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Auê na audiência pública que debateu privatização do entorno. Subprefeito atônito diante das críticas. Tecnocratas ensaiam recuo – sem concretizá-lo, porém

Por Hugo Albuquerque, do Outras Palavras

Visivelmente constrangido, o subprefeito Alcides Amazonas foi encolhendo em sua poltrona, à medida em que ouvia as críticas – até que se retirou do recinto, meia hora após iniciada a audiência pública. Alguns assessores, galhardos, tentaram defender a proposta em debate. Inútil. Dezenas de intervenções, vindas de integrantes da sociedade civil, reduziram o projeto a seu real tamanho. Ficou claro que a “requalificação urbanística” (disponível aqui) pretendida pela prefeitura de São Paulo para a área em torno do icônico Teatro Oficina é o que parece ser: mais uma tentativa de privatizar o espaço público, entregando-o, a preços módicos, a grandes corporações. Ficou tão claro, aliás, que os representantes do poder municipal recuaram – ao menos em palavras. Das duas ameaças que pairam sobre o Oficina (leia texto de Zé Celso Martinez Corrêa), uma saiu combalida, da tarde da última quarta-feira, 3 de fevereiro.

A audiência fora convocada às pressas, pela subprefeitura da Sé (que administra a maior parte do centro de S.Paulo) em virtude da pressão popular surgida pela maneira pouco democrática de como o edital foi construído. O processo licitatório prevê uma concorrência entre empresas e/ou consórcios pela concessão de uso dos baixios do Viaduto Júlio de Mesquita, defronte ao teatro. São mais de 11 mil metros quadrados. Os interessados terão de desembolsar no mínimo 12 milhões de reais. Quem dispuser destes recursos poderá servir-se, por dez anos, de vasto território, em área “nobre” da cidade. O vencedor da concorrência terá direito à exploração comercial e gestão do espaço.

O Teatro Oficina, como existe atualmente, é obra da genial arquiteta Lina Bo Bardi — que assina outros marcos arquitetônicos da cidade como o Sesc Pompeia e o MASP. Foi escolhido, pelo prestigiado jornal inglês The Guardian, em 2015 como o melhor teatro do mundo.

Por coincidência ou não, o edital surge junto com a ameaça de construção de torres residenciais no terreno do próprio teatro, conforme narra Zé Celso Martinez Corrêa. A ameaça acaba com a vista da janela principal do lugar, parte essencial de sua estrutura, por sinal tombada, além de outros danos e potencial danos.

Na audiência pública, com o auditório da subprefeitura lotado, os participantes — membros do Oficina, moradores da região, ativistas e comerciantes levantaram importantes questionamentos ao subprefeito, seu chefe de gabinete e representantes de vários órgãos municipais.

O maior deles foi quanto a própria forma de construção do edital, sem a participação da sociedade civil. Além disso, levantou-se a ausência de previsão de gestão democrática do espaço, já que o próprio edital diz em seu item 1.8: “A concessão onerosa precedida de procedimento licitatório envolverá a totalidade dos espaços A, B e C, sob a gestão de uma única empresa ou consórcio, que terá a finalidade organizar o mix de atividades”.

Não existem garantias para que os pequenos comerciantes, que já desenvolvem suas atividades na área sob regime do Termo de Permissão de Uso (TPU), permaneçam. Conforme o item 40 do edital, a empresa vencedora dará a palavra final sobre a permanência deles.

Diante do protesto dos presentes, a subprefeitura comprometeu-se a realizar uma nova audiência, mais ampla, após o Carnaval. Também alegou que pretende incorporar os itens mais sensíveis da enxurrada de críticas a um novo texto — assim como tornar a redação de vários itens mais clara. O edital, contudo, já está publicado e vigente. Os representantes do prefeito não falaram em anulá-lo – apenas, em revê-lo – o que mantém a ameaça de pé, embora enfraquecida.

Ainda que a administração municipal defenda que a tal “revitalização urbanística” não consiste em uma medida higienista e antidemocrática, salta aos olhos a maneira como o processo de construção do edital foi realizado. Produzido pelos técnicos da prefeitura em seus gabinetes, ele ignorou a realidade política e social preexistente, as singularidades do Teatro Oficina bem como os grupos vulneráveis como moradores de rua e pequenos comerciantes.

Ronda o projeto o fantasma da gentrificação, do embelezamento urbano, sem a preocupações sociais – ainda mais, com a possibilidade de o espaço ser gerido de maneira centralizada pela empresa vencedora.

A prefeitura, que resolveu tardiamente se abrir ao diálogo, pode se utilizar da oportunidade para, ao menos, remediar os erros que cometeu, mas sua atuação cronicamente distante da multidão não gera muitas esperanças. A bola está, portanto, mais uma vez, com os movimentos interessados no Direito à Cidade e em um urbanismo democrático. Diante da tantos e tamanhos interesses econômicos, é preciso se preparar à altura do enorme desafio. A crise, em seu aspecto positivo, faz surgir a oportunidade de se enfrentar a gentrificação de maneira direta…

A PRESIDENTE DO CONDEPHAAT, ANA LUCIA LANNA, É O NOVO FELICIANO A INVERTER SUA FUNÇÃO NO CARGO Q OCUPA.

AO INVÉS DE CUMPRIR SEU DEVER DE DEFENDER O PATRIMONIO HISTÓRICO, ARQUEOLÓGICO, ARTISTICO E TURÍSTICO DO ESTADO DE SÃO PAULO ELA PERMITE AO GRUPO DE ESPECULAÇÃO IMOBLIÁRIA SISAN CONSTRUIR TORRES GIGANTESCAS NO ENTORNO DO TEAT(R)O OFICINA.

A FOTO DO PROJETO DO GRUPO Q ESTÁ NA ATA DA REUNIÃO DE 20 DE MAIO DE 2013 PARECE UM CARTOON DE ANGELI. GOSTARIA MUITO Q ELE FIZESSE UMA TRANS-CHARGE ACEITANDO O DESAFIO DE SUPERAR ESTA IMAGEM, Q FALA POR SI DAS BOAS INTENÇÕES DA CONSELHEIRA DO PATRIMÔNIO.

Simulação das edificações autorizadas pelo CONDEPHAAT no entorno do Oficina (destacado em vermelho)

Simulação das edificações autorizadas pelo CONDEPHAAT no entorno do Oficina (destacado em vermelho)

NINGUÉM PODE NEGAR Q O TEAT(R)O OFICINA É UM PATRIMÔNIO DA HISTÓRIA DO BRASIL NÃO SOMENTE POR TER LUTADO CONTRA A DITADURA MILITAR MAS POR ESTAR AGORA LUTANDO COM A DITADURA DA ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA Q TOMOU O APARELHO DO ESTADO DE SÃO PAULO OCUPADO POR AGENTES COMO DONA ANA LUCIA LANNA, QUE USA SEU PODER NO PRÓPRIO ORGÃO DE DEFESA DO PATRIMÔNIO CULTURAL PARA DELAPIDÁ-LO. UMA FORMA CONTEMPORÂNEA DE CORRUPÇÃO, TALVEZ A MAIS MONSTRUOSA DA HISTÓRIA DO BRASIL.

O TEATRO OFICINA, O 3º Q SE CONTRÓI NO LOCAL, É PROJETO DOS ARQUITETOS LINA BARDI E EDSON ELITO E COMPLETA 20 ANOS NO DIA 3 DE OUTUBRO. LINA BARDI DEFENDE A TRANSCRIAÇÃO DOS ESPAÇOS EXISTENTES A PARTIR DO SEU CONCEITO DE ARQUEOLOGIA URBANA: FEZ PERMANECER OS ARCOS ROMANOS DO PRÉDIO ANTIGO DO LOCAL, ANTERIOR AO TEAT(R)O OFICINA, E CONCEBEU UMA OBRA DE ARTE DE ARQUITETURA URBANÍSTICA DE TEAT(R)O QUE GANHOU VÁRIOS PRÊMIOS INTERNACIONAIS E ESTÁ PRESENTE NAS GRANDES REVISTAS DE ARQUITETURA DO MUNDO.

SEU PROJETO PRESSUPÕE SUA COMPLEMENTAÇÃO NO ENTORNO TOMBADO PELO PRÓPRIO CONDEPHAAT, POR CIDADÃOS DA ESTATURA DE JOÃO CARLOS MARTINS, SECRETÁRIO DE CULTURA, DO GEÓGRAFO AZIZ AB’SABER E DO ARTISTA DE TEATRO, PINTOR E ARQUITETO FLAVIO IMPÉRIO.

O COMPRESP, ÓRGÃO MUNICIPAL DE CULTURA, TAMBÉM TOMBOU O OFICINA HÁ 20 ANOS ATRÁS. ASSIM COMO O FEZ O INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL, O IPHAN, NO DIA 24 DE JUNHO DE 2010, INCLUINDO A RECOMENDAÇÃO EXPRESSA PARA QUE OS ORGÃOS DE PRESERVAÇÃO DO PATRIMˆONIO CULTURAL DO ESTADO DE SÃO PAULO, DA PREFEITURA DE SÃO PAULO E O MINISTÉRIO DA CULTURA NEGOCIASSEM SEJA A DESAPROPIAÇÃO OU OUTRO MEIO PARA DESTINAR O ENTORNO DO OFICINA À COMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO INICIAL URBANÍSTICO DE LINA.

SOMOS ARTISTAS Q HÁ MAIS DE MEIO SÉCULO VEM PRODUZINDO OBRAS DE ARTE, SOMENTE INTERROMPIDOS COM A PRISÃO E TORTURA DE MUITOS DO OFICINA Q ENTRETANTO, EXILADOS, CONTINUARAM SEUS TRABALHOS EM PORTUGAL, MOÇAMBIQUE, INGLATERRA E FRANÇA. NA ABERTURA ESTREITA, GRADUAL E RESTRITA RETORNARAM À DEFESA DE SEU ESPAÇO Q COMEÇOU A SER COBIÇADO PELO GRUPO SILVIO SANTOS E OCUPARAM-SE EM DESENVOLVER AS OBRAS PRIMAS Q ESTÃO PRATICANDO NO LOCAL.

A MINISTRA MARTA SYPLICY ESTAVA – E SEI Q CONTINUARÁ – NEGOCIANDO UM TERRENO DA UNIÃO PARA TROCAR COM SÍLVIO SANTOS PELO TERRENO DO ENTORNO Q JÁ OCUPAMOS. ENTRETANTO LEIO HOJE NA MÍDIA Q SILVIO SANTOS, Q PROPÔS A TROCA, ESTÁ DESAPARECIDO HÁ DOIS MESES.

FELIZMENTE ESTAMOS COM CACILDA BECKER NOS INSPIRANDO EM CACILDA!!!, NOSSA NOVA PEÇA QUE ESTREIA DIA 3 DE OUTUBRO, ANIVERSÁRIO DE 52 ANOS DO TEATRO OFICINA. NESSE DIA VAMOS ESTAR COM O NICK BAR INSTALADO NO NOSSO ENTORNO.

TERMINO LEMBRANDO Q A PROTETORA DO PATRIMÔNIO DO ESTADO DE SÃO PAULO DETERMINOU UM METRO E OITENA CENTÍMETROS PARA PRESERVAR O Q? O JANELÃO LARGURA MASP Q LINA RASGOU NO ESPAÇO DO TEATRO RUA? OU PARA CORTAR A ÁRVORE SAGRADA, TÓTEM, A PRIMEIRA A DAR SUA SOMBRA AO TERRENO DO NOSSO ENTORNO? ELA QUER CORTAR A CEZALPINA, O PAU BRASIL, Q SIGNIFICA TODO TRABALHO ECOLÓGICO DA ASSOCIAÇÃO TEATRO OFICINA UZYNA UZONA.

ZÉ CELSO

Simulação da circulação que restaria no entorno do Oficina com a construção das torres da Sisan

Simulação da circulação que restaria no entorno do Oficina com a construção das torres da Sisan

Zé Celso,
tudo bem?
Sou repórter do Estadão e estou entrando em contato para saber se você tem interesse de participar de uma seção que temos aqui no caderno de Nacional.
Conversei com o Marcelo há pouco e ele me disse que a melhor forma de entrar em contato seria por e-mail.
Estamos ouvindo alguns paulistanos por causa das eleições. Por isso gostaríamos que você respondesse a seguinte pergunta:

Em qual São Paulo você gostaria de viver nos próximos quatro anos?

A mensagem tem que ter algo entre 400 e 450 caracteres.
Aguardo seu contato.
Abs,

Isadora Peron | Editoria Nacional | S.A O Estado de S.Paulo

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Ió! Isadora,

sei que você não vai publicar
mas não vou te enrolar
vou ser concreto

gostaria de viver o que chamam de São Paulo
longe deste nome de um Santo Casto Careta Igrejeiro.
Por isso chamo esta Metrópole de SAMPÃ
pois esta cidade é de PÃ
quer dizer: TUDO! PODE TER E DAR PRA TUDO E TODOS
Ió Pã!

Sendo mais objetivo ainda:
queria que a Prefeitura destes 4 anos
estivesse inspirada por este Projeto criado por inúmeras equipes dos profissionais transumanos de várias áreas
onde todas as especialidades antropofagiaram-se diante de uma visão holística e um Objetivo comum:
arrancar nossa cidade das mãos da especulação finaceira
da suicida e cega especulação imobiliária
do elitismo cafona que quer massacrar os pobres
como seus inimigos principais
com suas políticas sórdidas de violenta higienização
seu horror à vida e à natureza
seu moralismo
sua mania de emporcalhar lugares lindos com letras feias
sem imaginação
como vi
com estas palavras hipócritas:
“SOLIDARIEDADE”, “RESPEITO” etc…

Gostaria muito de viver nossa cidade governada pelo Projeto exposto por várias equipes
que o construíram como Projeto a ser pilotado por Fernando Haddad, na Prefeitura de SamPã.

Estive com estas pessoas q fabricaram esta maravilha pra nossa Metrópole
uma das 4 maiores do Mundo
que até agora só foi governada pelas menores inteligências do capitalismo mais selvagem e provinciano brasileiro.

Foi no encontro de Fernando Haddad com os produtores de Cultura na noite de 2 de outubro no Teatro Jaraguá que vi, ouvi, vibrei com a organicidade desta visão desetabilizadora da ordem fascista que nos quer dominar.

Pessoas inteligentes, bem preparadas: técnica e afetivamente inventaram uma Estratégia, um Plano de, no meio da Poluição, começar a fazer surgir uma Cidade Respirável gostosa.

Nestes dias decisivos para a cidade reafirmo
gostaria de ver SamPã tendo como Prefeito Fernando Haddad
um dos mais preparados homens públicos que o Brasil já produziu.

Lula realmente é um Caçador de Talentos.
Depois de Dilma: Fernando Haddad.

Nunca vi, ouvi, recebi um discurso político de tanta simplicidade, clareza, grandeza, visão de Homem da Vida = Homem Público.
Pessoa q soube devorar as experiências por que está passando.

Das 100 Periferias onde gastou a sola de seu sapato soube tirar inúmeras sacações,
amadurecer como ser-humano-político de sensibilidade universal
num vir a ser não ser-vil

Nesta espécie em extinção como a dos Políticos Atuais no Brasil,
surgiu este homem muito bonito, recém-nascido para a Arte Política do Poder Humano
da Arte Pública no Brasil.

Sei que em sua gestão poderia acontecer o sonho de Lina Bardi, das pessoas que passaram, das que estão no Oficina Uzyna Uzona hoje, do meu próprio Delírio sonhado há 53 anos na Rua Jaceguay 520:
o “AnhangaBaú da Feliz Cidade” com seu Teat(r)o de Estádio Oswald de Andrade realizando a Copa de Cultura de 2014;
a Universidade Antropófaga;
e a Oficina de Floresta que vai semear o BIXIGA VERDE novamente como Coração Cosmopolita e Popular da Cidade.

Mas não sou idiota, vejo além do Ponto de Vista de minha Perspectiva pelo que vi acontecer na Noite de 2 de Outubro de 2012.

O Plano deste Candidato, já vitorioso pelo que virtuosamente deu à sua Cidade Natal:
a Realização dos Sonhos para todas as pessoas que amam a Vida das Periferias, dos muitos Centros da Capital
que não a desejam mais como Capital do Capital
como Cidade anunciadora da Era da Economia Verde.

José Celso Martinez Corrêa

Vibrando nesses últimos 4 dias que antecedem uma eleição pra q SAMPÃ escolha um destino novo pra si mesma
além dos carros, do terror do trânsito, da miséria, da poluição, do massacre humano pior dos piores:
o que vem do desprezo à Orgya
do Cultivo da Arte de Viver Gozozamente = a Beleza, a Arte, a Cultura.

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Veja como foi o encontro no blog da campanha e no Flickr.