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Arquivo da tag: Lina Bardi

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foto: Nancy Mora

Sou Cégo d’Teat(r)o

q vê

da Terra do Bixíga

onde Teatro

em se plantando

sempre deu

a quem se dá 

mas…

q está $ercado

por $oldados Engravatados Executivos Executores

do Holocausto Repetitivo

do Direito Romano de Propriedade

q diferença existe

entre fundamentalistas destruidores de Santuários,

cortadores de Cabeças

y

os Fundamentalista$ da Especulação Imobiliária Néo Bandeirantes:

Caçadores Destruidores de santuários y cortadores d cabeças q não querem ser capturadas?

 

Estes pretendem destruir o último pedaço de terra livre do Centro d SamPã.

Pra isso tem de Cortar Cabeças

d Artistas,

d’ Autoridades d Defesa do Patrimônio,

d’ Jornalistas das Mídias, Midiinhas, Midionas,

d’ Cabecinhas, Cabeçonas

q não cabem nas suas toscas estruturas de captura:

no seu Carandirú Pobreza

“Trê$ Torre$ Prisões

Nessa Terra “perdida

há Cabeças Coroadas de Héras, se Fazendo ,

se dando às mitolo(r)gias

q os povos noite y dia

criam,

cantam,

dançam,

na terra

no ar

pássaros voadores

des-assombrando

pensamentos livres

q vôam

mas

q sabem se erguer do chão

com seus Bastões,

Tyrsos Báquicos

y conceber suas estratégias

num piscar da voz da

Marechal de Nossa Tropa:

Madame Morineau:

O Teatro Recuou, Meu Filho! Ohpuf …realmente…

No, No, No, assí no dá …

 

Ah! E aí, sentir o desejo de passar do “recuo” ,

ao AVANÇO

com seu Bastão de Bacantes y Satyrxs Guerreirxs

y

proferir na própria carne

a palavra mágica Ham-let:

AÇÃO

Estes tem o Phoder de enfrentar estes Exército$ de Pentheus y Drs. Abobrinhas

 

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foto: Mário Pizzi

 

Ió! Os Artistas de Todas as Artes

 

Ió! Gente q phala pra Gente,

Na língua direta de Gente,

 

Ió! Dytirambistas (todos os Tambores)

 Músicxs

Arquitetxs, Urbanistxs, Cientistxs, …

Façam esse favor pra todos…

Mas a Protagonização da Arte Aglutinadora Física dos Teatros onde Todos

os Teatros são nossos Teatros

é, quer se queira ou não,

a gente de teatro

mesmo combalida.

É só se apoiar no Tyrso d Dionisios y ficar de Pé Dançante

Somos peões satyrxs de SamPã

da Tropa de Choque Cultural q pode Acordar

no Bixiga

não só o Brasil,

mas o Mundo.

 

IÓ! Amantes d Dionizios do Mundo Inteiro,

Vamos criar uma Orgya da Arte d Teatro do Bárbaro Tecnizado Total da Terra!

 

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foto: Mário Pizzi

 

 

IÓ! Estrategistas d todas as Artes

 

IÓ! Amantes do estar em cena com o Público diretamente

 

IÓ! Anônimos nas revistas caras, esbanjando poder de aventureiros teatrais nos teatros de rua, cultivando as Metrópoles engasgadas quase subterrados;

 

IÓ! Cooperativas de Teatros q se tornam Comunas Teatais

 

IÓ! Celebridades de Televisão q tem Sangue de Teatro no Corpo

 

IÓ! Poder da Imaginação, d Atrizes, Atores, Palhaços do Brasil y do Mundo

 

Muitos me perguntam

como ajudar” ?

 

Não, ajuda”, não,

não tem “ ajuda

nem dar uma força,

mas atuar

até se espatifar

pra poder voar

 

IÓ! É o Xamado Báquico

À Massa d Sangue dos Corpos em Possessão q vem se juntar aos Posseiros impedindo os Carrascos da Propriedade Privada

É o q

TIRIAS

Vê hoje

 

Terça-Feira GORDA DE CARNAVAL DE 2016 em SamPã

 

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foto: Mário Pizzi

 

Amadxs Beth Viviani y Guilherme Wisnik

Antes de TUDO

Guilherme:

Teu texto é Maravilhoso

Corajoso

Claro

Luminoso

Inspirador

de TiZÉrias o Antropófago

nesta Terça Gorda de Carnaval

depois de te ler y quebrar meu útero coração de criar um Diário do $erco no meu Blogg, mas pra espalhar, não ficar lá dormindo …

Acordei hoje animado por Momo

Y inpirado em Vossos Textos:
Guile y Beth

Inaugurei um

Diário d “TyZÉrias $ercado

Mas há correção de um Erro de má compreensão desta Entidade q baixou em mim, desde q soube do $erco:

y Beth, foi você com teu corajoso, lúcido texto quem me fez ver, após você ler o texto de Guilherme, y me escrever y botar o dedo na contribuição enorme deste erro.

quando fui avisado à 22 de Janeiro deste ano de 2016, q este era o último dia do prazo para que a Presidente do Iphan, a Arquitetx e Urbanistx Jurema Machado, liberasse ou não,

à Sizan Empreendimentos Imobiliários” do Grupo Silvio Santos,

a construção das Gigantescas Torres, Prisões do Entorno Tombado do Teat(r)o Oficina; comecei a ligar desesperado pra pessoas mais próximas à luta por esse último terreno respirável de SamPã.

Liguei pra você meu amigo dourado Arquiteto Urbanista Guilherme Wisnik, no seu celular.

Você estava na Praia em Férias no Litoral da Bahia, eu devo ter dito por telefone a você Gui, q o Ministério Público era o responsável pela Ação de Reintegracão de Posse.

Acho q foi assim q eu, doido d TyZérias, recebi ou ouvi a notícia do $erco

Mas eu mesmo achava muito estranho q justamente este órgão q tem o papel de defender o Patrimônio Cultural do Brasil, tivesse tomado esta medida.

Somente antes do Carnaval, Juca Ferreira, Ministro da Cultura esclareceu minha cegueira, dizendo q se tratava de uma Ação da Justiça, vencida pela $isan e me aconselhou a procurar Nabil Bonduki Secretário Municipal de Cultura de São Paulo. Este teria informações mais precisas.

É o q eu vou fazer na 4ª Feira de Cinzas, mas acho q entendi. Tive conhecimento deste $erco quando já era aparentemente “vitorioso”, nem deu pra lamentar, porque não adianta reclamar do leite derramado.

Claro q se trata do famoso Direito de Propriedade Romano, o único direito q aprendi na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, como um Dogma, um Tabu, um Axioma Indiscutível, aquele em que ainda se baseia toda a Ordem Mundial Capitali$ta

Mas me recordo de uma citação em latim de um jurista do ex-Império: “ut eleganter Celsus dixit, ius est ars boni et equi” = como o elegante jurista Celsus disse: o direito é a arte do bom e do equitativo.

Nunca acreditei neste Mito da Propriedade Privada, e sempre vi a Justiça como uma questão de Interpretação, como no Teat(r)o, dependendo de cada situação concreta.

Grandes jovens Pensadores como o jovem Psicanalista Tales Ab’Saber, o mais jovem ainda, Silas Martí, crítico de artes plásticas da Ilustrada, Rudifran, o dinâmico diretor da Cooperativa de Teatro de São Paulo, estão criando como você Guile, como você Beth, um Cerco de Amigos Dourados do Teatro Oficina ao $erco das Torres, feito de Inteligência, Amor à Vida, à Terra, em Indústrias Reunidas de Poesías como um Levante do Poder das Línguas da Cultura Brazileira y Mundial.

Por isso no ontem do sempre hoje,

passo a palavra à minha amiga, escritora Beth Viviani:

“Por coincidência, depois de pensar em você e te escrever um email, leio agora à meia noite o texto do Wisnik na Folha.”

Aí , Yo, TiZÉrias intervenho, pois é o q me levou a entender a questão mais profundamente:

“Não entendi a ‘forte pressão do Ministério Público’ sobre o Iphan.

Baseado em que argumento o MP fez a pressão?

O que significa 

‘um suposto maior controle da sociedade 

sobre as decisões na cidade’?

Não é  o contrário?

Temos que fazer política.

O movimento do capital não pode ocorrer no vácuo.

Existem controles e regras que o poder público pode impor, que foram incorporados em legislações criadas pelos movimentos da sociedade ao longo da história.

Acho que há espaço e toda a legitimidade na defesa de nosso patrimônio cultural.

Ninguém vai pretender abolir a propriedade privada, mas ela deve se curvar à história da nossa cidade.

Me explica essa postura do MP.”

(ainda não sei do Caso na Justiça, sabendo ponho na Ágora)

Vitória na guerra!

Podemos usar esse bordão da novela sensação da Globo! 

 Querido Zé Celso = TyZÉrias,

enviei um recado para você e Marcelo pelo Whatsapp, no contato do Oficina que apareceu na lista. Mas vou repetir aqui o que falei. É grande minha preocupação com a decisão legal (?) sobre o destino do terreno que, por direito de cidadania, de prioridade cultural, de ocupação urbanística civilizatória de São Paulo, pertence ao Oficina e ao povo paulista.

Qual a reação mais adequada para reverter mais esse golpe do capital imobiliário e de autoridades servis?  

Citando a famosa frase,

o que fazer?

Nós, cidadãos revoltados, podemos fazer algo?

Estou neste momento em São Sebastião de férias, 

volto em torno do dia 22.

Com o afeto da

Beth Viviani”

Beth, muita gente me pergunta, só agora sei responder, TyZÉrias vai saber esta semana, é importantíssimo termos acesso aos Autos deste Processo, q redunda neste Crime Ecológico Cultural.

Dr. Gustavo Neves Fortes do Escritório de Advogados do Grande Criminalista Dr. Tales Castelo Branco está já investigando.

TyZÉrias 

EVOÉS

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O Teat(r)o Oficina visto a partir do seu entorno: terras demarcadas pelo próprio processo cultural teat(r)al nelas cultivado. Foto Markus Lanz.

Há 58 anos o Teat(r)o Oficina cultiva a cultura no número 520 da rua Jaceguay, no Bairro do Bixiga y seu entorno. Há 34 anos lutamos contra o massacre predatório da especulação imobiliária no bairro, baixado, incorporado, no capital do grupo Sisan, empreendimento imobiliário – braço armado da especulação imobiliária do grupo Silvio Santos.

A partir de 2010, quando o Teat(r)o Oficina foi tombado pelo Iphan, o próprio Silvio Santos colocou francamente a questão: Já q a partir de agora, não podemos construir mais nada em nosso Terrenoeu não desejo empatar o trabalho de vocês, nem quero que vocês empatem o nosso, proponho a troca do terreno de propriedade do grupo por um terreno da união do mesmo valor. 

Diante dessa proposta, boa parte dos representantes do poder público deram início a uma articulação política para que a troca fosse feita, e o terreno do entorno do teatro tivesse destinação pública e cultural. Neste mesmo ano, foi estabelecido um contrato de comodato entre o Grupo Silvio Santos e a Associacão Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona. A ocupação do Terreno teve início através de um Ritual Teatral: uma Tenda de 2.000 lugares para o Público foi levantada pra que se encerrasse a Temporada Nacional das “Dionizíacas 2010”, com a encenação de “Bacantes”, O Banquete”, “Cacilda!! Estrêla Brazyleira á Vagar”.

Na Estréia ox atorexs y  Público em Cena no Nô Japonês “ Taniko”,  derrubaram os  Muros do Beco sem Saída q limitavam a Pista do Teat(r)o Oficina, Rua Lina  Bardi e, atuando, descendo uma longa rampa, pisaram  nas terras do Entorno Tombado pelo Iphan, penetrando na “Taba do Rito”. Há 5 anos, o Terreno vem sendo cultivado e cultuado pelo Público nos Ritos Teatrais do Oficina Uzyna Uzona.

No entanto, desde 2009, uma parte do grupo Silvio Santos vem tentando aprovar seu atual empreendimento imobiliário – as torres residências, nos órgão de preservação do patrimônio. O IPHAN, órgão de preservação do âmbito federal, vinha impedindo a aprovação do empreendimento. Esta deliberação ganhou um prazo limite para o dia 22 de janeiro, caso contrário, o Iphan está ameaçado de multa pelo grupo especulador, decidida no Ministério Público.  

Diante da situação, o Iphan manifestou não ter instrumento jurídico para barrar o empreendimento, mas hoje re-existe, convocando representantes do poder público aliados e diretamente envolvidos no processo de defesa do patrimônio cultural, sobretudo ligados aos movimentos da Troca de Terrenos do Entorno do Oficina, por um Terreno da União, para uma reunião nesta data limite da deliberação: hoje, 22 de janeiro.

O Objetivo é criar uma estratégia, numa articulação conjunta dos órgãos de preservação do patrimônio federal (IPHAN), municipal (CONPRESP), secretaria municipal de cultura, ministério da Cultura, SMDU (secretaria de desenvolvimento urbano) para dar a única destinação possível para este último pedaço de terra do bairro do Bixiga: área demarcada pública, de uso estético, cultural, político e Ritual.

As Terras do Oficina são terras demarcadas pelo próprio processo cultural teat(r)al nelas cultivado, permanentemente florescente, em cada estação.

O projeto atual da SISAN encaixota o teatro e encerra o janelão de 100m² na escuridão com a proposta de um empreendimento imobiliário de impacto incalculável, tanto na obra de arte feita por Lina Bo Bardi e Edson Elito: considerada no fim do ano de 2015, pelo The Guardian, como o melhor teatro do mundo, quanto ao Corpo de Artistas de Muitas Gerações que criaram esta Companía de Artistas de 58 anos, em Permanente Mutação Geracional, cultivando estas terras com uma revolução Teat(r)al.

Os órgãos de preservação alegam, a primeira vista, não ter instrumentos jurídicos para deliberar contra o empreendimento, mas claramente o projeto entope as ruas do Bixiga com uma frota nova de carros, descaracteriza o traçado original e tombado do bairro e assombra uma sobreposição de áreas envoltórias de bens tombados, formada pela Casa da dona YayáTBC Teatro Brasileiro de ComédiaTeat(r)o Oficina, Vila Itororó e conjunto de sobrados da rua Japurá.

A aprovação das torres certamente escancara como nunca antes o bairro do Bixiga para a entrada da especulação imobiliária, sobretudo porque o projeto vem aparelhado com o lançamento a toque de caixa de um edital para leiloar os baixos do viaduto Julio de Mesquita Filho, em frente ao teatro, rasgando boa parte do bairro do Bixiga, criando uma verdadeira cicatriz urbana.

O edital, parece que vindo da Prefeitura, entrega a área ao maior capital oferecido para explorar comercialmente os baixos do viaduto, num projeto que nem sequer obriga a empresa vencedora a conhecer o espaço terreno; se caracteriza assim um movimento de capitalização voraz de qualquer terra pública que se aviste, como se toda terra precisasse se tornar lucrativa para atender o que o poder público chama de “revitalização”. Levados pela paranóia econômica de que diante do dito caixa zero dos cofres públicos, toda a sobra de espaço que ainda re-existe em são Paulo precisasse ser entregue à iniciativa privada, para o mercado ditar o destino das terras públicas e da cidade, o que se cria é uma situação permanente de violação e submissão da cultura ao capital.

Trazemos agora a presença de Aziz Ab’Saber, o geógrafo q foi presidente do Condephaat nos anos 80 e ao mesmo tempo Tombou a Serra do Japí, o Teat(r)o Oficina e um Território Indígena em São Paulo.

Quando as pessoas que ocupavam cargos de proteção cultural diziam a ele que não tinham Poder, ele refutava com seu próprio exemplo, declarando que o Poder é de quem o exerce. 

Em 2010, junto com o tombamento do Oficina pelo Iphan, outros dois tombamentos foram aprovados. Um deles protege 14 bens da imigração japonesa no Vale do Ribeira, em São Paulo – fábricas, igrejas, casas e até as primeiras mudas de chá Assam (preto) plnatadas no Brasil, em 1935. Também foram protegidos dois lugares considerados sagrados por índios do Alto Xingu, no Mato Grosso – o Iphan atendeu a pedidos das etnias waurá, kalapalo e kamayurá. Os dois lugares, chamados Sagihengu e Kamukuwaká, fazem parte do Kwarup, a maior festa ritualística da região.

Mirando-nos no exemplo da atuação de Aziz Ab’Saber, temos a certeza de que hoje, os representantes do Poder do Patrimônio Cultural, Brasileiro e de São Paulo, que se reúnem nesta Capital do Capital, encontrarão medidas que impeçam que o Poder do Capital Especulativo, camuflado em argumentos jurídicos, massacre o Poder Cultural da Justiça, em sí.

O Poder Político Humano dos que ocupam os Órgãos de Patrimônio referidos, tem no dia de hoje o apoio de todos que acreditam no Poder da Cultura e da Inteligência da Criatividade Humana para a resolução das equações mais ameaçadoras da Crise Econômica.

Antes de tudo, vivemos pra transmutar uma Crise que é, muito mais que econômica, uma questão Cultural e Política. Crise é momento de Criação de novos caminhos para um novo tempo.

Hoje, a perspectiva que o poder público precisará ter, é da Cultura e não do direito como paradigma da Política; e do Teatro como Paradigma de Vida.

Assino em baixo:

José Celso Martinez Corrêa – 78 anos, Presidente da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona

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Teat(r)o Oficina em foto de Marcos Camargo

The 10 best theatres The Guadian -11 december 2015

From gilded music halls to ancient stone, the Observer’s architecture critic presents his choice of the world’s most stunning stages

Rowan Moore

1 | Teatro Oficina

São Paulo, Lina Bo Bardi, 1991

A long, narrow, street-like space

in the burned-out shell of a former theatre

that is watched by a wall of galleries built out of scaffolding.

Built to serve the orgiastic performances of the theatre’s creator Zé Celso,

who has claimed that the idea for the open plan came

when, on an acid trip and running from the police,

he found himself trapped against a solid wall.

Teatro Oficina has challenging sight lines,

hard seats

and is very much not the shape theatres are meant to be,

but is all the more intense for that.

……………

Tradução pro Brazylero:

Os 10 melhores teatros “The Guadian “-11 d dezembro d 2015

A partir de salas de música douradas a pedra antiga ,

crítico de arquitetura do Observer apresenta sua variedade de cenários mais deslumbrantes do mundo

Uma longa, estreita rua,

como um espaço na concha (estrutura) queimada de um antigo teatro.

É assistido

por uma parede de galerias construídas a partir de andaimes.

Construído para servir as performances orgiásticas do criador do teatro Zé Celso,

que afirmou que a ideia para o plano aberto

veio ,quando, em uma viagem de ácido e fugindo da polícia,

encontrou-se preso contra uma parede sólida.

O Teatro Oficina mudou as linhas de visão,

com perspectivas desafiadoras,

assentos duros

e é muito mais,

não os teatros na forma q pretendem ser ,

e exatamente por isso,

 é o mais intenso

Leia o artigo original do The Observer/The Guardian aqui.

indios

Só 1000 toques para Dilma:

Ufa! No fim, Dilma traz alegria escolhendo Juca Ferreira para ministro da única criação humana a destrinchar a crise brazylera y mundial: Cultura. A história surpreende. Juca não é quota do partido, mas um cultivador forte da roça cultural, este elegante artista, ecologista, animador, reabre pros brazyleros na maior desigualdade na distribuição da renda da história humana, a cultura como valor primeiro, infraestrutura da vida, cúmplice da força da natureza devoradora de modelitos por ora talvez inevitáveis, inspirando correntes da sociedade brasileira fartas da hysteria golpista. Com Juca, o Ministério da Cultura passa a ser órgão de sabedoria, inteligência, sensibilidade, no caos da rigidez fiscal, momento em que o patrimônio cultural brazylero está pior que o da Saúde y Educação, e essa dupla não tem sentido sem Cultura. Jovens de todas idades saberão ler o que está em seu redor. Dilma acertou: cultura como moeda de apoio à governabilidade não presta, só vale se livre y plugada na terra, em nós humanos, espécie quase em extinção.

José Celso Martinez Corrêa (Zé Celso), presidente da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona

Leia abaixo, na íntegra, o texto “Dilma: Cultura da Infraestrutura da Vida é só o que desejo pra inspirar teu 2º Ato na Presidência do Brasil”:

IÓ! Presidente Dilma: Cultura da Infraestrutura da Vida é só o que desejo pra inspirar teu 2º Ato na Presidência do Brasil

Dilma Presidente do Brazeiro do Povo Brazylero

Dilma, no seu último comício no Tuca, vinda do fogo do povo artista da perifa, chegou criando um círculo de mãos tocando antenadas nos dedos de todas mãos, de nós que estávamos no palco, havia música no ar, chegou minha vez, estavas linda, cheirosa, nos abraçamos, dançamos cheek to cheek, na ethernidade de frações de segundos. Eu beijei teu rosto e te dei esta fala: “Te Adoro”. Dilma, você me replicou: “Ah! se eu pudesse ficar aqui dançando” e foi pra pras janelas que davam pras ruas, onde o Coro Junino 2013 renascia diferente em 2014: milhares de jovens trotando numa cavalgada impulsionadora y você pulou junto a dança dos jovens potros do brazyl revitalizado.

Agora o Elenco do Phoder das Altas Esferas já está montado, pra desvuduzar sua 2º Temporada no Poder da pressão golpista dos retornados comemoradores dos 50 anos da ditadura militar.

Levy pro Mercado/Desenvolvimentistas pro Planejamento/Banco Central, com os que já $ambavam/Agro Negociante na AgriCultura Tóxica/Esporte pra um Evangélico/Ministério da Ciência y Tecnologia para um Importante Politivo pro Brasil, mas sem a ginga da Ciência Contemporânea/Polícia Federal no Juízo Final, lavando à jato Personagens Corruptos y Agentes d Empreiteiras Corruptores: O q cai em cima da Petrobras é denuncia premiada entregando o núcleo forte da vanguarda mundial da corrupção: o próprio Capitalismo.

Você certamente vai dirigir esses 1ºs contemplados sem trair seu superobjetivo de trazer mais povo pra contracenar com eles.

Nós, artistas, vamos entrar com tesão nesta cena, se você mexer as cadeiras y chegar ao cu da cultura: a infra estrutura, não do capital, aquele que Marx pôs em cena, a Macro Economia do Capitalismo, mas o da infra estrutura, da natureza da vida, nosso maior bem, o que vale y não morrerá, se houver sua valorização via inteligência emocionada do que alguns humanos chamam de “CULTURA”, riqueza maior dos povos, hoje desprezada.

A respiração está difícil pra nosso Planeta Terra, esse ser vivo que gira. A Seca: há escassez da origem da vida, a Água, que chegou hoje, bem antes do previsto.

A peça nova a ser encenada em seu governo só passará a ser democracia se o Cultivo da Vida ao Vivo vier à tona na Tempestade da Paixão além do corpo cidadão, ou do corpo mercado, fazendo brotar o olho d’água da ambição de viver o destino humano de uma nação mundial, sagrando sua Majestade: o Corpo Cultura, Espelho do Inverso no Verso virado Carne Humana Brazylera.

Nos debates eleitorais, todos os Tabus nem sequer foram tocados, por falta do TABÚ dos TABÚS : a CULTURA. Ela deschava, desconstrói e desmistifica com inteligência y beleza, todos deles. Esta façanha só o TABÚ DA CULTURA, virado TOTEM, pode fazer.

Antes a Cultura era pautada como assunto primordial dos candidatos; em 2014 foi decapitada, como se pudesse existir uma nação sem a transvalorização criadora da emoção que só a cultura traz: Tabu da Descriminalização Urgente das Drogas/da Legalização do Aborto/Tabu da Existência palpável do Choque de Classes/Tabu do Amor Livre

assim Cantava Antônio Conselheiro:

“O Amor é Grande y Livre demais
pra ser Julgado por nós,
pobres mortais”

Na sua entrevista pós-vitória, publicada ipsis litteris pelo Estadão, está sua forte persona, imbatível na estatística, na tecnocracia. São grandes qualidades suas, já conhecemos e admiramos. Mas eu lá não li se existe seu prazer de destampar seu superego, pra felicidade geral da nação, deixando-se penetrar pela respiração dos ventos da cultura, colocando sua sabedoria técnica, científica, pra trazer a poesia do desejo humano de viver gostoso nas revelações culturais transpassantes do apocalipse do capital, tornando você Dilma, uma Estadista – mais q isso, uma Estadista Humana ou mesmo TransHumana.

BRIZOLA vindo de GETÚLIO VARGAS, + DARCY RIBEIRO, criaram os estatutos do PDT ainda na “abertura” da ditadura, uma constituição cultural, uma reforma política que resolveria muito além do impasse de hoje, desta exigência de rever o apoio público das campanhas políticas nas eleições.

LULA, por ser uma pessoa culta por sua vida intensamente experimentada, vivida na dor-amor-humor-negociação, teve a inspiração de chamar o músico antropófago InterNétizado da Tropicália GILBERTO GIL e o ecologista JUCA FERREIRA pra primaverarem o Ministério da Cultura relançando uma Política de Estado Concreta para a CULTURA DA MISCIGENAÇÃO BRAZYLEYRA.

MARTA SUPLICY trouxe seu talento de negociação política pra ampliar campos culturais na neutralidade da internética, valorização da literatura, da moda. E mais, com sua agilidade, replicou a Troca de Terrenos proposta por Silvio Santos com o Entorno do Teat(r)o Oficina Tombado pelo IPHAN, confirmando um Terreno da União, anunciado já por Ana de Hollanda, na área de Exploração Econômica do Novo Plano Diretor da Cidade pra fazer essa Troca. Nós, do Teat(r)o Oficina Uyna Uzona, e o Grupo Silvio Santos não temos mais saco pra lutarmos entre nós, empatando-nos mutuamente, nesta peça há 34 anos em cartaz, por isso queremos que esta TROCA aconteça já, sem medos, abrindo seu 2º Governo com um Ato Grandioso de Revolução Cultural. Libertando o Coração da Cultura de SamPã: o BIXIGA, q então vai iniciar a virada pra ser um Corredor Cultural plugando da Vila Itororó ao infinito das Ciclovias, até a “Chácara do Jockey Club”. O Magnítico Prefeito Fernando Haddad abriu estas perspectivas – como tantas outras – de um outro destino pra enfartada SamPã.

A luta “Oficina X Grupo Silvio Santos” nos ensinou muito, mas, desgastante demais, durou um ano a mais q a vida d Cristo. Mas, com seu desfecho vitorioso pra ambas as partes, irá dar lugar à emersão definitiva dos mais de 56 anos do Teat(r)o Oficina pra sua rheal grandeza, antropofagiada enfim por todos povos do mundo atual e pros que virão, nos livrando da injustiça dos TABUS que nos foram impostos pela mediocridade invejosa cultural dos que nos condenam. A decisão final desta guerra Urbana transformará este ridículo TABU OFICINA em TOTEM. Do contrário, ficaremos insuportáveis,
a sombra, a toa, esperando o reconhecimento com a morte de todos nós q inventamos esta aventura ambiciosa demais pros q não acreditam no P(h)oder do Teat(r)o.

A Satisfação ao Mercado não é mais importante para a Vida Humana no Brasil que a Potencialização da Vida do Povo Brazylero, pelo Poder dos que fazem Amor com a Cultura.

Esta Multicecía vinda dos Ciêntistas, Xamãs, Poetas, nossos ancestrais indígenas, africanos, emigrantes, que devoraram nosso Colonialismo Cultural e abriram pontes no presente futuro, dando pra humanidade terráquea y apostando com coragem na busca de uma era além da sobrevivência rotineira e medíocre de um país que nasceu pra brilhar, sobretudo por sua Arte de Viver Intensamente.

A Greve dos trabalhadores do Ministério da Cultura mostrou a situação do Patrimônio Cultural Brasileiro, mais indigente que os hospitais e escolas.

E nós que trabalhamos na Arte do Teat(r)o não aceitamos mais viver flechados por todos os lados, com a grande dificuldade de dar à família humana mundial muito mais do que temos a dar do q demos até agora. Nossas gavetas estão mais cheias que as de toda a corrupção que agora virou best seller.

Venha, Presidenta, pisar, dançar na Pista do Teat(r)o Oficina, chamada de Rua Lina Bardi, a última Obra de Arte desta “Arquiteto”, como gostava de ser chamada, AccquilLina Bo Bardi. No dia 5 de dezembro de 2014 teve o inicio de seu Centenário, q vai até o fim d 2015, já em plena Celebração em muitos países do mundo e no Brazil, onde Lina apaixonou-se pelo “o q faz a mão do povo brazylero”.

Adoraríamos sua presença numa Noite no Teat(r)o Oficina, última Obra de Arte de de Lina, em q a Celebraríamos com o Público d São Paulo, mais 22 dos mais Jovens Coletivos de Teatros de SamPã – que como nós, da Associação dos Tecno Artistas Multimídias do Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, o Coletivo Teat(r)al mais longevo do Brasíl, estão ameaçados de extinção pela Especulação Imobiliária na Capital do Capital rancoroso e pão duro de São Paulo no século 21. Seria uma Noite em q Celebraríamos também a Cultura como motor de seus próximos anos d Governo. Quando sua agenda abrir esta oportunidade, nos comunique, q logo encenaremos uma Cerimônia mais empolgante ainda q as feitas para as Rainhas nos tempos Shakespireanos.

Nós, tecno-artistas, temos na nossa natureza o segredos do poder da cultura pra driblar o impasse com a Especulação Imobiliária, através de novas invenções estratégicas q tem, às vezes, o poder d abrir os ambiciosos caminhos, travados pela medrosa fissura financeira incapaz, muitas vezes, de beber a vida a grandes goles. O apoio d sua pessoa y d seu Governo, através de seu maravilhoso Ministro da Cultura, Juca Ferreira, reforçaria mais ainda a possibilidade d encerrar, a favor dos Teatros de São Paulo, estes despejos humilhantes pros povos do Brasil y do Mundo.

A Arte Teat(r)al, tal qual  nós, roceiros, praticamos hoje, é desprezada há mais de milênios, mas tem sido o Rito Central da renovação do Poder da Água da Vida: a Liberdade Humana, cachoeira do grande desejo de querermos dar mais y mais, além de só reagirmos por nossa sobrevivência.

Gostaria muito de estar com você, Dilma. Sou um velho senador de 77 anos, 56 vividos no Teat(r)o Oficina. Queria, além de receber seus ensinamentos, descobrir com todos como levantar o Brasil com o que é sua maior riqueza: o povo criador, não somente faminto, sem teto, mas vox populi fabricante da alma elétrica das palavras – corpo sons musicais dos dityrambos, do imagiário básico da Arte Carinhosa da Poesia da Vida com Cultura.

José Celso Martinez Corrêa (Zé Celso), presidente da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona,

com todo afeto q se encerra neste peito
nada varoníl
y vivam os índios q mal vivem no Brazíl

Este texto fiz a partir de 5 perguntas do jornalista Rafael Gregório:

1ª – Zé Celso, gostaria de saber quando e como você conheceu a Lina Bo Bardi.

Conheci Lina Bardi, q tem o mesmo nome de minha mãe, três vezes:

1ª) Quando rapaz, ainda em Araraquaraví, na Revista Casa e Jardim, com a foto da “Casa de Vidro”, seu 1º Canto do Brazyl para o Mundo, um Manifesto de Arquitetura Ecológica em forma de sua   própria casa, erguida no cume de uma Floresta para o Universo. Decidi, na época, até ser Arquiteto. Comecei a desenhar plantas e estudar esta Profissão – pra mim, uma Grande Arte.

2ª) Depois, quando fui ao Rio em 1962, pra negociar os direitos de “Um Bonde Chamado Desejo”, de Tenesse Willimans, pra montar no Oficina. Quem detinha estes direitos era Martim Gonçalves, diretor da “Escola de Teatro da Bahia”. Eu havia me apaixonado por essa Escola, só de ouvir falar dela. Lina era o braço esquerdo de Martim. Os dois estavam ceando numa Boite gostosa de Copacabana e Ela apaixonou-se por minha caretice de jovem cabaço. Eu, muito tímido, vestia um terno com colete, usando na lapela do paletó uma balancinha dourada da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, onde tinha me formado. E mais, segurava um Guarda Chuva. Permaneci de pé, ela sentada langorosamente num sofá vermelho comendo um Carpaccio. Parou de comer, me lançou de baixo pra cima seu olhar de ACCHILLINA. Fui tomado por um tremor diante da beleza daquela mulher.
 
3ª) Na 3ª vez, depois do Ai 5, em 69, Glauber Rocha insistiu comigo pra q trabalhássemos juntos. Ela veio fazer a “arquitetura urbana cênica” , como ela dizia de seu trabalho criador em “Na Selva das Cidades” , do Jovem Bertolt Brecht. A partir daí nasceu um Grande Amor&Criação q até hoje está vivo. Procriamos muito!

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E ela me contou do nosso 1ª Encontro. Quando o Living Theatre veio trabalhar no Brazyl, a convite do Oficina, Ela queria porque queria q eu fosse me encontrar com eles, nos trabalhos, com o Guarda Chuva, de Terno, Gravata, Colete e com a balancinha da Faculdade de Direito na lapela, pra escandalizar o Living. É porque eles vestiam trajes hippies: Julian Beck e Judith Malina vestiam-se de Preto, e o elenco desfilava com encarnações de Cleopatra y outras entidades celebridades no Bairro do Bixiga. Foi quando ela me passou a percepção de ter fixado a Imagem de nosso 1º Encontro Corpo á Corpo em 1962.

2ª – Como foi que nasceu a ideia de ela projetar o teatro? Ouvi que houve várias versões até chegar na última, que foi construída.

Desde” O Rei da Vela” & “Roda Viva” , respectivamente de  Oswald de Andrade e Chico Buarque. Pra mim essas duas peças passaram a ser uma só. Um Coro de Jovens Pagãos de 68 tomou de assalto o teste pra 4 backing vocais no Musical de Chico. Eu dirigia esta magnífica peça e decidi ficar com todos. Eles não faziam diferença entre Palco e Plateia, Atores y Público. Tocavam nos Corpos das Pessoas como no Carnaval e no Candomblé. A partir daí nosso trabalho pedia uma transformação radical no 2ºTeatro Oficina de Flavio Império e Rodrigo Lefréve. O anterior era um Teatro Sanduiche com duas plateias confrontando-se, como viria a ser o SESC Pompéia de Lina Bardi. Foi criado pelo Arquiteto Joaquim Guedes e incendiado por grupos paramilitares em 1996.

Cobra Grande no cartaz de Na Selva das Cidades

Cobra Grande no cartaz de Na Selva das Cidades

Quando fomos fazer “Na Selva das Cidades”, o Minhocão ou “Elevado(?) Costa e Silva” , a ser construído, estava dividindo o Bixiga como um Muro de Berlin, demolindo árvores, casas, entre elas a de meu avô, q morava em frente onde hoje é o Oficina. Lina foi criando com aquelas destruições. Criamos um Rink de Box diante das Arquibancadas de Cimento do Teatro Brechtiano q eu mesmo tinha proposto a Flávio Império para q assim fizesse, com Poltronas Azuis estofadas. No palco, Lina criou uma Arquibancada com Madeira de segunda. Colocou de lado uma Máquina Enorme q vomitava Cimento.

Lá os Ingressos eram mais baratos q nas Poltronas Azuis. A peça trata de uma Luta entre um Bilionário Chinês: Shilink, que deseja comprar a opininão de um jovem q trabalha numa livraria. Garga, o balconista, se recusa a vender o q pensa. Então, inspirando nos ataques recentes na época, a “Roda Viva” pelo CCC e depois pelo 3º Exército em Porto Alegre, fazíamos os Gangster do Seu Shilink destruir toda a Livraria. Taboas e livros voavam pelo ar. Lina criou até uma proteção de redes de arame pro Público. Muitos Rounds se seguiam. Num dos momentos mais belos, Lina, com os Maquinistas dirigidos pelo belíssimo Cid (q Lina chamava com um grito de quebrar cristais, CÍÍÍD!!!!), enormes Toras das Árvores derrubadas para construção do Minhocão entravam em cena, dependuradas em uma dupla fila de fios de aço, para um Round chamado ironicamente de “Área Verde”. A Cena acontecia e no final todos os troncos caiam desmaiados.

Em 1969, São Paulo era um Deserto de Canteiro de Obras de Destruições do Pouquíssimo Verde, de Belas Vilas q existiam na Capital do Capital. No último Round as personagens de Garga e Shilink, numa última tentativa de comunicação, arrancavam as taboas do Chão da Cena até se chegar à Terra da Rua Jaceguay 520. Lina dizia, tocando a Terra: “aqui estão Os Sertões do Teat(r)o Oficina”. Íamos encenar juntos o Livro de Euclides, mas encenei sem ela, que morreu um ano antes da Inauguração de sua última Obra de Arte: o Teat(r)o Oficina, Terreiro Elektrônico.“Os Sertões” aconteceram anos depois, na montagem do Oficina Uzyna Uzona em 2002.

Fomos, em 1970, fazer juntos o filme “Prata Palomares”, de André Faria, em Florianópolis. Ela fazia a Direção de Arte e eu reescrevia o Roteiro do filme. Fomos ver juntos uma locação para este filme, num “Terreiro de Candomblé”. Era bem estreito, como é oTeat(r)o Oficina hoje. Ela sacou: “vamos fazer o Terreiro Eletrônico do Teat(r)o Oficina assim”. Depois a Poeta Catherine Hirsh escreveu: tem a estreiteza de uma crista de gilette, de um arame de Funâmbulo”.

O Teat(r)o Oficina era invadido muitas vezes pela PM, criada pela ditadura Militar em 1968, depois do AI5, y mesmo durante a ABERTURA.

Estávamos num beco sem saída, em todos os sentidos metafóricos possíveis. Encontrei pela 1ª vez na vida com o Fotógrafo Celso Lucas numa noite, no Teat(r)o Oficina; tomamos um Ácido Lisérgico Perola Negra e percorremos todo espaço do Teat(r)o. Topamos com a Parede do Beco Sem Saída. Nos demos as mãos, desenhamos um Círculo na Parede e no centro demos um murro com nossos dois punhos juntos. Fomos pegos por um barravento e atravessamos viajando a parede do beco, e vimos q existia um Espaço do outro lado, nos chamando pra sair do Beco.  Imediatamente fui à “Casa de Vidro”, contei a Lina o q tinha se passado. Ela replicou: “Eu não sou bruxa, não atravesso, mas quebro paredes, sou Arquiteto.”

Na Abertura, voltamos do Exilio; a 1ª coisa q fizemos foi quebrar a parede de Arcos Romanos do andar superior e vimos, extasiados: Um Teatro Grego! Pronto!

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No dia 24 de Agosto de 1980, apresentamos publicamente no Oficina o 1º Risco feito por Lina Bardi e Marcelo Susuki, q criava o “Chão de Terreiro, dando pras Catacumbas de Silvio Santos”, apontando o “Teatro de Estádio.” Lina e Marcelo Susuki fizeram uma Maquete do Projeto, já com o Teatro de Estádio.

Quando o Grupo Silvio Santos quis comprar o Teatro Oficina do antigo proprietário, veio um movimento enorme liderado por artistas, público e jornalistas para q o Oficina não fosse engolido pelo “Baú da Felicidade”.

“O Tombamento do Teatro Oficina” pelo Condephaat Presidido pelo Geógrafo Poeta Aziz Ab Saber. Naquele ano Aziz tombou também a Serra do Mar na Juréia, na gestão do Pianista João Carlos Martins na Secretaria Estadual da Cultura, com o Laudo brilhante de Flávio Império. Este se baseava na constante mutação do espaço: “Cada peça, um Teatro”. Assim justificando revolucionariamente este tombamento q teve sua publicação oficial no Diário Oficial do Estado de SP em 1983. A seguir, em 1984, Montoro e seu secretariado do antigo PSDB, partido então de Centro Esquerda, desapropriou o Teat(r)o Oficina. Estes dois Atos dos Governos do Estado de São Paulo foram realizados explicitamente para q o Oficina não fosse vendido ao Grupo Silvio Santos, assim como para que nossa Companhia Permanente de Artistas e Técnicos continuasse o cultivo de seu Espaço com nossos Rituais de Arte Teat(r)al Multimídia.

3ª – Qual a maior beleza do Oficina, em termos arquitetônicos, na sua visão, passados tantos anos de convívio com o lugar?

A Beleza do namoro apaixonante, fecundo, procriativo, constante entre nós atuadores y o lugar que re-criado. Lina Bardi y Edson Elito foram inventando de acordo com o movimento dos trabalhos da Companhia, esta Arquitetura Urbana Ecológica. Espécies vivas estavam y estão sendo exterminadas, sobretudo a Espécie Humana, um ser em extinção, automatizado pelas religiões monogâmicas, pelo Mercado, pelas ditaduras militares e os 1ºs governos democráticos nascido do acordo fajuto com os litares.

O Teat(r)o Oficina de Lina tem sido um lugar orgânico onde a Arte Teat(r)al  trabalha a ecologia do retorno à força viva do Phoder Humano, interferência do ser humano, trans humano, animal, vegetal, com ou sem o cimento vivo. O Ator&Atriz  usa máscaras pra desnudar-se e sentir seu Phoder contraditório. Na Rua Jaceguay 520, o Teato vira um ritual cambiante, permanentemente, diariamente, faça chuva, faça sol, com as pequenas multidões que nele vem atuar conosco, pra renovar as energias combalidas, na força do Rito Corpóreo. Lina e Edison Elito vibraram na sintonia com o fruto do cultivo de gerações e gerações.

Desde 1958, humanos atuaram e vieram atuar conosco, nas terras sagradas da Rua Jaceguay 520. Gerações q me plugaram e em quem me pluguei.

A própria natureza serviu-se de nossa“fantasia humana”,  nossa história ancestral retornada pelo Antropófago Oswaldo de Andrade, grande amigo de Lina.
 
A Burocracia q rege a “Proteção” do Patrimônio do Estado de São Paulo, no CONDEPHAT, não entende que o Patrimônio Cultural é aquele q é realizado por seres humanos: cérebros, corações, pavios, mãos. A Arquitetura dos vários Teat(r)o Oficina vieram dos Artistas, Técnicos, Pessoas e das Pequenas multidões humanas q chamam de ‘Publico.”

No Governo do Estado do Estado de São Paulo, falta de percepção, da inteligência da Riqueza Cultural q tem nas mãos: o Teat(r)o Oficina; sobretudo os Artistas q, juntos, o cultivam – e a seu Entorno Tombado pelo IPHAN onde já estamos por Comodato dado pela Pessoa de seu proprietário: Silvio Santos. Agora, neste momento pós eleições, exatamente nestes dias, estamos a ponto de realizar a Troca do Terreno d Silvio Santos por outro do mesmo valor em SamPã, numa Região onde o Plano Diretor de São Paulo aprovou para a Exploração Econômica.

Estamos caminhando, então, para a parte mais Urbana e Cósmica da Criação da Complementação do q foi projetado pela Centenária Lina Bardi. Este lugar, o 3º “Teat(r)o Oficina Terreiro Eletrônico“ penetrado pela Rua Lina Bardi , nome q demos à Pista de nossas Encenações, onde se engole o Universo e a Cidade através do Janelão de Vidro, do Teto Móvel.

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Não é uma expressão retórica, “engolir o Universo”. Temos buscado sempre o Ator&Atriz&Artistas q percebam, vivam o Universo dentro de seus Corpos, girando com a Estrela Errante: a Sol. Sintam: estou atuando, olho pra cima, topo com uma Estrela e imediatamente ela me reenergiza, passa a ser uma personagem a mais q me penetra e acende na interpretação q trago pra Cena.

Assim como engolimos e somos engolidos pela Cidade, os ruídos constantes das sirenes dos Carros da PM, os carros no Minhocão, q não são somente visíveis, como passaram a ser nosso Mar Urbano nos inspirando.

O Janelão de Vidro passou a ser nosso Duplo: é um Espelho q Projeta a Encenação de dentro para o Terreno Terreiro de Nosso Entorno. Nas Encenações desde “Ham-Let”, ”Mistérios Gozozos” d Oswald,  “Pra dar um Fim no Juizo de Deus” de Artaud ,”Ela” de Jean Genet  “Boca de Ouro”de Nelson Rodrigues, a “Odisseia Cacildas” escrita por Zé Celso & Marcelo Drummond, reescrita nos anos q foram encenadas pelo Elenco de Atores Atrizes Artistas Plásticos, Arquitetas, Figurinistas, Contra Regras, MultiMídias, Musicxs, assim como as 6 Partes de “Os Sertões”, ”Taniko: Nô Japonês”, ”Acordes” de Brecht, “Bacantes-Rito da Origem do Teat(r)o” , “O Banquete” de Socrates&Platão,  “Os Bandidos” de Shiller,  ”Macumba Antropófaga”.

A Diversidade destes Rituais Teatais foram inspiradas e inspiradoras, na vida criando, permanentemente, mais vida neste Espaço Único no Mundo, já contemplado com vários prêmios internacionais. O lugar recebeu e deu a artistas seres humanos uma inspiração incessante nestes mais q vinte anos de sua existência. Estes, por sua vez, foram atuados pela Liberdade do Espaço. É um misto de Terreiro de Candomblé, Pista de Sambódromo, Estúdio de Cinema, Locação da Natureza. E convida os seres vivos a transmutá-lo sem destruir, como Lina dizia: sua Arqueologia Urbana Estrutural, sua expansão na – e da – Natureza.

Lina chamava esta Obra de Arte Sempre Viva: ”Teatro Pé Na Estrada”.

Hoje vejo fazendo Parte das Malhas das Ciclivias de SamPã. As Obras Completas de Lina Bardi são devoradas em todo o mundo q vai em direção contraria à “Ordem e Progresso = à Repressão dos RoboCops da PM e TORRES”, cada vez mais estupidamente feias, caixotes amontoando-se sobre caixotes.

Lina já tem seu Centenário sendo celebrado em muitos lugares da Terra. Ela e Hélio Oiticica são os artistas dos que caminham aqui agora, na utopia já nos Corpos desColonizados nesta Era de Recolonização do Teatro de Espetáculo$ do Mercado e da Especulação Finaceira, irmã da Burocracia Stalinista, rediviva.

Este Teat(r)o é um Tabu na Metrópele de São Paulo. Há uma linha de certos “donos” de Lina e de jornalistas q os apoiam, que omitem stalinistamente o Teat(r)o Oficina. Desvalorizado pelos q fingem, neo-colonizadamente, negar nossa Existência, e q tramam agora o assassinato cultural deste lugar.

Dia 5 de dezembro, Centenário de Lina, vamos criar no Teat(r)o Oficina e seu Entorno Tombado um Rito Teatal Peripatético Multimídia com FOCO na contribuição milionária de Lina Bardi para o Teatro Mundial. Linhas escritas por Lina, Obra Teatrais d’Ela, no Oficina e fora dele, percorrendo várias Estações referentes às suas Obras Primas. Neste dia-noite, vamos estar em sintonia virtual com a Expo das Obras Completas de Lina em Munique, e outros lugares da Terra. Vamos virar do avesso o Tabu que a burguesia sem charme algum destes tempos tenta nos impingir. A maior glória q vivemos é ter essa burrice de burgueses, pequenos burgueses, burocratas, especuladores de SamPã, nos demoniando. Essas pessoas também são sagradas, pois nos aponta caminhos pra uma nova DesLobomização Descolonizadora de SamPã. Afinal, todos fazem parte desta famíla humana dividida: os q vivem pra representar com suas Po$es na Sociedade do Espetáculo, e os que vivem o instante presente, fora e dentro de Cena.

Neste dia será apresentado o Video-Filme q teve início em “Um Ônibus Chamado Lina”. O Oficina Uzyna Uzona percorreu num dia todas obras de Lina em SamPã, numa Acumpunctura Urbana. A Curadoria do MASP, na época, início de 2014, não nos deixou entrar; mas agora caiu. Lá deixamos no Vão Livre uma das agulhas. Mas hoje, graças à nova Curadoria de Adriano Pedrosa, os Cavaletes de Vidros para os Quadros dos Grandes Pintores estão retornando, exatamente por não seguirem os Padrões dos Museus do Mundo. E mais, para estarem todos reunidos numa Orgya da Pintura Mundial. Quadros de todas as épocas e lugares, contracenando-se entre si.

O q virou o Auditório do MASP e esconde um dos Teatros mais luxuosos de Lina, inspirado em Antonin Artaud, caminha para ser finalmente revelado ao Mundo. Lina projetou uma Ferradura de Cimento luxuosa e vivamente Armado, encontrando-se com um Palco. No centro estariam, em vez do Carpete e das Poltronas atuais, Cadeiras Giratórias para o Público. A ação cênica dos Atuadores pode acontecer nas Passarelas de Cimento e no Palco, e mesmo entre o Público sentado nas Giratórias. É uma exaltação ao cimento vivo, como terra cênica. A grandeza da obra original, nestes anos, foi escondida por um auditório como Lina Bardi comentava: ”auditório de coleginho de freiras, nunca mais vou pôr meus pés lá”.

Mas essa nova Curadoria do MASP dará, certamente, mais este Presente no aniversário dos 100 anos da amada AccuilLina.

4ª – Por que não há outras mulheres tão grandiosas na arquitetura quanto Lina?

Aí você se engana; há muitas mulheres e homens neste momento, em muitas partes da Terra, escolhendo a direção do “Pé na Estrada” de Lina. Só no “Teatro Oficina Uzyna Uzona” há duas Excepcionais Arquitetas Urbanistas: MariliaGelmeister & Carila Matzenbacher. Elas trabalham com a Complementação do Projeto de Lina para o Oficina e seu Entorno, embarcando nos Corredores Culturais do Bixiga, nas Malhas das Ciclovias até a Chácara do Jockey Club e também nas encenações das Peças Ritos q criamos. Como Lina detestava a palavra Cenografia, assim como faz o Teatrão de Palco Italiano, criou a palavra “Arquitetura Cênica” para cada peça.
A Partir deste texto começamos no Brazyl e no Mundo a trazer  para o dia 5 d Dezembro o incomensurável valor Terráqueo de Lina Bardi para o  Teat(r)o. Seu trabalho na Arquitetura Cênica tem o mesmo valor de todas suas Obras, assim como as linhas bem humoradas, mas severamente contundentes, q deixou por escrito.

5ª – Iam a restaurantes, bares, praças, cinemas, teatros?

O tempo q passamos juntos, trabalhando, criando, bebendo, comendo, dançando, aconteceu sempre entre a “Casa de Vidro” e os “SETS”, os in loco em q criamos. Seja no Oficina y no Teatro Ruth Escobar – “Gracias Señor” em SamPã, ou no Rio, no Teatro Tereza Rachel, ou na Ilha toda de Florianópolis.

Hoje, eu, vermelho ariano, estou totalmente concentrado em Lina, lendo principalmente as muitas linhas q Lina deixou, absolutamente contemporâneas, me preparando assim pro Rito d seu aniversário sagitariano no dia 5, sexta-feira; vão emergir muitas revelações…
 
SamPã, 2 de Dezembro de 2014
 
José Celso Martinez Corrêa
melhor: O Zé”,
como me chamava a amada e etherna Lina

Maquette Lina Bardi y Marcelo Susuki, 1980. Teatro de Estádio; à direita, Oficina c/ camarins abertos pra Cidade y Universo.

Maquette Lina Bardi y Marcelo Susuki, 1980. Teatro de Estádio; à direita, Oficina c/ camarins abertos pra Cidade y Universo.

Plano aéreo: Maquete Lina y Marcelo Susuky do Teat(r)o Oficina; ao fundo, Teatro de Estádio, vindo da Rua Santo Amaro até a Abolição. A construção do lado é de uma Villa antiga, q Lina gostava muito e q quis incorporar ao Teat(r)o Oficina (mas q foi demolida pelo Grupo Silvio Santos).

Plano aéreo: Maquete Lina y Marcelo Susuky do Teat(r)o Oficina; ao fundo, Teatro de Estádio, vindo da Rua Santo Amaro até a Abolição. A construção do lado é de uma Villa antiga, q Lina gostava muito e q quis incorporar ao Teat(r)o Oficina (mas q foi demolida pelo Grupo Silvio Santos).

Lateral com os camarins abertos para a Cidade e pro Universo.

Lateral com os camarins abertos para a Cidade e pro Universo.

Rasante, incluindo a casa que foi demolida

Rasante, incluindo a casa que foi demolida

Rasante de quina com um deck que seria construído no telhado dando para um Belvedere para o Estadio, do qual se vê os degraus da arquibancada

Rasante de quina com um deck que seria construído no telhado dando para um Belvedere para o Estadio, do qual se vê os degraus da arquibancada

Plano geral do estádio vindo da rua Santo Amaro até a Abolição

Plano geral do estádio vindo da rua Santo Amaro até a Abolição

Plano aéreo: o Teatro e o Teatro de Estádio + a casa que foi demolida

Plano aéreo: o Teatro e o Teatro de Estádio + a casa que foi demolida

Em 1990, enquanto íamos criando as 900 páginas desta Odisseia, ainda não totalmente encenada, Walmor Marcelo Drummond e eu, Zé, fomos encontrando, na VidaArte teat(r)al de Cacilda Becker, a desconhecidíssima história das gerações que nos antecederam, quer dizer, a história de nossa própria vida no teatro, mergulhada na phoderosa y TragiCômicOrgiástica história da humanidade de todos os tempos.
 
Como diretor, nunca levei meus textos da “Odisseia Cacildas”. Nos ensaios ouço phalas, sons, palavras, embriões cantados, musicais, gestos, luzes, objetos cênicos, interpretações cambiantes dos q vão atuar, e aos poucos a obra do papel vai ganhando os Corpos dos Cyber y Atuais Tecno Artistas, como uma peça sempre ethernamente contemporânea, em obras mutantes permanentes, sempre…
 
Vem o nascimento d’Ela na apostada em cena; depois, em cada bloco de tempo em q ela é esculpida na nossa carne pela carne do tempo.

Agora, 10 dias, 5 peças vezes 2, como o preço do ingresso Bancado pelo Banco Itaú 2 vezes, Itaú Cultural: R$2, 2(duas) Cacildas Protagonistas: Sylvia Prado y Camila Mota, 2 Cellos, dois Sopros, “Odisseia Cacildas” estreando a dia 12 d 12.

Mas desde a véspera do dia 5 já dedicada a Celebrar nosso 2, nosso Duplo: AcccuilLina Bardi, a Outra Cacilda, criadora do berço q concebeu, pro nascimento desta e muitas Odisseias Teatais: o Teat(r)o Oficina Terreiro Elekrônico, Obra de Arte tão Gêmea Viva da CosmoPolítica RITUAL q praticamos em nossas peças, q ficamos pasmos; Lina é mesmo uma Gêmea e q tem nos surpreendido sempre. Uma Arquitetura Urbana Teat(r)al ainda sendo completada, sempre viva y querendo mais vida.

Agora, o Mistério desses 15 dias, contando as pausas de descanso, meditação y nem sei o q mais. O q é?

Mais q nunca cabe ao Teatro quando é vivido com o público dessa maneira noturna radical, revelar com q energia poética, criadora, vital, nossos corpos vão atravessar essa Era q está berrando brutalmente a nossa frente, Era q já Éra. Começou tão mal, com o Espetáculo da Indignação Hipócrita diante da Corrupção essência do Capitalismo, anunciando cortantes ajustes fiscais cantados por Corais d’Ódios y Ressentimentos Reai$ Orquestrados em Magnificats, entoando um só mantra: “Vão pra Cuba q os pariu?”

Tem a ver. Teatro, quando é mesmo valioso, é rhealmente uma Cuba, Libre, Cuba Libre, com Coca Cola, Rhum y Santería, com Bloqueio Americano Caído a la Muro de Berlin dos Trópico. Aí me inPÍro mais ainda, quanto mais ouço esses mantras, pra esta Odisseia Tropical do teatro antropófago descolonizado, no desprezado cú do mundo Brasil, q eu, ao contrário, cobiço tanto!

5 peças, 2 vezes encenadas, 2 vezes em forma de uma peça só, totalmente nova no Juízo Final do Fim do Juízo no fim do ano de 2014.  Esse Back Ground me leva a descobrir agora, porque chamamos o q vamos fazer d “Odisseia Cacildas”.

O tempo pouco q atualmente gira mais rápido pros humanos não deu pra refazermos “Cacilda!” y “Cacilda!!Estrela Brazileyra a Vagar”. Sofri com isso.

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CACILDA! – Bete Coelho e Marcelo Drummond

 

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CACILDA!!! GLÓRIA NO TBC – Camila Mota e Marcelo Drummond (foto Jennifer Glass)

WALMOR Y CACILDA 68-AQUI AGORA - Sylvia Prado e Marcelo Drummond (photo Jennifer Glass)

WALMOR Y CACILDA 68-AQUI AGORA – Sylvia Prado e Marcelo Drummond (photo Jennifer Glass)

  3 momentos da ODISSEIA

1969. Esperando Godot.
No intervalo Cacilda tem um aneurisma e não volta pro segundo ato.
40 dias em coma.
No delírio de Robespierre, o Etherno Retorno.
O barbante não tem fim.

 

É q o Mundo, o Brazil, nós,estamos muito esquisitos
E o Teatro, como está? Assim:

Amanhã vamos na Audiência Pública na Assembleía Estadual, em torno do despejo do “NÚCLEO BATOLOMEU” o maior vexame em cima da ARTE TEATRAL em 2014.

Devia ser Premiado.

Este século 21 vive em seu início, sem exagero, um dos momentos de maior desprezo por esta arte multimilenar do Teatro q é o mesmo menosprezo q se sente pela vida intensamente vivida ao vivo das pessoas humanas, quase uma das muitas espécies em extinção.

No século 21, Vinte e uma Companhias de Pessoas da Arte Teatral, fecundadores de nossa Metrópole Enfartada pela Voracidade Descancarada do Espetáculo Boçal da Especulacão Financeira atualmente em Cartaz, estão na mesma situação do NÚCLEO BATOLOMEU: ameaçados por ações de Reintegração de Posse.

Nessas circunstâncias, essa “ODISSEIA CACILDAS”, reunindo um povo de mais de 60 pessoas (atrizes, atores, cantrizes, stage menager, contra regras, dançarinos, iluminadores, cineteatrógrafos, arquitetos, imagistas, maquiadores, camareiras, músicos, figurinistas, tradutoras, criancinhas, produtores, faxineiras, porteiros, administradores – tudo isso, em si, já é absurdo, impensável nos dias de hoje) faz desta “ODISSEIA CACILDAS” um Ato Cultural atrevido demais neste instante de 2014.

Muitos guardam silêncio por estarem perplexos, com os recentes acontecimentos. Nós vamos ter também silêncios vividos com a respiração das pessoas dos públicos, sons, palavras mantras, imagens q vão trazer a todos o q é função do teatro: trazer a alma deste tempo renovada, mágica e concretamente impulsionando a ação além do bem e do mal em um Toca em Frente q faz parte do destino do Circo Teato.

O material produzido é precioso, fértil como o que Ronda. Tudo é vivido em cena:
Cacilda, Walmor, Celi, Tônia, TBC, Berrini, PM, Robocops, prisões de manifestantes, despejos de teatros, Creontes Corruptos de todas os Phodere$ do Mundo e daqui da Capital do Capital.

Esse mergulho final, ao mesmo tempo inicial, marca uma pausa d pelo menos 2 anos na produção pelo Teat(r)o OficinaUzynaUzona da continuidade desta “ODISSEIA CACILDAS”. Há textos a serem montados, mas no futuro; agora, a obra viva da Atriz Matriz vai nos levar a sintomatizar o q fazer em 2015. Sobretudo no seu Final, às 2h30 da Tarde do dia 23 de dezembro, dia dos 27 anos de Ethernidade de Luis Antonio Martinez Corrêa, o Grande Humano Bicho de Teatro q tem sido sempre o descobridor, ao Sol deste dia de Amor Bruxo, do q vamos fazer no ano seguinte.

Saio da “ODISSEIA CACILDAS” só querendo A Mar Quente do Nordeste Amado pra meu urgente descanso de guerreiro exausto.

Ah! Seria lindo se a maioria viesse de Bike.

Estamos batalhando com o Marketing do Banco Itaú y amanhã começo a buzinar na Secretaria Municipal da Cultura: a construção de um  BICICLETÁRIO PRA TODOS.

É nosso desejo, nesses 15 dias, criarmos um acontecimento com o q está mais faltando neste Brasil esquisito, com muita gente apostando em seu fim Brasil. Está faltando, repito:  CULTURA VIVA NA CENA Y COM OS Q PODERIAM VIR AO OFICINA, PELO CHÃO D SAMPÃ, NESSA IMENSA CICLOVIA NATURAL Q NOS LEVA À CHÁCARA DO JOCKEY CLUB NA ERA Q ENGOLE A JÁ ERA DA PETRÓLEO.
 
Zé Celso
 
Véspera do Centenário de
Accuil Lína Bardi

VIVA!!!!!!!!!
 
SamPã Paraíso, 4 d dezembro Azul Sagitário de 2014
 
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