arquivo

Arquivo da tag: cultura

pra_dar_um_fim_11_maio_2

Nestes seus dias de Glória

Presidenta Dilma, Liberte o Teatro Oficina d 36 anos d Especulação Imobiliária q impede o desenvolvimento da continuação da Obra dos Arquitetos Lina Bardi e Edson Elito.

O Poder da Cultura do Teat(r)o Oficina nos seus 58 anos d Vida y Luta se dirige a este Governo Excepcional, re-iniciado dia 1º de Maio, e a sua Presidenta, pedindo publicamente a libertação da Tirania da Especulação Imobiliária q o estrangula há 36 anos.

 Maravilhosa Presidenta Dilma Roussef,

sua Extraordinária foto d Arte Xamânica, da Fotógrafa Dida Sampaio na Capa do Estadão de dia 4/5/2016:

Dilma queimando-se na Tocha Olímpica, recebida d suas mãos

pra incendiar o fogo dos atletas afetivos de todo Povo do Brasil

até às Olimpíadas, é uma Obra de Arte criada pelo talento d quem fotografou y pelo q passam todos os povos brasileiros vivendo

esta situação d

Golpe de Estado X Rebelião.

Ela se dá a inumeráveis interpretações,

muito mais q a Mona Lisa d da Vinci.

Pros Golpistas, é uma representação achatada da sua Vitória.

Mas são os mesmos Carrascos de Joana d’Arc

Julgando com o JUIZO D deus,

em nome d deus.

É o 2º Ato da mesma Foto da FarsaTragiCômicaOrgiástica, sua Jovem Dilma erecta, diante dos  militares envergonhados do AI 5, cobrindo seu rostos pra história.. .

E mais fotos virão Dilma

Re-Existida… daqui há 180 dias.

Ela não vai renunciar

assim como nós:

muitos, índios, operários, muitíssimos jovens, adolescentes, artistas, pessoas vivas, enfim q vão continuar a vida renascidos d uma re-Existência, em Rebelião à esta eleição Indireta, anti constitucional, baseada num Crime: um Golpe

q mais uma vez sairá à Caça dos Bodes Expiatórios.

Como bicho d Teat(r)o,  vejo o q está na cara:

a Cena Trágica Farsesca  estranhamente Heróica, sua Heroína Brasileira q finalmente

tem a Felicidade Trágica d fazer o Governo q desejava

y legisla à favor dos índios, do Povo,

(o q é o aumento do Bolsa Família, diante do aumento dos salários dos Juízes do STF?)

 

Sinto Dilma, desde o 1º de Maio,

Governando do jeito q sempre quis governar e não pode pelos bloqueios da Bancada do Boi, da Bala, e da Bíblia” ,etc…

dos gangesters Evangélicos:

Temer y Feliciano, q já se acordaram,

Caminhando felizes y “pacíficos’ pra uma Teocracia Plutocrata.

 

Por isso publicamente

Me dirijo à Você Dilma:

Mulher Presidenta

pra q se queime d vez

pois isso é q é re-Existir

se queimar pra Ressuscitar mesmo pra esta nova vida, viva, pra defesa dos dias q tem, com o fogo do povo q ama mais a liberdade imortal, a do fogo no corpo

q o Cálculo dos Produtos Sintéticos dos humanoides fabricados pelo  Mercado não estão aptos a praticar.

 Amada Dilma, Amado Ministro Zé Eduardo, q já me concedeu o Título de Cidadão Paulistano, lancem seu olhar para os 58 anos do Teat(r)o Oficina y Seu Entorno Tombado pelo Iphan, pelo texto-obra prima,  lei de sua atual Presidente Jurema  Machado, pra Criação d’uma Agora Pública de Teat(r)os em São Paulo, q xamo d SamPã!  

 Jurema Machado, Atual Presidente do IPHAN, EM 2010 representante da Unesco no Conselho deste Orgão , redigiu o régio laudo de Tombamento do Teat(r)o Oficina y seu Entorno.

Complete Presidente esta ação vigorosa pro Poder Cultural, demarcando as Terras do Entorno do Teatro Oficina, transformando-as em Terras Públicas e Culturais.

É uma luta coletiva de mais de 36 anos com o Grupo Silvio Santos.  O Proprietário do Terreno do Entorno do Oficina, Silvio Santos, quando do Tombamento do Iphan em 2010, propôs sua Troca por um Terreno no mesmo valor. Numa luta Coletiva apoiada pelo Público, muitas Pessoas do Poder Público: da Secretaria do Patrimônio da União, do Ministério da Cultura como Juca Ferreira, da Prefeitura de São Paulo, d sua Secretaria de Urbanismo, Secretaria da Cultura, Compresp, coseguiram um Terreno para esta troca.

A  Apoteose desta Troca, se o pouco tempo permitir, ou a  Desapropriação do Terreno Tombado do Entorno do Oficina, não somente pelo IPHAN, mas pelo CONDEPHAAT, Órgão de Proteção do Estado de São Paulo, na gestão do Geografo Azis Ab Saber,João Carlos Martins y Flávio Império. Sua desapropriação pelo Governo Montoro, pra proteger o Teat(r)o Oficina da ameaça da Especulação Financeira Imobiliária, irá coroar  todas atuais iniciativas populares q a Presidenta Dilma está tomando agora,

empoderando o PODER HUMANO q é o PODER CULTURAL

O  Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona  reitera, q entre suas Magníficas Ações nestes belos dias históricos de sua gestão, inclua o Poder da  Cultura, libertando da Especulação Financeira as Terras Tombadas do Entorno do Teat(r)o Oficina, pra realização de uma Ágora aberta para um Corredor Cultural d muitas Casas de Cultura do Bairro do Bixiga, até o Centro de São Paulo.

O texto foi  lido na última quinta (5), durante o debate Precisamos falar de política, que aconteceu no Teat(r)o Oficina, com Ciro Gomes, Claudio Prado e Djamila Ribeiro, para o Apoio do Ato para sua urgência.
Pra acompanhar o PROCESSO TROCA DO TERRENO – ANHANGABAU DA FELIZ CIDADE

que rei sou eu

Atores e diretores opinam sobre a afirmação de Claudio Botelho de que no palco o intérprete tem plenos poderes e avaliam a atitude da plateia q suspendeu a apresentação musical em BH.

 

12710992_1067716069957184_7295190253741497494_o

Imagem de arquivo – Estação Primeira de Mangueira 2016

À Vitoria d MANGUEIRA

Kaô Xangô

Epahey Oyá!

peço licença,

pra Saúdar

com o Grito de Alegria d Dionizos :

IÁAA! !!!!!!!!!!

Tua Vitória Mangueira

y a maravilhosa deusa

do Canto de Fé na Vida: Maria Bethânia

 

bethania mangueira 2016 ricardo borges folha press

Foto: Ricardo Borges – FolhaPress

 

vocês deram ao Brasil, aos brasileiros, ao mundo, a vida, o q precisavamos com esta Vitória no combalido ano mal começado d 2016.

Foi um dos mais belos acontecimentos culturais de todos os tempos.

A Cultura brazyleira explodiu pro mundo na madrugada deste dia 11, no Rio de Janeiro, foi a Grande Boa Nova do Ano d 2016.

A Vitória só veio a coroar um acontecimento maior de magía rara mesmo. Foi Teat(r)o ao Vivo, até pela TV.

Neste milagre, num ano em q notas altíssimas no 2º dia de Carnaval competiam com a Estação Primeirahouve mais q o Retorno da Escola à Pista do Sambódromo, consagrada, depois do desfile, foi o Retorno do Sambódromo à grandeza de seu Parto.

Eu ví o Darcy Ribeiro, sentado na Apoteose, como estava, sozinho em 1994 , em 2016 contemplando sua obra prima com Brizola. É esse Brasil dessa Cultura q estava sendo esmagado com essa chamada Crise Econômica y Política. Muitas pessoas tinham e talvez tenham até hoje, vergonha de falar esta palavra “Cultura”.

Há muito tempo não constava mais essa palavra “Cultura”, nos programas dos politicxs que se Canditavam para os mais altos cargos públicos.

Talvez as coisas continuem mais ou menos como estão: assim, burras, mas alguma coisa aconteceu y está riscada no Cosmos y no Corpo do Brasil depois deste desfile y desta Vitória.

Pro Teat(r)o Oficina q sempre buscou refletir o mistério desta Escola do Coração do Atletismo Afetivo Brazyleiro y q se encontra agora ameaçado pelo $erco da $isan Emprendimentos de $peculação imobiliária q faz parte do Grupo Silvio Santos,  foi um impulso energético extraordinário pra nossa luta ser Vitóriósa!

Euclides da Cunha já saudava em “os Sertões”, a Mutação de Apoteose na Primavera, depois do fim da sêca, com a árvore Totem: Mangueira.

Criamos um Samba q aí vai a letra e a música:

 

desfile mangueira 2016

Foto: Fabio Tito/ G1

Estrelando flores alvíssimas

flores q passam

cambiantes

de um  verde pálido

ao um róseo vivo

nos rebentos novos

É a nota mais feliz

de um cenário deslumbrante

 

Mangueira em rêde

Mitiga a sede

Abre o seio

acariciador

cheio

dá um leite de sabor do amor

da umbuzada

branca só na cor.

EvoÉ Mangueira

Evoé Bethânia

Toda Gratidão

TiZÉrias

 

mangueira2

Foto: Ricardo Borges/FolhaPress

 

 

tirezias_cafi1

foto: Cafi

4ª Feira de Cinzas

CORIFEU DOS DEVEDORES

(Música de Vila Lobos. Cena do “Rei da Vela”  de Oswald de Andrade q vai pro encontro de Ação com o Público – “Estar em Cena ao Vivo pra Viver”

q devo estrear antes do dia 19 numa segunda feira… não sei ainda… 

TyZÉ-RÍAs

Eu Sou o Corifeu dos Devedores Relápsos!

Dos Maus Pagadores!

Dos desonrados da sociedade capitalista!

Os q tem o nome tingido pra sempre pela má tinta dos protestos!

Os q mandam dizer q não estão em casa aos Oficinais de Justiça!

Os q pedem envergonhadamente tostões pra dar de comer aos filhos!

Os aflitos q não dormem pensando nas penhoras!

A Amé-ri-ca-é-um blefe!!!

Nós todos mudamos de continente pra enriquecer.

Só encontramos aqui escravidão e trabalho!

Sob as garras do Imperialismo!

Hoje morremos de miséria e de vergonha!

Somos os recrutas da pobreza!

Milhões de falidos transatlânticos!

Para as nossas famílias educadas na Ilusão da

A-mé-ri-ca  só há á escolher a cadeia ou o rende vouz!

Há o sui-cí-dio também!

O sui-ci-do…

Sou a maioria da população mundial!

Não vou pro suicídio… mas parto pra Estar em Cena ao Vivo para Viver”

parto como Ham-let pra

Ação 

TyZÉrias

tirezias_nancy_mora1

foto: Nancy Mora

Sou Cégo d’Teat(r)o

q vê

da Terra do Bixíga

onde Teatro

em se plantando

sempre deu

a quem se dá 

mas…

q está $ercado

por $oldados Engravatados Executivos Executores

do Holocausto Repetitivo

do Direito Romano de Propriedade

q diferença existe

entre fundamentalistas destruidores de Santuários,

cortadores de Cabeças

y

os Fundamentalista$ da Especulação Imobiliária Néo Bandeirantes:

Caçadores Destruidores de santuários y cortadores d cabeças q não querem ser capturadas?

 

Estes pretendem destruir o último pedaço de terra livre do Centro d SamPã.

Pra isso tem de Cortar Cabeças

d Artistas,

d’ Autoridades d Defesa do Patrimônio,

d’ Jornalistas das Mídias, Midiinhas, Midionas,

d’ Cabecinhas, Cabeçonas

q não cabem nas suas toscas estruturas de captura:

no seu Carandirú Pobreza

“Trê$ Torre$ Prisões

Nessa Terra “perdida

há Cabeças Coroadas de Héras, se Fazendo ,

se dando às mitolo(r)gias

q os povos noite y dia

criam,

cantam,

dançam,

na terra

no ar

pássaros voadores

des-assombrando

pensamentos livres

q vôam

mas

q sabem se erguer do chão

com seus Bastões,

Tyrsos Báquicos

y conceber suas estratégias

num piscar da voz da

Marechal de Nossa Tropa:

Madame Morineau:

O Teatro Recuou, Meu Filho! Ohpuf …realmente…

No, No, No, assí no dá …

 

Ah! E aí, sentir o desejo de passar do “recuo” ,

ao AVANÇO

com seu Bastão de Bacantes y Satyrxs Guerreirxs

y

proferir na própria carne

a palavra mágica Ham-let:

AÇÃO

Estes tem o Phoder de enfrentar estes Exército$ de Pentheus y Drs. Abobrinhas

 

12694738_964717516941906_8190348400992203303_o

foto: Mário Pizzi

 

Ió! Os Artistas de Todas as Artes

 

Ió! Gente q phala pra Gente,

Na língua direta de Gente,

 

Ió! Dytirambistas (todos os Tambores)

 Músicxs

Arquitetxs, Urbanistxs, Cientistxs, …

Façam esse favor pra todos…

Mas a Protagonização da Arte Aglutinadora Física dos Teatros onde Todos

os Teatros são nossos Teatros

é, quer se queira ou não,

a gente de teatro

mesmo combalida.

É só se apoiar no Tyrso d Dionisios y ficar de Pé Dançante

Somos peões satyrxs de SamPã

da Tropa de Choque Cultural q pode Acordar

no Bixiga

não só o Brasil,

mas o Mundo.

 

IÓ! Amantes d Dionizios do Mundo Inteiro,

Vamos criar uma Orgya da Arte d Teatro do Bárbaro Tecnizado Total da Terra!

 

12694606_964665023613822_727215520477211287_o

foto: Mário Pizzi

 

 

IÓ! Estrategistas d todas as Artes

 

IÓ! Amantes do estar em cena com o Público diretamente

 

IÓ! Anônimos nas revistas caras, esbanjando poder de aventureiros teatrais nos teatros de rua, cultivando as Metrópoles engasgadas quase subterrados;

 

IÓ! Cooperativas de Teatros q se tornam Comunas Teatais

 

IÓ! Celebridades de Televisão q tem Sangue de Teatro no Corpo

 

IÓ! Poder da Imaginação, d Atrizes, Atores, Palhaços do Brasil y do Mundo

 

Muitos me perguntam

como ajudar” ?

 

Não, ajuda”, não,

não tem “ ajuda

nem dar uma força,

mas atuar

até se espatifar

pra poder voar

 

IÓ! É o Xamado Báquico

À Massa d Sangue dos Corpos em Possessão q vem se juntar aos Posseiros impedindo os Carrascos da Propriedade Privada

É o q

TIRIAS

Vê hoje

 

Terça-Feira GORDA DE CARNAVAL DE 2016 em SamPã

Teatro_Oficina_Foto_Markus_Lanz

O Teat(r)o Oficina visto a partir do seu entorno: terras demarcadas pelo próprio processo cultural teat(r)al nelas cultivado. Foto Markus Lanz.

Há 58 anos o Teat(r)o Oficina cultiva a cultura no número 520 da rua Jaceguay, no Bairro do Bixiga y seu entorno. Há 34 anos lutamos contra o massacre predatório da especulação imobiliária no bairro, baixado, incorporado, no capital do grupo Sisan, empreendimento imobiliário – braço armado da especulação imobiliária do grupo Silvio Santos.

A partir de 2010, quando o Teat(r)o Oficina foi tombado pelo Iphan, o próprio Silvio Santos colocou francamente a questão: Já q a partir de agora, não podemos construir mais nada em nosso Terrenoeu não desejo empatar o trabalho de vocês, nem quero que vocês empatem o nosso, proponho a troca do terreno de propriedade do grupo por um terreno da união do mesmo valor. 

Diante dessa proposta, boa parte dos representantes do poder público deram início a uma articulação política para que a troca fosse feita, e o terreno do entorno do teatro tivesse destinação pública e cultural. Neste mesmo ano, foi estabelecido um contrato de comodato entre o Grupo Silvio Santos e a Associacão Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona. A ocupação do Terreno teve início através de um Ritual Teatral: uma Tenda de 2.000 lugares para o Público foi levantada pra que se encerrasse a Temporada Nacional das “Dionizíacas 2010”, com a encenação de “Bacantes”, O Banquete”, “Cacilda!! Estrêla Brazyleira á Vagar”.

Na Estréia ox atorexs y  Público em Cena no Nô Japonês “ Taniko”,  derrubaram os  Muros do Beco sem Saída q limitavam a Pista do Teat(r)o Oficina, Rua Lina  Bardi e, atuando, descendo uma longa rampa, pisaram  nas terras do Entorno Tombado pelo Iphan, penetrando na “Taba do Rito”. Há 5 anos, o Terreno vem sendo cultivado e cultuado pelo Público nos Ritos Teatrais do Oficina Uzyna Uzona.

No entanto, desde 2009, uma parte do grupo Silvio Santos vem tentando aprovar seu atual empreendimento imobiliário – as torres residências, nos órgão de preservação do patrimônio. O IPHAN, órgão de preservação do âmbito federal, vinha impedindo a aprovação do empreendimento. Esta deliberação ganhou um prazo limite para o dia 22 de janeiro, caso contrário, o Iphan está ameaçado de multa pelo grupo especulador, decidida no Ministério Público.  

Diante da situação, o Iphan manifestou não ter instrumento jurídico para barrar o empreendimento, mas hoje re-existe, convocando representantes do poder público aliados e diretamente envolvidos no processo de defesa do patrimônio cultural, sobretudo ligados aos movimentos da Troca de Terrenos do Entorno do Oficina, por um Terreno da União, para uma reunião nesta data limite da deliberação: hoje, 22 de janeiro.

O Objetivo é criar uma estratégia, numa articulação conjunta dos órgãos de preservação do patrimônio federal (IPHAN), municipal (CONPRESP), secretaria municipal de cultura, ministério da Cultura, SMDU (secretaria de desenvolvimento urbano) para dar a única destinação possível para este último pedaço de terra do bairro do Bixiga: área demarcada pública, de uso estético, cultural, político e Ritual.

As Terras do Oficina são terras demarcadas pelo próprio processo cultural teat(r)al nelas cultivado, permanentemente florescente, em cada estação.

O projeto atual da SISAN encaixota o teatro e encerra o janelão de 100m² na escuridão com a proposta de um empreendimento imobiliário de impacto incalculável, tanto na obra de arte feita por Lina Bo Bardi e Edson Elito: considerada no fim do ano de 2015, pelo The Guardian, como o melhor teatro do mundo, quanto ao Corpo de Artistas de Muitas Gerações que criaram esta Companía de Artistas de 58 anos, em Permanente Mutação Geracional, cultivando estas terras com uma revolução Teat(r)al.

Os órgãos de preservação alegam, a primeira vista, não ter instrumentos jurídicos para deliberar contra o empreendimento, mas claramente o projeto entope as ruas do Bixiga com uma frota nova de carros, descaracteriza o traçado original e tombado do bairro e assombra uma sobreposição de áreas envoltórias de bens tombados, formada pela Casa da dona YayáTBC Teatro Brasileiro de ComédiaTeat(r)o Oficina, Vila Itororó e conjunto de sobrados da rua Japurá.

A aprovação das torres certamente escancara como nunca antes o bairro do Bixiga para a entrada da especulação imobiliária, sobretudo porque o projeto vem aparelhado com o lançamento a toque de caixa de um edital para leiloar os baixos do viaduto Julio de Mesquita Filho, em frente ao teatro, rasgando boa parte do bairro do Bixiga, criando uma verdadeira cicatriz urbana.

O edital, parece que vindo da Prefeitura, entrega a área ao maior capital oferecido para explorar comercialmente os baixos do viaduto, num projeto que nem sequer obriga a empresa vencedora a conhecer o espaço terreno; se caracteriza assim um movimento de capitalização voraz de qualquer terra pública que se aviste, como se toda terra precisasse se tornar lucrativa para atender o que o poder público chama de “revitalização”. Levados pela paranóia econômica de que diante do dito caixa zero dos cofres públicos, toda a sobra de espaço que ainda re-existe em são Paulo precisasse ser entregue à iniciativa privada, para o mercado ditar o destino das terras públicas e da cidade, o que se cria é uma situação permanente de violação e submissão da cultura ao capital.

Trazemos agora a presença de Aziz Ab’Saber, o geógrafo q foi presidente do Condephaat nos anos 80 e ao mesmo tempo Tombou a Serra do Japí, o Teat(r)o Oficina e um Território Indígena em São Paulo.

Quando as pessoas que ocupavam cargos de proteção cultural diziam a ele que não tinham Poder, ele refutava com seu próprio exemplo, declarando que o Poder é de quem o exerce. 

Em 2010, junto com o tombamento do Oficina pelo Iphan, outros dois tombamentos foram aprovados. Um deles protege 14 bens da imigração japonesa no Vale do Ribeira, em São Paulo – fábricas, igrejas, casas e até as primeiras mudas de chá Assam (preto) plnatadas no Brasil, em 1935. Também foram protegidos dois lugares considerados sagrados por índios do Alto Xingu, no Mato Grosso – o Iphan atendeu a pedidos das etnias waurá, kalapalo e kamayurá. Os dois lugares, chamados Sagihengu e Kamukuwaká, fazem parte do Kwarup, a maior festa ritualística da região.

Mirando-nos no exemplo da atuação de Aziz Ab’Saber, temos a certeza de que hoje, os representantes do Poder do Patrimônio Cultural, Brasileiro e de São Paulo, que se reúnem nesta Capital do Capital, encontrarão medidas que impeçam que o Poder do Capital Especulativo, camuflado em argumentos jurídicos, massacre o Poder Cultural da Justiça, em sí.

O Poder Político Humano dos que ocupam os Órgãos de Patrimônio referidos, tem no dia de hoje o apoio de todos que acreditam no Poder da Cultura e da Inteligência da Criatividade Humana para a resolução das equações mais ameaçadoras da Crise Econômica.

Antes de tudo, vivemos pra transmutar uma Crise que é, muito mais que econômica, uma questão Cultural e Política. Crise é momento de Criação de novos caminhos para um novo tempo.

Hoje, a perspectiva que o poder público precisará ter, é da Cultura e não do direito como paradigma da Política; e do Teatro como Paradigma de Vida.

Assino em baixo:

José Celso Martinez Corrêa – 78 anos, Presidente da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona

Teatro_Oficina_foto_Marcos_Camargo

Teat(r)o Oficina em foto de Marcos Camargo

The 10 best theatres The Guadian -11 december 2015

From gilded music halls to ancient stone, the Observer’s architecture critic presents his choice of the world’s most stunning stages

Rowan Moore

1 | Teatro Oficina

São Paulo, Lina Bo Bardi, 1991

A long, narrow, street-like space

in the burned-out shell of a former theatre

that is watched by a wall of galleries built out of scaffolding.

Built to serve the orgiastic performances of the theatre’s creator Zé Celso,

who has claimed that the idea for the open plan came

when, on an acid trip and running from the police,

he found himself trapped against a solid wall.

Teatro Oficina has challenging sight lines,

hard seats

and is very much not the shape theatres are meant to be,

but is all the more intense for that.

……………

Tradução pro Brazylero:

Os 10 melhores teatros “The Guadian “-11 d dezembro d 2015

A partir de salas de música douradas a pedra antiga ,

crítico de arquitetura do Observer apresenta sua variedade de cenários mais deslumbrantes do mundo

Uma longa, estreita rua,

como um espaço na concha (estrutura) queimada de um antigo teatro.

É assistido

por uma parede de galerias construídas a partir de andaimes.

Construído para servir as performances orgiásticas do criador do teatro Zé Celso,

que afirmou que a ideia para o plano aberto

veio ,quando, em uma viagem de ácido e fugindo da polícia,

encontrou-se preso contra uma parede sólida.

O Teatro Oficina mudou as linhas de visão,

com perspectivas desafiadoras,

assentos duros

e é muito mais,

não os teatros na forma q pretendem ser ,

e exatamente por isso,

 é o mais intenso

Leia o artigo original do The Observer/The Guardian aqui.