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O Teat(r)o Oficina visto a partir do seu entorno: terras demarcadas pelo próprio processo cultural teat(r)al nelas cultivado. Foto Markus Lanz.

Há 58 anos o Teat(r)o Oficina cultiva a cultura no número 520 da rua Jaceguay, no Bairro do Bixiga y seu entorno. Há 34 anos lutamos contra o massacre predatório da especulação imobiliária no bairro, baixado, incorporado, no capital do grupo Sisan, empreendimento imobiliário – braço armado da especulação imobiliária do grupo Silvio Santos.

A partir de 2010, quando o Teat(r)o Oficina foi tombado pelo Iphan, o próprio Silvio Santos colocou francamente a questão: Já q a partir de agora, não podemos construir mais nada em nosso Terrenoeu não desejo empatar o trabalho de vocês, nem quero que vocês empatem o nosso, proponho a troca do terreno de propriedade do grupo por um terreno da união do mesmo valor. 

Diante dessa proposta, boa parte dos representantes do poder público deram início a uma articulação política para que a troca fosse feita, e o terreno do entorno do teatro tivesse destinação pública e cultural. Neste mesmo ano, foi estabelecido um contrato de comodato entre o Grupo Silvio Santos e a Associacão Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona. A ocupação do Terreno teve início através de um Ritual Teatral: uma Tenda de 2.000 lugares para o Público foi levantada pra que se encerrasse a Temporada Nacional das “Dionizíacas 2010”, com a encenação de “Bacantes”, O Banquete”, “Cacilda!! Estrêla Brazyleira á Vagar”.

Na Estréia ox atorexs y  Público em Cena no Nô Japonês “ Taniko”,  derrubaram os  Muros do Beco sem Saída q limitavam a Pista do Teat(r)o Oficina, Rua Lina  Bardi e, atuando, descendo uma longa rampa, pisaram  nas terras do Entorno Tombado pelo Iphan, penetrando na “Taba do Rito”. Há 5 anos, o Terreno vem sendo cultivado e cultuado pelo Público nos Ritos Teatrais do Oficina Uzyna Uzona.

No entanto, desde 2009, uma parte do grupo Silvio Santos vem tentando aprovar seu atual empreendimento imobiliário – as torres residências, nos órgão de preservação do patrimônio. O IPHAN, órgão de preservação do âmbito federal, vinha impedindo a aprovação do empreendimento. Esta deliberação ganhou um prazo limite para o dia 22 de janeiro, caso contrário, o Iphan está ameaçado de multa pelo grupo especulador, decidida no Ministério Público.  

Diante da situação, o Iphan manifestou não ter instrumento jurídico para barrar o empreendimento, mas hoje re-existe, convocando representantes do poder público aliados e diretamente envolvidos no processo de defesa do patrimônio cultural, sobretudo ligados aos movimentos da Troca de Terrenos do Entorno do Oficina, por um Terreno da União, para uma reunião nesta data limite da deliberação: hoje, 22 de janeiro.

O Objetivo é criar uma estratégia, numa articulação conjunta dos órgãos de preservação do patrimônio federal (IPHAN), municipal (CONPRESP), secretaria municipal de cultura, ministério da Cultura, SMDU (secretaria de desenvolvimento urbano) para dar a única destinação possível para este último pedaço de terra do bairro do Bixiga: área demarcada pública, de uso estético, cultural, político e Ritual.

As Terras do Oficina são terras demarcadas pelo próprio processo cultural teat(r)al nelas cultivado, permanentemente florescente, em cada estação.

O projeto atual da SISAN encaixota o teatro e encerra o janelão de 100m² na escuridão com a proposta de um empreendimento imobiliário de impacto incalculável, tanto na obra de arte feita por Lina Bo Bardi e Edson Elito: considerada no fim do ano de 2015, pelo The Guardian, como o melhor teatro do mundo, quanto ao Corpo de Artistas de Muitas Gerações que criaram esta Companía de Artistas de 58 anos, em Permanente Mutação Geracional, cultivando estas terras com uma revolução Teat(r)al.

Os órgãos de preservação alegam, a primeira vista, não ter instrumentos jurídicos para deliberar contra o empreendimento, mas claramente o projeto entope as ruas do Bixiga com uma frota nova de carros, descaracteriza o traçado original e tombado do bairro e assombra uma sobreposição de áreas envoltórias de bens tombados, formada pela Casa da dona YayáTBC Teatro Brasileiro de ComédiaTeat(r)o Oficina, Vila Itororó e conjunto de sobrados da rua Japurá.

A aprovação das torres certamente escancara como nunca antes o bairro do Bixiga para a entrada da especulação imobiliária, sobretudo porque o projeto vem aparelhado com o lançamento a toque de caixa de um edital para leiloar os baixos do viaduto Julio de Mesquita Filho, em frente ao teatro, rasgando boa parte do bairro do Bixiga, criando uma verdadeira cicatriz urbana.

O edital, parece que vindo da Prefeitura, entrega a área ao maior capital oferecido para explorar comercialmente os baixos do viaduto, num projeto que nem sequer obriga a empresa vencedora a conhecer o espaço terreno; se caracteriza assim um movimento de capitalização voraz de qualquer terra pública que se aviste, como se toda terra precisasse se tornar lucrativa para atender o que o poder público chama de “revitalização”. Levados pela paranóia econômica de que diante do dito caixa zero dos cofres públicos, toda a sobra de espaço que ainda re-existe em são Paulo precisasse ser entregue à iniciativa privada, para o mercado ditar o destino das terras públicas e da cidade, o que se cria é uma situação permanente de violação e submissão da cultura ao capital.

Trazemos agora a presença de Aziz Ab’Saber, o geógrafo q foi presidente do Condephaat nos anos 80 e ao mesmo tempo Tombou a Serra do Japí, o Teat(r)o Oficina e um Território Indígena em São Paulo.

Quando as pessoas que ocupavam cargos de proteção cultural diziam a ele que não tinham Poder, ele refutava com seu próprio exemplo, declarando que o Poder é de quem o exerce. 

Em 2010, junto com o tombamento do Oficina pelo Iphan, outros dois tombamentos foram aprovados. Um deles protege 14 bens da imigração japonesa no Vale do Ribeira, em São Paulo – fábricas, igrejas, casas e até as primeiras mudas de chá Assam (preto) plnatadas no Brasil, em 1935. Também foram protegidos dois lugares considerados sagrados por índios do Alto Xingu, no Mato Grosso – o Iphan atendeu a pedidos das etnias waurá, kalapalo e kamayurá. Os dois lugares, chamados Sagihengu e Kamukuwaká, fazem parte do Kwarup, a maior festa ritualística da região.

Mirando-nos no exemplo da atuação de Aziz Ab’Saber, temos a certeza de que hoje, os representantes do Poder do Patrimônio Cultural, Brasileiro e de São Paulo, que se reúnem nesta Capital do Capital, encontrarão medidas que impeçam que o Poder do Capital Especulativo, camuflado em argumentos jurídicos, massacre o Poder Cultural da Justiça, em sí.

O Poder Político Humano dos que ocupam os Órgãos de Patrimônio referidos, tem no dia de hoje o apoio de todos que acreditam no Poder da Cultura e da Inteligência da Criatividade Humana para a resolução das equações mais ameaçadoras da Crise Econômica.

Antes de tudo, vivemos pra transmutar uma Crise que é, muito mais que econômica, uma questão Cultural e Política. Crise é momento de Criação de novos caminhos para um novo tempo.

Hoje, a perspectiva que o poder público precisará ter, é da Cultura e não do direito como paradigma da Política; e do Teatro como Paradigma de Vida.

Assino em baixo:

José Celso Martinez Corrêa – 78 anos, Presidente da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona

Essa entrevista foi feita com o jornalista Miguel Arcanjo Prado em dezembro de 2015, para o Portal UOL, que a publicou com algumas edições. Agora, ela segue aqui na íntegra:

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Zé Celso em cena de Mistérios Gozósos. Foto Jennifer Glass.

Por que você resolveu recriar Mistérios Gozósos neste momento?

Pra trazer pra este coito interrompido q estamos vivendo o olho d´água da renovação permanente da vida, q é o Gôzo Gozado d quem todos somos filhxs, em suas Gotas antropogafiadas pelos Mistérios da Boceta d nossas mães; ou, simplesmente, ejaculado por prazer de semear alegria na Terra.

Como a peça Mistérios Gozósos dialoga com o Brasil atual?

Ela não dialoga, ela nutre nossos corpos cansados d explicar o mar, q batizamos d A Mar; mas esse nós não somos nós do Oficina UzynaUzona, somos todos os habitantes dos versos d Oswald: “Há um grande cansaço d explicar o mar…”, q termina na Mar d Amar

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Roderick Himeros e Carina Iglecias em Mistérios Gozósos. Foto Jennifer Glass.

Qual sua percepção do atual momento sociopolítico (a tentativa de processo de impeachment contra a Dilma, a carta pública do vice-presidente)? Você teme um retrocesso democrático?

Ele já esta aí, desde o dia 26 d outubro, quando a direita passou raspando, mas perdeu a eleição. Há uma ditadura no Congresso, q já nascia da onda d ressentimento, ódio, revanchismo d não saber perder. Temos é q nos livrar desta Ditadura q continua do período Civil Militar d 64 até agora.

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Joana Medeiros vive Madame Bovary. Foto Jennifer Glass.

Você coloca a bancada BBB, Bíblia, Bala e Boi em Mistérios Gozósos. Por quê?

Porque parece uma peça Gozada de Brecht, essa união de Pastores Gangsters q privatizaram o Congresso pra exercer uma ditadura q esculhambou com a Economia y a Política do Brasil. Y como o Nazismo, vai acabar mal, devia desde já ser Impichada.

 O que você achou das ocupações das escolas pelos estudantes pelo não fechamento das unidades, conseguindo fazer o governo estadual voltar atrás?

Não arregramos e continuamos não arregrando, já sacou q isto está acontecendo no Brasil? Y as mulheres q não aceitam a criminalização da liberdade d seu próprio corpo! Y os Sem Teto! Y o povo do Teatro não de Shopping, mas d Rua?!

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Sylvia Prado é Lurdz, a Paulista. Foto Jennifer Glass.

Por que resolveu manter Mistérios Gozósos em cartaz no Natal e no Ano-Novo?

Porque estamos com esta peça q é um Auto de Natal do Catolicismo Antropofágico do Brasil do Século XXI. Ela já foi feita aqui no Natal d 1994. No Reveillon vai ser maravilhoso. Quando der Zero Hora, estaremos com as Pessoas q vierem pra festa, cercado de 20 minutos dos Fogos de toda SamPã, por todos os lados. Lindo!

Este ano é atípico: sentimos que, desde o Público q veio estar conosco em “Pra Dar um Fim no Juízo de deus”, d Artaud y, logo a seguir, com “O Banquete”, d Platão, tivemos o Oficina sempre lotado. O Povo q está vindo ao Teat(r)o Oficina neste ano de 2015 y a todos os Teatros de Rua d SamPã, sente q Teat(r)o junta pessoas q buscam uma transmutação Antropofágica. O teatro desde Dionísios é uma Arte Antropófaga q junta, mistura, come y dá de cumê tudo igual à cidade de SamPã – não São Paulo.

Nestas datas, y mais a do aniversário desta Cidade, dia 25 d janeiro de 2016, estaremos festejando.

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Mariana de Moraes (Eduléia) e Marcelo Drummond (Jesus das Comidas)

Quais são seus planos para o Oficina em 2016?

Estar respirando, descascando os Pepinos d saber como vamos criar na dureza geral, em todos os sentidos, os Poemas Teatais na Terra Sagrada do Teat(r)o Oficina. Cuidar desta Obra d’ Arte Arquitetônica Urbana y dar continuidade ao q está sendo gerado no Mangue Sertão, dos Mistérios Gozósos.

O que não dá? O que você deseja para o Brasil em 2016?

Desejo muita Libido pra florescer a Vida de todos os Direitos y Desejos Trans Humanos, Humanos d nós todos Mamíferos, Bactérias, Minerais, Florestas, de toda essa Humana demasiadamente humana, Terra.

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Camila Mota e Marcelo Drummond em cena de Misterios Gozósos. Foto Jennifer Glass.

O que um ator precisa ter para ser do Oficina?

Palhaço Curioso

Por que você faz teat(r)o há tanto tempo?

Por Amor aos Fatos; aconteceu assim y vou fazer até desapare-ser, porque, até esse instante, minha vida é Teat(r)o d SamPã y do Mundo, d Pan, q tem Tudo incluso, o Tudão, como João Gilberto chama o Universo y tudo q existe – e q dá pra ver lá do Oficina, do Janelão de Vidro: a Cidade, a Lua, a Chuva, o Sol. Enfim, o “tudão”.

Qual a coisa mais importante no mundo para você?

Estar aqui agora, doido pra beber um vinho, brindando a você y a quem for ler esta entrevista na íntegra no UOL.

Por quê?

Parece que teatro é sempre aqui agora, a gota q goza.

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Teat(r)o Oficina em foto de Marcos Camargo

The 10 best theatres The Guadian -11 december 2015

From gilded music halls to ancient stone, the Observer’s architecture critic presents his choice of the world’s most stunning stages

Rowan Moore

1 | Teatro Oficina

São Paulo, Lina Bo Bardi, 1991

A long, narrow, street-like space

in the burned-out shell of a former theatre

that is watched by a wall of galleries built out of scaffolding.

Built to serve the orgiastic performances of the theatre’s creator Zé Celso,

who has claimed that the idea for the open plan came

when, on an acid trip and running from the police,

he found himself trapped against a solid wall.

Teatro Oficina has challenging sight lines,

hard seats

and is very much not the shape theatres are meant to be,

but is all the more intense for that.

……………

Tradução pro Brazylero:

Os 10 melhores teatros “The Guadian “-11 d dezembro d 2015

A partir de salas de música douradas a pedra antiga ,

crítico de arquitetura do Observer apresenta sua variedade de cenários mais deslumbrantes do mundo

Uma longa, estreita rua,

como um espaço na concha (estrutura) queimada de um antigo teatro.

É assistido

por uma parede de galerias construídas a partir de andaimes.

Construído para servir as performances orgiásticas do criador do teatro Zé Celso,

que afirmou que a ideia para o plano aberto

veio ,quando, em uma viagem de ácido e fugindo da polícia,

encontrou-se preso contra uma parede sólida.

O Teatro Oficina mudou as linhas de visão,

com perspectivas desafiadoras,

assentos duros

e é muito mais,

não os teatros na forma q pretendem ser ,

e exatamente por isso,

 é o mais intenso

Leia o artigo original do The Observer/The Guardian aqui.

 Estreia_Misterios_ Jennifer_Glass

 

No último sábado, 11 de dezembro de 2015, às 21h, o Teat(r)o Oficina participou da Programação da 1ª Jornada do Patrimônio em São Paulo, com a Encenação de Mistérios Gozósos, inspirado no Poema “O Santeiro do Mangue” de Oswald de Andrade .

A Secretaria da Cultura da Cidade de São Paulo, agora na gestão do arquiteto Nabil Bonduki, patrocinou o espetáculo.

Assim tivemos a Glória de receber uma Multidão de Graça pra conhecer, reconhecer o Espaço Tombado pelos 3 Órgãos de Proteção do Patrimônio do Brasil: IPHAN, COMPRESP y CONDEPHAT, em sua plena Ação Pulmonar d seus Ritos Teatrais .

Tão intensa, quanto muitas q os 54 anos do Teat(r)o Oficina tatuaram na História do Teatro Vivo Mundial. Toda a nova geração y eu mesmo, dos meus 78 anos, apreendi com o Público q lotava o Teat(r)o muito esta noite, sobretudo por ser um lance ligado à Jornada do Patrimônio, q depois de 21 anos ainda nos mostrou q podemos ir mais longe no Espaço q ocupamos.

Estou na Madrugada de véspera de um Ensaio da peça em Cartaz, em q vamos com toda a equipe multimídia plural do Elenco estudar o quanto podemos criar mais, nos Mistérios, depois desta noite.

Y tivemos a surpresa de uma extraordinária coincidência: Na mesma data, o Teatro Oficina foi considerado pelo Crítico de Arquitetura Rowan Moore, do The Observer/The Guardian, o melhor teatro do Mundo. Eu mesmo comuniquei ao Público esta notícia; os aplausos por este reconhecimento incendiaram novamente o TeAT(r)O Oficina.

Sei q é inimaginável pra muitos o Oficina estar à frente do Teatro Grego de Epidauro. Eu mesmo levei um susto. Como? O Oficina , na frente do Terreirão d Dionísios, o deus do Teatro?

Mas hoje, traduzindo o texto e Rowan pro brazileyro, entendi o q mais o impressionou: a intensidade, trazida por este espaço pela revolução no assistir Teatro, na visão da multiplicidade de perspectivas possíveis.

Há um verso q repetimos, cantando entre os vários quadros da peça:

Há um grande cansaço de explicar o mar…

A Dificuldade de, mais q nunca, nos dia d hoje, termos de explicar o inexplicável… q é o q é, o q esta sendo no Teat(r)o Oficina

Há 54 anos conseguimos, nós, tecno-artistas, manter vivo este lugar, com um inexplicável esforço, varando crises como esta dos dias y noites em q vivemos hoje.

Nessa noite, somada a esta notícia vindo do The Guardian, vislumbramos a possibilidade de pedir o Tombamento do Teat(r)o Oficina também pela UNESCO, visando o encontro de apoios do Poder Econômico, ou da Filantropia Internacional do Capitalismo, q numa atitude Perestroika, em sua decadência, nos possibilite um voo muito maior da Arte do Teatro no Brasil y no Mundo.

O Teat(r)o Oficina, seu Acervo Enorme Multimidias, até hoje trancafiado, y sua própria Ação Teatral noturna y diurna, em SamPã ou em qualquer lugar do mundo, pode trazer uma contribuição imensa pra transmutação dos valores q mantem o Mundo vivendo talvez a Crise mais Burra de sua História.

Pode até ser uma pretensão desmedida, mas tenho q clamar enquanto estamos vivos. Como, talvez, a imensa maioria dos seres vivos hoje no Planeta Vivo chamado Terra, estamos dando muito menos do q podemos dar, travados por “Preconceitos, Tabus…”, q, como disse Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança, na sua Última Entrevista ainda Vivo, “…têm Infernizado a trajetória da humanidade, até agora”.

Há um Tabú enorme em torno do Teat(r)o Oficina, q sufoca todos q, em cada geração, dão almas y corpos a esta transformação dos Tabus em Totens.

Há um grande cansaço em explicar o mar

Nesta mesma sessão de Mistérios Gozósos, um poeta, jornalista, crítico literário, dramaturgo com peças publicadas, q já escreveu sobre Augusto de Campos , publicou um livro chamado “A prova dos nove: alguma poesia moderna e a tarefa da alegria”, Professor do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp; sobretudo, um dos criadores da mais bela exposição q vi em minha vida, com fotos nos Ianomamis, de Viveiros de Castro, pois essa pessoa, logo depois de ter visto a peça, foi pro FaceBook y fez este comentário:

Minha ideia de pesadelo: ser submetido a uma peça de teatro que use, de forma canalha, as palavras e o nome do xamã yanomami Davi Kopenawa para defender o governo etnocida de Dilma Rousseff. Uma peça que minta para seu público que salvar a carreira política de Dilma é salvar a Amazônia. Uma peça que traga a voz e a cara de Jorge Mautner, garoto-propaganda daquele completo crime que é a hidrelétrica de Belo Monte, para propor Oswald de Andrade como o suposto criador de um “cristianismo do século XXI”. Uma peça que seja um tenebroso hino aos poderosos da vez, com o detalhe que seria irônico – se não fosse constrangedor – de ser patrocinada pela Petrobras, mas que acabe gritando, infantilmente, que “não tem arrego”. Ora, essa peça seria um arrego do início ao fim…Eduardo Sterzi

Este texto me chocou tanto, vindo de quem veio, pois Mistérios Gozósos, já em Oswald d Andrade, é um texto de muitas Vozes. Há uma belíssima tese com o nome de “CONTRAPONTO DE VOZES”: A BIOGRAFIA DE O SANTEIRO DO MANGUE, DE OSWALD DE ANDRADE, por
RENATO CORDEIRO GOMES, Professor de Literatura Brasileira (UERJ) e de Comunicação e Teatro (PUC-RJ), q aconselho a Eduardo ler.

Mas o q me impressiona mais é q a peça é uma Obra de Arte, não é um manifesto político. É difícil entender a cabeça de um ser humano com a formação de Eduardo, q nos chama de Canalhas, porque numa mesma peça, segundo ele,“usamos”o nome de Davi Kopenawa pra defender o governo etnicida de Dilma Rousseff”.

Há duas cenas no Poema de Oswald em q surge, na Roleta do Cassino do Comendador do Mangue, a personagem de Madame Bovary, feita magistralmente pela grande atriz Joana Medeiros.

A Primeira vez q aparece é em na “Oração do Mangue”, na mesma cena em q Davi Kopenawa é citado pela 1ª Vez, em q a Persongem de Madame aparece com o seguinte texto d Oswald: “Encontrei num Grande Hotel Lord Byron y Madame Bovary, y sobre eles erguido o Comendador do Mangue, erguido sobre o Mangue, tendo ideias” sobre a Crise, etc…

Na Cena a Personagem do Comendador do Mangue enraba Madame Bovary y Lord Byron, no alto da mais alta estrutura do Teat(r)o Oficina. A Personagem de Madame Bovary aparece copulando metaforicamente, com o Comendador, comprometida com Ele.

Já num quadro seguinte, Madame Bovary reaparece pra jogar no Cassino da Roleta Viciada q sempre termina de rodar no Vermelho 28, número q o Comendador sempre joga y ganha. No dia seguinte à instauração do Impeachment contra Dilma Roussef reescrevi esta cena, em q ficava explícita a situação do Impeachment, com todas as Personas envolvidas na inauguração – q chamei d Bolsacaro Infeliciano da Unha, concentradas numa Personagem criada pela grande atriz trans Wallace Ruy.

E depois, ainda, a pedido do ator mais jovem da Cia., inclui uma Cena sobre o “não arrego”.

Declaro aqui, como já assinei no Manifesto dos Artistas, q sou contra o Impeachment de Dilma. A Cena referida é uma Voz q não podia deixar de ser trazida em forma d Ópera de Carnaval. Em Madame Bovary, Joana Medeiros ainda trouxe as vozes tão faltantes de Darcy Ribeiro y de Lionel Brizola. O amado político antropólogo.

 Óbvio q sei da posição de Dilma diante da luta Indígena, d sua mentalidade desenvolvimentista, mas o q dizer das Personagens q querem seu Lugar? Vão ser muito melhor para os Índios q vivem no Brasil?

São Vozes q neste momento fazem parte da situação específica do País em q vivemos. Prefiro a liberdade d expressão e de investigação q rola no Brasil do q as ameaças dos q querem suceder Dilma.

Vivi a Tortura, o Exílio, na Ditadura y há um ano sei q vivemos sob a ditadura do Congresso mais asqueroso d toda a História do Brasil, responsáveis pela Crise Atual muito mais q Dilma, impedida de Governar.

No Teatro, nós, canalhas, não julgamos ninguém; a arte é livre do radicalismo político ideológico.

Me impressiona q justamente você, Eduardo Sterzi, com a cultura q tem, esteja tomado pela Cegueira do Fascismo Brasileiro do Ódio ao Bode Expiatório Dilma. Você, nos chamando de Canalhas, por sermos patrocinados pela Petrobras? Uai, você deve ter seu carrinho, eu não tenho. O belíssimo livro de Davi Kopenawa está editado em papel, pele arrancada da Floresta. Como Davi Kopenawa, também viajo d avião quando posso. Augusto de Campos recebeu título d Grande Poeta das mãos d Dilma. E é também contra o Impeachment.

Mas o q mais me surpreende é você estar tão cego q é incapaz de ler uma Obra de Arte d Teat(r)o: essa arte da própria contradição da alegria y tragédia, d estarmos vivos, além do bem y do mal.

Seu Ódio cheio de Juízo d Deus, tão estreito, tão burro mesmo… Assim você passa a fazer parte da onda d burrice q assola o Brasil.

Acorda cara, leia a crítica maravilhosa da peça feita pelo jovem crítico de teatro, o talentosíssimo Wellington de Andrade, da Revista Cult. (Leia aqui)

A Tua Voz, nos chamando d Canalhas, penso, vai ter q entrar nos Mistérios, pois deve haver muitos q estão tomados por esta onda d ódio policial em cima das Artes. Mas espero que você logo se liberte deste vodu.

Minha avó paterna é Índia. Eu uso sempre, mesmo na peça, um colar indígena.

Cultuo este meu DNA, como a parte mais amada d meu próprio corpo.

Na mesma noite q você viu a peça, uma jovem índia, Belíssima, veio me dar um abraço y um passe indígena, pra q minha pessoa não seja maltratada, como você faz comigo y com todxs do Oficina Uzyna Uzona

E concluo com:

E o mar q mais parece um caramujo sujo
Cor de chumbo
Plúmbeo
Há um grande cansaço em explicar o mar
Há um grande cansaço em explicar o mar
Há um grande cansaço em explicar
Há um grande cansaço
A Mar

Desejo q alguém leia este texto todo

Acho q vai ser pouca gente

Mas tinha q pôr tudo isso pra fora com tudo q sintomatizou em Cena este 12 d dezembro.

MERDA

iÓ! Amado André 

como muitos Artistas 

quero também aplicar minha assinatura neste

magnético

manifesto

do dia 8 d’ Oxum

germinado por Leonardo Boff y Chico Buarque

as palavras me  banharam em água doce

de olho d’ água nascido  

recém-renascido já

jorrando cachoeiras

potentes

oportunas

natal na terra no Brazil y no Mundo

d religa essa força elétrica energética tão poderosa,

desligada há tanto tempo!

confesso q demorei a saber como fazer esta ação

soube pela Net quando por coincidência

Itala Nandi t pedia pra dizer:

como faz pra assinar?

Mas foi o que é, y Klotzel,

y começa por aí,

stamos juntos

é o q mais desejo y interessa

 José Celso Martinez Corrêa – Artista de Teat(r)o 

 Zé

Humor Amor y Muito Mais

………………………………………………………………………..

Carta ao Brasil

Artistas, intelectuais, pessoas ligadas à cultura que vivemos direta e indiretamente sob um regime de ditadura militar; que sofremos censura, restrições e variadas formas de opressão; que dedicamos nossos esforços de forma obstinada, junto a outros setores da sociedade, para reestabelecer o Estado de Direito, não aceitaremos qualquer retrocesso nas conquistas históricas que obtivemos.

Independente de opiniões políticas, filiação ou preferências, a democracia representativa não admite retrocessos.

A institucionalidade e a observância do preceito de que o Presidente da República somente poderá ser destituído do seu cargo mediante o cometimento de crime de responsabilidade é condição para a manutenção desse processo democrático.

Consideramos inadmissível que o país perca as conquistas resultantes da luta de muitos que aí estão, ou já se foram. E não admitiremos, nem aceitaremos passivamente qualquer prática que não respeite integralmente este preceito.

8 de dezembro de 2015.

Afonso Borges, produtor cultural

Altamiro Borges, jornalista

André Klotzel, cineasta

André Iki Siqueira, escritor e documentarista

André Vainer, arquiteto

Anibal Massaini, produtor de cinema

Antônio Grassi, ator

Antônio Pitanga, ator

Antonio Prata, escritor

Arrigo Barnabé, compositor

Audálio Dantas, jornalista e escritor

Bete Mendes, atriz

Beto Rodrigues, cineasta

Betty Faria, atriz

Camila Pitanga, atriz

Carolina Benevides, produtora de cinema

César Callegari, sociólogo

Chico Buarque, compositor, cantor, escritor

Claudio Amaral Peixoto, diretor de arte e cenografia

Cláudio Kahns, cineasta

Clélia Bessa, produtora de cinema

Conceição Lemes, jornalista

Dacio Malta, jornalista

Daniela Thomas, cineasta

Dira Paes, atriz

Eduardo Lurnel, produtor cultural

Eliane Caffé, cineasta

Emir Sader, sociólogo

Eric Nepomuceno, escritor

Felipe Nepomuceno, documentarista

Fernando Morais, jornalista e escritor

Francisco (Ícaro Martins), cineasta

Gabriel Priolli,jornalista

Galeno Amorim, jornalista

Giba Assis Brasil, cineasta

Guiomar de Grammont, escritora e professora universitária

Hildegard Angel, jornalista

Ingra Liberato, atriz

Isa Grinspum Ferraz , cineasta

Ivo Herzog, diretor do Instituto Vladimir Herzog

Izaías Almada, escritor

João Paulo Soares, jornalista

José Celso Martinez Corrêa, ator, diretor, dramaturgo

José de Abreu, ator

Jose Joffily, cineasta

José Miguel Wisnik, músico

José Paulo Moutinho Filho, advogado

Jose Roberto Torero, escritor

Letícia Sabatella, atriz

Lincoln Secco, professor da USP

Lira Neto, escritor

Lírio Ferreira cineasta

Lucas Figueiredo, jornalista e escritor

Lucy Barreto, produtora de cinema

Luís Fernando Emediato, editor

Luiz Carlos Barreto, produtor de cinema

Marcelo Carvalho Ferraz, arquiteto

Marcelo Santiago, cineasta

Marcos Altberg, cineasta

Marema Valadão, poeta

Maria Rita Kehl, psicanalista

Marília Alvim, cineasta

Marina Maluf, historiadora

Marta Alencar Carvana, produtora

Martha Vianna, ceramista

Maurice Capovila, cineasta

Miguel Faria, cineasta

Murilo Salles, cineasta

Padre Ricardo Rezende, diretor da ONG Humanos Direitos

Paula Barreto, produtora de cinema

Paulo Betti, ator

Paulo Cesar Caju, jornalista

Paulo Sérgio Pinheiro, ex-ministro de direitos humanos

Paulo Thiago, cineasta

Pedro Farkas, cineasta

Renato Tapajós, cineasta

Roberto Farias, cineasta

Roberto Gervitz, cineasta

Roberto Lima, dramaturgo e gestor cultural

Roberto Muylaert, jornalista

Romulo Marinho, produtor de cinema

Rosemberg Cariri, cineasta

Samuel MacDowell de Figueiredo, advogado

Sebastião Velasco e Cruz, cientista político

Sergio Muniz, cineasta

Solange Farkas, curadora

Tata Amaral, cineasta

 

Navalha_foto_Jennifer_Glass

Amados, ontem comentei com Marcelo, nosso Amantíssimo Amado Diretor Cafetão, y fiz uma observação sobre a cena Ápice da Navalha na Carne*. A fala, não lembro literalmente, é + ou – assim:

“Será q nós somos gente mesmo?”

Pensei em Cacilda fazendo,
me veio q nós Atrizes, Atores, temos que,
(se não na nossa vida pessoal, pois é muito difícil não pensarmos primeiro em nós mesmos)
in CENA,
quer queiramos ou não,
buscar nossa trans-humanidade,
y temos d nos sentir (numa ordem hierárquica),

Primeiro:
Como seres vivos mortais no Cosmos = a todos os seres vivos mortais… Animais, vegetais, marítimos, celestes, bactérias… Y, sobretudo, seres desse ser vivo d’onde viemos, chamado na nossa língua com nome de Mulher = TERRA;

Segundo:
Enquanto seres históricos, vivos aqui agora, nos sentirmos plugados no mundo em q vivemos em 2015, na situação d Crise no Brasil y no Mundo, irmãos das multidões q fogem das bombas dos aviões na Síria, ao mesmo tempo q dos pilotos q bombardeiam, de tudo q é ruim, bom y q nem cheira nem fede nesta girada da Terra;

Terceiro:
Nos sentirmos nós mesmos, na nossa vida histórica pessoal, como plenos d tudo isso + da vida q vivemos na rheal, como pessoas com experiências únicas concretas, no mal, no bem y, mais importante, além do bem y do mal.

Mas, in Cena, temos q nos sentir nestas dimensões, todos, sobretudo no instante em q a dramaturgya d Navalha na Carne, faz a peça se abrir pra Tragédia.
 
Será q nós somos gente mesmo?

Visualizei, como sou maníaco d Cacilda, Ela fazendo a Cena: essa Atriz, acima de tudo, tinha a qualidade – pra não dizer a grandeza – d, antes d pensar em si psicológica y dramaticamente, d trazer pra cena o seu Sentimento d Mundo nos Clímax das peças q fazia.

Imaginei q, antes d’Ela falar esta “Fala Clímax”, Ela agenciasse em suas vísceras corporais todo seu Sentimento de Mundo – q eu diria, não Compaixão, mas COO-PAIXÃO por todos os Seres Vivos, pelas GENTES y BICHOS.

Veja bem: não estou dizendo pra fazer nada disso, estou só viajando na minha imaginação, na “recherche du mon  temp perdú”.

A primeira coisa q disse pra Vado Marcelo ontem foi q Cacilda levantaria como Arquiteta Cênica d seu próprio ser, como num Circo, erguendo com seu Mastro, sua Lona, plena d ventosas triangulares, do fundo d seu Sentimento d Mundo presente nesse instante, através de sua busca denunciada pelos olhos  errantes como faróis d automóveis, já lacrimejantes, y faria esta pergunta sem nenhuma auto piedade, com toda emoção, por sentir essa presença d toda essa brutalidade, não só ali, no lugar onde Neusa Suely está com seu Amado Cafetão (o mesmo vale pra ele, Marcelo Vado). Seja no Sesi, no Oficina, seja onde for, ela não teria auto piedade, melancolia, drama, pessimismo, mas uma enorme Estranheza em perceber o q sua pergunta lhe devolve: Estranheza y Horror, pela primeira vez percebido pela Puta, trabalhadora do Amor, amor pra vender, Love for Sale, como canta BIllie Holyda (não deixem d ouvir y acompanhar com a letra).

Sylvia Prado é Neusa Sueli, Marcelo Drummond é Vado e Tony Reis  é Veludo. Fotos Jennifer Glass.

Sylvia Prado é Neusa Sueli, Marcelo Drummond é Vado e Tony Reis é Veludo. Fotos Jennifer Glass.

Uma mulher q Ama deMais, como Neusa Suely, q tem a fartura da própria matéria do Amor, a LIBIDO, tem, de repente, a percepção de si mesma em relação ao Veludo (q ela maltrata); ao próprio Vado, q maltrata tanto a Ela, y ao Público presente naquele instante. Seu ser no mundo, pergunta a si, a nós, seres humanos, si somos gente mesmo, ou não…

É o momento em q atinge profundamente Marcelo Vado também, q se questiona a si mesmo y a ao seu Papel de Cafetão, mesmo se não demonstrar tanto, nesse momento.
 
Assim, essa questão, essa dúvida sobre seu próprio ser vai  atingir a qualquer pessoa presente no espaço, vai nos colocar a todos num ponto d comunhão com nosso estar no mundo, como TRÁGICOS, deixando o drama lá atrás… Sumido… Pra sempre…

Então, a Cena q decorre a seguir parece ser essa, em q Neusa Suely paga pro Cafetão como fazem seus próprios Fregueses, pra ser Comida, depois de ter sido paga em Dollares pelo trouxa asqueroso q pegou no trottoir.

É uma questão de PODER y mais ainda d PHODER mesmo, em q, com a NAVALHA nas mãos, prefere o Assassinato, a Morte, a não ter a Recompensa da Prenda Imensa do seu Cafetão Profissional.

Uma Fóda Gozósa! Gloriósa!

Como ela, Puta Profissional, exatamente pelo Trabalho q pagou ao Cafetão Profissional, também a quem já pagou Bem demai$$$$$$$

Y ela está pagando com a VIDA d’ELA, y a do Homem q mais DESEJA. ESTÁ NO CIO, COMO O SEU FREGUÊS ANTERIOR ESTAVA, y geralmente todos seus Freguese$$$$

Uma CADELA… APAIXONADA
TRAGICAMENTE APAIXONADA
DISPOSTA A MATAR Y MORRER POR PAIXÃO AOS GOZOS MÚLTIPLOS MISTERIOSOS Q SEU CAFETÃO LHE DÁ…!!!…

ENTão o q passa
o Próprio MARCELO VADO
ameaçado por essa fúria d MÊNADE,
ao mesmo TEMPO TOCADO POR NãO SE SENTIR GENTE
quero dizer: mergulhado no sentir d sua TRAGÉDIA COMO CAFETÃO
 
OS PAPÉIS se Invertem
ele é posto CONTRA A PAREDE PELA NAVALHA

aí ele encontra sua condição perdida d GENTE NO PAPEL DE CAFETÃO
y passa por uma Catarsys
tudo q ele diz
é o q é mesmo,
ele se sente
um ser humano apaixonado mesmo
q sabe q usa a Máscara d Cafetão pra Profi$$ionalmente se Impor diante da Puta
é a hora da DESHÓRA
onde todos os PAPÉIS SE DERRETEM
y vem à TONA a GENTE MESMO
ambos atingem na Tragédia a condição radical humana d desproteção, fragilidade, d viver, d ser a perigo, PERSONA-GEN d gente…DESFEITA NÊLE

Y Neusa Suely ACREDITA MESMO, SEM SOMBRA D NENHUMA DÚVIDA, no q VADO DIZ
quando ela vai se entregar ao seu DESEJO MáXIMO D LIBIDO AMOR
talvez ambos si encarem por um minuto
reconhecendo o profundo AmorPaixão d Pica q existe entre eles
e então
MARCELO VADO foge, com muito mais medo d sua Paixão por Neusa Suely
y do q ela implica em ambos tomarem a decisão d serem GENTE
y saia correndo de seu Destino Trágico
mesmo q Neusa diga q foi falsidade, lábia dele…
ela acredita nas palavras q ele disse porque o ATOR MARCELO VADO, nesse instante, descontrói seu CAFETÃO diante do Público e foge, talvez, levando restos d sua Máscara d Cafetão
ou não
joga os Dollares fora?

Em 68
nós tínhamos essa visão Trágica da Vida
Pasolini mostrou muito bem isso em Teorema
Dostoiewiski também, no Idiota, na cena em q o $$$$ é queimado

Sinto q a Civilização Ocidental já cagou,
já foi cagada  
estamos sobrevivendo com o entulho dela

Nós temos d nos colocar em questão em Cena
como faz o Antropólogo Eduardo Viveiros d Castro em seu Último Livro, através do nome do seu Último Livro: METAFÍSICA CANIBAL.
Ele vai fazer um looping da Antropologia da Visão sem saber do Outro dos Antropólogos antes d Levy Strauss, para uma Antropologia sobre nós mesmos, os Brancos, criando uma Antropologia em cima da Cultura Ocidental, através do Olhar do OUTRO,
do ÍNDIO
do ANTROpÓFagO
sem piedade

MERDA

*NAVALHA NA CARNE está em cartaz no Teat(r)o Oficina
Texto: Plínio Marcos
Direção: Marcelo Drummond
Elenco: Marcelo Drummond, Sylvia Prado e Tony Reis
Arquitetura cênica: Carila Matzenbacher, Marília Gallmeister
cenotécnico: José Dahora
Direção de cena: Otto Barros
Luz: Luana Della Crist, Pedro Felizes
Cinema ao vivo e comunicação visual: Igor Marotti, Pedro Salim
Figurino: Vera Valdez
Camareira: Cida Melo
Maquiagem: Diogo Souza Vicchietti
Sonoplastia: Jean Carlos
Som: Anders Rinaldi
Desenho coreográfico: Rodrigo Andreolli
Assessoria de imprensa: Beto Mettig
Bilheteria e produção executiva: Anderson Puchetti
Café: Dani Rosa

Data: De 17 de outubro a 08 de novembro.
Local: Teat®o Oficina (Rua Jaceguai, 520. Tel: 11. 3106-2818).
Ingressos: R$40,00 (inteira), R$20,00 (meia) e R$5,00 (moradores do Bixiga). Compras na bilheteria do teatro (uma hora antes de cada sessão). Para comprar online no site da Compre Ingressos, aqui.
Horários: Sábados em duas sessões, às 21h e 23h, e domingos, às 20h.
Indicação etária: 16 anos.
Duração: 60 minutos.

Roderick Himeros em cena de O Banquete. Foto Fernando Lima

Roderick Himeros em cena de O Banquete. Foto Fernando Lima

Semana da Ressurreição do Corpo do Christo Ressucita
a maior Parada Gay do mundo
y  
o Teat(r)o  Oficina atua direto no assunto.
Por isso nós, Artistas do Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona
saudamos
a Semana  da Ressurreição do Corpo de Cristo,
justamente sincrônica
à Semana da Parada Gay,
que torna rhealmente Epifânica esta data
em que o Amor de Jesus sai do Armário
Nossa saudação está na materialização
da nossa atuação músico teatral
de 5ª e 6ª, com a peça de Artaud Pra dar um fim no juízo de deus,
y Sábado, com a peça de Platão Sócrates O Banquete 2015
No Domingo damos uma Parada
pra podemos estar presentes nesse fenômeno sacro religozozo:
a “Parada Gay 2015”
Porque a Parada Gay cai sempre nesta semana Milagrosa?
Nós, tecno artistas, temos respostas excitantes pra essa pergunta
nos nossos dois Espetáculos Rituais
OficinaUzynaUzona