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foto pedro henrique | ag image bank

IÓ!

Com a Cidade Frevendo

Celebrando o Fogo do Delírio dos Bailes de Rua em Ensaios de Blocos

y Escolas d Samba

o Teatro Oficina, depois de muitos anos,

encenará sua Ópera d Carnaval nos dias 25 y 26  y em todos os F.D.S

Mas, desde este FDS inicia sessões de Ensaios Gerais

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foto jean manzon

IÓ! Bacantes! IÓ Sátiros d SamPã!

Venham pra TragyComediaOrgya,

o CarroNaval d Dionísios

já está ancorado  no Bixiga,

na Pista da Rua Lina Bardi – Rua Jaceguay 520 T.O.

preparando-se pros Dois Bailes Insurrecionais d Carnaval

no Coração da Folia de Momo!

Caiam na folia desde já com os paramentos de Dionísios!

Coroa d Hera, Tyrso na mão, pele d viadinho, plumas y brilhos!

Fantasiem–se:  pra gingar nas BACANAIS

Venham desde já apreender as Letras

Músicas y Danças no desenrolar do Enredo

No próximo fim de semana

SAB y DOM, 18 y 19 d fevereiro, 18h

Iniciam-se os ESPETÁCULOS ENSAIOS  GERAIS

com  o  CORO da MULTIDÃO

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foto edmundo gopfert

Pra todos estarem Prontos pros  DOIS BAILES DE ARROMBA

NO CARNAVAL de 2017

EVOÉ!

ingressos a venda!

No Site do Teatro Oficina está postado o Texto da Peça Bacantes:

O Rito de Origem do Carnaval

EVOÉ

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LUIS RASGA NOSSOS CORAÇÕES

No Teat(r)o Oficina mais uma vez

Celebramos hoje os 29 Anos da

Ethernidade d Luis Antonio Martinez

Corrêa

Este ano com o Rito d Origem do Teatro

TragicoKomico Orgyastico d Dionísios

“BACANTES” escolho esta foto de Luis,

no Musical Brasileiro nº 2

em q Ele está canta “O Ébrio” d Gilda de

Abreu, no momento em q

RASGA SEU CORAÇÃO

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Este Grande Ator Palhaço Músico

TragiCômico assassinado dia 23 d

dezembro d 1987 às 14:30

com a crueldade mórbida de 107

Facadas Homofóbicas fez explodir sua

Tragédia no Coração do Mundo.

Num 1º Momento algumas pessoas se

opusarem q seu Corpo Retalhado

fosse Velado exatamente no dia de Natal:

Publicamente.

Mas minha irmã Maria Helena, muito

próxima d’Ele, morava no Rio muito

perto d’onde Luis morava y Marcelo

Drummond q foi me receber na manhã

do dia 25 no Aereoporto Santos Dumont

no Rio (eu vinha de Araraquara onde

esperávamos Luis pra Ceia de

Natal do dia 24) me apoiaram pra q

esse abcesso fosse Aberto em Praça

Pública pois transcendia o ser pessoal d

Luis, Era y É uma Tragédia q atingia em

Cheio os Corações de muitos q amavam

á Luis y o Teatro q Ele fazia. Teatro da

Crueldade amante d Artaud Luis

criava sim, com Crueldade no seu

Teatro do Coração, com uma absurda

Alegria, Humor y Beleza, sem nada a

ver com a Crueldade Mórbida dos seus

assassinos.

Até aquele ano d 1987, muitos

assassinatos homofóbicos de Gays eram

escondidos pelas próprias Famílias.

Mas o q aconteceu, por ter sido

exatamente com Luis q era um Artista

q apaixonou a todos q o conheceram, ou

viram suas peças, no Brasil y no

Exterior, estourou n’uma Ruptura de

Todos os Armários.

Todos Artistas de todas as Áreas do Rio

estiveram no Teatro Laura Alvim na

Praia do Ipanema do Rio de Janeiro

onde o Corpo d Luis foi Velado, lá onde

fazia mais uma Temporada de sua

2ª Peça cantando a História do Theatro

Musical Brasileiro.

Senti todos q vinham me abraçar com

todos seus Corpos Encharcados d

Emoção, como mais q Irmãos.

A Tragédia d LUIS explodiu num

MOVIMENTO LUMINOSO:

LU(I)X NA CIDADE (como pronunciam

os cariócas, com X )

Nesse mesmo dia Maria Helena, eu y o

Corpo d Luiz no Caixão, alugamos um

Avianzinho y fomos pro Areoportozinho

de Araraquara onde minha Mãe, meus

irmãos, nos esperavam num por d Sol da

Morada do Sól.

Voltei na mesma Noite pro Rio onde sua

Missa do 7º Dia aconteceu na Praça

Pública Nossa Senhora da Paz no

Ipanema, na época sem grades… Todos

Artistas do Rio de Teatro, Cinema, TV,

lotaram mais q a Praça. Eu tinha ao meu

lado o muito amado Grande Othelo y a

diretora Bia Lessa, q me trouxe um

presente d Natal. Ela veio no meio da

Multidão y me presenteou uma Caixa

com um Punhal, com o qual fiz minha

Atuação, rasgando minha Camisa y me

atirando do Palco erguido na Praça, pros

braços abertos da Multidão q me

acolheu.

Muitos achavam q eu estava Louco.

Y estava y estou, sempre.

Há um Vídeo maravilhoso deste dia no

Site do Oficina

Dia 20 d Janeiro d 1988, dia de São

Sebastião no Rio de Janeiro, fomos com

pessoas q viviam este Movimento ao

pequeno Apartamento de Luis no

Ipanema, onde encontramos lençóis,

paredes, encharcadas d Sangue.

Foi feita uma Máscara na Uni Rio – no

meu rosto, por q eramos relativamente

parecidos – para Marcelo Drummond q

fez o Papel d São Sebastião Luis na Praia

da Urca q Luis adorava, nas areias em

frente ao Cassino q lá existiu, onde ia

criar, sua próxima peça Musical. Foi um

Ritual Noturno, sob Atabaques y

Cantos Corais, onde Marcelo

Drummond Luis, com a Máscara, surgiu

com 107 Facadas aplicadas em seu

próprio Corpo, enquanto os Lençois

com o Corpo Sangue d Luis eram

queimados numa grande Fogueira.

Os participantes deste Rito foram

retirando os punhais do Corpo d

Marcelo Drummomnd Luis São Sebastião.

As Cinzas do Sangue foram depositadas

numa Anfora y Marcelo Luis Nú,

penetrou no Mar da Bahía da

Guanabara onde plantou as Cinzas do

Corpo Sangue d Luis Antonio.

Há este Belo Vídeo também no Site do

Teatro Oficina (com o título: Rito de desmatírio).

As Pompas Fúnebres passaram por um

Rito Ecumênico no Teat(r)o Oficina

onde atuaram muitos Sacerdotes de

Muitas Religiões. O Rito foi encerrado

com Denise Assunção cantando e

dançando o Fuk das Rãs q até hoje é

Cantado no Final de “Bacantes”.

Saimos todos do Oficina cantando y

dançando este Funk até o Restaurante

Monte Chiaro na Rua Santo Antonio no

Bixiga. Denise, esta ASTRA, dançou em

cima das Mesas do Restaurante

inundando de ALEGRIA estes 1ºs Ritos

da Ethernidade de Luis q duram até hoje.

Tínhamos interrompido os 1ºs Ensaios

d BACANTES dia 22 d Dezembro.

A Tragédia só não virou Drama por q

retomamos os trabalhos, com a peça q

hoje, pela primeira vez, é encenada na

Ehernidade de Luis, q tem me afirmado

q a Vida é Tragica, mas é Comica y

Orgiástica .

Luis na Época estava montando Lulu de

Widekind com a Ferndinha Torres. Nós

encontramos em seu apê a capa do

Vídeo do Maravilhoso Filme Lulu de

Pabst. Os assassinos roubaram seu

aparelho d VHS. Nesta peça Lulu é

assassinada com um punhal na Noite de

Natal por Jack o Estripador.

Tentei montar a peça, q já tinha toda a

produção patrocinada, pois achei q se

Luis tivesse tempo de ter montado a

peça não sería assassinado. Mas numa

reunião em q fiz esta proposta, todos

acharam q eu estava mesmo Louco?!

Luis me iniciou na TragyKomédiOrgya

Zé irmão d Luis y d muita gente

Gratidão Etherna

23 d Dezembro d 2016 00:22h.

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RESSUREIÇÃO DE
O REI DA VELA

Hoje 30/11/2016 – no CINE SESC na Rua Augusta, encerra-se a Mostra dos filmes prediletos do Crítico de Cinema Jairo Ferreira, realizados no fim dos anos 60 e início dos 70, com o Filme O REI DA VELA.

Filmado no Rio de Janeiro no ano de 1971 durante a temporada da peça de Oswald de Andrade no Teatro João Caetano, com Externas na Páscoa deste ano, em pontos Totêmicos da Cidade.

O Teatro Oficina foi o produtor inicial. Mas o Filme teve uma historia labiríntica internacional pra ser montado. Atravessou o Exílio do Teatro Oficina em 1974, e teve suas latas levadas clandestinamente pra Europa, pela Embaixada Francesa em SamPã por iniciativa de uma das Atrizes do Filme: a Genial Maria Alice Vergueiro.

A história deste filme atravessa a revolução Portuguesa dos Cravos, as fronteiras perigosas da Espanha ainda de Franco, chega a Paris, quase engolida numa inundação pelo Rio Sena.

Mas nos anos 80, na abertura lenta gradual restrita, começa a renascer como fruto de um GRANDE ENCONTRO de dois Artistas: do então jovem Cineasta Noilton Nunes e este q escreve esta nota: José Celso Martinez Correa.

O Embaixador Celso Amorim, então na Direção da EmbraFilme, faz retornar ao Brasil as Latas do Material do Filme q estava na França. E o Rei da Vela é apaixonadamente Montado, incorporando além das Cenas da Peça, sua história, e nossa história de realizadores, com filmes em PB de nossos pais, mas proibido em todo Brasil pela Censura.

Liberado depois de uma Invasão na Comissão de Censura da Abertura, teve sua estreia num Cinema de Copacabana encrencada. Um jovem ofice boy do Teatro Oficina, entusiasmado demais depois da Estreia do filme, solta um Rojão em frente ao Cinema, q faz sua trajetória até explodir um Fusca, lá estacionado.

A Polícia chega, encerra as Grades do Cinema. Fica parte do público fora, na Rua, e parte dentro, participando de um BORÍ banquete com comida de santo no chão da Sala de Espera do Cinema.

Noilton e eu fomos acabar a noite de glória na Delegacia de Copacabana e os Jornais noticiaram em manchetes como acontecimento Policial.

Mas a EmbraFilme garantiu várias cópias, em francês, inglês y espanhol, apresentadas em vários lugares do mundo. Adquiridas pelas Cinematecas de Berlin y Paris.

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Todo material Audiovisual do Oficina Uzyna Uzona foi para a Cinemateca de SamPã, inclusive o filme pra ser Remasterizado. Mas veio o fechamento absurdo deste lugar, q nem quero comentar agora, quando o filme estava pra sair.

Eu já achava q jamais ia ver o filme pronto antes de morrer, quando o Produtor de Cinema, Paulo Sacramento, fez acontecer esta Versão Masterizada do Filme juntamente com muitos outros Grandes Filmes chamados de Marginais durante a Ditadura.

Foi gerada uma MASTER DIGITAL 2K do negativo da película. Durante duas semanas ficou transando com um SCANNER, acoplado ao Negativo do Filme. Em seguida, foi feita uma Correção de Cor e limpeza do Áudio para eliminar os chiados.

Este processo técnico-artístico aconteceu no BIXIGA,

justamente onde era o ANTIGO LABORATÓRIO DE CINEMA LÍDER, HOJE CINECOLOR DIGITAL.

E aconteceu o Milagre Inesperado.

Hoje vamos ver o filme com o Público. Alguns de nós no Oficina viram, inclusive eu. Ficou uma MARAVILHA.

Os Figurinos, Cenários e a Maquiagem do Gênio Eisensteiniano Helio Eichbauer, concebida com o Elenco q criou a peça, são arrebatadores.

As Interpretações, a começar de Renato Borghi fazendo Abelardo1º, são incrivelmente deslumbrantes.

A Montagem de Noilton Nunes, a trilha Sonora q criei, ganharam o Kikito no Festival de Gramado.

Mas o filme como bom vinho foi ficando cada vez mais forte e infelizmente mais atual do q nunca no Retorno da Onda conservadora.

Dados mais precisos estão no site do teatro.

Aqui, o link do pdf do passaporte programa original do filme.

Não pude deixar de escrever estas notas pra uma noite q desde já é das mais emocionantes q vou viver. 

Zé Celso

SamPã, 30/11/16 MERDA

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Foto André Gardenberg

Ió toda gente!
Nessa quinta (24), Zé encerra o Simpósio Seis Décadas de Cena Radical Brasileira com uma Aula Magma no fogo da presença d um teat(r)o total. Uma (des)conferência concreta na ágora da rua Lina o Bardi, nossa terreyra eletrônica, finaliza uma série d encontros sobre as muitas perspectivas que atravessam a trajetória artística, poética, afetiva e polytica do Teat(r)o Oficina ao longo dos anos. Realização Laboratório de Práticas Performativas da USP, TUSP y Teat(r)o Oficina. Coordenação de Cibele Forjaz e Marcos Bulhōes.

24/11, das 14 às 17H. Rua Jaceguay, 520, Bixiga.
Entrada Gratuita

Segunda-feira, 26 de outubro de 2016, o Teatro Oficina goza mais uma Vitória na Luta contra o martírio secular da especulação imobiliária.

Em maioria, conselheiros do CONDEPHAAT, o órgão de preservação do patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do estado de São Paulo, votaram contra a construção das torres que assombrariam o Teat®o Oficina e todo o entorno do bairro tombado do Bixiga.

A votação que poderia passar despercebida foi colocada em cena por atuadores y pelo cordão de amigos dourados do Teat®o – Edson Elito, Guilherme Wisnik, Tales Ab’Saber. Contagiados pela direção de Dionísio e diante de uma votação quente e histórica, o poder da nossa presença desmontou a presença do poder.

CRONOLOGIA E COSMOLOGIA DA RE-EXISTÊNCIA
Há 56 anos o Teat®o Oficina cultiva Ritos Teat®ais na rua Jaceguay 520 do Bixiga. Há 36 anos encena a luta contra o capital financeiro baixado no braço imobiliário do grupo Silvio Santos – a Sisan Empreendimentos Imobiliários. Que há mais de 20 anos tenta aprovar um empreendimento nas terras do entorno do teatro.

2000
É aprovado, pela prefeitura, a construção do Shopping Center Bela Vista Festival Center, a construtora se nega a seguir os parâmetros construtivos do município, e por medida cautelar, a obra é embargada.

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2004
Vem a tentativa de aprovar um projeto híbrido de shopping com um teatro que supostamente atenderia a complementação do projeto de Lina Bardi e Edson Elito – o Anhangabaú da Feliz Cidade – mas que só consegue produzir um teatro fechado em si mesmo, fora de toda a concepção do teatro rua, do teatro aberto à cidade, ágora pública, do teatro pra multidão e que não contracena com o bairro de forma que oCONPREP pede alteração no desenho e o grupo abandona o projeto.

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2008
Baixam as torres – um condomínio residencial de três prédios de quase 100m de altura – dois na lateral oeste do teatro, do janelão de 120m² e da cesalpina – árvore totem plantada por Lina Bardi e ponta de Lança pra possessão do entorno, e um prédio na lateral leste do teatro, com o pomar, as alamedas e o mirante da rua Santo Amaro. O grupo SISANtenta aprovar os prédios nas três estâncias dos órgãos de preservação do patrimônio – CONPRESP, CONDEPHAAT e IPHAN.

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2013
O conselho do CONDEPHAAT aprova a construção das torres, na ocasião o órgão era presidido por Ana Lucia Duarte Lanna, que entre outros argumentos legalistas, defende o direito à propriedade da empresa, desprezando a própria função do órgão de proteger o patrimônio cultural material e imaterial do Teat®o Oficina e do bairro tombado do Bixiga.

Desde então o grupo vem tentando aprovar os projetos das torres noIPHAN, que na presidência de Jurema Machado, com o brilhante parecer, em 2010, tomba o Teat®o Oficina já na sua perspectiva urbana, incorporando o Anhangabaú da Feliz Cidade e dando direções pra solução do impasse a partir da desapropriação ou troca de terrenos.

O projeto tinha ainda a previsão, indicada por croquis da arquiteta e por vãos deixados na parede de fundos, de desembocar numa praça pública posicionada em lote perpendicular ao do teatro. A importância do Oficina, a escassez de espaços públicos que dêm vazão à riqueza cultural do Bexiga, a intensidade de percursos a pé em um bairro popular e tão próximo do centro de São Paulo eram, e continuam sendo, motivos mais do que suficientes para se almejar essa escala.

O que não fica claro – e deveria merecer uma avaliação mais aprofundada – é porque uma cidade como São Paulo, onde se tem a maior e mais consolidada experiência de aplicação de instrumentos urbanísticos como a transferência do direito de construir e as operações urbanas não elegeu o Bexiga para a aplicação prioritária desses mecanismos, justo uma região tão bem localizada, que tem potencialmente muito mais valor para São Paulo – até mesmo sob o ponto vista estritamente financeiro – pela sua diversidade cultural do que pela quantidade de metros quadrados que se possa construir ali. Edificações com destinações comerciais e de serviços, que não tenham outros requisitos locacionais a não ser a acessibilidade, podem ser deslocadas dentro do espaço da cidade utilizando instrumentos dessa natureza. Já o lugar das práticas culturais é ali, e só ali. Se não for ali, o Bexiga como tal deixará de existir.

Atualmente, o parecer do IPHAN é contrário ao projeto atual da Sisan ao lado do janelão do teatro, mas se manifesta sobre o prédio da rua Santo Amaro.

Ainda em 2008 o grupo tem a aprovação do projeto pelo CONPRESP, que em 2015, depois de uma modificação no desenho pelo próprio grupo, se posiciona contrário ao projeto, desde então os pareceres dos relatores doCONPRESP são desfavoráveis a construção das torres.

2016
Este ano, a Sisan dá nova entrada para aprovação no CONDEPHAAT. A votação entrou em pauta nas reuniões do conselho no dia 29 de agosto e abriu o primeiro ato dos três que tiveram sua apoteose na votação do dia 26 de outubro – com o veto e o xeque mate das torres no quarteirão do Bixiga.

O presidente do CONDEPHAAT e alguns conselheiros insistiam na iniciativa caduca de tomar uma ‘decisão à luz da resolução vigente’, votando com base na situação do teatro em 1982, data do tombamento no CONDEPHAAT, desprezando a obra de arte atual projetada por Lina Bardi e Edson Elito – 3º Teat®o Oficina aberto para o Minhocão, para as Chuvas, as Luas, Estrelas, pra Sol e todas as descobertas da companhia ao longo destes quase 35 anos, vivendo a vida ao vivo no canteyro de obras permanente da Uzyna Uzona.

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a sól em cena na peça Cailda !!!!

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o janelão de 120m2 em cena na peça Cacilda !!!!!

As transformações feitas pela companhia foram transformações arquitetônicas substanciais que permitiram a existência contemporânea do teatro e do trabalho na companhia, que extrapola os limites do teatro, pondo em cena o projeto rascunhado na década de 80 e o teatro já projetado na sua perspectiva urbana.

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O presidente do CONDEPHAAT chegou a falar sobre um pretenso conforto ambiental gerado pelo assombramento das torres e que na época do tombamento o vão do janelão não existia, interpretando abstratamente o tombamento e desprezando a ousadia do laudo do arquiteto conselheiro na época, o artista Flávio Império, tombando, em 1982, o que ele chamou de O Movimento de expansão da linha de trabalho da companhia.

Sem incorrer na corrente que costuma mitificar e cristalizar valores, considero o próprio edifício do Teatro Oficina de suma importância para documentação de como se deu, nos anos 60, o surto de pesquisas de linguagem teatral que influenciou até hoje o teatro moderno no Brasil.

O teatro oficina passou por vários tipos de organização interna da relação palco e platéia: atuante-espectador. Este fator constitui-se parte integrante das suas pesquisas: o espaço da cena, um dos elementos básicos da sua pesquisa de linguagem eminentemente teatral.

O seu tombamento não deveria, portanto, considerar fixo, congelado o seu equipamento interno para não estrangular as novas ou futuras propostas de pesquisas do grupo.

Flávio teve a grandeza trans humana, de defender em seu Laudo Técnico pro Tombamento, a destruição transmutadora de sua Obra pra dar passagem ao Terreyro Eletrônico.

Os argumentos das votações também vieram, estrategicamente, construindo um equívoco que vem se criando pra engrossar o coro dos que acreditam que o Anhangabaú da FelizCidade é a projeção do ‘ego do Zé Celso’, como se se tratasse da transferência de propriedade do terreno para a associação, surdos ao coro da companhia e das vozes públicas, que já estão mais que sabidas, de que se trata de sagrar este terreno como Terras Públicas, com programa Cultural, sobretudo pros Ritos Teat®ais – o ponto de encontro do corpo a corpo da humanidade – gerido e com curadoria de um conselho onde a companhia tem parte.

O poder da presença de Tales Ab’Saber evocou a ousadia do pai e geógrafo Aziz, presidente do CONDEPHAAT na ocasião do tombamento em 1982, que na sua direção desejava do órgão ousadia e criação de novos paradigmas pros instrumentos de preservação da cultura.

O tombamento do Teatro Oficina processou-se nos fins do ano de 1982, do século passado, em uma época em que o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arqueológico (CONDEPHAAT), conseguiu ampliar o foco das preocupações mais importantes e diversificadas.

Ao invés de se preocupar apenas com prédios e museus históricos, ou igrejas e capelinhas, o conselho naquele momento fixou-se em fatos representativos da natureza no território paulista (Serra do Mar, Serra do Japi, Pedra Grande, Atibaia, entre outros). Em segundo lugar houve uma preocupação especial com os centros históricos de velhas cidades paulistas (Itanhaem e Iguape; Bananal e Cunha; São Luis do Paraitinga entre outras). E por fim os principais teatros existentes na cidade e periferia central de São Paulo.

Em um tempo em que, por razões diversas, grandes e pequenos teatros e cinemas estavam ameaçados de fechamento e perda de funções culturais porque “todo espaço virou mercadoria”, como dizem os jovens geógrafos da Universidade de São Paulo, surgiram os primeiros shoppings e galerias para atendimento dos distritos centrais de negócios, e bairros sócio-econômicos de habitantes mais bem aquinhoados e consumistas.

A dimensão urbana do projeto do Anhangabaú da FelizCidade foi trazida e se entendeu que o impacto das torres não cairiam somente sobre o teatro, mas sobre um conjunto arquitetônico tombado pelo próprioCONDEPHAAT, formado pela Casa da Dona Yayá, a Escola de Primeiras Letras, o Castelinho da Brigadeiro e o Teatro Brasileiro de Comédia.  Já desenhando o território cultural descoberto durante a x Bienal de arquitetura em 2013, com a explosão do programa do Anhangabaú, tornando-o radicalmente público.

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Apesar da manipulação e da parcialidade de como foi conduzida a votação e da convicção divina do presidente do Condephaat – de que arranha-céus de cem metros de altura são a melhor opção pra um bairro com 900 casarios tombados, e que sombra é a melhor caminho higiênico pro interior de um teatro que tem como maior diretor das encenações , a Sol – muitos conselheiro deram pareceres e se manifestaram de forma brilhante, apaixonada, defendendo o teatro e o bairro com o que ultrapassa a tecnicidade das leis e o patrimônio – a VIDA, ECOLOGIA DA NÃO EXTINÇÃO DOS SERES VIVOS Y MORTOS, HUMANOS Y NÃOHUMANOS.

Presidenta Dilma

Depois d ouvir seu pronunciamento hoje, decidi lhe escrever uma “CARTA ABERTA” porque sinto q os seus argumentos todos somados aos do seu maravilhoso advogado José Eduardo Cardoso batem numa ABSOLUTA SURDEZ INTENCIONAL DOS SENADORES GOLPISTAS.

Nos momentos crise mundial como o q vivemos, em vez d Mudanças Radicais Necessárias , vemos o medo ser maior. Então, muitos tem preferido as desgraças do q as Mudanças.

E pra isso se criam BODES EXPIATÓRIOS:

É  A HORA DO FACISMO. 

Sua PESSOA,SEU CORPO vêm sofrendo desde sua Vitória na Última Eleição Presidencial as PUNHALADAS DOS FACISTAS TEREM T ESCOLHIDO COMO :

“BODE EXPIATÓRIO ABSOLUTO”, O Q INCLUDE ALÉM DE NA INSTITUIÇÃO, EM SEU SER VIVO: SEU CORPO.

POR ISSO ACONSELHO-A  Á CANTAR ESTE BODE  NO SENADO

dar d volta  à partir d seu CORPO, sua VOZ, ou mesmo no seu SILÊNCIO no instante do “aqui agóra”  do dia d sua Presença Pública. Sem ler nada, nenhum documento, exprimir o q sente nesta asquerosa Cena tudo q seu CORPO precisa pra exorcisar em cima deste TRIBUNAL FACISTA DA INQUISIÇÃO.

Vai ser Maravilhoso, uma questão d SAÚDE PUBLICA, não só pra sua PESSOA, mas pra TODOS Q AMAM NO BRASIL Y NO MUNDO SUA EXTRAORDINÁRIA PESSOA POLÍTICA Y HUMANA.

O deus do TEATRO: DIONIZIOS, por exemplo

é um BODE q sofreu, como CRISTO, perseguições cruéis da Deusa HERA, Esposa Ciumenta d ZEUS por ter concebido este filho com SEMELLE, uma MORTAL.

Mas diferentemente de Cristo q aceitou a CRUZ , q  Não CANTOU O SEU BODE, DIONISIOS criou o TEATRO: uma RELIGIÃO  em q  os BODES CANTAM, põe pra fóra seus BODES, BERRAM,BALEM MÉÉÉÉÉ…., DEBOCHAM, CHORAM, RIEM, FESTEJAM NA MAIOR ALEGRÍA.

Nós ATRIZES, ATORES, q praticamos as ARTES CÊNICAS, somos quer queiramos ou não, desde q descobrimos nosso ser pro Teatro,  sabemos q somos e seremos BODES SOCIAIS y em CENA CANTAMOS NOSSOS Y TODOS OS  BODES.

DILMA ROUSSEFF, QUER SE QUEIRA OU NÃO, TORNOU-SE UMA PERSONAGEM D TRAGÉDIA BRASILEIRA 

como ANTIGONE,MEDÉIA……

Nós fazemos no Teat(r)o Oficina nas nossas Óperas d Carnaval o q chamamos d TRAGICOMÉDIORGYA.

Quando se chega a condição TRÁGICA como é a sua, por tudo q vem sofrendo, se chega tambám à percepção do Ridículo , do Cômico da Vida, como foi assistir o  $HOW desse Congresso, o mais corrupto da Histíria do Brasíl, produtor d  Inúmeráveis Bostas Mentais  na Cena Bufa da Votação d seu Impeachment  no di 17 d abril. 

Y ao mesmo tempo , a TRAGÉDIA, dá ainda  á nós, os Trágicos:

mais Tesão d Viver,

nos liga novamente à ORGYA!

Fazemos uma Sessão Especial no TEAT(R)O OFICINA, q COMEMORA HOJE , SEUS 55 ANOS DE VIDA com a Peça:

“pra dar um FIM NO JUIZO de deus”, de Antonin Artaud. 

Acontecerá  uma Cena da Grande Atriz Joana Medeiros q tem sido uma espécie d OUTRA sua, isto é, d DILMA, desde  a peça montada o ano passado “MISTÉRIOS GOZÓSOS”,  dOSWALD D ANDRADE, onde fazia MADAME BOVARY

( Estou lhe enviando um trecho gravado da peça onde pode-se ver uma das Cenas desta Outra d Dilma)

 

Ontem ensaiamos uma Cena q já existe na Peça, q é d Joana d’ARC,diante d seus Inquisidores, q serão as Máscaras d Todos seus Rheais Inquisidores.

Hoje, a Cena terá como nas Peças d Bertolt Brecht , um Titulo:

 “A PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF DIANTE DE SEUS INQUISIDORES NO SENADO”

 Joana Medeiros vai Improvisar, amanhã posso lhe enviar o Video d Cena.

Enfim, tudo q escrevo é pra te dizer q Compareça no Senado, mesmo q você não pronuncie uma palavra.

Olhe nos olhos dos Golpistas e acontecerá o mesmo que aconteceu com aqueles do seu julgamento de 64: cobrirão a cara.

esta Cena

dirá tudo

y te libertará deste VODU q lhe impuseram

Zé Celso

Com todo HUMOR AMOR Y MUITO MAIS Q HOUVER NESTE MUNDO