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Zé Celso me pediu que eu relembrasse um pouco a ação política de meu pai referente ao patrimônio cultural paulista, e também brasileiro, de quando ele esteve à frente do Condephaat, no início dos anos de 1980.

Naquele momento travado da cultura política do Brasil, em que o processo de redemocratização se tonara irreversível, mas também parecia sempre adiado ao infinito pelos interesses bem incrustrados na ditadura militar, que parecia não querer acabar nunca, uma série de buscas políticas renovadoras emergiram desde a sociedade civil que, com um grande esforço pela diferença, e em luta constante contra o poder autoritário, manteve-se viva ao longo dos anos de 1970. Tais ações projetavam esperança em um tempo renovado que estaria por vir, e que, como todos sabemos, hoje podemos dizer que não correspondeu ao que se sonhava. No bojo deste movimento bem mais amplo, meu pai, geógrafo e cientista importante, com obra real que se tornou conhecida em todo mundo, professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, assumiu o órgão responsável pela memória e a manutenção do patrimônio histórico e cultural do Estado de São Paulo. Ele presidiu o Condephaat por pouco mais de um ano, o suficiente para a produção de uma política fortemente renovadora do entendimento da ideia de patrimônio e do vínculo da gestão pública com a cultura viva, a mais viva possível.

Além de valorizar e buscar acelerar o processo de tombamento de bens tradicionalmente reconhecidos como patrimônio histórico, Aziz Ab’Sáber interveio em dois universos até então desconsiderados no âmbito da preservação, e mesmo do reconhecimento, de valores históricos materiais. Em primeiro lugar, ele promoveu o tombamento de importantes bens coletivos referentes a espaços ambientais de grande escala, de escala propriamente geográfica, como a Serra do Japi e todo o espaço natural remanescente de mata atlântica original da Serra do Mar de São Paulo, desde então felizmente preservada da desastrada intervenção humana – 91,5% da mata nacional foi destruída, e São Paulo, talvez por esta política, é o Estado que mais preservou algo da mata original, contida exatamente no setor da Serra. E, em um segundo e igualmente importante movimento, ele promoveu o surpreendente reconhecimento como patrimônio de bens muito recentes, modernos, ainda em processo histórico vivo e em pleno desenvolvimento, mas que implicavam grande impacto real, de importância irrecusável, na própria cultura brasileira contemporânea.

O exemplo máximo desta nova política foi o tombamento muito especial do Teatro Oficina. Me recordo quando meu pai, em um dia chuvoso me convocou – eu tinha 17 anos – para ir com ele ao Teatro, afirmando enfaticamente tratar-se de uma joia da cultura contemporânea, algo realmente importante. Ele queria de todo modo que eu conhecesse Zé Celso, com uma insistência que era relativamente rara em relação aos seus amigos. Fomos ao teatro, uma vez, para assistir a montagem experimental de Na selva das cidades em pleno espaço do canteiro de obras, daquilo que um dia viria a se tornar outra obra prima de Lina Bo Bardi. E fomos outra vez, em uma noite também muito fria, para uma projeção da filmagem de O rei da vela.

Quando cheguei ao teatro e me deparei com a situação de obra inacabada, que levaria ainda muitos anos para se completar, confesso que então não compreendi o avanço, hoje óbvio, da concepção de cultura que animava meu pai como preservacionista. Para mim, no imaginário conservador de um garoto protegido de classe média intelectualizada – às voltas com as primeiríssimas leituras de Machado, Oswald, Mário, Drummond, Borges, Flaubert, Kafka e Dostoievski, da poesia concreta brasileira, que animava muito os adolescentes da época, e ouvindo muito Caetano e The Clash – patrimônio ainda se referia vagamente a lugares construídos que implicassem em relevante qualidade artística, ou valor cultural, com originalidade histórica. Enfim, qualquer coisa antiga, importante e bonita. Era difícil entender como era possível se tombar, como patrimônio, um canteiro de obras.

Mas meu pai era maduro para estas coisas. Ele já sabia do impactante projeto de Lina Bo Bardi e de Zé Celso para o lugar – então apenas uma maquete – e partilhava fortemente da ideia daquela contribuição à cidade, antecipando o processo e protegendo o teatro dos inimigos já presentes na especulação imobiliária. De algum modo, ele já antevia aquele que seria o melhor teatro do mundo, como o jornal britânico The guardian escreveu a respeito do Oficina em 2015. Era um pacto histórico estratégico de forças e de homens muito diferentes entre si, a um tempo visionários e pragmáticos, que sonhavam mesmo com o atual Teatro Oficina Uzyna Uzona, e sua imensa contribuição à vida da desnaturada cidade de São Paulo.

Além disto, e o mais importante, meu pai me fez ver que aquela obra imensamente atrasada era de fato a representação presente, mas também em perpétua gestação, do Teatro Oficina: o Oficina de José Celso Martinez Corrêa, o Oficina do escândalo brasileiro universal do Rei da Vela de Oswald de Andrade, o Oficina dos atores espancados por paramilitares em 1968, quando da encenação de Roda viva de Chico Buarque! Era de fato, e principalmente, este movimento social e artístico limite, e contemporâneo, do mais forte e exigente do Brasil, que simbolicamente meu pai ajudava a “tombar” quando tombava o que era então o espaço em obras do teatro. A política cultural de patrimônio dava assim uma guinada espetacular, rumo à vida moderna e contemporânea brasileira. Talvez só o Teatro Oficina permitisse de fato tal passo, da criação real de uma nova política de patrimônio. Estes termos possuem todos afinidades eletivas internas.

Aquela ação cultural foi de extrema importância para que pudéssemos chegar a ter este melhor teatro de hoje, com o seu forte impacto na vida do bairro e da cidade. Pois, já naquele tempo, há mais de trinta anos, o teatro era acossado fortemente pelos imensos interesses imobiliários, muito grosseiros, que o cercavam, e que desejavam o seu próprio espaço. E estávamos ainda em uma ditadura militar, em seus estertores, mas que ainda colocava bombas em shows de 1º de maio com milhares de pessoas presentes. Sem o tombamento do movimento do Oficina, bem combinado entre o professor e os artistas, que não foi inteiramente fácil politicamente, talvez hoje nós não tivéssemos o incrível casamento de mais uma obra prima de Lina Bo com a paixão dionisíaca de Zé Celso, que ocupa e que anima o pedaço, mantendo viva a tradição radical moderna brasileira com suas obras fortes.

Como a atual e lindíssima montagem de Mistérios gozosos, baseado no “Santeiro do mangue” do patrono Oswald de Andrade, que comenta com rigor erótico máximo nossa atual situação contemporânea desoladora. Uma peça que fala exatamente a situação que aflige o Teatro mais uma vez. Sem aquela ação pública decisiva no início dos anos 80, daqueles homens de fato modernos, o Grupo Silvio Santos simplesmente teria vencido já na época, e todos nós teríamos perdido para sempre o Teatro Oficina, e tudo o que ele representa.

Era uma concepção de cultura e de vida pública mais radical, mais livre e muito mais relevante que animava aqueles homens, ao final da violenta ditadura militar de 1964-84 brasileira. Ela não passava de nenhum modo por uma cultura geral da mercadoria, mas pelo espaço público, pela arquitetura coletiva e de alto repertório, e pelo teatro crítico radical. Era um movimento político, envolvendo arquitetos, professores universitários, burocracia estatal e artistas, que sonhavam, e que ainda realizavam o melhor. E nós sabemos que aquele movimento fazia parte de um outro movimento, muito mais amplo, o da fundação de um novo e renovado partido nacional de esquerda. Naquele tempo, de algum modo próprio à época, as pessoas sabiam o que estavam fazendo e faziam exatamente o que tinham que fazer. De modo diametralmente diferente das ações erráticas, débeis, dúbias, quando não perversas do campo da política, e da política da cultura contemporâneas. Incluindo aí, agora, o já precocemente envelhecido, vencido pela adesão ao velho Brasil, grande partido de esquerda.

No final de 2015, conforme me contou um conselheiro do Condephaat, o meu amigo e historiador Pedro Puntoni, o Conselho barrou pela segunda vez uma tentativa do governo do Estado de São Paulo de adentar o perímetro tombado da Serra do Mar – por Aziz Ab’Sáber e pelo próprio Estado – para retirar água de um rio, ainda bem protegido no interior da Serra. Assim, mais uma vez, buscou-se somar um erro a outro: além do descaso com o sistema de abastecimento de água da cidade e do Estado de São Paulo, tentava-se destruir, como se fosse letra morta, o patrimônio público tombado do Estado, no caso, um raro patrimônio ambiental. Nas reuniões que barraram aquele processo, como agora, as ideias firmes, que não se enganavam sobre estas coisas, de Aziz Ab’Sáber foram evocadas, e a lei de proteção idealizada por ele foi, no último segundo, ainda protegida. Pedro Puntoni lembrou mesmo o preceito esquecido que Aziz professava: “Não temos o direito de penalizar as gerações futuras com os erros do presente, destruindo patrimônio ambiental que não nos pertence.”

Ao invés de finalmente dar andamento ao importantíssimo e totalmente esquecido Projeto Floram, realizado por uma grande equipe multidisciplinar na Universidade de São Paulo, e coordenado por Aziz Ab`Sáber, ainda em 1990, de reflorestamento sistemático e maciço do Estado de São Paulo e de todo o país, e assim manter e recuperar a flora, a fauna e as águas do Estado, se “pensou” em destruir mais um patrimônio coletivo, matando um rio, em detrimento das gerações futuras, que deverão pagar pela nossa regressão satisfeita, intelectual e ética, como pagamos hoje pelos grandes erros acumulados de nossa modernidade equivocada. Do mesmo modo, ao invés de se realizar um inteligente zoneamento ecológico e econômico da Amazônia, como meu pai escreveu em meados dos anos 90, o governo brasileiro, do qual ele se afastou nos últimos anos de sua vida cidadã, tem que explicar ao mundo, sempre e a cada ano, os constantes e massivos desmatamentos, em uma reiterada destruição de capital social, cultural e ambiental, incalculável, que visa apenas, mais uma vez, o capital privado imediato.

Do mesmo modo, observamos agora, ainda mais uma vez – após trinta anos do tombamento – a tentativa de liberar o espaço em torno do Teatro Oficina – uma obra prima da arquitetura mundial, um trabalho artístico e social de relevância histórica reconhecida, o teatro cuja energia circulante fez dele o melhor de todos, segundo os ingleses – para mais uma rodada de ataque especulativo ao bairro do Bixiga e à cidade de São Paulo. Mais uma vez, se busca reduzir o espaço cultural e público, o espaço da fruição estética e crítica, de experiência vital, para ocupá-lo com o espaço monótono e feio da cidade privativa, desde o projeto especulativo até o uso e a paisagem final, tão pobre.

O Brasil, e a cidade de São Paulo, não fizemos o trabalho de crítica mínima da produção ditatorial sobre as nossas vidas. Pois, ao invés de derrubarmos definitivamente o Minhocão – o elevado Costa e Silva – e tudo o que ele representa de ruim e mal para a cidade, e mantermos a importante praça agregada aos trabalhos profundos do terreiro eletrônico do Teatro Oficina, queremos mais uma vez encarcerar o Teatro com prédios paupérrimos, para a produção mais comum da cidade ruim de todos os dias. A mesma cidade que alimenta hoje os homens muito ruins, política e intelectualmente, de todos os nossos dias.

Tudo parece indicar que, pelo menos em outros tempos, com o trabalho de homens e mulheres como Zé Celso, Lina Bo Bardi e Aziz Ab’Sáber – e ainda tantos outros – o Brasil foi, ou buscava ser, um país inteligente e generoso. Bem mais do que o país muito discutível, esperto, arrogante e oportunista, para não dizer burro, que nos tornamos hoje.

 

Tales Ab’Sáber,

psicanalista , Professor da Universidade Federal de São Paulo.

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O Teat(r)o Oficina visto a partir do seu entorno: terras demarcadas pelo próprio processo cultural teat(r)al nelas cultivado. Foto Markus Lanz.

Há 58 anos o Teat(r)o Oficina cultiva a cultura no número 520 da rua Jaceguay, no Bairro do Bixiga y seu entorno. Há 34 anos lutamos contra o massacre predatório da especulação imobiliária no bairro, baixado, incorporado, no capital do grupo Sisan, empreendimento imobiliário – braço armado da especulação imobiliária do grupo Silvio Santos.

A partir de 2010, quando o Teat(r)o Oficina foi tombado pelo Iphan, o próprio Silvio Santos colocou francamente a questão: Já q a partir de agora, não podemos construir mais nada em nosso Terrenoeu não desejo empatar o trabalho de vocês, nem quero que vocês empatem o nosso, proponho a troca do terreno de propriedade do grupo por um terreno da união do mesmo valor. 

Diante dessa proposta, boa parte dos representantes do poder público deram início a uma articulação política para que a troca fosse feita, e o terreno do entorno do teatro tivesse destinação pública e cultural. Neste mesmo ano, foi estabelecido um contrato de comodato entre o Grupo Silvio Santos e a Associacão Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona. A ocupação do Terreno teve início através de um Ritual Teatral: uma Tenda de 2.000 lugares para o Público foi levantada pra que se encerrasse a Temporada Nacional das “Dionizíacas 2010”, com a encenação de “Bacantes”, O Banquete”, “Cacilda!! Estrêla Brazyleira á Vagar”.

Na Estréia ox atorexs y  Público em Cena no Nô Japonês “ Taniko”,  derrubaram os  Muros do Beco sem Saída q limitavam a Pista do Teat(r)o Oficina, Rua Lina  Bardi e, atuando, descendo uma longa rampa, pisaram  nas terras do Entorno Tombado pelo Iphan, penetrando na “Taba do Rito”. Há 5 anos, o Terreno vem sendo cultivado e cultuado pelo Público nos Ritos Teatrais do Oficina Uzyna Uzona.

No entanto, desde 2009, uma parte do grupo Silvio Santos vem tentando aprovar seu atual empreendimento imobiliário – as torres residências, nos órgão de preservação do patrimônio. O IPHAN, órgão de preservação do âmbito federal, vinha impedindo a aprovação do empreendimento. Esta deliberação ganhou um prazo limite para o dia 22 de janeiro, caso contrário, o Iphan está ameaçado de multa pelo grupo especulador, decidida no Ministério Público.  

Diante da situação, o Iphan manifestou não ter instrumento jurídico para barrar o empreendimento, mas hoje re-existe, convocando representantes do poder público aliados e diretamente envolvidos no processo de defesa do patrimônio cultural, sobretudo ligados aos movimentos da Troca de Terrenos do Entorno do Oficina, por um Terreno da União, para uma reunião nesta data limite da deliberação: hoje, 22 de janeiro.

O Objetivo é criar uma estratégia, numa articulação conjunta dos órgãos de preservação do patrimônio federal (IPHAN), municipal (CONPRESP), secretaria municipal de cultura, ministério da Cultura, SMDU (secretaria de desenvolvimento urbano) para dar a única destinação possível para este último pedaço de terra do bairro do Bixiga: área demarcada pública, de uso estético, cultural, político e Ritual.

As Terras do Oficina são terras demarcadas pelo próprio processo cultural teat(r)al nelas cultivado, permanentemente florescente, em cada estação.

O projeto atual da SISAN encaixota o teatro e encerra o janelão de 100m² na escuridão com a proposta de um empreendimento imobiliário de impacto incalculável, tanto na obra de arte feita por Lina Bo Bardi e Edson Elito: considerada no fim do ano de 2015, pelo The Guardian, como o melhor teatro do mundo, quanto ao Corpo de Artistas de Muitas Gerações que criaram esta Companía de Artistas de 58 anos, em Permanente Mutação Geracional, cultivando estas terras com uma revolução Teat(r)al.

Os órgãos de preservação alegam, a primeira vista, não ter instrumentos jurídicos para deliberar contra o empreendimento, mas claramente o projeto entope as ruas do Bixiga com uma frota nova de carros, descaracteriza o traçado original e tombado do bairro e assombra uma sobreposição de áreas envoltórias de bens tombados, formada pela Casa da dona YayáTBC Teatro Brasileiro de ComédiaTeat(r)o Oficina, Vila Itororó e conjunto de sobrados da rua Japurá.

A aprovação das torres certamente escancara como nunca antes o bairro do Bixiga para a entrada da especulação imobiliária, sobretudo porque o projeto vem aparelhado com o lançamento a toque de caixa de um edital para leiloar os baixos do viaduto Julio de Mesquita Filho, em frente ao teatro, rasgando boa parte do bairro do Bixiga, criando uma verdadeira cicatriz urbana.

O edital, parece que vindo da Prefeitura, entrega a área ao maior capital oferecido para explorar comercialmente os baixos do viaduto, num projeto que nem sequer obriga a empresa vencedora a conhecer o espaço terreno; se caracteriza assim um movimento de capitalização voraz de qualquer terra pública que se aviste, como se toda terra precisasse se tornar lucrativa para atender o que o poder público chama de “revitalização”. Levados pela paranóia econômica de que diante do dito caixa zero dos cofres públicos, toda a sobra de espaço que ainda re-existe em são Paulo precisasse ser entregue à iniciativa privada, para o mercado ditar o destino das terras públicas e da cidade, o que se cria é uma situação permanente de violação e submissão da cultura ao capital.

Trazemos agora a presença de Aziz Ab’Saber, o geógrafo q foi presidente do Condephaat nos anos 80 e ao mesmo tempo Tombou a Serra do Japí, o Teat(r)o Oficina e um Território Indígena em São Paulo.

Quando as pessoas que ocupavam cargos de proteção cultural diziam a ele que não tinham Poder, ele refutava com seu próprio exemplo, declarando que o Poder é de quem o exerce. 

Em 2010, junto com o tombamento do Oficina pelo Iphan, outros dois tombamentos foram aprovados. Um deles protege 14 bens da imigração japonesa no Vale do Ribeira, em São Paulo – fábricas, igrejas, casas e até as primeiras mudas de chá Assam (preto) plnatadas no Brasil, em 1935. Também foram protegidos dois lugares considerados sagrados por índios do Alto Xingu, no Mato Grosso – o Iphan atendeu a pedidos das etnias waurá, kalapalo e kamayurá. Os dois lugares, chamados Sagihengu e Kamukuwaká, fazem parte do Kwarup, a maior festa ritualística da região.

Mirando-nos no exemplo da atuação de Aziz Ab’Saber, temos a certeza de que hoje, os representantes do Poder do Patrimônio Cultural, Brasileiro e de São Paulo, que se reúnem nesta Capital do Capital, encontrarão medidas que impeçam que o Poder do Capital Especulativo, camuflado em argumentos jurídicos, massacre o Poder Cultural da Justiça, em sí.

O Poder Político Humano dos que ocupam os Órgãos de Patrimônio referidos, tem no dia de hoje o apoio de todos que acreditam no Poder da Cultura e da Inteligência da Criatividade Humana para a resolução das equações mais ameaçadoras da Crise Econômica.

Antes de tudo, vivemos pra transmutar uma Crise que é, muito mais que econômica, uma questão Cultural e Política. Crise é momento de Criação de novos caminhos para um novo tempo.

Hoje, a perspectiva que o poder público precisará ter, é da Cultura e não do direito como paradigma da Política; e do Teatro como Paradigma de Vida.

Assino em baixo:

José Celso Martinez Corrêa – 78 anos, Presidente da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona

Essa entrevista foi feita com o jornalista Miguel Arcanjo Prado em dezembro de 2015, para o Portal UOL, que a publicou com algumas edições. Agora, ela segue aqui na íntegra:

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Zé Celso em cena de Mistérios Gozósos. Foto Jennifer Glass.

Por que você resolveu recriar Mistérios Gozósos neste momento?

Pra trazer pra este coito interrompido q estamos vivendo o olho d´água da renovação permanente da vida, q é o Gôzo Gozado d quem todos somos filhxs, em suas Gotas antropogafiadas pelos Mistérios da Boceta d nossas mães; ou, simplesmente, ejaculado por prazer de semear alegria na Terra.

Como a peça Mistérios Gozósos dialoga com o Brasil atual?

Ela não dialoga, ela nutre nossos corpos cansados d explicar o mar, q batizamos d A Mar; mas esse nós não somos nós do Oficina UzynaUzona, somos todos os habitantes dos versos d Oswald: “Há um grande cansaço d explicar o mar…”, q termina na Mar d Amar

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Roderick Himeros e Carina Iglecias em Mistérios Gozósos. Foto Jennifer Glass.

Qual sua percepção do atual momento sociopolítico (a tentativa de processo de impeachment contra a Dilma, a carta pública do vice-presidente)? Você teme um retrocesso democrático?

Ele já esta aí, desde o dia 26 d outubro, quando a direita passou raspando, mas perdeu a eleição. Há uma ditadura no Congresso, q já nascia da onda d ressentimento, ódio, revanchismo d não saber perder. Temos é q nos livrar desta Ditadura q continua do período Civil Militar d 64 até agora.

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Joana Medeiros vive Madame Bovary. Foto Jennifer Glass.

Você coloca a bancada BBB, Bíblia, Bala e Boi em Mistérios Gozósos. Por quê?

Porque parece uma peça Gozada de Brecht, essa união de Pastores Gangsters q privatizaram o Congresso pra exercer uma ditadura q esculhambou com a Economia y a Política do Brasil. Y como o Nazismo, vai acabar mal, devia desde já ser Impichada.

 O que você achou das ocupações das escolas pelos estudantes pelo não fechamento das unidades, conseguindo fazer o governo estadual voltar atrás?

Não arregramos e continuamos não arregrando, já sacou q isto está acontecendo no Brasil? Y as mulheres q não aceitam a criminalização da liberdade d seu próprio corpo! Y os Sem Teto! Y o povo do Teatro não de Shopping, mas d Rua?!

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Sylvia Prado é Lurdz, a Paulista. Foto Jennifer Glass.

Por que resolveu manter Mistérios Gozósos em cartaz no Natal e no Ano-Novo?

Porque estamos com esta peça q é um Auto de Natal do Catolicismo Antropofágico do Brasil do Século XXI. Ela já foi feita aqui no Natal d 1994. No Reveillon vai ser maravilhoso. Quando der Zero Hora, estaremos com as Pessoas q vierem pra festa, cercado de 20 minutos dos Fogos de toda SamPã, por todos os lados. Lindo!

Este ano é atípico: sentimos que, desde o Público q veio estar conosco em “Pra Dar um Fim no Juízo de deus”, d Artaud y, logo a seguir, com “O Banquete”, d Platão, tivemos o Oficina sempre lotado. O Povo q está vindo ao Teat(r)o Oficina neste ano de 2015 y a todos os Teatros de Rua d SamPã, sente q Teat(r)o junta pessoas q buscam uma transmutação Antropofágica. O teatro desde Dionísios é uma Arte Antropófaga q junta, mistura, come y dá de cumê tudo igual à cidade de SamPã – não São Paulo.

Nestas datas, y mais a do aniversário desta Cidade, dia 25 d janeiro de 2016, estaremos festejando.

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Mariana de Moraes (Eduléia) e Marcelo Drummond (Jesus das Comidas)

Quais são seus planos para o Oficina em 2016?

Estar respirando, descascando os Pepinos d saber como vamos criar na dureza geral, em todos os sentidos, os Poemas Teatais na Terra Sagrada do Teat(r)o Oficina. Cuidar desta Obra d’ Arte Arquitetônica Urbana y dar continuidade ao q está sendo gerado no Mangue Sertão, dos Mistérios Gozósos.

O que não dá? O que você deseja para o Brasil em 2016?

Desejo muita Libido pra florescer a Vida de todos os Direitos y Desejos Trans Humanos, Humanos d nós todos Mamíferos, Bactérias, Minerais, Florestas, de toda essa Humana demasiadamente humana, Terra.

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Camila Mota e Marcelo Drummond em cena de Misterios Gozósos. Foto Jennifer Glass.

O que um ator precisa ter para ser do Oficina?

Palhaço Curioso

Por que você faz teat(r)o há tanto tempo?

Por Amor aos Fatos; aconteceu assim y vou fazer até desapare-ser, porque, até esse instante, minha vida é Teat(r)o d SamPã y do Mundo, d Pan, q tem Tudo incluso, o Tudão, como João Gilberto chama o Universo y tudo q existe – e q dá pra ver lá do Oficina, do Janelão de Vidro: a Cidade, a Lua, a Chuva, o Sol. Enfim, o “tudão”.

Qual a coisa mais importante no mundo para você?

Estar aqui agora, doido pra beber um vinho, brindando a você y a quem for ler esta entrevista na íntegra no UOL.

Por quê?

Parece que teatro é sempre aqui agora, a gota q goza.

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Teatro_Oficina_foto_Marcos_Camargo

Teat(r)o Oficina em foto de Marcos Camargo

The 10 best theatres The Guadian -11 december 2015

From gilded music halls to ancient stone, the Observer’s architecture critic presents his choice of the world’s most stunning stages

Rowan Moore

1 | Teatro Oficina

São Paulo, Lina Bo Bardi, 1991

A long, narrow, street-like space

in the burned-out shell of a former theatre

that is watched by a wall of galleries built out of scaffolding.

Built to serve the orgiastic performances of the theatre’s creator Zé Celso,

who has claimed that the idea for the open plan came

when, on an acid trip and running from the police,

he found himself trapped against a solid wall.

Teatro Oficina has challenging sight lines,

hard seats

and is very much not the shape theatres are meant to be,

but is all the more intense for that.

……………

Tradução pro Brazylero:

Os 10 melhores teatros “The Guadian “-11 d dezembro d 2015

A partir de salas de música douradas a pedra antiga ,

crítico de arquitetura do Observer apresenta sua variedade de cenários mais deslumbrantes do mundo

Uma longa, estreita rua,

como um espaço na concha (estrutura) queimada de um antigo teatro.

É assistido

por uma parede de galerias construídas a partir de andaimes.

Construído para servir as performances orgiásticas do criador do teatro Zé Celso,

que afirmou que a ideia para o plano aberto

veio ,quando, em uma viagem de ácido e fugindo da polícia,

encontrou-se preso contra uma parede sólida.

O Teatro Oficina mudou as linhas de visão,

com perspectivas desafiadoras,

assentos duros

e é muito mais,

não os teatros na forma q pretendem ser ,

e exatamente por isso,

 é o mais intenso

Leia o artigo original do The Observer/The Guardian aqui.

 Estreia_Misterios_ Jennifer_Glass

 

No último sábado, 11 de dezembro de 2015, às 21h, o Teat(r)o Oficina participou da Programação da 1ª Jornada do Patrimônio em São Paulo, com a Encenação de Mistérios Gozósos, inspirado no Poema “O Santeiro do Mangue” de Oswald de Andrade .

A Secretaria da Cultura da Cidade de São Paulo, agora na gestão do arquiteto Nabil Bonduki, patrocinou o espetáculo.

Assim tivemos a Glória de receber uma Multidão de Graça pra conhecer, reconhecer o Espaço Tombado pelos 3 Órgãos de Proteção do Patrimônio do Brasil: IPHAN, COMPRESP y CONDEPHAT, em sua plena Ação Pulmonar d seus Ritos Teatrais .

Tão intensa, quanto muitas q os 54 anos do Teat(r)o Oficina tatuaram na História do Teatro Vivo Mundial. Toda a nova geração y eu mesmo, dos meus 78 anos, apreendi com o Público q lotava o Teat(r)o muito esta noite, sobretudo por ser um lance ligado à Jornada do Patrimônio, q depois de 21 anos ainda nos mostrou q podemos ir mais longe no Espaço q ocupamos.

Estou na Madrugada de véspera de um Ensaio da peça em Cartaz, em q vamos com toda a equipe multimídia plural do Elenco estudar o quanto podemos criar mais, nos Mistérios, depois desta noite.

Y tivemos a surpresa de uma extraordinária coincidência: Na mesma data, o Teatro Oficina foi considerado pelo Crítico de Arquitetura Rowan Moore, do The Observer/The Guardian, o melhor teatro do Mundo. Eu mesmo comuniquei ao Público esta notícia; os aplausos por este reconhecimento incendiaram novamente o TeAT(r)O Oficina.

Sei q é inimaginável pra muitos o Oficina estar à frente do Teatro Grego de Epidauro. Eu mesmo levei um susto. Como? O Oficina , na frente do Terreirão d Dionísios, o deus do Teatro?

Mas hoje, traduzindo o texto e Rowan pro brazileyro, entendi o q mais o impressionou: a intensidade, trazida por este espaço pela revolução no assistir Teatro, na visão da multiplicidade de perspectivas possíveis.

Há um verso q repetimos, cantando entre os vários quadros da peça:

Há um grande cansaço de explicar o mar…

A Dificuldade de, mais q nunca, nos dia d hoje, termos de explicar o inexplicável… q é o q é, o q esta sendo no Teat(r)o Oficina

Há 54 anos conseguimos, nós, tecno-artistas, manter vivo este lugar, com um inexplicável esforço, varando crises como esta dos dias y noites em q vivemos hoje.

Nessa noite, somada a esta notícia vindo do The Guardian, vislumbramos a possibilidade de pedir o Tombamento do Teat(r)o Oficina também pela UNESCO, visando o encontro de apoios do Poder Econômico, ou da Filantropia Internacional do Capitalismo, q numa atitude Perestroika, em sua decadência, nos possibilite um voo muito maior da Arte do Teatro no Brasil y no Mundo.

O Teat(r)o Oficina, seu Acervo Enorme Multimidias, até hoje trancafiado, y sua própria Ação Teatral noturna y diurna, em SamPã ou em qualquer lugar do mundo, pode trazer uma contribuição imensa pra transmutação dos valores q mantem o Mundo vivendo talvez a Crise mais Burra de sua História.

Pode até ser uma pretensão desmedida, mas tenho q clamar enquanto estamos vivos. Como, talvez, a imensa maioria dos seres vivos hoje no Planeta Vivo chamado Terra, estamos dando muito menos do q podemos dar, travados por “Preconceitos, Tabus…”, q, como disse Luiz Carlos Prestes, o Cavaleiro da Esperança, na sua Última Entrevista ainda Vivo, “…têm Infernizado a trajetória da humanidade, até agora”.

Há um Tabú enorme em torno do Teat(r)o Oficina, q sufoca todos q, em cada geração, dão almas y corpos a esta transformação dos Tabus em Totens.

Há um grande cansaço em explicar o mar

Nesta mesma sessão de Mistérios Gozósos, um poeta, jornalista, crítico literário, dramaturgo com peças publicadas, q já escreveu sobre Augusto de Campos , publicou um livro chamado “A prova dos nove: alguma poesia moderna e a tarefa da alegria”, Professor do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp; sobretudo, um dos criadores da mais bela exposição q vi em minha vida, com fotos nos Ianomamis, de Viveiros de Castro, pois essa pessoa, logo depois de ter visto a peça, foi pro FaceBook y fez este comentário:

Minha ideia de pesadelo: ser submetido a uma peça de teatro que use, de forma canalha, as palavras e o nome do xamã yanomami Davi Kopenawa para defender o governo etnocida de Dilma Rousseff. Uma peça que minta para seu público que salvar a carreira política de Dilma é salvar a Amazônia. Uma peça que traga a voz e a cara de Jorge Mautner, garoto-propaganda daquele completo crime que é a hidrelétrica de Belo Monte, para propor Oswald de Andrade como o suposto criador de um “cristianismo do século XXI”. Uma peça que seja um tenebroso hino aos poderosos da vez, com o detalhe que seria irônico – se não fosse constrangedor – de ser patrocinada pela Petrobras, mas que acabe gritando, infantilmente, que “não tem arrego”. Ora, essa peça seria um arrego do início ao fim…Eduardo Sterzi

Este texto me chocou tanto, vindo de quem veio, pois Mistérios Gozósos, já em Oswald d Andrade, é um texto de muitas Vozes. Há uma belíssima tese com o nome de “CONTRAPONTO DE VOZES”: A BIOGRAFIA DE O SANTEIRO DO MANGUE, DE OSWALD DE ANDRADE, por
RENATO CORDEIRO GOMES, Professor de Literatura Brasileira (UERJ) e de Comunicação e Teatro (PUC-RJ), q aconselho a Eduardo ler.

Mas o q me impressiona mais é q a peça é uma Obra de Arte, não é um manifesto político. É difícil entender a cabeça de um ser humano com a formação de Eduardo, q nos chama de Canalhas, porque numa mesma peça, segundo ele,“usamos”o nome de Davi Kopenawa pra defender o governo etnicida de Dilma Rousseff”.

Há duas cenas no Poema de Oswald em q surge, na Roleta do Cassino do Comendador do Mangue, a personagem de Madame Bovary, feita magistralmente pela grande atriz Joana Medeiros.

A Primeira vez q aparece é em na “Oração do Mangue”, na mesma cena em q Davi Kopenawa é citado pela 1ª Vez, em q a Persongem de Madame aparece com o seguinte texto d Oswald: “Encontrei num Grande Hotel Lord Byron y Madame Bovary, y sobre eles erguido o Comendador do Mangue, erguido sobre o Mangue, tendo ideias” sobre a Crise, etc…

Na Cena a Personagem do Comendador do Mangue enraba Madame Bovary y Lord Byron, no alto da mais alta estrutura do Teat(r)o Oficina. A Personagem de Madame Bovary aparece copulando metaforicamente, com o Comendador, comprometida com Ele.

Já num quadro seguinte, Madame Bovary reaparece pra jogar no Cassino da Roleta Viciada q sempre termina de rodar no Vermelho 28, número q o Comendador sempre joga y ganha. No dia seguinte à instauração do Impeachment contra Dilma Roussef reescrevi esta cena, em q ficava explícita a situação do Impeachment, com todas as Personas envolvidas na inauguração – q chamei d Bolsacaro Infeliciano da Unha, concentradas numa Personagem criada pela grande atriz trans Wallace Ruy.

E depois, ainda, a pedido do ator mais jovem da Cia., inclui uma Cena sobre o “não arrego”.

Declaro aqui, como já assinei no Manifesto dos Artistas, q sou contra o Impeachment de Dilma. A Cena referida é uma Voz q não podia deixar de ser trazida em forma d Ópera de Carnaval. Em Madame Bovary, Joana Medeiros ainda trouxe as vozes tão faltantes de Darcy Ribeiro y de Lionel Brizola. O amado político antropólogo.

 Óbvio q sei da posição de Dilma diante da luta Indígena, d sua mentalidade desenvolvimentista, mas o q dizer das Personagens q querem seu Lugar? Vão ser muito melhor para os Índios q vivem no Brasil?

São Vozes q neste momento fazem parte da situação específica do País em q vivemos. Prefiro a liberdade d expressão e de investigação q rola no Brasil do q as ameaças dos q querem suceder Dilma.

Vivi a Tortura, o Exílio, na Ditadura y há um ano sei q vivemos sob a ditadura do Congresso mais asqueroso d toda a História do Brasil, responsáveis pela Crise Atual muito mais q Dilma, impedida de Governar.

No Teatro, nós, canalhas, não julgamos ninguém; a arte é livre do radicalismo político ideológico.

Me impressiona q justamente você, Eduardo Sterzi, com a cultura q tem, esteja tomado pela Cegueira do Fascismo Brasileiro do Ódio ao Bode Expiatório Dilma. Você, nos chamando de Canalhas, por sermos patrocinados pela Petrobras? Uai, você deve ter seu carrinho, eu não tenho. O belíssimo livro de Davi Kopenawa está editado em papel, pele arrancada da Floresta. Como Davi Kopenawa, também viajo d avião quando posso. Augusto de Campos recebeu título d Grande Poeta das mãos d Dilma. E é também contra o Impeachment.

Mas o q mais me surpreende é você estar tão cego q é incapaz de ler uma Obra de Arte d Teat(r)o: essa arte da própria contradição da alegria y tragédia, d estarmos vivos, além do bem y do mal.

Seu Ódio cheio de Juízo d Deus, tão estreito, tão burro mesmo… Assim você passa a fazer parte da onda d burrice q assola o Brasil.

Acorda cara, leia a crítica maravilhosa da peça feita pelo jovem crítico de teatro, o talentosíssimo Wellington de Andrade, da Revista Cult. (Leia aqui)

A Tua Voz, nos chamando d Canalhas, penso, vai ter q entrar nos Mistérios, pois deve haver muitos q estão tomados por esta onda d ódio policial em cima das Artes. Mas espero que você logo se liberte deste vodu.

Minha avó paterna é Índia. Eu uso sempre, mesmo na peça, um colar indígena.

Cultuo este meu DNA, como a parte mais amada d meu próprio corpo.

Na mesma noite q você viu a peça, uma jovem índia, Belíssima, veio me dar um abraço y um passe indígena, pra q minha pessoa não seja maltratada, como você faz comigo y com todxs do Oficina Uzyna Uzona

E concluo com:

E o mar q mais parece um caramujo sujo
Cor de chumbo
Plúmbeo
Há um grande cansaço em explicar o mar
Há um grande cansaço em explicar o mar
Há um grande cansaço em explicar
Há um grande cansaço
A Mar

Desejo q alguém leia este texto todo

Acho q vai ser pouca gente

Mas tinha q pôr tudo isso pra fora com tudo q sintomatizou em Cena este 12 d dezembro.

MERDA

iÓ! Amado André 

como muitos Artistas 

quero também aplicar minha assinatura neste

magnético

manifesto

do dia 8 d’ Oxum

germinado por Leonardo Boff y Chico Buarque

as palavras me  banharam em água doce

de olho d’ água nascido  

recém-renascido já

jorrando cachoeiras

potentes

oportunas

natal na terra no Brazil y no Mundo

d religa essa força elétrica energética tão poderosa,

desligada há tanto tempo!

confesso q demorei a saber como fazer esta ação

soube pela Net quando por coincidência

Itala Nandi t pedia pra dizer:

como faz pra assinar?

Mas foi o que é, y Klotzel,

y começa por aí,

stamos juntos

é o q mais desejo y interessa

 José Celso Martinez Corrêa – Artista de Teat(r)o 

 Zé

Humor Amor y Muito Mais

………………………………………………………………………..

Carta ao Brasil

Artistas, intelectuais, pessoas ligadas à cultura que vivemos direta e indiretamente sob um regime de ditadura militar; que sofremos censura, restrições e variadas formas de opressão; que dedicamos nossos esforços de forma obstinada, junto a outros setores da sociedade, para reestabelecer o Estado de Direito, não aceitaremos qualquer retrocesso nas conquistas históricas que obtivemos.

Independente de opiniões políticas, filiação ou preferências, a democracia representativa não admite retrocessos.

A institucionalidade e a observância do preceito de que o Presidente da República somente poderá ser destituído do seu cargo mediante o cometimento de crime de responsabilidade é condição para a manutenção desse processo democrático.

Consideramos inadmissível que o país perca as conquistas resultantes da luta de muitos que aí estão, ou já se foram. E não admitiremos, nem aceitaremos passivamente qualquer prática que não respeite integralmente este preceito.

8 de dezembro de 2015.

Afonso Borges, produtor cultural

Altamiro Borges, jornalista

André Klotzel, cineasta

André Iki Siqueira, escritor e documentarista

André Vainer, arquiteto

Anibal Massaini, produtor de cinema

Antônio Grassi, ator

Antônio Pitanga, ator

Antonio Prata, escritor

Arrigo Barnabé, compositor

Audálio Dantas, jornalista e escritor

Bete Mendes, atriz

Beto Rodrigues, cineasta

Betty Faria, atriz

Camila Pitanga, atriz

Carolina Benevides, produtora de cinema

César Callegari, sociólogo

Chico Buarque, compositor, cantor, escritor

Claudio Amaral Peixoto, diretor de arte e cenografia

Cláudio Kahns, cineasta

Clélia Bessa, produtora de cinema

Conceição Lemes, jornalista

Dacio Malta, jornalista

Daniela Thomas, cineasta

Dira Paes, atriz

Eduardo Lurnel, produtor cultural

Eliane Caffé, cineasta

Emir Sader, sociólogo

Eric Nepomuceno, escritor

Felipe Nepomuceno, documentarista

Fernando Morais, jornalista e escritor

Francisco (Ícaro Martins), cineasta

Gabriel Priolli,jornalista

Galeno Amorim, jornalista

Giba Assis Brasil, cineasta

Guiomar de Grammont, escritora e professora universitária

Hildegard Angel, jornalista

Ingra Liberato, atriz

Isa Grinspum Ferraz , cineasta

Ivo Herzog, diretor do Instituto Vladimir Herzog

Izaías Almada, escritor

João Paulo Soares, jornalista

José Celso Martinez Corrêa, ator, diretor, dramaturgo

José de Abreu, ator

Jose Joffily, cineasta

José Miguel Wisnik, músico

José Paulo Moutinho Filho, advogado

Jose Roberto Torero, escritor

Letícia Sabatella, atriz

Lincoln Secco, professor da USP

Lira Neto, escritor

Lírio Ferreira cineasta

Lucas Figueiredo, jornalista e escritor

Lucy Barreto, produtora de cinema

Luís Fernando Emediato, editor

Luiz Carlos Barreto, produtor de cinema

Marcelo Carvalho Ferraz, arquiteto

Marcelo Santiago, cineasta

Marcos Altberg, cineasta

Marema Valadão, poeta

Maria Rita Kehl, psicanalista

Marília Alvim, cineasta

Marina Maluf, historiadora

Marta Alencar Carvana, produtora

Martha Vianna, ceramista

Maurice Capovila, cineasta

Miguel Faria, cineasta

Murilo Salles, cineasta

Padre Ricardo Rezende, diretor da ONG Humanos Direitos

Paula Barreto, produtora de cinema

Paulo Betti, ator

Paulo Cesar Caju, jornalista

Paulo Sérgio Pinheiro, ex-ministro de direitos humanos

Paulo Thiago, cineasta

Pedro Farkas, cineasta

Renato Tapajós, cineasta

Roberto Farias, cineasta

Roberto Gervitz, cineasta

Roberto Lima, dramaturgo e gestor cultural

Roberto Muylaert, jornalista

Romulo Marinho, produtor de cinema

Rosemberg Cariri, cineasta

Samuel MacDowell de Figueiredo, advogado

Sebastião Velasco e Cruz, cientista político

Sergio Muniz, cineasta

Solange Farkas, curadora

Tata Amaral, cineasta

 

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Rito da Primeira Estação pelas ruas do Bixiga, cheio de Libido. Foto Jennifer Glass.

MANIFESTAÇÕES POLÍTICAS NÃO DECIFRADAS

No início dos 60, Sartre e Simone de Beauvoir foram ao pedacinho da Terra onde nasci, Aracoara, a morada do sol: Araraquara. O sucesso de mydia ficou por conta da conferência que Sartre fez na Faculdade de Filosofia. Mas o grande acontecimento político se deu no velho Theatro Municipal. O Theatro era irmão vindo da mesma fábrica do Theatro José de Alencar, de Fortaleza: estruturas arquitectônicas importadas de Glasgow, na Escócia, feitas especialmente para o calor dos trópicos do Hemisfério Sul. Era lindo, mas, por estupidez, foi destruído na Ditadura para dar lugar a uma Torre da Prefeitura da Cidade. Sem comentários. Não quero fugir do que quero dizer.

Leia o texto na íntegra aqui.

Tony Reis e Mariano Mattos Martins em cena com o Sr. Smith na peça Acordes, dirigida por Zé Celso.

Tony Reis e Mariano Mattos Martins no Teat(r)o Oficina, em cena com o Sr. Smith na peça Acordes, dirigida por Zé Celso.

Intimados para nova audiência no caso movido pela Justiça Pública que acusa artistas da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona de “Crime contra o sentimento religioso”, o diretor José Celso Martinez Corrêa, e os atores Mariano Mattos Martins e Antônio Carlos da Conceição Reis (Tony Reis), todos da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, deverão comparecer ao Fórum Criminal da Barra Funda na próxima segunda-feira, dia 08 de junho de 2015, às 16h.

O caso é relacionado à cena vivida pelos três artistas na PUC – Pontifícia Universidade Católica em 2012, baseada em texto de Bertolt Brecht, atendendo a convite de dirigentes, professores e alunos da PUC/SP – que, em greve, manifestavam-se contrários à decisão arbitrária dos mantenedores da Universidade de empossar o reitor que se classificou em 3º lugar na disputa, ao invés de acatar a eleição democrática.

Essa é a segunda vez que os artistas comparecerão ao Fórum Criminal da Barra Funda. Em 05 de novembro de 2014 eles foram intimados para uma audiência preliminar do processo 0056740-71.2013.8.26.0050, no caso em questão. Assistidos por seus Advogados, Dr. Fernando Castelo Branco e Dra. Fernanda de Almeida Carneiro, os três compareceram ao Fórum e ouviram as acusações do promotor. Entre elas, a de que estavam (na cena vivida na PUC em 2012) se escondendo através do Teatro para dizer impropérios e incitar a violência.

Depois dessa Violenta Manifestação do Promotor, contra o Teatro, considerando-o como uma Arte que não passa de um Esconderijo pra Cometer Violência e dizer impropérios, Zé Celso não se conteve e acusou o Procurador de Vilipêndio e Crime contra a Arte do Teatro em si. Diante desta ofensa explícita do Promotor ao TEATRO, os atuadores do Teat(r)o Oficina rejeitaram a proposta de transação penal do Mistério Público, pagando uma multa – o que significaria o encerramento do caso, mas que significaria também o reconhecimento da Culpa do Teatro ser realmente um Biombo para Ações Violentas e Impropérios.  Como não aceitaram a proposta de transação penal feita pelo Representante do Ministério Público, Dr. Matheus Jacob Fialdini, voltam agora para mais uma audiência, que pode implicar em pena de até um ano de detenção.

Para entender o caso:

Leia aqui texto assinado por Zé Celso sobre o início da acusação.

No início de novembro de 2012, a Pontifícia Universidade Católica nomeou a professora Anna Maria Marques Cintra como nova reitora da instituição, a despeito do fato de ter sido a candidata menos votada pela comunidade. Insatisfeitos, alunos, funcionários e professores iniciaram uma greve, que se estenderia por vários meses. Nesse período, foram realizadas diversas manifestações contra a nomeação, considerada arbitrária por diversos segmentos da sociedade.

Paralelamente, estava sendo encenada, no Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, sob a direção de Zé Celso, o musical “Acordes”. Baseada em texto adaptado de Bertolt Brecht, a peça refletia sobre o autoritarismo e o papel da multidão dentro do contexto das mudanças. Diante da similaridade dos temas, os grevistas convidaram a companhia para encenar um trecho da peça nas dependências da universidade. Foi solicitado, ainda, a adaptação daquele trecho para melhor refletir o momento vivido na PUC. Zé Celso, ex-aluno daquela universidade, aceitou com a Companhia o convite e modificou a figura do autoritarismo, representada, na peça original pelo boneco Sr. Smith, pela figura de um religioso.

No dia 27.11.12, membros da própria reitoria autorizaram a entrada do diretor e dos atores, que foram  conduzidos à Praça da Cruz, local onde os grevistas estavam reunidos e realizavam a “Assembleia Permanente dos Estudantes”. O trecho da peça foi encenado naquele local e o vídeo da apresentação disponibilizado no canal do Youtube do Teat(r)o Oficina. Assim como na peça original, o boneco é mutilado e, ao final, decapitado – como alegoria à necessidade de se rebelar contra o autoritarismo.

Alguns meses depois, o Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, sentindo-se ofendido pelo teor da apresentação, encaminhou abaixo-assinado para o Procurador Geral de Justiça de São Paulo, requerendo instauração de inquérito policial para apuração de eventuais crimes que pudessem ter sido cometidos, como aqueles previstos no artigo 208 do Código Penal – escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa ou vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso – e ainda, aquele previsto de artigo 286 do mesmo Código Penal – incitação ao crime.

O inquérito policial foi instaurado, e os investigados – JOSÉ CELSO, MARIANO e ANTONIO CARLOS – esclareceram que jamais tiveram a intenção de escarnecer da fé católica ou zombar de objetos religiosos, mas apenas apoiavam mudanças políticas na PUC. Afinal, a intenção dos atuadores do Teat(r)o Oficina jamais foi a de ofender o sentimento religioso, mas apenas, por meio da liberdade de expressão artística – atendendo a convite e após ser franqueada sua entrada na PUC – participar do protesto pacífico que estava sendo organizado por dirigentes, professores e alunos da instituição.

Durante a audiência preliminar realizada no Fórum Criminal da Barra Funda no dia 05.11.14, os atuadores do Teat(r)o Oficina não aceitaram a proposta de transação penal feita pelo Representante do Ministério Público, Dr. Matheus Jacob Fialdini. O Promotor, então, ofereceu denúncia contra JOSÉ CELSO, MARIANO e ANTONIO CARLOS, afirmando que “no dia 27 de novembro de 2012, nas dependências da Pontifícia

Universidade Católica de São Paulo, mais especificamente no espaço conhecido como Pátio ou Praça da Cruz, durante uma suposta encenação teatral, JOSÉ CELSO MARTINEZ CORRÊA, qualificado as fls. 45, MARIANO MATTOS MARTINS, qualificado as fls. 46, e, ANTONIO CARLOS DA CONCEIÇÃO REIS, qualificado as fls. 55, agindo em concurso e com unidade de desígnios, vilipendiaram publicamente objeto de culto religioso (…) além de ridicularizarem a imagem do Papa Bento XVI”. O (suposto) crime pelo qual foram denunciados, previsto no artigo 208 do Código Penal, tem pena de até um ano de detenção.

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Roderick Himeros em cena de O Banquete. Foto Fernando Lima

Roderick Himeros em cena de O Banquete. Foto Fernando Lima

Semana da Ressurreição do Corpo do Christo Ressucita
a maior Parada Gay do mundo
y  
o Teat(r)o  Oficina atua direto no assunto.
Por isso nós, Artistas do Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona
saudamos
a Semana  da Ressurreição do Corpo de Cristo,
justamente sincrônica
à Semana da Parada Gay,
que torna rhealmente Epifânica esta data
em que o Amor de Jesus sai do Armário
Nossa saudação está na materialização
da nossa atuação músico teatral
de 5ª e 6ª, com a peça de Artaud Pra dar um fim no juízo de deus,
y Sábado, com a peça de Platão Sócrates O Banquete 2015
No Domingo damos uma Parada
pra podemos estar presentes nesse fenômeno sacro religozozo:
a “Parada Gay 2015”
Porque a Parada Gay cai sempre nesta semana Milagrosa?
Nós, tecno artistas, temos respostas excitantes pra essa pergunta
nos nossos dois Espetáculos Rituais
OficinaUzynaUzona

sanguenasbandeiras

– Índios Guaranis, q vivem na Zona Norte de São Paulo, correndo o risco de perder mais de 700 Hectares de Terras já apontadas como Indígenas pela FUNAI, re-existem;

– Professores altivos mais q nunca em suas Lutas por uma Educação q os ensine a interpretar os fatos Fora dos Clichês;

– PMS q se recusam a massacrar Professores em Curitiba;

– Presidente Dilma Rousseff e ex Presidente Lula:

Nós temos hoje um Ministro da Educação, o Professor, Mestre Maravilhoso Renato Janine Ribeiro, felizmente não da Pátria Patriarcal Educadora, mas muito mais da Educadora Amante e Amada Cultura, a Amântria.

Tenho certeza q é um aliado da ousada luta dos Professores brasileiros, pra formar craques na Pedagogia Afetiva que é a Educação.

Índios Guarani Kaiowas protestam na Av. Paulista. Foto do Portal UOL.

Índios Guarani Kaiowas protestam na Av. Paulista. Foto do Portal UOL.

Os Corpos de muitos brazyleros viveram o que a Presidente Dilma Rousseff viveu também, em seu CorpoAlma, AmalGamado no deus dentro do Entusiasmo do Brazil dos Índios Pelados, sem Estado, Xamãs, Professores, cuidadores das Florestas, hoje ameaçados na capital do capital de Reintegração de Posse do q sempre foi deles; dos Africanos professores inventores, pra todos, da Magia da Cultura de Re-Existência diante d qualquer Escravidão com o Candomblé; como jogo d cintura d’África, ensinados pelos professores das escolas de bambas, requebrando couraças, esqueletos rígidos, libertando cundalinis presas, no gozo.

Mas até uma parcela destes, os a$$imilados, assumem um fundamentalismo racista, proibindo uma atriz de se pintar de negra em Cena. Um, numero clássico do Teatro, da Musica, de todos os tempos.

Só no Oficina já teve a Negra Céllia Nascimento q se pintou de Branca pra fazer o papel de Emilinha Borba, e o Ator Rodolfo Dias Paes Dipa Branco, q substituiu um Ótimo Ator Negro, q durante um espetáculo das Cacildas deixou o papel de Grande Othelo.

É um sintoma dos tempos em q a Paranoia “ista” está reaparecendo na deseducação geral.

Vivemos anos dos Professores da Arte Política na Anarquia, do Auto Governo, trazida pelos primeiros povos emigrantes de todos os Cantos da Terra, no país industrializando-se em plena luta de classes, e já Globalizado pelo Café.

Neste Brazil, ainda mal ecoando a revolução – a soviética, brotaram de todos os lados leis de liberdades sociais, vindas dos míticos movimentos dos Tenentes da Coluna  Prestes; tornadas leis a favor dos trabalhadores na revolução de 1930, liderada pelo suicidado Presidente Getúlio Vargas; reAfirmadas apaixonadamente pela Juventude pós 24 de agosto de 1954, Trabalhista ou não, por Sindicalistas, Políticos Talentosos, Movimento das Ligas Camponesas, Criadores Culturais, Intelectuais, Marinheiros, Soldados etc., num encontro de todas as águas fertilizdoras q inventaram as Reformas de Base do Governo Jango Goulart, até hoje imprescindíveis ao Brazil.

A Universidade de Brasília imaginada por Darcy Ribeiro, onde Boal, toda minha maravilhosa geração, inclusive eu, íamos aprender a criar uma Cultura&Educação formadora de uma Inteligência nos Trópicos do Sul, saltando Fora do ameaçador “Acordo MEC USAID” de Cultura e para o Mercado.

Este “Acordo” acabou por ser imposto com o Golpe Civil e Militar Da Casa Grande em 1964, interrompendo este coito/ até mil novecentos e oitenta e oito.

Hoje as panelas cheias, se esvaziam pra bater pra q não se ouça o q o Bode Expiatório Mor, o PT, tem a dizer.  E no q se chama democracia quem mais tem de ser ouvido, são exatamente os “Bodes Expiatórios”, as pessoas transformadas em Tabus, como Lula, agora.

Pena q você está de novo carrancudo. Concordo com tudo q você disse, mas como Professor de Teatro, não posso deixar de lhe dizer pra não perder sua qualidade de Supremo Ator, seu Humor Maravilhoso de Palhaço Filosofo Socrático e gargalhar da Cicuta que as panelas lhe oferecem.

Todos os fundamentalismo$ contemporâneos se equivalem, viraram hoje doença, epidemias. Essa Peste já existia com o nazismo, fascismo, stalinismo e se hoje eu fosse enumerar não ia poder mais sair do computador.

Vem do cu fechado de medo de perder suas Imagens Únicas, seus privilégios no Crash atual, não só Econômico, mas de Valores.
O início de uma minúscula, mas musculosa ascensão social dos pobres sincrônica ao esplendor solar q a revolução libertária do ser humano, reencontrando-se como forma de natureza em contínua transformação, trouxeram essa moléstia da Vingança dos Ressentidos.
E talvez por esses momentos afirmativos todos, os “ismos” entraram em nóia e passaram ao ataque de tudo q foi conquistado.

A Velha Senhora Golpista Retornou, quem está fazendo bem o papel dela é o Bode Eduardo Cunha: a Maestrina das Panelas e da Bancada das Bíblias e das Balas. Suas emanações, fizeram sangrar o 1º sangue destes panelaços surdos, ao molho pardo, em Curitiba.
Foi o Retorno à Moda do Exorcismo, em cima dos Bodes Professores, como muitos outros Bodes, contidos na Imagem do Bodão Lula.
E quem fez o serviço foi justamente a maioria da PM.

Mas a Vida mostrou em Glória na atitude de uma minoria de PMS, q recusou-se à participar deste Massacre. Bravo! Essa Minoria é o somos todos nós: a Família Pirada Humana.

Os Professores encontraram nos Guaranis, e nestes PMS q disseram o “Sim” em seu “Não” ao Massacre, seus mais novos aliados Humanos Demais.

0802-COT-0601

O Movimento dos Professores cresce como nunca e passa a ambicionar um aumento de quase 80%, com toda razão,
o q não é nada diante do q ganham os destruidores de Cidades, da Natureza na especulação financeira.

Nessa reivindicação orgulhosa os Professores passam a ser Protagonistas, ao se recusarem à formar cidadãos de 2ª Classe pro Mercado, exigindo o direito de cuidar melhor de si, pra reestudarem e reinventarem sua profissão.

Os Professores, os Índios lutando em SamPã, por suas terras sagradas, os PM q disseram não, talvez sejam os movimentos q possam nos ensinar à nos curarmos destas cargas negativas, sobre o bebê renascido nos programas nunca até agora tão fortes e maravilhosos da nova Esquerda desencuecada.

Tudo q é peso ficou com a Direita Raivosa.

Os Jornalões, as TVzonas, toda a Maquina de Ensino sempre ameaçador do Imperialismo Capitalista não está com essa bola toda.

Hoje além do bem do mal, está tudo escancarado pela Net e mais ainda pela defesa da Liberdade de Expressão, a maior qualidade do 2º Governo Dilma.

Desde a Crise de 2008, o CorpoAlma feito desta história Canibal Entusiasmada, foi perdendo absurdamente a anima, numa Crise q nem sua era, mas do próprio Neo Liberalismo.

Nestes dias discute-se no maior cinismo no Congresso o Necessário Reajuste Fiscal, mas já começa caindo em cima dos q trabalham no andar de baixo.

Nós todos os de baixo é que temos que pagar o “ajuste fiscal”, pois ele é consequência de gastos sociais a favor dos pobres como clama o Coro da Medíocre Dona Vingança.

A Própria Dilma na situação de Bode Mor, colocada numa sinuca de bico, quer agora que todo PT apoie o ajuste, em cima dos q trabalham e não dos q especulam.

Ela q foi formada na defesa desses direitos, está se deixando intimidar por tocar no Tabu dos Tabus: o das Grandes Fortunas.

Thomas Piquetty em seu “Capitalismo no Século 21”, não toca no Brazil por falta de dados estatísticos, mas bem ou mal eles existem, foi um escrúpulo desnecessário de sua parte… Mas ele revela o abismo entre o Capital da Era Industrial Produtiva e o da Era atual: o Capital Especulativo.

A renda d quem não trabalha é infinitamente maior do q a de quem produz. Aí este jovem, aliás, Professor, economista, apontando o Tabu do Ajuste Fiscal: solução, a taxação das Heranças, das Grandes Fortunas e dos Bancos.

A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, no seu Art. 153, estabelece q “Compete à União no inciso VII, instituir impostos sobre: grandes fortunas, nos termos de lei complementar.”

Porque tem sido, o único imposto q até hoje não foi cobrado, nem sequer regulamentado juridicamente, pelos políticos do País?

São Fortunas hoje nas mãos de pessoas brasileiras, entre muitas delas, humanistas, artistas, cineastas, artistas de TV.
Como tudo hoje está escancarado, os retratos dos bilionários aparece, sempre ritimicamente, na Internet. Todos sabem quem são.
Como estas Fortunas se fizeram, nem os q usufruem delas, talvez, hoje saibam. Mas é óbvio q o Capitalismo não nasceu e cresceu na pureza, a própria exploração do trabalho humano, a Escravidão, o Imperialismo Coloniali$ta em si é a Mãe e Pai da Corrupção das Corrupções.

Piketty nos atenta: nunca houve maior desigualdade em toda a história da humanidade como nos dias de hoje.

E é incrível q o próprio Partidos dos Trabalhadores está sendo chamado à apoiar leis contra o q justifica sua existência.

Chegamos à uma situação paradoxal, q talvez todos nós brazileros q amamos o q criamos com nossos mais diversos trabalhos, e os que criam seus trabalhos e fazem parte das grandes fortunas, possam eles mesmos, ser os q vão se dar ao luxo de liderar um movimento de taxação das suas próprias Grandes Riquezas, das Heranças, dos Bancos.

Porque suas caras honestas, na geração atual diante da situação de humanidade endoidada de agora já estão parecendo caras dos WANTEDS de Faroestes.

Todo mundo sabe de tudo.

Nós temos q retomar novamente o Brazil q foi outra vez recentemente interrompido em seu crescimento humano por Políticos sem talento q praticamente arrasaram a Arte Maravilhosa de fazer Política.

Meu Pai foi, minhas Irmãs foram também professoras. Nós fomos muito mais q educados, fomos culturados. Nosso Pai Professor, comprava livros distribuídos por Monteiro Lobato sobre o Brazil e a Literatura Universal, filmava… Sei q hoje não se aconselha a sermos alfabetizados na família, mas eu adorei ser.

Isso pra dizer q acredito mais hoje nas pessoas dos Professores, com condições de viverem uma vida menos apertadas pra poderem viver a vida estudando, cultivando sua própria vida pra poder ao mesmo tempo passar por amor, como os gregos, a Sabedoria na Pedagogía da

Relação Inter Subjetiva entre Aluno e Professor mediados por Eros, como no “Banquete” de Platão Sócrates Antropofagiado q estamos apresentando no Teat(r)o Oficina.

O grande trauma da esquerda é a maior loucura dos tempos atuais. Todas as grandes causas humanas estão nas mãos dela.

A Direita hoje é q é o novo Stalinismo. A esquerda libertou-se dos seus modelos de socialismo real, e acolhe hoje os movimentos Libertários, o dos Índios Cuidadores da Natureza, os movimentos da liberdade do Amor, o Passe Livre, o Parque Augusta, o Entorno do Teat(r)o Oficina, a Taxação das Grandes Fortunas.

Dilma você tem, se quiser, o poder de dar uma guinada pro lado q te fez quem é, pode aprender muito com a audácia dos professores.
O povo brasileiro precisa que você tome uma posição à favor de tudo q é renovador do Poder dos Humanos. Não acredite tanto no Vodu, na Feitiçaria dos Falsos Bruxos do Mercado.

Lembre-se o q você já passou e passa, tome um banho de ervas, acredite no Feitiço q corre em teu sangue, dá um chega pra lá, de Bruxa Mineira, na Cunha da Cruz q te Tortura mais q nunca e o povo Brasileiro se Levanta contigo, sem precisar como Vargas de derramar seu sangue. Esta atitude é a única pra conter o Golpe já presente nos panelaços, mais uma vez em nossas vidas, e pode nos fazer retomando o caminho de uma Democracia Popular, Educada, Culta, sobre tudo GENEROSA, livrando seu Animal Erótico

Zé Celso

6 de maio de 2015