serem identificados em cooperação com o Município e com o Estado de São Paulo“

NÃO VALE O ARGUMENTO QUE JÁ PASSOU UM ANO E PORTANTO SERIA O MOMENTO DE REALIZAR-SE A DELIMIT AÇÃO.

SEGUNDO A ESTRATÉGIA DA ATA DO TOMBAMENTO ESTE TEMPO SERIA O DO MINISTÉRIO DA CULTURA AGIR SOBRE OS MEIOS DE CONSEGUIR TORNAR O TERRENO POSSÍVEL DE SER TOMBADO, ATRAVÉS DO AGENCIAMENTO, REALIZADO PELO PRÓPRIO MINC DA ENTRADA DA PREFEITURA DE SÃO PAULO E DA SECRETARIA DE CULTURA DO ESTADO DE SÃO PAULO, PROPRIETÁRIA DO TERRENO EM PARCERIA, OU MESMO DA ACEITAÇÃO DA PROPOSTA DE TROCA FEITA OFICIALMENTE POR CARTA ENDEREÇADA AO MINISTÉRIO DA CULTURA PELO GRUPO SILVIO SANTOS EM 2011.

SE O ATUAL MINISTÉRIO NÃO REALIZOU ATÉ AGORA NADA DO QUE OS CONSELHEIROS DO IPHAN DECIDIRAM, É HORA AGORA DE FAZÊ-LO E
QUEM TEM PODER PARA AGENCIAR É O PRÓPRIO IPHAN JUNTO AO MINC COMO DEVERIA ACONTECER NO ANO DO TOMBAMENTO.

QUE A MINISTRA ANNA DE HOLLANDA SEJA CONVOCADA PELO PRESIDENTE DO IPHAN A AGIR.
SERÁ UM ATO QUE TRARÁ O NOME DE ANNA DE HOLLANDA PARA A HISTÓRIA
DESDE A ATA DE TOMBAMENTO, REALIZADO NO GOVERNO PASSADO LUIS FERNANDO DE ALMEIDA, ENTÃO PRESIDENTE DO IPHAN JÁ DECLARAVA
“O caso era exatamente conduzir um processo de tombamento até porque se considera absolutamente legítima a luta, o anseio de se estabelecer o Teatro Oficina como paradigma de um projeto de qualificação da cidade.
Começamos um processo de negociação dentro do Ministério da Cultura, que está disposto a lançar mão de outros instrumentos para ser um agente na viabilização desse projeto. Na verdade, queria informar que há um encaminhamento no Ministério, no qual o IPHAN está participando, a fim de que, através de outros instrumentos, se viabilize a constituição de um núcleo naquela região de São Paulo, a partir do Teatro Oficina.”

É O MOMENTO DE DAR CONTINUIDADE A ESTA SUA AÇÃO
E É PRECISO LEMBRAR QUE TOMBAMENTO E DESAPROPRIAÇÃO SÃO COISAS TOTALMENTE DIVERSAS
MAS O TOMBAMENTO LEVA MAIS FACIL À TROCA OU À DESAPROPRIAÇÃO
COM FÉ NA AMIZADE DO PRESIDENTE AS GRANDES CAUSAS
DA ARTE TEAT(R)AL
ARQUITETÔNICA
URBANA
TOTAL
DESEJO QUE CAMINHEMOS PELO QUE SONHAMOS EM SEU INICIO DE PROFISSÃO LUIS FERNANDO, JUNTAMENTE COM O GRANDE NABIL BONDUKI E RACHEL ROLNIK,
E REALIZEMOS ESTA OBRA COM O APOIO DOS BICHOS HUMANOS DO BRASIL E DO MUNDO

JOSÉ CELSO MARTINEZ CORRÊA
PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO TEAT(R)O OFICINA UZYNA UZONA

Sampã, abril 2012


JORNAL VALOR ECONÔMICO

A gestão Ana de Hollanda no MinC foi alvo de críticas duras desde sua nomeação, passando pelas polêmicas com o Creative Commons e a LDA. Por que sua indicação foi tão contestada nos meios culturais? E até que ponto as críticas que se sucederam são a suas políticas culturais e não apenas frutos da disputa de grupos diferentes no poder (Gil/Juca x Grassi)?

Você considera que haja algum mérito nessa gestão que mereça ser destacado?

JOSÉ CELSO MARTINEZ CORREA
Há duas falhas trágicas acontecendo no Ministério da Cultura.
A 1ª é a Presidenta Dilma Roussef cortando dois terços do orçamento do Ministério, conquistado brilhantemente na gestão de 8 anos do Governo Lula.

A 2ª é Anna de Hollanda ter aceitado o Corte.

Durante o Governo Lula, o Ministro da Justiça Thomaz Bastos recusou uma tentativa de corte alegando que não haveria então o que fazer em sua pasta se isto acontecesse. O Presidente Lula voltou imediatamente atrás.

JORNAL VALOR ECONÔMICO
Quais as principais críticas que podem ser feitas à gestão atual no que diz respeito a suas políticas?

JOSÉ CELSO MARTINEZ CORREA
Na história do Brasil os grandes momentos de nossa existência como nação vieram dos Presidentes que escolheram a Cultura como Estratégia Principal de Governo. O poeta Carlos Drummond de Andrade, como Chefe de Gabinete do “Ministro da Educação e da Cultura”, e o próprio Ministro Gustavo Capanema, com o apoio de Getúlio Vargas, proporciaram a Criação de uma Arte Pública, que serviu de base para que as grandes interpretações do Brasil, como as de Euclides da Cunha e Mário de Andrade, inspirassem a própria invenção concreta do país, como Nação.

Daí vieram a criação da Rádio Nacional, irradiando toda criatividade da cultura popular orgyástica carnavalesca irreverente brasileira, os corais de Villa Lobos, os grandes livros publicados pela Editora Nacional sobre o Brasil, a reconquista das terras indígenas, as leis sociais.

O próprio suicidio do Presidente Vargas e a potência literária trágica de sua Carta Testamento, afastaram um golpe que seria dado pelos militares 10 anos depois. Isso propiciou o fenômeno da Arquitetura Brasileira de Lúcio Costa, de Oscar Niemeyer, inteiramente apoiado pelo dançarino Juscelino Kubischek. Temos que pular a presidência idiota de Jânio, que sobressaiu-se pela proibição do biquini, do lança-perfume e de se estender roupas nas fachadas dos prédios residenciais.

A seguir veio o Governo Jango, tendo no comando da estratégia cultural do Estado o forte poder cultural do antropólogo Darcy Ribeiro, o que propiciou as condições para o surgimento do Cinema Novo, da Bossa Nova, do Teatro Oficina, e a ascenção do povo nas Escolas de Samba até o apogeu do Sambódromo.
Lionel Brizola, que infelizmente não chegou à presidência, criou o PDT com estatutos redigidos por Darcy Ribeiro: uma obra-prima de Plataforma Política Cultural, trazendo como fruto especial os CIEPS.

Lula teve a esperteza de não chamar as pessoas ligadas à política colonialista – intrumentalizadora da cultura pela ideologia da velha esquerda marxista – e trouxe ao Poder Cultural a Tropicália, religada à Antropofagia de Oswald de Andrade, única filosofia original brasileira, à direção do Ministério da Cultura.

Gilberto Gil e Juca Ferreira trouxeram uma amplidão de lente da cultura que incorporou as revoluções de nosso tempo: a da Internet, a da Ecologia, a valorização do índio nos Pontos de Cultura, a inclusão absoluta de uma cultura esteticamente sofistificada, popular, extremamente “bárbara tecnizada”, à altura do crescimento do Brasil como nação líder no Renascimento que anuncia a Economia Verde no mundo.

Quer dizer, o Brasil tem uma história de muitos Presidentes que se guiaram pela estratégia da Cultura, ligada à Educação, ocupados com o cuidado da Vida do Planeta, da ascenção não somente econômica do povo brasileiro, mas sobretudo de sua grande potência criadora cultural. O Samba, o Rap, a devoração do Rock, do Reggae, do Funk, a maneira de viver misturada, antropófaga, além do bem e do mal, não vem da pobreza cultural da classe média positivista, mas do povo fiel às celulas vivas da origem da vida.

Essa cultura, fora da Sociedade de Espetáculos dos Globais, estabeleceu regras de meritocracia para os patrocínios de empresas como a Petrobras, e o Cinema, as Artes Cênicas, a Dança, o Teatro, floresceram. O Brasil tinha, em 2011, engatilhada uma revolução cultural de nível planetário, acompanhando seu poder emergente na Geopolítica Internacional.

O Governo Dilma, na medida em que castrou o MINC, revelou sua falta de percepção para a Cultura, que é para a vida muito mais que a macroeconomia para a infraestrutura do Capitalismo, como afirmado por Marx.

Este fato revelou sua não percepção da Revolução Ecológica caminhando para a Economia Verde, da revolução digital, da importância dos Índios do Brasil, de sua Justa Posse de suas terras, de seu saber arcaico, seu conhecimento para a preservação da natureza, conhecimento das plantas medicinais. Dilma não entende a importância da Maconha, dos alucinógenos na percepção do admirável mundo novo e de sua importância inclusive na Economia Brasileira. Partiu para uma política burra de repressão às Drogas, entrando numa guerra mundialmente perdida.

Na Era do Conhecimento deixou para o Ministério de Ciência e Tecnologia um orçamento miserável que determinou o afastamento no Brasil de grandes cientistas brasileiros.

Quando “uma pessoa não sabe, nem se intera das coisas, sem enganos”, como canta em seu samba “Pérola Negra”, Luis Melodia, é um Perigo Público.

Votei em Dilma. Sua Vitória deveu-se em grande parte à recepção calorosa que os artistas cariocas lhe deram no Teatro Casa Grande no Rio, criando um verdadeiro espaço de expressão Política, tão diferente dos comícios com animação paga, caretas, programados por marketeiros. Por um raro momento abriu-se, e até prometeu que o dinheiro do Pré-Sal iria para a Cultura. E flui dela um discurso próprio de uma mulher sensibilizada mesmo. Uma Presidente Mulher, não uma mulher travestida de Virago Patriarcal, uma Dama de Ferro, isto é, um “Homem”.

Que fazer pela sua mentalidade ainda da era analógica, seu desenvolvimentismo que passa por cima de Belo Monte? É muito grave para o Brasil esta falha cultural. Tenho muita admiração pela Presidente que, sendo a 1ª mulher a presidir o Brasil, tem demonstrado competência técnica, honestidade e exercício de Poder Humano, mas cuja falha trágica na Cultura é FATAL e a metamorfoseia em tecnocrata, tão ao gosto da inculta classe média brasileira.

Minha geração entregou seu corpo, como Dilma, à luta contra a ditadura. Tanto os que foram pra Luta Armada quanto os que foram para a revolução do Desbunde. E estes eram solidários até 1968.

Estou novemente em Portugal onde estivemos com o “Grupo Oficina Samba” atuando ardorosamente na revolução portuguesa. Quando nos re-encontramos, nós os exilados culturais e os exilados políticos, nos estranhamos. Os que fizeram a Luta Armada envergonhavam-se nos ver sambando no Rossio, centro de Lisboa. Criticavam as obras primas de Glauber Rocha, Rogério Sganzerlla, porque queriam um cinema a la mediocridade estética de um Costa Gavras.

Tinham horror aos que viajavam nos alucinógenos ampliando sua percepção. Ficaram caretas, presos mentalmente à Cultura Ocidental Patriarcal Moralista Capitalista Cristã.

Essa lacuna foi por muitos superada, mas há os que ficaram nos tempos coloniais, da pré-Tropicália.

Eu gostaria muito de conversar longamente com a Presidenta Dilma, pois estou me referindo a fatos da História da Cultura que é em sí, Política no Brasil.

Tenho Amor por Dilma, que de qualquer maneira tem em seu DNA político, Getúlio, Brizola. Tenho desejo de vê-la conversando pra valer com os artistas, e não fazendo “Chás de Comadres” como foi seu encontro com as cineastas brasileiras.

Estou falando de uma coisa muito concreta. É possivel haver uma mudança este ano. Não bodifico Anna de Hollanda. É preciso ir direto aos fatos que determinaram um ano praticamente perdido para o MINC.

Estivemos na Bélgica encerrando com “As Bacantes” o Ano Brasil na Bélgica. Depois em Liscoa, no Teatro São Luiz, com esta Ópera de Carnaval Brasileira da TragiComediOrgya, e já somos considerados o maior evento cultural de 2012 em Portugal.

Nossa peça, em cartaz desde 1996, é recebida com um entusiasmo e uma grande emoção política relacionada com a Crise da União Europeia.

Há sede desta cultura libertária popular brasileira em plena Crise da tristeza e depressão da Europa tiranizada pela TROIKA.

JORNAL VALOR ECONÔMICO
Você considera que haja algum mérito nessa gestão que mereça ser destacado? O MinC fala muito em austeridade financeira e pagamento de dívidas para defender suas ações. Existe alguma outra iniciativa que mereça ser elogiado?

JOSÉ CELSO MARTINEZ CORREA
A música Anna de Holanda e o ator Antônio Grassi tiveram uma atitude exemplar com o encerramento do Ano do Brasil na Bélgica, ameaçado de acontecer sem a apresentação de “As Bacantes” como estava previsto. O diretor do Teatro de La Place, na Bélgica, onde seria apresentada esta “Macumba Antropófaga”, num dado momento mandou um auxiliar nos passar um deselegante email por celular dizendo que não iria mais receber “BACANTES” em seu Teatro.
Imediatamente Anna entrou em contato com o Embaixador do Brasil na Bélgica, Maia Amado, que deve ser desta família de nobreza cultural notável que nos deu Jorge Amado, Genolino Amado, Camila Amado, Gilberto Amado, todos Amantes Amados da Cultura Brasileira. Um grupo da Funarte juntou-se imediatamente ao Corpo de Produção do Oficina e juntos trabalharam para não gorar e não broxar assim o “Ano do Brasil na Bélgica”.

A Embaixada Brasileira, num esforço raro, responsabilizou-se pelo nosso alojamento e por todo material Cyber com que trabalhamos no espetáculo.

Liderando uma equipe de brasileiros ligados ao Ministério da Cultura, Antonio Grassi foi assitir em Liège “AS BACANTES” e pôde perceber o impacto extraordinário causado pela cultura brazyleira, como escrevia Glauber Rocha, com “y” e “z”, no público europeu.

Este foi um ato altamente positivo de Anna de Holanda, por quem sempre tive admiração enorme, sobretudo por sua delicadeza que soa cristalina em sua voz até no telefone, como a de João Gilberto. Este ato coincidiu com uma foto sua no Globo em que ela aparecia debaixo de uma cabeça de um Touro, animal Tótem de Dionisios.

Para nós foi sua coroação como Ministra da Cultura. O caso não é destituir ou não Anna de Holanda. Poderá vir para a Pasta gente até de grande visibilidade, mas Anti-Cultura. Coisa que Anna não é. Eu sempre propus a ela por emails que fôssemos juntos com muito artistas brasileiros tentar conversar carinhosa e abertamente com Dilma sobre esta sua “Falha Trágica”. Mas parece que o Tabu “Corte Fiscal” e a personagem “Dama Papal” imobilizam todos os movimentos dos que querem aproximar-se culturalmente deste governo.

Vou até enviar para esta matéria um díptico feito por um grande artista fotógrafo de Campinas em que recria em dois quadros de Munch, a situação em que se encontra Ana, entre “O Grito”, protegendo-se da enorme bodificação sobre ela, e a beleza de outra personagem, “A Madona”, uma mulher sem medo, forte e delicada como ela é.

Há um grande equívoco em fazer o mundo cair sobre a cabeça dela. Nós, artistas brasileiros, populares-eruditos, temos de ir a Dilma e despertar na Presidente os sentimentos culturais que a filha de Sérgio Buarque de Holanda, a irmã de Chico, de Miúcha e toda família Buarque de Hollanda têm: sensibilidade extrema cultural.

Por amor a Dilma, à sua pessoa e ao Brasil, a Presidente tem de ouvir a Voz dos Artistas.

Na Ditadura fomos calados pela Tortura, Censura, mas sempre pudemos construir com as estruturas de Poder uma Arte Pública avalancadora de um Brasil mais que sem Miséria, luxuriosamente rico na Cultura Pública, Social, Politica.

Estamos na Idade da Inteligência, coincidindo com a bancarrota da Ordem Neoliberal do mundo das Energias Devastadoras.
Estamos vivendo um fim desta Idade Mydia, em que os Estados ainda são submissos à sociedade Mercantil de Espetáculos. Estamos próximos a um Renascimento.

Um país como o Brasil não pode estar drogado pelos peidos das celebridades, pelos chiliques dos reality shows, pelo fundamentalismo evangélico.

Por não tocar na Cultura em sua eleição Dilma deixou que este lugar nobre fosse tomado pelo besteirol moralista de um findamentalismo político. Quer que o Brasil vire um Irã de Jesus!?

Há políticos que não engolem a Arte Popular Orgyastica e Anarquista brasileira e querem levar para o povo a cultura falida da idade Mydia: o Palco Italiano por exemplo. Há exemplos de Políticos que acham que o Povo deve ter acesso à mesma mediocridade da Cultura Enfeite que a mediocridade Burguesa e Pequeno Burguesa produz no Mercado Cartorial da Arte Careta. E vêem nisso uma forma de Justiça Social.

Há grande Valor Econômico na cultura das massas, que já há muito fabricam os “finos biscoitos” oswaldianos, produzindo dinamização do Crescimento Social, Estético e trans-humano de um Povo. Sentimentos culturais motores do desejo desta Mudança de Era.

Não vamos marcar passo com falsas polêmicas.

Vamos direto aos Tabús.

E fazer deste ano do Dragão um ano de Grande Prosperidade da Vida Cuidada Culturalmente, sem o chicote dos cortes e da escravidão à uma Burocracia que se mete na área da Cultura, que quer nos escravizar, miserabilizar. Não suporto mais esta Tirania da Burocracia que sofremos todo 1º Ano do Governo Dilma.

Nós Artistas, nós Povo Brasileiro, temos de trazer a Revolução que os árabes trouxeram de Volta, dando ênfase na área em que o Brasil é poderoso, rico, brilhantes: a CULTURA Antropófaga, Mestiça, progressiva, universal. A Babel que deu certo.

A MAIOR ARTISTA DA CRÍTICA DA ARTE DO TEATRO BRASILEIRO, MARIÂNGELA ALVES DE LIMA, ESTÁ SENDO DEMITIDA PELO “ESTADÃO”

RAZÕES DA ARTEFOBIA DO PUBLICOMARCADO DO MERCADO? OU O Q?

Achei muito estranho o fato do “Estadão” estar demitindo a maior crítica de Teatro do Brasil: Mariângela Alves de Lima.

Mais que amor à primeira vista, com Mariângela senti no nosso primeiro encontro, na cena, atuando em “Gracias Señor”, a comunhão de uma irmã animal, que buscava naqueles tempos de escuridão, a Luz onde quer que ela se encontrasse.

Aliás o etherno Luis Antônio Martinez Corrêa, Luix, como pronunciam os meus irmãos, e entre eles o arquiteto João Batista Martinez Corrêa, são como ela, cancerianos, buscando sempre esta Luz, que esta minha outra irmã, em seus territórios de ação, percebo neste instante que escrevo, busca.

Nosso esbarrão foi em 1972, no auge da repressão da Ditadura Militar, no Teatro, no Subterrâneo do Ruth Escobar.

Tinham acabado de arrancar os dentes dos ferros piramidais de “O Balcão”, de Vitor Garcia, e o arquiteto Lina Bo Bardi, criadora da Arquitetura Cênica de “Gracias Senõr”, ou “Revolição – Lição de Voltar a Querer”, foi comigo ver o espaço.

Lina pirou!

Não tinha mais poltronas! Nas paredes, tijolos quebrados, desvestidos da massa corrida, formavam uma caverna arruinada! Um paredão de pé-direito muito alto, pintado de negro, mas todo descascando!

Era exatamente o espaço cênico em que nós brasileiros, aquele ano, estávamos confinados, postos à força contra o Paredão sem saída de Fuga. Nossa geração nas prisões, torturados nos porões encobertos por cenografias fakes de muros que escondiam as Portas de Entrada no Inferno e nos sanatórios em que se lobotomizavam os dissidentes.

Lina imediatamente deslumbrada sacou: “Não precisa fazer nada. A Arquitetura Cênica do “Gracias Señor” é esta, é o que a peça chama de TeAto, não mexam em nada!”

Em cena topei com Mariângela, na parte além da Morte do desejo reprimido, na Barca de Serafim, no Sonho da União dos Corpos, na Orgya.

Senti que estava diante de uma sensitiva. Mariângela, uma jovem de 24 anos, estava em transe lúcido: tremia, tinha os olhos transbordantes d’águas e um vermelho vinho vibrava vivo em todo seu Corpo.

Não estranhei nada quando voltando do Exílio comecei a ler suas extraordinárias críticas no Estadão.

Lia a mesma sensitiva, com percepção aguçada do cerne do que via: do teatro em si ou não, de cada peça que observava.

Mariângela nunca julgou ou julga, nunca “prestou serviço” para os clientes do jornal, como todos os críticos da época, inclusive a Velha Senhora Bárbara Heliodora, a grande Empregada dos valores do Teatro pequeno burguês.

Mariângela ilumina com sua sabedoria sensível. Especifica o fenômeno teatral “em si”, interpreta o que tem à sua frente, ilumina o trabalho dos Artistas.

Depois de suas críticas os nossos trabalhos como que ganham a tão necessária percepção do outro, do artista, do público amante da Arte em si.

Próximo a ela antes estava Ian Michalski.

Ela retoma a tradição dos grandes críticos, como Décio de Almeida Prado, Sábato Magaldi, Paulo Francis, mas já sem a crença que o teatro brasileiro havia começado com Padre Anchieta.

Nunca foi fundamentalista do teatro Realista, de costumes. Não é fundamentalista do realismo das peças para a classe média. Tem a a paixão pela ressurreição do Teatro como Grande Arte.

Será que foi demitida por estas qualidades de ser independente, não empregada do jornal e de grande parte dos leitores deste?

Mariângela é uma das raras artistas da Crítica.

Ela, que foi ver todas as peças do Teatro Oficina Uzyna Uzona a partir de “Ham-let”, coisa que os críticos que fazem parte do júri do Prêmio Shell e da APCT, atualmente já não  fazem. Viramos agora fantasmas, para estas pequenas mediocridades instituídas.

Nenhum crítico desses escreve mais sobre nosso trabalho, reconhecido mundialmente para a ressurreição do Teatro.

Ela viu e vê tudo. O Estadão tem outro crítico, que revelou-se um puxa-saco da família Mesquita, querendo rebaixar o teatro antropofágico para exaltar a dramaturgia realista do  maravilhoso diretor da EAD, Alfredo Mesquita.

Na Folha de São Paulo Nelson de Sá, Sérgio Sálvia, Mario Vitor, que enobreceram lá a crítica, foram sucedidos por críticos empregadinhos do jornal, e sem cultura teatral nenhuma. Até a chegada do ótimo crítico Luis Fernando Ramos.

Destes críticos ficamos com ele e Mariângela na ativa nestes últimos anos decisivos, em que apareceram Companias muito fortes em Sampa. Nem dá pra citar nomes, é uma Florada. O Teatro vive um renascimento ignorado pelo mainstream do Teatro de Costumes, teatro pequeno burguês de auto-ajuda, boa consciência, careta.

Toda esta revolução subterrânea, que não sai nos grandes anúncios horrendos dos Guias, está sendo percebida pelo olhar vidente de Mariângela como pontos luminosos prestes a iluminarem juntos o Eterno Retorno do Poder do Teatro como Arte, em Sampa Paratodos! Percebeu até essa revolução numa peça do Teatro Comercial: a última peça dirigida por Monique Gardenberg. Mariângela fez uma crítica que me fez ver o que não pude ver por estar trabalhando nos mesmos dias. Vejo que ela vê a Beleza que pode brotar até no mainstream global.

A escrita de sua crítica de “Cacilda!” – lembro-me de quando lemos – parecia jorrar em cachoeiras infinitas sobre nós. Chorávamos rindo de Alegria e Beleza do texto. Se ela sente Arte, ela multiplica em mais Arte.

Interpreta em vez de julgar, que é o que o Artista faz. Por exemplo: nos revelou na sua crítica da “Macumba Urbana Antropófaga”, que já não somos mais vingativos como o jabuti, mas estamos em 2011 a acreditar nos sinais. Colhendo palavras do texto de Oswald fez perceber ao público e a nós mesmos os rumos atuais do Oficina Uzyna Uzona.

A maioria dos nossos espetáculos ela foi ver duas, ou até três vezes, antes de sair a crítica. A da “Macumba” saiu no último dia da peça. Mas valeu pelo brilho poético do que percebe como Arte.

Neste dia o Teatro Oficina, no início da Macumba, estava lotado do lado de dentro, e fora estavam 400 pessoas.

Nós tiramos a peça de cartaz para reensaiar “Bacantes”, que faz o Gran Finale do “Ano do Brasil na Bélgica’, em janeiro de 2012, mas vamos voltar depois do Carnaval, com a crítica de Mariângela abrindo alas para as novas temporadas da “Macumba”. Como ela sempre demora pra escrever a crítica de nossas macumbas, ficamos putos, muitas vezes, mas quando chega, entendemos.

O tempo dela não é o do rebanho.

Mariângela é a Crítica Artista, o João Gilberto da Crítica do Teatro Brasileiro. Só cria em seu tempo, não de encomenda. É vital para o “Estadão” dar epaço para esta Crítica Artista. Ela é como João. O que produz nas letras, no jornal, tem a mesma maravilha da visão divina do criador da batida da bossa nova.

Porque desperdiçar um ser desta dimensão?

Ela fora do jornal vai continuar escrevendo por ser mesmo uma compulsiva grande Crítica de Teatro, como Harold Bloom, Ian Kott. Mas e nós que estamos criando o teatro de que a mentalidade pequeno burguesa do rebanho tem medo, não entende, nem quer entender? Como ficamos sem Mariângela num jornal da importância do “Estadão”?

E como fica o “Estadão” sem uma Artista desta vitalidade?!

Será um sintoma desta época que tem medo da Arte, que só pensa no rebanho mercantil, que vai se drogar no Teatro pra ver de perto os artistas de TV? Que tem horror e ódio do Teatro que fazemos? Que dão bandeiras até de artefobia, de oficinofobia?

É um fato histórico no Teatro-Arte Brasileiro esta demissão de sua melhor Crítica. É mais que justo que seja revisto pela direção do jornal, ou assumido como uma submissão à  pressão da mediocridade burra do público consumidor do Mercado de produtos descartáveis.

Submissão aos moralistas, aos que não querem o Teatro que toque nos Tabus do Desejo de todos nós bichos humanos, sem importar a classe social. Aos que não querem abandonar os privilégios de sua Imagem, de seu Padrão. Aos que não querem transfigurar-se com a Arte Libertária do Teatro. Aos que mantêm os padrões de opressão ao bicho humano que sai do seu papel miserável na Sociedade de Espetáculo, em pleno desabamento.

Eu gosto muito das páginas do Caderno 2. Adoro os dois críticos de Cinema e o Quiroga me dá sempre toques necessários. O Loyola, o Jabor, o adorável Daniel Piza – apesar de nunca ter aparecido no Oficina e ter um certo preconceito comigo – e todo o “time” de craques como Antoninho Gonçalves, Roberto da Matta, João Ubaldo Ribeiro, Marcelo Rubens Paiva, Luis Fernando Veríssimo, Jota B Medeiros (muito importante, nosso aliado), Ubiratan Brasil. Gosto da importância ganha pela Música nas páginas, etc…etc…

Mas pergunto: porque fazer isto com o Teatro? Com a Arte Teatral ?

Ela está emergindo com muita força, vinda dos terremotos da Era Capitalista Liberal, que nunca soube apreciar esta Arte.

A Arte que Mariângela cultiva, como a música de João, vem vindo, com a Economia Verde, saltando os obstáculos de sua chegada com a rapidez da Internet.

“Estadão”, por Cacilda Becker! Não cometa esta injustiça contra as leis de Antígone, as leis transumanas que a Arte de Teatro há milênios cultiva para o não desaparecimento da espécie humana, em extinção na caretice do rebanho.

José Celso Martinez Corrêa

Regente dos Coros do Teatro Oficina Uzina Uzona em direção à Arte do Teatro de Estádio Oswald de Andrade.

Ió! Ana de Hollanda

Ministra Coroada pelo Touro Dionísios

Ana neste momento cria, luta, age, 
juntamente com o Embaixador do Brasil na Bélgica,
para que no final do “Ano do Brasil na Bélgica”
aconteça nos dias 13,14 e 15 de janeiro de 2012 
“Bacantes”
com tudo que o Rito de Origem do Teatro precisa.

O diretor do Theatre de la Place
Serge Rangoni
pretendia suspender as apresentações de “Bacantes”
alegando falta de tempo para montar o Hard da peça em época Natalina.

Aqui no Brasil, Ana mobilizou toda sua equipe ligada à Europália
para que juntamente com a Equipe de Produção e Equipe Técnica do Uzyna Uzona,
lideradas por outra Ana, a Rúbia,
criassem as condições para que o deus do Teatro Dionisios e seu Tyazo,
gozassem a Vitória de exportar para a Europa o Vinho “Torna Viagem” DIONÍSIOS,
na atuação do carioca de Grajaú, 1º Ator do Teatro Oficina Uzyna Uzona, Marcelo Drummond, em seu 25º ano de vida dedicado à chegada
no Teatro Brasileiro de DIONISIOS,
fazendo assim o retorno do Teatro Brasileiro
ao Poder Antigo das Arenas,
Teatros de Estádios da TragyComédiOrgya.

Evoé! Ana de Hollanda !
Evoé! todo Tyazo do Minc que trabalha na Europalia
Evoé Embaixador Maia Amado

José Celso Martinez Corrêa
Presidente da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona

Amor Ordem Alquímica Democrática Progresso Verde

Foi me enviada uma enquete com nome de Senadores e Deputados para ser feita a votação dos parlamentares que mais representam a população, os que mais se destacam na defesa da Cidadania, da Democracia, do Consumidor, dos Municípios, na Segurança Jurídica, na Qualidade de Vida e na Promoção da Saúde.

Mas não havia a pergunta sobre qual representante nosso mais luta a favor da defesa e promoção da Cultura no Brasil.

E há uma omissão preconceituosa do nome do deputado Tiririca, que talvez seja um dos raros representantes nossos lutando pela Cultura.

Senti uma falta de sensibilidade Cultural total nesta enquete.

Porque não se pergunta qual o Deputado ou Senador que mais destacou-se na defesa da Cultura ?

Eu queria poder votar no deputado Tiririca, que faz parte da Comissão de Cultura, e que mesmo sendo quase analfabeto revela mais sensibilidade cultural com a qual os programadores desta enquete nem sequer sonham.

Ainda é tempo.

Incluam na enquete esta pergunta sobre o Congresso, o Senado, diante da Cultura.

Cortar a Cultura é cortar a Vida, o Cuidado, o Cultivo da Vida Viva ao Vivo com ARTE.

Ainda mais no momento em que o Brasil cresce, se projeta no Globo e tem sua Cultura como Produto de Exportação extremamente desejado em todo Planeta.

Este deprezo ao tópico CULTURA já virou lugar comum. Basta constatar o corte de 2/3 no Ministério da Cultura, em que Gilberto Gil e Juca Ferreira, através de uma gestão revolucionária no Governo Lula, conseguiram a maior destinação de verba para a Cultura de toda a História do Brasil.

Este prêmio para mim não terá grande valor se não levantar-se esta questão de vida ou morte da Cultura, que é de onde vem tudo.

Somos nós seres terrenos que através da Cultura criamos o Estado, o Socialismo, o Capitalismo, a Especulação Financeira, assim como a Medicina, a Poesia, a Política, a Arte etc.. Somos nós que podemos pela Revolução Cultural fortemente presente na Cultura Antropófaga Mestiça do Brasil acolher agora a Economia Verde que está impedida por Tabus Culturais que nós mesmos criamos e que, somente nós mesmos, através de novos valores da Cultura atual, poderemos transformar em Tótem.

Exemplo: o Drama Ridículo do Tabu da Maconha.

Queima-se esta planta preciosa como se queimava o café nos anos da crise de l929. É um crime contra a Natureza, a Economia e a Cultura.

Não sou a favor somente da descriminalização desta planta Sagrada, que muitos religiosos chamam de “Santa Maria”, isto é, de “Nossa Senhora”, mas da liberação de sua produção como Agronegócio, para trazer uma riqueza Econômica incomensúrável para o Mercado Interno e de Exportação.

Esta Produção seria controlada na qualidade pelo Ministério da Saúde, e seu uso esclarecido pelos Ministérios da Cultura e da Educação.

A Cezalpina, árvore sagrada do Oficina

Não poderia cair nas mãos da Souza Cruz, mas sim nas das Organizações Populares, para estar a favor dos que hoje são chamados “aviões”, que vivem correndo risco de vida  pelo que significa a proibição da Maconha para rentabilidade da Indústria Armamentista.

Os Traficantes seriam Comerciantes dignos pois estariam comercializando um produto que tem qualidades médicas indiscutíveis, e que tem inspirado todos que produzem Cultura em todas as Áreas. E o fariam sem a “Noia” do Tráfico proibido que obriga a arrancar a planta antes do tempo, colocar amoníaco, e enfim desnaturar a sacralidade da natureza da Planta.

O povo de Cinema, Teatro, Música, Artes Plásticas, Dança, Literatura, Jornalismo, Novelas, etc., cria e inspira-se com esta dádiva da Natureza para nossa Criação.

Um Imposto sobre o Produto deveria vir para a Área da Cultura, bastante empobrecida e impedida de realizar seu enorme potencial Criador, Inovador, Econômico, neste momento, em plena Era da Inteligência e da Criatividade.

José Celso Martinez Corrêa

Diretor, Palhaço Ator, Compositor, Poeta Dramaturgo do Fim do Drama na TragiCômédyOrgía