arquivo

Macumba Antropófaga

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foto: Nancy Mora

Sou Cégo d’Teat(r)o

q vê

da Terra do Bixíga

onde Teatro

em se plantando

sempre deu

a quem se dá 

mas…

q está $ercado

por $oldados Engravatados Executivos Executores

do Holocausto Repetitivo

do Direito Romano de Propriedade

q diferença existe

entre fundamentalistas destruidores de Santuários,

cortadores de Cabeças

y

os Fundamentalista$ da Especulação Imobiliária Néo Bandeirantes:

Caçadores Destruidores de santuários y cortadores d cabeças q não querem ser capturadas?

 

Estes pretendem destruir o último pedaço de terra livre do Centro d SamPã.

Pra isso tem de Cortar Cabeças

d Artistas,

d’ Autoridades d Defesa do Patrimônio,

d’ Jornalistas das Mídias, Midiinhas, Midionas,

d’ Cabecinhas, Cabeçonas

q não cabem nas suas toscas estruturas de captura:

no seu Carandirú Pobreza

“Trê$ Torre$ Prisões

Nessa Terra “perdida

há Cabeças Coroadas de Héras, se Fazendo ,

se dando às mitolo(r)gias

q os povos noite y dia

criam,

cantam,

dançam,

na terra

no ar

pássaros voadores

des-assombrando

pensamentos livres

q vôam

mas

q sabem se erguer do chão

com seus Bastões,

Tyrsos Báquicos

y conceber suas estratégias

num piscar da voz da

Marechal de Nossa Tropa:

Madame Morineau:

O Teatro Recuou, Meu Filho! Ohpuf …realmente…

No, No, No, assí no dá …

 

Ah! E aí, sentir o desejo de passar do “recuo” ,

ao AVANÇO

com seu Bastão de Bacantes y Satyrxs Guerreirxs

y

proferir na própria carne

a palavra mágica Ham-let:

AÇÃO

Estes tem o Phoder de enfrentar estes Exército$ de Pentheus y Drs. Abobrinhas

 

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foto: Mário Pizzi

 

Ió! Os Artistas de Todas as Artes

 

Ió! Gente q phala pra Gente,

Na língua direta de Gente,

 

Ió! Dytirambistas (todos os Tambores)

 Músicxs

Arquitetxs, Urbanistxs, Cientistxs, …

Façam esse favor pra todos…

Mas a Protagonização da Arte Aglutinadora Física dos Teatros onde Todos

os Teatros são nossos Teatros

é, quer se queira ou não,

a gente de teatro

mesmo combalida.

É só se apoiar no Tyrso d Dionisios y ficar de Pé Dançante

Somos peões satyrxs de SamPã

da Tropa de Choque Cultural q pode Acordar

no Bixiga

não só o Brasil,

mas o Mundo.

 

IÓ! Amantes d Dionizios do Mundo Inteiro,

Vamos criar uma Orgya da Arte d Teatro do Bárbaro Tecnizado Total da Terra!

 

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foto: Mário Pizzi

 

 

IÓ! Estrategistas d todas as Artes

 

IÓ! Amantes do estar em cena com o Público diretamente

 

IÓ! Anônimos nas revistas caras, esbanjando poder de aventureiros teatrais nos teatros de rua, cultivando as Metrópoles engasgadas quase subterrados;

 

IÓ! Cooperativas de Teatros q se tornam Comunas Teatais

 

IÓ! Celebridades de Televisão q tem Sangue de Teatro no Corpo

 

IÓ! Poder da Imaginação, d Atrizes, Atores, Palhaços do Brasil y do Mundo

 

Muitos me perguntam

como ajudar” ?

 

Não, ajuda”, não,

não tem “ ajuda

nem dar uma força,

mas atuar

até se espatifar

pra poder voar

 

IÓ! É o Xamado Báquico

À Massa d Sangue dos Corpos em Possessão q vem se juntar aos Posseiros impedindo os Carrascos da Propriedade Privada

É o q

TIRIAS

Vê hoje

 

Terça-Feira GORDA DE CARNAVAL DE 2016 em SamPã

Entrevista dada ao SESC, em Campinas:

– A peça Macumba Antropófaga tem duração de 5h. Há alguma preparação especial para ficar tanto tempo no palco? Pessoalmente, como você se sente passando esse tempo em frente ao público?

Não passamos este tempo “em frente ao publico” (saimos do Palco Italiano desde “O Rei da Vela” em 1967) mas com o Público que nos cerca na arquibancadas de onde pode vir atuar, macumbar conosco.

Entre o  Público & Artistas, Tecnos, resulta cada dia uma surpresa, por que nos abrimos para a criação de uma energia comum, conquistada cada dia pelo Roteiro-Paixão da Peça, pela nossa Atuação conjunta com o Publico desconhecido que chega em cada noite, como um Amante.

Mesmo os que não saem das Arquibancadas, não vêm para a QUADRA, no Teatro de Estádio, não ficam “assistindo”.

O Encontro nosso com o Público, com o Espaço Arquitetônico, com o que se passa naquela noite no mundo e no Cosmos, cria uma Energia Nova  que vem até também do Público que não desce à Quadra para atuar. Eles também emanam seu tesão,  até os turistas sexuais.

A Contaminacão é geral. A atuação dos Jogadores: Atores e Atrizes, sempre Cantores, Dançarinos, Feiticeiros, Poetas, dos Sons produzidos pelos Músicos Analógicos ou Cybers, a Luz, as Imagens Projetadas e o “MANIFESTO ANTROPÓFAGO” encenado como MACUMBA criam um Universo Irresistível, ou você está ou não está.

A Grande preparação são os ensaios em que trabalhamos nossa concentracão de atletas afetivos, para excitarmos a nós mesmos para nos Transfigurarmos como Atores-Atrizes-Musicos–TecnoCybers-Contra Regras-Câmeras-Cantores e Dançarinos todos, para podermos dar ao público nossa Arte, a que nos excita, a que nos penetra, nos perpassa para o ator da Multidão chamado: Público.

Para  o Espaço Urbano, Cósmico, também.

Hoje a Lua Cheia por exemplo nos inspira muito a nos preparamos para os “Bichos Humanos” de Campinas, que queiram algo mais do que a rotina de um jogo careta já feito.

– Seu trabalho tem forte influência do Movimento Antropófago, de Oswald de Andrade. Como levar essa estética aos palcos?

Nós somos na atuação Antropófagos mesmo, temos de incarnar nosso Elo Perdido com nossos ancestrais que estão no nosso DNA de Humanos Mundiais. Vivemos a Antropofagia que já está em nós, pois somente ela nos une como “Bichos Humanos” do Mundo Todo. Todos temos os Índios, no caso Paulistano os Tupys, dentro de nós, então temos que entrar no Rito deles em Cena.

Não comiam o Corpo Humano,  por Fome, mas para deglutir o que existe de forte em quem vem contracenar conosco, Comemos também nossos “entes” queridos como nossa diretora de Vídeo Elaine Cezar, assassinada por um câncer. Criamos uma cena para ter Elaine dentro de nós, comendo pedacinho por pedacinho dela, pra ficarmos bem juntinhos.

– Como “Macumba” nasceu?

O nome nós escolhemos de propósito, porque é Tabú. Mesmos os de Candomblê, de Umbanda, não gostam muitas vezes de ser chamados  de “macumbeiros”. As pessoas dizem que “macumba” é feita para o mal.

Oswald nos aconselha a ir direto nos TABUS para transformá-los em TOTEM. No que é Proibido, para invertê-lo e transforma-lo em Fonte de Liberdade e Novas descobertas sobre a Biodiviersidade Humana.

A Macumba é fonte de muito preconceito, mas ela nos transporta para outra relação humana, fora da burocracía dos relacionamentos hipócritas, tediosos, papai mamãe, cerebrais.

O Rito de Dionísios nas “BACANTES” é uma Macumba. Eles chamavam de DYTIRAMBOS, que é um ritmo e um dos nomes de Dionísios.

O canto-dança, de amassar uvas com os pés, dançando e cantando em transe em torno do fogo, incorporando Mithos e Entidades, fez com que nascesse  o Teatro e os ritmos como o Rock, o Samba, o Maracatú, o Reggae, Hip Hop, o Funk, enfim a batida que é a Cultura Hegemômica no Mundo Atual. Tudo mexe, tudo róca, tudo samba e tudo é Macumba Teato.

É um Ritual de InCorporação, nada cerebral, não é para assistir, é pra ir junto na lucidez do transe vindo do Tambor.

– Quais as novidades para a temporada 2012?

Mudou completamente o que era a Macumba 2011, porque o mundo mudou excessivamente. 2012 não é mais 2011: A Crise Internacional, as Catastrofes… Dilma não mais Lula, enfim o Teato é uma Arte filha do tempo e da Ethernidade.

Para ser eterna ela tem de estar plugada no Etherno Presente, no aqui agora, no hoje, sempre.

Para este ano faremos em OUTUBRO no terreno que Silvio Santos nos passou em Comodato por um ano “AKORDES”

de Bertolt Brecht e Paul Hindemith, devidamente devorados pela ANTROPOFAGIA. E vai durar somente 90 minutos.

Peparamos também a

“COPA DE CULTURA DE 2014 NO TEATRO DE ESTÁDIO OSWALD DE ANDRADE”

– Faça um resumo da peça, contando um pouco sobre seu enredo.

Criamos 1º com o Público uma Roda de Dytirambo, isto é de “MACUMBA”. Esquentamos os corpos do público que nos aguarda para a 1ª Cena de Peça que é justamente o Plantio de Sementes, em que o público canta conosco um Canto de Plantío, num ritmo Indú. Semeamos então no Jardim do SESC votos para o exito da  “COPA DE CULTURA DE 2014 NO TEATRO DE ESTÁDIO OSWALD DE ANDRADE”.

Passamos a um Canto Enfeitiçador Tupy e vamos com o público para o Restaurante TROCA-TROCA’S , onde o CORO da peça e o CORO da Multidão = Público, se instala: na Região da Piscina, espaço do Restaurante onde Oswald e Tarsila vão descobrir o elo perdido com a Antropofagía.

Nós do Coro e do Publico vamos induzindo a Cena.

O Casal mais bonito, mais rico, mais chic de São Paulo de 1928, chega  de carro, com chofer fardado, anunciados por Miss 1928 a Atriz Vera Barreto Leite.

Entram Tarsila do Amaral (Letícia Coura) e Oswald de Andrade (Marcelo Drummond), recebidos pelo Garçom de Cabelos Verdes: Ganimedes (Roderick Himeros) que lhes serve ABSINTO COM FOLHAS DE OURO. Logo a seguir volta trazendo uma Bandeja onde há uma abóbada tampando o prato, como uma cuia de feitiço, no que o garçom Ganimedes dá uma virada de 180º de hemisfério e revela o prato com as rãs. Tarsila vestida de Longo Fashion 1928, Oswald de terno e gravata 1928, descobrem na forma do corpo das rãs a semelhança com nossos corpos de bichos humanos.

Desnudam-se de seus Galas Fashion para comparar o próprio corpo com o das rãs e as devoram, descobrindo a  ANTROPOFAGIA.

Correm para o Atelier de Tarsila, na quadra onde será jogada a peça. O público os segue. Eles fazem a FÓDA DOS ESTETAS, DOS POETAS e Tarsila pinta Oswald nu, com seus peitinho e seu Pauzão Brasil.

Os Tupys invadem a cena num deliryo e vão alucinando Tarsíla e Oswald.

Ela começa então pintando sobre a pintura nu de Oswald: O ARAPORU (O HOMEM QUE COME O HOMEM), o quadro mais valioso do Brasil.

Por outro lado, Oswald começa a escrever o Manifesto Antropófago num e-Book com carne animal e vegetal, como um “Cozinheiro das Almas”.

Entra em cena o Pagé Morubixaba (Zé Celso) que ordena a caça de Oswald. É um sonho de Oswald que vira Hans Staden, apaixona-se por Pagú (Camila Mota) e então acontece todo Ritual Sagrado da Antropofagia, de endeusar a Vítima que vai ser imolada.

Hans Oswald, está amarrado, e vai ser morto pelo proprio filho Macunaíma (Roderick Himeros), enquanto rebela-se diante do PAGÉ até ir compreendendo o RITO e aceitar que o Filho o Mate com o TACAPÉ, como a um deus!

Oswald desperta do Sonho, e vendo os índios descobre que encontrou o Elo Perdido com o Primitivo e declara

”Não sou mais modernos. Sou o 1º Poeta Pós Moderno”

Aí começa a encenação do “Manifesto Antropófago” em si.

Não é bom contar tudo, pois o público vai viver um SONHO ANTROPOFÁGICO SURREAL, E VAI SE IMPRESSIONAR ….

– A macumba em si é ainda mal vista entre a população. Porque então escolher este nome para o espetáculo?

Com já disse acima, por isso mesmo. A Arte, a Cultura ou desestabilizam as visões dominantes, com formas estéticas novas ou não é nada. O Teatro é o oposto do Dep. de Marketing, ou das Novelas. Ele não dá aquilo que os marketeiros acham que o público está querendo, dá o oposto.

– As pessoas fazem macumba por algum motivo. Qual seria a finalidade dessa macumba antropofágica?

Esta foi feita para darmos um salto na nossas Associação de Artistas, a OFICINA UZYNA UZONA, assumindo o MANIFESTO como Estatutos da UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA, que vai construir com todo um movimento popular cultural, o TEATRO DE ESTÁDIO E A OFICINA DE FLORESTASesta vai esverdear todo Bairro do BIXIGA, pois iremos ocupar todo um quarteirão próximo à “Casa de Dona Iaiá”, ao TBC, à rua dos Craqueiros, à Rua Ricardo Batista onde morou o Oswald e escreveu sua última obra.

Mas acima de tudo, fizemos a “MACUMBA ANTROPÓFAGA 2011 e 2012” para nós mesmos, para  nos excitarmos em transmutar nossa própria visão de mundo, e encaramos um Salto no Teatro Brasileiro e Universal.

Todos no mundo tem o DNA dos primitivos. O Índio é nosso universal de BICHOS HUMANOS – somos todos iguais. Foi isso que os povos vestidos do Hemisfério Norte perceberam quando toparam com os Índios Pelados: Somos todos Iguais e essa descoberta do “Manifesto” a “Macumba”  vai trazer.

– Até que ponto o manifesto de Oswald teve validade na arte nacional?

Tem validade Universal.

Hoje as melhores Universidades no mundo todo, estudam a Antropofagia a partir de Oswald. O grande livro sobre a Tropicália, que aconteceu com o relink a Oswald e a libertação do Padre Anchieta, chama-se “Brutality Garden” de Chris Dunn, professor na Universidade de TULANE em New Orleans. Há tradução da obra com o mesmo nome “Jardim Brutalidade”, feita pela Editora da UNESP. O nome é um verso de um Poema de Oswald.

Os povos do Hemisfério Norte tem dificuldade de lidar com as diferenças culturais, caem no racismo ou na política de cada macaco no seu Galho, quando falam em Grupos Culturais e Étnicos que podem conviver, mas não cruzarem suas culturas.

O Povo brasileiro quando se descoloniza da influência Européia, da Americana, torna-se o que ja é:  naturalmente antropófago. Come de tudo. Mistura Tudo.

A antropofagia de quando a obra foi lançada é a mesma de hoje? Por que?

Uai, a Antropofagia é um retorno ao Primitivo, mas Tecnizado, Cyber. Desejamos a liberdade de  descolonizar nosso corpo da visão cabeça, e reaprender a cheirar como os cachorros, ver como as águias, pensar com todo nosso corpo, pés, sexo, estômagos, tudo tem inteligência, animados pela anima da Civilização contracenando de outra maneira com a Natureza. Não adianta querer matar a Natureza em nós, nem querer que a Natureza não esteja também dentro de nossa Civilização.

O Advento da “Economia  Verde”, do eterno retorno, transtorno, ao natural que é alem do bem e do mal.

A Natureza é Cruel e Generosa, mas não pode ser aprisionada nesta robotização evangélica da especie humana. Isso é a extinção da espécie humana.

Somos todos ainda “bichos humanos” iguais.

– O teatro oficina está completando 50 anos. Como foi manter a companhia durante tanto tempo e qual a auto-avaliação que faz do trabalho apresentado por ela nessas décadas?

É um milagre, fruto de DESEJOS FORTES, VONTADE DE PODER, nós sermos a Cia. mais antiga do Brasil.

Temos 53 anos. Por aqui passaram muitas gerações que deram seu melhor, tudo, enquanto aqui estiveram e fizeram esta juvenilidade presente do Oficina Uzyna Uzona até hoje.

Amo  todos os trabalhos feitos, como frutos, filhos, netos ou bebês….

E agora iniciamos um momento novo de crescimento com a expanção de nosso espaço físico no ANHANGABAÚ DA FELIZ CIDADE. Hoje mesmo falei com Renato Borghi para voltarmos a trabalhar juntos. Seremos em breve uma OS (Organização Social), e poderemos fazer convênios de 5 anos com o Estado de São Paulo. Já é mais que tempo. Hoje estou voltando de uma visita que o secretário da Cultura, Marcelo Araújo, fez ao Teatro visando esta nova fase em que superaremos nosso principal problema destes anos todos: a instabilidade financeira para as pessoas que querem fazer teato e trabalhar aqui com muitas outras.

Queremos trabalhar com a condição econômica não muito distante dos jogadores de futebol, e dos atores de novela.

Esta estabilidade propiciará ensaios mais rigorosos, treinamentos, e divulgacão para o imenso público em potencial que existe para o Teatro.

Nós queremos colocar o Teatro como Futebol das Paixões Humanas, uma vez que o Futebol já é uma Cultura Domesticada.

– E o público mudou nesse tempo todo?

Muito. Nosso público por enquanto é todo jovem, não  pode pagar ingressos de custo elevado e vem ao Oficina Uzyna Uzona para INICIAR-SE .

A Burguesia, e a pequena burguesia, não vem por enquanto ao nosso teatro, pois acham desconfortável, tem medo de serem tocadas pelos atuadores, acham as peças longas demais. Tem vergonha do Corpo… por enquanto.

Mas isso vai mudar, pois Teatro é pra todos: DIONÍSIOS NÃO BARRA NINGUÉM.

– Mudou alguma coisa no modus operanti de fazer teatro da fundação do oficina para agora?

Totalmente depois de “REI DA VELA” e do CORO da peça “RODA VIVA”

O que seria diferente?

Abandonamos o velhíssimo Palco Italiano, que continua sendo reconstruindo. Os arquitetos dos CÉUS, queriam fazer um teatro de multimeios e multiusos, inspirados na Obra de Lina, mas a prefeita Marta Suplicy exigiu que os Palcos fossem italianos, alegando que o povo deveria ter as mesmas formas de diversão que a burguesia tem. Como o povo frequenta Festas, Cadomblê, Umbanda, Carnaval, está equivocada esta percepção. Os momentos mais sofisticados da Arte Teatral foram ligados a movimentos populares extremamentes exigentes estéticamente, como os primeiros anos de ARTE PÚBLICA na Revolução Russa.

Mas a Burguesia exige este distanciamento para o público das periferias também, como fazem os evangélicos que modelam os que querem subir nesta sociedade em ruínas.

Bom é um Teato proximo ao baile funk. O povão adora o Teatro que fazemos, como tivemos provas nos “OS SERTÕES” 5 espetaculos que somam 5 dias 27h, nas DIONIZÍACAS  com 4 peças, em Tendas para 2.000 pessoas instaladas em Bairros Periféricos.

Em Peixinhos, bairro da perifería entre Recife e Olinda, até o chefe do Tráfico ficou pelado.

Aliás  nunca tivemos Palco, nosso primeiro Teatro era de duas plateias do arquiteto Joaquim Guedes como é o SESC Pompéia hoje = teatro sanduiche.

Esse teatro foi queimado pelos Para Militares.

Flávio Império construiu  um Teatro com Palco, aberto, sem cortinas, Palco Giratorio, porque eu queria que o Oficina fosse o “Berliner Ensemble” de Brecht.

Mas veio “O Rei da Vela” e viramos antropófagos, nos libertamos do Palco de padre Anchieta, o Italiano, o púlpito, a cátedra, e caimos na Roda dos Rituais Indígenas, Africanos, Dionizíacos, cultuando um Teatro com PROTAGONISTAS (Ham-let, Dionísios, Cacilda, Tasirla, Oswald, por ex) CONTRACENANDO COM OS COROS TREINADOS E OS COROS DA MULTIDÃO.

– Como você vê a invasão dos teatros pelos chamados stand up comedy, principalmente no interior que não tem casas específicas para esse nicho e acaba tendo que “ceder” o espaço que seria de outros espetáculos para esse gênero? Qual a sua opinião sobre o gênero?

Adoro os programas e TV estive no “Agora é Tarde” com Gentili, nos apaixonamos. Temos o mesmo Humor Destronador e Ireverrente, nada correto politicamente.

No Teatro de Estádio vamos poder contracenar com estes comediantes. Palhaços como eu.

A Questão da predominância dos “ MONÓLOGOS” é obvio que é uma situação determinada pela falta de Investimento Financeiro em Teatro, então cada qual se vira consigo mesmo.

Acho chato, prefiro trabalhar com elenco grande, de todas as idades, classes, culturas e mídias.

–  Você é elogiado e ao mesmo tempo criticado por levar a nudez e escatologia aos palcos. Como recebe essas críticas e por que usar esses elementos em cena?

Não “uso” nada em cena, não “uso” nudez. Me deixo levar pelo que a Poesia das Paixões que chamo de grandes Peças de teatro me levam. Não poderia fazer o “Manifesto Antropófago” ignorando a Nudez, que é vista por Oswald como a inspiradora de todas as revoluções: do homem natural, da revolução franceza, do romantismos de Goethe e Shiller, do Bolchevismo de Maiakowiski e Meyerhold, da revolução Surrealista de Buñuel, até o BARBÁRO TECNIZADO DE HOJE.

Faz mais de 50 anos que as pessoas perguntam

Porque você “usa” a nudez em cena?

Eu perguntaria,

– porque você “usa” a nudez para fazer amor e filhos?

– porque você”Usa” a nudez para tomar banho?

– Porque você tem vergonha de seu Corpo?

– Pau pequeno?

– Porque você amaldiçoa justamente a Genitália que é de onde nós viemos?

Nós somos como os gregos e os índios brasileiros, adoramos a nudez.

Mas um corpo simplesmente nú pode até ser tão vestido quanto uma Muçulmana, como são as fotos da Play Boy, caras e bocas sem Eros,

As  vezes nas praias de nudismo parece que as pessoas estão vestidas de nú.

A atuação com este figurino que é a nudez é a mais difícil, por que ela precisa de ALMA, AGALMA, ANIMA que pra mim = TESÃO. Alma=tesão cor de rosa, pleno de energía do deus  Eros, quente, quantica, elétrica …. Ahhhh….

PARA VER COMO FORAM AS MACUMBAS PELO INTERIOR PAULISTA ACESSE O CANAL DA TV UZYNA NO LIVESTREAM

Não posso recomendar a ninguém a última edição de “O Santeiro do Mangue ou Mistérios Gozozos a Moda de Opera” de Oswald de Andrade pela Editora Globo.

Esta trai completamente o autor desta Obra Prima, forçando o final com um “Discurso Mensagem” de uma das Vozes da Peça”: a do o Vendedor de Santos: Seu Olavo, que faz um discurso militante comunista, no meio da peça, quando é preso por bater na Puta Eduléia.

Quem remontou esta edição finaliza a Obra como “Discurso Militante”, “Mensagem do Autor” e destrói o sentido Poético Religioso da peça, transformando-a num vulgar panfleto político, em que instrumentaliza a Arte para servir à uma Ideologia.

Transforma a Voz do seu Olavo na Voz Mono, na voz do Deus “Ex Máquina” . A Revelação do Mistério desta ultima edição da Globo, é um chavão stlainista ,vulgar , não do Autor,mas da personagem, reduz a peça á uma das vozes e torna a peça maniqueísta, militante, cuecona de esquerda.

Felizmente na Internet pode-se chegar ao trabalho excelente do acadêmico RENATO CORDEIRO GOMES, que pesquisou em profundidade todas as versões desta Obra, descobriu o sentido Plural das “Vozes” que Oswald criou na peça. Sua Tese já traz ná no título o que é esta peça: “CONTRAPONTO DE VOZES: A BIOGRAFIA DE O SANTEIRO DO MANGUE, DE OSWALD DE ANDRADE”.

Estudou as várias versões da peça, escrita e reescrita em muitos anos, e revela que Oswald cria uma “Sinfonia de Vozes” com as Personagens, as Entidades. Nesta última versão revela-se a religiosidade do “Mistério Gozozo”.

Por esta razão me senti no dever de postar no meu Blog a versão que encenamos, no Teatro Oficina. Foi a encenação da peça de 1984 do Oficina Uzyna Uzona, que trabalha exatamente com a Pluralidade de Vozes, e reserva a revelação, não como uma mensagem panfletária, mas com a ambiguidade dos Mistérios Divinos e Diabólicos da Vida.

É a peça que mais reflete o que Oswald chamava de “Sentimento Órfico Religioso”. O Poeta não acreditava em nenhuma religião instituída, mas sabia que todo ser humano, como ele mesmo, tem em si uma religação com o Mistério da Vida, que chama exatamente de SENTIMENTO ÓRFICO. Todo ser humano tem contato com os MISTÉRIOS das divindades celestes, terrestres ctônicas da Vida e da Morte.

É das mais delicadas Obras Primas do Teatro Mundial de todos os tempos.

Esta Peça em Feitio de Oração, para nós foi como o “MISTÉRIO DE ELEUSYS” para os gregos, que precedeu o NASCIMENTO DA TRAGÉDIA GREGA e para nós a TRAGICOMÉDYIORGYA DA ÓPERA DE CARNAVAL, na Phala e Cantos Mantras, das BACANTES.

Segue a versão encenada pelo Oficina estreada na Praça da Sé durante o Carnaval de 1994 que depois entrou em Temporada no Teat(r)o Oficina.

Na excursão que faríamos em Araraquara, minha cidade, foi considerada um vilpêndio à Eucaristia e fomos processados pelo Padre confessor de minha mãe. Quase fomos presos e condenados a trabalhos forçados.

Para baixar o texto clique:

MISTÉRIOS GOZOZOS A MODA DE ÓPERA – VERSÃO OFICINA 1984 – PDF 25 PAGS.

Fui acometido no fim de semana de um Cansaço Imobilizador que somou-se à Paranóia deste estado que é o do Fim do Xamã.

Eu q sempre tive a pressão muito baixa, a vi subir pra 14.

Aconselhado pelo Cardiologista Dr Kalil, internei-me devidamente monitorado de sexta para sábado no Hospital, mas não era o do Coração.

Tive alta ao meio dia, mas eu estava um Caco Inconsciente, dominado pela Dor da minha Escoliose alquimizada a um Stress Gigante e não consegui fazer o que mais me é saudável: as duas sessões deste fim de semana passado de “Macumba Urbana Antropógafa”.

O q de pior poderia acontecer. Para mim o Teatro é a minha Saúde.

Mas ela não estava.

Assim mesmo a “Macumba Antropófaga” rolou poderosa, sem mim, com o maravilhoso ator cubano Hector fazendo o Papa, Deus, Anchieta e com o Beto Mettig – Ator – nosso Divulgador, fazendo Padre Vieira e o Maestro Carlos Gomes.

Passei sábado e domingo, morto no Studio Paraíso, onde moro, até que ontem, domingo, consegui ler os jornais, que me fizeram entender o Óbvio. Depois da Primavera Árabe, dos Movimentos no Chile, Espanha, Grécia, estamos vivendo além do Outono de Wall Street, uma Primavera Teatral no Teatro Oficina, em forma de “Macumba”.

Hoje recebi fotos maravilhosas do fotógrafo Osmar Fermozelli feitas principalmente na parte Urbana, “Rua” da Macumba em que vi presentes todos estes movimentos mundiais. Elas ilustram eloquentemente esta postagem.

Muitas pessoas do Público vem rever todos os fins de semana o Rito, porque sobretudo atuam na macumba, como se estivessem nas ruas do Mundo, fora e dentro da Pista do Teatro Oficina, agora Rua mesmo, “Rua Lina Bo Bardi”. E neste Mundo está o Brasil claro. Estes  movimentos virão repercutir revolucionariamente no Brasil q faz parte do Globo.

No Teatro Oficina temos uma antecipação de uma profecia a realizar-se.

Pra por mais lenha na fogueira, na Macumba há  uma cena passada em Wall Street onde está preso o Touro Minotauro, imobilizado por Wall Street, mas na cena com trabalhadores amurados dentro, trabalhando sob a Cruz pesada do Neg-Ócio, rebelam-se contra o Inferno de Wall Street transmutando-se nos Aviões explodindo as Torres Gêmeas sob as vistas hoje de Obama entronizado em cima de uma Bigorna Dourada.

Nesta cena o público não entrava na Pista até então, mas a partir de agora não pode deixar de entrar.

Convido para no 2º ato, o público que estiver presente, atuar nesta cena como Manifestantes de Wall Street.

Nem sei como vai ser reconstruída a cena, mas isto acontecerá nos ensaios que faremos às 5as. e 6as.

Sei que abriremos uma Brecha forte para que a Pessoa Jurídica do Especulador Mr. Money Karl Marx, vivido pelo ator Mariano Mattos, responda à pergunta do Banqueiro “Rei da Vela” de Abelardo 1º, vivido por Marcelo Drummond: “O que é a Regulamentação da  Financeira Especulação?”, diante de Obama, vivido pelo Contra Regra Otto. Obama está num “Tupy or Not Tupy”, mas principalmente o que vai acontecer diante dos ocupantes da Pista de Wall Street da “Rua Lina Bardi”?

Quando em 1968 “Roda Viva” trouxe o milagre do retorno do Coro Grego ao Teatro Brasileiro, a peça foi modificando-se a partir dos acontecimentos daquele ano e ganhando cada vez mais pulsão revolucionária do meio onde florescia a rebelião Política e a Erótica amasiadas.

O mesmo está acontecendo com a “Macumba Urbana Antropófaga”. O momento revolucionário que o Globo vive está penetrando cada vez mais o rito, o que o torna revelador do Incomensurável Poder da Arte do Teatro.

Povo de Wall Street, até Sábado.

Será que vivo para ver o MinoTauro de Wall Street levantar vôo na apoteose do desmoronamento do Império Néo Liberal Capitalista?

Acompanhando um álbum de fotos que tirou na estreia da Macumba Antropófaga nos 50 anos do Teatro Oficina, em 16 de agosto, Jeff Anderson publicou um texto, que julga ser uma crítica do rito-espetáculo. Zé Celso decidiu replicar o texto. Esse blog publica primeiro o texto de Anderson, e logo em seguida, a réplica de Zé:

Texto de Anderson:

Criticar o Teatro Oficina é difícil pra caralho, ainda mais nesse contexto estéril sobre o qual sobrevivemos.
Todavia, tentarei. Faço isso, pois acredito que a crítica é o único dispositivo de transformação para se chegar ao ideal. Almejo o ideal. Essa é minha intenção. Mesmo correndo o risco.

████ A ESTÉTICA DA PRIMEIRA DÉCADA DO SÉCULO XXI NO BRASIL ESTÁ LONGE SER POLÍTICA OU LIBERTÁRIA. ELA É PRODUTO E CERCAMENTO.

Ontem (16/08) foi a abertura da exposição “De dentro e de fora” no MASP. Também foi a estreia da peça “Macumba antropófaga” no TEATRO OFICINA em comemoração aos seus 50 anos. Dois espaços de extrema relevância às artes no Brasil. Percorri os dois pontos, na mesma noite, em busca de elementos que demostrassem a transformação estética que o Brasil passeia neste inicio de novo século e, desde já, posso afirmar que:

Não há rupturas (revolução). 
Não há criação. 
Não há liberdade.

Antes de chegar ao TEATRO OFICINA paramos em uma encruzilhada. Entre as Ruas São Vicente e Santo Antônio. 
Enquanto tomávamos cerveja refletíamos sobre os signos que o caminho nos trouxera. Paramos naquele bar ao acaso. Nunca nenhum de nós havíamos parado ali. Bebemos o suficiente para ir de encontro à peça “macumba antropófaga”. 
Ao chegar ao teatro, o trabalho e a dança já estavam na Rua Abolição. Esperamos que o cortejo passasse por uma pequena portinha. Era a entrada para o tão famigerado terreno do Silvio Santos. Na porta, um mendigo dormia. Quase fora pisoteado pelos artistas e expectores de Zé Celso. Ao tentar passarmos pela mesma porta da esperança, dois seguranças – de terno e gravata – nos impediram a entrada. Era necessário ter a pulseira azul ao braço para participar da ANTROPOFAGIA, do ritual, da macumba. Era necessário ter a pulseira azul para assistir a uma peça de teatro. Assim compreendi e não lamentei absolutamente. Parti em direção a bilheteria e comprei meu ingresso – a pulseira azul. No valor é de R$ 10,00. Ao pagar não me deram a nota fiscal paulista. A nota fiscal paulista é dinheiro e eu – munícipe – sou restituído com o imposto de icms ao final do ano. É dinheiro. É meu dinheiro, é meu direito. 

Já não gostei. Entortei o bico. Comecei a entender.

Mexeram no meu bolso para me vender uma estética libertária, antropófaga.
Paradoxo. Incoerência.
Meu primeiro contato com o TEATRO OFICINA fora na peça OS SERTÕES (3x). Da qual, mesmo com o patrocínio da Petrobras, eu paguei. Foi a grande revolução de minha vida universitária. Nessa época estudava Morrin e a professora Lili nos pediu para fazer um trabalho de campo do qual trouxesse a transgressão como elemento. Eu narrei a cena do dinheiro saindo pelo anus do Zé Celso.

Depois nunca mais voltei. Estudava outras coisas. Vivia outras coisas. A realidade me bateu a porta e as falácias foram caindo como folha velha. 

Até que ontem combinei de ir aos dois lugares – extremos – em uma mesma noite: MASP e TEATRO OFICINA.
Era necessário tirar o encantamento que trazia aos olhos sobre todos e qualquer coisa. O desencantamento. E assim o fiz. 

Continuei coletando. 

Era a estreia da peça “Macumba Antropófaga” que comemora 50 anos do TEATRO OFICINA.

Assim que entramos. Fomos direto para a construção geodésica – ou oca – que fora feita no terreno. Fogos de artifício. Muitos artifícios. Pouco tempo depois estávamos dentro do Teatro e a nudez prevalecia. Assim, como todas as outras vezes. 
A pobreza estética começava ali. O jogo sinuoso entre capital e estética era o que estava por ser desmistificado. De belo, somete os corpos. Clichês. Muitos clichês. De reprodução em cena do quadro de Jacques-Louis David em auto coroação de Napoleão, ou ainda na presença física de Amy Winehouse. Rimas de classe média tambem faziam parte da composição. Assuntos rotineiros. Espetadas na politica Obama. A velha critica a Igreja Católica. A com a. E com e. B com b. Em alguns momentos lembrava-me Luan Santana, por mais que a tentativa fosse intelectualizar a letra. Em outros momentos tive sono, mesmo com tanto barulho. 
Ideia não existia. 
Não existe ideia.
Se existe ela é a antropofagia de cuja autoria é de Oswald de Andrade.
Para realizar essa peça o TEATRO OFICINA deveria pagar direitos autorais por se apropriar de tudo. Se isso acontecesse não seria antropofagia. 
O que nos fora apresentado era um Bricoler porco, ou se preferir, Antropofagia de seguidores de Zé Celso. Discurso requentado. Tirado da cova. Há uma grande confusão de entendimento da estética Dionisíaca. Dionísio nunca foi vulgar. Dionísio, antes de tudo era Deus.

A apropriação do signo macumba e antropofagia era o que estava sendo vendido aos espectadores. Tudo com muita seriedade. Eu via pessoas extasiadas com a encenação. Atores e publico. Eles criam terem vivido um trabalho ritualisco, mesmo tendo pago para assistir a uma peça, pela pulseira azul. A estética atingia os sentidos de todos. Catarse. Confusão de entendimentos. Mistificação. 
Confundiram tudo e manipularam o que conseguiram. Tudo para um fim: a sobrevivência. 
Estávamos ali vendo e ouvindo velhas ideias que não deram certo. Ou melhor, deram. Deram certo em seu momento histórico. Faziam sentido a quem as inventou e no contexto social em que viviam: chegadas de imigrantes, reformulação constitucional do Brasil, reforma estética nacional, guerras além mar. Sobretudo a chegada de imigrantes ao Brasil que tão bem foi trabalhada pelo professor Sérgio em Raízes do Brasil. 

O desencantamento aconteceu.

O que estava sendo vendido ali era a estética da liberdade. Da liberdade deles. De quem participa, de quem é dono do capital simbólico e imobiliário do TEATRO OFICINA. Uma minoria. Alguns tem salários, outros não. Alguns ganham, outros colaboram.
Eu me senti enganado por ele – Zé Celso. Porque a liberdade tem que ser para todos. Não é possível criar artifícios para sustentar a liberdade de um pequeno grupo. A liberdade de um pequeno grupo é a supressão da maioria. Isso chama-se aristocracia, ainda que na área cultural. Mas tudo é tão bem feito. Tão arquitetado que demorou mais de cinco anos para que eu pudesse perceber. 
É com tanta naturalidade que eles se apropriam e encenam um ritual religioso – MACUMBA – para centenas de pessoas que me pergunto onde está a legitimidade disso tudo?
O jogo simbólico do qual o TEATRO AFICINA trabalha é extremamente complexo. Ele se sustenta a partir da resistência. Tenta propagar o popular. Mas conhece bem o mecanismo Capital.
Eu me revolto com o TEATRO OFICINA pelas pessoas que continuam a propagar tal estética falaciosa. Eu me revolto com o TEATRO OFICINA por ter me iludido. Eu me revolto com o TEATRO OFICINA por ter sido ele o nó górdio que enublava minha compreensão. Eu me revolto com o TEATRO OFICINA por não ter me ensinado que não há LIBERDADE do corpo sem emancipação econômica. 
Até mesmo para tirar a roupa, custa.
ANTROPOFAGIA DE CÚ É ROLA
_Jeff Anderson


Réplica de Zé Celso:

É MUITO FÁCIL SER PUTA ARREPENDIDA

Pois você acredita em Ideal, Ideias, para se chegar a um lugar que não existe: O IDEAL. E messianicamente, sem ter ouvido nada do que viu. E ainda reafirma heroicamente “Almejo o ideal”.
Não precisa nem temer o risco porque você cristão do rebanho, já se entregou. Pelo teu texto eu vejo a personagem, de que nem sei o nome. O que me chegou não trazia assinatura.

“Essa é minha intenção. Mesmo correndo o risco.”

Bom, é uma tese acadêmica, que pode fazer sucesso na USP, mas na Universidade Antropófaga você vai ter que ralar muito pra se descabaçar. Vai ter, como dizia Cacilda Becker, que chupar muita caceta.

Mas vamos lá:

“A ESTÉTICA DA PRIMEIRA DÉCADA DO SÉCULO XXI NO BRASIL ESTÁ LONGE SER POLÍTICA OU LIBERTÁRIA. ELA É PRODUTO E CERCAMENTO”

Não é uma Vitória Política da Cultura neste 2011 a conquista deste belíssimo terreno, depois de uma Guerra de 30 anos com o maior poder do mundo contemporâneo, o CAPITAL VIDEO FINACEIRO, para se plantar o Urbanismo Cultural do “AnhangaBaú da Feliz Cidade?”

A mesquinharia que você nos atribui na palavra “famigerado terreno” mostra que você é autista. Foi ao TEATRO OFICINA e não sacou nada. Neste “famigerado” você revela que realmente não sabe que não há LIBERDADE do corpo sem emancipação econômica.

Você sabe que significado tem para o Teatro no mundo um TEATRO DE ESTÁDIO DE 5.000 LUGARES?

O Meio de Produção do Teatro é a Terra. O Terreno onde plantamos nossas Árvores de Arte Teatral.

Você tem toda razão quando revela que na porta, um mendigo dormia. “Quase fora pisoteado pelos artistas e expectores de Zé Celso.”

Eu trabalho para que haja dança perceptiva dos aqui-agora, delicadeza e contracenação com tudo, principalmente com os mendigos do Bairro. Nós fazemos questão de passar pela rua São Domingos, exatamente para termos a contracenação que pode dar início a um trablaho com os mendigos, craqueiros, moradores de rua daquele lugar.

Mas nem os artistas e expectores, são de, pertencem a mim Zé Celso.

A ansiedade e tensão de uma 1ª vez, de uma estreia, sempre deixam tanto o público como os atuadores tensos. Um 1º encontro de jovens que estão estreando no Teatro diante da Multidão. Claro que a “Macumba” vai evoluir e ganhar a dimensão do Sagrado que é o que mais importa.

A mesma personagem que diz que não aprendeu no Oficina que sem emancipação econômica não há liberdade do Corpo, em sua tese se queixa por que “dois seguranças – de terno e gravata – nos impediram a entrada. Era necessário o ter a pulseira azul ao braço para participar da ANTROPOFAGIA, do ritual, da macumba.”

De que vive um Teatro? “Não me peça para dar a única coisa que tenho para vender”, afirmava sabiamente Cacilda Becker. A Bilheteria, como na Putaria, na Pirataria, na Droga, no Comércio, é Cash. No Teatro a Bilheteria é Sagrada, ainda mais na MACUMBA onde o dinheiro é uma exigência Litúrgica. E você nobre acadêmico, ainda pagou somente 10 reais, que foi o preço a que pudemos chegar apara os amigos do Oficina.

Nós somos uma Associação Cultural, com atividade econômica mas sem fins lucrativos, logo, “Pequeno Burguês”, não lhe deram a nota fiscal paulista. Esta fala é digna mesmo de uma personagem Pequeno Burguesa, é Linda:

“A nota fiscal paulista é dinheiro e eu – munícipe – sou restituído com o imposto de icms ao final do ano. É dinheiro. É meu dinheiro, é meu direito.
Já não gostei. Entortei o bico. Comecei a entender.

Mexeram no meu bolso para me vender uma estética libertária, antropófaga.
Paradoxo. Incoerência.”

Será que você viu alguma coisa da cena da oca? Sentiu o cheiro do Absinto? Entrou implicando com os fogos de Artificio?! O Teatro é o lugar de uma Arte que joga com o Artificial. Eram belos os foguetes, muito dentro do ritmo das cenas que você pequeno burguês não acompanhava por que estava com a cabeça cheia de minhoca. Você nunca deve ter lido o “MANIFESTO ANTROPÓFAGO”, senão iria saber do grande momento da história mundial em que os habitantes vestidos do Hemisfério Norte, topam com os Índios do Brasil, pelados e percebem que somos todos “bichos humanos iguais”. Quisemos montar estas cenas escritas em 1928 para revelar a origem Estética da beleza deste figurino REVOLUCIONÁRIO: A NUDEZ. A mesma que temos nos momentos de um Banho, de fazer a grandeza do amor, de procriar, de nascer de uma boceta nua, nús no mundo!

A partir daí sua cabecinha cabaça somente passa a assistir “clichês”, sem perceber que na exaltação deles, “CLICHÊS”, vamos desmanchando-os. Você nem sabe perceber a importância de Napoleão Auto Coroado, como as Bacantes fazem auto-coroando-se de Hera.

É uma honra chegar ao brega de Luan Santana, não temos intenção nenhuma de intelectualizar a letra, aliás é assim na maioria dos poemas de um dos maiores Poetas do Mundo: Oswald de Andrade.

Claro que não existem ideias. Você não deve ter ouvido isto, nas palavras literais de Oswald:

“CORO
Somos
concretos.
Ideias
tomam conta,
reagem,
queimam gente na praça pública.

(BREQUE)

Suprimemos
as Ideias
e outras paralisias.”

Apreenda um pouco com estas falas de “O Homem e o Cavalo”, do mesmo OA:

“O EMPREGADO DA GARE
(…)Velho Idealista, acreditas ainda que as invencões são obras de um só homem? Não vês como delas a humanidade se apropriou serenamente? Quem inventou o Fogo?

ICAR
Foi Prometeu

O EMPREGADO DA GARE
Vives de mitos, não sabes que o inventor é o que acrescenta a última pedra no edifício, experimentado antes por vários trabalhadores anônimos sacrificados?”

Vossa Ignorância brilha:

“Se existe (uma Ideia) ela é a antropofagia de cuja autoria é de Oswald de Andrade.”

A Antropofagia Oswald revelou quando descobriu o elo perdido com os Índios Antropófagos, não só do Brasil mas do Mundo Inteiro, tanto que hoje é o assunto que mais interessa as Universidades do Mundo Inteiro. Oswald é o unico Fileosofo Original brasileiro, por ter redescoberto esta prática de devoração e mistura que é a própia prática do povão Macunaíma brasileiro:
“Só me interessa o que não é meu. Só a Antropofagia nos Une.”

Claro que ela se apropria de tudo que está aí. Neste asssunto você é pré-Modernista e pré-antropofago. Com essa tua couraça você não foi capaz de ouvir os conteúdos dos cantos de Oswald. Aconselho você a ler Oswald, ler os que o estudaram, se é que é pelo cérebro acadêmico que você vê o mundo. Um Acadêmico não pode ser igmorante a este ponto.

Sai dessa:

“Dionísio nunca foi vulgar. Dionísio, antes de tudo era Deus.”



1º não se escreve com maiúscula o nome do deus Dionísio. Você não tem percepção de si mesmo para sacar que está dando um Show de Vulgaridade. Mas eu não tenho nada contra a vulgaridade quando é bela e inteligente. A Tua é cafona, brega, previsível. Respondo porque tenho prazer em te vomitar.

“Apropriação do signo macumba e antropofagia era o que estava sendo vendido aos espectadores.”

Só acredito no artista que se apropria, incorpora o que recebe. Como você percebe nós estamos nas antípodas dos valores.

O que vendemos é mesmo Estética e Liberdade. Como putas. Eu invejava o tempo em que a carteira profissional dos Atores e Atrizes era igual a das Putas, por isso não tenho até hoje DRT.

Qual é o capital imobiliário que o Teatro Oficina tem? Somos posseiros das terras em que criamos o Oficina. O terreno pertence à Secretaria da Cultura, mas nós o cultivamos há mais de 50 anos. A Economia interna do Oficina Uzyna Uzona é Auto Gerida. Claro que quando há dinheiro os mais antigos, e que deram a vida, ganham pelo menos como os salários dos artistas mais experientes, e os que nunca fizeram teatro ganham, além do aprendizado gratuito, o poder de ter bolsas.

Trabalhamos todo o 1º Semestre deste ano exclusivamente com o cachê de Paraty, acho que de 25.000 reais. Nem os mais antigos, nem ninguém, recebeu nada, a não ser este cachê. Somos uma Associação de Artistas, mas é óbvio que quando recebermos Patrocínios e a Sagrada Bilheteria, poderemos pagar todos muito bem, como aconteceu o ano passado quando fomos subvencionados pelo MINC e PETROBRAS.

Você quer que sejamos um Albergue, um Banco, o que? Somos uma Cia de Teatro.

“Não é possível criar artifícios para sustentar a liberdade de um pequeno grupo.”:

A liberdade conquistada por um um pequeno grupo é o incentivo para todos os grupos que batalham em coletivos como nós. O teatro é uma arte aristocrática, nosso rei é Momo, e praticamos a MomoArquia.

Desde quando o Oficina se sustenta a partir da resistência? Tenho horror a esta palavra. Nós, diante dos obstáculos, RE-EXISTIMOS, NOS REINVENTAMOS. JAMAIS RESISTIMOS. Quanto ao mecanismo do Capital queria conhecer mais, infelizmente sou muito ignorante nesta área, tanto que estou assitindo a versão cinematográfica do Livro “O CAPITAL”, de Marx, do cineasta Alexander Kluge, para saber mais.

Aí vem um Gran Finale de Ressentimentos e revoltas clássicas do sistema do Teatro do Oprimido:

CANTO DA PUTA ARREPENDIDA
“Eu me revolto com o TEATRO OFICINA pelas pessoas que continuam a propagar tal estética falaciosa.
Eu me revolto com o TEATRO OFICINA por ter me iludido.
Eu me revolto com o TEATRO OFICINA por ter sido ele o nó górdio que enublava minha compreensão.
Eu me revolto com o TEATRO OFICINA por não ter me ensinado que não há LIBERDADE do corpo sem emancipação econômica. Até mesmo para tirar a roupa, custa.
ANTROPOFAGIA DE CÚ É ROLA”

Adoro Cú, Rola, e caia de joelhos por eu ter te dado o presente desta réplica.

É que, como você é novo adepto da OFICINOFOBIA, sei que, através deste texto, estou falando com muitos Grupos de Ódio ao mesmo tempo.

Tenho me divertido muito com eles no meu Blog.

Só lamento a IGNORÂNCIA TOTAL DAS COISAS e tento dar minha CONTRIBUIÇÃO PARA TODOS ESTES VELHOS ENGANOS

AMO A INTELIGÊNCIA E A ARTE TEATRAL

COMO  É MUITO DIFÍCIL O CONTATO COM A SENHORA ATRAVÉS DOS MEIOS OFICIAIS ,

TENHO O PRAZER ESPECIAL DE CONVIDÁ-LA PUBLICAMENTE para a FESTA DOS 50 ANOS DO TEATRO OFICINA, Rua Jaceguay 520, dia 16 de agosto às 21h, em que comemoramos Vitória de gerações e gerações do povo que criou  esta longevidade fenomenal para um Teatro e para a Companhia que o fundou.

Vamos apresentar a encenação do “MANIFESTO ANTROPÓFAGO”, de Oswald de Andrade, em forma Musical de “MACUMBA URBANA ANTROPÓFAGA”.

DESEJAMOS SUA PRESENÇA E DE TODO SEU TIME QUE TRABALHA PRATICAMENTE O SUPER OBJETIVO DE SEU GOVERNO:

A ERRADICAÇÃO DA MISÉRIA NO BRASIL

É HORA DE ERRADICAR A MISÉRIA DO BRASIL, INCLUSIVE A DESTA PERIFERIA CENTRAL DE SÃO PAULO: O BIXIGA.

Muitos moradores de rua aqui, passam todo este frio paulistano dormindo nos viadutos.

Moram no Bairro, pessoas muito pobres, a maioria de seus habitantes.

Nosso desejo colocado em prática, vem trazendo essas pessoas para comerem nossa “MACUMBA URBANA ANTROPÓFAGA”, como PÚBLICO, e desejamos tê-las como Trabalhadores da Construção, Manutenção e Usufruto do Complexo Cultural que queremos criar.

Aqui na Rua Jaceguai 520, lutamos 30 anos com nossos atos teatrais e obras de arte com o GRUPO VÍDEO FINANCEIRO SS para que não construíssem seu Shopping, suas Torres, que expulsariam todos os moradores pobres do Bairro e acabariam com o Bairro do Bixiga como Umbigo Cultural de São Paulo.

Depois de 30 anos de Luta veio a Crise do Banco PanAmericano do Grupo SS, e as condições mudaram. Hoje temos ótimo diálogo com Sílvio Santos, que nos propõe a TROCA DE SEUS TERRENOS do entorno do TEATRO OFICINA por TERRENOS DO ESTADO, para contruirmos um Complexo Cultural revitalizador do Coração de São  Paulo, o:

“ANHANGABAÚ DA FELIZ CIDADE”:

_um TEATRO DE ESTÁDIO para 5.000 pessoas,

_uma UNIVERSIDADE ANTROPÓFAGA,

_uma CRECHE DE ATENDIMENTO PRÉ-NATAL, PARA AS MÃES E CRIANÇAS DO BAIRRO

_OFICINAS DE REFLORESTAMENTO DO BIXIGA

Hoje recebi, enviado por Ana de Hollanda, o documento publicado no DIÁRIO OFICIAL a pedido dela, MINISTRA DA CULTURA, carimbado com a rubrica, rubra, vermelha, “URGENTE”, criando uma Comissão  para em 180 dias dar seu parecer técnico sobre a Troca de Terrenos, a construção ou não pelo próprio MINC do “ANHANGABAÚ DA FELIZ CIDADE”.

Entretanto uma pessoa menos delirante que eu perguntou:

O quê ? 6 meses ? Como conciliar a negociação com um empresário como Sílvio Santos, que sabe que Time is Money, com 6 meses de apreciação pelo MINC ?

É, não sei responder esta pergunta, mas o importante é que o Governo Brasileiro finalmente assume oficialmente esta questão do entorno do Teatro, colocada pelo parecer do IPHAN quando tombou o TEATRO OFICINA como Patrimônio Artístico e Cultural do Brasil.

A amada amiga e MINISTRA DA CULTURA Ana Buarque de Holanda,  mandou-nos hoje também um email em que nos informa que não  poderá vir dia 16, terça feira, à Festa dos 50 anos e da “TROCA ENTRE TERRENOS”.

Não fiquei triste porque sei que ela gostaria de vir já trazendo resolvida a questão.

Sabemos que o Aparelho do Estado Brasileiro não caminha no tempo dos nossos Desejos Culturais Vivos.

Mas está OFICIALIZADO.

Quem poderia acelar este tempo, no ritmo necessário, é a VONTADE POLITICA DE VOSSA EXCELÊNCIA, PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF.

Estamos simbióticos com o seu Programa de ERRADICAÇÃO DA MISÉRIA.

Queremos ir ao encontro das máquinas que trabalham este Desejo Social, nós do Teatro Oficina que lidamos com a Máquina do  Desejo Cultural de Plantio da ECONOMIA VERDE.

Ela está chegando com rapidez Internética, com o ser humano potencializado no Brasil pelo Governo, desde Lula.

Mas a Miséria ronda o Bairro de nosso Teatro.

O Lendário BIXIGA, ONDE EM TEMPOS DE POTÊNCIA CULTURAL E SOCIAL, SURGIRAM MUITAS CANTINAS, A ESCOLA DE SAMBA VAI VAI, TEATROS   MODERNIZADORES DO TEATRO E DO CINEMA BRASILEIRO.

A Ditadura Militar vinha tentando acabar com o Poder dos Teatros, através da Censura, depois com surra nos Coros do revolucionário “RODA VIVA”, incêndios, invasão de Teatros como foi o caso do Teatro Oficina. Construiu o Elevado Costa e Silva, vulgo “O MINHOCÃO”, dividindo o Bairro como um Muro de Berlim. A Especulação Imobiliária acabou de destruir o que faltava e hoje   o BIXIGA parece um terreno de Guerra, de Saravejo, Faixa de Gaza?! A situação do Bairro é Trágica.

Por isto apostamos no seu Programa de ERRADICAÇÃO DA MISÉRIA E QUEREMOS ESTAR JUNTOS NESTA.

A Cultura em contato com a Miséria apreende com ela, cresce e transmite a dádiva da Arte que desperta sonhos, desejos, invenções, espírito crítico.

Nossa Pobreza Radical precisa também de Toda Riqueza Cultural, que por incrível que pareça é produzida também por todas essa mesma miséria, muitas vezes mais que entre os ricos.

Adoniran Barbosa, morador do BIXIGA, canta em seus Sambas essa miséria que nunca chega a destruir a grandeza humana dos MISERÁVEIS.

Esta Pobreza é erradicada no momento que entra em contato com as redes de Paixão dos que Cultivam a Vida Surreal, Paradoxal, Criativa, Inventora, Artística e Científica.

Para libertar sua alma da Escravidão os AFRICANOS inventaram no Brasil Escravocata, a Cultura do CANDOMBLÉ, juntaram-se aos ÍNDIOS, aos CABOCLOS, à contribuição milionária dos erros das IMIGRAÇÕES, aos ARTISTAS, ATORES, ATRIZES, MÚSICOS, ao RÁDIO, e criaram o Ritmo da BATIDA QUEBRADA DIONIZÍACA dos Ditirambos: o SAMBA, o MARACATÚ, o FREVO, enfim, inventaram o país da inversão  dos valores colonialistas: proclamando um Brasil Rico: O País do CARNAVAL, do FUTEBOL, da PETROBRAS, e de muito mais que Bananas ao Vento.

A Escravidão Africana e Indígena criaram a Cultura não de Resistência, mas de Re-Existência.

Apanharam sua “rítmica religiosa”, a das batidas Joãogilbertianas, do Coração do Brasil criando a Infraestrutura, a Cozinha fundadora da mistura de tudo da Cultura Universal Brazileira.

Como Oswald de Andrade pré-escreve na carne de seu “MANIFESTO ANTROPÓFAGO”: o terno Eterno Retorno ao Pré-Lógico, ao Bárbaro, ao Pagão, ao Tupy, para devorar os Mecanismos, Analógicos, Cybers, construídos por toda humanidade, inclusive pelos escravos, e assumir o ser, o to be, o SER TUPY de “BÁRBAROS TECNIZADOS”.

A ERRADICAÇÃO da POBREZA dos brasileiros pressupõe a erradicação do COLONIALISMO PATRIARCAL CAPITALISTA e o plantio da Cultura Verde do “Bárbaro Tecnizado”.

O Brasil investe 1% de seu Orçamento em Pesquisa Científica. A China 18%.

O MINISTÉRIO DA CULTURA teve um corte de 2/3 no seu 1º Jovem Orçamento, engatilhado para uma Primavera Cultural este ano.

Assim não dá.

No Mundo Globalizado, a Inteligência, o Sabor da Sabedoria=Cultura, são condições sinequanon para construção de  uma Riquíssima Economia Verde.

Neste instante basta a Cultura e a Ciência serem libertadas de sua Miséria Orçamentária.

Como canta Chico Science, nós brasileiros precisamos de  Saiência, quer dizer, do conhecimento vivido Cultural e Cientificamente, para crescer.

Contamos com sua presença, com a Ministra Ana de Holanda, que não recusará seu Convite.

Presidenta, Vossa Excia. tem de pisar neste lugar nesta data histórica.

Nem sabe a Alegria que nos daria, para nós que a amamos e estamos torcendo para conseguir erradicar a Miséria de nosso povo, da nossa Cultura que faz Arte Pública, e da Ciência.

Este trinômio: Erradicação da Pobreza do Povo, da Cultura que é feita com ele, e da Ciência, irá trazer a ERRADICAÇÃO de tudo que têm impedido o BRASIL a CRESCER de acordo com o Mapa Mundi Brasil, seu Sentimento, seu Território.

José Celso Martinez Corrêa

Artista  Praticante da Arte Teatral Antropófaga

e Presidente da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona

São Paulo, 13 de agosto de 2011

AMOR HUMOR ORDEM E PROGRESSO

DEMOCRATIZANDO A DEMOCRACIA PELA CULTURA

EM QUE TODOS NOS COROAMOS

E CRIAMOS DEMOCRACIA DIRETA

QUE JÁ EXISTE NO TEATRO

NA MOMOARQUIA

REINADO HUMANO

DO ANARQUISTA COROADO