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Arquivo da tag: grupo silvio santos

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foto: Nancy Mora

Sou Cégo d’Teat(r)o

q vê

da Terra do Bixíga

onde Teatro

em se plantando

sempre deu

a quem se dá 

mas…

q está $ercado

por $oldados Engravatados Executivos Executores

do Holocausto Repetitivo

do Direito Romano de Propriedade

q diferença existe

entre fundamentalistas destruidores de Santuários,

cortadores de Cabeças

y

os Fundamentalista$ da Especulação Imobiliária Néo Bandeirantes:

Caçadores Destruidores de santuários y cortadores d cabeças q não querem ser capturadas?

 

Estes pretendem destruir o último pedaço de terra livre do Centro d SamPã.

Pra isso tem de Cortar Cabeças

d Artistas,

d’ Autoridades d Defesa do Patrimônio,

d’ Jornalistas das Mídias, Midiinhas, Midionas,

d’ Cabecinhas, Cabeçonas

q não cabem nas suas toscas estruturas de captura:

no seu Carandirú Pobreza

“Trê$ Torre$ Prisões

Nessa Terra “perdida

há Cabeças Coroadas de Héras, se Fazendo ,

se dando às mitolo(r)gias

q os povos noite y dia

criam,

cantam,

dançam,

na terra

no ar

pássaros voadores

des-assombrando

pensamentos livres

q vôam

mas

q sabem se erguer do chão

com seus Bastões,

Tyrsos Báquicos

y conceber suas estratégias

num piscar da voz da

Marechal de Nossa Tropa:

Madame Morineau:

O Teatro Recuou, Meu Filho! Ohpuf …realmente…

No, No, No, assí no dá …

 

Ah! E aí, sentir o desejo de passar do “recuo” ,

ao AVANÇO

com seu Bastão de Bacantes y Satyrxs Guerreirxs

y

proferir na própria carne

a palavra mágica Ham-let:

AÇÃO

Estes tem o Phoder de enfrentar estes Exército$ de Pentheus y Drs. Abobrinhas

 

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foto: Mário Pizzi

 

Ió! Os Artistas de Todas as Artes

 

Ió! Gente q phala pra Gente,

Na língua direta de Gente,

 

Ió! Dytirambistas (todos os Tambores)

 Músicxs

Arquitetxs, Urbanistxs, Cientistxs, …

Façam esse favor pra todos…

Mas a Protagonização da Arte Aglutinadora Física dos Teatros onde Todos

os Teatros são nossos Teatros

é, quer se queira ou não,

a gente de teatro

mesmo combalida.

É só se apoiar no Tyrso d Dionisios y ficar de Pé Dançante

Somos peões satyrxs de SamPã

da Tropa de Choque Cultural q pode Acordar

no Bixiga

não só o Brasil,

mas o Mundo.

 

IÓ! Amantes d Dionizios do Mundo Inteiro,

Vamos criar uma Orgya da Arte d Teatro do Bárbaro Tecnizado Total da Terra!

 

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foto: Mário Pizzi

 

 

IÓ! Estrategistas d todas as Artes

 

IÓ! Amantes do estar em cena com o Público diretamente

 

IÓ! Anônimos nas revistas caras, esbanjando poder de aventureiros teatrais nos teatros de rua, cultivando as Metrópoles engasgadas quase subterrados;

 

IÓ! Cooperativas de Teatros q se tornam Comunas Teatais

 

IÓ! Celebridades de Televisão q tem Sangue de Teatro no Corpo

 

IÓ! Poder da Imaginação, d Atrizes, Atores, Palhaços do Brasil y do Mundo

 

Muitos me perguntam

como ajudar” ?

 

Não, ajuda”, não,

não tem “ ajuda

nem dar uma força,

mas atuar

até se espatifar

pra poder voar

 

IÓ! É o Xamado Báquico

À Massa d Sangue dos Corpos em Possessão q vem se juntar aos Posseiros impedindo os Carrascos da Propriedade Privada

É o q

TIRIAS

Vê hoje

 

Terça-Feira GORDA DE CARNAVAL DE 2016 em SamPã

 

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foto: Mário Pizzi

 

Amadxs Beth Viviani y Guilherme Wisnik

Antes de TUDO

Guilherme:

Teu texto é Maravilhoso

Corajoso

Claro

Luminoso

Inspirador

de TiZÉrias o Antropófago

nesta Terça Gorda de Carnaval

depois de te ler y quebrar meu útero coração de criar um Diário do $erco no meu Blogg, mas pra espalhar, não ficar lá dormindo …

Acordei hoje animado por Momo

Y inpirado em Vossos Textos:
Guile y Beth

Inaugurei um

Diário d “TyZÉrias $ercado

Mas há correção de um Erro de má compreensão desta Entidade q baixou em mim, desde q soube do $erco:

y Beth, foi você com teu corajoso, lúcido texto quem me fez ver, após você ler o texto de Guilherme, y me escrever y botar o dedo na contribuição enorme deste erro.

quando fui avisado à 22 de Janeiro deste ano de 2016, q este era o último dia do prazo para que a Presidente do Iphan, a Arquitetx e Urbanistx Jurema Machado, liberasse ou não,

à Sizan Empreendimentos Imobiliários” do Grupo Silvio Santos,

a construção das Gigantescas Torres, Prisões do Entorno Tombado do Teat(r)o Oficina; comecei a ligar desesperado pra pessoas mais próximas à luta por esse último terreno respirável de SamPã.

Liguei pra você meu amigo dourado Arquiteto Urbanista Guilherme Wisnik, no seu celular.

Você estava na Praia em Férias no Litoral da Bahia, eu devo ter dito por telefone a você Gui, q o Ministério Público era o responsável pela Ação de Reintegracão de Posse.

Acho q foi assim q eu, doido d TyZérias, recebi ou ouvi a notícia do $erco

Mas eu mesmo achava muito estranho q justamente este órgão q tem o papel de defender o Patrimônio Cultural do Brasil, tivesse tomado esta medida.

Somente antes do Carnaval, Juca Ferreira, Ministro da Cultura esclareceu minha cegueira, dizendo q se tratava de uma Ação da Justiça, vencida pela $isan e me aconselhou a procurar Nabil Bonduki Secretário Municipal de Cultura de São Paulo. Este teria informações mais precisas.

É o q eu vou fazer na 4ª Feira de Cinzas, mas acho q entendi. Tive conhecimento deste $erco quando já era aparentemente “vitorioso”, nem deu pra lamentar, porque não adianta reclamar do leite derramado.

Claro q se trata do famoso Direito de Propriedade Romano, o único direito q aprendi na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, como um Dogma, um Tabu, um Axioma Indiscutível, aquele em que ainda se baseia toda a Ordem Mundial Capitali$ta

Mas me recordo de uma citação em latim de um jurista do ex-Império: “ut eleganter Celsus dixit, ius est ars boni et equi” = como o elegante jurista Celsus disse: o direito é a arte do bom e do equitativo.

Nunca acreditei neste Mito da Propriedade Privada, e sempre vi a Justiça como uma questão de Interpretação, como no Teat(r)o, dependendo de cada situação concreta.

Grandes jovens Pensadores como o jovem Psicanalista Tales Ab’Saber, o mais jovem ainda, Silas Martí, crítico de artes plásticas da Ilustrada, Rudifran, o dinâmico diretor da Cooperativa de Teatro de São Paulo, estão criando como você Guile, como você Beth, um Cerco de Amigos Dourados do Teatro Oficina ao $erco das Torres, feito de Inteligência, Amor à Vida, à Terra, em Indústrias Reunidas de Poesías como um Levante do Poder das Línguas da Cultura Brazileira y Mundial.

Por isso no ontem do sempre hoje,

passo a palavra à minha amiga, escritora Beth Viviani:

“Por coincidência, depois de pensar em você e te escrever um email, leio agora à meia noite o texto do Wisnik na Folha.”

Aí , Yo, TiZÉrias intervenho, pois é o q me levou a entender a questão mais profundamente:

“Não entendi a ‘forte pressão do Ministério Público’ sobre o Iphan.

Baseado em que argumento o MP fez a pressão?

O que significa 

‘um suposto maior controle da sociedade 

sobre as decisões na cidade’?

Não é  o contrário?

Temos que fazer política.

O movimento do capital não pode ocorrer no vácuo.

Existem controles e regras que o poder público pode impor, que foram incorporados em legislações criadas pelos movimentos da sociedade ao longo da história.

Acho que há espaço e toda a legitimidade na defesa de nosso patrimônio cultural.

Ninguém vai pretender abolir a propriedade privada, mas ela deve se curvar à história da nossa cidade.

Me explica essa postura do MP.”

(ainda não sei do Caso na Justiça, sabendo ponho na Ágora)

Vitória na guerra!

Podemos usar esse bordão da novela sensação da Globo! 

 Querido Zé Celso = TyZÉrias,

enviei um recado para você e Marcelo pelo Whatsapp, no contato do Oficina que apareceu na lista. Mas vou repetir aqui o que falei. É grande minha preocupação com a decisão legal (?) sobre o destino do terreno que, por direito de cidadania, de prioridade cultural, de ocupação urbanística civilizatória de São Paulo, pertence ao Oficina e ao povo paulista.

Qual a reação mais adequada para reverter mais esse golpe do capital imobiliário e de autoridades servis?  

Citando a famosa frase,

o que fazer?

Nós, cidadãos revoltados, podemos fazer algo?

Estou neste momento em São Sebastião de férias, 

volto em torno do dia 22.

Com o afeto da

Beth Viviani”

Beth, muita gente me pergunta, só agora sei responder, TyZÉrias vai saber esta semana, é importantíssimo termos acesso aos Autos deste Processo, q redunda neste Crime Ecológico Cultural.

Dr. Gustavo Neves Fortes do Escritório de Advogados do Grande Criminalista Dr. Tales Castelo Branco está já investigando.

TyZÉrias 

EVOÉS

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O Teat(r)o Oficina visto a partir do seu entorno: terras demarcadas pelo próprio processo cultural teat(r)al nelas cultivado. Foto Markus Lanz.

Há 58 anos o Teat(r)o Oficina cultiva a cultura no número 520 da rua Jaceguay, no Bairro do Bixiga y seu entorno. Há 34 anos lutamos contra o massacre predatório da especulação imobiliária no bairro, baixado, incorporado, no capital do grupo Sisan, empreendimento imobiliário – braço armado da especulação imobiliária do grupo Silvio Santos.

A partir de 2010, quando o Teat(r)o Oficina foi tombado pelo Iphan, o próprio Silvio Santos colocou francamente a questão: Já q a partir de agora, não podemos construir mais nada em nosso Terrenoeu não desejo empatar o trabalho de vocês, nem quero que vocês empatem o nosso, proponho a troca do terreno de propriedade do grupo por um terreno da união do mesmo valor. 

Diante dessa proposta, boa parte dos representantes do poder público deram início a uma articulação política para que a troca fosse feita, e o terreno do entorno do teatro tivesse destinação pública e cultural. Neste mesmo ano, foi estabelecido um contrato de comodato entre o Grupo Silvio Santos e a Associacão Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona. A ocupação do Terreno teve início através de um Ritual Teatral: uma Tenda de 2.000 lugares para o Público foi levantada pra que se encerrasse a Temporada Nacional das “Dionizíacas 2010”, com a encenação de “Bacantes”, O Banquete”, “Cacilda!! Estrêla Brazyleira á Vagar”.

Na Estréia ox atorexs y  Público em Cena no Nô Japonês “ Taniko”,  derrubaram os  Muros do Beco sem Saída q limitavam a Pista do Teat(r)o Oficina, Rua Lina  Bardi e, atuando, descendo uma longa rampa, pisaram  nas terras do Entorno Tombado pelo Iphan, penetrando na “Taba do Rito”. Há 5 anos, o Terreno vem sendo cultivado e cultuado pelo Público nos Ritos Teatrais do Oficina Uzyna Uzona.

No entanto, desde 2009, uma parte do grupo Silvio Santos vem tentando aprovar seu atual empreendimento imobiliário – as torres residências, nos órgão de preservação do patrimônio. O IPHAN, órgão de preservação do âmbito federal, vinha impedindo a aprovação do empreendimento. Esta deliberação ganhou um prazo limite para o dia 22 de janeiro, caso contrário, o Iphan está ameaçado de multa pelo grupo especulador, decidida no Ministério Público.  

Diante da situação, o Iphan manifestou não ter instrumento jurídico para barrar o empreendimento, mas hoje re-existe, convocando representantes do poder público aliados e diretamente envolvidos no processo de defesa do patrimônio cultural, sobretudo ligados aos movimentos da Troca de Terrenos do Entorno do Oficina, por um Terreno da União, para uma reunião nesta data limite da deliberação: hoje, 22 de janeiro.

O Objetivo é criar uma estratégia, numa articulação conjunta dos órgãos de preservação do patrimônio federal (IPHAN), municipal (CONPRESP), secretaria municipal de cultura, ministério da Cultura, SMDU (secretaria de desenvolvimento urbano) para dar a única destinação possível para este último pedaço de terra do bairro do Bixiga: área demarcada pública, de uso estético, cultural, político e Ritual.

As Terras do Oficina são terras demarcadas pelo próprio processo cultural teat(r)al nelas cultivado, permanentemente florescente, em cada estação.

O projeto atual da SISAN encaixota o teatro e encerra o janelão de 100m² na escuridão com a proposta de um empreendimento imobiliário de impacto incalculável, tanto na obra de arte feita por Lina Bo Bardi e Edson Elito: considerada no fim do ano de 2015, pelo The Guardian, como o melhor teatro do mundo, quanto ao Corpo de Artistas de Muitas Gerações que criaram esta Companía de Artistas de 58 anos, em Permanente Mutação Geracional, cultivando estas terras com uma revolução Teat(r)al.

Os órgãos de preservação alegam, a primeira vista, não ter instrumentos jurídicos para deliberar contra o empreendimento, mas claramente o projeto entope as ruas do Bixiga com uma frota nova de carros, descaracteriza o traçado original e tombado do bairro e assombra uma sobreposição de áreas envoltórias de bens tombados, formada pela Casa da dona YayáTBC Teatro Brasileiro de ComédiaTeat(r)o Oficina, Vila Itororó e conjunto de sobrados da rua Japurá.

A aprovação das torres certamente escancara como nunca antes o bairro do Bixiga para a entrada da especulação imobiliária, sobretudo porque o projeto vem aparelhado com o lançamento a toque de caixa de um edital para leiloar os baixos do viaduto Julio de Mesquita Filho, em frente ao teatro, rasgando boa parte do bairro do Bixiga, criando uma verdadeira cicatriz urbana.

O edital, parece que vindo da Prefeitura, entrega a área ao maior capital oferecido para explorar comercialmente os baixos do viaduto, num projeto que nem sequer obriga a empresa vencedora a conhecer o espaço terreno; se caracteriza assim um movimento de capitalização voraz de qualquer terra pública que se aviste, como se toda terra precisasse se tornar lucrativa para atender o que o poder público chama de “revitalização”. Levados pela paranóia econômica de que diante do dito caixa zero dos cofres públicos, toda a sobra de espaço que ainda re-existe em são Paulo precisasse ser entregue à iniciativa privada, para o mercado ditar o destino das terras públicas e da cidade, o que se cria é uma situação permanente de violação e submissão da cultura ao capital.

Trazemos agora a presença de Aziz Ab’Saber, o geógrafo q foi presidente do Condephaat nos anos 80 e ao mesmo tempo Tombou a Serra do Japí, o Teat(r)o Oficina e um Território Indígena em São Paulo.

Quando as pessoas que ocupavam cargos de proteção cultural diziam a ele que não tinham Poder, ele refutava com seu próprio exemplo, declarando que o Poder é de quem o exerce. 

Em 2010, junto com o tombamento do Oficina pelo Iphan, outros dois tombamentos foram aprovados. Um deles protege 14 bens da imigração japonesa no Vale do Ribeira, em São Paulo – fábricas, igrejas, casas e até as primeiras mudas de chá Assam (preto) plnatadas no Brasil, em 1935. Também foram protegidos dois lugares considerados sagrados por índios do Alto Xingu, no Mato Grosso – o Iphan atendeu a pedidos das etnias waurá, kalapalo e kamayurá. Os dois lugares, chamados Sagihengu e Kamukuwaká, fazem parte do Kwarup, a maior festa ritualística da região.

Mirando-nos no exemplo da atuação de Aziz Ab’Saber, temos a certeza de que hoje, os representantes do Poder do Patrimônio Cultural, Brasileiro e de São Paulo, que se reúnem nesta Capital do Capital, encontrarão medidas que impeçam que o Poder do Capital Especulativo, camuflado em argumentos jurídicos, massacre o Poder Cultural da Justiça, em sí.

O Poder Político Humano dos que ocupam os Órgãos de Patrimônio referidos, tem no dia de hoje o apoio de todos que acreditam no Poder da Cultura e da Inteligência da Criatividade Humana para a resolução das equações mais ameaçadoras da Crise Econômica.

Antes de tudo, vivemos pra transmutar uma Crise que é, muito mais que econômica, uma questão Cultural e Política. Crise é momento de Criação de novos caminhos para um novo tempo.

Hoje, a perspectiva que o poder público precisará ter, é da Cultura e não do direito como paradigma da Política; e do Teatro como Paradigma de Vida.

Assino em baixo:

José Celso Martinez Corrêa – 78 anos, Presidente da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona

O Elenco do Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, dia 12 de novembro de 2014, às 18h, vai lavar com Água de Cheiro da Fonte de Dionisios, de Oxalá, de Oxum, as Escadas do Teat(r)o Oficina q dão acesso ao seu Entorno Tombado. E deseja q este Rito conte com sua presença: Público e Mídias.

As Razões do Coração deste Rito:

A Diretoria da Sisan Empreendimentos Imobiliários Ltda., q faz parte do Grupo Silvio Santos, havia marcado a data de 11/11/2014 para esta Escada ser retirada. Paradoxalmente, este fato acabou sendo um incidente q provocou o início de superação desta dificuldade, como um movimento inicial de finalização do conflito de 34 anos entre Teat(r)o Oficina X Grupo Silvio Santos. As duas partes não suportam mais esta empatação mútua, e de agora em diante se unem em busca do objetivo comum que é a Troca dos Terrenos proposta por Silvio Santos.

O Presidente do Grupo Silvio Santos, Guilherme Stolliar, respondeu a um e-mail q escrevi na sexta-feira sobre a retirada da Escada. Nele, concorda q devemos nos reunir o mais breve possível em torno da Troca de Terrenos – fato já Possível depois das Eleições. Pediu-me que falasse pessoalmente com Eduardo Velucci, Diretor da Sisan q trata dos Empreendimentos Imobiliário da Grupo SS e do assunto específico da ESCADA. Terminamos com uma conversa teatralmente amigável e cômica ao telefone. Ele concordou com a permanência da ESCADA. Aceitou minha proposta, de q nos reunamos no Mistério da Fazenda q trata dos Terrenos a serem negociados.

A ESCADA, onde teríamos ficado de vigília, na madrugada entre o 11 e 12, impedindo sua remoção, passou a ser então um Arco-Íris de Ligação entre os Opostos.

Vamos comemorar este degrau vencido com este Rito de Sagração Teatal, nos 16 degraus da ESCADA q liga-nos ao Espaço Urbano.

Através d’Ela desejamos criar com a Cidade um Espaço Cultural Público de ligação dos Corredores Culturais do Bixiga com Corredores de outros Bairros, e também com os 20 Teatros em Ruas, não em Shoppings, ameaçados de Extinção pela Especulação Imobiliária. As ESCADAS sempre foram, Mítica e Historicamente, lugares de Grandes Acontecimentos Culturais Políticos de Ascensão e da Valorização, gradual, em sentido duplo, e Símbolo das Permutas.

Neste dia 12, a ESCADA do Oficina é a Protagonista do Ato!

José Celso Martinez Corrêa
Presidente da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona
SamPã, 10 de Novembro de 2014

Sugerimos as pessoas que venham de branco ou de roupas claras
Paz Amor Humor y Paz e Muito Mais

Este Trabalho, no q depender de minha pessoa, é dedicado a Meu Pai: o  Professor Jorge Borges Corrêa, q faria no dia do Rito 112 Anos de seu Nascimento, tendo Morrido no dia de 11 de Novembro – como acontece muitas vezes aos q nascem no Signo do Escorpião e então a cauda  morde o rabo. Sempre esta data me traz Luz, a mesma em q terminei as 900 páginas da Odisseia das Cacildas y Walmores y q acontece esta Epifanía Teatral Milagrosa.

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Projeto elaborado durante a X Bienal de Arquitetura que expande o pomar jardim para todo o bairro do Bixiga

Projeto elaborado durante a X Bienal de Arquitetura que expande o pomar jardim para todo o bairro do Bixiga

DIA 10 DE NOVEMBRO, 2ª FEIRA, DIA D DE UM NOVO ENTENDIMENTO ENTRE O GRUPO SILVIO SANTOS E O TEAT(R)O OFICINA; DESEJAMOS TODOS TORCENDO PARA ESTE ACONTECIMENTO

Convidamos o público a estar presente nos dois últimos dias da Temporada de “Cacilda !!!!! A Rainha Decapitada”, no sábado; e no domingo, com “Walmor y Cacilda 64 – RoboGolpe”.

Entramos em ensaios a partir de 3ª feira, dia 11 de novembro, para voltarmos dia 12 de dezembro com o Festival das Cacildas y Walmor.

Este fim de semana antecede uma Situação Delicada, para o Presente Futuro do Teat(r)o Oficina.

Dia 10/11, 2ª feira próxima, a Produtora do Teat(r)o Oficina, Ana Rúbia Melo, chegou a combinar com Eduardo Velucci, Diretor da Sisan Empreendimentos Imobiliários Ltda. (setor Imobiliário do “Grupo Silvio Santos”) a Retirada da ESCADA q construímos como acesso ao PÚBLICO (assim como uma TENDA que é atualmente nosso FOYER, para o conforto dos quem vêm nos assistir e para nós mesmos: onde está o “Nick Bar” instalado: um Bar Restaurante).

Eduardo Velucci hoje nos passa um e-mail cobrando o combinado e pede a demolição da ESCADA e a retirada da TENDA para dia 10/1: 2ª feira.

Estamos no dia D.

É o momento de tomar outra Decisão, uma vez que a Situação mudou de lá para cá, pois torna-se legalmente possível, agora, depois das Eleições, a negociação entre o Terreno do Grupo Silvio Santos no Entorno do Teat(r)o Oficina Tombado pelo IPHAN
E o “SITIO DO BURACÃO”, hoje transformado pelo Plano Diretor Estratégico para a Cidade de São Paulo em “Polo  Estratégico de Desenvolvimento Econômico.”  1*

Mapa do Plano Diretor identificando o “SÍTIO DO BURACÃO” como Polo Estratégico de Desenvolvimento Econômico.

Mapa do Plano Diretor identificando o “SÍTIO DO BURACÃO” como Polo Estratégico de Desenvolvimento Econômico.

Portanto, com o novo Plano, caíram os impedimentos maiores para esta negociação.

O “Grupo Silvio Santos” já se situa nesta belíssima região da Anhanguera. Tem lá sua atual Sede. É Vitorioso Precursor desta ascensão da Vida Econômica nesta região, para nossa Cidade.

E é mais que natural, portanto, que Silvio Santos integre em seu Patrimônio o “SÍTIO DO BURACÃO”, através da Proposta da Ministra Marta Suplicy – Ministra da Cultura de Negociação dos Terrenos, antes de sua ida ao Senado em 2015.

Por outro lado, a Área Envoltória gerada pelo Tombamento do Teat(r)o Oficina pelo IPHAN, de Propriedade do Grupo Silvio Santos, foi colocada pelo PLANO DIRETOR em vigor dentro do TERRITÓORIO CULTURAL PAULISTA LUZ; portanto, será difícil ao Grupo construir neste Terreno obras que visem sua Exploração Comercial. 2**

Ana Lucia dos Anjos, Superintendente do Patrimônio da União de São Paulo, busca conciliar as Agendas do Grupo Silvio Santos, do Ministério da Cultura, do Teat(r)o Oficina, para um Encontro que, de imediato, inicie as negociação entre as três partes envolvidas.

Vamos ser generosos com a História desta magnífica ODISSEIA  vivida entre o  Grupo Silvio Santos  e o Teat(r)o Oficina, por 34 anos!

Há 10 anos Silvio Santos visitava o Teat(r)o Oficina para um Encontro q historicamente iniciou o diálogo entre as duas Partes em Conflito. Silvio deslumbrou-se com a Obra de Arte Arquitetônica Urbanística dos “Arquitetos” LINA BARDI e EDSON ELITO, e com a recepção de TeAto Musical q o Elenco do Oficina Uzyna Uzona lhe ofereceu.

Dia 5 de dezembro de 2014 Lina Bardi faria 100 anos. Muitos países no Mundo comemoram seu Centenário.

Nós mesmos iremos realizar no dia 5 de dezembro um Grande Evento no Teat(r)o Oficina e seu Entorno, transmitido ao vivo pela WEB para o Museu de Arquitetura de Munique, q realiza a Maior Retrospectiva do trabalho de Lina Bardi feita fora do Brasil: suas Obras Completas.

Não vamos concluir esta intensa vivência histórica q – pelo menos a mim e a todos do Teat(r)o Oficina – ensinou tanto, com um episódio melancólico como poderá vir a ser: a  RETIRADA DA  ESCADA e da TENDA FOYER.

Esta hipótese poderá vir a ser um enfadonho Re-Início do  Evitável Conflito entre nós neste momento, tão propício a uma solução de Entendimento, enriquecedor para ambas as partes e para a Cidade de São Paulo.

Esta Retirada da ESCADA, da TENDA, e de nosso ACESSO ao nosso Entorno Tombado, inviabilizaria nossa programação pra o fim de dezembro: um “FESTIVAL DE COMCP PEÇAS de Cacildas!!!3/ !!!! 4/ !!!!!5 e Walmor y Cacilda 64 / 68.

Estas serão apresentadas duas vezes nos dias de semana e nos sábados e domingos até 23 de dezembro.

Inviabiliza nosso ano de 2015 – em q entraremos com “A TEMPESTADE” d Wiiliam Shakespare,

Enviamos uma hoje, dia 7 de novembro, uma carta com estes dados para o Presidente do Grupo Silvio Santos, Guilherme Stolliar, com o Objetivo de um vitorioso Final Feliz, para a saída desta peça em cartaz por tanto tempo na nossa Cidade: “Grupo Silvios Santos X Teat(r)o Oficina”

Hoje projetamos dar continuidade às alas do Cheiroso Pomar Jardim que o Grupo Silvio Santos deixou em seu Terreno, expandindo-o em novas ruas de todo Bixiga e ligando o Corredor Cultural do Bairro . 3***

EM 2010 SILVIO SANTOS me disse: Agora q o Entorno do Oficina foi tombado pelo IPHAN não vamos poder mais construir em  nosso Terreno. Não queremos mais empatar vocês; nem q o Teat(r)o Oficina nos empate. Vamos trocar os terrenos.

Esta Carta agora é endereçada aos que amam a Cultura no Brasil e no Mundo, assim como ao apoio nacional e internacional, e à atuação criativa da pessoa de Silvio  Santos e de seu Grupo.

Criaremos um exemplo de entendimento inédito entre partes em conflito, para todo o Mundo sempre em Guerras, criando o Equilíbrio do Amor no Universo.

Zé Celso
Presidente da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona
Diretor, Ator, Autor, Palhaço, Cantor, Amante da Paz, do Amor y Muito Mais

1* Polos Estratégicos de Desenvolvimento Econômico

Art. 177. Os polos estratégicos de desenvolvimento econômico
são setores demarcados na Macroárea de Estruturação
Metropolitana e situados em regiões de baixo nível de emprego
e grande concentração populacional, que apresentam potencial
para a implantação de atividades econômicas, requerendo estímulos
e ações planejadas do Poder Público.
§ 1º Ficam estabelecidos os seguintes polos estratégicos de
desenvolvimento econômico:
I – Polo Leste, correspondente aos subsetores Arco Leste e
Arco Jacu-Pêssego;
II – Polo Sul, correspondente aos subsetores Cupecê e Arco
Jurubatuba;
III – Polo Noroeste, correspondente ao subsetor Raimundo
Pereira de Magalhães/Anhanguera;
IV – Polo Norte, correspondente ao subsetor Sezefredo
Fagundes até a Marginal Tietê;
V – Polo Fernão Dias, correspondente ao subsetor Fernão
Dias.

§ 2º Os polos estratégicos de desenvolvimento econômico
deverão, sempre que houver interesse dos municípios limítrofes,
ser desenvolvidos de forma articulada regionalmente, especialmente
com a Região Metropolitana de São Paulo.
Art. 178. Para planejar a implantação dos polos de desenvolvimento
econômico e estimular a atração de empresas, o
Município deve formular planos específicos para cada polo, que
devem conter, no mínimo:
I – a delimitação de cada polo;
II – a vocação econômica do polo, considerando-se sua
localização e características socioeconômicas e de formação da
população moradora na região;
III – as atividades econômicas que devem ser estimuladas;
IV – as intervenções necessárias, em especial de logística,
mobilidade e infraestrutura, para viabilizar a implantação das
atividades econômicas prioritárias;
V – as estratégias para financiar as intervenções a serem
realizadas, incluindo parcerias público-privadas possíveis de ser
utilizadas para implementar o polo;
VI – prazos de implementação e recursos necessários.
Parágrafo único. O plano deverá definir atividades que,
preferencialmente, tenham grande potencial de geração de empregos,
de nível compatível com o perfil socioeconômico e com
a formação da população moradora na região.
Art. 179. Para estimular a implantação de empresas, o
plano previsto no artigo anterior deve estabelecer as atividades
prioritárias que poderão se beneficiar do Programa de
Incentivos Fiscais, a ser instituído por lei específica, incluindo os
seguintes benefícios:
I – isenção ou desconto do Imposto Predial Territorial Urbano
– IPTU;
II – desconto de até 60% do Imposto sobre Serviços de
Qualquer Natureza – ISS para os setores a serem incentivados;
III – isenção ou desconto de Imposto sobre a Transmissão
de Bens Imóveis Inter Vivos – ITBI-IV para aquisição de imóveis
para instalação das empresas na região;
IV – isenção ou desconto de ISS da construção civil para
construção ou reforma de imóvel.
Parágrafo único. Os empreendimentos não residenciais
implantados nos setores previstos nos arts. 362 e 363, delimitados
no Mapa 2A, ficam dispensados do pagamento da outorga
onerosa.

2** Operação Urbana Centro
Lei 12.349 de 6 de junho de 1997
Estabelece programa de melhorias para a área central da cidade, cria incentivos e formas para sua implantação, e dá outras providências.

Capítulo I
Conceituação, Objetivos E Diretrizes

Artigo 1º – Fica aprovada a Operação Urbana Centro, compreendendo um conjunto integrado de intervenções coordenadas pela Prefeitura, através da Empresa Municipal de Urbanização – EMURB, com a participação dos proprietários, moradores, usuários permanentes e investidores privados, visando a melhoria e valorização ambiental da área central da cidade.

Parágrafo único – A área objeto da Operação Urbana Centro é a delimitada pelo perímetro assinalado na planta anexa n.º BE/03/OB/007/A do arquivo da Empresa Municipal de Urbanização – EMURB, acrescida da área dos lotes lindeiros aos logradouros que determinam este perímetro assim descrito: começa na interseção da via férrea com a Avenida Alcântara Machado (sob o Viaduto Alcântara Machado), prossegue pela via férrea até a Praça Agente Cícero, Praça Agente Cícero, Avenida Rangel Pestana, Largo da Concórdia, baixos do Viaduto do Gasômetro até a via férrea, prossegue pela via férrea até a Estação da Luz, segue pela Rua Mauá, Praça Júlio Prestes, Avenida Duque de Caxias, Largo do Arouche, Rua Amaral Gurgel, Rua da Consolação, Rua Caio Prado, Viela de ligação com a Rua Avanhandava, Rua Avanhandava, Avenida 9 de Julho até o Viaduto do Café, Avenida Radial Leste-Oeste, Rua João Passaláqua, Rua Professor Laerte Ramos de Carvalho, Rua Conde de São Joaquim, Viaduto Jaceguai, Avenida Radial Leste-Oeste, Viaduto do Glicério, Rua Antônio de Sá, Avenida do Estado, Rua da Figueira, Avenida Alcântara Machado até o ponto inicial.

Artigo 2º – A Operação Urbana Centro tem por objetivos específicos:
 
I.    Implementar obras de melhoria urbana na área delimitada pelo perímetro da Operação Urbana Centro;
II.    Melhorar, na área objeto da Operação Urbana Centro, a qualidade de vida de seus atuais e futuros moradores e usuários permanentes, promovendo a valorização da paisagem urbana e a melhoria da infra-estrutura e da sua qualidade ambiental;
III.    Incentivar o aproveitamento adequado dos imóveis, considerada a infra-estrutura instalada;
IV.    Incentivar a preservação do patrimônio histórico, cultural e ambiental urbano;
V.    Ampliar e articular os espaços de uso público;
VI.    Iniciar um processo de melhoria das condições urbanas e da qualidade de vida da área central da cidade, especialmente dos moradores de habitações subnormais;
VII.    Reforçar a diversificação de usos na área central da cidade, incentivando o uso habitacional e atividades culturais e de lazer;
VIII.    Melhorar as condições de acessibilidade à área central da cidade;
IX.    Incentivar a vitalidade cultural e a animação da área central da cidade;
X.    Incentivar a localização de órgãos da administração pública dos três níveis de governo na área central da cidade.

3*** IV – identificar e preservar os eixos histórico-culturais, que são elementos do Território de Interesse da Cultura e da Paisagem e se constituem a partir de corredores e caminhos representativos da identidade e memória cultural, histórica, artística, paisagística, arqueológica e urbanística para a formação da cidade, podendo fazer parte de territórios e paisagens culturais e de áreas envoltórias de bens tombados;

Às  pessoas da  cidade de Sampã no seu 460º aniversário,

Aos amantes da cultura viva mundial,

Aos que criam e lutam no Teatro Brazyleiro y Internacional,

Às pessoas que estão,

Estiveram,

E estarão no Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona

Seja como público ou elenco

De todas gerações,

Às que vieram,

Às que estão vindo nestes mais de 50 anos de vida irradiante da Jaceguay 520 – Bixiga – Sampã,

Às que virão,

Aos que nunca ouviram falar deste ponto luminoso chamado Teat(r)o Oficina e no seu entorno tombado depois destombado, tanto na gestão de Kassab pelo COMPRESP no âmbito municipal, quanto pelo atual governo Geraldo Alckimin na esfera estadual,

Aos que tombaram o Teat(r)o Oficina e seu entorno pelo  IPHAN como Patrimonio Histórico Artístico Nacional dia 24 de junho de 2010,

À Silvio Santos que logo após o tombamento nos disse que por causa do tombamento federal ele não poderia fazer mais nada em seu terreno. Não desejava empatar a Cia, nem queria que a Cia o empatasse, portanto propôs a troca do terreno por outro do governo federal do mesmo valor em qualquer lugar de São Paulo, proposta formalizada pelo GRUPO SS em uma carta de intenções, que nós da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona endereçamos ao Ministério da Cultura que encaminhou o processo.

À Guilherme Stoliar presidente do Grupo Silvio Santos, que num almoço fraternal nos estúdios do SBT, nos concedeu um comodato de ocupação do terreno do entorno tombado do Oficina, renovável até que se operasse a proposta de troca aceita pelo Ministério da Cultura, que na gestão de Marta Suplicy não somente encontrou um terreno da união, como atualmente trabalha para q se acelere a troca.

À todos os poderes públicos:

Presidenta Dilma Roussef

Prefeito Fernando Hadaad

Governador Geraldo Alckimin

Senadores

Deputados federais

Deputados estaduais que na comissão de cultura nos apoiaram integralmente, acima de seus partidos na conquista deste sonho coletivo,

Aos poderes privados,

À todos os poderes humanos

COMUNICAMOS:

O diretor geral da RBV, Residencial Bela Vista Empreendimentos Imobiliários ltda que faz parte do Grupo Silvio Santos, Eduardo Velucci, entra em cena exprimindo a impaciência de todos nós e muda o jogo não renova o contrato de comodato que por 3 anos permitiu nossa ocupação de cultivo artístico no terreno de nosso entorno tombado.

Agradeço de coração ao querido Eduardo por sua corajosa ação. Sinto que a fez para acelerar a solução de um fato que está deixando uma cicatriz urbana no centro da cidade de São Paulo, que não se resolve há 33 anos.

Ele disse para Carila Matzenbacher, uma de nossas arquitetas cênicas que nós amávamos a arte, enquanto ele amava o dinheiro.

Não concordamos, pois amamos a arte que é extremamente valiosa, produtiva, geradora dinheiro e se liberta desses entraves que temos vividos há 33 anos.

Eduardo, por amor ao dinheiro, recusa-se corajosamente a dar continuidade ao Comodato concedido por 3 anos pelo presidente do grupo.

Enfim, esta é a situação limite a que chegamos depois de 33 anos.

Nós, por nosso amor à arte, e também pela a necessidade de dinheiro, agora neste 2014 reestrearemos dia 25 de janeiro duas das peças da série “Cacildas”:

Cacilda!!! – Glória no TBC e em 68 Aqui Agora, aos sábados e

Cacilda!!!! – A Fábrica de Cinema e Teatro, aos domingos.

Oferecemos ao público a oportunidade de ver em sequência os episódios 3 e 4 da maxi série em cinco finais de semana, de 25 de janeiro a 23 de fevereiro.

Estas duas peças, como outras que já realizamos, se passam dentro do Teat(r)o Oficina e em seu entorno tombado.

À todos declaramos que estaremos em cartaz encenando no espaço do Teat(r)o Oficina, que já forma um todo com seu entorno tombado.

Estas peças vivem através da protagonização de Cacilda Becker, encenada por 3 grandes atrizes e um ator: Camila mota, Sylvia prado, Nash laila e Marcelo Drummond / um coro de protagonistas / banda / video / sonoplastia / contra regras / camareiras / faxina – trabalho de 60 pessoas em cena.

É a historia teatralizada do Teatro Brazileyro do hemisfério sul devorando o teatro de todos os tempos e hemisférios do planeta.

Silvio Santos, Caro amigo Velucci,

vamos chegar à um acordo para esta temporada, pois fomos pegos por esta boa surpresa.

3 décadas de discórdia e 3 anos de concórdia até esta ruptura agora quando entramos no 4º ano da concessão e o processo de troca caminha.

Há 33 anos quando o Grupo Silvio Santos quis comprar o espaço do Teat(r)o Oficina, foi deflagrada esta campanha com apoio enorme do público, dos artistas de todas as mídias, da própria mídia para que o Oficina tivesse construído seu espaço projetado pelos arquitetos Lina Bardi e Edson Elito. Este projeto ainda não foi completado e pra que isso aconteça é essencial que neste ano de 2014, centenário de Lina Bardi, seja solucionada a questão do entorno.

Numa peça escrita por mim em 1958 e encenada pelo Oficina, “A Incubadeira”o protagonista que queria a libertação da incubadeira familiar que o enclausurava no mini estado chamado famílha proclama:

 “Um dia é esse dia, e esse dia é hoje”

quer dizer

 CHEGAMOS AO DIA D

É o momento do cultivo livre destas terras do Bixiga saltarem para a realização do que podem como terra sagrada da arte do te-ato, levantando consigo o Bairro do Bixiga e o Teatro Mundial.

Estamos grávidos há 33 anos sem poder libertar as forças produtivas e criativas acumuladas por mais de 55 anos numa expansão cultural nunca vista.

Ninguém mais suporta o que já chamam de “pendenga”, quando se trata  do mais óbvio problema mundial:

 A terra é de quem a explora ou de quem a cultiva?

 No dia 25, começa a se contar cada DIA D dessa temporada de atos de Teat(r)o, retornando ao seu destino: ser um poder político em si.

Por isso, excepcionalmente neste fim de semana de aniversário de São Paulo dias 25 e 26 de janeiro, nós da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona oferecemos gratuitamente Cacilda!!! – Glória no TBC e em 68 Aqui Agora Cacilda!!!! – A Fábrica de Cinema e Teatro, à cidade.

Os protagonistas da solução desse impasse são as pessoas da multidão chamadas de público.

Convocamos primeiramente esses protagonistas

e também os das parte envolvidas nessa contenda:

A RBV

O Grupo Silvio Santos

O MINC

A Prefeitura

O Estado

O IPHAN

O Condephaat

E o COMPRESP

PARA UMA CATARSE TEATRAL NUNCA VISTA.

Que caia uma tempestade sobre nós todos mortais vivos, para que encontremos o mais dadivoso, o mais criativo à nossa metrópole Sampã já! No futuro presente!

José Celso Martinez Corrêa

Presidente da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona

MERDA

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Terceira parte da carta aberta a Presidente do Condephaat, Ana Duarte Lanna, respondendo a seu texto apresentado em 9/9/2013 ao órgão que preside, o Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo que, em maio deste ano, autorizou a construção de duas torres residenciais ao lado do Teatro Oficina, tombado por este mesmo órgão em 1982.

A primeira e a segunda partes da carta já estão publicadas nesse blog. Amanhã será publicada a quarta e última parte.

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Porque Teat(r)o e nunca Teatro?
Sabe porque colocamos em parênteses o “r” do Teat(r)o?
Porque em 1970, no momento em que a repressão impunha a mensagem à força da Tortura e do Inferno Publicitário do “Ame-o ou Deixe-o”, as pessoas estavam sob o impacto violento que o AI-5 impunha ao querer dos brazyleiros. Nos trancamos todos por um mês no Oficina e começamos a tentar descobrir um meio de sair daquela repressão que nos deprimia e nos deixava descrentes. Criamos com nosso Corpo a Lição de Voltar a Querer – a Re-Volição – através do Te-Ato (de Ação) que é o existir fora da representação. Passavamos semanas sem nos falar somente nos comunicando por ações. Nesta época as pessoas não podiam mesmo falar nada, era tempo do “tá legal?”, “estou na minha”, “corta essa” – nem isso falávamos, e fomos descobrindo a energia poderosa do silêncio. Poderíamos nos comunicar com as pessoas simplesmente transmitindo as vibrações de nossos Corpos em Ação, nossos olhares e emanações de nossas eletricidades. Criamos então o Gracias Señor em Te-Ato, quase sem palavras – estávamos contra o Paredão, como o Beco Sem Saída do Oficina. Viajamos o Brasil levando nas capitais “Os Pequenos Burguêses” de Gorki, “O Rei da Vela” de Oswald de Andrade e “Galileu Galiei” de Brecht. Nos embrenhávamos no mato depois de nos apresentarmos nas capitais, penetrávamos os Sertões do Nordeste já pagando com as bilheterias das capitais as pesquisas de Te-Ato que começamos publicamente em Brasília, no Campus da UNB totalmente vigiado por um almirante da Marinha, reitor da Universidade.
Criamos a partir do que observávamos em caminhadas silenciosas pelo Campus com nossas ações ligadas ao que apreendíamos de mais decisivo vitalmente pra aquele momento em que a Universidade era um Campo de Concentração. De lá partimos para o Nordeste até Manaus fazendo, nos momentos comprados com nossos clássicos, ações ligadas ao campo – aos “Sertões” e íamos passando como Conselheiro e os Conselheiristas: mudos, construindo pontes, ligações entre as casas com, por exemplo: Colchas de Retalhos que fabricavam pra vender no Sul e que eram rivais na disputa do mercado. Com pedaços de tecidos de cada casa, sem dizer uma palavra, emendávamos os panos de rivais e fomos formando uma grande caminhada até formar com todos os habitantes um enorme tecido. É difícil dizer o que eram os Te-Atos naquele contexto. Mas é o que acontece, por exemplo, em “Cacilda !!!”, que está em cartaz no Oficina, com uma das 3 atrizes que fazem Cacilda – a Sylvia Prado, que tem um bebê de 7 meses. Se ele chora, ela apanha o filhinho, dá de mamar e continua atuando mas interpretando, incorporando as ações da personagem às novas interpretações que nascem na hora que ela deve dar de mamar. Sem dizer, sem explicar nada, somente incorporando essa circunstância às da personagem. Então são estes os “aspectos essenciais da trajetória recente do teatro brasileiro e paulista e do peso que ele teve…”. Não! Não se trata do passado. Corrija este seu novo equívoco Ana Lanna e troque por o “que ele tem de atual hoje, em 2013, em nossa Vida Cultural”. Não o “das representações que uma parcela da sociedade fez dela toda” como você escreve. Não como num “Museu Histórico” mas com poucas representações e muitas presentações. Quer dizer: muito Te-Ato ou mais precisamente “Teat(r)os” – com ações vitais dos aqui agora de cada instante.

Nós continuamos a influenciar até hoje o Teatro no Brasil e no Mundo. Isso não ficou no passado, ou melhor, é passado futuro presente.

Vocês deviam ver nossas peças para nos entender.

Produzimos DVD’s profissionais e transmitimos pela internet, com legendas em inglês, todos os nossos espetáculos e trabalhos, como foi o encontro com você na USP e a “Audiência Publica” do dia 5/9 em que se percebe, nos vídeos e nas fotos, que você e o Secretário de Cultura estão, mas não estão “presentes”, não estão ouvindo ninguém, paranóicos, achando que todos estão contra vocês. Basta ver suas caras nas inúmeras fotos vindas de muitos fotógrafos que nos enviam.

Essas gravações e transmissões diretas revelam o Te-Ato através de nossos Corpos, nossas posturas. No Teato não existe somente a palavra falada – está mais presente do que nunca no Corpo Presente, em seus Silêncios ou na falta de atenção, concentração, ligação. Tudo isso é muito teatalmente visível. Nos anos 60 a Polícia Federal publicou matéria paga nos jornais com o título:

“Como Eles Agem”

Escreveram que nós tínhamos sido treinados por hipnotismo por comunistas chineses, pois não compreendiam como o público chegava a atuar conosco sem que pronunciássemos uma palavra.

“O tombamento do Teatro Oficina pelo Condephaat não se refere ao valor arquitetônico do edifício”.

Tem razão, pois o edifício que hoje abriga as atividades da Companhia Teat(r)al não existia em 1982. Existia sim, o projeto, que continua a existir, hoje realizado em parte. É este projeto que precisa da complementação no entorno do bem tombado. Agora o Condephaat está ameaçando querer destruir mais o projeto total de Lina e do Oficina Uzyna Uzona.

“A desapropriação do Teatro Oficina, ato diverso do tombamento, ocorreu em 1984 e em nada alterou a resolução de tombamento do Condephaat. Alterou apenas o proprietário do imóvel, que agora é o Estado de São Paulo.”

Sei que você Ana entende o “Teatro Oficina” como uma Propriedade e trabalha Stalinisticamente para as Propriedade do Estado, não para os que cultivam o Local.

Você por acaso já leu a peça de Brecht “Circulo de Giz Caucasiano”?

Esta peça clarifica que as crianças, como a Terra, pertencem não aos seus proprietários, mas a quem as cultivam.

O Oficina cria esse pomar, que são as Obras Primas, os frutos maravilhosos do Oficina Uzyna Uzona.

Não foi mesmo o Estado que criou, nem mesmo quem manteve estes anos todos este local, foram os Tecno-Artistas e o Público, que continuaram, principalmente o enorme Público sempre jovem, que ainda não aburguesou-se e ocupa sempre o Oficina e agora seu Entorno.

Você escreve “Não há nenhum processo ou solicitação junto ao Condephaat para eventual alteração da resolução de tombamento”.

Mas este destombamento foi feito na moita, não nos foi informado.

Você afirma:

1. Não cabe ao Condephaat pronunciar-se sobre possibilidade de desapropriação do terreno vizinho ao Teatro Oficina (processo 57791/2008) . Tratar-se-ia de atribuição de outras instâncias de governo e não do órgão de preservação do patrimônio. 

Mas este Orgão, se tivesse a mínima noção do que lhe cabe ou não, estaria participando, como recomenda o Tombamento pelo Iphan, defendido por Jurema Machado na conclusão de seu parecer, da busca de uma solução para a destinação do terreno envoltório a Cultura. O texto de Jurema:

Considerando o Parecer da Relatora e após discussão do Conselho, foi a seguinte a decisão final: 

Pela inscrição do Teatro Oficina no Livro de Tombo Histórico e no Livro de Tombo das Belas Artes.

Pela re-avaliação posterior, pelo IPHAN, da delimitação do entorno, tendo em vista tratar-se de bem a ser inscrito também no Livro de Belas Artes e não exclusivamente no Livro Histórico.

Pela manifestação, ao Ministro da Cultura, de que o Ministério e o governo federal identifiquem mecanismos que viabilizem a destinação do terreno contiguo ao Teatro Oficina para um equipamento cultural de uso público, utilizando mecanismos tais como a aquisição, a desapropriação ou a conjugação destes com instrumentos urbanísticos a serem identificados em cooperação com o Município e com o Estado de São Paulo. 

2. o projeto substitutivo apresentado pela SISAN em 2008 (processo 53330/2006) , referente a construção de torres no terreno situado a Rua Jaceguai nº 530 pode ser aprovado, do ponto de vista das restrições estabelecidas pelo tombamento, condicionado à apresentação prévia do projeto de servidão”.

Isto é, traduzindo em miúdos, realmente: 1m e 80cm – um muro fazendo desaparecer a paisagem do Janelão; o corte da Árvore Sagrada do Terreiro: a Cesalpina, que não sobrevive nesse corredor de prisão – e ainda o fechamento da perspectiva da fachada mais bela na obra de Lina Bardi e Edson Elito – a do lado da Rua Abolição, que hoje revela a beleza ímpar do edifício. E o pior de tudo, a extinção da contribuição milionária da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona para SamPã, Brasil e Mundo: a Arte Teatal, enfim.

3. Esse item é risível diante do tamanho da Destruição:

 “A empreendedora deve transferir, em caráter permanente e irrevogável, uma faixa de 1, 80 cm de largura em todo o comprimento do lote de forma a instituir uma servidão de passagem para a construção de adequada rota de fuga e proteção a incêndio, para uso do teatro.”

Que magnanimidade de generosa hipocrisia !!!

O projeto apresentado pelo proprietário do terreno já foi aprovado pelo Compresp em 2009, na gestão de Kassab, mas a atual gestão do Prefeito Fernando Haddad, do secretário Juca Ferreira e do Compresp de Nádia Somekh programa tombar de fato todo o Bairro do Bixiga.

Vai haver conflito entre estas visões do Governo Alckmin e sua intimidade com a Especulação Finaceira revelada descaradamente pelo Condephaat.

“Por fim, cabe lembrar que o Estado de São Paulo desapropriou o bem tombado de forma a viabilizar as atividades do Teat(r)o Oficina. Desde então responsabilizou-se pelo bem tombado.”

Minha cara Fonte de Argumentos, somente nas gestões dos Secretários com Cultura, como Ricardo Othake, que concluiu parte do projeto de Lina Bardi e Edson Elito e estabeleceu um convênio com o Teat(r)o Oficina para mantê-lo, exigindo que fizéssemos uma peça por ano que a Secretaria de Cultura bancaria. Este convênio foi considerado inválido na gestão nefasta de Marcos Mendonça, o burocrataço que hoje está no poder na TV Cultura.

Tivemos ainda a gestão ótima de Fernando de Moraes que começou a encaminhar a construção do Terreiro Eletrônico, que agora completa 20 anos, iniciado no Governo Quércia.
Fernando cercou-se não de burocratas nomeados pelo Estado, mas de grandes artistas de SamPã como Mário Prata, Lélia Abramo, Marisa Orth no Teatro; Tadeu Jungle na área do vídeo; Arrigo Barnabé na área da Música.

Nesta gestão ganhei o prêmio máximo de dramaturgia com minha peça Cacilda !-!!-!!!-!!!! exclamações – uma Teatralogia em torno de Cacilda Becker – que já está em sua terceira exclamação e vai comemorar os 20 anos deste Terreiro Eletrôniko no dia 3 de outubro de 2013.

A gestão do cineasta João Batista de Andrade na Secretaria da Cultura e Cláudio Lembo – em seu breve governo interino – encaminhou uma proposta ao Legislativo de ocupação por 99 anos na Rua Jaceguay 520 para a Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona.

E mesmo a rápida gestão de Andrea Matarazzo tentou abrir o caminho totalmente fechado nesta Secretaria de Cultura – porque acham que somos do PT. Artista não é de partido nenhum, ponham isso na cabeça, por amor aos fatos!

A Paupérrima Permissão de Uso a Título Precário para a Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona
Sempre me recusei a assinar esta permissão. Óbvio que não assino mesmo. Todos os Tombamentos: o Municipal, o Estadual, o Federal pelo IPHAN, a desapropriação pelo Governo do Estado, todas estas medidas jurídicas foram tomadas para que continuássemos como Companhia Permanente ocupando o Oficina. Desde que fizemos 25 anos, quando ainda não estávamos ameaçados pelo Mega Grupo SS, fomos nós que fizemos o nome do Teatro, que lá produzimos nossas consagradas Obras Primas. Como é que vou assinar a permissão de uso de um lugar onde estamos há mais de 50 anos?

Não somos culpados da mediocridade do Departamento Jurídico e dos Secretários de Cultura do PSDB do interior de SP não criarem instrumentos júrídicos à altura dos Tombamentos e da desapropriação decretados para assegurar a continuidade de nosso trabalho de criação e garantir que não fossêmos destruídos, como se pretende agora, pela especulação burocrática atual do Condephaat somada à Especulação Imobiliária!

Ainda por cima, na gestão Mendonça, queriam que aceitássemos funcionários públicos como os do Teatro Sérgio Cardoso de então, nas áreas de luz, som, maquinistas em que o Estado pagaria salários baixíssimos e que teriam horário pra trabalhar como “funcionários”.

Ora, não aceitamos.

Não somos uma casa de exibição de Teatro como o Teatro Sérgio Cardoso. A Jaceguay 520 é um Lugar de criação, de produção e também exibição do que criamos. Nossa equipe trabalha com pessoas apaixonadas pelo Teat(r)o, como sócios e somos uma Associação auto gerida – anárquica no sentido mais responsável e libertário da palavra.

As mais de 60 pessoas que estão hoje no Oficina Uzyna Uzona ensaiam as vezes mais de 8 horas, como na Cia. Teatro Oficina Ltda nos anos 60 fazíamos – varando noites, criando nossas Obras de Arte.

Vocês do Condephaat, que tem atualmente esta visão Estatista-Stalinista, não compreendem o Oficina Uzyna Uzona ou deliberadamente não querem, nem têm interesse de compreender.

O Stalinismo odiava e invejava, como vocês, os grandes artistas criadores da Arte Pública do começo da Revolução Soviética. Foram todos, com exceção de Eisenstein e Stanislawiski, destruídos, torturados até a morte na URSS, como vocês querem fazer conosco agora.

Nunca assinei este contrato servil de permissão de usufruir do que nós mesmos criamos e muito nos orgulhamos disso.

Quanto ao cumprimento das exigências de segurança do público que frequenta o imóvel (saída de incêndio), quantas vezes nossa auto-coroada produtora Ana Rúbia não se dirigiu ao Estado nestas gestões do PSDB não mais da USP, mas de Sertanejo UniversOtário, dos Coronéis do Estado de São Paulo, pedindo ao Estado que criasse conosco as saídas de segurança e regulassem, como proprietários, as normas de segurança. As saídas reais de incêndio, não esses ridículos 1m e 80cm de agora, que dependem de nossa destruição como Cosmos Cultural para existir!