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Pau2

Rito da Primeira Estação pelas ruas do Bixiga, cheio de Libido. Foto Jennifer Glass.

MANIFESTAÇÕES POLÍTICAS NÃO DECIFRADAS

No início dos 60, Sartre e Simone de Beauvoir foram ao pedacinho da Terra onde nasci, Aracoara, a morada do sol: Araraquara. O sucesso de mydia ficou por conta da conferência que Sartre fez na Faculdade de Filosofia. Mas o grande acontecimento político se deu no velho Theatro Municipal. O Theatro era irmão vindo da mesma fábrica do Theatro José de Alencar, de Fortaleza: estruturas arquitectônicas importadas de Glasgow, na Escócia, feitas especialmente para o calor dos trópicos do Hemisfério Sul. Era lindo, mas, por estupidez, foi destruído na Ditadura para dar lugar a uma Torre da Prefeitura da Cidade. Sem comentários. Não quero fugir do que quero dizer.

Leia o texto na íntegra aqui.

indios

Só 1000 toques para Dilma:

Ufa! No fim, Dilma traz alegria escolhendo Juca Ferreira para ministro da única criação humana a destrinchar a crise brazylera y mundial: Cultura. A história surpreende. Juca não é quota do partido, mas um cultivador forte da roça cultural, este elegante artista, ecologista, animador, reabre pros brazyleros na maior desigualdade na distribuição da renda da história humana, a cultura como valor primeiro, infraestrutura da vida, cúmplice da força da natureza devoradora de modelitos por ora talvez inevitáveis, inspirando correntes da sociedade brasileira fartas da hysteria golpista. Com Juca, o Ministério da Cultura passa a ser órgão de sabedoria, inteligência, sensibilidade, no caos da rigidez fiscal, momento em que o patrimônio cultural brazylero está pior que o da Saúde y Educação, e essa dupla não tem sentido sem Cultura. Jovens de todas idades saberão ler o que está em seu redor. Dilma acertou: cultura como moeda de apoio à governabilidade não presta, só vale se livre y plugada na terra, em nós humanos, espécie quase em extinção.

José Celso Martinez Corrêa (Zé Celso), presidente da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona

Leia abaixo, na íntegra, o texto “Dilma: Cultura da Infraestrutura da Vida é só o que desejo pra inspirar teu 2º Ato na Presidência do Brasil”:

IÓ! Presidente Dilma: Cultura da Infraestrutura da Vida é só o que desejo pra inspirar teu 2º Ato na Presidência do Brasil

Dilma Presidente do Brazeiro do Povo Brazylero

Dilma, no seu último comício no Tuca, vinda do fogo do povo artista da perifa, chegou criando um círculo de mãos tocando antenadas nos dedos de todas mãos, de nós que estávamos no palco, havia música no ar, chegou minha vez, estavas linda, cheirosa, nos abraçamos, dançamos cheek to cheek, na ethernidade de frações de segundos. Eu beijei teu rosto e te dei esta fala: “Te Adoro”. Dilma, você me replicou: “Ah! se eu pudesse ficar aqui dançando” e foi pra pras janelas que davam pras ruas, onde o Coro Junino 2013 renascia diferente em 2014: milhares de jovens trotando numa cavalgada impulsionadora y você pulou junto a dança dos jovens potros do brazyl revitalizado.

Agora o Elenco do Phoder das Altas Esferas já está montado, pra desvuduzar sua 2º Temporada no Poder da pressão golpista dos retornados comemoradores dos 50 anos da ditadura militar.

Levy pro Mercado/Desenvolvimentistas pro Planejamento/Banco Central, com os que já $ambavam/Agro Negociante na AgriCultura Tóxica/Esporte pra um Evangélico/Ministério da Ciência y Tecnologia para um Importante Politivo pro Brasil, mas sem a ginga da Ciência Contemporânea/Polícia Federal no Juízo Final, lavando à jato Personagens Corruptos y Agentes d Empreiteiras Corruptores: O q cai em cima da Petrobras é denuncia premiada entregando o núcleo forte da vanguarda mundial da corrupção: o próprio Capitalismo.

Você certamente vai dirigir esses 1ºs contemplados sem trair seu superobjetivo de trazer mais povo pra contracenar com eles.

Nós, artistas, vamos entrar com tesão nesta cena, se você mexer as cadeiras y chegar ao cu da cultura: a infra estrutura, não do capital, aquele que Marx pôs em cena, a Macro Economia do Capitalismo, mas o da infra estrutura, da natureza da vida, nosso maior bem, o que vale y não morrerá, se houver sua valorização via inteligência emocionada do que alguns humanos chamam de “CULTURA”, riqueza maior dos povos, hoje desprezada.

A respiração está difícil pra nosso Planeta Terra, esse ser vivo que gira. A Seca: há escassez da origem da vida, a Água, que chegou hoje, bem antes do previsto.

A peça nova a ser encenada em seu governo só passará a ser democracia se o Cultivo da Vida ao Vivo vier à tona na Tempestade da Paixão além do corpo cidadão, ou do corpo mercado, fazendo brotar o olho d’água da ambição de viver o destino humano de uma nação mundial, sagrando sua Majestade: o Corpo Cultura, Espelho do Inverso no Verso virado Carne Humana Brazylera.

Nos debates eleitorais, todos os Tabus nem sequer foram tocados, por falta do TABÚ dos TABÚS : a CULTURA. Ela deschava, desconstrói e desmistifica com inteligência y beleza, todos deles. Esta façanha só o TABÚ DA CULTURA, virado TOTEM, pode fazer.

Antes a Cultura era pautada como assunto primordial dos candidatos; em 2014 foi decapitada, como se pudesse existir uma nação sem a transvalorização criadora da emoção que só a cultura traz: Tabu da Descriminalização Urgente das Drogas/da Legalização do Aborto/Tabu da Existência palpável do Choque de Classes/Tabu do Amor Livre

assim Cantava Antônio Conselheiro:

“O Amor é Grande y Livre demais
pra ser Julgado por nós,
pobres mortais”

Na sua entrevista pós-vitória, publicada ipsis litteris pelo Estadão, está sua forte persona, imbatível na estatística, na tecnocracia. São grandes qualidades suas, já conhecemos e admiramos. Mas eu lá não li se existe seu prazer de destampar seu superego, pra felicidade geral da nação, deixando-se penetrar pela respiração dos ventos da cultura, colocando sua sabedoria técnica, científica, pra trazer a poesia do desejo humano de viver gostoso nas revelações culturais transpassantes do apocalipse do capital, tornando você Dilma, uma Estadista – mais q isso, uma Estadista Humana ou mesmo TransHumana.

BRIZOLA vindo de GETÚLIO VARGAS, + DARCY RIBEIRO, criaram os estatutos do PDT ainda na “abertura” da ditadura, uma constituição cultural, uma reforma política que resolveria muito além do impasse de hoje, desta exigência de rever o apoio público das campanhas políticas nas eleições.

LULA, por ser uma pessoa culta por sua vida intensamente experimentada, vivida na dor-amor-humor-negociação, teve a inspiração de chamar o músico antropófago InterNétizado da Tropicália GILBERTO GIL e o ecologista JUCA FERREIRA pra primaverarem o Ministério da Cultura relançando uma Política de Estado Concreta para a CULTURA DA MISCIGENAÇÃO BRAZYLEYRA.

MARTA SUPLICY trouxe seu talento de negociação política pra ampliar campos culturais na neutralidade da internética, valorização da literatura, da moda. E mais, com sua agilidade, replicou a Troca de Terrenos proposta por Silvio Santos com o Entorno do Teat(r)o Oficina Tombado pelo IPHAN, confirmando um Terreno da União, anunciado já por Ana de Hollanda, na área de Exploração Econômica do Novo Plano Diretor da Cidade pra fazer essa Troca. Nós, do Teat(r)o Oficina Uyna Uzona, e o Grupo Silvio Santos não temos mais saco pra lutarmos entre nós, empatando-nos mutuamente, nesta peça há 34 anos em cartaz, por isso queremos que esta TROCA aconteça já, sem medos, abrindo seu 2º Governo com um Ato Grandioso de Revolução Cultural. Libertando o Coração da Cultura de SamPã: o BIXIGA, q então vai iniciar a virada pra ser um Corredor Cultural plugando da Vila Itororó ao infinito das Ciclovias, até a “Chácara do Jockey Club”. O Magnítico Prefeito Fernando Haddad abriu estas perspectivas – como tantas outras – de um outro destino pra enfartada SamPã.

A luta “Oficina X Grupo Silvio Santos” nos ensinou muito, mas, desgastante demais, durou um ano a mais q a vida d Cristo. Mas, com seu desfecho vitorioso pra ambas as partes, irá dar lugar à emersão definitiva dos mais de 56 anos do Teat(r)o Oficina pra sua rheal grandeza, antropofagiada enfim por todos povos do mundo atual e pros que virão, nos livrando da injustiça dos TABUS que nos foram impostos pela mediocridade invejosa cultural dos que nos condenam. A decisão final desta guerra Urbana transformará este ridículo TABU OFICINA em TOTEM. Do contrário, ficaremos insuportáveis,
a sombra, a toa, esperando o reconhecimento com a morte de todos nós q inventamos esta aventura ambiciosa demais pros q não acreditam no P(h)oder do Teat(r)o.

A Satisfação ao Mercado não é mais importante para a Vida Humana no Brasil que a Potencialização da Vida do Povo Brazylero, pelo Poder dos que fazem Amor com a Cultura.

Esta Multicecía vinda dos Ciêntistas, Xamãs, Poetas, nossos ancestrais indígenas, africanos, emigrantes, que devoraram nosso Colonialismo Cultural e abriram pontes no presente futuro, dando pra humanidade terráquea y apostando com coragem na busca de uma era além da sobrevivência rotineira e medíocre de um país que nasceu pra brilhar, sobretudo por sua Arte de Viver Intensamente.

A Greve dos trabalhadores do Ministério da Cultura mostrou a situação do Patrimônio Cultural Brasileiro, mais indigente que os hospitais e escolas.

E nós que trabalhamos na Arte do Teat(r)o não aceitamos mais viver flechados por todos os lados, com a grande dificuldade de dar à família humana mundial muito mais do que temos a dar do q demos até agora. Nossas gavetas estão mais cheias que as de toda a corrupção que agora virou best seller.

Venha, Presidenta, pisar, dançar na Pista do Teat(r)o Oficina, chamada de Rua Lina Bardi, a última Obra de Arte desta “Arquiteto”, como gostava de ser chamada, AccquilLina Bo Bardi. No dia 5 de dezembro de 2014 teve o inicio de seu Centenário, q vai até o fim d 2015, já em plena Celebração em muitos países do mundo e no Brazil, onde Lina apaixonou-se pelo “o q faz a mão do povo brazylero”.

Adoraríamos sua presença numa Noite no Teat(r)o Oficina, última Obra de Arte de de Lina, em q a Celebraríamos com o Público d São Paulo, mais 22 dos mais Jovens Coletivos de Teatros de SamPã – que como nós, da Associação dos Tecno Artistas Multimídias do Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, o Coletivo Teat(r)al mais longevo do Brasíl, estão ameaçados de extinção pela Especulação Imobiliária na Capital do Capital rancoroso e pão duro de São Paulo no século 21. Seria uma Noite em q Celebraríamos também a Cultura como motor de seus próximos anos d Governo. Quando sua agenda abrir esta oportunidade, nos comunique, q logo encenaremos uma Cerimônia mais empolgante ainda q as feitas para as Rainhas nos tempos Shakespireanos.

Nós, tecno-artistas, temos na nossa natureza o segredos do poder da cultura pra driblar o impasse com a Especulação Imobiliária, através de novas invenções estratégicas q tem, às vezes, o poder d abrir os ambiciosos caminhos, travados pela medrosa fissura financeira incapaz, muitas vezes, de beber a vida a grandes goles. O apoio d sua pessoa y d seu Governo, através de seu maravilhoso Ministro da Cultura, Juca Ferreira, reforçaria mais ainda a possibilidade d encerrar, a favor dos Teatros de São Paulo, estes despejos humilhantes pros povos do Brasil y do Mundo.

A Arte Teat(r)al, tal qual  nós, roceiros, praticamos hoje, é desprezada há mais de milênios, mas tem sido o Rito Central da renovação do Poder da Água da Vida: a Liberdade Humana, cachoeira do grande desejo de querermos dar mais y mais, além de só reagirmos por nossa sobrevivência.

Gostaria muito de estar com você, Dilma. Sou um velho senador de 77 anos, 56 vividos no Teat(r)o Oficina. Queria, além de receber seus ensinamentos, descobrir com todos como levantar o Brasil com o que é sua maior riqueza: o povo criador, não somente faminto, sem teto, mas vox populi fabricante da alma elétrica das palavras – corpo sons musicais dos dityrambos, do imagiário básico da Arte Carinhosa da Poesia da Vida com Cultura.

José Celso Martinez Corrêa (Zé Celso), presidente da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona,

com todo afeto q se encerra neste peito
nada varoníl
y vivam os índios q mal vivem no Brazíl

Yesterday we, from Oficina Uzyna Uzona, interrupted our rehearsal and went in solidarity to those who took Funarte intending to fight for the no Ministry of Culture’s money contingency, against its unreasonable two thirds cutting in the Budget.

Before going to this meeting, I’ve read the Group Manifest and was shocked by its bureaucratic language, “cover”, “parroting” (repeating stupidly) the Arabic revolution’s ENOUTH, LOSE PATIENCE.

A document that kidnaps Culture in a bad written text, and makes it prisoner of the academic illiterate political language, full of resentment, “indignation”, “intimations”, “requirements”, etc..

I’ve been, for more than 50 years, used to the language of a Left parody, that I call “a nível de” (pejorative colloquialism), or “cuecona” (“Mr. Fancy Paints”), but that was a democratic left. Oficina and Arena were friends, exchanged their divergences as creation.

As I’m in solidarity to social movements that make those who have the Power to “represent” us act not for State reasons, but for the real thing that appoints their Power, the Culture, I went there anyway. With desire, maybe even for professional and social reasons, of transmitting our divergences around a text that seemed to not “topple”, and get to our common goal.

We, from Oficina, by history sync, are staging our position, facing the actual positions that castrate Culture, through the staging of “Manifesto Urbano Antropófago” of Oswald de Andrade, staged as a “macumba” indeed, “mandinga”, to obtain what we want to provide to the world: the Bixiga’s rebirth through an Urban Cultural Passion Square – that we call “Anhangabaú da Feliz Cidade” (“Anhangabaú of the Happy City”) – result of our fight against the SS. Silvio Santos Financial Video Group, lovely human animal, after 30 years of War, offer us to exchange his Lands in the preserved surrounding area of Teatro Oficina, in return to Union land, the other Public Powers, to raise the Anthropophagical University, the Stadium Theatre and the Reforestation of BIXIGA.

We Culturally Express our desire to Public Art through the Art of Theatre and of Macumba Sorcery.

But, obviously, we’ll eat and be eaten by other Manifests that look for recognition of the Value even Economic specific of the Theatrical Art.

We went to the occupation, because we’ve been squatters of Teatro Oficina for 50 years, we have something in common, but do not agree in signing the Manifest in the terms formed by the Funarte occupants.

But, I saw what I’ve never expected to see: The building occupied by artists was closed with medieval bars. Am I out of my mind?!

I came in the room where there was an Assembly going on, and, when my presence in the Room was announced, I couldn’t help to ask: WHY ARE THE GATES CLOSED? DIDN’T GET IT.

In a HOMELESS or MST occupation it’s normal to take strict security measures, after all, they’re people who will live in the places they take, buildings or camps.

But in a “Culture Occupation”, in a concrete democratization of the formal democracy process we live, this occupation doors have to be opened to the Crowds. Even to those that not make Art or professionally produce the “Cultural Cultivation”.

If the Police appears to this manifestation consented by the State, it’d be the opportunity of having the support of the Police earthly beings to the Cultural Movement.

The Culture we make for everybody, of all classes, ages, for ourselves. The responsibility we artists have to produce, in the changing “batucada” of Life rhythm, is huge, the creation of New Common Values that are the Infrastructure where everything is based.

This Culture and Life creation symbiosis is blurred by Religions, Ideologies, partisan views that want to monopolize the interpretation of life.

And we have to produce our work, our fruits, from the own tree that is our Equal Human Animal Body, in anthropophagy, miscegenation, with our similar.

In the Art of Theatre, for instance, we seek the knowledge of the world both Social and Cosmic in our body, and we find out how colonized we were when discovering our vital pulse. So we crash layers and layers of Masks, Breastplates, with what the “Spectacles Colonizing Society” civilized us.

And we always do it together where we search for the maximum development of our Individual and Collective Potential. In these searches we create the energy, the fuel, the “axé” that give us, all the colonized, back our perception of having Human Power of Freedom and Creation to act deconstructing the old systems so news are born.

We realize, it were us human animals that created State, Corporations, Parties, Religions, Sciences, Economies, Systems, and it’s up to and from ourselves and our Art, interfere on what was created, but now, in the moment, draws, congests, infarcts, the natural movement of live procreation of the nature and the machines that serve us. At last Marx’s beautiful verse: the forces of production through the reunited mortals change the relations that stiffen live pulse fluxes.

Getting to Funarte as the director of, not sure, 30 to 50 actuators present in the play we were rehearsing, I asked for permission to give our contribution and support in the middle of the assembly that was going on so we could go back to Oficina to rehearse that night. I explained: we debut on August 16th, 50 years birthday of Teatro Oficina, and we are late because we’ve been rehearsing for six months, because of the public cuts in the Culture Area, without a penny.

I was luck to make a small participation in a Globo sop opera, and my torture indemnification has come. With this capital, and some small money that drips on the Production House of Oficina Uzyna Uzona, I go along everybody who has something in the Tyazo = Theatre Group, sharing money, food, bed, and looking for the money we need to be able to have the party we want on the 16th.

What move us is that we are in love with our creation, it inspires us to even create surviving strategies.

We opened our intervention in the Funarte Occupation, song the Ciranda  “Tupy or Not Tupy”, by the deceased big artist popular genius Surubim Feliciano da Paixão, inspired by the answer “Tupy” by Oswald to the question the Art of Theatre brought up to the human species: To Be or not To be.

Although some grumbled “here is not a place to party but to work”, the Majority adhered and “Ciranded”.

But I dared to make commentaries about the Occupants Manifest, that I’ve read, like a critic and democratic way to get together in a more effective text both for the public and the Power to grant what we intend to: the money owned to the Cultural area replacement, crucial in this moment in which Brazil grows and needs the Creative, inventive spirit to cross the wonderful End of American Empire changes.

But when I said that us from Culture were not “workers”, that go to the factory to make a car and receive a salary but “Culture Cultivators”, the “Worker” Taboo brought the colonized unconscious of Imaginary and Repertoire of the Classic Gestures of the 19th Century Worker, of the threatening Roman Fascists Crossed Arms, expelled by an atomic bomb energy pressed by Hate.

We were being expelled by disagreeing to the old words Xerox Manifest, written without Specific Cultural whimsy.

Letícia Coura tried to start “Samba do Teatro Brasileiro” (“Brazilian Theatre Samba”), by Tião Graúna, Arroz and Flávio Rangel, but they started our expulsion yelling the “COMMAND WORDS”.

Slaughtering sounds made us leave in one to one line, like in the Ibiúna UNE students prison in military dictatorship.

I felt the precious Unlock of the Ministry of Culture Budget cause captured by a Mafia, of one of the “Hate Groups” that are fashion in the old Capital Patriarchal Order agony.

The Occupation is Autophagic. Either People or Media do not get in. It’s restricted to a Commanded Group. Instead of taking Funarte, make the Cultural Space work as we dream of, studying intelligently and poetically effective, new, strategies that sound the ears with the irresistible seduction of Art, I saw a gang of Inexperienced Scouts, more worried about the Kitchen rotation than the Today Brazil Cultural Kitchen.

In this anti-Anthropophagic isolation, I repeat Autophagic, they worship the belief in a Almanac Ideology that mistakes the São Paulo Left Fight, with the Skin Heads and the TFP. They’re undertaken by a phobia, an Oficinaphobia that is not different from the Homophobia. They believe in a unique truth that came canned with the words “ENOUTH”, “WE’VE LOST THE PATIENCE”, “WE’RE OUTRAGED”. As if someone could have the feat of creating, anxiously, indignantly, heatedly, the lose of Pa-Science.

So, what I saw yesterday, worshipping the Hate Fundamentalism. They act like a Gang that have taken hostage the Cultural Movement. To, in the future, become congressmen and get into the Public Power Gangs.

The Impression I had was the worst, but I put faith in some soul-bodies that were there to notice this Hate Show that the OficinaUzynaUzona presence brought out and transmute this Hate into Love of Life, of Culture, of Creation, of Diversity.

This Occupation in the name of Culture has to open its doors to everybody, ‘cause Culture is desire and necessity of any human being. And listen the ones who disagree with this Occupation way. Culture is part of Biodiversity. Its biggest inspiration is Freedom, the Art of desire to co-star with its Opposites, without “COMMAND WORDS”.

It’s impossible for an artist, a creator, that has to make up strategy, values, solutions, submit himself to “COMMANDS WORDS” of canned conscience.

The Cultural Social Movement is Politic in itself, is Human Power, Free, do not serve to any Religion, Ideology, Party.

The Culture cannot be manipulated by what they unconsciously call “Politic Conscious”.

Maiakowiski for me represents all the humanity fight for freedom of Art. With his verses he have proved, in the Russian Revolution, that had the same, or more, value than factories.

In the failure of religion, ideologies, of al “isms”, including capitalism, era itself, we have the extraordinary opportunity of going along the GREEN ECONOMY that, once overcome the Industrial era Colonial Taboos Obstacles, will come so quickly as the Internet. At this moment, Culture is Gold and exists against it a prejudice, I noticed yesterday, bigger than Racism, Homophobia. It’s urgently needed that from our creation we fight to declare Culture’s Independence, and the recognition of its Incommensurable Power.

I wrote in the presidential elections a text of support to the President Dilma Roussef, even feeling that at that time she, as Caetano Veloso, could not notice the importance of Lula’s Government in the Ministry of Culture potentiating in its Budget for the first time in the Brazilian History and germinating a Cultural Spring to explode in the year 2011.

I feel that us, Artists, we can make President Dilma Roussef see the importance of the Ministry of Culture Budget by being so proud of Lula’s, Gil’s, Juca’s Management for the WONDERFUL POVERTY ERADICATION IN BRASIL strategy.

Without creativity, invention, scientific and artistic spirit, this goal will not have drive from the crowd to happen.

The Brazilian people Enthusiasm for football, carnival, creation of culture that is produced is the PRE-SALT of the END OF BODY AND SPIRIT POVERTY.

Since 1968, it were the indians that taught us, the occupation is a way of legitimate direct democracy, I’m entirely in favour, but may it not be in a jail.

Lets set Culture Free from its Prisons.

To the Funarte Prision Haters.

To the Department of the Treasury Safes.

José Celso Martinez Corrêa.

Sampã, 29th of July 2011.