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Nestes seus dias de Glória

Presidenta Dilma, Liberte o Teatro Oficina d 36 anos d Especulação Imobiliária q impede o desenvolvimento da continuação da Obra dos Arquitetos Lina Bardi e Edson Elito.

O Poder da Cultura do Teat(r)o Oficina nos seus 58 anos d Vida y Luta se dirige a este Governo Excepcional, re-iniciado dia 1º de Maio, e a sua Presidenta, pedindo publicamente a libertação da Tirania da Especulação Imobiliária q o estrangula há 36 anos.

 Maravilhosa Presidenta Dilma Roussef,

sua Extraordinária foto d Arte Xamânica, da Fotógrafa Dida Sampaio na Capa do Estadão de dia 4/5/2016:

Dilma queimando-se na Tocha Olímpica, recebida d suas mãos

pra incendiar o fogo dos atletas afetivos de todo Povo do Brasil

até às Olimpíadas, é uma Obra de Arte criada pelo talento d quem fotografou y pelo q passam todos os povos brasileiros vivendo

esta situação d

Golpe de Estado X Rebelião.

Ela se dá a inumeráveis interpretações,

muito mais q a Mona Lisa d da Vinci.

Pros Golpistas, é uma representação achatada da sua Vitória.

Mas são os mesmos Carrascos de Joana d’Arc

Julgando com o JUIZO D deus,

em nome d deus.

É o 2º Ato da mesma Foto da FarsaTragiCômicaOrgiástica, sua Jovem Dilma erecta, diante dos  militares envergonhados do AI 5, cobrindo seu rostos pra história.. .

E mais fotos virão Dilma

Re-Existida… daqui há 180 dias.

Ela não vai renunciar

assim como nós:

muitos, índios, operários, muitíssimos jovens, adolescentes, artistas, pessoas vivas, enfim q vão continuar a vida renascidos d uma re-Existência, em Rebelião à esta eleição Indireta, anti constitucional, baseada num Crime: um Golpe

q mais uma vez sairá à Caça dos Bodes Expiatórios.

Como bicho d Teat(r)o,  vejo o q está na cara:

a Cena Trágica Farsesca  estranhamente Heróica, sua Heroína Brasileira q finalmente

tem a Felicidade Trágica d fazer o Governo q desejava

y legisla à favor dos índios, do Povo,

(o q é o aumento do Bolsa Família, diante do aumento dos salários dos Juízes do STF?)

 

Sinto Dilma, desde o 1º de Maio,

Governando do jeito q sempre quis governar e não pode pelos bloqueios da Bancada do Boi, da Bala, e da Bíblia” ,etc…

dos gangesters Evangélicos:

Temer y Feliciano, q já se acordaram,

Caminhando felizes y “pacíficos’ pra uma Teocracia Plutocrata.

 

Por isso publicamente

Me dirijo à Você Dilma:

Mulher Presidenta

pra q se queime d vez

pois isso é q é re-Existir

se queimar pra Ressuscitar mesmo pra esta nova vida, viva, pra defesa dos dias q tem, com o fogo do povo q ama mais a liberdade imortal, a do fogo no corpo

q o Cálculo dos Produtos Sintéticos dos humanoides fabricados pelo  Mercado não estão aptos a praticar.

 Amada Dilma, Amado Ministro Zé Eduardo, q já me concedeu o Título de Cidadão Paulistano, lancem seu olhar para os 58 anos do Teat(r)o Oficina y Seu Entorno Tombado pelo Iphan, pelo texto-obra prima,  lei de sua atual Presidente Jurema  Machado, pra Criação d’uma Agora Pública de Teat(r)os em São Paulo, q xamo d SamPã!  

 Jurema Machado, Atual Presidente do IPHAN, EM 2010 representante da Unesco no Conselho deste Orgão , redigiu o régio laudo de Tombamento do Teat(r)o Oficina y seu Entorno.

Complete Presidente esta ação vigorosa pro Poder Cultural, demarcando as Terras do Entorno do Teatro Oficina, transformando-as em Terras Públicas e Culturais.

É uma luta coletiva de mais de 36 anos com o Grupo Silvio Santos.  O Proprietário do Terreno do Entorno do Oficina, Silvio Santos, quando do Tombamento do Iphan em 2010, propôs sua Troca por um Terreno no mesmo valor. Numa luta Coletiva apoiada pelo Público, muitas Pessoas do Poder Público: da Secretaria do Patrimônio da União, do Ministério da Cultura como Juca Ferreira, da Prefeitura de São Paulo, d sua Secretaria de Urbanismo, Secretaria da Cultura, Compresp, coseguiram um Terreno para esta troca.

A  Apoteose desta Troca, se o pouco tempo permitir, ou a  Desapropriação do Terreno Tombado do Entorno do Oficina, não somente pelo IPHAN, mas pelo CONDEPHAAT, Órgão de Proteção do Estado de São Paulo, na gestão do Geografo Azis Ab Saber,João Carlos Martins y Flávio Império. Sua desapropriação pelo Governo Montoro, pra proteger o Teat(r)o Oficina da ameaça da Especulação Financeira Imobiliária, irá coroar  todas atuais iniciativas populares q a Presidenta Dilma está tomando agora,

empoderando o PODER HUMANO q é o PODER CULTURAL

O  Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona  reitera, q entre suas Magníficas Ações nestes belos dias históricos de sua gestão, inclua o Poder da  Cultura, libertando da Especulação Financeira as Terras Tombadas do Entorno do Teat(r)o Oficina, pra realização de uma Ágora aberta para um Corredor Cultural d muitas Casas de Cultura do Bairro do Bixiga, até o Centro de São Paulo.

O texto foi  lido na última quinta (5), durante o debate Precisamos falar de política, que aconteceu no Teat(r)o Oficina, com Ciro Gomes, Claudio Prado e Djamila Ribeiro, para o Apoio do Ato para sua urgência.
Pra acompanhar o PROCESSO TROCA DO TERRENO – ANHANGABAU DA FELIZ CIDADE
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Imagem de arquivo – Estação Primeira de Mangueira 2016

À Vitoria d MANGUEIRA

Kaô Xangô

Epahey Oyá!

peço licença,

pra Saúdar

com o Grito de Alegria d Dionizos :

IÁAA! !!!!!!!!!!

Tua Vitória Mangueira

y a maravilhosa deusa

do Canto de Fé na Vida: Maria Bethânia

 

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Foto: Ricardo Borges – FolhaPress

 

vocês deram ao Brasil, aos brasileiros, ao mundo, a vida, o q precisavamos com esta Vitória no combalido ano mal começado d 2016.

Foi um dos mais belos acontecimentos culturais de todos os tempos.

A Cultura brazyleira explodiu pro mundo na madrugada deste dia 11, no Rio de Janeiro, foi a Grande Boa Nova do Ano d 2016.

A Vitória só veio a coroar um acontecimento maior de magía rara mesmo. Foi Teat(r)o ao Vivo, até pela TV.

Neste milagre, num ano em q notas altíssimas no 2º dia de Carnaval competiam com a Estação Primeirahouve mais q o Retorno da Escola à Pista do Sambódromo, consagrada, depois do desfile, foi o Retorno do Sambódromo à grandeza de seu Parto.

Eu ví o Darcy Ribeiro, sentado na Apoteose, como estava, sozinho em 1994 , em 2016 contemplando sua obra prima com Brizola. É esse Brasil dessa Cultura q estava sendo esmagado com essa chamada Crise Econômica y Política. Muitas pessoas tinham e talvez tenham até hoje, vergonha de falar esta palavra “Cultura”.

Há muito tempo não constava mais essa palavra “Cultura”, nos programas dos politicxs que se Canditavam para os mais altos cargos públicos.

Talvez as coisas continuem mais ou menos como estão: assim, burras, mas alguma coisa aconteceu y está riscada no Cosmos y no Corpo do Brasil depois deste desfile y desta Vitória.

Pro Teat(r)o Oficina q sempre buscou refletir o mistério desta Escola do Coração do Atletismo Afetivo Brazyleiro y q se encontra agora ameaçado pelo $erco da $isan Emprendimentos de $peculação imobiliária q faz parte do Grupo Silvio Santos,  foi um impulso energético extraordinário pra nossa luta ser Vitóriósa!

Euclides da Cunha já saudava em “os Sertões”, a Mutação de Apoteose na Primavera, depois do fim da sêca, com a árvore Totem: Mangueira.

Criamos um Samba q aí vai a letra e a música:

 

desfile mangueira 2016

Foto: Fabio Tito/ G1

Estrelando flores alvíssimas

flores q passam

cambiantes

de um  verde pálido

ao um róseo vivo

nos rebentos novos

É a nota mais feliz

de um cenário deslumbrante

 

Mangueira em rêde

Mitiga a sede

Abre o seio

acariciador

cheio

dá um leite de sabor do amor

da umbuzada

branca só na cor.

EvoÉ Mangueira

Evoé Bethânia

Toda Gratidão

TiZÉrias

 

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Foto: Ricardo Borges/FolhaPress

 

 

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foto: Cafi

4ª Feira de Cinzas

CORIFEU DOS DEVEDORES

(Música de Vila Lobos. Cena do “Rei da Vela”  de Oswald de Andrade q vai pro encontro de Ação com o Público – “Estar em Cena ao Vivo pra Viver”

q devo estrear antes do dia 19 numa segunda feira… não sei ainda… 

TyZÉ-RÍAs

Eu Sou o Corifeu dos Devedores Relápsos!

Dos Maus Pagadores!

Dos desonrados da sociedade capitalista!

Os q tem o nome tingido pra sempre pela má tinta dos protestos!

Os q mandam dizer q não estão em casa aos Oficinais de Justiça!

Os q pedem envergonhadamente tostões pra dar de comer aos filhos!

Os aflitos q não dormem pensando nas penhoras!

A Amé-ri-ca-é-um blefe!!!

Nós todos mudamos de continente pra enriquecer.

Só encontramos aqui escravidão e trabalho!

Sob as garras do Imperialismo!

Hoje morremos de miséria e de vergonha!

Somos os recrutas da pobreza!

Milhões de falidos transatlânticos!

Para as nossas famílias educadas na Ilusão da

A-mé-ri-ca  só há á escolher a cadeia ou o rende vouz!

Há o sui-cí-dio também!

O sui-ci-do…

Sou a maioria da população mundial!

Não vou pro suicídio… mas parto pra Estar em Cena ao Vivo para Viver”

parto como Ham-let pra

Ação 

TyZÉrias

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foto: Nancy Mora

Sou Cégo d’Teat(r)o

q vê

da Terra do Bixíga

onde Teatro

em se plantando

sempre deu

a quem se dá 

mas…

q está $ercado

por $oldados Engravatados Executivos Executores

do Holocausto Repetitivo

do Direito Romano de Propriedade

q diferença existe

entre fundamentalistas destruidores de Santuários,

cortadores de Cabeças

y

os Fundamentalista$ da Especulação Imobiliária Néo Bandeirantes:

Caçadores Destruidores de santuários y cortadores d cabeças q não querem ser capturadas?

 

Estes pretendem destruir o último pedaço de terra livre do Centro d SamPã.

Pra isso tem de Cortar Cabeças

d Artistas,

d’ Autoridades d Defesa do Patrimônio,

d’ Jornalistas das Mídias, Midiinhas, Midionas,

d’ Cabecinhas, Cabeçonas

q não cabem nas suas toscas estruturas de captura:

no seu Carandirú Pobreza

“Trê$ Torre$ Prisões

Nessa Terra “perdida

há Cabeças Coroadas de Héras, se Fazendo ,

se dando às mitolo(r)gias

q os povos noite y dia

criam,

cantam,

dançam,

na terra

no ar

pássaros voadores

des-assombrando

pensamentos livres

q vôam

mas

q sabem se erguer do chão

com seus Bastões,

Tyrsos Báquicos

y conceber suas estratégias

num piscar da voz da

Marechal de Nossa Tropa:

Madame Morineau:

O Teatro Recuou, Meu Filho! Ohpuf …realmente…

No, No, No, assí no dá …

 

Ah! E aí, sentir o desejo de passar do “recuo” ,

ao AVANÇO

com seu Bastão de Bacantes y Satyrxs Guerreirxs

y

proferir na própria carne

a palavra mágica Ham-let:

AÇÃO

Estes tem o Phoder de enfrentar estes Exército$ de Pentheus y Drs. Abobrinhas

 

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foto: Mário Pizzi

 

Ió! Os Artistas de Todas as Artes

 

Ió! Gente q phala pra Gente,

Na língua direta de Gente,

 

Ió! Dytirambistas (todos os Tambores)

 Músicxs

Arquitetxs, Urbanistxs, Cientistxs, …

Façam esse favor pra todos…

Mas a Protagonização da Arte Aglutinadora Física dos Teatros onde Todos

os Teatros são nossos Teatros

é, quer se queira ou não,

a gente de teatro

mesmo combalida.

É só se apoiar no Tyrso d Dionisios y ficar de Pé Dançante

Somos peões satyrxs de SamPã

da Tropa de Choque Cultural q pode Acordar

no Bixiga

não só o Brasil,

mas o Mundo.

 

IÓ! Amantes d Dionizios do Mundo Inteiro,

Vamos criar uma Orgya da Arte d Teatro do Bárbaro Tecnizado Total da Terra!

 

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foto: Mário Pizzi

 

 

IÓ! Estrategistas d todas as Artes

 

IÓ! Amantes do estar em cena com o Público diretamente

 

IÓ! Anônimos nas revistas caras, esbanjando poder de aventureiros teatrais nos teatros de rua, cultivando as Metrópoles engasgadas quase subterrados;

 

IÓ! Cooperativas de Teatros q se tornam Comunas Teatais

 

IÓ! Celebridades de Televisão q tem Sangue de Teatro no Corpo

 

IÓ! Poder da Imaginação, d Atrizes, Atores, Palhaços do Brasil y do Mundo

 

Muitos me perguntam

como ajudar” ?

 

Não, ajuda”, não,

não tem “ ajuda

nem dar uma força,

mas atuar

até se espatifar

pra poder voar

 

IÓ! É o Xamado Báquico

À Massa d Sangue dos Corpos em Possessão q vem se juntar aos Posseiros impedindo os Carrascos da Propriedade Privada

É o q

TIRIAS

Vê hoje

 

Terça-Feira GORDA DE CARNAVAL DE 2016 em SamPã

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O Teat(r)o Oficina visto a partir do seu entorno: terras demarcadas pelo próprio processo cultural teat(r)al nelas cultivado. Foto Markus Lanz.

Há 58 anos o Teat(r)o Oficina cultiva a cultura no número 520 da rua Jaceguay, no Bairro do Bixiga y seu entorno. Há 34 anos lutamos contra o massacre predatório da especulação imobiliária no bairro, baixado, incorporado, no capital do grupo Sisan, empreendimento imobiliário – braço armado da especulação imobiliária do grupo Silvio Santos.

A partir de 2010, quando o Teat(r)o Oficina foi tombado pelo Iphan, o próprio Silvio Santos colocou francamente a questão: Já q a partir de agora, não podemos construir mais nada em nosso Terrenoeu não desejo empatar o trabalho de vocês, nem quero que vocês empatem o nosso, proponho a troca do terreno de propriedade do grupo por um terreno da união do mesmo valor. 

Diante dessa proposta, boa parte dos representantes do poder público deram início a uma articulação política para que a troca fosse feita, e o terreno do entorno do teatro tivesse destinação pública e cultural. Neste mesmo ano, foi estabelecido um contrato de comodato entre o Grupo Silvio Santos e a Associacão Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona. A ocupação do Terreno teve início através de um Ritual Teatral: uma Tenda de 2.000 lugares para o Público foi levantada pra que se encerrasse a Temporada Nacional das “Dionizíacas 2010”, com a encenação de “Bacantes”, O Banquete”, “Cacilda!! Estrêla Brazyleira á Vagar”.

Na Estréia ox atorexs y  Público em Cena no Nô Japonês “ Taniko”,  derrubaram os  Muros do Beco sem Saída q limitavam a Pista do Teat(r)o Oficina, Rua Lina  Bardi e, atuando, descendo uma longa rampa, pisaram  nas terras do Entorno Tombado pelo Iphan, penetrando na “Taba do Rito”. Há 5 anos, o Terreno vem sendo cultivado e cultuado pelo Público nos Ritos Teatrais do Oficina Uzyna Uzona.

No entanto, desde 2009, uma parte do grupo Silvio Santos vem tentando aprovar seu atual empreendimento imobiliário – as torres residências, nos órgão de preservação do patrimônio. O IPHAN, órgão de preservação do âmbito federal, vinha impedindo a aprovação do empreendimento. Esta deliberação ganhou um prazo limite para o dia 22 de janeiro, caso contrário, o Iphan está ameaçado de multa pelo grupo especulador, decidida no Ministério Público.  

Diante da situação, o Iphan manifestou não ter instrumento jurídico para barrar o empreendimento, mas hoje re-existe, convocando representantes do poder público aliados e diretamente envolvidos no processo de defesa do patrimônio cultural, sobretudo ligados aos movimentos da Troca de Terrenos do Entorno do Oficina, por um Terreno da União, para uma reunião nesta data limite da deliberação: hoje, 22 de janeiro.

O Objetivo é criar uma estratégia, numa articulação conjunta dos órgãos de preservação do patrimônio federal (IPHAN), municipal (CONPRESP), secretaria municipal de cultura, ministério da Cultura, SMDU (secretaria de desenvolvimento urbano) para dar a única destinação possível para este último pedaço de terra do bairro do Bixiga: área demarcada pública, de uso estético, cultural, político e Ritual.

As Terras do Oficina são terras demarcadas pelo próprio processo cultural teat(r)al nelas cultivado, permanentemente florescente, em cada estação.

O projeto atual da SISAN encaixota o teatro e encerra o janelão de 100m² na escuridão com a proposta de um empreendimento imobiliário de impacto incalculável, tanto na obra de arte feita por Lina Bo Bardi e Edson Elito: considerada no fim do ano de 2015, pelo The Guardian, como o melhor teatro do mundo, quanto ao Corpo de Artistas de Muitas Gerações que criaram esta Companía de Artistas de 58 anos, em Permanente Mutação Geracional, cultivando estas terras com uma revolução Teat(r)al.

Os órgãos de preservação alegam, a primeira vista, não ter instrumentos jurídicos para deliberar contra o empreendimento, mas claramente o projeto entope as ruas do Bixiga com uma frota nova de carros, descaracteriza o traçado original e tombado do bairro e assombra uma sobreposição de áreas envoltórias de bens tombados, formada pela Casa da dona YayáTBC Teatro Brasileiro de ComédiaTeat(r)o Oficina, Vila Itororó e conjunto de sobrados da rua Japurá.

A aprovação das torres certamente escancara como nunca antes o bairro do Bixiga para a entrada da especulação imobiliária, sobretudo porque o projeto vem aparelhado com o lançamento a toque de caixa de um edital para leiloar os baixos do viaduto Julio de Mesquita Filho, em frente ao teatro, rasgando boa parte do bairro do Bixiga, criando uma verdadeira cicatriz urbana.

O edital, parece que vindo da Prefeitura, entrega a área ao maior capital oferecido para explorar comercialmente os baixos do viaduto, num projeto que nem sequer obriga a empresa vencedora a conhecer o espaço terreno; se caracteriza assim um movimento de capitalização voraz de qualquer terra pública que se aviste, como se toda terra precisasse se tornar lucrativa para atender o que o poder público chama de “revitalização”. Levados pela paranóia econômica de que diante do dito caixa zero dos cofres públicos, toda a sobra de espaço que ainda re-existe em são Paulo precisasse ser entregue à iniciativa privada, para o mercado ditar o destino das terras públicas e da cidade, o que se cria é uma situação permanente de violação e submissão da cultura ao capital.

Trazemos agora a presença de Aziz Ab’Saber, o geógrafo q foi presidente do Condephaat nos anos 80 e ao mesmo tempo Tombou a Serra do Japí, o Teat(r)o Oficina e um Território Indígena em São Paulo.

Quando as pessoas que ocupavam cargos de proteção cultural diziam a ele que não tinham Poder, ele refutava com seu próprio exemplo, declarando que o Poder é de quem o exerce. 

Em 2010, junto com o tombamento do Oficina pelo Iphan, outros dois tombamentos foram aprovados. Um deles protege 14 bens da imigração japonesa no Vale do Ribeira, em São Paulo – fábricas, igrejas, casas e até as primeiras mudas de chá Assam (preto) plnatadas no Brasil, em 1935. Também foram protegidos dois lugares considerados sagrados por índios do Alto Xingu, no Mato Grosso – o Iphan atendeu a pedidos das etnias waurá, kalapalo e kamayurá. Os dois lugares, chamados Sagihengu e Kamukuwaká, fazem parte do Kwarup, a maior festa ritualística da região.

Mirando-nos no exemplo da atuação de Aziz Ab’Saber, temos a certeza de que hoje, os representantes do Poder do Patrimônio Cultural, Brasileiro e de São Paulo, que se reúnem nesta Capital do Capital, encontrarão medidas que impeçam que o Poder do Capital Especulativo, camuflado em argumentos jurídicos, massacre o Poder Cultural da Justiça, em sí.

O Poder Político Humano dos que ocupam os Órgãos de Patrimônio referidos, tem no dia de hoje o apoio de todos que acreditam no Poder da Cultura e da Inteligência da Criatividade Humana para a resolução das equações mais ameaçadoras da Crise Econômica.

Antes de tudo, vivemos pra transmutar uma Crise que é, muito mais que econômica, uma questão Cultural e Política. Crise é momento de Criação de novos caminhos para um novo tempo.

Hoje, a perspectiva que o poder público precisará ter, é da Cultura e não do direito como paradigma da Política; e do Teatro como Paradigma de Vida.

Assino em baixo:

José Celso Martinez Corrêa – 78 anos, Presidente da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona

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Teat(r)o Oficina em foto de Marcos Camargo

The 10 best theatres The Guadian -11 december 2015

From gilded music halls to ancient stone, the Observer’s architecture critic presents his choice of the world’s most stunning stages

Rowan Moore

1 | Teatro Oficina

São Paulo, Lina Bo Bardi, 1991

A long, narrow, street-like space

in the burned-out shell of a former theatre

that is watched by a wall of galleries built out of scaffolding.

Built to serve the orgiastic performances of the theatre’s creator Zé Celso,

who has claimed that the idea for the open plan came

when, on an acid trip and running from the police,

he found himself trapped against a solid wall.

Teatro Oficina has challenging sight lines,

hard seats

and is very much not the shape theatres are meant to be,

but is all the more intense for that.

……………

Tradução pro Brazylero:

Os 10 melhores teatros “The Guadian “-11 d dezembro d 2015

A partir de salas de música douradas a pedra antiga ,

crítico de arquitetura do Observer apresenta sua variedade de cenários mais deslumbrantes do mundo

Uma longa, estreita rua,

como um espaço na concha (estrutura) queimada de um antigo teatro.

É assistido

por uma parede de galerias construídas a partir de andaimes.

Construído para servir as performances orgiásticas do criador do teatro Zé Celso,

que afirmou que a ideia para o plano aberto

veio ,quando, em uma viagem de ácido e fugindo da polícia,

encontrou-se preso contra uma parede sólida.

O Teatro Oficina mudou as linhas de visão,

com perspectivas desafiadoras,

assentos duros

e é muito mais,

não os teatros na forma q pretendem ser ,

e exatamente por isso,

 é o mais intenso

Leia o artigo original do The Observer/The Guardian aqui.

 Estreia_Misterios_ Jennifer_Glass

 

No último sábado, 11 de dezembro de 2015, às 21h, o Teat(r)o Oficina participou da Programação da 1ª Jornada do Patrimônio em São Paulo, com a Encenação de Mistérios Gozósos, inspirado no Poema “O Santeiro do Mangue” de Oswald de Andrade .

A Secretaria da Cultura da Cidade de São Paulo, agora na gestão do arquiteto Nabil Bonduki, patrocinou o espetáculo.

Assim tivemos a Glória de receber uma Multidão de Graça pra conhecer, reconhecer o Espaço Tombado pelos 3 Órgãos de Proteção do Patrimônio do Brasil: IPHAN, COMPRESP y CONDEPHAT, em sua plena Ação Pulmonar d seus Ritos Teatrais .

Tão intensa, quanto muitas q os 54 anos do Teat(r)o Oficina tatuaram na História do Teatro Vivo Mundial. Toda a nova geração y eu mesmo, dos meus 78 anos, apreendi com o Público q lotava o Teat(r)o muito esta noite, sobretudo por ser um lance ligado à Jornada do Patrimônio, q depois de 21 anos ainda nos mostrou q podemos ir mais longe no Espaço q ocupamos.

Estou na Madrugada de véspera de um Ensaio da peça em Cartaz, em q vamos com toda a equipe multimídia plural do Elenco estudar o quanto podemos criar mais, nos Mistérios, depois desta noite.

Y tivemos a surpresa de uma extraordinária coincidência: Na mesma data, o Teatro Oficina foi considerado pelo Crítico de Arquitetura Rowan Moore, do The Observer/The Guardian, o melhor teatro do Mundo. Eu mesmo comuniquei ao Público esta notícia; os aplausos por este reconhecimento incendiaram novamente o TeAT(r)O Oficina.

Sei q é inimaginável pra muitos o Oficina estar à frente do Teatro Grego de Epidauro. Eu mesmo levei um susto. Como? O Oficina , na frente do Terreirão d Dionísios, o deus do Teatro?

Mas hoje, traduzindo o texto e Rowan pro brazileyro, entendi o q mais o impressionou: a intensidade, trazida por este espaço pela revolução no assistir Teatro, na visão da multiplicidade de perspectivas possíveis.

Há um verso q repetimos, cantando entre os vários quadros da peça:

Há um grande cansaço de explicar o mar…

A Dificuldade de, mais q nunca, nos dia d hoje, termos de explicar o inexplicável… q é o q é, o q esta sendo no Teat(r)o Oficina

Há 54 anos conseguimos, nós, tecno-artistas, manter vivo este lugar, com um inexplicável esforço, varando crises como esta dos dias y noites em q vivemos hoje.

Nessa noite, somada a esta notícia vindo do The Guardian, vislumbramos a possibilidade de pedir o Tombamento do Teat(r)o Oficina também pela UNESCO, visando o encontro de apoios do Poder Econômico, ou da Filantropia Internacional do Capitalismo, q numa atitude Perestroika, em sua decadência, nos possibilite um voo muito maior da Arte do Teatro no Brasil y no Mundo.

O Teat(r)o Oficina, seu Acervo Enorme Multimidias, até hoje trancafiado, y sua própria Ação Teatral noturna y diurna, em SamPã ou em qualquer lugar do mundo, pode trazer uma contribuição imensa pra transmutação dos valores q mantem o Mundo vivendo talvez a Crise mais Burra de sua História.

Pode até ser uma pretensão desmedida, mas tenho q clamar enquanto estamos vivos. Como, talvez, a imensa maioria dos seres vivos hoje no Planeta Vivo chamado Terra, estamos dando muito menos do q podemos dar, travados por “Preconceitos, Tabus…”, q, como disse Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança, na sua Última Entrevista ainda Vivo, “…têm Infernizado a trajetória da humanidade, até agora”.

Há um Tabú enorme em torno do Teat(r)o Oficina, q sufoca todos q, em cada geração, dão almas y corpos a esta transformação dos Tabus em Totens.

Há um grande cansaço em explicar o mar

Nesta mesma sessão de Mistérios Gozósos, um poeta, jornalista, crítico literário, dramaturgo com peças publicadas, q já escreveu sobre Augusto de Campos , publicou um livro chamado “A prova dos nove: alguma poesia moderna e a tarefa da alegria”, Professor do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp; sobretudo, um dos criadores da mais bela exposição q vi em minha vida, com fotos nos Ianomamis, de Viveiros de Castro, pois essa pessoa, logo depois de ter visto a peça, foi pro FaceBook y fez este comentário:

Minha ideia de pesadelo: ser submetido a uma peça de teatro que use, de forma canalha, as palavras e o nome do xamã yanomami Davi Kopenawa para defender o governo etnocida de Dilma Rousseff. Uma peça que minta para seu público que salvar a carreira política de Dilma é salvar a Amazônia. Uma peça que traga a voz e a cara de Jorge Mautner, garoto-propaganda daquele completo crime que é a hidrelétrica de Belo Monte, para propor Oswald de Andrade como o suposto criador de um “cristianismo do século XXI”. Uma peça que seja um tenebroso hino aos poderosos da vez, com o detalhe que seria irônico – se não fosse constrangedor – de ser patrocinada pela Petrobras, mas que acabe gritando, infantilmente, que “não tem arrego”. Ora, essa peça seria um arrego do início ao fim…Eduardo Sterzi

Este texto me chocou tanto, vindo de quem veio, pois Mistérios Gozósos, já em Oswald d Andrade, é um texto de muitas Vozes. Há uma belíssima tese com o nome de “CONTRAPONTO DE VOZES”: A BIOGRAFIA DE O SANTEIRO DO MANGUE, DE OSWALD DE ANDRADE, por
RENATO CORDEIRO GOMES, Professor de Literatura Brasileira (UERJ) e de Comunicação e Teatro (PUC-RJ), q aconselho a Eduardo ler.

Mas o q me impressiona mais é q a peça é uma Obra de Arte, não é um manifesto político. É difícil entender a cabeça de um ser humano com a formação de Eduardo, q nos chama de Canalhas, porque numa mesma peça, segundo ele,“usamos”o nome de Davi Kopenawa pra defender o governo etnicida de Dilma Rousseff”.

Há duas cenas no Poema de Oswald em q surge, na Roleta do Cassino do Comendador do Mangue, a personagem de Madame Bovary, feita magistralmente pela grande atriz Joana Medeiros.

A Primeira vez q aparece é em na “Oração do Mangue”, na mesma cena em q Davi Kopenawa é citado pela 1ª Vez, em q a Persongem de Madame aparece com o seguinte texto d Oswald: “Encontrei num Grande Hotel Lord Byron y Madame Bovary, y sobre eles erguido o Comendador do Mangue, erguido sobre o Mangue, tendo ideias” sobre a Crise, etc…

Na Cena a Personagem do Comendador do Mangue enraba Madame Bovary y Lord Byron, no alto da mais alta estrutura do Teat(r)o Oficina. A Personagem de Madame Bovary aparece copulando metaforicamente, com o Comendador, comprometida com Ele.

Já num quadro seguinte, Madame Bovary reaparece pra jogar no Cassino da Roleta Viciada q sempre termina de rodar no Vermelho 28, número q o Comendador sempre joga y ganha. No dia seguinte à instauração do Impeachment contra Dilma Roussef reescrevi esta cena, em q ficava explícita a situação do Impeachment, com todas as Personas envolvidas na inauguração – q chamei d Bolsacaro Infeliciano da Unha, concentradas numa Personagem criada pela grande atriz trans Wallace Ruy.

E depois, ainda, a pedido do ator mais jovem da Cia., inclui uma Cena sobre o “não arrego”.

Declaro aqui, como já assinei no Manifesto dos Artistas, q sou contra o Impeachment de Dilma. A Cena referida é uma Voz q não podia deixar de ser trazida em forma d Ópera de Carnaval. Em Madame Bovary, Joana Medeiros ainda trouxe as vozes tão faltantes de Darcy Ribeiro y de Lionel Brizola. O amado político antropólogo.

 Óbvio q sei da posição de Dilma diante da luta Indígena, d sua mentalidade desenvolvimentista, mas o q dizer das Personagens q querem seu Lugar? Vão ser muito melhor para os Índios q vivem no Brasil?

São Vozes q neste momento fazem parte da situação específica do País em q vivemos. Prefiro a liberdade d expressão e de investigação q rola no Brasil do q as ameaças dos q querem suceder Dilma.

Vivi a Tortura, o Exílio, na Ditadura y há um ano sei q vivemos sob a ditadura do Congresso mais asqueroso d toda a História do Brasil, responsáveis pela Crise Atual muito mais q Dilma, impedida de Governar.

No Teatro, nós, canalhas, não julgamos ninguém; a arte é livre do radicalismo político ideológico.

Me impressiona q justamente você, Eduardo Sterzi, com a cultura q tem, esteja tomado pela Cegueira do Fascismo Brasileiro do Ódio ao Bode Expiatório Dilma. Você, nos chamando de Canalhas, por sermos patrocinados pela Petrobras? Uai, você deve ter seu carrinho, eu não tenho. O belíssimo livro de Davi Kopenawa está editado em papel, pele arrancada da Floresta. Como Davi Kopenawa, também viajo d avião quando posso. Augusto de Campos recebeu título d Grande Poeta das mãos d Dilma. E é também contra o Impeachment.

Mas o q mais me surpreende é você estar tão cego q é incapaz de ler uma Obra de Arte d Teat(r)o: essa arte da própria contradição da alegria y tragédia, d estarmos vivos, além do bem y do mal.

Seu Ódio cheio de Juízo d Deus, tão estreito, tão burro mesmo… Assim você passa a fazer parte da onda d burrice q assola o Brasil.

Acorda cara, leia a crítica maravilhosa da peça feita pelo jovem crítico de teatro, o talentosíssimo Wellington de Andrade, da Revista Cult. (Leia aqui)

A Tua Voz, nos chamando d Canalhas, penso, vai ter q entrar nos Mistérios, pois deve haver muitos q estão tomados por esta onda d ódio policial em cima das Artes. Mas espero que você logo se liberte deste vodu.

Minha avó paterna é Índia. Eu uso sempre, mesmo na peça, um colar indígena.

Cultuo este meu DNA, como a parte mais amada d meu próprio corpo.

Na mesma noite q você viu a peça, uma jovem índia, Belíssima, veio me dar um abraço y um passe indígena, pra q minha pessoa não seja maltratada, como você faz comigo y com todxs do Oficina Uzyna Uzona

E concluo com:

E o mar q mais parece um caramujo sujo
Cor de chumbo
Plúmbeo
Há um grande cansaço em explicar o mar
Há um grande cansaço em explicar o mar
Há um grande cansaço em explicar
Há um grande cansaço
A Mar

Desejo q alguém leia este texto todo

Acho q vai ser pouca gente

Mas tinha q pôr tudo isso pra fora com tudo q sintomatizou em Cena este 12 d dezembro.

MERDA

iÓ! Amado André 

como muitos Artistas 

quero também aplicar minha assinatura neste

magnético

manifesto

do dia 8 d’ Oxum

germinado por Leonardo Boff y Chico Buarque

as palavras me  banharam em água doce

de olho d’ água nascido  

recém-renascido já

jorrando cachoeiras

potentes

oportunas

natal na terra no Brazil y no Mundo

d religa essa força elétrica energética tão poderosa,

desligada há tanto tempo!

confesso q demorei a saber como fazer esta ação

soube pela Net quando por coincidência

Itala Nandi t pedia pra dizer:

como faz pra assinar?

Mas foi o que é, y Klotzel,

y começa por aí,

stamos juntos

é o q mais desejo y interessa

 José Celso Martinez Corrêa – Artista de Teat(r)o 

 Zé

Humor Amor y Muito Mais

………………………………………………………………………..

Carta ao Brasil

Artistas, intelectuais, pessoas ligadas à cultura que vivemos direta e indiretamente sob um regime de ditadura militar; que sofremos censura, restrições e variadas formas de opressão; que dedicamos nossos esforços de forma obstinada, junto a outros setores da sociedade, para reestabelecer o Estado de Direito, não aceitaremos qualquer retrocesso nas conquistas históricas que obtivemos.

Independente de opiniões políticas, filiação ou preferências, a democracia representativa não admite retrocessos.

A institucionalidade e a observância do preceito de que o Presidente da República somente poderá ser destituído do seu cargo mediante o cometimento de crime de responsabilidade é condição para a manutenção desse processo democrático.

Consideramos inadmissível que o país perca as conquistas resultantes da luta de muitos que aí estão, ou já se foram. E não admitiremos, nem aceitaremos passivamente qualquer prática que não respeite integralmente este preceito.

8 de dezembro de 2015.

Afonso Borges, produtor cultural

Altamiro Borges, jornalista

André Klotzel, cineasta

André Iki Siqueira, escritor e documentarista

André Vainer, arquiteto

Anibal Massaini, produtor de cinema

Antônio Grassi, ator

Antônio Pitanga, ator

Antonio Prata, escritor

Arrigo Barnabé, compositor

Audálio Dantas, jornalista e escritor

Bete Mendes, atriz

Beto Rodrigues, cineasta

Betty Faria, atriz

Camila Pitanga, atriz

Carolina Benevides, produtora de cinema

César Callegari, sociólogo

Chico Buarque, compositor, cantor, escritor

Claudio Amaral Peixoto, diretor de arte e cenografia

Cláudio Kahns, cineasta

Clélia Bessa, produtora de cinema

Conceição Lemes, jornalista

Dacio Malta, jornalista

Daniela Thomas, cineasta

Dira Paes, atriz

Eduardo Lurnel, produtor cultural

Eliane Caffé, cineasta

Emir Sader, sociólogo

Eric Nepomuceno, escritor

Felipe Nepomuceno, documentarista

Fernando Morais, jornalista e escritor

Francisco (Ícaro Martins), cineasta

Gabriel Priolli,jornalista

Galeno Amorim, jornalista

Giba Assis Brasil, cineasta

Guiomar de Grammont, escritora e professora universitária

Hildegard Angel, jornalista

Ingra Liberato, atriz

Isa Grinspum Ferraz , cineasta

Ivo Herzog, diretor do Instituto Vladimir Herzog

Izaías Almada, escritor

João Paulo Soares, jornalista

José Celso Martinez Corrêa, ator, diretor, dramaturgo

José de Abreu, ator

Jose Joffily, cineasta

José Miguel Wisnik, músico

José Paulo Moutinho Filho, advogado

Jose Roberto Torero, escritor

Letícia Sabatella, atriz

Lincoln Secco, professor da USP

Lira Neto, escritor

Lírio Ferreira cineasta

Lucas Figueiredo, jornalista e escritor

Lucy Barreto, produtora de cinema

Luís Fernando Emediato, editor

Luiz Carlos Barreto, produtor de cinema

Marcelo Carvalho Ferraz, arquiteto

Marcelo Santiago, cineasta

Marcos Altberg, cineasta

Marema Valadão, poeta

Maria Rita Kehl, psicanalista

Marília Alvim, cineasta

Marina Maluf, historiadora

Marta Alencar Carvana, produtora

Martha Vianna, ceramista

Maurice Capovila, cineasta

Miguel Faria, cineasta

Murilo Salles, cineasta

Padre Ricardo Rezende, diretor da ONG Humanos Direitos

Paula Barreto, produtora de cinema

Paulo Betti, ator

Paulo Cesar Caju, jornalista

Paulo Sérgio Pinheiro, ex-ministro de direitos humanos

Paulo Thiago, cineasta

Pedro Farkas, cineasta

Renato Tapajós, cineasta

Roberto Farias, cineasta

Roberto Gervitz, cineasta

Roberto Lima, dramaturgo e gestor cultural

Roberto Muylaert, jornalista

Romulo Marinho, produtor de cinema

Rosemberg Cariri, cineasta

Samuel MacDowell de Figueiredo, advogado

Sebastião Velasco e Cruz, cientista político

Sergio Muniz, cineasta

Solange Farkas, curadora

Tata Amaral, cineasta

 

A SITUAÇÃO ESTRATÉGICA DIANTE DA EQUAÇÃO ARMADA  PELA DIREITA GOLPISTA

PARA A ELEIÇÃO DE DOMINGO

COLOCA DILMA COMO A EMISSÁRIA CULTURAL

DE TODOS OS DIREITOS HUMANOS

JUNTO À NOVA ESQUERDA

Dilma 1970

Dilma, vejo tua foto histórica e diante dela t’escrevo

sou um  Bode de Teatro

como você é da Política

A Tragédia em grego quer dizer

“ O Canto do Bode”

somos ‘Bodes Expiatórios Cantores”

muito orgulhosos das vaias q recebemos

por querermos crescer

junto ás humanas multidões.

Agora , no salto pro  seu  segundo governo

lutando a favor da  espécie humana

contra sua quase extinção.

Se não estivermos de acordo com nós mesmos

no q temos de mais rebeldes

não seremos  revolucionários q mereçam a desaprovação dos colonizadores

que ainda querem nos dominar.

Amamos nossos iguais e nossos desiguais

lutamos pela percepção de nossa condição de humanos

o q nos torna poderosos

quando nos  libertamos das  opressões

q nós mesmos, enquanto espécie, ainda nos causamos.

Por isso minha casa minha vida, bolsa família

vão crescer mais ainda.

Nesta situação política em q os conservadores se amontoam em muitas partes do mundo

do mesmo lado

pra se salvar da Crise Mundial

tentam eliminar as migrações humanas

indispensáveis para o equilíbrio homeostático

da espécie viva nesse mesmo nosso Planeta.

Esta situação política na crise

coloca de um lado os que tem medo de gente

das múltiplas etnias da Terra,

e do outro os que criam condições de crescimento pra humanidade diversa.

Esta equação política demarca nitidamente a Luta de Classes

e traz consigo a FOME PELOS DIREITOS HUMANOS.

Hoje temos FÓME

em meio a esta luta em que os direitos humanos

igualam-se à luta pela comida, pela água e pela terra.

Não dá mais pros povos do mundo no Brasil,

seja na linha da pobreza, na classe média,

nos corpos humanos da alta burguesia,

e sobretudo pros povos que aqui vivem e já viviam

quando nem existia o Brasil,

nem os que aqui vieram como ESCRAVOS,

sejam considerados TABÚS.

Os ÍNDIOS e os EX-ESCRAVOS

nem sequer são mencionados

porque os donos da verdade não  querem aceitar a vida

com a beleza de sua diversidade e contradições trans-humanas.

Dilma, por tua situação diante da montanha conservadora

q se une no mundo inteiro pra impor um ponto de vista único

de extermínio da humanidade,

você re-Existe, no Etherno Retorno da Foto

mais que linda da ETHERNA JOVEM,

diante dos Generais da Ditadura Militar,

cobrindo a Face pra não serem identificados diante da História.

Nela você é Antígone: a que não abaixa a cabeça diante do Jovem Creonte

que a condena a um sepultamento em vida.

Nem sei porque, mas nós Artistas

temos o poder da Pré-Visão.

Em 1986 quando editamos o Texto Teatral de “BACANTES”,

no Imagiário das Personagens da Peça,

escolhemos recortes de jornal com imagens do jovem Aécio

fazendo papel de PENTHEU, isto é, do Antagonista de DIONÍZIOS.

Tirano que impedia os Ritos Teatrais Dionizíacos em Tebas.

texto antigo BACANTES-126

A Esquerda hoje, paradoxalmente, parece tão fraca,

mas a jovem esquerda que está muito forte,.

Por acreditar que a Cultura é a força dinamizadora da Inteligência,

do entendimento humano, fortaleceu-se.

Só com uma visão Cultural, Teatral,

que todo ser humano que Cultiva a Vida,

acima de tudo,

tem,

pode afirmar, argumentar

que um menino de 16 anos não seja condenado à morte

na Universidade da Bandidagem das atuais cadeias brasileiras.

É uma questão cultural compreender:

“o aborto como uma questão de saúde publica”

e “a homofobia como crime”

Os gays são tão iguais a a héteros ou homossexuais.

Todos iguais sobretudo diante da Res-Publica = “Coisa Pública”

É um escândalo sermos tratados sem os mesmos direitos.

É também uma questão de compreensão Cultural

a Descriminalização das Drogas que existem na natureza,

como a maconha

que é um princípio de ativação da percepção humana

e mais:

uma nova penicilina pra abolição de muitíssimas de nossas dores,

e da dor superada passarmos à absorção de nosso ser,

de nossa alma.

As drogas não podem, é óbvio, serem tratadas como questão de Polícia.

Sua crimiminalização só tem beneficiado ao Grande Comércio Internacional do NarcoTráfico

que é o que tem menos interesse na descriminalização.

Esta traz o esvaziamento de cadeias,

a diminuição vertiginosa da violência.

Drogas devem ser tratadas como plantas sagradas,

engraçadas,

venenos remedios,

ainda q sujeitas ao controle farmacêutico.

A Cocaína pode se transformar numa simples Tarja Preta

e quem fosse comprar teria que trazer a Receita Medica.

As mulheres detestam abortar

se abortam

tem de ser muito bem tratadas

e é um fato concreto

o numero de mulheres q morrem

por abortar em condições de risco de vida nesta roleta russa.

Os Índios do Estado do Pará, em seu 1º Governo,

foram socorridos de seu extermínio

pela equipe de seu Ministério da Saúde comandado por Alexandre Padilha.

Temos certeza que se fará justiça a essas pessoas

q guardam a sabedoria q pode nos revelar

plantas medicinais que desconhecemos

e em seus rituais

nos ensinam seu conhecimento profundo da Natureza

da qual entendemos muito pouco.

Fomos “civilizados” fugindo da Mãe Natureza.

Nós bodes que cantamos os TABÚS

não merecemos essas “Feiras Internacionais da Industria de Robocops”

que vem pra impedir manifestações

de defesa da Vida, chamado-nos de Inimigos internos

dentro de cada país do mundo.

Por isso não podemos nos acostumar com o o legado da  Policia Militar

criada logo após o AI 5  na Ditadura.

Sei que isso é da competência dos estados

mas é uma questão de “Direitos Humanos”.

O Poeta Oswald de Andrade nos alertou:

só a Cultura sabe lidar com estas questões TABÚS
transformando-as em TÓTENS

Nossa história social e cultural vem do Candomblé,

dos Rituais Indígenas, da Literatura, da Música, do Cinema, do Teatro Brazyleiro,

da Arquiterura e Urbanismo como Obra de Arte de Lina Bardi,

do Talento Político de Getúlio Vargas, de Jango Goulart, de Lionel Brizola,

de Darcy Ribeiro  q  escreveu um programa pro PDT

q é um Programa Poema á descolonização do humano brasileiro

ou não brasileiro.

Nossa História deu um Salto com o Antropófago Lula

na Presidência do Brasil.

Nascido em Caetés

colocou a Antropofagía da Tropicália

na nomeação do Musico Gilberto Gil e do Ecologista  Juca Ferreira

para Antropofagiarem o Ministério da Cultura.

Veio Ana de Holland

uma das mulheres mais delicadas q conheci em minha vida.

Veio a libertária autoridade de Marta Suplicy

para enfrentar a desmistificação dos TABÚS,

Por isso a CULTURA DA VIDA tem de ser Prioridade a partir de 2015.

Não existe Educação sem Cultura.

Sem Cultura não há entendimento,

atitudes decisivas pra arrancar,

nos libertar dos TABÚS invasores,

dentro dos nossos próprios CORPOS.

É estranho, mas todos os Direitos Humanos são TABÚS.

Se não cultivarmos a Vida em sua sabedoria,

que vem das Artes, da Cultura,

da própria Respiração e percepção de nossos CORPOS,

vamos viver no detestável universo dos pré-conceitos.

Por isso voto em você, Dilma

porque a Equação da Política no Brasil

colocou aquela jovem linda da Foto

pra vir com sua Etherna Jovelinidade

junto aos movimentos que,

brotaram em pleno Ano Novo no Hemisfério Sulem junho de 2013e que hoje são a nova Geração da Esquerda.Juntos teremos a força necessária para impedir o fim da espécie humanae maispra expandir nossa Potência Criadora pra Democracia.Sentimos esta semana no Teat(r)o Oficina Uzyna Uzonaque o Teatro devia ser matéria obrigatória em todos os Cursos,pra aprendermos a contracenar com as diferenças na Democracia,e assim desmeodicrizarmos a ameaça de robotização da VIDA IMPRE$$A EM DOLLAR

Zé Celso

17/10/2014

Aniversário do 1º Crash do Capitalismo