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Política

A TERRA ESTÁ A PERIGO  Dia 5 d Julho d 2016

No Congresso

o Bando de Deputados

Entreguistas da Bancada

da Bíblia/Boi/Bala Bo$ta Mental

vota em

BRAZÍLHA

a proposta do Chanceler ilegítimo Jose Serra q propõe a

ENTREGA DO SANGUE NEGRO DA

TERRA DO BRAZÍL

AOS ABUTRE$$$

Minha Geração, quase a mesma do Serra

nasceu Politicamente  

na Campanha

“O PETRÓLEO É NOSSO”

provocada pelo Livro d

MONTEIRO LOBATO

pra Nacionalização d sua Exploração

pelo Estado Brasileiro

y daí veio

a CRIAÇÃO DA PETROBRAS

 

Getúlio Vargas - 1882-1954

Getúlio Vargas – 1882-1954

 

Hoje indo pros meus 80 anos sei q

O PRÉ ÓLEO NÃO É NOSSO

MAS

DO CORPO VIVO DA

TERRA

LOGO

O PRÉ SAL  É

DA  TERRA

NUNCA DA

PROPRIEDADE

PRIVADA

PRA EXPLORAÇÃO DOS ABUTRE$$$ PROPRIETÁRIO$ GLOBAI$ OU NACIONAI$

 

OS PETROLEIROS MOVIMENTAM-SE CONTRA ESTA LEI ENTREGUISTA

 

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NO FIM DA

ERA DO PETRÓLEO

A HUMANIDADE

PREPARA-SE PRA

TRAVESSÍA    

PRA

ERA DAS ENERGÍAS

RENOVÁVEIS

Y

PRA NÃO ENTREGAR TUDO PROS

VENDILHÕE$

APOIO A LUTA DOS PETROLEIROS

POR UMA QUESTÃO DE

REAL POLITICK:

A RENDA DO PRÉSAL

SERIA INVESTIDA PELO

GOVERNO ELEITO

NA CULTURA,

NA EDUCAÇÃO,

NA SAÚDE

DOS POVOS Q MORAM NESTE PEDAÇO

DO MUNDO

CONDIÇÃO PARA Q SE

FAÇA TAMBÉM AQUÍ

NO BRASIL
A TRANSIÇÃO

DA ERA MUNDIAL DO PETRÓLEO

PRA ERA DAS ENERGÍAS

RENOVÁVEIS DA TERRA

DO UNIVERSO DIVERSO

 

yanomami-maloca

maloca yanomami

DÓI NO CORAÇÃO DE

MINHA JUVENTUDE

VIVA EM MIM

NA MINHA VELHICE

MAS BOTO FÉ

NA INSSUREIÇÃO MUNDIAL

CONSCIENTE

OU NO INCONSCIENTE DO Q ESTÁ VIVO
IMPEDINDO A

“QUEDA DO CÉU”

Q O XAMÃ

DAVID KOPENAWA

EM SUA OBRA PRIMA
CONSTRUÍDA PELOS POVOS INDÍGENAS ANTES DE CABRAL

AVÍSA

ZÉ CELSO

4 DE JULHO D 2016

SAMPÃ

 

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Pra quem viu e pra quem não viu

pra dar um FIM NO JUIZO d deus  

ver o nunca visto

Retorna a SamPã neste fim d Semana, depois d passar as duas últimas semanas em Brasília, com o ineditismo de uma peça q re-existe no quente da hora, sintonizada com os acontecimentos tragicômicos da Farsa Política do Golpe.

Nos meus 58 anos d Teatro, raramente viví o Poder Político Cultural do Teat(r)o tão intenso no prazer de Chanchar a Trágédia Golpista.

Um Público inspiradíssimo, ligado aos acontecimentos de cada dia, q lotava o Teatro da Caixa Econômica, nos fez virar a peça de Artaud, agora com as Máscaras dos Protagonistas armando o Golpe em nome de deus, num Carnaval delicioso.

Nem nos anos 60, com“Rei da Vela”, “Roda Viva”, sentí o Poder do Teat(r)o revelar uma peça comopra dar um FIM NO JUIZO d deus do Momo, do Palhaço de deus : Antonin Artaud, como um Jogo Tão desmistificador da Farsa q estamos vivendo no Brasíl.

Poucas vezes vi o Teatro Político tão Arte, tão vivo, tão revelador do Poder, até então, reprimido da Cultura.

Queremos fazer neste fim de Semana a peça no Teat(r)o Oficina, pois nosso desejo de justiça teatral é correr agora todo o Brasil enquanto o Golpe não se consolida, por termos a humilde pretensão de q “pra dar um Fim no Juizo d deus” pode, pelas Gragalhadas, ser um dos pontos somados a todas as outras Milhares de Manifestações.

dar um Golpe no Golpe!

 

 

 

 

 

 

Crítica Teatral do Teatro dos Patos – A maior manifestação de São Paulo!

Prêmio pela Eloqüência da Inexpressividade!

 

Manifestação nota Zero,

Inexpresiva,

sem ter o q dizer.

 

Só o boneco do Lula preso.

 

 

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foto: Agência Estado

 

 

O Pato

quem paga?

Você,  nariz d pato,

é o Pato em si.

 

Um Pato Amarelo d Plástico

é o Totem do rebanho

verde Amarelo

da Coréia do Norte do Brasil.

 

 

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foto: J Duran Machfee / Agência Estado

 

 

O Xamã Marx Selvagem

Profetizou:

repetir a história

dá em Farsa.

 

O Cover é miserável diante da Pompa das Marchadeiras de 64,

d tão sem graça.

Uma farsa

onde a graça

é a total falta de graça.

Mas assim mesmo dá pra quase morrer, mesmo, de rir.

 

A Burrice encenada na falta de imaginação nas Avenidas do Brasil…

Mas nada se compara à gente feia da Avenida Paulista de Sam Pã

com as caras afirmando: sou burro sim.

Os  empregados bobos da globo

estavam presentes com seu público

com caras de celebridades pátrioeducadoras.

a globa é boba…

a globo eh boba…

 

Ai, q falta das  marchadeiras do tempo do LP!

 

 

Marcha da Família com Deus pela Liberdade

Mulheres com bandeira durante Marcha da Família com Deus pela Liberdade. (25.03.1964. Foto: Acervo UH/Folhapress. Negativo: 21492.64)

 

 

O Bando  conduzido por um Pato d plástico!

Qua! Qua! Quaka?

Será q isso é o q chamam d gente atoa?

 

O importante é fazer número!

– Ah! Eu amo ser um número d estatística!

 

O facismo conta cada um,

pra ser a demonstração numérica  maior q já houve

das Burrices em Festa!

 

Vou sair pra  comer um Pato ao Tucupy

no Restaurante Amazônia da 13 d maio, no Bixiga.

É o q vou  fazer chegando em Sam Pã

depois de ser atacado via globo,

à beira mar,

por este  Pato Plástico

q  nem dá pra comer – isso é com os canibais do plástico.

 

Q comédia!

 

A maior manif em Sampan foi Cover das da Coréia do Norte.

É do Faustaun, então!

Só q o garoto da própria Coreia do N.

é um gordinho sorridente,

y o Faustaun murchou d mau humor…

Cara fechada de bola murcha,

o auditório do Camarada Faustão,

é muito mais mecânico – ele devia ensinar o Ditadorzinho da Coréia do Norte!

 

 

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Kim Jong-il, ditador da Coréia do Norte. Foto de divulgação

 

Mas os operários da Coréia do Sul,

aqui em Cumbuco,

são os mesmos da do norte

com uma diferença: as Iracemas daqui estão comendo eles.

Elas são lindas.

Uma cultura nasce aqui.

Vocês, rebanho do pato,

vão pra Coréia do Norte!

Stou gragaiando Humor!

 

Viva os Palapatões

Or Not

to be

Enquanto Isso…

 

 

O  Corvo invocado nesta incarnação  foi promovido à Idiota.

Jesus.com.

Y esta histérica quer dar sua última cagada na historia do Brasil.

A bruxa quer ser a detonadora da Pauta Bomba  Final:

o impeachment,

o Golpe.

 

No q vai dar esta trágica farsa?

Quem souber, não deixe acontecer

 

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foto: Cafi

4ª Feira de Cinzas

CORIFEU DOS DEVEDORES

(Música de Vila Lobos. Cena do “Rei da Vela”  de Oswald de Andrade q vai pro encontro de Ação com o Público – “Estar em Cena ao Vivo pra Viver”

q devo estrear antes do dia 19 numa segunda feira… não sei ainda… 

TyZÉ-RÍAs

Eu Sou o Corifeu dos Devedores Relápsos!

Dos Maus Pagadores!

Dos desonrados da sociedade capitalista!

Os q tem o nome tingido pra sempre pela má tinta dos protestos!

Os q mandam dizer q não estão em casa aos Oficinais de Justiça!

Os q pedem envergonhadamente tostões pra dar de comer aos filhos!

Os aflitos q não dormem pensando nas penhoras!

A Amé-ri-ca-é-um blefe!!!

Nós todos mudamos de continente pra enriquecer.

Só encontramos aqui escravidão e trabalho!

Sob as garras do Imperialismo!

Hoje morremos de miséria e de vergonha!

Somos os recrutas da pobreza!

Milhões de falidos transatlânticos!

Para as nossas famílias educadas na Ilusão da

A-mé-ri-ca  só há á escolher a cadeia ou o rende vouz!

Há o sui-cí-dio também!

O sui-ci-do…

Sou a maioria da população mundial!

Não vou pro suicídio… mas parto pra Estar em Cena ao Vivo para Viver”

parto como Ham-let pra

Ação 

TyZÉrias

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foto: Nancy Mora

Sou Cégo d’Teat(r)o

q vê

da Terra do Bixíga

onde Teatro

em se plantando

sempre deu

a quem se dá 

mas…

q está $ercado

por $oldados Engravatados Executivos Executores

do Holocausto Repetitivo

do Direito Romano de Propriedade

q diferença existe

entre fundamentalistas destruidores de Santuários,

cortadores de Cabeças

y

os Fundamentalista$ da Especulação Imobiliária Néo Bandeirantes:

Caçadores Destruidores de santuários y cortadores d cabeças q não querem ser capturadas?

 

Estes pretendem destruir o último pedaço de terra livre do Centro d SamPã.

Pra isso tem de Cortar Cabeças

d Artistas,

d’ Autoridades d Defesa do Patrimônio,

d’ Jornalistas das Mídias, Midiinhas, Midionas,

d’ Cabecinhas, Cabeçonas

q não cabem nas suas toscas estruturas de captura:

no seu Carandirú Pobreza

“Trê$ Torre$ Prisões

Nessa Terra “perdida

há Cabeças Coroadas de Héras, se Fazendo ,

se dando às mitolo(r)gias

q os povos noite y dia

criam,

cantam,

dançam,

na terra

no ar

pássaros voadores

des-assombrando

pensamentos livres

q vôam

mas

q sabem se erguer do chão

com seus Bastões,

Tyrsos Báquicos

y conceber suas estratégias

num piscar da voz da

Marechal de Nossa Tropa:

Madame Morineau:

O Teatro Recuou, Meu Filho! Ohpuf …realmente…

No, No, No, assí no dá …

 

Ah! E aí, sentir o desejo de passar do “recuo” ,

ao AVANÇO

com seu Bastão de Bacantes y Satyrxs Guerreirxs

y

proferir na própria carne

a palavra mágica Ham-let:

AÇÃO

Estes tem o Phoder de enfrentar estes Exército$ de Pentheus y Drs. Abobrinhas

 

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foto: Mário Pizzi

 

Ió! Os Artistas de Todas as Artes

 

Ió! Gente q phala pra Gente,

Na língua direta de Gente,

 

Ió! Dytirambistas (todos os Tambores)

 Músicxs

Arquitetxs, Urbanistxs, Cientistxs, …

Façam esse favor pra todos…

Mas a Protagonização da Arte Aglutinadora Física dos Teatros onde Todos

os Teatros são nossos Teatros

é, quer se queira ou não,

a gente de teatro

mesmo combalida.

É só se apoiar no Tyrso d Dionisios y ficar de Pé Dançante

Somos peões satyrxs de SamPã

da Tropa de Choque Cultural q pode Acordar

no Bixiga

não só o Brasil,

mas o Mundo.

 

IÓ! Amantes d Dionizios do Mundo Inteiro,

Vamos criar uma Orgya da Arte d Teatro do Bárbaro Tecnizado Total da Terra!

 

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foto: Mário Pizzi

 

 

IÓ! Estrategistas d todas as Artes

 

IÓ! Amantes do estar em cena com o Público diretamente

 

IÓ! Anônimos nas revistas caras, esbanjando poder de aventureiros teatrais nos teatros de rua, cultivando as Metrópoles engasgadas quase subterrados;

 

IÓ! Cooperativas de Teatros q se tornam Comunas Teatais

 

IÓ! Celebridades de Televisão q tem Sangue de Teatro no Corpo

 

IÓ! Poder da Imaginação, d Atrizes, Atores, Palhaços do Brasil y do Mundo

 

Muitos me perguntam

como ajudar” ?

 

Não, ajuda”, não,

não tem “ ajuda

nem dar uma força,

mas atuar

até se espatifar

pra poder voar

 

IÓ! É o Xamado Báquico

À Massa d Sangue dos Corpos em Possessão q vem se juntar aos Posseiros impedindo os Carrascos da Propriedade Privada

É o q

TIRIAS

Vê hoje

 

Terça-Feira GORDA DE CARNAVAL DE 2016 em SamPã

 

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foto: Mário Pizzi

 

Amadxs Beth Viviani y Guilherme Wisnik

Antes de TUDO

Guilherme:

Teu texto é Maravilhoso

Corajoso

Claro

Luminoso

Inspirador

de TiZÉrias o Antropófago

nesta Terça Gorda de Carnaval

depois de te ler y quebrar meu útero coração de criar um Diário do $erco no meu Blogg, mas pra espalhar, não ficar lá dormindo …

Acordei hoje animado por Momo

Y inpirado em Vossos Textos:
Guile y Beth

Inaugurei um

Diário d “TyZÉrias $ercado

Mas há correção de um Erro de má compreensão desta Entidade q baixou em mim, desde q soube do $erco:

y Beth, foi você com teu corajoso, lúcido texto quem me fez ver, após você ler o texto de Guilherme, y me escrever y botar o dedo na contribuição enorme deste erro.

quando fui avisado à 22 de Janeiro deste ano de 2016, q este era o último dia do prazo para que a Presidente do Iphan, a Arquitetx e Urbanistx Jurema Machado, liberasse ou não,

à Sizan Empreendimentos Imobiliários” do Grupo Silvio Santos,

a construção das Gigantescas Torres, Prisões do Entorno Tombado do Teat(r)o Oficina; comecei a ligar desesperado pra pessoas mais próximas à luta por esse último terreno respirável de SamPã.

Liguei pra você meu amigo dourado Arquiteto Urbanista Guilherme Wisnik, no seu celular.

Você estava na Praia em Férias no Litoral da Bahia, eu devo ter dito por telefone a você Gui, q o Ministério Público era o responsável pela Ação de Reintegracão de Posse.

Acho q foi assim q eu, doido d TyZérias, recebi ou ouvi a notícia do $erco

Mas eu mesmo achava muito estranho q justamente este órgão q tem o papel de defender o Patrimônio Cultural do Brasil, tivesse tomado esta medida.

Somente antes do Carnaval, Juca Ferreira, Ministro da Cultura esclareceu minha cegueira, dizendo q se tratava de uma Ação da Justiça, vencida pela $isan e me aconselhou a procurar Nabil Bonduki Secretário Municipal de Cultura de São Paulo. Este teria informações mais precisas.

É o q eu vou fazer na 4ª Feira de Cinzas, mas acho q entendi. Tive conhecimento deste $erco quando já era aparentemente “vitorioso”, nem deu pra lamentar, porque não adianta reclamar do leite derramado.

Claro q se trata do famoso Direito de Propriedade Romano, o único direito q aprendi na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, como um Dogma, um Tabu, um Axioma Indiscutível, aquele em que ainda se baseia toda a Ordem Mundial Capitali$ta

Mas me recordo de uma citação em latim de um jurista do ex-Império: “ut eleganter Celsus dixit, ius est ars boni et equi” = como o elegante jurista Celsus disse: o direito é a arte do bom e do equitativo.

Nunca acreditei neste Mito da Propriedade Privada, e sempre vi a Justiça como uma questão de Interpretação, como no Teat(r)o, dependendo de cada situação concreta.

Grandes jovens Pensadores como o jovem Psicanalista Tales Ab’Saber, o mais jovem ainda, Silas Martí, crítico de artes plásticas da Ilustrada, Rudifran, o dinâmico diretor da Cooperativa de Teatro de São Paulo, estão criando como você Guile, como você Beth, um Cerco de Amigos Dourados do Teatro Oficina ao $erco das Torres, feito de Inteligência, Amor à Vida, à Terra, em Indústrias Reunidas de Poesías como um Levante do Poder das Línguas da Cultura Brazileira y Mundial.

Por isso no ontem do sempre hoje,

passo a palavra à minha amiga, escritora Beth Viviani:

“Por coincidência, depois de pensar em você e te escrever um email, leio agora à meia noite o texto do Wisnik na Folha.”

Aí , Yo, TiZÉrias intervenho, pois é o q me levou a entender a questão mais profundamente:

“Não entendi a ‘forte pressão do Ministério Público’ sobre o Iphan.

Baseado em que argumento o MP fez a pressão?

O que significa 

‘um suposto maior controle da sociedade 

sobre as decisões na cidade’?

Não é  o contrário?

Temos que fazer política.

O movimento do capital não pode ocorrer no vácuo.

Existem controles e regras que o poder público pode impor, que foram incorporados em legislações criadas pelos movimentos da sociedade ao longo da história.

Acho que há espaço e toda a legitimidade na defesa de nosso patrimônio cultural.

Ninguém vai pretender abolir a propriedade privada, mas ela deve se curvar à história da nossa cidade.

Me explica essa postura do MP.”

(ainda não sei do Caso na Justiça, sabendo ponho na Ágora)

Vitória na guerra!

Podemos usar esse bordão da novela sensação da Globo! 

 Querido Zé Celso = TyZÉrias,

enviei um recado para você e Marcelo pelo Whatsapp, no contato do Oficina que apareceu na lista. Mas vou repetir aqui o que falei. É grande minha preocupação com a decisão legal (?) sobre o destino do terreno que, por direito de cidadania, de prioridade cultural, de ocupação urbanística civilizatória de São Paulo, pertence ao Oficina e ao povo paulista.

Qual a reação mais adequada para reverter mais esse golpe do capital imobiliário e de autoridades servis?  

Citando a famosa frase,

o que fazer?

Nós, cidadãos revoltados, podemos fazer algo?

Estou neste momento em São Sebastião de férias, 

volto em torno do dia 22.

Com o afeto da

Beth Viviani”

Beth, muita gente me pergunta, só agora sei responder, TyZÉrias vai saber esta semana, é importantíssimo termos acesso aos Autos deste Processo, q redunda neste Crime Ecológico Cultural.

Dr. Gustavo Neves Fortes do Escritório de Advogados do Grande Criminalista Dr. Tales Castelo Branco está já investigando.

TyZÉrias 

EVOÉS

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Foto: Janine Moraes

Segundo matéria publicada hoje na Folha Ilustrada:

“Órgão (IPHAN) vai liberar Torres perto do Oficina” 

Estas Torres são as da Sisan Empreendimentos Imobiliários, q faz parte do Grupo Silvio Santos, e irão, se aprovadas, sufocar o Teat(r)o Oficina y o Bixiga.

Jurema Machado, no seu Laudo do Tombamento do Teat(r)o Oficinatem a réplica necessária à matéria da Ilustrada de hoje, dia 1 de fevereiro d 2016

Tenho certeza q ela acredita até hoje totalmente no q escreveu. Mas, de uma maneira ou de outra, sinto q paira sobre a cabeça de Jurema a inquisição como a q caiu  sobre a cabeça de Galileu Galilei, ou mesmo a ameaça de ser queimada como Joana d’Arc.

É um escândalo  Cultural e Político isso acontecer com uma Autoridade e Pessoa tão fundamental na Presidência do Instituto de Preservação do Patrimônio Histórico e Artístico do Brasil, não poder fazer o q pensa pro bem do Patrimônio Histórico y Artístico Brasileiro.

Leiam com atenção estas palavras q resumem seu parecer do Tombamento de 2010.

É o q Jurema,  como arquiteta, urbanista, técnica e pessoa afetiva, pensa, sente e vive hoje ainda:

 

RESUMO DO Q IMPORTA AGORA

A relação entre o Teatro Oficina e o Bexiga e as recomendações quanto ao entorno:
Os imigrantes italianos pobres, que se instalaram nos pequenos lotes do parcelamento da Chácara do Bexiga no final do século XIX, encontraram ali o núcleo semi-rural de Saracura, onde existia um remanescente de quilombo. Uma situação topográfica complicada, a proximidade do centro e da Avenida Paulista, fizeram do Bexiga um reduto de trabalhadores domésticos das casas de alto padrão, operários, trabalhadores informais, pequenos comerciantes. Esse modelo, que, segundo Raquel Rolnik em A Cidade e a Lei – legislação, política urbana e territórios na cidade de São Paulo, se reproduziu em vários bairros da cidade, explica porque o Bexiga é hoje, não apenas o bairro dos italianos, mas o lugar das festas populares, do samba paulista, de uma das mais importantes escolas de samba do país – a Vai Vai, e dos terreiros de candomblé. Em torno dos anos 1960/70, o Bexiga se tornou um pólo da vida boêmia da cidade, lugar dos teatros (ainda hoje são mais de dez), bares e cantinas, hoje integrados a um circuito turistico-cultural de São Paulo.

Encontra-se em desenvolvimento, pelo Departamento de Patrimônio Imaterial do IPHAN, o inventário de Referências Culturais da região, que poderá oferecer insumos importantes para a salvaguarda desses valores culturais.

Tombamentos municipais (cerca de 900 imóveis) e zonas especiais (ZEPCs – Zonas de Especialis de Patrimônio Cultural e ZEIS – Zonas Especiais de Interesse Social) previstas pelo Plano Diretor atestam a importância do bairro e o interesse de se preservar ali, não apenas edificações, mas os usos e a diversidade que são o seu maior valor.
É imediato associar o Teatro Oficina a esse contexto por duas vias: tanto o Oficina pode ser tomado como elemento chave de um processo de reabilitação, quanto a preservação dos valores do bairro é essencial à vitalidade do Oficina.

O que não fica claro – e deveria merecer uma avaliação mais aprofundada – é porque uma cidade como São Paulo, onde se tem a maior e mais consolidada experiência de aplicação de instrumentos urbanísticos como a transferência do direito de construir e as operações urbanas não elegeu o Bexiga para a aplicação prioritária desses mecanismos, justo uma região tão bem localizada, que tem potencialmente muito mais valor para São Paulo – até mesmo sob o ponto vista estritamente financeiro – pela sua diversidade cultural do que pela quantidade de metros quadrados que se possa construir ali. Edificações com destinações comerciais e de serviços, que não tenham outros requisitos locacionais a não ser a acessibilidade, podem ser deslocadas dentro do espaço da cidade utilizando instrumentos dessa natureza. Já o lugar das práticas culturais é ali, e só ali. Se não for ali, o Bexiga como tal deixará de existir.

Jurema Machado
Rio de Janeiro, 24 de junho de 2010

Conclusão
Considerando o Parecer da Relatora e após discussão do Conselho, foi a seguinte a decisão final:

  • Pela inscrição do Teatro Oficina no Livro de Tombo Histórico e no Livro de Tombo das Belas Artes.

  • Pela re-avaliação posterior, pelo IPHAN, da delimitação do entorno, tendo em vista tratar-se de bem a ser inscrito também no Livro de Belas Artes e não exclusivamente no Livro Histórico,e

  • Pela manifestação, ao Ministro da Cultura, de que o Ministério e o governo federal identifiquem mecanismos que viabilizem a destinação do terreno contiguo ao Teatro Oficina para um equipamento cultural de uso público, utilizando mecanismos tais como a aquisição, a desapropriação ou a conjugação destes com instrumentos urbanísticos a serem identificados em cooperação com o Município e com o Estado de São Paulo.

 

Processo de tombamento N 1.515-T-04

Teatro Oficina, de São Paulo

 

Zé Celso

…a Terra gira… stá girando